O deputado federal Rafael Motta (PSB), candidato ao Senado, abre os braços e solta o verbo para não ser engolido, nos últimos dias de campanha. Em todos os canais e espaços que dispõe para se manifestar, ele luta contra o “voto útil”.
Candidato ao Senado, Rafael sabe que pode acabar se descapitalizando se não aparecer como viável (Foto: divulgação)
Seu temor é que aconteça uma debandada de intenções de voto que detém hoje, na direção de um de seus adversários diretos, ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT).
A preocupação não é descabida. Se a situação fosse favorável, com dianteira em relação a ele, com certeza o pensamento seria inverso.
“Temos muita margem de crescimento no campo progressista. Não existe essa história de ‘ter que votar’. Isso é um argumento falacioso, para que você não reflita a respeito e acabe abraçando o pior candidato”, divulga ele.
A grande maioria do eleitor ainda procura uma candidatura “diferente” da que Carlos e o Rogério Marinho (PL) representam. “E essa candidatura não precisa ser de um candidato com postura duvidosa, marcada por conveniências, como a de Carlos Eduardo, que há quatro anos fazia duras críticas à governadora Fátima Bezerra e ao PT, e até poucos meses atrás acusava a governadora de roubo, enquanto nosso mandato estava destinando emendas para ajudar o Estado e os municípios no enfrentamento à pandemia”, prega Rafael.
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Estamos exatamente a um mês das eleições de 2022, que em seu primeiro turno acontecerá em 2 de outubro.
Em relação à titânica luta ao Senado, uma constatação nesse emaranhado de pesquisas (algumas ‘espíritas’, que se diga), é a falta de crescimento por combustão própria de Rogério Marinho (PL). Sua posição é quase vegetativa.
Até aqui, Marinho tira proveito de um racha no governismo entre Carlos Eduardo Alves (PDT) e Rafael Motta (PSB), que até judicialmente andam batendo de frente.
Esse diapasão não continuará até o fim.
Na reta final o fenômeno do “voto útil” no governismo é um fantasma que tem tudo para assombrá-lo, se ele não chegar nesse ponto da disputa com ímpeto de vencedor. Em alta.
A menos que o páreo praticamente estabeleça um empate técnico com possibilidade de vitória, de qualquer um dos três, nos últimos dias de campanha. Aí é salve-se quem puder.
Rogério Marinho não pode correr tanto risco. É crescer ou crescer.
Rafael Motta é candidato em faixa própria, desgarrado do palanque de Fátima (Foto: divulgação)
Correndo ‘por fora’, em ‘faixa própria’, o deputado federal e candidato ao Senado pelo PSB/RN, Rafael Motta, tem estratégia bem clara para tentar crescimento e projeção à vitória.
Procura crescer por iniciativa própria e provocando comparativos à desconstrução dos principais adversários – Carlos Eduardo Alves (PDT) e Rogério Marinho (PL).
Porém, há algo a mais nessa corrida em que está em franca desvantagem: a aposta de que a competitividade na reta final possa lhe beneficiar com ‘voto útil’ do petismo, que cristianizaria Carlos Eduardo Alves. Ou seja, o abandonaria em favor de Motta.
Tem consciência de que é o “azarão” nessa contenda.
Veremos o que a campanha lhe reserva.
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No trabalho porta a porta nas zonas urbana e rural, dezenas de pessoas recrutadas pelo rosalbismo trabalham catequese para virada de voto em favor da candidatura à reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
O crescimento superlativo das intenções de voto no candidato Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI, deixando-a para trás, levou o grupo a jogar nas ruas e no campo um exército numero de pessoas. Tenta alterar essa tendência a partir de aplicação de uma suposta “pesquisa”.
A tentativa de convencimento à mudança, quando frustrada, logo é emendada com mais uma:
Pessoal recrutado percorre casas e bairros na catequese (Foto cedida)
– Vote então em Cláudia ou Isolda.
A ‘sugestão’ do pesquisador é uma forma inversa de ‘voto útil’ para Rosalba Ciarlini.
Ela precisa que a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT), suas ‘adversárias’, tenham votações que a ajudem indiretamente. O temor é que as duas sigam sendo cristianizadas por parcela considerável de seus eleitores, com migração deles para o candidato com chances de vitória na oposição – Allyson Bezerra.
Porém, é visível, que Cláudia e Isolda estão com candidaturas desidratadas.
Seguem desmilinguidas, sem qualquer poder de reação, mesmo para socorro mínimo à Rosalba, que era contendora de ambas no início da campanha. A mutação político-genética até aqui é desastrosa para elas. E pode piorar muito.
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A união da oposição em torno de uma única candidatura à Prefeitura de Mossoró neste ano está praticamente descarta. É possível que os partidos que não farão aliança com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) lancem até três nomes.
Isolda lembra Fátima (Foto: Portal do Oeste)
Mesmo com a divisão da oposição, a deputada estadual Isolda Dantas, pré-candidata a prefeita pelo PT, acredita que é possível derrotar a atual prefeita. Para isso, a parlamentar aposta nos resultados recentes e no chamado voto útil.
“Fátima Bezerra (PT) derrotou Rosalba no primeiro e segundo turnos em Mossoró, com o filho da prefeita sendo candidato a vice da outra chapa”, observou Isolda, em entrevista ao Jornal do Oeste da FM 98.7.
A deputada reiterou que está aberta para conversar com todos os partidos, exceção ao PSL, que também não quer conversa com o PT e demais partidos de esquerda.
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O comportamento do eleitor nas urnas, este ano, produziu um novo conceito de “voto útil”. Ao contrário do que a Ciência Política define em seus compêndios ou em extensas teorias, votar útil passou a ser uma escolha para expurgo de favoritos, em vez de opção por alguém em especial.
Teve caráter punitivo, que se diga.
Esse fenômeno aconteceu por todo o país. Produziu mudanças consideráveis no Congresso Nacional e legislativos estaduais. Surpreendeu-me positivamente, porque é resultado da própria indignação do povo que selecionou outros personagens em vez de se anular.
Essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada. A Câmara Federal terá menor número de sindicalistas, como também boa parte dos líderes da reforma trabalhista não retornará. Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. Ou seja, 75% de mudanças. Na Câmara Federal, 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação.
Congressistas e os maiores partidos do país fizeram esforço graúdo à aprovação de uma minirreforma política que tecnicamente tornaria mais difícil a eleição de novidades. Encolheram as campanhas (45 dias), reduziram tempo em rádio e televisão, restringiram a propaganda nas ruas e aumentaram fundos partidário-eleitorais, além de outras medidas.
Não deu certo. Não combinaram com a massa-gente.
A revolta popular contra a política, os políticos e os partidos marchava para número alarmantes do chamado não voto (branco, nulo principalmente e abstenção), contudo terminou calibrada para exclusão de velhos caciques, políticos profissionais e muita gente às voltas com a justiça.
A campanha do voto nulo que favorecia indiretamente os políticos mais tradicionais, acabou perdendo para esse voto tático. A manobra de 180 graus do eleitor, que parece extraída da “teoria dos jogos”, é uma agradável surpresa para a jovem democracia brasileira, que quase não conhece alternância no poder, mas precisa promovê-la pela soberania popular, ou seja, o voto.
Como diz o reeleito deputado federal Tiririca, “pior que tá, não fica“. Será? Veremos, veremos!
PRIMEIRA PÁGINA
Fátima Bezerra ganha apoio do PSB em forma de combo – No final de semana, a candidata ao governo estadual pela Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT), recebeu apoio do PSB com o deputado federal reeleito Rafael Motta (veja AQUI). No “combo”, o PSB incluiu o deputado estadual não reeleito Ricardo Motta. O parlamentar que enfrenta várias denúncias de corrupção ganhou espaço até para discurso efusivo ao lado da candidata, com farta divulgação em redes sociais. Quem precisa de adversário, hein?
Ricardo Motta discursa e é saudado no apoio do PSB e dele à Fátima e ao vice Antenor Roberto (Foto: divulgação)
Rosalba Ciarlini ‘descobre’ após quase nove anos que é a ‘mãe’ dos IF’s – No final de semana, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) espalhou gravação em áudio e prints em redes sociais, garantindo que é a ‘mãe’ da série de Institutos Federais (IF’s) implantados/construídos no RN. Ainda provocou a senadora/candidata Fátima Bezerra (PT), tratando-a por “oportunista e mentirosa” – veja AQUI. Esquisito: a “Rosa” só percebeu o próprio feito agora, em plena corrida eleitoral, após ter saído do Senado em 2010, participado de várias campanhas e nunca ter apresentado a iniciativa como um feito seu. Vá entender. Deduzo que talvez tenha sido por modéstia ou esquecimento.
Bota-fora da velha guarda surpreende e promove aposentadorias – O “não” nas urnas que os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM) ouviram praticamente encerrou carreira de ambos. Colecionaram vitórias ao Senado e governo estadual, além de outros êxitos eletivos como é o caso de Garibaldi, que também foi deputado estadual e prefeito eleito do Natal. Contudo, é simplista se definir o insucesso de ambos como uma situação localizada no RN e particular do eleitor potiguar. Uma olhada no quadro eleitoral do país, logo permitirá que vejamos que eles foram atingidos por um cataclismo nacional. Agripino chegou a ser aconselhado por amigos a não abrir mão da disputa ao Senado, mas terminou tentando sobreviver concorrendo à Câmara Federal. Mas nem aí escapou. Ficou apenas como segundo suplente, atrás de Beto Rosado (PP). Garibaldi foi o quarto colocado ao Senado (veja AQUI).
Bolsonaro é a estrela em lugar de Rosalba (Foto: divulgação)
Bolsonaro passa a ser protagonista para dar fôlego ao rosalbismo – A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deixou de ser principal cabo eleitoral da candidatura ao governo de Carlos Eduardo Alves (PDT) e do vice Kadu Ciarlini (PP), seu filho, em Mossoró. Apesar de sua importância no universo paroquial, quem surfa como puxador de votos e principal estrela é o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A foto do capitão substitui a figura de Rosalba, utilizada em larga escala no primeiro turno. A ordem é associar ao máximo a chapa estadual a Bolsonaro, fomentando o antipetismo como mal menor do que a perpetuação oligárquica. Paradoxalmente, o rosalbismo ganha novo fôlego sem Rosalba como protagonista. Coisas da política.
Eleição está encaminhada para Bolsonaro; disputa estadual segue indefinida – É pouco provável que Fernando Haddad (PT) consiga reagir e atropelar o primeiríssimo colocado em pesquisas e vencedor do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL). A campanha caminha para consolidar vitória do seu adversário. Mas em relação à disputa estadual, não. O cenário é de indefinição, não obstante dianteira de Fátima Bezerra (PT) em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT). Menos de duas semanas pela frente, tudo poderá acontecer. Quem errar menos, leva.
Narrativa do “gópi” contra Dilma não tem amparo nas urnas – Derrotada na disputa por uma vaga ao Senado em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é uma das grandes frustrações petistas do pleito do último dia 7. Também foi figura jogada de lado e intencionalmente escanteada na campanha presidencial, tamanho seu desgaste para campanha de Fernando Haddad (PT). A militância inorgânica que é treinada para repetir bordões, chavões, clichês e versões de cima para baixo, sem questionar, testemunhou outro duro “gópi”. Segundo a teoria conspiratória, a “presidenta” foi ejetada do poder por ser honesta e fazer um grande governo. Nas ruas e nas urnas, o povo não entendeu assim.
Vários mantras petistas caem por terra; e o #EleNão? – O petismo precisa repensar um monte de coisas depois da campanha nacional deste ano. Há meses que prega o “Lula livre”, mas Lula continua preso. Gasta saliva desde 2016 com o “É golpe” e a grande maioria da população ignora essa tese conspiratória. O “Fora, Temer” saiu de moda e o presidente não deixou o Palácio do Planalto. Sobrou o #EleNão. As urnas no dia 28 próximo vão dizer se “sim” ou “não”.
Bolsonarismo dá desmontração de força como movimento político
É cedo, em minha ótica, para se afirmar que Jair Bolsonaro (PSL) produz um movimento político – o “bolsonarismo” – equivalente em peso, à direita, ao “lulismo”. Porém é inquestionável a força avassaladora desse fenômeno por todo o país, das grandes cidades aos rincões, com militância tão ativa quanto a petista. No primeiro turno, ele venceu em 18 estados e Distrito Federal. Lembra Lula em 2006, vitorioso contra Geraldo Alckmin (PSDB) ao ganhar em 19 estados e DF, reelegendo-se no segundo turno.
Em 2002, sua primeira eleição, Lula alcançou 46,44% dos votos válidos no primeiro turno e somou 39.455.233 votos, com vitória em 23 estados e DF, contra José Serra (PSDB).
No primeiro turno deste ano, Bolsonaro obteve 49.276.990 votos (46,03%). Encarou 12 adversários, contra cinco de Lula àquele ano. Em 2002, o PT fez 90 deputados federais, puxados por Lula. Foi a maior bancada (aumento de 55,2%).
Em 2018, o partido de Jair Bolsonaro, o PSL, elegeu 52 deputados federais e virou a segunda maior bancada da Câmara. A sigla só perde para o PT, que teve 56 candidatos eleitos. Em 2014, só elegera um parlamentar, saltando para oito devido transferências no curso da atual legislatura. Em 2002, Lula venceu o segundo turno com 52.793.364 (61,27%). Jair Bolsonaro poderá superar essa marca recorde no país.
Mais pesquisas serão divulgadas – Na quarta-feira (17), o RN terá pesquisa do Ibope para Governo do Estado no Segundo Turno. Também haverá pesquisa do Instituto Seta. Mais dois trabalhos que devem tirar o fôlego de muita gente.
Tio e sobrinho devem participar de discussões políticas em Mossoró – Primeiro suplente de deputado federal na Coligação Renova RN, o ex-prefeito de Almino Afonso, Lawrence Amorim (SD), terminou eleição com 10.153 votos em Mossoró. Seu tio e também ex-prefeito do mesmo município, o médico Bernardo Amorim (Avante), foi eleito à Assembleia Legislativa com 42.049 votos, o terceiro mais votado à Casa. Só em Mossoró, ele obteve 4.543 votos. Os dois, mesmo em faixas político-eleitorais distintas, querem participar das discussões políticas em Mossoró, com vistas ao pleito de 2020. Muito do que acontecerá adiante, logicamente, dependerá do resultado do segundo turno.
EM PAUTA
Cartola – O espetáculo teatral-musical “Cartola simplesmente divino” vai ser apresentado à noite da próxima quinta-feira (18) no Teatro Riachuelo, no Midway Mall em Natal. Retrata a vida e a arte do compositor Cartola.
Dom Mariano – Dom Mariano Manzana, sexto bispo de Mossoró, completará 14 anos de bispado nessa quarta-feira (17). Sua posse aconteceu no dia 17 de outubro de 2004, na Catedral de Santa Luzia.
Advogados – A disputa pela controle da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, promete ser mais acirrada do que nunca este ano. As eleições vão ocorrer no próximo mês.
Dia 12 – Marília Mendonça, a dupla Zé Neto & Cristiano e Cavaleiros do Forró serão as trações da tradicional festa do dia 12 de Dezembro, véspera do feriado de Santa Luzia em Mossoró. A promoção é da empresa Gondim & Garcia.
SÓ PRA CONTRARIAR
Eleição no RN é baseada no artificialismo estratégico antipetismo x antioligarquias. Assim, nenhum dos lados precisa tratar do que realmente interessa.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Prepare-se: o horário de verão começará no dia 4 de novembro próximo. Relógios precisarão ser adiantados em uma hora. Nós, desse lado de cá, ficaremos com um cochilo a mais.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Walter Gomes (Brasília), Paulinho Almeida (Mossoró) e Jânio Rêgo (Feira de Santana-BA).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (01/10) clicando AQUI.
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Ainda temos o voto obrigatório, facultativo, em branco, além do nulo, proporcional e majoritário…
Para 2010 a moda será o voto “Geni”, aquele dado para qualquer um, por qualquer coisa, sem respeito a qualquer princípio ético ou moral.
Nota do Blog – Esse texto e título acima foram publicados no dia 19 de janeiro de 2010, em plena campanha às eleições estaduais daquele ano. Veja AQUI.
Podemos dizer que tudo segue como dantes, mas numa degradação ainda pior.
Os tempos são outros e muito mais difíceis à sobrevivência política.