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O caráter punitivo do novo “voto útil”

Por Carlos Santos

O comportamento do eleitor nas urnas, este ano, produziu um novo conceito de “voto útil”. Ao contrário do que a Ciência Política define em seus compêndios ou em extensas teorias, votar útil passou a ser uma escolha para expurgo de favoritos, em vez de opção por alguém em especial.

Teve caráter punitivo, que se diga.

Esse fenômeno aconteceu por todo o país. Produziu mudanças consideráveis no Congresso Nacional e legislativos estaduais. Surpreendeu-me positivamente, porque é resultado da própria indignação do povo que selecionou outros personagens em vez de se anular.

Essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada. A Câmara Federal terá menor número de sindicalistas, como também boa parte dos líderes da reforma trabalhista não retornará. Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. Ou seja, 75% de mudanças. Na Câmara Federal, 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação.

Congressistas e os maiores partidos do país fizeram esforço graúdo à aprovação de uma minirreforma política que tecnicamente tornaria mais difícil a eleição de novidades. Encolheram as campanhas (45 dias), reduziram tempo em rádio e televisão, restringiram a propaganda nas ruas e aumentaram fundos partidário-eleitorais, além de outras medidas.

Não deu certo. Não combinaram com a massa-gente.

A revolta popular contra a política, os políticos e os partidos marchava para número alarmantes do chamado não voto (branco, nulo principalmente e abstenção), contudo terminou calibrada para exclusão de velhos caciques, políticos profissionais e muita gente às voltas com a justiça.

A campanha do voto nulo que favorecia indiretamente os políticos mais tradicionais, acabou perdendo para esse voto tático. A manobra de 180 graus do eleitor, que parece extraída da “teoria dos jogos”, é uma agradável surpresa para a jovem democracia brasileira, que quase não conhece alternância no poder, mas precisa promovê-la pela soberania popular, ou seja, o voto.

Como diz o reeleito deputado federal Tiririca, “pior que tá, não fica“. Será? Veremos, veremos!

PRIMEIRA PÁGINA

Fátima Bezerra ganha apoio do PSB em forma de combo – No final de semana, a candidata ao governo estadual pela Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT), recebeu apoio do PSB com o deputado federal reeleito Rafael Motta (veja AQUI). No “combo”, o PSB incluiu o deputado estadual não reeleito Ricardo Motta. O parlamentar que enfrenta várias denúncias de corrupção ganhou espaço até para discurso efusivo ao lado da candidata, com farta divulgação em redes sociais. Quem precisa de adversário, hein?

Ricardo Motta discursa e é saudado no apoio do PSB e dele à Fátima e ao vice Antenor Roberto (Foto: divulgação)

Rosalba Ciarlini ‘descobre’ após quase nove anos que é a ‘mãe’ dos IF’s – No final de semana, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) espalhou gravação em áudio e prints em redes sociais, garantindo que é a ‘mãe’ da série de Institutos Federais (IF’s) implantados/construídos no RN. Ainda provocou a senadora/candidata Fátima Bezerra (PT), tratando-a por “oportunista e mentirosa” – veja AQUI. Esquisito: a “Rosa” só percebeu o próprio feito agora, em plena corrida eleitoral, após ter saído do Senado em 2010, participado de várias campanhas e nunca ter apresentado a iniciativa como um feito seu. Vá entender. Deduzo que talvez tenha sido por modéstia ou esquecimento.

Bota-fora da velha guarda surpreende e promove aposentadorias – O “não” nas urnas que os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM) ouviram praticamente encerrou carreira de ambos. Colecionaram vitórias ao Senado e governo estadual, além de outros êxitos eletivos como é o caso de Garibaldi, que também foi deputado estadual e prefeito eleito do Natal. Contudo, é simplista se definir o insucesso de ambos como uma situação localizada no RN e particular do eleitor potiguar. Uma olhada no quadro eleitoral do país, logo permitirá que vejamos que eles foram atingidos por um cataclismo nacional. Agripino chegou a ser aconselhado por amigos a não abrir mão da disputa ao Senado, mas terminou tentando sobreviver concorrendo à Câmara Federal. Mas nem aí escapou. Ficou apenas como segundo suplente, atrás de Beto Rosado (PP). Garibaldi foi o quarto colocado ao Senado (veja AQUI).

Bolsonaro é a estrela em lugar de Rosalba (Foto: divulgação)

Bolsonaro passa a ser protagonista para dar fôlego ao rosalbismo – A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deixou de ser principal cabo eleitoral da candidatura ao governo de Carlos Eduardo Alves (PDT) e do vice Kadu Ciarlini (PP), seu filho, em Mossoró. Apesar de sua importância no universo paroquial, quem surfa como puxador de votos e principal estrela é o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A foto do capitão substitui a figura de Rosalba, utilizada em larga escala no primeiro turno. A ordem é associar ao máximo a chapa estadual a Bolsonaro, fomentando o antipetismo como mal menor do que a perpetuação oligárquica. Paradoxalmente, o rosalbismo ganha novo fôlego sem Rosalba como protagonista. Coisas da política.

Eleição está encaminhada para Bolsonaro; disputa estadual segue indefinida – É pouco provável que Fernando Haddad (PT) consiga reagir e atropelar o primeiríssimo colocado em pesquisas e vencedor do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL). A campanha caminha para consolidar vitória do seu adversário. Mas em relação à disputa estadual, não. O cenário é de indefinição, não obstante dianteira de Fátima Bezerra (PT) em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT). Menos de duas semanas pela frente, tudo poderá acontecer. Quem errar menos, leva.

Narrativa do “gópi” contra Dilma não tem amparo nas urnas – Derrotada na disputa por uma vaga ao Senado em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é uma das grandes frustrações petistas do pleito do último dia 7. Também foi figura jogada de lado e intencionalmente escanteada na campanha presidencial, tamanho seu desgaste para campanha de Fernando Haddad (PT). A militância inorgânica que é treinada para repetir bordões, chavões, clichês e versões de cima para baixo, sem questionar, testemunhou outro duro “gópi”. Segundo a teoria conspiratória, a “presidenta” foi ejetada do poder por ser honesta e fazer um grande governo. Nas ruas e nas urnas, o povo não entendeu assim.

Vários mantras petistas caem por terra; e o #EleNão? – O petismo precisa repensar um monte de coisas depois da campanha nacional deste ano. Há meses que prega o “Lula livre”, mas Lula continua preso. Gasta saliva desde 2016 com o “É golpe” e a grande maioria da população ignora essa tese conspiratória. O “Fora, Temer” saiu de moda e o presidente não deixou o Palácio do Planalto. Sobrou o #EleNão. As urnas no dia 28 próximo vão dizer se “sim” ou “não”.

Bolsonarismo dá desmontração de força como movimento político

É cedo, em minha ótica, para se afirmar que Jair Bolsonaro (PSL) produz um movimento político – o “bolsonarismo” – equivalente em peso, à direita, ao “lulismo”. Porém é inquestionável a força avassaladora desse fenômeno por todo o país, das grandes cidades aos rincões, com militância tão ativa quanto a petista. No primeiro turno, ele venceu em 18 estados e Distrito Federal. Lembra Lula em 2006, vitorioso contra Geraldo Alckmin (PSDB) ao ganhar em 19 estados e DF, reelegendo-se no segundo turno.

Em 2002, sua primeira eleição, Lula alcançou 46,44% dos votos válidos no primeiro turno e somou 39.455.233 votos, com vitória em 23 estados e DF, contra José Serra (PSDB).

No primeiro turno deste ano, Bolsonaro obteve 49.276.990 votos (46,03%). Encarou 12 adversários, contra cinco de Lula àquele ano. Em 2002, o PT fez 90 deputados federais, puxados por Lula. Foi a maior bancada (aumento de 55,2%).

Em 2018, o partido de Jair Bolsonaro, o PSL, elegeu 52 deputados federais e virou a segunda maior bancada da Câmara. A sigla só perde para o PT, que teve 56 candidatos eleitos. Em 2014, só elegera um parlamentar, saltando para oito devido transferências no curso da atual legislatura. Em 2002, Lula venceu o segundo turno com 52.793.364 (61,27%). Jair Bolsonaro poderá superar essa marca recorde no país.

Mais pesquisas serão divulgadas – Na quarta-feira (17), o RN terá pesquisa do Ibope para Governo do Estado no Segundo Turno. Também haverá pesquisa do Instituto Seta. Mais dois trabalhos que devem tirar o fôlego de muita gente.

Tio e sobrinho devem participar de discussões políticas em Mossoró – Primeiro suplente de deputado federal na Coligação Renova RN, o ex-prefeito de Almino Afonso, Lawrence Amorim (SD), terminou eleição com 10.153 votos em Mossoró. Seu tio e também ex-prefeito do mesmo município, o médico Bernardo Amorim (Avante), foi eleito à Assembleia Legislativa com 42.049 votos, o terceiro mais votado à Casa. Só em Mossoró, ele obteve 4.543 votos. Os dois, mesmo em faixas político-eleitorais distintas, querem participar das discussões políticas em Mossoró, com vistas ao pleito de 2020. Muito do que acontecerá adiante, logicamente, dependerá do resultado do segundo turno.

EM PAUTA

Cartola – O espetáculo teatral-musical “Cartola simplesmente divino” vai ser apresentado à noite da próxima quinta-feira (18) no Teatro Riachuelo, no Midway Mall em Natal. Retrata a vida e a arte do compositor Cartola.

Dom Mariano – Dom Mariano Manzana, sexto bispo de Mossoró, completará 14 anos de bispado nessa quarta-feira (17). Sua posse aconteceu no dia 17 de outubro de 2004, na Catedral de Santa Luzia.

Advogados – A disputa pela controle da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, promete ser mais acirrada do que nunca este ano. As eleições vão ocorrer no próximo mês.

Dia 12 – Marília Mendonça, a dupla Zé Neto & Cristiano e Cavaleiros do Forró serão as trações da tradicional festa do dia 12 de Dezembro, véspera do feriado de Santa Luzia em Mossoró. A promoção é da empresa Gondim & Garcia.

SÓ PRA CONTRARIAR

Eleição no RN é baseada no artificialismo estratégico antipetismo x antioligarquias. Assim, nenhum dos lados precisa tratar do que realmente interessa.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Prepare-se: o horário de verão começará no dia 4 de novembro próximo. Relógios precisarão ser adiantados em uma hora. Nós, desse lado de cá, ficaremos com um cochilo a mais.

Obrigado à leitura do Nosso Blog Walter Gomes (Brasília),  Paulinho Almeida (Mossoró) e  Jânio Rêgo (Feira de Santana-BA).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (01/10) clicando AQUI.

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Tribunal medieval da estupidez julga e pune vice-prefeita

Ao folhear páginas de redes sociais, sem maiores pretensões além do próprio hábito de fazê-lo, deparo-me com vídeo em que a vice-prefeita mossoroense Nayara Gadelha (PP) aparece ao lado do candidato à Presidência da República pelo PSL, capitão Jair Bolsonaro.

Apresenta-se como sua eleitora nesse segundo turno. No primeiro, ela foi de Ciro Gomes (PDT), seguindo orientação do governismo municipal.

Sob a ótica política e pessoal, compreensível. O bloco antagônico ao grupo em que ela está inserida, o rosalbismo, passa a adotar essa opção no segundo turno em contraponto à candidatura presidencial de Fernando Haddad (PT) e de Fátima Bezerra (PT) ao governo estadual.

Normalíssimo, que se diga.

Estranho mesmo é o linchamento moral, o escárnio e as agressões hidrófobas vomitadas nos comentários por centenas de pessoas, pelos mais variados motivos; do político ao pessoal, do ideológico ao fisiológico. Porque pensam e possuem escolhas diferentes àquelas feitas por ela, acreditam que têm o direito a massacrá-la.

De antemão, aviso: não tenho relação de amizade, convivência social, negócios ou afinidade política com a vítima ou seus familiares. Meus contatos não passam de acenos comuns à cordialidade. Nada mais.

Não votei nela e na prefeita Rosalba Ciarlini (PP); provavelmente não votarei se forem candidatas à reeleição. Nem por isso me acho no direito de agredi-las, por pensar e agir diferente de ambas. Critico-as, se assim considerar cabível.

Também não sou militante ou eleitor de Bolsonaro.

Até aqui, confesso que não vi ou fui informado, de qualquer manifestação deletéria ou grosseira da vice-prefeita nas redes sociais ou ambiente real, capaz de provocar essa erupção de ódio e até de traços de recalque em relação à sua privilegiada condição pessoal.

Há soluções para essa doença social? Há-as, sim.

Precisamos ter respeito à diversidade, às diferenças, ao contraditório. Aprendamos a coabitar, conviver… a ouvirmos os antagônicos. Essa “Guerra da Secessão” que racha a sociedade brasileira é um passo atrás, rumo à barbárie.

Em pleno Século XXI, essa gente se comporta como se fizesse parte de um tribunal medieval de inquisição: julga e pune quem bem entende, conforme sua vontade e métodos.

Nayara: mantenha o vídeo no ar e não recue.

A propósito, a enorme maioria ou totalidade dos detratores sequer terá coragem de lhe encarar na rua. Mudará bruscamente de calçada, desviará o olhar ou recorrerá ao celular para simular que fala com alguém.

Isso também é da natureza dos covardes. Releve.

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Carlos Eduardo Alves anuncia apoio a Jair Bolsonaro

Candidato ao Governo do Estado pela Coligação 100% RN, Carlos Eduardo Alves (PDT) anuncia apoio a Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

Em vídeo já espalhado em redes sociais, em 59 segundos, ele justifica que preferia Ciro Gomes (PDT) no segundo turno, mas em face da ausência do candidato do seu partido nessa fase eleitoral, opta pelo nome do PSL. 

Pondera que Bolsonaro é o contraponto ao PT que legou ao país uma série de mazelas, como milhões de desempregados, corrupção endêmica e violência.

“Não podemos errar de novo”, assinala. “Bolsonaro presidente”, proclama.

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PT é campeão de votos de legenda nas eleições 2018

O Partido dos Trabalhadores (PT) não foi apenas o campeão de votos ao Governo do Estado do RN no pleito de domingo (7). Também foi o que mais elegeu deputados federais (dois) e o que alcançou mais votos de legenda à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

A performance da sigla já tinha sido boa no pleito de 2014, sendo a campeã de votos de legenda à Câmara Federal e a segunda colocada à Assembleia Legislativa.Quem caiu em termos de fidelização foi o MDB, que foi o mais votado à AL e o segundo mais votado à Câmara dos Deputados.

Quem cresceu de uma campanha para outra foi o PSDB, que foi o segundo mais votado à AL e à Câmara Federal. Veja abaixo os números:

Votos de Legenda a Federal – 2018

PT – 16.327 (1,01%)

PSDB –  12.119 (0,75%)

PDT – 10.467 (0,65%)

MDB – 6.640 (0,41%)

PSD – 3.093 (0,19%)

Votos de Legenda a Estadual – 2018

PT – 20.645 (1,22%)

PSDB – 18.694 (1,11%)

MDB – 9.760 (0,58%)

PSL – 5.417 (0,32%)

PSD – 4.891 (0,29%)

Em 2014, o PMDB (hoje, MDB) foi o campeão de votos de legenda a deputado estadual com 19.365 (1,17%). Tinha a candidatura ao governo do deputado federal Henrique Alves puxando essa tendência, além da própria tradição municipalista e longevidade da legenda concorrendo para isso.

Mesmo assim, à época, o PT dava demonstração de fidelização de militância e simpatizantes, com 17.164 (1,04%).

O PSD, partido do governador eleito Robinson Faria, que tentou a reeleição este ano, obteve 9.157 (0,55%), sendo o terceiro mais votado.

Federal

Na disputa à Câmara Federal, o PT em 2014 teve mais votos de legenda do que em 2018 à Câmara Federal, apesar de não ter elegido ninguém, diferente deste ano com eleição de Natália Bonavides e Fernando Mineiro. Foram 29.933 (1,89%) votos naquele ano.

O PMDB também foi bem, mas teve bem menos votos de legenda, com 15.956 (1,01%), sendo a segunda sigla mais votada nesse item.

Atrás dele, o PSD do governador eleito Robinson Faria com 8.950 (0,57%)

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Primeira pesquisa presidencial sairá nesta quarta-feira

A primeira pesquisa presidencial do segundo turno será do Instituto Datafolha.

Todas as entrevistas serão realizadas nessa quarta-feira (10), com divulgação às 19h00 nos site Folha.com e G1.

A disputa presidencial coloca frente a frente os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, Bolsonaro emplacou 49.276.990 votos (46,03%) contra 31.342.005 votos (29,28%) de Haddad.

A vantagem pró-Bolsonaro foi de 17.934.985, ou seja, de 16,75%.

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Um país em marcha batida para algo ainda pior

Candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) disse nessa sexta-feira (28) que não vai aceitar o resultado da eleição, caso não seja o vencedor.

– Pelo que eu vejo nas ruas, não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição – assinalou em entrevista gravada no Hospital Albert Einstein em São Paulo (SP), ao jornalista José Luiz Datena do programa “Brasil Urgente”, da rede de TV Band.

Já o ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou ao jornal El País (Espanha) que “é uma questão de tempo pra gente tomar o poder”.

Seguimos céleres, em marcha batida, para o aprofundamento de uma crise que parece sem fim, marcada pela intolerância, pela incapacidade de um armistício, sem um necessário entendimento nacional.

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Partido de Bolsonaro recomenda nomes ao Senado no RN

Brigadeiro Carlos Eduardo da Costa: nomes (Foto: Web)

Do Blog Saulo Vale

O PSL no RN, partido que tem como presidenciável Jair Bolsonaro, passou a indicar três nomes na disputa para voto ao Senado Federal: Bispo Levi Costa (PRTB), Geraldo Melo (PSDB) e Magnólia Figueiredo (Solidariedade).

A legenda deixou claro que não é um apoio oficial, mas uma indicação para os militantes que questionavam ao diretório estadual em quem votar para Senado.

“O PSL não tem candidato ao Senado no RN e, como vínhamos sendo cobrados pelos nossos apoiadores de que indicássemos nomes, a Executiva do partido procurou identificar, entre os candidatos que estão postos, aqueles que tinham perfis alinhados com o que nós defendemos. Chegamos a estes nomes e os estamos indicando, mas sem nenhum compromisso direto”, afirmou o presidente estadual da sigla, Brigadeiro Carlos Eduardo da Costa, em nota oficial.

Nota do Blog Carlos Santos – Apesar do bispo Heró Bezerra (PRTB) já ter se apresentado como “candidato de Bolsonaro” até em debates, o partido do concorrente presidencial não endossou até aqui qualquer nome ao governo estadual, que se associe a seu nome.

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Mobilização em Natal defende candidatura de Bolsonaro

Mobilização ocorreu hoje (Foto: cedida)

Organizado pelo movimento denominado de “Força Democrática”, a mobilização política ‘Força, Capitão!” reuniu dezenas de defensores da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

O ato aconteceu à tarde deste domingo (16) em Natal.

Segundo os organizadores, eram cerca de duas mil pessoas participando do encontro, no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho em Natal.

“Não podemos deixar o Brasil ser entregue à Esquerda novamente”, comentou Carlos Reny, um dos organizadores do Força Democrática.

Além do Força Democrática, também participaram do movimento deste domingo o Grupo Radar, o Avança Nordeste e o Endireita Natal.

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Ciro Gomes cancela programação com Carlos Eduardo

Carlos e Ciro: em comum acordo (Foto: arquivo)

Em decorrência do atentado  de hoje em Juiz de Fora (MG) contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PDT a Presidente da República, Ciro Gomes, decidiu cancelar em comum acordo com o candidato a governador Carlos Eduardo (PDT), a reunião marcada para esta noite no América – em Natal.

Chegou a desembarcar em Natal.

“O presidenciável Ciro Gomes deixa Natal para acompanhar a crise causada pelo episódio após condenar o lamentável ato contra  Jair Bolsonaro”, assinalou nota oficial do PDT do Rio Grande do Norte.

Não ficou definido se, em outro momento da atual campanha, o candidato a presidente pelo PDT terá campanha no RN.

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Vice de Jair Bolsonaro tem agenda política no RN

Palestra de Mourão foi hoje à noite (Foto: Redes sociais)

Candidato a vice-presidente da República de Jair Bolsonaro (PSL), o General Hamilton Mourão (PRTB), 65, desembarcou nesta quarta-feira (29) no Rio Grande do Norte.

Cumprirá agenda política até a sexta-feira (31) na capital.

O oficial da reserva participou de entrevistas, recebeu militantes e correligionários, além de participar de evento político agora à noite no auditório do Arituba Park Hotel.

Ele abordou o tema “Desafios de uma Nação”.

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Partidos montam quatro coligações internas no “G-7”

A futura Coligação Renova RN, que será formada por sete legendas (o “G-7”) – PSC, PV, Solidariedade, PSL, PPL, Patriota e Democracia Cristã (DC) – formata coligações distintas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

É uma forma de buscar maior viabilização de eleitos.

São duas chapas proporcionais a deputado federal e igual número a deputado estadual.

Numa chapa à Câmara dos Deputados, estarão unidos PV, Solidariedade, PSL, PSC e Democracia Cristã (DC).

Já na segunda proporcional ficarão PPL e Patriota.

Chapa majoritária

Para a Assembleia Legislativa estarão juntos PV e Solidariedade em uma das nominatas. Noutra, Democracia Cristã, PSL, PSC, Patriota e PPL.

A chapa majoritária apresentada é com o engenheiro Breno Queiroga (Solidariedade) para o Governo, tendo como vice o delegado Sérgio Leocádio (PSC).

Para o Senado, os nomes serão Magnólia (Solidariedade) e Joanilson de Paula Rêgo (Democracia Cristã).

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Partidos esperam posição do Capitão Styvenson Valentim

Os partidos que vão compor a Coligação Renova RN (Solidariedade, PSC, Patriota, DC, PSL, PV e PPL) têm três hipóteses para fechamento de sua chapa majoritária até o final do prazo legal, dia 5 de agosto.

A principal dúvida é quanto à possibilidade de outra candidatura ao Senado, além de Magnólia Figueiredo (Solidariedade) – já confirmada.

Há hipótese de ser mantida apenas sua postulação. Outra, é que se apresente mais outro nome.

O impasse reside no comportamento pendular do capitão Styvenson Valentim, convidado para ser candidato ao lado de Magnólia.

Pode ser que ele seja, pode ser que ele não seja. “Nem ele sabe”, comentou um prócer do Solidariedade em conversa com o Blog Carlos Santos.

Leia também: Styvenson diz que não apoia ninguém e decide tudo sozinho.

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PSL decide não lançar candidato a governador no RN

A cúpula do Partido Social Liberal (PSL), ligada ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), no Rio Grande do Norte, esteve reunida nessa quinta-feira (19) para definir os últimos detalhes de união a outros partidos antes da convenção que homologará a nominata de candidatos a deputado estadual, federal e senador.

Girão e Wilma: nomes (Foto: cedida)

Em consonância com todos os membros, ficou decidido que o partido não lançará candidato a governador nem tampouco apoiará chapa majoritária de outras legendas. Vai se coligar na proporcional para candidato a deputado estadual com as siglas PSC, PSC, Patriotas e PSDC.

Já para federal a aliança será com PSC, Patriotas, PSDC, PV e Solidariedade.

O PSL contará com uma nominata de 18 candidatos a deputado estadual, entre eles a comunicadora Wilma Wanderley (TV União), e apenas um candidato a deputado federal. Trata-se do General Eliéser Girão Monteiro, ex-secretário de Segurança do Estado e da Prefeitura de Mossoró, na gestão Rosalba Ciarlini (PP). Ele chegou a ser cogitado como nome ao governo.

Para o senado o nome escolhido foi o de Roberto Ranconi.

A convenção da sigla está marcada para o próximo dia 28.

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PSDC define convenção para formalizar aliança e candidaturas

O Partido da Social Democracia Cristão (PSDC) fará sua Convenção Partidária Estadual no próximo dia 23 de julho, às 10h.

Será em sua sede, na Rua Dr. Horácio, n° 650, Lagoa Nova, Natal/RN.

Vai deliberar sobre as eleições para os cargos de Senador, 1° Suplente de Senador, 2° Suplente de Senador, Governador, Vice-Governador, Deputado Federal e Deputado Estadual.

Os convencionais vão votar as propostas de Coligações para as Eleições 2018, além de escolha e homologação dos candidatos às eleições 2018.

Por enquanto, o partido tem definida a postulação do advogado Joanilson de Paula Rêgo como pré-candidato ao Senado.

O partido está discutindo a formação de uma coligação com outros cinco partidos: Solidariedade, PSC, PV, Patriota e PSL. É o G6

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Elenco de partidos pode amparar candidatura de Styvenson

Do Blog Saulo Vale

Um grupo de seis partidos vai convidar o Capitão Styvenson (hoje sem partido) para disputar a chapa majoritária. Se a Governo ou Senado, ele quem vai dizer, caso tope a parada de disputar um cargo eletivo este ano.

Styvenson: cogitado (Foto: Web)

A definição aconteceu ontem (21), em Natal, na terceira reunião do G-6, composto pelo PV, Solidariedade, PSC, PSDC, Patriota e PSL.

Dentre os partidos, só o Solidariedade trabalha com pré-candidatura própria ao Governo do RN, com o nome do ex-prefeito de Olho D’Água dos Borges, Brenno Queiroga.

Ao mesmo tempo, a legenda convidou o Capitão Styvenson para se integrar à sigla e ir à disputa majoritária (Governo ou Senado). Por enquanto, nenhuma resposta, apesar das constantes conversas.

Lei Seca

A ideia é dizer ao Capitão que caso ele queira se filiar, as portas estarão abertas e o G-6 está disposto a apoiá-lo.

Styvenson, por ser militar, tem até as convenções, para se filiar. Ele já usou as badaladas redes sociais dele para pedir que institutos de pesquisas incluam-no nas sondagens, mas não confirmou se vai mesmo à disputa.

O que lhe favorece? A fama no rigor como conduziu a Lei Seca e a popularidade nas redes sociais, com milhares de curtidas, comentários, compartilhamentos e interações. Se isso tudo pode se reverter em voto ou não, só o tempo vai dizer.

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Partido promoverá evento de filiação para apoio a Bolsonaro

O Partido Social Liberal (PSL) do Rio Grande do Norte vai promover um evento na sexta-feira, 6, na Câmara de Vereadores de Assu. É o “PSLDay”, ato de filiação partidária promovido pelo diretório estadual do partido.

Terá início às 18h30 e faz parte do projeto da legenda de ampliar seus quadros visando às eleições estaduais deste ano, onde o PSL-RN pretende lançar candidatos a deputado federal e estadual, reforçando palanque do presidenciável Jair Bolsonaro.

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Homologação de candidatura de Tião Couto ocorre hoje

É neste sábado (23), a partir das 14h, no Ginásio Poliesportivo do Centro Educacional Aproniano Martins de Oliveira (CEAMO), no bairro Barrocas a convenção conjunta do PSDB e do PRP, em Mossoró.

Será formalizada a candidatura a prefeito do empreendedor Tião Couto (PSDB), integrante do Movimento Mossoró Melhor

Seu vice ainda não foi definido (veja AQUI).

No dia 30, na Câmara Municipal, a partir das 9h, PR e PSL também farão convenção conjunta, fechando a coligação com os quatro partidos, á disputa municipal.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

Nome a vice de Tião Couto ainda não tem definição

“O vice ficará em aberto para fechamento na semana que vem.”

A declaração acima foi dada informalmente ao Blog Carlos Santos à tarde de hoje, pelo marqueteiro da campanha do movimento “Mossoró Melhor”, Phabiano Santos.

Garantiu que está definida e reiterada a postulação do empreendedor Tião Couto (PSDB) a prefeito, candidatura a ser homologada nesse sábado (23) a partir das 14h, no Ginásio Poliesportivo do Centro Educacional Aproniano Martins de Oliveira (CEAMO), no bairro Barrocas.

A convenção abrangerá PSDB e PRP.

Já no dia 30, serão PSL e PR que farão convenção conjunta na Câmara Municipal, a partir das 10h.

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Em nota, membros de partido tentam reagir a mudanças

Em vias de passar por profunda mudança em seu comando em Mossoró, dirigentes do PSL (agora Partido Livres) tentam reagir.

Em comunicado espalhado nas redes sociais, o seu ainda presidente Francisco Édson de Souza, o “Lobão”, diz qual a postura que passa a ser adotada:

Diante dos últimos acontecimentos pelos quais o PSL Mossoró passou e não teve o apoio necessário de quem o nosso grupo tanto apoiou, o PSL Mossoró através de sua assessoria jurídica e de comunicação informa que os 32 pré-candidatos e a diretoria estão neutros no tocante à majoritária e permanecem firmes em relação à candidatura dos seus filiados à proporcional os quais estão seguramente filiados e amparados pelo Código Eleitoral Brasileiro e pela Constituição Federal.

– Diretoria do PSL Mossoró- Assessoria Jurídica do PSL Mossoró- Assessoria de Comunicação do PSL Mossoró.

Nota do Blog – O Blog antecipou no final de semana, o que estava se formando no partido, a partir de reformulação em sua direção estadual.

Veja AQUI.

Mudança em partido deve provocar debandada

Deve ser numerosa a debandada de quadros do ex-PSL, agora Partido Livres, em Mossoró, em face da mudança de comando estadual e também nomes e diretrizes no âmbito local.

Francisco Edson de Souza, o “Lobão”, que comanda o partido desde maio de 2015, não atende ao perfil desejado pela direção estadual, comandada por Karol Diniz (presidente) e Gustavo Rocha (vice).

O novo partido dá uma guinada mais na direção de centro-direita.

Nominata que estava sendo formada no partido, com vistas às eleições municipais deste ano, tende a se desmanchar, migrando para outras siglas.

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Frente de partidos emitirá nota sobre eleições de 2016

Cinco partidos devem emitir uma nota conjunta nas próximas horas, em defesa da construção de uma nova frente política em Mossoró. A mobilização é resultado das primeiras reuniões que têm sido ampliada, com vistas às eleições do próximo ano.

Os partidos são o PROS, PDT, PSDB, PSL e PSDC. Mas também há diálogo aberto com PRB e Rede, entre outros.

Rogério (centro) participou da reunião do dia passado em Mossoró (Foto: cedida)

“Os partidos não estão fazendo uma ‘panelinha’, mas abrindo diálogo para discutir Mossoró nos campos administrativo, desenvolvimento e o campo social”, comenta com o Blog o vereador Genivan Vale do Pros.

Outros dois vereadores estão participando dessa mobilização, Tomaz Neto (PDT) e Tassyo Mardonny (PSDB). Além deles, o ex-candidato a prefeito (duas vezes) Josué Moreira (PSDC).

No dia passado, representantes dos cinco partidos e mais Rede e PRB estiveram conversando com o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) em Mossoró.

“É preciso discutir o papel de Mossoró diante da sua importância econômica, o PSDB apresentará alternativa de projeto a Mossoró, que vai impactar toda a região”, disse Rogério.

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A importância dos pequenos partidos

Por Luciano Bivar

Ao contrário de que muitos dizem, os pequenos partidos têm representado, anos a fio, o equilíbrio no Congresso Nacional e no processo político brasileiro. Eles são o espelho de uma sociedade pluralista, sem amarras, livre e democrática e subsistem em qualquer nação séria e comprometida com o Estado Democrático de Direito. É o que atesta a História.

Ninguém por mais que tente esconder, pode desmentir ou sequer desconhecer esta verdade. No caso específico do Brasil, os pequenos partidos vem sofrendo sistemática perseguição dos poderes dominantes no mais amplo dos sentidos, que os acusa de “fonte permanente de instabilidade”, sujeitando os governos a frequentes crises, em razão de não ter uma base de apoio parlamentar estável.

Esquecem também, que os grandes partidos é que são os maiores “fisiologistas” no apoio incondicional para acomodar seus correligionários com cargos e ministérios e não, os partidos pequenos, que muito pelo contrário, sem amarras e nem cargos estão absolutamente livres para denunciar e protestar legalmente os desmandos do poder discricionário.

Ao contrário disso, é preciso enxergar que muitos seguimentos políticos minoritários trazem, em sua essência, virtudes e propósitos, que elevam toda a sociedade, no que ela tem de mais humano. Os pequenos partidos, na ótica da Ciência Política, tem aspectos altamente positivos: não se dobram ao corporativismo posto que seu núcleo é estanque, e afastam-se dos grandes blocos políticos em prol da Justiça – princípio que norteia a natureza humana – , como ideal e fim.

No Direito Objetivo, a Constituição Brasileira de 1988 concedeu o direito de propositura de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIN) , perante o Supremo Tribunal Federal (STF), aos partidos políticos com representação no Congresso Nacional, não importando se grandes ou pequenos, justamente para garantir às minorias a não-usurpação dos seus direitos.

Para ter uma ideia do exercício do poder-dever de zelar pela integridade jurídica da Constituição da República, junto à Suprema Corte, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) analisou em 2006 em interessante pesquisa, quase mil ADIN’s ajuizadas no STF nos últimos dez anos.

Destas, apurou que 17 % foram de iniciativa de partidos políticos (74% de pequenos partidos), das quais 30,8% foram deferidas e 8 % parcialmente concedidas. Isso demonstra como é salutar a existência das minorias políticas legalmente constituídas. Sem dúvida, elas são um obstáculo para o Poder Dominante, que procura, a todo custo, manter indefinidamente o status quo.

Luciano Bivar é presidente Nacional do PSL