Diversas pessoas foram homenageadas na sessão solene (Foto: João Gilberto)
A tarde desta quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa do RN, foi de celebração pelos 20 anos da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Proposta pelo deputado Neilton Diógenes (PP), a sessão solene contou com a presença de autoridades do Governo do Estado, da Prefeitura de Natal e da OAB/RN, além do reitor da Ufersa, Rodrigo Nogueira, do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra e do deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB).
Após as apresentações dos membros da mesa, o propositor da homenagem iniciou seu discurso externando sua admiração pela universidade.
“É com enorme alegria e profundo respeito que me dirijo a esta Casa, hoje, para celebrar os 20 anos da Universidade Federal Rural do Semiárido. Duas décadas se passaram desde a publicação da lei que transformou um sonho em realidade e deu vida a uma das mais importantes instituições de ensino superior do Nordeste”, destacou.
Segundo o parlamentar, nesses 20 anos, a Ufersa não apenas abriu portas para milhares de jovens, mas também ajudou a mudar a história do semiárido potiguar.
“A universidade se expandiu, ultrapassou os limites de Mossoró, e chegou a Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, interiorizando o ensino, multiplicando oportunidades e garantindo que a educação de qualidade estivesse mais perto da nossa gente”, acrescentou.
Falando sobre os desafios enfrentados pela instituição ao longo de sua história, o deputado elencou cortes orçamentários, crises administrativas e ameaças “que colocaram em risco conquistas históricas”.
“Mas a Ufersa nunca recuou do seu propósito, graças – inclusive – às pessoas que estão sendo homenageadas hoje”, frisou.
Finalizando seu discurso, Neilton Diógenes afirmou que a celebração não é apenas de uma data, “mas de uma trajetória que honra o Rio Grande do Norte e o Brasil”.
“A Ufersa é – e continuará sendo – um patrimônio do povo potiguar. E eu reafirmo aqui o meu compromisso de defender, valorizar e fortalecer esta instituição que tanto contribui para o desenvolvimento da nossa terra. Que venham os próximos 20, 40, 100 anos, com ainda mais ciência, oportunidades e histórias de superação e conquistas. Parabéns, Ufersa! Parabéns a todos que fizeram e fazem parte desta caminhada. Obrigado!”, concluiu.
Reitor mostra avanços
Em seguida, o atual reitor da universidade – e representante dos homenageados – Rodrigo Nogueira de Codes, começou sua fala contanto um pouco da origem da Universidade Federal Rural do Semiárido.
“A antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) foi criada em 1967 e, no ano seguinte, já formou sua primeira turma, a de Agronomia. Em 1994, o curso de Medicina Veterinária foi criado (segundo da instituição), sendo ainda o único curso público de Veterinária do Estado. Em julho de 2005, a Esam se transformou em Ufersa, crescendo e se capilarizando pelo interior potiguar. Agora em 2025, portanto, celebramos os 20 anos de transformação em universidade federal. Além dos quatro campus (Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros), a Ufersa está presente em várias cidades-polo de educação a distância, com seus cursos de licenciatura EAD”, detalhou.
Segundo o reitor, a Ufersa vem se saindo vitoriosa na sua missão de produzir e difundir conhecimentos na educação superior pelo Semiárido, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e preparando profissionais para atender à sociedade.
“Nos 20 anos de Ufersa, nós já temos 17 mil pessoas formadas em cursos de graduação; em pós- graduação stricto sensu, já foram diplomadas 3.100 pessoas (2.600 em mestrado e 520 em doutorado); e nas especializações tivemos 3.300 formados. Então, é um montante impressionante. São mais de 23 mil egressos, e isso reflete a qualidade da nossa formação, que contribui com a transformação da nossa região do semiárido”, afirmou.
De acordo com Rodrigo Nogueira, a universidade possui 47 cursos de graduação, em diversas áreas de conhecimento: ciências agrárias, biológicas, exatas e naturais, humanas, sociais aplicadas, engenharias, linguística, letras e artes. E, muito em breve, estaremos abrindo o curso de psicologia tão esperado pela nossa sociedade acadêmica”, revelou, acrescentando que a comunidade da Ufersa conta atualmente com quase 12 mil alunos de graduação e aproximadamente 1 mil estudantes de pós-graduação, além de mais de 700 docentes.
O reitor falou também sobre os avanços da universidade em termos de inovação, inclusão e internacionalização.
“Atualmente nós possuímos 22 convênios de cooperação. E, dos 47 cursos, três possuem uma acreditação internacional pelo Mercosul”, disse.
Rodrigo Nogueira destacou ainda que o maior patrimônio da Ufersa são as pessoas comprometidas com a universidade e a sociedade. “A nossa instituição possui hoje aproximadamente 1.300 servidores, entre professores e técnicos. No último ano, demos posse a 60. E em breve anunciaremos um novo concurso para ambos os cargos”, garantiu.
Finalizando sua fala, o reitor ressaltou que seu grande sonho é construir o hospital universitário da Ufersa, em Mossoró.
“E para isso eu conto com o apoio de todos vocês. Sabemos que a nossa universidade tem um importante papel com o desenvolvimento, a justiça social, a inclusão e a pluralidade da região. E os expressivos números apresentados são resultado de muita dedicação e compromisso de pessoas que acreditam na educação como instrumento de transformação de vidas. Como diz o lema da Ufersa, ‘a ciência floresce através da terra seca’. Vida longa à nossa Ufersa! Muito obrigado a todos”, concluiu o reitor.
Ao final da solenidade, o deputado Neilton Diógenes enalteceu novamente a importância da universidade para o Rio Grande do Norte.
Ludimilla teve seu doutorado anulado (Foto: redes sociais)
A 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, em decisão publicada nesta sexta-feira (23), negou a liminar da Reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Ludimilla Oliveira.
Ela tentava derrubar a decisão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que anulou o seu título do doutorado por plágio em sua tese.
Ludimilla apontou vícios no processo, argumento não acatado pela Justiça, que destacou a autonomia universitária para essa tomada de decisões.
“A demandada UFRN entendeu pela ocorrência de má-fé e afastou a decadência. Trata-se de decisão da Academia que este juiz, historicamente, tem evitado adentrar no seu mérito salvo em casos de explícito erro teratológico, o que aqui não ocorreu. Em outras palavras: a UFRN, no âmbito da sua autonomia em todos os sentidos, e através de decisão colegiada, não deve sofrer reparos do judiciário em suas questões internas, salvo ilegalidades flagrantes. E na quadra presente não se enxerga ilegalidade flagrante em seu proceder”, escreveu o juiz.
Recurso
A decisão da Justiça Federal ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife.
No início da semana, Ludimilla também teve outro recurso negado ao tentar reverter a anulação do título de doutorado no âmbito administrativo, na própria UFRN.
Caso siga com decisões desfavoráveis, Ludimilla poderá ser deposta do cargo pelo Conselho Universiário (Consuni), uma vez que só pode ser Reitor quem tem doutorado ou professor que esteja nos dois níveis mais elevados da carreira.
No Consuni, instância máxima da instituição, ela tem minoria de votos.
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Melão é um produto de exportação que caracteriza região do semiárido (Foto ilustrativa)
A II Largada da Safra do Melão acontece nessa quinta-feira (1º), na Estação das Artes Elizeu Ventania. A solenidade de abertura está marcada para as 19h, mas desde a tarde que existe exposição no local, em Mossoró.
O evento realizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), através da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT).
Também conta com participação do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX/RN), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN) e a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).
A Assembleia Legislativa do RN vai realizar audiência pública sob o tema Autismo, avanços e desafios”, na próxima quinta-feira (28), às 14h30. Acontecerá no plenário da Câmara Municipal de Mossoró.
Kléber, Petras, integrantes da Amor e outras forças se juntam em mobilização em defesa dos portadores de espectro autista (Foto: arquivo)
A proposição no âmbito da AL é do deputado estadual Kleber Rodrigues(PSDB), em trabalho articulado no município e região pelo ex-vereador Petras Vinícius (sem partido). Entidades de Mossoró e municípios próximos vão participar dos trabalhos.
Dentro do Abril Azul (Mês de Conscientização do Autismo), a audiência tem como objetivo fortalecer a luta pela conscientização e pela efetivação dos direitos dos autistas, somando esforços com entidades diversas e sociedade organizada.
Oportunidade também para se informar e aprofundar conhecimento sobre legislação em vigor no Rio Grande do Norte, que ampara pessoas com espectro autista.
Em Mossoró, diversas ações acontecem desde o início do mês através da Associação dos Pais e Amigos de Autistas e TDHA de Mossoró e Região (AMOR).
Esse ano, a campanha ganhou maiores proporções recebendo adesões de entidades como Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), Prefeitura de Mossoró, Câmara Municipal de Mossoró, Universidade do Estado do RN (UERN), Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDILOJAS), faculdades, escolas privadas etc.
É um trabalho em que a Amor, Petras e o casal de empresários Pedro Vale-Emanuelle Paiva
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Em decorrência do aumento de casos de Covid-19 e síndromes gripais, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) resolve suspender suas atividades durante toda essa semana. Desta forma, a partir desta segunda-feira, 24, até a próxima segunda-feira, 31, o trabalho será desenvolvido de forma não presencial (remoto).
A decisão foi tomada após a testagem positiva de alguns servidores que estavam no trabalho presencial. A reitora, professora Ludimilla Oliveira, anunciou testagem positiva para a Covid-19 no último sábado, dia 22, tendo que adiar para o dia 5 de fevereiro, viagem internacional para Eslováquia, onde passará férias.
Apenas algumas áreas de exigência inadiável continuam em atividade, mas com todos os cuidados preventivos. Saiba mais detalhes clicando AQUI.
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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso para pedir a condenação da reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla de Oliveira, pelos crime de ameaça à aluna Ana Flávia de Lira, além de prevaricação. O pedido deve ser apreciado pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região (TRF5).
Ludimilla foi absolvida em sentença da 8a Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN).
Juiz Orlan Donato rejeitou ação contra Ludimilla, mas procurador Emanuel faz recurso ao TRF (Fotomontagem BCS)
Segundo o autor do recurso, o procurador da República Emanuel de Melo Ferreira, Ludimilla proferiu grave ameaça à aluna Ana Flávia de Lira ao mencionar a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) em resposta a comentário crítico da estudante em uma rede social.
A ação é baseada em precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu grave desvio de finalidade das atividades de inteligência, mediante a utilização do aparato estatal para produzir relatórios e dossiês de pessoas identificadas como sendo antifascistas, em ato de perseguição política e ideológica (ADPF 722). O recurso ressalta que “a ameaça em torno da utilização da Abin era algo real e não meramente imaginário, com potencialidade lesiva. O mal injusto e grave consiste, precisamente, na busca pelo silenciamento no debate público a partir da possível elaboração de dossiês que poderiam ser compartilhados por todos os órgãos da Administração Pública que compõem o sistema de inteligência, como reconhecido pelo STF”.
Juiz vê “patrulhamento ideológico” do MPF
Na decisão de primeiro grau, o titular da 8ª Vara, com sede em Mossoró, Orlan Donato Rocha, destacou que “a presente ação penal, como um todo, retrata muito mais um patrulhamento ideológico sobre a ré do que um efetivo exercício de fiscalização da lei por parte do parquet denunciante, o que não é admissível e foge à competência do Poder Judiciário”.
O mesmo magistrado também exumou que “a questão do posicionamento ideológico em ações judiciais quanto ao membro do MPF denunciante, inclusive, está sob investigação dentro do âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.
O procurador também reforça que a reitora cometeu o crime de prevaricação ao adiar a colação de grau da Ufersa, em janeiro de 2020, com o objetivo de evitar protestos, alegando ser uma medida de prevenção à covid-19. A cerimônia já seria realizada virtualmente, pelo YouTube, e a reitora chegou a publicar uma portaria proibindo qualquer protesto de estudantes no chat da plataforma.
Somente quando uma decisão judicial acatou pedido da Defensoria Pública da União e anulou a portaria pela clara violação à liberdade de expressão, a reitora decidiu cancelar o evento e a colação de grau foi realizada posteriormente sem cerimônia.
Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – O procurador da República Emanuel Ferreira é um dos autores da polêmica Ação Civil Pública (ACP) contra a União “por danos morais coletivos causados pela atuação antidemocrática do ex-juiz Sérgio Fernando Moro na condução da chamada Operação Lava Jato” (veja AQUI). O assunto ganhou notoriedade nacional.
Ele também foi coautor – ao lado de outros seis procuradores – de outra ACP, em 2019, contra o então ministro da Educação, Abraham Weintraub e a União, por supostos danos morais coletivos causados à honra e à imagem de alunos e professores das instituições públicas federais de ensino. Weintraub, entre outras declarações, disse à imprensa que as universidades deveriam “melhorar desempenho acadêmico”, em vez de fazerem “balbúrdia”.
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Uma reportagem publicada nesta segunda-feira (10) mostra que nove em cada dez instituições que oferecem o curso de direito no Brasil aprovam menos de 30% dos seus alunos na prova da OAB (Exame da Ordem dos Advogados do Brasil). Deste levantamento, publicado no jornal Folha de S. Paulo, o Top 10 inclui das melhores escolas inclui o curso de Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), que aparece na 9º posição.
Ao todo, 790 instituições de ensino superior que têm curso de direito foram levantadas pelo jornal paulista. Isso representa todas as escolas ativas do país com pelo menos 50 presentes ao ano nos exames da ordem (que não tenham zerado na prova).
O que tem levado o curso de Direito, que foi recentemente implantado, estar entre os melhores do país? O coordenador do curso, professor Rodrigo Vieira, explicou os detalhes para o blog William Robson e analisou este levantamento publicado pela Folha, em entrevista.
Para ele, o êxito decorre muito “do perfil de nosso docente. 93% dos professores têm dedicação exclusiva, o que significa que todos atuam integralmente ao curso. Eles não têm qualquer outro tipo de profissão”.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), garantiu apoio para viabilizar o curso de Medicina aspirado pela Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, em Mossoró.
Padres Flávio Augusto e Charles Lamartine recepcionaram o ministro na Faculdade Católica (Foto: cedida)
Fábio visitou à noite dessa quinta-feira (2), ao lado do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (Solidariedade), secretários municipais, vereadores locais, o Centro de Prática Múltiplas Dom João Costa da faculdade.
Recebido por dirigentes da instituição – padres Flávio Augusto e Charles Lamartine -, ele tomou ciência do pleito, para diligenciar processo que está no âmbito federal.
Mossoró transformou-se num polo de saúde e na atualidade tem cursos de Medicina na Universidade do Estado do RN (UERN), Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e na Faculdade de Enfermagem e Medicina de Mossoró (FACENE).
Após encontro na Faculdade Católica, o ministro se dirige à Câmara Municipal de Mossoró, para encontro com vereadores e outros políticos do sistema governista municipal.
Ele desembarcou em Mossoró no Aeroporto Dix-sept Rosado, sendo recepcionado pelo prefeito e outras autoridades.
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Faltam menos de 30 dias para a realização da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021. Uma questão que vamos precisar explicar para os nossos visitantes é como a região polarizada por Mossoró conseguiu se tornar competitiva no negócio de frutas tropicais ao ponto de conquistar mercados exigentes como o dos EUA e da União Europeia.
O sucesso da nossa agricultura irrigada passa por muitas mãos, mas não podemos esquecer do pioneirismo de empresas como a MAISA, Frunorte, Agro Now, Fazenda São João e o grupo dos japoneses que saiu de São Paulo para Petrolina e depois veio para a região de Baraúna.
Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)
Muitas pessoas perguntam quais as razões do sucesso da agricultura irrigada nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN) e outras circunvizinhas. No início dos anos 80, havia apenas uma agroindústria de sucesso na fruticultura, a MAISA (Mossoró Agroindustrial SA) que cultivava caju.
Na microrregião do Vale do Rio Açu (RN), as experiências com a fruticultura estavam apenas se iniciando, pois a região apresentava sérias limitações com água, o que melhorou a partir da inauguração da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no ano de 1982. Nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN), não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.
O papel da ESAM
Sem querer atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), é preciso reconhecer que, obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.
Em 1979, a direção da antiga Esam conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste, que tinham competência instalada na área de Ciências Agrárias (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB), um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste (PDCT). A instituição foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.
Os recursos eram provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios para o desenvolvimento da nossa instituição foram esses:
Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
Construção dos Laboratórios de Água, Solos e Hidráulica
Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
Ampliação do Laboratório de Sementes
Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.
Experimentos da Esam
A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão, goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor). Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que revelou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi no município de Touros (RN).
O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino. Aquele produtor cultivou o abacaxi com sucesso por vários anos. Em Touros já havia uma experiência de sucesso de um produtor oriundo do município de Sapé (PB). Na época, a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi. Após os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos técnicos da antiga Esam houve um considerável aumento da área cultivada com abacaxi, atingindo o pico de cerca de três mil hectares no início da década de 2000, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros.
Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um bom exemplo de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi o mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 L/h).
Pesquisas de sucesso
O sucesso obtido nos experimentos da Esam com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruteira nos últimos anos nos Estados do RN e Ceará. O cultivo do mamão formosa ampliou-se das microrregiões de Mossoró (RN) e, mais especificamente, no município de Baraúna e no Baixo Jaguaribe (CE), incluindo os municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte, para as microrregiões do Vale do Açu, Upanema, Apodi, Felipe Guerra, entre outras.
Um dos maiores produtores dessa fruta em Baraúna (RN), era o engenheiro agrônomo Wilson Galdino de Andrade, agrônomo egresso da antiga Esam e, não por coincidência, o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados no projeto piloto em 1979.
Na região Agreste (RN), no município de Ceará Mirim, no início dos anos 2000 se instalaram três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção era predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman chegou a se instalar, também, na região de Baraúna, com infraestrutura para exportar mamão formosa para a Europa.
O mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE possui qualidade diferenciada (formato do fruto, cor e teor de açúcar).
Banana
No caso da banana, as áreas produtoras do Vale do Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuíam antes de 2012 uma área instalada acima de cinco mil hectares. Na primeira predominava o cultivo de bananeira para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na segunda o cultivo era direcionado para o mercado interno. Antes de 2012, somente uma agroindústria (Frutacor) instalada em Quixeré produzia individualmente, 1.200 hectares e mais 600 hectares, terceirizados, de pequenos produtores agregados.
Atualmente, o cultivo de banana para exportação foi reduzido tanto no Vale do Açu quanto na Chapada do Apodi.
No Vale do Açu, os problemas de cheias e ventos provocaram a redução das áreas e na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte) a redução deu-se em função da limitação de água do canal de irrigação do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA). Os problemas hídricos comprometeram a qualidade da banana para o mercado externo e foram responsáveis pelo deslocamento das empresas para áreas.
Outras fruteiras
As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela Esam começam a ganhar importância na região. A goiaba é uma fruteira muito cultivada em Petrolina (PE), mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematoides.
O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela Maisa, mas devido a alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Rio Grande do Norte a cultura do maracujá está em expansão. Há vários cultivos novos instalados nos últimos anos nas microrregiões de Baraúna, Assu e Upanema.
A graviola ainda é pouco cultivada e há poucos plantios nessas microrregiões. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender ao mercado regional.
Evolução da Agricultura Irrigada
Anos 1960 / 70 / 80: Incentivos do Estado para o estabelecimento de grandes empresas produtoras (projeto modernizador), através de crédito subsidiado, investimentos em infraestrutura e projetos de irrigação.
Anos 1960 / 70 / 80: Surgimento e desenvolvimento de grandes produtores em Mossoró e no Vale do Açu, com fortes incentivos do Estado através de créditos altamente subsidiados;
Anos 1980: início da produção de melão na região, que consegue ótima adaptação, rapidamente disseminando-se entre os grandes produtores;
Anos 1980: Chegada à região da tecnologia de fertirrigação por gotejamento, proveniente de Israel, que rapidamente difunde-se entre os produtores locais;
Anos 1990: Intensificação do processo de modernização e da integração do Polo ao mercado internacional.
Anos 1990: Aumento do número de produtores de médio porte atuando no Polo, utilizando-se da subcontratação para exportação, por intermédio das grandes empresas.
Anos 1990: novas exigências de qualidade e padrões produtivos no mercado internacional, através da exigência de certificações para exportação.
2002 / 03: Encerramento das atividades da MAISA, Fazenda São João e FRUNORTE.
2002 / 03: NOLEM passa a ocupar a liderança na produção de melão no Polo.
Década de 2000: Através da absorção de conhecimentos oriundo da rede formada pelos diversos agentes que atuavam na atividade nessa região, produtores de médio porte expandem capacidade de exportação direta, reduzindo dependência de subcontratação de grandes empresas.
Década de 2000: Expansão dos negócios da Agrícola Famosa.
Década de 2000: Atuação conjunta de alguns grupos de produtores de médio porte no intuito de viabilizar a exportação direta.
2008 / 09: Encerramento das atividades da NOLEM e da Del Monte e reposicionamento da Agrícola Famosa como empresa líder na produção e exportação de melão do Polo.
Década de 2010: Agrícola Famosa assume a liderança no Polo. Demais exportadores são considerados, em sua grande maioria, de médio porte.
2013: Retorno das exportações de melão e melancia para os Estados Unidos
2020: Liberação comercial para exportação de melão para a China.
Ramal do Salgado
Há poucos dias, o Governo Federal lançou a obra do Ramal Salgado no nosso vizinho Ceará e que será uma ramificação do canal Apodi-Mossoró, última etapa do Projeto de Integração do São Francisco (PISF). O Ramal do Salgado encurtará em cerca de 150 quilômetros a viagem das águas do São Francisco até o açude Castanhão.
O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.
Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)
O Salgado é um rio de nascente no Cariri Leste (município do Crato) com vários afluentes na nascente. Do Sul do Ceará o rio segue até o município de Aurora onde é beneficiado com uma barragem e em seguida passa por Icó (beneficiado com uma ponte) e, entre Icó e Orós o rio Salgado entra no Rio Jaguaribe. A partir daí as águas do Rio Salgado passam pelo município de Jaguaribe e seguem para o Castanhão.
A construção do Ramal do Salgado encurta em cerca de 150 km a chegada de água no Rio Jaguaribe em relação ao eixo Norte do projeto original e, assim, reduz também as perdas por infiltração que ocorrem ao longo dessa extensão.
O projeto do Ramal do Salgado
O Trecho III é o Ramal do Salgado que será outra alternativa de entrega de água para o Ceará pelo rio Salgado. Ele é derivado do Trecho IV, o Ramal do Apodi, que é o Trecho que beneficiará a bacia hidrográfica do Apodi/Mossoró onde se situa o seu município. O Ramal do Apodi desenvolve-se próximo à divisa dos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, partindo do reservatório Caiçara, componente do Trecho II do Eixo Norte, localizado no município de São José de Piranhas na Paraíba, e seguindo em direção ao Estado do Rio Grande do Norte.
As obras deste trecho têm uma extensão aproximada de 115,3 km até o ponto de entrega no Açude Público Angicos (em José da Penha-RN), já na bacia do rio Apodi, no Rio Grande do Norte. Sua função se concentra no atendimento da bacia do Rio Apodi, nas suas regiões do Alto, Médio e Baixo Apodi (microrregiões: Serra de São Miguel, Pau dos Ferros, Umarizal, Médio Oeste, Chapada do Apodi e Mossoró), além das demandas difusas distribuídas ao longo do traçado entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.
O Trecho em questão teve alterações de projeto em relação ao Projeto Básico com mudança da vazão máxima de 20,0 m3/s em toda a sua extensão, para, no trecho inicial, até o km 30,2, transportar no máximo 40,0 m3/s. Desta forma, todas as obras concebidas no Projeto Básico para este trecho inicial do Trecho IV (26,6 km de comprimento) até a tomada de início do canal do Trecho III foram reprojetadas passando a comportar a vazão de 40,0m³/s. Neste ponto, são derivados 20 m3/s para o Trecho III (Ramal do Salgado) e o Ramal do Apodi segue com as dimensões originalmente projetadas para a condução da vazão máxima de 20 m3/s até o final de sua extensão, em seu deságue no Reservatório Angicos.
Reitora enfrenta resistências à mudança (Foto: Web)
Do Blog Saulo Vale
A reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Ludimilla de Oliveira, anunciou que o curso de Arquitetura e Urbanismo pode ser transferido de Pau dos Ferros para Mossoró.
Uma portaria (nº 611) publicada na quarta-feira passada, 13, designou uma comissão que terá 45 dias para apresentar um projeto de viabilidade de transferência que será submetido aos conselhos competentes.
Um estudo já está sendo realizado pelos docentes de Arquitetura e Urbanismo, que visa realizar a mudança.
Atualmente, Mossoró possui o curso de Arquitetura e Urbanismo apenas em instituições privadas.
Polêmica
A transferência do curso de Arquitetura e Urbanismo para Mossoró tem causado polêmica em Pau dos Ferros.
A prefeita Marianna Almeida (PSD) chegou a criticar a medida. Foi rebatida pela reitora em vídeo nas redes sociais (veja aqui).
A direção do campus de Pau dos Ferros também criticou sendo “contrária a todo tipo de iniciativa que venha a enfraquecer e comprometer campus/instituição e região, tal como a extinção/migração de qualquer dos nossos cursos”.
Já a coordenação do curso de Arquitetura se posicionou a favor da transferência.
“Fizemos a reivindicação para a reitora Ludimilla, que compreendeu e acatou nossos pontos. Estamos com diálogo aberto com os estudantes do curso. Acreditamos que a mudança será benéfica para todos”, ressaltou Rafaela Balbi, coordenadora do curso.
Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – A gente pergunta se não é feito qualquer estudo primário à instalação de um curso, observando-se custo vários aspectos, como a questão de mercado. Em Mossoró mesmo, quantos cursos estão esgotados, começando com 30 alunos e a turma chegando ao fim com três ou quatros formandos?
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Lara concorreu com centenas de estudantes (Reprodução do BCS)
Por Cristiano Rojas (O Blog de Antônio Martins)
Lara Bianca Vieira Dias tem apenas 13 anos e ainda brinca de boneca, como outra criança qualquer. Porém, apesar da pouca idade, ela se destaca entre os jovens de sua faixa etária, disputando prêmios científicos em nível nacional, feito gente grande.
Aplicada, é um talento nato. Natural de Antônio Martins, no Alto Oeste, a estudante cursa o 7º Ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal José Inácio de Carvalho.
Com a orientação da mãe, Ivana Vieira, também professora, a estudante desenvolveu um projeto para a feira de ciências da escola que vem arrebatando prêmios por onde tem passado.
A estudante criou uma máscara facial, para a região da boca, contra o vírus da Covid-19, totalmente ecológica, produzida a partir de materiais biológicos, e de origem vegetal.
“Meu objetivo era achar uma maneira que pudesse diminuir os impactos causados pelas máscaras que estão sendo utilizadas na pandemia de Covid-19”, explicou Lara Bianca.
A estudante contou que, quando decidiu desenvolver o artefato, sua intenção era criar algo acessível, tanto do ponto de vista de produção quanto financeiro. E assim foi.
Em meio a pesquisas e testes, a jovem cientista constatou ser possível utilizar a fibra do coqueiro e a resina do cajueiro para a confecção da máscara, com a vantagem de poder ser descartada após o uso, sem causar dano ao meio ambiente, visto que a produção é visivelmente sustentável e de custo zero.
Depois do sucesso no município, Lara Bianca foi 1° Lugar na feira da 14° DIREC, em Umarizal, e na Feira de Ciências do Semiárido, promovido pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).
Premiação
Com o projeto, a estudante foi classificada para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) 2021, que ocorreu em março, realizado anualmente pela Universidade de São Paulo – USP, voltado à jovens cientistas, sendo ainda considerada a maior feira do segmento no país. O resultado saiu no último dia 27 de março.
Máscara despertou atenção (Reprodução BCS)
Concorrendo com cerca de 1.250 projetos inscritos, e mais de 4 mil estudantes, Lara Bianca ganhou como prêmio destaque na Área de Ciências Biológicas, uma credencial pra uma Feira Internacional na Colômbia prevista para junho e uma Bolsa de Pesquisa (Cientista Júnior) oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), além de medalha e certificado.
O projeto dela foi tão bem avaliado que um dos membros da bancada examinadora teceu elogiosos comentários. Animada com a premiação, a estudante espera que sua invenção sirva de inspiração para baratear o acesso às máscaras.
Enquanto isso não ocorre, Lara Bianca pretende seguir adiante com seus estudos, participando de outras feiras de ciências, e dividindo o tempo com as brincadeiras de criança.
Veja matéria completa – com vídeos – clicando AQUI.
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Passada a metade dos 100 primeiros dias do mandato do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), não se registra a sua ousadia de falar em novos projetos para Mossoró e região. Falta pragmatismo do prefeito de uma cidade com mais de 300 mil habitantes e que necessita tanto de investimentos em infraestrutura, como a complementação da Avenida do Contorno e uma via ligando o grande Vingt Rosado às Barrocas, desafogando a Leste Oeste e a duplicação da avenida Francisco Mota.
O prefeito também não deu importância à sinalização do deputado Girão em relação ao compromisso assumido com a reitoria da Ufersa em alocar recursos de Emenda Parlamentar para a duplicação da Avenida Francisco Mota, que corta essa instituição em Mossoró.
Ufersa fica em posição estratégica no gargalo da Avenida Francisco Mota (Foto: Eduardo Mendonça)
A duplicação da Francisco Mota é um projeto da década passada que foi elaborado por uma empresa especializada em serviços de Engenharia sob a contratação da Prefeitura Municipal de Mossoró e que até o momento encontra-se no DNIT para adequação à realidade do tráfego nos dias de hoje. É normal que o prefeito ao assumir avalie a necessidade de retomar as negociações com a Bancada Federal no tocante ao andamento desse projeto.
Ignorar e esperar sentado não vai resolver o problema do nosso município no tocante à mobilidade da Grande Alto de São Manoel.
O prefeito precisa entender que naquela região da cidade encontram-se quatro instituições de ensino superior e técnico públicas, uma universidade particular e o Complexo Judiciário de Mossoró, cujo projeto é único entre as cidades do Norte e Nordeste.
Além disso, a Avenida Francisco Mota servirá de acesso ao Hospital Maternidade que está sendo construído dentro do campus da UERN e à Escola SENAT recém-inaugurada no Vingt Rosado.
Ainda como importância daquela avenida, representa a principal ligação da cidade com grandes conjuntos habitacionais como o Vingt Rosado e o Maria Odete.
Não estamos aqui defendendo que o prefeito de Mossoró consiga duplicar a Francisco Mota com recursos próprios, pois sabemos que a exemplo do Governo do RN, a PMM não tem recursos para investimentos. Mas, uma articulação política em torno desse projeto é fundamental e urgente. Afinal de contas, foi através de uma articulação dessa natureza que o projeto da Reta Tabajara está sendo desenvolvido.
Mossoró não pode se intimidar diante da necessidade de captar recursos para os seus grandes projetos. Se assim fizer, está contribuindo para que os recursos oriundos de Brasília permaneçam predominantemente sendo alocados pós-Reta Tabajara como tem sido nos últimos anos.
Basta analisar a distribuição das Emendas de Bancada nesta década e fazer a proporcionalidade levando em consideração a concentração da população nas macrorregiões do RN que se percebe facilmente que o pêndulo está sempre a favor da Grande Natal.
Novo São Camilo
Para não se injusto com o prefeito Allyson Bezerra, ele tem dado demonstração de que lutará para um novo hospital municipal psiquiátrico, uma espécie de novo São Camilo.
A estrutura é mais do que urgente. O São Camilo que é um equipamento alugado pela municipalidade só serve para passar a máquina, demolir e ser aproveitado para o mercado imobiliário. Não compensa fazer qualquer tipo de investimento numa estrutura tão comprometida.
O problema é que o município não tem recursos para construir um hospital de tanta complexidade. Novamente será necessário uma ampla articulação com a Bancada Federal e com o Governo do Estado para avançar nessa direção.
Outro grande problema é que se construído esse equipamento a prefeitura não tem recursos de custeio para mantê-lo em funcionamento. Em saúde o mais caro é o custeio, e não o investimento. Expandir na área de saúde exige certa estrutura, espaço, equipes. O mais difícil, contudo, é a manutenção desse gasto.
RN fora da curva
O pacote de ajuda da União aos governos regionais para fazer jus aos efeitos econômicos da pandemia contribuiu para que Estados tivessem recursos disponíveis para investimentos.
Mesmo com uma arrecadação própria agregada que cresceu apenas 2% nominais em 2020, abaixo da inflação de 4,5% no ano, os investimentos do conjunto dos 27 entes federados avançaram 10,8% nominais contra o ano anterior. Em 13 Estados a variação ficou acima de 20% e em dez deles a alta superou os 30%.
Nem todos os Estados, porém, elevaram os investimentos no segundo ano de mandato dos governadores. Entre as exceções ficaram Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido
O advogado Kadson Eduardo, anunciado pelo prefeito diplomado Allyson Bezerra (Solidariedade ) como chefe de gabinete da Prefeitura, deve assumir interinamente a Secretaria de Administração. Foi o que afirmou o prefeito durante entrevista no Enfoque Político (Super TV) dessa quarta-feira (30).
Allyson afirmou que Kadson assume interinamente até que a cessão de servidora da Ufersa, que vai assumir a pasta, seja concluída.
“Eu solicitei a cessão de sete servidores da Ufersa, dentre eles o da pessoa que vai assumir a Administração. Até que esse processo seja concluído, Kadson vai assumir a pasta”, afirmou.
Em contrapartida, a Ufersa, onde Allyson é servidor licenciado, também vai receber funcionários da Prefeitura cedidos, numa solicitação da reitora Ludimilla Oliveira.
Nota do Blog Carlos Santos – Provável nome à Administração é o de Luana Lorena de Souza Lima, advogada, do quadro técnico da Ufersa. Kadson Eduardo de Freitas Alexandre estava com Allyson na Assembleia Legislativa, no cargo de chefe de Gabinete.
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O prefeito diplomado de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade) reuniu, pela primeira vez, parte de seu futuro secretariado. O encontro aconteceu no sábado passado (26), na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), onde Allyson é servidor licenciado.
Allyson presidiu a reunião na sede da Ufersa em Mossoró, onde é servidor licenciado (Foto: cedida)
Serviu para falar sobre as primeiras medidas que serão anunciadas da gestão Allyson.
Há metas para os primeiros 7 dias de gestão e outras que serão executadas nos primeiros 30 dias do governo.
O prefeito diplomado, que tomara posse na próxima sexta-feira (1°), deverá publicar importantes decretos da administração municipal já no próximo sábado (2).
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Girão é da Frente Parlamentar (Foto: Célio Duarte)
Os 27 milhões de habitantes dos 1.262 municípios do semiárido brasileiro estão prestes a ganhar um novo plano de desenvolvimento. No Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, encerrado na última sexta-feira (4), no campus mossoroense da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), especialistas definiram 62 ações prioritárias do plano.
Distribuídas em 12 eixos temáticos (cinco ações por eixo e um eixo com sete), as prioridades embasarão o novo Plano de Desenvolvimento do Semiárido (PDS), nas áreas de energia; meio ambiente; agronegócio; relações exteriores; turismo; educação; novas tecnologias e inovação; mercados; comunicação e tecnologia da informação; transportes; recursos hídricos e segurança jurídica.
Lei Federal
Foco das discussões técnicas em oficinas, ao longo desta sexta-feira, as demandas serão compiladas pelo Governo Federal e servirão de base para Projeto de Lei a ser enviado ao Congresso Nacional. “A intenção é reunir esse planejamento em lei federal, para assegurar a continuidade”, garante o deputado federal General Girão (PSL-RN). O parlamentar é coordenador da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, idealizadora do Fórum.
O Plano de Desenvolvimento do Semiárido existe há mais de 75 anos, segundo o assessor de gestão da área de Empreendimento e Gestão da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Luiz Curado. A última versão começou a ser construída em 1995. “É um estudo complexo. Porém, está esquecido há 20 anos, inexplicavelmente. Precisamos atualizá-lo, reestruturá-lo”, defende o técnico.
Ludimilla Oliveira enfrenta protestos e a voz de Ana Flávia Lira desde que teve nomeação à reitoria (Fotomontagem BCS)
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu de decisão do juiz federal Orlan Donato da Justiça Federal do RN (JFRN), que invalidou (veja AQUI) o arquivamento do inquérito policial (IPL) nº 2020.0088008. O IPL apurou acusações da reitora Ludimilla de Oliveira contra a estudante de Direito Ana Flávia Lira pelos supostos crimes de calúnia, difamação, ameaça e associação criminosa, após críticas da aluna.
De acordo com o procurador da República Emanuel Ferreira, o MPF tem legitimidade para arquivar IPLs diretamente na respectiva câmara de coordenação e revisão, com base em resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Correição
Essa prática, segundo o procurador, “não viola o devido processo legal e concretiza o sistema acusatório, haja vista que garante a plena separação entre o órgão acusador e julgador”. O MPF interpôs correição parcial, na 8a Vara da JF/RN, para que o arquivamento permaneça válido e a ação penal contra a reitora possa continuar.
O caso se desenrola em face de oposição de forças organizadas de segmentos da Ufersa, contra sua nomeação e posse, depois de ter sido terceira colocada em consulta eleitoral da instituição.
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O juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato, assinou despacho assinalando que o Ministério Público Federal (MPF) agiu contrariando a lei, ao arquivar o inquérito da Polícia Federal (veja AQUI) para investigar a estudante Ana Flávia de Lira, representada pela reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla de Oliveira, por calúnia, difamação, ameaça e associação criminosa.
O juiz ainda suspendeu por 30 dias a ação movida pelo MPF contra a reitora por denunciação caluniosa.
O magistrado ao analisar o caso ressaltou:
“Observa-se que o Parquet agiu em desconformidade com a lei vigente, bem como com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ao efetuar o arquivamento interno do inquérito, sem antes o submeter ao crivo do Poder Judiciário, o qual ainda é o responsável por essa análise das razões do arquivamento”.
Ainda segundo a decisão sobre a ação movida pelo MPF contra a reitora, “o arquivamento ilegal do IPL nº 2020.0088008 obsta a análise de recebimento da denúncia oferecida nestes autos, bem como o regular prosseguimento do feito, uma vez que as razões da presente denúncia são intimamente conexas ao citado IPL, isto é, nasceram diretamente desse inquérito, motivo pelo qual se deve determinar, com base no art. 92 do CPP, aqui aplicado por analogia, a suspensão desta ação penal, pelo prazo de 30 (trinta) dias, a fim de que o Ministério Público Federal apresente, em autos apartados, os autos completos – inclusive com o respectivo relatório policial e a promoção de arquivamento – do IPL n° 2020.0088008, a fim de que a referida promoção seja analisada pelo Poder Judiciário, em observância à norma vigente do art. 28
do CPP. Determino, ainda, que a distribuição do IPL n° 2020.0088008 se dê por dependência a este processo, devendo ser distribuída ao Juízo da 8° Vara Federal/SJRN”.
Nota do Blog – Uma voz de equilíbrio. E não poderia ser diferente. Outra vez o juiz Orlan Donato.
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Ludimilla Oliveira enfrenta protestos e a voz de Ana Flávia Lira desde que teve nomeação à reitoria (Fotomontagem BCS)
O Ministério Público Federal (MPF) arquivou representação da reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla de Oliveira, sobre aluna que se manifestou contra sua nomeação. Ludmilla foi nomeada pelo presidente da República mesmo tendo ficado em terceiro lugar na eleição interna.
A reitora, agora, irá responder a uma ação penal por denunciação caluniosa.
Na representação, a reitora acusou a estudante de direito da Ufersa, Ana Flávia de Lira, pelos supostos crimes de calúnia, difamação, ameaça e associação criminosa. Ana Flávia se manifestou em grupo do WhatsApp do Diretório Central de Estudantes (DCE), contra a forma de nomeação e mobilizando estudantes a se contrapor à gestão da reitora, utilizando termos como “golpista” e “interventora”, e dizendo que ela não entraria na universidade “nem de helicóptero”.
Criminalização
Em depoimentos à Polícia Federal e ao MPF, a aluna explicou por que considera a reitora “golpista” e “interventora”. Ela afirmou, ainda, que utilizou expressões metafóricas, sem cogitar qualquer ato violento. Segundo Ana Flávia, a oposição à reitora se dará através de assembleias estudantis, reuniões com estudantes e sindicatos.
Para os procuradores da República Emanuel Ferreira e Camões Boaventura, “há certeza jurídica quanto à inconstitucionalidade da respectiva nomeação”. Por isso, “reconhecida tal ilicitude, tem-se um amplo espaço para crítica acadêmica a ser licitamente ocupado pela representada”.
Segundo eles, “quem aceita uma indicação nos termos em tela deve estar preparado para responder às duras críticas efetivadas, pois está ocupando indevida e inconstitucionalmente o cargo de reitor”. Dessa forma, eles entendem que a conduta da estudante não ultrapassou os limites da liberdade de expressão e não teve a intenção de difamar ou caluniar a reitora.
Por outro lado, os procuradores da República consideram grave a tentativa de criminalização da atividade estudantil engajada, pela reitora, ao acusar a estudante de associação criminosa. “Sem qualquer indicação concreta em torno de atos criminosos praticados por três ou mais pessoas, a representada fez o aparato estatal policial atuar quando, na verdade, tinha plena ciência da inocência da imputada”, afirmaram.
Ação penal
Ao provocar investigação policial em face da estudante, sabendo de sua inocência, a reitora praticou o delito de denunciação caluniosa, nos termos do art. 339 do Código Penal, conforme denúncia apresentada pelo MPF à Justiça Federal.
Trocas de mensagens da reitora com apoiadores demonstram articulações para assumir o cargo e que ela própria já qualificava como “intervenção” a indicação de nome que não fosse o primeiro da lista para a instituição. O uso do termo, portanto, não pode ser enquadrado como calúnia ou difamação.
Para o MPF, a sugestão da reitora de que poderia ser “perpetrado algum ato que venha atentar contra a integridade física” ou “o impedimento de sua entrada nas dependências da UFERSA por meio de mais pessoas em conluio com a estudante” é infundada.
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A reitora recém-nomeada e empossada da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Ludimilla Oliveira, representou criminalmente contra a estudante de Direito Ana Flávia Lira – coordenadora do Diretório Central de Estudantes (DCE) da instituição, em Mossoró. Também pediu policiais federais à Reitoria.
Protesto hoje reforça extremos na relação da reitora com Ana Flávio e segmentos (Fotomontagem BCS)
A estudante é acusada por ela de calúnia, difamação, ameaça e possível crime de formação de quadrilha, levando a Polícia Federal a bater à sua porta ainda na quinta-feira (27).
O imbróglio decorre de movimento deflagrada pelo DCE e outros segmentos contra a reitora, acusada de “golpista” e “interventora”, em face de sua nomeação, depois de ter sido a terceira colocada na consulta (eleição interna) aos segmentos universitários.
História se repete
Nessa segunda-feira (31), o DCE e movimentos sociais começaram mobilização em frente à sede do Campus Universitário de Mossoró.
A história se repete na Ufersa, que anteriormente tinha outra nomenclatura e status no sistema educacional do país: era a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM).
Há cerca de 29 anos, o professor Joaquim Amaro teve nomeação em situação similar, enfrentando pesada oposição.
Recentemente, no âmbito do Instituto Federal do RN (IFRN), a posse do interventor Josué Moreira provocou hostilidade contra ele, a ponto de incidente envolvendo estudantes (veja AQUI).
O deputado federal General Girão (PSL), que foi endossante da nomeação de Ludmila e do próprio Josué, propôs a convocação de tropas federais (veja AQUI) para salvaguardar patrimônio físico do IFRN e a integridade física do interventor.
Nota do Blog – A nomeação da professora Ludimilla Oliveira é absolutamente legítima do ponto de vista legal. Tratá-la por ‘interventora’ é recurso retórico dos insatisfeitos. Ela participou de uma consulta interna e ficou em terceiro lugar, sendo normatizado que qualquer um dos três mais votados poderia ser nomeado.
Suas articulações nos bastidores deixaram o primeiro colocado Rodrigo Codes para trás, numa manobra que é questionável, porém própria do ‘jogo’, haja vista que ele também se mexeu nesse sentido.
Se há algo discutível nessa ascensão é do ponto de vista ético, portanto, pessoal. Diz respeito à sua decisão de quebrar um ciclo de respeito moral à escolha dos segmentos.
Quanto à sua reação ao cerco de estudantes e outras vozes contrárias à sua nomeação-posse, é um arroubo que só amplifica o fosso entre reitora e a comunidade acadêmica.
Pobre Ufersa!
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Sem qualquer rodeio em seus anúncios prévios em redes sociais, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) vai direto ao ponto: deverá apresentar-se à noite dessa quarta-feira (15) como pré-candidato a prefeito de Mossoró.“Prego batido, ponta virada”. É com esse bordão que ele simboliza a decisão a ser anunciada e justificada às 20h, numa apresentação ao vivo em redes sociais.
Vai falar ao público em ambiente remoto (por segurança de saúde pública) através de endereços pessoais nas plataformas Facebook (veja AQUI) e Instagram (veja AQUI). O pronunciamento acontece duas semanas após definição do calendário eleitoral (veja AQUI) pelo Congresso Nacional que adiou as eleições para 15 e 29 de novembro, deflagrando a corrida pelo voto no país.
Origem e votos
Mossoroense originário do Sítio Chafariz (zona rural de Mossoró), filho de agricultores, servidor concursado da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), ex-aluno do Instituto Federal do RN (IFRN), engenheiro civil, secretário nacional do Solidariedade Jovem e integrante da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) – veja AQUI, Allyson Bezerra foi uma das grandes surpresas eleitorais em 2018 no Brasil.
Elegeu-se com 20.228 votos (1,20%), sendo 13.095 (11,13%) obtidos em Mossoró – o segundo mais votado no município e o primeiro entre os eleitos. Foi sua primeira disputa eleitoral partidária, sem qualquer apoio de liderança popular ou de partido/grupo.
“Será um momento importante de bate-papo com a população sobre diversos assuntos, inclusive a política local. Convido a todos a participarem pelas nossas redes sociais”, avisa o deputado em chamadas ao evento.
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A pandemia da Covid – 19 traz para a discussão uma situação que já se arrasta no país, nos governos estaduais e nos municipais por muito tempo. De um lado os que defendem mais gastos da União com a saúde pública e do outro os que defendem o lado econômico, com a justificativa de que os recursos não são adequadamente aplicados.O que entendemos e defendemos é que saúde pública precisa de muito investimento. Os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) investem, em média, 6,6% do PIB em saúde pública e o Reino Unido, com sistema parecido com o nosso, investe quase 8% do PIB, mas, com uma população que representa apenas um terço da população brasileira. O Brasil investe apenas 3,8% do PIB.
Diante desse quadro, o desafio que se apresenta é avançar na gestão dos recursos públicos. Parece que é inevitável que os governos, independente do nível, precisam se direcionar para melhorar a produtividade da gestão pública. Para isso, é fundamental trabalhar com inovação e de forma integra com o setor privado.
O SUS, apesar de ser referência no mundo, apresenta baixo grau de penetração de tecnologia, a ponto dos hospitais públicos e os universitários apresentarem pouca adoção de processos digitais quando comparados aos hospitais privados.
Fábio Faria
O novo ministro do Rio Grande do Norte responsável pela Pasta das Comunicações, Fábio Faria (PSD) estuda criar uma secretaria de comunicação internacional para melhorar a imagem do país no exterior. A proposta tem apoio de outros ministros como Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).
A nova secretaria teria a missão de uniformizar o discurso do Governo em questões como meio ambiente e comércio exterior.
Concursos públicos
O Ministério da Economia tem uma demanda reprimida de 24 mil cargos públicos para concurso no próximo ano. Os dados foram atualizados até o mês de maio e o Governo terá até o mês de agosto para encaminhar a Proposta de Lei Orçamentária que nela deve conter a autorização para o concurso.
É uma boa oportunidade para que a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) se antecipe e apresente a sua demanda reprimida, a qual deve priorizar a contratação de servidores técnicos administrativos em educação para os câmpus, notadamente Angicos e Pau dos Ferros. Há, também, necessidade de ampliar a força de trabalho para o curso de Medicina em processo de instalação.
Casa dos ventos
A subsidiária brasileira da multinacional de mineração e metais a Anglo American firmou parceria com a Casa dos Ventos por 20 anos para fornecimento de energia eólica do nosso parque Rio dos Ventos. No contrato a empresa adquiri 195 MW (megawatts). A mineradora necessita de um total de 340 MW para atender a sua demanda por energia no país.
O projeto Rio dos Ventos (Caiçara do Rio dos Ventos, Riachuelo, Rui Barbosa e Bento Fernandes) é formado por 08 parques eólicos, cuja potência total é de 504 MW. O vento dessa região é homogêneo com rendimento médio de 60%. A Casa dos Ventos vai investir R$ 2,4 bilhões no projeto como um todo.
Casos de Covid x agricultura irrigada
A agricultura irrigada, umas das principais atividades geradoras de emprego e renda do Rio Grande do Norte ainda não sabe como trabalhar o problema do aumento de casos de Covid-19 no estado. Nos meses de junho e julho o problema pode ser minimizado pois predomina atividades de preparo do solo e plantio, onde os trabalhadores de campo ficam, pela própria natureza da operação mais isolados. O problema maior e que exige mais cuidados é a partir do mês de agosto, quando se iniciam as operações de packinghouses (casas de embalagem) nas quais os trabalhadores ficam mais próximos e em ambiente fechado.
Outro problema que precisa ser administrado pelas empresas exportadoras de frutos tropicais da nossa região é como o importador vai se comportar diante da pandemia no tocante aos controles e exigências no tratamento pós-colheita dos frutos.
O fluxo de caminhoneiros que se intensifica a partir do mês de agosto também pode representar uma preocupação a mais para as empresas de agricultura irrigada.
Frutas para o Japão
O governo nipônico revisou a lista de países com permissão para exportar ao Japão frutas como melão, melancia, e outras espécies do gênero “Cucurbita e Cucumis”. Na comunicação do Governo japonês o Brasil foi retirado da lista de países com proibição de exportação desses produtos na sua forma in natura (frutos frescos).
Mosca: um problema (Foto: web)
Assim, foi retirada a proibição de exportação de melão do Brasil ao Japão, em virtude da ocorrência da mosca do mediterrâneo, uma vez comprovado que as frutas desses gêneros não seriam hospedeiras desses insetos. A despeito disso, o Brasil está sujeito a “necessidade de medidas fitossanitárias específicas” em razão da ocorrência da mosca-das-frutas (Anastrepha grandis – South American cucurbit fruit fly).
Frutas para o Japão II
As frutas submetidas a “medidas fitossanitárias específicas” devem apresentar: A) Resultados bem sucedidos de testagens específicas ou realização de tratamentos fitossanitários (termoprocessamento, por exemplo); e B) Anexação de Certificado Fitossanitário com a menção dos resultados bem sucedidos dos testes ou realização de tratamento mencionados no item anterior.
Além dessas medidas específicas, o produto estará sujeito às inspeções ordinárias de importação. Nesse contexto, foi requerido ao Brasil o encaminhamento de plano de trabalho para exportação e descrição das medidas de mitigação de pragas adotadas pelo País, sujeitos a aprovação das autoridades japonesas para posterior abertura do mercado local. As negociações relativas ao tema estão sendo conduzidas pela Adidância Agrícola da Embaixada do Brasil.
Aconteceu nesta segunda-feira dia 15 de junho, consulta acadêmica on-line para escolha da próxima gestão administrativa da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).
Poucos minutos depois de encerrada a votação, por volta das 20h10 saiu o resultado oficial.
Os três mais votados serão encaminhados numa lista tríplice para nomeação de um pelo Presidente da República Jair Bolsonaro. O atual reitor é o professor José Arimatéa Matos. O seu substituto deverá assumir cargo em setembro deste ano.
Nota do Blog Carlos Santos – O mais votado é nome apoiado pelo reitor. O ex-reitor Josivan Barbosa é que teve desempenho sofrível.
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