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Terezinha Maia destaca projeto que garante acesso a medicamentos

Terezinha também destacou o Rota Potiguares (Foto: Eduardo Maia)
Terezinha também destacou o Rota Potiguares (Foto: Eduardo Maia)

A recente aprovação do projeto que garante gratuitamente os medicamentos para neoplasia benigna foi o destaque no pronunciamento da deputada Terezinha Maia (PL). Durante a sessão plenária desta quarta-feira (1), a parlamentar citou o alcance social da matéria.

“O acesso gratuito aos medicamentos para o tratamento de neoplasia benigna e câncer de próstata, aprovado na semana passada, irá permitir que muitos potiguares não abandonem o tratamento. Muitas pessoas deixam o tratamento porque não estão em condições financeiras de comprar a medicação”, disse.

Outro projeto de sua iniciativa, citado pela deputada no discurso, é o que cria o Programa de Incentivo à Inserção de Mulheres de 50 anos ou mais no mercado de trabalho. “Todos sabemos as dificuldades que essas pessoas enfrentam. Com esse projeto vamos abrir portas, oferecer cursos de capacitação e dar oportunidade a muitas mulheres”, afirma.

A deputada também parabenizou o grupo Reviver, pela campanha do Outubro Rosa. “Essa campanha de conscientização salva vidas, além do mais o Reviver sempre faz o alerta para que as mulheres de todas as idades possam fazer o seu auto-exame. O diagnóstico precoce é o caminho para que possamos combater o câncer de mama”, afirma.

Terezinha Maia citou ainda o projeto Rotas Potiguares, do qual participou do lançamento. “Parabenizo nosso senador Rogério Marinho, com o programa que pr etende interiorizar o turismo no RN”.

Outra vez sob controle

Por Marcos Ferreira

Foto ilustrativa da Web
Foto ilustrativa feita pelo próprio autor da crônica

Precisei antecipar (Natália cuidou disso) meu retorno ao psiquiatra. Eu vinha até me esforçando, mentalizando coisas boas, entretanto não foi o suficiente. Minha cuca havia se complicado, saído do prumo. Pesadelos medonhos, noites maldormidas e dias de cansaço e desmotivação se tornaram rotina. Até Preciosa não brincava comigo como de costume.

A felina pressentiu o meu humor negativo. Fui logo para a clínica. Após uma longa consulta, o médico disse que eu estava em uma crise mista de depressão e bipolaridade. Isto é, na iminência de um novo surto.

Passei semanas borocoxô e uns três meses sem tirar a barba nem cortar o cabelo. Não queria sair de casa. A saudável peleja com a literatura entrou no fastio. Sentia-me nervoso, enraivecido, coração acelerado, sem vontade de falar com ninguém. Mantive o telefone fora de área durante vários dias. Hoje, contudo, estou num momento sereno. No entanto, por orientação médica, sigo fugindo, esquivando-me de qualquer coisa que possa me render inconvenientes, irritação, estresse.

Dr. Dirceu Lopes, como eu esperava, fez uso de sua poderosa bateria de psicofármacos. Voltou com alguns que eu já não tomava há tempos, como a olanzapina e o cloridrato de propranolol. Aumentou, entre outros, a dose do Rivotril, que passou para dois miligramas. Entre as dez e as onze horas, quando finalmente consigo me levantar, estando com o equilíbrio e a coordenação motora comprometidos, tomo um Levoide em jejum. Após o café engulo a losartana e o primeiro Depakote do dia. À noite, depois do jantar, a sobremesa é literalmente substancial e colorida.

Então decidi colocar essas drogas todas num pratinho azul em cima da mesa e fazer uma foto para ilustrar a minha própria crônica. Aí estão todos os comprimidos do período noturno: os grandes e azulados são o Depakote; as bandas longas e amarelas são a quetiapina; o branco com fenda é o famoso Rivotril; o outro branco (sem fenda) é a olanzapina; o amarelo grande com fenda é a lamotrigina. O último é o cloridato de propranolol, que aparece em uma bandinha branca.

Estou, portanto, sob controle. Tranquilo.

Bem! Não tenho o menor pudor de compartilhar com meus leitores essas turbulências psicológicas. O Blog Carlos Santos, se me permite, é o meu divã. Aqui me desnudo, me visto e me inspiro com a escrita dos demais colaboradores deste espaço eclético. Domingo passado, felizmente, tivemos a volta do François Silvestre. Há muito não dava o ar da sua graça. Torço que ele sempre retorne.

Trago à tona estes meus sufocos emocionais como fizeram em suas épocas, por exemplo, indivíduos como o filósofo Friedrich Nietzsche e o escritor Lima Barreto. Este último, assim como eu, também experimentou os dissabores de passar por um hospício. Agora (e de novo) é preciso renovar as forças, ficar o mais longe possível dessa moléstia silenciosa e traiçoeira.

Estou me autoanalisando. Tentarei colocar menos angústias e ocupações infrutíferas no meu juízo. Porque o tratamento medicamentoso não resolve tudo. Preciso exercitar, além da mente, este corpinho pré-histórico. Farei meditação, caminhadas, e continuarei cometendo os meus escritos.

Além disso, vou diminuir drasticamente a atenção que eu dava às redes sociais. E, ao menos por enquanto, só estarei disponível no telefone e no WhatsApp a partir das treze horas. Preciso de um tempinho para sair do nevoeiro dos medicamentos. Aí já terei tomado um banho, feito alguma coisa para comer e bebido um café puro. Ainda assim, por via das dúvidas, peço ao meu exército de quase dez leitores que continue com as orações para o bem-estar e proteção deste cronista.

Marcos Ferreira é escritor

Nota do BCS – Querido Marcos, esse divã é seu, mas também meu, nosso. O “Nosso Blog“, como definiu Naide Rosado, é compartilhado, diverso, necessariamente conflituoso, plural, feito por muitos; dialético. É, também, onde temos o privilégio de seus escritos e da participação ainda de tantos outros colaboradores, incluindo os webleitores e comentaristas.

Faz-lhe bem? Que bom! A nós, então…

No caso deste editor, a página nasceu como terapêutica às próprias neuras e segue sendo útil nesse fim.

Tamo junto.

Cuide-se.

Governo Federal deixa vencer testes de Covid, remédios e vacinas

O Estado de São Paulo

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde, deixou vencer milhares de kits para diagnóstico da covid-19 e dezenas de medicamentos e vacinas para outras doenças. O órgão foi notificado em duas ocasiões sobre a proximidade da data de validade de 32 tipos de insumos.

Ministério não se pronunciou sobre assunto delicado (Foto: arquivo)
Ministério não se pronunciou sobre assunto delicado (Foto: arquivo)

Mesmo assim, não agiu a tempo de distribuí-los. O resultado é que, agora, milhares de imunizantes, soros, diluentes e testes que custaram R$ 80,4 milhões não foram aproveitados a tempo e terão de ser incinerados.

O desperdício inclui, por exemplo, mais de 18 mil kits de testes de covid, considerados fundamentais pelos especialistas para monitorar e controlar a transmissão do vírus. Também estão na lista 44 mil vacinas meningocócicas (contra meningite) e 16 mil vacinas contra a gripe.

As informações constam de documentos internos da pasta obtidos pelo Estadão. O material estava armazenado no Centro de Distribuição que o Ministério possui em Guarulhos (SP). Planilha do Ministério da Saúde aponta que, para sete desses insumos, houve mais de uma notificação sobre o vencimento do prazo. A SVS foi alertada, em abril e em junho deste ano, sobre produtos que venceriam entre 8 de julho e 31 de agosto. Eles custaram R$ 2,6 milhões aos cofres públicos.

Lista

Na lista de itens que se perderam, estão kits para diagnóstico de covid, dengue, zika e chikungunya, vacinas contra gripe, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e BCG, soros e diluentes.

Os testes para covid, dengue, zika e chikungunya são os itens mais caros perdidos pelo Ministério da Saúde. Por estes, a pasta pagou R$ 133 milhões. Deste total, R$ 77 milhões apenas pelos kits para detecção do novo coronavírus.

Na avaliação do presidente do  “perder doses de algo que é plenamente controlável” é consequência da “falta de planejamento do Ministério”. “Longe de ser um episódio, reflete toda a conduta da política pública do governo federal há pelo menos 2 anos”, disse ele, titular da pasta do Maranhão.

A reportagem questionou o Ministério da Saúde sobre os milhares de testes e medicamentos vencidos. A pasta, porém, não respondeu até as 10 horas desta terça-feira, 28.

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Estado deve manter fornecimento de medicamentos

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve decisão judicial obrigando o Estado  a cumprir sentença anterior que determinava o fornecimento gratuito e ininterrupto de todos os medicamentos excepcionais, de alto custo, aos usuários cadastrados no Programa de Assistência Farmacêutica Excepcional do Estado.

Os usuários devem estar constantes na lista da Secretaria de Estado da Saúde Pública/ Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Sesap/Unicat) para combater as doenças previstas nos Protocolos Clínicos do Ministério da Saúde.

Na decisão, o juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Natal fixou o prazo de 15 dias para que o secretário de Estado da Saúde comprove o cumprimento da sentença.
Confira a listagem dos medicamentos que estão em falta abaixo, de acordo com inspeção ministerial na Unicat ocorrida no dia 11/06/2019 e que devem ser providenciados pela SESAP/UNICAT:

Grupo 1A

Cinacalcete 30mg
Defasirox 250 e 500mg
Entecavir 0,5mg
Imunoglobulina Humana 5g
Infliximabe 100mg pó
Paricalcitol 5mcg/ml
Sidenafila 20mg

Ziprasidona 80mg

Grupo 1B

Acitretina 10mg e 25mg
Amantadina 100mg
Ciproterona 50mg
Desferroxamina 500mg
Hidróxico férrico 20mg/ml
Lanreotida 90mg e 120mg
Pancreatina 10.000Ul r 25.000Ul
Penicilamina 250mg
Risperidona 1mg e 2mg

Somatropina 4Ul e 12Ul

Grupo 2

Calcitonina 200mg
Codeína 30mg
Fenofibrato 200mg
Gabapentina 300mg e 400mg
Hidroxicloroquina 400mg
Isotretinoína 400mg
Lamotrigina 100mg
Mesalazina 800mg
Morfina 30mg
Piridostigmina 60mg
Pku 1,2 e 3
Risedronato sódico 35 mg
Topiramato 25, 50 e 10 mg
Vigabatrina 500mg 

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Deputado cobra remédios importantes para hospitais e Samu

Vivaldo: preocupação (Foto: AL)

O deputado Vivaldo Costa (PSD) encaminhou requerimento pedindo para que seja garantido o abastecimento de trombolíticos para o atendimento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos hospitais regionais e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Além de deputado, Vivaldo é médico e sabe o quanto o serviço de saúde público precisa melhorar.

No Brasil, até o final de dezembro de 2018, mais de 260 mil pessoas já haviam morrido por causa de doenças cardiovasculares em 2018.

“Esta medicação é usada para infarto e AVC. Se o paciente chegar em tempo hábil e tiver todos os critérios preenchidos para fazer a terapia trombolítica, a vida é salva sem precisar para fazer qualquer intervenção cirúrgicas. Ela é muito importante tanto nos hospitais regionais quanto no SAMU”, defendeu.

O pedido será encaminhado a governadora Fátima Bezerra (PT) e ao secretário de Saúde Cipriano Vasconcelos Maia.

Com informações da Assessoria de Vivaldo Costa.

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Webleitor se queixa de falta de remédios importantes

Carlos Santos,

E continua a falta de medicamentos de uso contínuo de de distribuição gratuita.

Há 60 dias falta METFORMINA, um medicamento da maior importância no controle do diabetes. Agora, talvez achando pouco faltar só METFORMINA, está faltando LOSARTANA, remédio para controle da pressão e cuja ausência por acarretar AVC.

Prefeita Cláudia Regina, estou começando a sentir saudades do tempo da Fafá Rosado (DEM). Na época da Prefeita Fafá costumava faltar apenas um medicamento. Agora faltam dois. Isto é que é progresso administrativo.

Será já consequência do norteamento da Falconi Consultores de Resultados?

Até quando vai perdurar a falta destes medicamentos? Será que o Governo Federal deixou de fazer o repasse de verbas? Será? Não se surpreenda quando os hospitais públicos de Mossoró ficarem cheios de mossoroenses para amputação de pernas e braços motivada pela diabetes fora de controle.

Quando ao AVC, como a maioria dos pacientes vem a óbito, a solução para a prefeitura é mais simples. Basta doar um caixão. Isto se tiver caixão para doar.

O povo que tantos impostos paga, merece respeito!

Inácio Augusto de Almeida – Webleitor

Remédio tem imposto maior do que cavalo puro-sangue

“A saúde não é tudo, mas, sem ela, o resto é nada.” (Schopenhauer)

Carlos Santos,

Para os governantes, medicamentos continuam a ser considerados como bens supérfluos por aqui! Somente de ICMS, o principal imposto, o consumidor paga entre 17% e 19% sobre o preço final.

É um escândalo que o mesmo ICMS sobre diamantes e esmeraldas seja 0%,  sobre helicópteros seja 4% e  sobre cavalos puro-sangue seja  de apenas 7%.

Uma absurda inversão de valores contra a qual temos de lutar sempre.

De acordo com a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Henrique Tada, diretor técnico executivo da entidade, diz que em muitos países a tributação varia entre zero e 5%.

Fernando Steinbruch, diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), destaca que o ICMS corresponde à metade do total de impostos que incidem sobre os medicamentos. Mesmo com preços altos, o Brasil é um dos países que mais consomem remédios.

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado mês passado, aponta um alto consumo, principalmente de analgésicos, que podem causar dependência.

O clínico médico Claudio Miguel Ruffino, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que o preço não tem relação direta com o consumo abusivo e que, de fato, os valores são muito altos.

– No Brasil, nós perdemos muitos pacientes por causa dos preços. Muitos nem iniciam os tratamentos ou os abandonam no meio.

João Bosco Souto – Webleitor

Nota do Blog – E no Rio Grande do Norte, desde segunda-feira (1º), decreto do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) torna ainda mais difícil a vida de quem precisa comprar remédio (Veja AQUI).