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Bolsonaro acusa Moro de pressioná-lo por vaga ao STF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez pronunciamento agora ao fim da tarde, ao lado de vários ministros e outros auxiliares, para rebater palavras do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro.

Implicitamente, o tratou como ingrato e injusto, além de vaidoso. Até o tom de voz e gestual carregados, comum ao presidente, foram suavizados. Postou-se como vítima de alguém que admirava, mas que o decepcionara na convivência no poder em cerca de um ano e cinco meses.

Atacou o ex-ministro, ao insinuar que Moro tentara chantageá-lo para ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de negar quisesse interferi na autonomia da Polícia Federal.

Bolsonaro, com equipe quase toda sem máscara, evita arroubos e tenta mostrar Moro como vaidoso injusto (Reprodução BCS)

“Mais de uma vez, o senhor Sergio Moro disse para mim: ‘Você pode trocar o Valeixo (Maurício Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal, exonerado hoje) sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o STF'”, acusou Bolsonaro.

Poucos minutos (18h20) após a fala de improviso (e também em texto lido) de Bolsonaro, Sérgio Moro fez tréplica no Twitter, o desmentindo:

– A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF.

Às 18h35, outra postagem de Moro, reforçava contraposição à fala do presidente:– De fato, o Diretor da PF Maurício Valeixo estava cansado de ser assediado desde agosto do ano passado pelo Presidente para ser substituído. Mas, ontem, não houve qualquer pedido de demissão, nem o decreto de exoneração passou por mim ou me foi informado.

O presidente insistiu em afirmar que nunca assediou nenhum servidor nem fez pressão alguma para obtenção de informações confidenciais, como Sérgio Moro chegou a afirmar a manhã de hoje (veja AQUI).

Saiu rapidamente após seu discurso, sendo aplaudido discretamente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Inquérito

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (24) para abrir um inquérito sobre os fatos narrados e as declarações feitas pelo então ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Entre as providências, o procurador-geral solicita ao Supremo a oitiva de Sergio Moro em razão da abertura do inquérito. O ministro anunciou um pedido de demissão do cargo na manhã desta sexta, após Jair Bolsonaro exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Leite Valeixo.

Saiba mais detalhes clicando AQUI e AQUI.

Com informações adicionais do G1.

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Mandetta parabeniza Moro e diz que “outras lutas virão”

Exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 16 (veja AQUI), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta saudou o ex-colega de ministério, que anunciou saída do governo nesta sexta-feira (24) veja AQUI – Sérgio Moro (Justiça).Através do seu Twitter, Mandetta o saudou: “Parabéns pelo trabalho, ministro”.

E completou com olhos no futuro: “O pais agradece! Outras lutas virão!”

Nota do Blog – Será que está nascendo aí uma chapa futura à presidência, com Moro e Mandetta, ministros mais bem avaliados da gestão Bolsonaro?

A exoneração de ambos no auge do prestígio popular diz muito sobre o presidente e seu ego. No espaço de oito dias, Bolsonaro conseguiu o feito de enxotar quem mais dava visibilidade positiva à sua administração. É algo incomum na política, mas diz muito sobre o presidente.

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Moro sai e diz que Bolsonaro quer controlar Polícia Federal

Do G1

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira (24). O ex-juiz federal deixa a pasta após um ano e quatro meses no primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A demissão foi motivada pela decisão do presidente Jair Bolsonaro exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo agora ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

Ministro Sérgio Moro saiu aplaudido após o pronunciamento que fez à manhã de hoje (Foto: reprodução BCS)

Ao anunciar a demissão, em pronunciamento na manhã desta sexta-feira no Ministério da Justiça, Moro afirmou que disse para Bolsonaro que não se opunha à troca de comando na PF, desde que o presidente lhe apresentasse uma razão para isso.

“Presidente, eu não tenho nenhum problema em troca do diretor, mas eu preciso de uma causa, [como, por exemplo], um erro grave”, disse Moro.

Moro disse ainda que o problema não é a troca em si, mas o motivo pelo qual Bolsonaro tomou a atitude. Segundo o agora ex-ministro, Bolsonaro quer “colher” informações dentro da PF, como relatórios de inteligência.

“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligência, seja diretor, seja superintendente. E realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, declarou.

Moro fez uma comparação da situação com o período em que conduziu os processos da Operação Lava Jato como juiz: “Imaginem se durante a própria Lava Jato, ministro, diretor-geral, presidente, a então presidente Dilma, o ex-presidente, ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento?”, questionou.

Segundo Moro, a autonomia da Polícia Federal “é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um estado de direito”.

De acordo com o relato de Moro, ele disse a Bolsonaro que a troca de comando na PF seria uma interferência política na corporação. Ele afirmou que o presidente admitiu isso.

Troca de comando

“Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo”, revelou Moro.

O agora ex-ministro contou que Bolsonaro vem tentando trocar o comando da PF desde o ano passado.

“A partir do segundo semestre [de 2019] passou a haver uma insistência do presidente na troca do comando da PF.”

Moro afirmou que sai do ministério para preservar a própria biografia e para não contradizer o compromisso que assumiu com Bolsonaro: de que o governo seria firme no combate à corrupção.

“Tenho que preservar minha biografia, mas acima de tudo tenho que preservar o compromisso com o presidente de que seríamos firmes no combate à corrupção, a autonomia da PF contra interferências políticas”, declarou.

Exoneração ‘a pedido’

Moro afirmou ainda que ao contrário do que aparece no “Diário Oficial”, ele não assinou a exoneração de Valeixo, nem o diretor-geral da PF pediu para sair.

Na publicação, consta a assinatura do então ministro e a informação de que Valeixo saiu “a pedido”. E acrescentou: “Eu não assinei esse decreto e em nenhum momento o diretor da PF apresentou um pedido oficial de exoneração”.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Sérgio Moro saiu do auditório do Ministério da Justiça sob aplauso, em especial de funcionários da pasta. Ele evitou entrevistas à imprensa. Imediatamente após o pronunciamento, saiu.

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Bolsonaro exonera diretor da Polícia Federal “a pedido”

Valeixo está fora "a pedido" (Foto: Veja)

Do Canal Meio, Poder 360, Blog Carlos Santos, CNN Brasil

Foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (24), a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A ameaça de demiti-lo desde ontem, por parte do presidente Jair Bolsonaro, disparou uma repentina crise política de grande impacto.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirma que só fica se tiver autonomia para escolher o substituto de Valeixo. Os generais palacianos tentam apagar mais este incêndio, enquanto presidente e seu ministro disputam uma queda de braço pública.

De acordo com o DO, a exoneração ocorre a pedidos e inclui tanto a assinatura de Bolsonaro quanto a de Moro. (Poder 360)

Polícia de Estado

Há poucos minutos em entrevista à rede CNN Brasil, Edvandir Paiva, Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), admitiu muita instabilidade nessa autarquia. E opinou:

– “O ministério da Justiça é político e a Polícia Federal é órgão de Estado.” Para ele, é compreensível uma eventual saída do ministro Sérgio Moro, se  não estiver em sintonia com Bolsonaro, o que é normal “no regime presidencialista”.

Sérgio Moro deverá fazer pronunciamento sobre esse episódio às 11 horas, no seu ministério. Dirá se fica ou se formalizará exoneração.

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É ele (Bolsonaro) e mais ninguém

Ministro Sérgio Moro (Justiça) é substituível, assim como Luiz Henrique Mandetta (Saúde), que já zarpou.

Esse é o pensamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que segue uma lógica própria.

E os analistas políticos devem atentar para esse detalhe: o ego presidencial.

Não é só política.

Messias é, também, pendular. Muda já novamente.

Reino

Por outro lado, o presidente acerta ao não permitir possessões na Saúde e na Justiça. A exoneração de Mandetta já é caso superado.

Com Sérgio Moro será resolvido, para dentro ou para fora. Independentemente de pandemia, o que já não foi motivo para segurar o ímpeto presidencial.

Messias não topa é dividir espaço, fazer do seu reino uma diarquia (reino, governo, dividido por duas pessoas).

É ele e pronto.

Leia também: Jair Messias, ‘líder da oposição’, segue fabricando crise.

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Bolsonaro chegará a Mossoró às 16h de quinta-feira

Bolsonaro: 16h (Foto: Alan Santos)

Ainda não está fechada a pauta da visita do presidente Jair Bolsonaro a Mossoró na próxima quinta-feira (12), mas alguns detalhes já foram adiantados pela Presidência da República.

Ele desembarcará no Aeroporto Dix-sept Rosado por volta de 16h, seguindo logo para o Hotel Thermas.

No local, haverá solenidade para cumprimento da sua agenda administrativa.

Com ele estarão os ministros Sérgio Moro (Justiça), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Maria Tereza Corrêa (Agricultura) e Jorge Seif Júnior da Pesca.

O credenciamento da imprensa já foi liberado.

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Presidência ainda não tem programação para Mossoró

Moro e Bolsonaro em Mossoró (Foto: Marcos Corrêa/Veja)

Conversamos com fontes do Palácio do Planalto na sexta-feira (6) e neste sábado (7), à cata de informações quanto à agenda do presidente Jair Bolsonaro em Mossoró na próxima quinta-feira (12), além de aspectos quanto ao credenciamento de imprensa e autoridades.

Preliminarmente a agenda não está fechada. O próprio presidente anunciou estada em Mossoró na quinta-feira (5) – por live no Facebook (veja AQUI).

Nesse domingo (8), uma equipe da Presidência estará em Mossoró para adiantar mais providências quanto à segurança e outras questões quanto à logística etc. Na sexta-feira, avião com escalão precursor já pousou na cidade.

Pauta preliminar

A princípio, oficialmente será inaugurada a Superintendência de Mossoró da Caixa Econômica Federal (CEF). Também será entregue a nova sede da Delegacia da Polícia Federal (PF) e benefícios para o setor atuneiro.

Ministério da Justiça, Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Secretaria Nacional da Pesca estão envolvidos na agenda do presidente em Mossoró.

Com ele estarão os ministros Sérgio Moro (Justiça), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Maria Tereza Corrêa (Agricultura) e Jorge Seif Júnior da Pesca.

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Bolsonaro anuncia que visitará Mossoró à próxima semana

Do Blog Saulo Vale

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cumprirá agenda em Mossoró na próxima quinta-feira (12).

Com ele, os ministros Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, Tereza Cristina Corrêa da Agricultura, o potiguar Rogério Marinho do Desenvolvimento Regional, além do secretário nacional da Pesca Jorge Seif Júnior.

O anúncio da agenda foi feito pelo próprio presidente, em live (facebook), na noite da quinta-feira (5).

Nota do Blog – Nesta sexta-feira (6), aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou no Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró, com o chamado “escalão precursor”.

Essa equipe trata de providências relacionadas à agenda (que não foi detalhada ainda) do presidente na cidade), sobretudo no tocante à segurança, procedimento usual nesses casos.

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Senador confronta policiais mascarados e leva dois tiros

Do Canal Meio e Blog Carlos Santos

O senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado, ontem (quarta-feira, 19), na cidade cearense de Sobral, por policiais militares em greve que cobram melhorias remuneratórias. O irmão do ex-candidato presidencial Ciro Gomes (PDT) tentava romper o piquete nos portões de um quartel pilotando uma retroescavadeira. Um dos PMs — estavam todos mascarados — o atingiu no tórax com dois tiros de calibre .40.

O senador deu sorte e nenhum órgão vital foi atingido. O momento foi todo registrado em vídeo e os investigadores acreditam que, apesar do gorro, as imagens poderão ajudar a identificar o autor dos disparos.

Boletim Médico divulgado às 8h40min desta quinta-feira (20) afirma que o senador Cid Gomes já não precisa de cuidados de terapia intensiva, recebendo alta para a enfermaria. Não há risco de morte.

Veja dois vídeos que circulamprimeiro e o segundo mostrando momento do grave incidente.

Na manhã de ontem, carros da PM com agentes mascarados percorreram as ruas de Sobral dando ordens para que o comércio fechasse. O senador pedetista já havia feito, pela manhã, um discurso contra a greve dos policiais. “Quem tem direito de andar armado não pode, pela nossa Constituição, fazer greve”, ele disse.

Perante o piquete, já no comando da retroescavadeira, deu aos policiais amotinados uma ordem.

“Vocês têm cinco minutos para pegarem seus parentes, esposas e filhos e sair daqui em paz.” Quando ele avançou contra o portão, vieram os tiros.

Durante a madrugada, tropas do Comando de Polícia de Choque retomaram o quartel. (O Povo)

O ministro Sérgio Moro aprovou ontem o envio da Força Nacional para o Ceará. (G1)

Nota do Blog – A que ponto nós chegamos. Um político insano de um lado e policiais insubordinados agindo à margem da lei: mascarados, utilizando viaturas para protestos e armados.

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Que governo?

Por François Silvestre

Primeiro foi o Moro. Disputando prestígio com o chefe, gerou ciúmes no chefe, teve quase pra sair. Aí um dos generais pijamados do governo alertou o chefe: “se o Moro sair o governo acaba”.

Agora foi o Guedes (veja AQUI). Disputando com o chefe quem diz mais asneiras, besteiras e achincalhe, e sem saber o que fazer com a economia, quase se desfenestrou. Aí alguém lhe disse: “se vocês sair o governo acaba”.

Tá ou num tá um moinho de moer piadas?

Como danado pode alguma coisa que não existe acabar. Só acaba o que existe. Não há governo. Há um bando destrambelhado de analfabetos em educação, economia, meio ambiente, relações públicas, diplomacia e o escambau usufruindo do poder na condição de inquilinos de uma massa falida.

A coisa tá tão avacalhada que até um juiz federal, encarregado de julgar políticos corruptos, aparece pinotando num camarote momesco com o “presidente” da república. E os chefes dos outros poderes ficam de bico calado ou com o rabo entre as pernas, feito cão guenzo em casa caiada.

A irmã da rapariga do cabo tem mais compostura do que o “presidente” da república. E os acólitos formam a troupe mambembe de uma burlesca encenação de horrores.

A comparação remete a um fato ocorrido em Patu, meados do século passado, quando um pequeno circo acampou na cidade. Os meninos que acompanhavam o palhaço na divulgação da função recebiam uma marca de tinta no braço, era o ingresso gratuito.

À noite, o porteiro, que era o palhaço, identificava cada um para permitir a entrada. Nisso, chega uma jovem e tenta entrar sem o ingresso. O porteiro avisa que a entrada é paga. “Eu num priciso pagar”.

Indagada por que, ela responde: “Sou irmã da rapariga do cabo”.

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Segurança Pública aumenta fosso entre Bolsonaro e Moro

Bolsonaro e Moro: relações tensas (Foto: O Globo)

Do Canal Meio

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma reunião com os 27 secretários estaduais de segurança para levantar a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança, tirando do ministro Sérgio Moro a segurança pública.

Ele havia despachado com Moro horas antes, mas não o convidou para o encontro. A provocação do presidente ocorre por conta da disputa pelo comando da Polícia Federal.

Bolsonaro havia tentado indicar um nome para o lugar do delegado Maurício Valeixo em setembro, mas o ministro resistiu publicamente. Falando da proposta, levada pelos secretários, o presidente comentou. “Isso é estudado”, disse, “é lógico que o Moro deve ser contra, mas é estudado com os demais ministros.” (Poder 360)

Quem conversa com Moro diz que o ministro tem ao menos uma coisa clara na cabeça, conta a jornalista Bela Megale.

Estar à frente da Segurança foi uma das condições para se tornar ministro.

Sem a pasta, ele deixa o governo. (Globo)

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Dos novos espécimes jurídicos e onde habitam

Por Paulo Linhares

A escritora inglesa J. K. Rowling, a ‘mãe’ do antinômico mago Harry Potter (que era, a um só tempo, o bruxinho sagaz e parte do satânico Lord Voldemort, seu cruel antípoda), cujos romances e filmes renderam milhões de indefectíveis libras esterlinas à autora, resolveu ‘esticar’ a fantasia povoada de feiticeiros e bichos bem estranhos quando trouxe a lume o romance infanto-juvenil “Fantastic Beasts and Where to Find Them”, publicado no Brasil com o nome de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (em Portugal, como “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”), de 2016, igualmente levado ao cinema com grande sucesso. Uma coisa é certa: a misteriosa J. K. Rowling sabe ganhar muito dinheiro com fumaça engarrafada.

A exótica romancista – e são igualmente exóticos todos os grandes escritores de cultura inglesa, a começar por Shakespeare, depois pelo Lord Byron, passando, também, pelos açucarados orgulhos e preconceitos de Jana Austen, incendiando com Oscar Wilde E Virgínia Wolf, para desaguar na poesia vigorosa de T. S. Eliot e na prosa fascinante e, por vezes “boring”, de James Joyce, que muitos admiram e elogiam, mas, poucos conhecem -, é lembrada, aqui, pelos monstros fantásticos que concebeu e onde esses desgraçados habitariam.

É que são uma alegoria perfeita para explicar o pendor dos legisladores tupiniquins na criação de monstrengos jurídicos-legislativos que, em passes de mágica, solucionariam problemas que cinco séculos de civilização lusitano-brasileira foram incapazes de resolver.

A lembrança da misteriosa de madame Rowling, aqui, não é despropositada. Talvez inspirados na sua obra mais recente, a dos animais exóticos que a cercam e os locais onde habitam, foi que buscamos compreender a proliferação abusiva de normas que, atualmente, tem imposto modificações que maltratam profundamente a ordem jurídica brasileira, deixando atrás de si um território inóspito e amplo de insegurança jurídica.

Claro, essa ‘voracidade’ legiferante traz aspectos positivos e negativos, nesta quadra de sobressaltos da vida nacional, sendo marcante que, para qualquer dos lados do espectro ideológico-político, as abruptas mudanças legislativas podem emperrar o amadurecimento do diálogo de contrários, cada vez mais dificultoso e azougado: a vitória política de determinado segmento que consegue aprovar normas que favorecem seus interesses imediatos ou mesmo aqueles de médio e longo prazos, pode causar enormes estragos no ordenamento jurídico como geratriz de perigosa instabilidade jurídico-política e de incertezas.

Ademais de configurar uma atitude conservadora, a aprovação do “pacote anticrime” do ministro Moro traduziria um receituário punitivista que serviria a interesses ideológicos bem demarcados, porém, distanciados de um política criminal calcada em valores humanísticos. O mais grave é que fazer leis que aumentem penas e prolonguem o seu cumprimento, jamais têm resolvido os abissais impasses de eficácia normativa.

O punitivismo pagão do ministro Moro seria, enfim, um elemento de combate abstrato à criminalidade que assola a República.

O Congresso Nacional, por ambas as Casas, contudo, entendeu diferente, mormente quando aprovou a emenda que instituiu o “juiz de garantias”, algo de há muito desejado por uma vasta comunidade de operadores do direito e que se traduz na exigência segundo a qual, nos processos criminais, o magistrado que atua nas fases de inquérito (decreta prisões cautelares, recebe a denúncia etc.) e de instrução (determina perícias e diligências, ouve testemunhas e o próprio acusado) não pode julgar o feito.

Segundo se extrai das experiências de países que têm sistemas jurídicos-criminais mais evoluídos, em especial aqueles da Europa Ocidental – que já adotam o juiz de garantias há décadas -, essa ‘separação’ teria o condão haurir uma maior imparcialidade do julgador. A despeito de todas as objeções do seu ministro Moro e ‘lavajatistas’ do MPF, o presidente Bolsonaro surpreendeu a nação quando não vetou a emenda modificativa ao projeto do “Pacote Anticrime” engendrado por Moro.

Essa atitude positiva do presidente da República no front parlamentar teve como contraponto, em seguida, a edição de uma absurda Medida Provisória 914, que trata da escolha do presidente da República do reitor das universidades federais, em que a escolha pode recair em um dos três mais votados pela comunidade universitária. Bobagem.

Essa prerrogativa sempre coube ao presidente da República, embora a escolhido mais votado sempre seja mero e razoável critério político. Claro, sob os influxos do maluco ministro Abraham Weitraub, aquele do absurdo “imprecionante” grafado em rede social, literalmente “malhou em ferro frio”: impôs às universidades e institutos tecnológicos algo que, na prática, já era comezinho à legislação brasileira sobre o tema. Didaticamente falando, sempre coube ao presidente da República nomear quem lhe aprouver, nas listas (tríplices) submetidas ao seu crivo. É a lei.

Assim, a MP 914 não passa de mais uma das tantas esquisitices que o presidente Bolsonaro protagoniza. Ignorância? Sim! Ideologia idiota acima de tudo. Mais um ‘grifo’ (aquela uma criatura mitológica alada com cabeça e asas de águia e corpo de leão…) legislativo imperdoável. Entretanto, remanesce a esperança de que o Congresso Nacional cumpra o seu papel de reconhecer o enorme valor das instituições acadêmicas federais, e que não devem se humilhadas, em face de tudo o que têm contribuído para o desenvolvimento deste país. Viva as Universidades federais, os Institutos federais e o vetusto Colégio Pedro Segundo, alvos explícitos na MP 914, essa névoa obscurantista que sufoca e ameaça as casas do saber deste Brasil. Até quando?

Paulo Linhares é professor e advogado

Pacote Anticrime – avanços e retrocessos

Por Odemirton Filho

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o chamado pacote anticrime (Lei 13.964/19) após muita discussão no âmbito do Congresso Nacional.

Referida lei trouxe aspectos inovadores que, segundo a norma, aperfeiçoa a legislação penal e processual penal vigente.

Entre os vários pontos que entrarão em vigor podemos destacar:

O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade que passou a ser até 40 (quarenta) anos e a legítima defesa exercida pelo agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.Tem-se, ainda, a cadeia de custódia que vem a ser o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte.

Uma inovação que vem merecendo críticas por parte de alguns juristas é a nova redação do artigo que prevê a prisão preventiva, o qual diz que a prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.

Alegam, em apertada síntese, que dificultará a prisão cautelar, haja vista a previsão no final do artigo de “perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado”.

Destaque-se, ainda, que a apelação interposta contra decisão condenatória do Tribunal do Júri a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclusão não terá efeito suspensivo, ou seja, o condenado poderá recorrer, mas deverá ser recolhido à prisão, se já não o estiver.

Assim, mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra, se presentes os requisitos da prisão preventiva, ou, no caso de condenação a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclusão, determinará a execução provisória das penas, com expedição do mandado de prisão, se for o caso, sem prejuízo do conhecimento de recursos que vierem a ser interpostos.

Em relação à progressão de regime houve um endurecimento para que o apenado possa ir a regime menos grave.

Com isso, a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos, entre outras hipóteses, 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o livramento condicional.

Em todos os casos, segundo a norma, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.

Ademais, não terá direito à saída temporária o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte.

No que diz respeito ao acordo de colaboração premiada, o colaborador deve narrar todos os fatos ilícitos para os quais concorreu e que tenham relação direta com os fatos investigados.

Incumbe à defesa instruir a proposta de colaboração e os anexos com os fatos adequadamente descritos, com todas as suas circunstâncias, indicando as provas e os elementos de corroboração.

Houve, outrossim, a instituição do acordo de não persecução penal.

Desse modo, não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante condições ajustadas.

Por outro lado, a maior crítica em relação à Lei diz respeito ao “juiz das garantias”.

O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder Judiciário.

Caberá ao magistrado investido nessa função, por exemplo, receber a comunicação imediata da prisão; zelar pela observância dos direitos do preso, podendo determinar que este seja conduzido à sua presença, a qualquer tempo; decidir sobre o requerimento de prisão provisória ou outra medida cautelar, entre outras atribuições.

Algumas Associações de Magistrados e Procuradores já se manifestaram contra o juiz das garantias, porquanto, segundo eles, além de outras críticas, dificultará o procedimento do processo penal, diante da carência de juízes para assumirem tal função, retardando, ainda mais, a prestação jurisdicional.

Cabe salientar que, recebida a denúncia ou queixa, as questões pendentes serão decididas pelo juiz da instrução e julgamento.

Destarte, teremos um juiz na fase de investigação e outro na fase processual.

O fato é que o pacote anticrime veio a atender um anseio da sociedade que está cansada do alto nível de criminalidade que estamos enfrentando no Brasil.

Há, com efeito, avanços e, talvez, retrocessos. Mas a sociedade brasileira quer uma resposta eficaz no combate à criminalidade.

Portanto, esperemos que a nova Lei tenha eficácia social, surtindo o efeito esperado, há tempos, pela sociedade.

Aproveito o ensejo para desejar ao dileto leitor um feliz 2020.

Que tenhamos, em todos os aspectos, dias melhores.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Rio, do verbo rir…

Por François Silvestre

Não posso evitar, e rio. De rir e não de Grande do Norte ou de Janeiro. Mas é engraçado. Notícias do ocorrido são seletivas, dependendo da opinião do noticiante. Jornalismo? Pode ser, pois tudo agora pode ser.

Queiroz aconteceu, Flávio 01 também. Até pescaria em angra, coisa de rico. Num lado, alarde, mais que notícia. No outro, silêncio, ignorando a notícia.

Noticia-se a possível candidatura de Moro. A prefeito? Não. Vereador? Não. A vice-presidente.

Mas a próxima eleição é para presidente? Não. Só daqui a três anos. Pois é. Bolsonaro lança Moro provável candidato a vice, pra daqui a três anos, e vira notícia. Futurismo do fanatojornalismo.

Desvio de atenção do real. Papa na boca dos bestas. Mesmo assim, rio.

Nem do Norte, nem do Mês. do verbo rir de como riem as hienas.

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Eficácia da norma e estabilidade social

Por Odemirton Filho

Em uma sociedade é fundamental que existam leis que disciplinem as relações sociais com um mínimo de eficácia, garantindo-se a paz social.

Para isso, é necessário que as normas atinjam o seu objetivo para os quais foram instituídas.

Assim, “a eficácia social da norma, diz respeito ao cumprimento do direito por parte de uma sociedade, ao reconhecimento do direito pela comunidade ou aos efeitos que uma regra suscita através do seu cumprimento”.

No ordenamento jurídico brasileiro há um emaranhado de leis que ordenam a nossa vida, com o escopo de dar limites ao proceder de cada membro da coletividade.

Uma sociedade sem leis, sem disciplinamento, vira anomia, quando já não encontra segurança social e jurídica.“No contexto de uma situação anômica, os limites sociais se encontram frágeis ou não existem, não estando claro o que é justo ou injusto, legítimo ou ilegítimo; perde assim, os indivíduos, as referências sociais. Essa situação gera um sentimento de frustração e mal-estar, parecendo que não existem normas e imperar o tudo pode”, diz o professor Cristiano Bodart.

Instabilidade social, ressalte-se, que estamos vivenciando há tempos.

Para que servem milhares de leis que não são cumpridas? E o pior, descumpridas por parte daqueles que deveriam ser os primeiros a obedecer ao comando normativo?

A insegurança pública, decorrente da violência cotidiana, estar causando um clamor social.

Se por um lado existem as garantias e direitos fundamentais, que precisam ser respeitados, por outro lado há a premente necessidade de uma pronta resposta estatal aos crimes diariamente praticados.

Não bastam leis rigorosas, mas, sobretudo, que essas sejam aplicadas.

Quem é vítima de um furto, de um roubo, ou a família que perde um de seus membros, quer que se faça justiça, evitando-se o justiçamento, ou seja, a justiça com as próprias mãos.

A demora do processo judicial que, às vezes, ocasiona a prescrição da pretensão punitiva, isto é, o Estado não mais punir o infrator pelo decurso do tempo, gera insatisfação social ante a ocorrência da impunidade.

Se é certo que se deve garantir o devido processo legal, contraditório e ampla defesa aos acusados, é primordial que o réu, se condenado, cumpra a sua pena, afastando-se qualquer possibilidade de impunidade.

Nessa toada, na semana que passou a Câmara dos deputados aprovou parte do pacote anticrime que foi capitaneado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Pontos como o aumento do máximo de cumprimento da pena para 40 (quarenta) anos, possibilidade de legítima defesa para o agente de segurança que repele agressão ou risco de agressão à vítima e o fim do livramento condicional e da saidinha para condenados pela prática de crime hediondo que resulte em morte, foram aprovados.

Outros pontos, todavia, foram rejeitados, como a ampliação da excludente de ilicitude, a possibilidade de acordo entre o acusado e o Ministério Público e a prisão após condenação em segunda instância, que terá regramento à parte, levando o ministro Moro a afirmar que o Congresso poderia ter avançado mais no combate à criminalidade.

De toda sorte é aguardar o Senado Federal se posicionar sobre o assunto e acrescentar ou modificar alguns pontos aprovados pela Câmara dos deputados.

Portanto, para que um Estado tenha estabilidade social é imprescindível a existência de normas.

Ou melhor, de normas que sejam, efetivamente, cumpridas.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

PT vai lançar nome a prefeito em todas as cidades possíveis

Da IstoÉ e Blog Carlos Santos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quinta-feira (14), seu primeiro pronunciamento para o partido, durante encontro da Executiva Nacional do PT, em Salvador, na Bahia.

Declaração de Lula ocorre um dia após a deputada estadual Isolda Dantas (PT) dizer em entrevista à FM Agora de Natal (veja AQUI), que “nós do PT vamos trabalhar para unir a oposição em Mossoró”. Entretanto quem manda, preso ou solto, já avisou quais são os termos.

Isolda, Lula e Fátima, é o PT sem margem de diálogo para formação de chapa (Foto: arquivo)

Em meio a discussões de que o PT poderia compor candidaturas de outros partidos de esquerda nas eleições municipais do ano que vem, Lula disse que a legenda “não nasceu para ser partido de apoio” e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis.

Deverá ser assim em Natal e Mossoró, por exemplo, com a governadora Fátima Bezerra (PT) à frente desse projeto político-eleitoral.

O recado dado às lideranças do partido também foi claro: o PT deve se fortalecer internamente. Segundo ele, o partido tem que apostar na polarização. “Sabe quem polariza? Quem disputa o título. O PT polarizou em 1989, 94, 98, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, e vai polarizar em 2022”.

Autocrítica, nem pensar

O ex-presidente negou a necessidade de que o partido faça uma autocrítica.

O próprio governador da Bahia, Rui Costa (PT), já declarou que o partido precisa rever sua atuação, em entrevista à revista Veja no último mês de outubro. “Tem companheiro do PT que também fala que tem que fazer autocrítica. Faça você a crítica. Eu não vou fazer o papel de oposição. A oposição existe para isso”, argumentou.

Em seu pronunciamento, voltou a vociferar contra o presidente Jair Bolsonaro  e o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro. Associou o presidente a milicianos que supostamente seriam responsáveis pela morte da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e tratou Moro por “canalha”.

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STF retoma votação que pode anular condenações da Lava Jato

Do Folha de São Paulo/O Estado de São Paulo

O Supremo retoma nesta quarta-feia (2) o julgamento do pedido de anulação da sentença do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, condenado por corrupção pela Lava Jato. Seis ministros já votaram a favor do réu e, três, contra.

O debate que ocorrerá a partir das 14h, porém, está na modulação que a Corte deve apresentar. O pleno deve adotar a tese de que, quando há réus delatores, eles devem apresentar alegações finais antes dos outros réus. A questão que se apresenta aos ministros é relativa ao passado: em que circunstâncias julgamentos que já ocorreram devem ter suas sentenças anuladas?

De acordo com a Folha, já começa a se formar consenso no entorno da tese do ministro Alexandre de Moraes. A nova leitura se aplicaria aos réus que tenham pedido para se manifestar por último nesta fase final ainda no julgamento de primeira instância.

Modulação

Ao Estadão, o ministro Gilmar Mendes confirmou. “Parece que essa é a modulação passível e possível de se fazer”, disse, “já se formou maioria nesse sentido.”

Este entendimento não interfere no caso do tríplex de Guarujá pelo qual cumpre pena o ex-presidente Lula.

Mas traz de volta à primeira instância o caso do sítio de Atibaia, pelo qual Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão.

Como o então juiz Sergio Moro negou a mudança de ordem em todos os casos que julgou, muitas sentenças deverão ser revistas.

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STF evita que ex-presidente Lula seja levado para presídio

Do G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (7), por 10 votos a 1, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra.

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, até que a Segunda Turma do tribunal conclua a análise de um pedido de suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, apresentado pela defesa do petista.

O julgamento foi adiado em junho após um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) do ministro Gilmar Mendes e ainda não tem data definida para ser retomado.

Mais cedo nesta quarta-feira, o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, da Justiça estadual de São Paulo, mandou o ex-presidente cumprir pena no presídio de Tremembé (veja AQUI).

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Quem está mais perto de ganhar a guerra (LavaJato x VazaJato)

Por Alon Feuerwerker

A propaganda e a guerra psicológica têm seu papel nos conflitos, mas só podem ser declaradas decisivas quando um lado decide capitular apesar de ainda ter recursos suficientes para virar o jogo. Outro jeito de ganhar guerras é eliminar o inimigo. Outro desfecho é o armistício sem capitulação. A Alemanha perdeu a Primeira Guerra Mundial do primeiro jeito, e a Segunda do segundo. A Guerra da Coreia terminou do terceiro jeito.

Ganhar ou perder depende também, e muito, do objetivo proposto. Se a meta é eliminar o inimigo mas ao final ele foi apenas contido, fica aquele gostinho ruim. Tipo a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein. Também por isso, ninguém deveria começar uma guerra sem ter ideia de como acabar a dita cuja. Às vezes dá zebra. Só olhar as invasões inglesa, soviética e americana no Afeganistão. Errar a conta do custo de ganhar uma guerra é sempre complicado.A leitura das manchetes e #hashtags na disputa da LavaJato contra a VazaJato é divertida de ver, pois diz algo sobre quem ganha e quem perde cada batalha, mas infelizmente diz quase nada sobre quem vai ganhar a guerra. O que é preciso olhar? O objetivo de cada um, e que lado tem mais recursos, ou recursos suficientes, para atingir o objetivo proposto. Na Segunda Guerra morreram na Europa duas vezes mais militares soviéticos do que alemães. E todo mundo sabe quem ganhou no fim. #FicaaDica.

A LavaJato vinha em vantagem havia cinco anos, principalmente por causa da superioridade esmagadora em recursos. Um essencial, como a operação sempre fez questão de enfatizar, era a aliança com a imprensa. Com o controle quase absoluto dos instrumentos policiais e judiciais, a LavaJato vinha voando este tempo todo em céu de brigadeiro, navegando em mar de almirante. Mas a realidade mudou.

A LavaJato foi arrastada agora a uma guerra de atrito contra uma tropa irregular aliada a parte dos antigos aliados da LavaJato na imprensa. O que a LavaJato precisa para declarar vitória? Interromper as revelações da VazaJato e impedir eventuais efeitos judiciais. Esta segunda coisa ainda está à mão. Já a primeira, não. E do que a VazaJato precisa? Apenas sobreviver. Isso está totalmente ao alcance dela, também por a disputa envolver a liberdade de imprensa.

A linha de “caça ao hacker” faz sentido para a construção de uma narrativa, mas não mata a VazaJato. Até agora, ao contrário, apenas reforçou a autenticidade das revelações. Mesmo que as autoridades consigam levar os hackeadores a admitir algum ilícito em associação com Glenn Greenwald, isso não implicará os demais jornalistas do TheInterceptBR ou o próprio veículo, uma pessoa jurídica, em qualquer crime.

Mesmo que as autoridades conseguissem fechar o TheIntercepBR, isso não impediria os demais veículos parceiros de continuar publicando reportagens a partir do vasto material. E se a Justiça brasileira decretasse, numa hipótese hoje alucinada, a censura, a coisa poderia continuar a ser divulgada a partir do exterior. Aí a proibição teria de partir, por exemplo, do governo ou da Justiça nos Estados Unidos. Mas ali a liberdade de imprensa é ainda mais protegida do que aqui.

Onde está a brecha das defesas até agora erguidas pela LavaJato contra a VazaJato? Para matar a divulgação, a LavaJato precisa atacar e derrotar seu principal aliado dos últimos cinco anos e meio: a imprensa. E se é verdade que a imprensa gosta da LavaJato, é natural que goste ainda mais de preservar seu próprio poder. Pois ninguém sabe o dia de amanhã. Por isso a imprensa está dividida. E também por isso o objetivo da LavaJato na guerra contra a VazaJato é tão difícil de alcançar.

Claro que há sempre a hipótese de a LavaJato recooptar toda a imprensa. Mas esse haraquiri do jornalismo ainda não está no radar.

E um detalhe: se a VazaJato é uma ameaça para Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros menos visíveis, não chega a ser um problema relevante para Jair Bolsonaro ou Paulo Guedes. E à medida que os personagens principais vão se enrolando, as instituições a que pertencem são estimuladas a ir se distanciando, mesmo que esse distanciamento seja disfarçado por grandiloquentes declarações de apoio e solidariedade.

Alon Feuerwerker é jornalista e analista político

PF prende quatro por invasão de celular de Moro

Do G1

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão cujos alvos são suspeitos de envolvimento na invasão de celulares do ministro Sergio Moro (Justiça). As prisões e buscas são de supostos hackers ou de pessoas que teriam atuado em conjunto com eles.

Polícia Federal agiu nesta terça-feira numa caçada bastante polêmica (Foto: Web)

De acordo com a PF, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A autorização para as buscas e prisões foi dada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília.

O operação foi batizada de Spoofing (“falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, segundo a definição da Polícia Federal). O objetivo, informou a PF, é “desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

Vazamento

Polícia Federal já instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens do celular do ministro da Justiça. A PF também abrirá investigação para apurar suposta invasão do celular de outro ministro – Paulo Guedes (Economia).

No caso de Moro, os investigadores trabalham com a hipótese de uma ação orquestrada. Há a suspeita de que a invasão do celular do ministro tenha sido planejada.

Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e sobre o método utilizado pelos hackers.

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Enfoque Político fala sobre Bolsonaro, Fátima e sucessão

Participamos nessa terça-feira (16) do programa comemorativo de um ano do “Enfoque Político”, da Super TV, Canal 173 (Brisanet), de Mossoró.

Veja na caixa de vídeo acima, conteúdo desse bate-papo com o jornalista Saulo Vale, âncora do programa, além do jornalista e professor de jornalismo Esdras Marchezan.

Oportunidade para falarmos sobre política nacional, gestão estadual e sucessão municipal.

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