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Isenção do Imposto de Renda terá votação em novembro

Calheiros é o relator da matéria (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
Calheiros é o relator da matéria (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Do Poder 360

O projeto de lei que isenta do pagamento de IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000 por mês e cria alíquotas mínimas para quem ganha mais de R$ 50.000 deve ser votado na 1ª metade de novembro pelo Senado. Aprovado em 1º de outubro pela Câmara dos Deputados, o texto está na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado e aguarda duas audiências públicas, que devem ser realizadas até 6ª feira (24.out.2025).

Uma das audiências já realizadas teve a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para responder aos senadores sobre o impacto orçamentário e financeiro da medida.  A ala governista no Congresso Nacional corre para aprovar o projeto ainda esse ano, para que possa valer a partir de 2026. A pauta é popular e seria uma grande munição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para aliados nas eleições. Em conversa com jornalistas no Senado, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o calendário de votação da proposta sobre o IR “ainda está mantido” e que a pauta é prioridade.

Nomeado relator em 7 de outubro, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o texto tramitaria dentro de um prazo de 30 dias: “O que tiver que ser emendado, será emendado. O que tiver que ser suprimido, será suprimido. Mas nosso esforço é para que a matéria não volte à Câmara”. Renan disse ao Poder360 que “não tem um calendário” definido para a tramitação. Dentro do cronograma dos governistas, um ponto facultativo tem potencial de afetar a tramitação. Trata-se do Dia do Servidor Público, em 28 de outubro, que cai em uma 3ª feira, tradicional dia de sessão.

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Senadora do RN é a nova Procuradora Especial da Mulher

A senadora Zenaide Maia (PSD – RN) foi escolhida pela bancada feminina e designada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a nova titular da Procuradora Especial da Mulher no Senado. O mandato tem duração de dois anos.

Zenaide Maia posa à porta da procuradoria, onde terá papel de relevo a cumprir (Foto: divulgação)
Zenaide Maia posa à porta da procuradoria, onde terá papel de relevo a cumprir (Foto: divulgação)

Zenaide pretende incluir as mulheres em todos os debates importantes do Senado, sem descuidar do enfoque do combate à violência de gênero, destaca ela: “Temos muito trabalho pela frente. A pauta da violência contra a mulher é uma chaga em nossa sociedade. Nos últimos anos vimos o desmonte do orçamento da proteção à mulher; temos que aumentar a participação feminina nos espaços de poder; e, também, temos desafios no legislativo, como aprovar a igualdade salarial entre homens e mulheres, incluir a mulher no debate da reforma tributária e em todas as discussões que são importantes em nosso país!”, elencou a parlamentar.

Na manhã desta terça (04), Zenaide visitou as instalações da Procuradoria Especial da Mulher do Senado (ProMul) e conheceu a equipe de trabalho, formada majoritariamente por mulheres.

A ProMul foi criada em 2013, pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para zelar pela defesa dos direitos da mulher; encaminhar aos órgãos competentes as denúncias de violência e discriminação contra a mulher; acompanhar a execução de programas e campanhas do governo federal que visem à promoção da igualdade de gênero; cooperar com organismos nacionais e internacionais voltados à implementação de políticas para as mulheres; promover audiências públicas e auxiliar as Comissões do Senado Federal na discussão de proposições que tratem dos direitos das mulheres.

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Oposição racha e já tem dois relatórios para CPI da Covid-19

Do Canal Meio

Acusado de vazar trechos de seu relatório para a imprensa, o senador Renan Calheiros acabou isolado na CPI da Pandemia. O incomodo levou ao adiamento da leitura do relatório de hoje para amanhã. Nos bastidores, alguns colegas acusam Renan de ter vazado os trechos para emparedá-los e evitar mudanças. Se foi, o tiro saiu pela culatra.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante sessão inaugural da CPI da Pandemia. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Renan Calheiros, durante sessão inaugural da CPI da Pandemia. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/arquivo)

Os senadores pedem que ele retire vários pontos e ameaçam apresentar emendas. Já o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), pagou para ver e disse que quer no relatório tudo o que foi vazado. Renan entregou textos preliminares aos demais integrantes da CPI. Ele propõe o indiciamento de 70 pessoas, inclusive do presidente Jair Bolsonaro e seus três filhos mais velhos. (Folha)

Diante da polêmica, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou um relatório paralelo, mais conciso, pedindo o indiciamento de Bolsonaro e de três ministros — Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho) — além de outras 12 pessoas. A acusação contra o presidente por genocídio, por exemplo, ficou de fora. (Globo)

Enquanto isso… A CPI teve ontem um dia de luto e dor, com os depoimentos de parentes de vítimas da Covid. “Acho que merecíamos um pedido de desculpas da maior autoridade ao país, porque não é questão política, se de partido ou de outro. Estamos falando de vidas”, disse Marco Antônio do Nascimento Silva, que perdeu o filho de 25 anos. Katia Shirlene Castilho dos Santos contou que a irmã teve de procurar os corpos dos pais, clientes da Prevent Senior tratados com o ‘kit covid’ num necrotério lotado.

“Quando a gente vê um presidente da República imitando uma pessoa com falta de ar, isso para nós é muito doloroso”, disse. Num dos momentos mais dramáticos, Giovanna Gomes Mendes da Silva, 19 anos, falou da morte dos pais e de como assumiu a guarda da irmã de dez anos. Nem intérprete de libras da TV Senado conseguiu conter a emoção. (UOL)

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) criticou os depoimentos de ontem, que classificou como algo “macabro, triste e lamentável”. Segundo o Zero Um, as testemunhas foram “escolhidas a dedo” para responsabilizar seu pai. (Poder360)

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Toda CPI em essência é política e, nesse ponto, não se trata de uma distorção. Mas, o que boa parte desses senadores produz até aqui é uma tentativa desenfreada de criminalizar Bolsonaro. De verdadeiro, pujante, os depoimentos de familiares.

Uma CPI com Renan Calheiros como relator antecipadamente já avisou que não poderia ser muito levada a sério.

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PF afirma ao STF que Renan teria recebido propina em 2012

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão da CPI da Covid (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão da CPI da Covid (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Do G1

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) recebeu R$ 1 milhão em propina do grupo Odebrecht. A informação foi enviada ao STF com a conclusão do inquérito, aberto em 2017.

A corporação indiciou Renan pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O senador é o relator da CPI da Covid.

A partir dos elementos reunidos PF, o Supremo deve enviar o caso para a Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia o senador ou arquiva o caso.

Caso a PGR ofereça denúncia e o STF aceite, o senador responderá a processo.

O outro lado

Renan comentou a conclusão da PF. De acordo com o senador, a movimentação no inquérito surge bem no momento em que a CPI “mostra todas as digitais do governo na vacina da corrupção”.

“A Polícia Federal não tem competência para indiciar senador. Apenas o STF. Essa investigação está aberta desde março de 2017 e como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação. Justamente agora, quando a CPI mostra todas as digitais do governo na corrupção da vacina, a parte politizada da Gestapo [polícia nazista] tenta essa retaliação”, afirmou o relator.

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Bolsonaro dispara contra “esquerdalha” e “bandidos do passado

Do Blog Carol Ribeiro

Num palanque repleto de correligionários e apoiadores sem máscaras, na agenda oficial em Pau dos Ferros/RN, nesta quinta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a prorrogação do auxílio emergencial e de um novo bolsa família que deve entrar em vigor em 2022.

Exaltou o General Heleno, e disse que é “imbrochável e incomível”.

“Não adianta inventarem CPI para me tirarem do poder” foi o que disse além de criticar o relator da Comissão Renan Calheiros (MDB-AL).

Bolsonaro também criticou as denúncias de supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin (veja AQUI). “Me acusam de quase tudo até de comprar uma vacina que nunca chegou no Brasil”.

Como de praxe, ele criticou o que chamou de “esquerdalha e os amigos de Cuba e da Venezuela”, com gestos fez menção ao opositor Lula (PT).

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Que país insano

Renan ficou irritado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Renan ficou irritado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Esse país está cada dia mais avacalhado, a partir de suas instituições de Estado.

No Congresso Nacional, temos o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ameaçando um depoente de prisão, por estar supostamente mentindo (veja AQUI).

Era o Fabio Wajngarten, ex-titular da Comunicação do Governo Jair Bolsonaro (sem partido), na CPI da Covid-19.

Pare o mundo que eu quero descer.

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Senador quer CPI investigando governadores e prefeitos com rigor

Girão quer rigor (Foto: Twitter)
Girão quer rigor (Foto: Twitter)

O Antagonista

Como mostramos, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), tentará furar o acordo entre a maioria dos integrantes da CPI da Covid para tentar disputar a presidência da comissão com Omar Aziz (PSD-AM).

O parlamentar, que rejeita ser chamado de “bolsonarista” e prefere se declarar “independente”, disse a O Antagonista que a comissão precisa ter “isenção” para investigar não apenas o governo federal, mas também estados e municípios.

Se a sociedade não reagir, a CPI vai blindar governadores e prefeitos que receberam bilhões. O comando da Comissão precisa ter isenção e ser independente para investigar governo federal, estados e municípios. Caso contrário, haverá flagrante suspeição e conflitos de interesses, inclusive político-eleitoreiros, o que seria uma covardia com o povo brasileiro que tem expectativa de que a CPI seja justa e busque a verdade, não apenas uma parte dela.”

Nota do Blog – O senador está corretíssimo. De cima para baixo.

Difícil é acreditar que haverá rigor em investigação de filhos por seus pais senadores. Governador Renan Filho (MDB-AL), rebento do senador Renan Calheiros (MDB-AL); governador Helder Barbalho (MDB-PA), bambino do senador Jáder Barbalho (MDB-PA), por exemplo.

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Senadores são intimados a depor em operação da Federal

Calheiros e Braga: depoimentos (Foto: CF)

Do G1

A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta terça-feira (5) mandados de busca e apreensão, e sequestro de bens.

A operação foi autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin.

Ele é relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação se refere a inquérito aberto em maio do ano passado para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. A ação da PF mira supostos operadores do repasse.

Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) foram intimados a depor sobre os fatos apurados na operação.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Renan ataca jornalista e insinua assédio e sexo “mecânico”

Além de derrota à presidência do Senado em tumultuada eleição nesse último sábado (2), o senador Renan Calheiros  (MDB-AL) voltou a se envolver em mais polêmica. Neste domingo (3), um texto repulsivo dele causa enorme estrago em sua imagem já bastante combalida.

O senador escreveu em sua conta na rede social Twitter, nota insinuando que a jornalista Dora Kramer da revista Veja um dia já o assediara sexualmente. Além disso, envolve no imbróglio e em narrativa bizarra, o ex-senador já falecido Ramez Tebet (MDB-MS) e o ex-deputado federal Geddel Vieira (MDB-BA), que está preso.

Baixarias publicadas por Renan foram rapidamente apagadas, mas cópias espalharam-se rapidamente (Reprodução)

Ele apagou rapidamente a postagem, mas muitas pessoas fizeram “print” (cópia), viralizando-a na Internet.

A baixaria ganha enorme proporção, com manifestações de gente de todos os matizes sociais e não apenas da política. Apesar de maciçamente receber críticas por sua postura, ele também ganha apoios explícitos ou velados.

A deputada federal petista pelo Rio Grande do Sul, Maria do Rosário, relativizou o caso também através do Twitter: “Não estranhe esse tuíte …Parece sem pé nem cabeça, com coisas estranhas à política? O resultado da eleição do Senado ainda está por vir”.

Nota do Blog – O Blog Carlos Santos foi bloqueado pelo senador no Twitter (veja AQUI), neste domingo. Não entendemos o porquê.

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Renan, não!

Por Carlos Santos

Parte da Grande Imprensa está com dificuldade de explicar o expurgo do todo-poderoso Renan Calheiros (MDB-AL) da presidência do Senado.

Mistura de torcida contrariada com incapacidade, teimosa, de fazer leitura de uma época: ó tempos, ó costumes.

Durante a manhã de sábado (02), clima chegou a ficar ameno entre Davi e Renan; esquentaria à tarde, de novo (Agência Senado)

A eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à presidência do Senado não é o triunfo do novo e asséptico. Ele não encarna o que se propaga por aí como a “nova política”.

Nem de longe pode ser caracterizado como personagem deificado e incomum na política brasileira. É o mais do mesmo. Desconhecido por boa parte do público, não passava até bem poucos dias de mero espécime do baixo clero da Alta Câmara.

Como tivemos nas urnas em 2018, ocorreu um voto de exclusão, em vez de uma escolha propriamente dita.

A prioridade foi barrar o velho coronel alagoano e, não, necessariamente eleger Alcolumbre. Não fosse ele, seria outro.

Renan, não!

O senador do Amapá e do DEM não foi ungido por suas eventuais virtudes.

Renan é que terminou rejeitado por suas notórias deformidades.

Seria seu quinto mandato presidencial, um recorde que superaria o maranhense José Sarney.

Fica para a próxima. Em breve, teremos outra eleição interna.

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Davi derruba o todo-poderoso Renan Calheiros no Senado

Do G1

senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41 anos, se elegeu presidente do Senado neste sábado (2) ao obter 42 votos, um a mais que os 41 necessários para um candidato ganhar no primeiro turno. Dos 81 senadores, votaram 77.

Alcolumbre e Renan duelaram durante dois dias e o primeiro levou a melhor surpreendentemente (Foto:Jovem Pan Imagens)

É a segunda vez que o MDB perde uma eleição para a presidência do Senado desde o fim da ditadura. Renan Calheiros (MDB-AL) buscava se tornar presidente da Casa pela quinta vez. Mas abandonou a candidatura durante a eleição por entender o processo “deslegitimado”.

Com a vitória de Alcolumbre – um aliado do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), de quem recebeu apoio nos bastidores –, o DEM passa a comandar o Senado Federal e a Câmara dos Deputados – nesta sexta-feira (1º), Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara, também em primeiro turno.

O resultado da eleição no Senado foi o seguinte:

  • Davi Alcolumbre (DEM-AP) – 42 votos
  • Esperidião Amin (PP-SC) – 13 votos
  • Angelo Coronel (PSD-BA) – 8 votos
  • Reguffe (sem partido-DF) – 6 votos
  • Renan Calheiros (MDB-AL) – 5 votos
  • Fernando Collor (Pros-AL) – 3 votos

A vitória de Davi Alcolumbre foi precedida de:

Logo após o anúncio da vitória, Davi Alcolumbre assumiu a cadeira de presidente. Ele cumprimentou todos os concorrentes, inclusive Renan Calheiros. Disse que dará ao rival o mesmo tratamento conferido aos demais colegas.

“Quero dizer ao senador Renan Calheiros que terá dessa presidência o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter”, afirmou.

O novo presidente do Senado destacou a importância de “reunificar” a Casa e afirmou que não conduzirá os trabalhos com “revanchismo”. Segundo ele, a condição de adversários é “passageira”, enquanto as instituições são permanentes.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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“Seu merda”; “você é um ladrão”, debatem dois senadores

O nível do debate no Senado da República parece que não vai melhorar na legislatura iniciada nessa sexta-feira (1º).

Na sessão que foi encerrada sem que fosse eleita a nova mesa diretora da Casa, dia passado, um dos momentos mais extremados foi protagonizado por dos experientes congressistas.

Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) disseram o que pensam um do outro.

Vamos resumir:

Renan Calheiros – Toda essa confusão está acontecendo por sua causa, seu merda!

Tasso Jereissati – Você é um ladrão!

Renan Calheiros – Vou te pegar!

Tasso Jereissati – Quem vai de pegar é a polícia. Você vai ser preso!

Renan Calheiros – Seu merda, venha para a porrada.

Aí entrou a turma do deixa disso.

Leia também: Toffoli determina voto secreto para eleição ao Senado.

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Styvenson quer voto aberto; Zenaide e Jean-Paul se abstêm

Jean-Paul Prates e Zenaide preferiram se omitir; Styvenson teve posição clara em votação (Foto: montagem)

Na primeira intervenção dos três novos senadores que representam o Estado do RN, o capitão Styvenson Valentim (sem partido) votou a favor do voto aberto para disputa da mesa diretora do Senado.

Já Zenaide Maia (PROS) e Jean-Paul Prates (PT) abstiveram-se.

A sessão foi encerrada sem a votação para escolha da nova mesa diretora.

À madrugada deste sábado (2), o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu que a eleição deve ser secreta (veja AQUI).

O candidato favoritíssimo à eleição é Renan Calheiros, senador alagoano.

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O Congresso Nacional não é para principiante

A renovação do Congresso Nacional não chega ao seu topo.

Na Câmara Federal, o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) deverá conquistar novo mandato.

No Senado, a raposice de Renan Calheiros (MDB-AL) caminha para levá-lo pela quinta vez ao cargo presidencial.

“O brasil (minúsculo mesmo) não é para principiantes”, dizia o compositor Tom Jobim.

Alguém duvida?

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Senador defende acusado de estupro e outros crimes

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse em suas redes sociais, que “João de Deus” (João Teixeira de Faria, 76), acusado de estupros, assédios sexuais e outros crimes contra centenas de mulheres, “é um patrimônio nosso”.

A reação de dezenas de internautas é a pior possível para o senador.

Postagem de Renan Calheiros foi publicada no dia passado, causando protestos (Print)

Figa djabo!”

Leve-o pro Senado, homem.

* O médium apresentou-se ontem à polícia (veja AQUI).

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Menos Saúde, menos Educação

Por Josivan Barbosa

A emenda do teto de gastos, aprovada em 2016, estabeleceu níveis mínimos de gastos para saúde e educação usando a correção inflacionária em cada ano (antes, eram considerados percentuais das receitas da União a serem aplicados em cada área). Em 2018, com o novo regime fiscal, os pisos são de R$ 112 bilhões para saúde e de R$ 50 bilhões para educação.

Agora, a equipe econômica do governo do PSL trabalha em proposta de ampla desvinculação de receitas públicas e redução da rigidez nas despesas para dar mais liberdade ao Executivo e Legislativo na definição e execução do Orçamento. Nas reuniões da equipe de transição, a medida é vista como o próximo passo a ser dado no processo de ajuste fiscal após a reforma da Previdência.

A futura equipe econômica entende que o assunto pode ser polêmico e que tem potencial de despertar debates inflamados com parlamentares e a sociedade. Mas a visão é que a alocação de recursos públicos normalmente já tem debates inflamados e que uma maior flexibilidade do Orçamento precisaria ser buscada mesmo assim, inclusive, sendo mais favorável à classe política, que recuperaria poderes perdidos ao longo dos anos.

Um debate sobre a desvinculação chegou a ser tentado em 2015 pelo MDB no documento “Ponte para o Futuro” – divulgado dois meses antes da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. No documento, o estabelecimento de patamares mínimos era visto como um receio de que o Executivo pudesse contingenciar ou mesmo cortar os gastos em caso de necessidade.

Estabilidade do servidor público

Em meio ao esforço de conter o crescimento da despesa de pessoal, a ideia de mudar as promoções automáticas dos servidores e até de discutir uma flexibilização da estabilidade dos funcionários públicos começa a ganhar mais força nos Estados.

Um dos desafios para mudança de carreira de servidores e de estabilidade é a necessidade de lei estadual e de emenda constitucional no segundo caso. Ana Paula Vescovi, secretária-executiva do Ministério da Fazenda, sugere que os Estados já têm algum instrumento a seu alcance em relação à estabilidade.

Segundo ela, para flexibilizar a estabilidade do funcionário público não é preciso mudança na Constituição Federal.

Proposta inédita para o diesel

Com o apoio da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, circula em BSB uma proposta ainda informal de redução da carga tributária exclusiva para o óleo diesel usado em veículos de cargas (agricultura, indústria etc.). A ideia é baseada no modelo americano, em que as bombas de combustível dos postos são diferenciadas por cor para distinguir se o uso é agrícola e comercial ou para veículos de passeio.

Dessa forma, caminhoneiros que transportam cargas, como soja e milho, pagam menos tributos embutidos no preço final do combustível. Para isso existe um controle sobre os transportadores que abastecem com o combustível mais barato.

Iniciativa semelhante já é adotada com barcos de pesca no Brasil, que gozam de desconto sobre impostos incidentes no diesel, porém os pescadores pagam o preço “cheio” do combustível e são ressarcidos pelo governo por meio de orçamento federal.

Previsão de recursos extra para o RN em 2019

No ano passado, o Supremo decidiu que a União deve compensar Estados com repasses do Fundef. No julgamento, a maioria dos ministros do STF considerou que o governo federal calculou de forma equivocada o valor a ser repassado pela União aos Estados. Com isso, a Corte determinou o ressarcimento da verba aos cofres de quatro unidades de federação: Bahia, Amazonas, Sergipe e Rio Grande do Norte.

No julgamento, a então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que, apesar de a decisão ser para quatro Estados, em outras ações semelhantes que viessem a ser propostas por outras unidades da federação, o relator poderia decidir monocraticamente, sem levar o processo ao plenário.

Apesar da definição da tese sobre o fundo, ficou pendente o julgamento dos embargos de declaração, recurso que não é usado para mudar o mérito, mas pode fixar um limite temporal para a aplicação da decisão. Na época, a Advocacia-Geral da União (AGU) estimava que a decisão custaria mais de R$ 50 bilhões, por causa da correção no cálculo. Agora, o valor atualizado chega a R$ 80 bilhões.

República de Chicatiba

Este pode ser o nome da república do presidente eleito do PSL, Jair Bolsonaro. O nome refere-se à origem dos  ministros Paulo Guedes (Chicago) e Sérgio Moro (Curitiba). A Chicatiba pode encontrar como principal adversário o alagoano Renan Calheiros. Foi assim que se mostrou no cordial encontro que teve com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Além de estimulá-lo a enviar para o Congresso uma pauta de reforma do Estado, ampla o suficiente para despertar a animosidade de servidores com poder de barganha, Renan se apresentou como um parlamentar preocupado em viabilizar a pauta federativa, principalmente dos Estados do Norte e do Nordeste, que temem sumir do mapa no governo Bolsonaro.

A transferência do Coaf da Fazenda para a Justiça mostrou que a parceria está afinada com a escala em Curitiba para se chegar à periferia de Chicago. Mas os donatários do governo parlamentar cujo mandato está por terminar, ainda podem lançar mão do que Renan, em sua febre tuiteira, chamou de ‘instituições reunidas’.

A ameaça de Renan é incompleta porque sua experiência como empossador e cassador de presidentes ainda não contempla um que colocou três generais e um almirante no primeiro escalão, além daquele que encabeça a linha sucessória. Mas não deixa de ser um termômetro do clima que reina no Congresso às vésperas da posse do novo presidente, refletido em sua rendição a uma reforma da Previdência fatiada.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

PT e Lula desafiam Judiciário com tudo medido e calculado

Há muita gente estupefata, Brasil afora, com a posição do Partido dos Trabalhadores (PT) e do seu líder, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de enfrentarem a Justiça e suas decisões que contrariam os interesses políticos da legenda e dele próprio.

Renan, Lula e Renan Filho (governador de Alagoas) em desafios extremos (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress - 22-08-2017)

Este cidadão simpático que está falando para vocês não tem nenhuma razão para respeitar a decisão de ontem — discursou Lula (veja AQUI) em São Paulo-SP. Foi um dia após ser condenado (veja AQUI) em segunda instância, em um dos processos a que responde na “Operação Lava Jato”.

De verdade, não há motivo para que alguém fique perplexo com o verbo provocativo. O ex-presidente parece esgrimir com o que conhece bem.

A postura do partido e de Lula é razoavelmente compreensível. Não se trata de algo isolado ou extraordinário, no ambiente político e judicial brasileiro.

Lições de Renan Calheiros

Vale exumar lições do senador Renan Calheiros (MDB-AL), na sua relação com a toga.

Tratou o magistrado Waldemar Carvalho da 14ª da Justiça Federal (Brasília) por “juizeco”, depois que ele o condenou à perda do mandato e suspensão de direitos políticos por oito anos, em novembro de 2016; ignorou decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que no dia 5 de dezembro de 2016 determinou seu afastamento da Presidência do Senado (veja AQUI). Simplesmente, não recebeu  a notificação.

O que prevaleceu, ao final, foi sua vontade, lógico.

Renan Calheiros não foi ejetado do Senado porque carregava o trunfo de botar (ou não) em votação projeto sobre abuso de autoridade, que causava calafrios no Ministério Público e no Judiciário. Ainda gracejou depois, ao analisar que a posição do pleno do STF de mantê-lo no cargo fora uma postura “patriótica”.

No dia 8 de dezembro, ainda de 2016, o prefeito de Barreiras (BA), Antônio Henrique de Souza Moreira (PP), desafiou a Justiça baiana ao se recusar cumprir uma liminar. Arrimou seu ponto de vista no exemplo de Calheiros (veja AQUI).

No Rio Grande do Norte, no último dia de 2017, o desembargador Cláudio Santos determinou prisão de líderes de organizações sindicais de policiais que fomentassem “greve” (Desembargador manda prender quem incitar paralisação).

O que ocorreu? Nada. As lideranças dos denominados movimentos “Segurança com Segurança” e “Operação padrão” impuseram suas exigências ao Executivo e ao Judiciário.

O próprio Tribunal de Justiça do RN (TJRN) acabou arquivando a demanda referente ao episódio (veja AQUI), como se fosse regra o descumprimento de ordem judicial. Certa ou errada, era uma determinação judicial.

Política, marketing e medo

O PT e Lula sabem onde pisam. Caminham com um projeto de sobrevivência política em constante revisão e adequação. Provocar o Judiciário faz parte do enredo, que também tem muito de marketing.

Quem estranhar, que procure ativar a memória, que logo encontrará outros fatos similares.

Os petistas não fazem qualquer movimento inconsequente. Tudo é medido, milimetricamente calculado. Estão conscientes de que lidam com uma instituição bastante desgastada e com interesses que muitas vezes se fundem aos seus.

Em 4 de março de 2016, em conversa gravada com Dilma Rousseff (PT), Lula já tratava o STF com menoscabo: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada”.

O senador alagoano, amigo e parceiro político de Lula, que o diga. Ensinou depois como lidar com esse tipo de pressão extrema: Após vitória, Renan desiste de projeto sobre abuso de autoridade.

Leia também: O “puxadinho” bancado pelo STF para proteger um réu.

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Lava Jato já condenou mais de 140 pessoas; STF, ninguém

Por Giselle Santos (Do Congresso em Foco)

Deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014, a Operação Lava Jato se tornou célebre por revelar aos brasileiros um dos maiores escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro de que já se teve notícia, envolvendo políticos, agentes públicos, grandes empreiteiras e altos executivos da Petrobras.

Passados quase quatro anos, as condenações se acumulam em primeira e segunda instância, chegando até a figuras como o ex-presidente Lula, que teve sua pena no caso do triplex do Guarujá (SP) aumentada para 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na última quarta-feira (24).

Renan, Sarney, Jader, Jucá e Eunício são alguns dos investigados na Lava Jato no Supremo. Sem o foro, Lula está condenado e Henrique Eduardo Alves, preso (Foto: Ricardo Stuckert)

Porém, quando se trata de autoridades com foro privilegiado, a coisa muda de figura. No Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Judiciário e responsável pelos processos envolvendo parlamentares e ministros, nenhuma ação penal foi concluída no âmbito da Lava Jato. Em Curitiba e no Rio de Janeiro, que concentram as principais ações da operação na primeira instância, pelo menos 144 pessoas já acumulam 181 condenações – algumas foram sentenciadas mais de uma vez.

Desde março de 2015, quando foi divulgada a primeira “lista de Janot” – relação dos citados nas delações premiadas do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, encaminhada ao STF pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot –, 193 inquéritos (investigações preliminares que podem virar processos) foram instaurados no STF.

Nota do Blog – O SFT é o pior dos três poderes do país na atualidade. Já chegou a ter o respeito e a admiração da opinião pública; hoje, sintetiza indignação e desesperança.

É resultado da conjunção pecaminosa entre Executivo e Legislativo, que pariu esse quasímodo. Lá tem de tudo, menos o Direito.

Em vez de ser guardião da Constituição, anteparo do Estado Democrático de Direito e defensor da República, é valhacouto dos seus próprios interesses e parceiro de piratas e corsários que promovem um interminável butim no Brasil.

Caso perdido. Daí para pior.

Entre eles, 36 resultaram em denúncias criminais e 7 em ações penais (processos que podem resultar em condenação) que envolvem 100 acusados. Segundo dados obtidos no site do Ministério Público Federal (MPF), 121 acordos de colaboração premiada já foram submetidos ao Supremo até janeiro deste ano. O número de condenações de políticos, no entanto, ainda é zero.

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PT volta a se aliar ao PMDB com aval do ex-presidente Lula

Do UOL

Um ano após romper com o governador Renan Filho (PMDB), depois do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), o PT de Alagoas com o endosso do ex-presidente Lula da Silva (PT), volta a se compor com o governismo estadual.

Renan Calheiros, Lula e Renan Filho em 22 de agosto de 2017 (Foto Marlene Bérgamo)

PMDB e PT estão juntos novamente, aliados, amarrados, integrados, com vistas às eleições do próximo ano.

O presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa, justificou que a aliança tem conotação “de ordem política e estratégica”.

O mais patético, é que resolução do Diretório Nacional do partido “proíbe alianças eleitorais com golpistas”. Mas há uma corrente que defende o fim da proibição, para “recuperar a maioria do povo brasileiro” (veja AQUI), que foi a favor da saída de Dilma Rousseff.

Só para lembrar: Renan Calheiros votou efusivamente pelo impeachment da “presidenta” Dilma.

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Nota do Blog – Quanta desfaçatez e cinismo. Que gente mais sem-vergonha.

Realmente não se emenda nem tem limites na falta de caráter e obsessão pelo poder a qualquer custo.

Quadrilhas, não passam disso, que se consorciam quando precisam e que, às vezes divergem, também quando precisam.

O filme se repetindo, como sempre. Michel Temer conhece bem a todos e a cada um, por isso que se sente confortável e legitimado na cadeira presidencial.

Adiante, vão se queixar de Renan Calheiros, como se convivessem com um desconhecido, e vice-versa.

Aguardemos o efeito disso noutros estados, incluindo o RN.

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Réus e investigados vão decidir futuro de Aécio Neves

A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o senador Aécio Neves (PSDB) seja afastado do mandato e tenha de se recolher à noite em sua residência está nas mãos de um Senado cuja metade de seus integrantes está pendurada na própria corte.

Dos 81 senadores em exercício, pelo menos 41 respondem a inquérito ou ação penal no próprio Supremo, segundo levantamento do Congresso em Foco.

O campeoníssimo de encrenca no STF com 17 investigações, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), articula uma operação “resgate” para o colega Aécio.

Vozes do PT também já se revelam contra a posição do STF. Ou seja, o “espírito de porco” (não confunda com “corpo”) começa a funcionar e unir os contrários, mais uma vez.

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PGR denúncia Garibaldi, Renan, Sarney e outros políticos

Do G1 e Rede Globo de Televisão

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) quatro senadores do PMDB, dois ex-senadores do partido e mais três pessoas no âmbito da Operação Lava Jato.

Foram denunciados (e os crimes atribuídos a eles):

  • Senador Renan Calheiros (PMDB-AL): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Senador Garibaldi Alves (PMDB-RN): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Senador Romero Jucá (PMDB-RR): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Senador Valdir Raupp (PMDB-RO): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP): corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado: corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Luiz Fernando Nave Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção avita e lavagem de dinheiro;
  • Nelson Cortonesi Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
  • Fernando Ayres Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental: corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Todos são acusados em inquérito que apurava inicialmente se Renan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) receberam propina oirunda de contratos da Transpetro.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Seis em cada 10 senadores respondem a ações no Supremo

Do Congresso em Foco

Garibaldi e Agripino estão em lista (Foto: arquivo)

Levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco, que chega à sua 26ª edição, mostra que pelo menos seis em cada dez senadores são alvo de inquéritos, ações penais ou recursos de condenação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Dentro desse universo, todos os representantes titulares de seis estados brasileiros no Senado estão às voltas com procedimentos criminais em andamento no Supremo. Acre, Alagoas, Amazonas, Minas Gerais, Rondônia têm todos os três senadores em exercício respondendo a procedimentos criminais.

Isso só não ocorre com São Paulo porque um dos senadores titulares (o ministro Aloysio Nunes, das Relações Exteriores), também com pendências no tribunal, está licenciado.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, José Agripino (DEM) e Garibaldi Alves Filho (PMDB) têm  problemas no âmbito do STF.

Garibaldi Alves Filho (PMDB)

Inquérito 4440. Delatores da Odebrecht na Lava Jato afirmam que a empreiteira repassou, na forma de caixa dois, R$ 200 mil para a eleição do senador em 2010.

José Agripino (DEM)

Presidente nacional do DEM, é acusado por um delator de receber R$ 1 milhão de um esquema de fraudes no Detran-RN (inquérito 4011). Ainda é alvo dos inquéritos 4141 e 4184, por corrupção, e 4399. No primeiro, é suspeito de ter recebido propina de executivos da OAS em troca de favores na construção do estádio Arena das Dunas, em Natal. No segundo procedimento, responde por peculato pela contratação de um funcionário fantasma em seu gabinete. Já no último inquérito, baseado nas delações da Odebrecht na Lava Jato, é suspeito de ter recebido da empreiteira R$ 100 mil para sua campanha eleitoral. O caso também envolve seu filho, o deputado Felipe Maia (DEM-RN). O relator do inquérito, Edson Fachin, pediu à Procuradoria-Geral da República que se manifeste sobre a eventual prescrição dos crimes atribuídos ao senador.

A assessoria do senador disse que ele não faria, a respeito do tema, nenhuma manifestação nova. O senador tem negado todas as acusações lançadas contra ele.

Especificamente sobre a questão envolvendo o Detran-RN, em nota à imprensa, Agripino afirmou não entender as razões que levaram à “reabertura deste assunto” no STF. Ele diz que o próprio acusador já o havia isentado de participação no esquema. A fraude, de acordo com delação de empresário, envolvia o pagamento de propina a integrantes do governo do Rio Grande do Norte entre 2008 e 2011.

Ao todo, são pelo menos 48 os senadores com procedimentos abertos no STF, dos quais 34 estão sob investigação na Operação Lava Jato. Trata-se de um recorde, de acordo com o acompanhamento que este site faz desde março de 2004. Nunca foi tão grande o número de senadores formalmente colocados sob suspeita de terem praticado crimes.

No último levantamento realizado, em abril deste ano, eram 42 os senadores investigados, o que já era um recorde na ocasião.

Renan e Aécio

De Alagoas, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) aparece com 12 inquéritos e uma ação penal; seguindo-se Valdir Raupp (PMDB-RO), com sete inquéritos e quatro ações penais, e Aécio Neves (PSDB-MG), com nove inquéritos, o que faz dele um recordista de investigações decorrentes da Operação Lava Jato.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Veja lista completa dos implicados AQUI, com citações e síntese por estado.

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