Nesse trecho da entrevista que concedi ao programa PodFalar, da Super TV (Mossoró), na quarta-feira (10), comento hipótese de Mossoró eleger até quatro deputados estaduais.
Faço uma reconstituição histórica, apontando que essa marca foi obtida em 1974. Mas, já em 2014, não houve sequer um eleito que tivesse o município como principal base.
Acompanhe o bate-papo com os âncoras Saulo Vale e Jailton Magalhães.
P.S – Uma correção à minha fala e memória: em 1978, só Carlos Augusto Rosado foi eleito.
A pergunta foi-me feita durante participação à noite dessa segunda-feira (8), no programa “Cenário Político”, da TCM Telecom, Canal 10:
Assembleia Legislativa do RN tem formação com 24 vagas para deputado estadual (Foto: João Gilberto/atquivo)
– Quais seriam os nomes que em sua opinião podem ser eleitos a deputado estadual em Mossoró nas eleições deste ano?
Bola de cristal a gente não tem. Citamos alguns com bom potencial, mas claro que outros não lembrados podem chegar, ocupando vagas na Casa que tem 24 cadeiras parlamentares.
È possível que três ou até quatro sejam eleitos a partir da base Mossoró, coisa rara na história do município, em termos de eleições à Assembleia Legislativa do RN.
Em quase 50 anos, a partir de 1974, Mossoró sempre teve boa representatividade – em média com dois deputados (veja AQUI), à exceção de 2014 que não elegeu ninguém.
Em 1974, os eleitos foram os seguintes: João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho. Quatro, portanto.
De lá para cá, em outras três eleições foram três eleitos:
1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado;
1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini;
2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini.
Em 2018, último pleito, Allyson Bezerra (Solidariedade) e Isolda Dantas (PT).
Agora, faça suas apostas e vote.
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João Newton, deputado eleito em 1974 (Foto: arquivo)
Mossoró caminha para fazer pelo menos três deputados estaduais este ano, podendo até alcançar marca maior: quatro. Difícil, mas não impossível.
São nomes que têm o município como sua principal base eleitoral, que se diga.
Em 2018, vieram as novidades Allyson Bezerra (Solidariedade) e Isolda Dantas (PT). Ele, dois anos depois ganhou eleições “improváveis” à prefeitura.
Ao longo de décadas, Mossoró costumou emplacar eleitos à Assembleia Legislativa, o que não ocorreu em 2014. À ocasião, não vingou ninguém.
Os dois deputados que tentaram a reeleição à época, Larissa Rosado (PSB, hoje no União Brasil) e Leonardo Nogueira (DEM), não obtiveram êxito. Uma engenharia política posterior é que permitiu que Larissa, como suplente, fosse empossada e efetivada em 2017. Já em 2018 ela não se reelegeu.
Eleitos de 1974 a 2018 tendo Mossoró como base
1974 – João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho;
1978 – Carlos Augusto Rosado
1982 – Jota Belmont e Carlos Augusto Rosado
1986 – Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado
1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado
1994 – Frederico Rosado e Francisco José (pai)
1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini
2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini
2006 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira
2010 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira
2014 – Nenhum
2018 – Allyson Bezerra e Isolda Dantas
Quatro mais um
Em 1974, pelo menos quatro deputados ganharam eleição à AL a partir de Mossoró. Foram eleitos João Newton da Escóssia (Arena) e Alcimar Torquato (Arena), com apoio do deputado federal Vingt Rosado (Arena). O primeiro, cunhado do parlamentar; o segundo, médico, natural de Luís Gomes, mas que há mais de uma década tinha vida profissional ativa entre os mossoroenses.
Luís Sobrinho (MDB) e Assis Amorim (MDB), apoiados pelo ex-governador cassado Aluízio Alves (MDB), também foram eleitos no mesmo ano a partir de Mossoró.
Ainda aconteceu a reeleição do médico Dalton Cunha (Arena). Era mossoroense da gema, mas tinha como base principal de votos o município de Apodi e adjacências.
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Faleceu nessa quarta-feira (11), em Natal, o médico, ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) Alcimar Torquato de Almeida. Ele tinha 79 anos.
Natural de Luís Gomes-RN, deputado estadual com dois mandatos a partir do pleito de 1974, ele foi nomeado como conselheiro do TCE/RN pelo então governador José Agripino, no dia 12 de abril de 1983.
Exerceu a titularidade de todas as instâncias e funções diretivas do colegiado por mais de 28 anos: presidente de Câmaras, Corregedor e Vice Presidente. Presidiu o TCE por quatro diferentes mandatos.
Deixou o colegiado em 23 de setembro de 2011. Depois presidiu a Junta Comercial do RN (JUCERN), na gestão da então governadora Rosalba Ciarlini.
Era uma pessoa com largo círculo de amizades.
Que descanse em paz.
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No início de fevereiro de 2019, a Assembleia Legislativa do RN, já com seus novos ocupantes à legislatura 2019-2022 vai escolher os membros de sua nova Mesa Diretora. Até lá, não faltarão favoritos e nome “certo” à presidência da Casa. Mas o adjetivo “certo’ nem sempre se encaixa nos fatos.
Ezequiel conseguiu eleição surpreendente em 2015, quando Ricardo Motta estava "certo" (Foto: João Gilberto)
É comum em eleições internas no parlamento, que aconteçam surpresas, reviravoltas e decisões alheias a prognósticos antecipados com muita antecedência. A história é quem conta.
O atual presidente da Casa e tido como provável eleito-reeleito em fevereiro, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB, à época no PMDB), é a prova viva de que está com eleição certa não é uma garantia. Ele correu por fora e foi eleito em 2 de fevereiro de 2015 à unanimidade dos votos.
Costuras silenciosas descartam Ricardo Motta
Até algumas horas antes, Ricardo Motta (PSB, à época no Pros) estava certo de sua eleição/reeleição. A contabilidade variava entre 16 e 18 votos assegurados. Nos bastidores, uma costura política silenciosa envolveu até o governador Robinson Faria (PSD), que antecipou retorno de viagem a Natal e fechou alguns apoios a Ezequiel.
Nessa narrativa, o prefeito mossoroense à época, Francisco José Júnior (PSD, hoje sem legenda), cumpriu missão pontual para reforçar a eleição de Ezequiel. E assim aconteceu. Motta ficou praticamente sozinho.
Depois, Ezequiel foi reeleito para o atual biênio, sem maiores dificuldades ou mínima oposição.
Em 1989, o deputado Vivaldo Costa surpreendeu Paulo de Tarso Fernandes, num tessitura nos intramuros desse poder, que teve como um dos principais arquitetos o deputado Carlos Augusto Rosado. Fernandes estaria eleito por aclamação, porém saiu derrotado. Sua decepção com os acontecimentos que marcaram esse episódio foram tão grandes, que acabou até mesmo desistindo da política.
Carlos Augusto: gosto dos Maias (Foto: AL)
Nunca mais foi candidato à nada.
Eleição perdida num almoço e a força dos Maias
Em 1987, o deputado Nelson Freire foi eleito presidente da AL como “zebra”, numa chapa fechada em tempo recorde. O então deputado Valério Mesquita costuma contar, até em tom jocoso, que enquanto foi a Macaíba para almoçar, perdeu a presidência para Freire.
No pleito interno de 1981, as costuras políticas partiram do próprio Palácio Potengi (então sede do Governo Lavoisier Maia) e da Fazenda São João (endereço do ex-governador Tarcísio Maia). Os Maias tinham interesse na eleição do deputado Carlos Augusto Rosado. Queriam fortalecer seu grupo em Mossoró e região, provocando racha no rosadismo.
Marcílio Furtado e o ex-presidente Alcimar Torquato duelavam pelo cargo, mas Carlos acabou ungido. Adiante, distanciou-se da liderança dos tios Dix-huit Rosado (prefeito) e Vingt Rosado (deputado federal).
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Mossoró já chegou a determinar a eleição de quatro deputados estaduais num único ano. Foi em 1974, há 43 anos. Um feito raro. Poderá ser repetir no próximo ano, mas é precipitado se fazer um vaticínio nesse sentido.
João Newton: 1974 (Foto: arquivo)
O excelente resultado contrasta com o fenômeno de 2014: nenhum candidato nativo do município chegou ao êxito nas urnas.
Em 2014, os deputados mossoroenses que tentaram a reeleição, Larissa Rosado (PSB) e Leonardo Nogueira (DEM), fracassaram. Nenhum novato local vingou.
Quem se sobressaiu, com votos determinantes de Mossoró à eleição-surpresa, foi o ex-prefeito areia-branquense Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, que tem laços familiares, profissionais e estudantis com a cidade. Cerca de 18% dos seus votos foram do eleitorado local.
Em 1974, foram eleitos João Newton da Escóssia (Arena) e Alcimar Torquato (Arena), com apoio do deputado federal Vingt Rosado (Arena). O primeiro, cunhado do parlamentar; o segundo, natural de Luís Gomes, mas que há mais de uma década atuava na medicina local.
Eleitos de 1974 a 2014 tendo Mossoró como base
1974 – João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho;
1978 – Carlos Augusto Rosado
1982 – Jota Belmont e Carlos Augusto Rosado
1986 – Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado
1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado
1994 – Frederico Rosado e Francisco José (pai)
1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini
2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini
2006 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira
2010 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira
2014 – Nenhum
“De quebra”, ainda teve a reeleição do médico Dalton Cunha (Arena). Era mossoroense da gema, mas tinha como base principal de votos o município de Apodi e adjacências.
Luís Sobrinho (MDB) e Assis Amorim (MDB), apoiados pelo ex-governador cassado Aluízio Alves (MDB), também foram eleitos no mesmo ano a partir de Mossoró.
Frederico: 1990 (Foto: Arquivo)
Um dado interessante dessa lista de eleitos: nenhum era da família Rosado. Depois de 1974, em todas as eleições essa oligarquia elegeu membros seus à Assembleia Legislativa, à exceção de 2014.
Derrocada
Em 2018, com um cenário político extremamente confuso, Mossoró pode ter uma profusão de candidaturas à Assembleia Legislativa. Há possibilidade de repetir 1974 ou ficar num meio-termo.
Porém é pouco provável que se veja uma reedição de 2014. Três candidaturas do clã Rosado a deputado estadual, desgaste político da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), a prefeitura nas mãos de um adversário dos Rosados (prefeito Francisco José Júnior) e escassez de recursos para financiamento de campanhas, foram alguns dos fatores que desenharam a derrocada à época.
Alguém pode sobrar
Mesmo assim, a conjuntura que se forma para o próximo ano poderá gerar surpresas, principalmente porque após se reunificar parcialmente, o clã Rosado tentará eleger quadros familiares num contexto completamente diferente do passado recente e tempos mais remotos.
O “maior eleitor” mossoroense, a Prefeitura Municipal de Mossoró, historicamente não tem elegido mais do que um deputado estadual por pleito. Preliminarmente, não há qualquer pré-candidatura Rosado se formando na oposição, mas pode surgir a figura da ex-prefeita Fafá Rosado (ainda no PMDB).
No governismo, as primas Larissa Rosado e Lorena Rosado (PP) – filha da prefeita Rosalba e secretária do Desenvolvimento Social do município, tendem a ser candidatas no mesmo palanque. Alguém pode sobrar.
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Gilberto teve ascensão difícil ao TCE (Foto: Jorge Filho)
O geólogo e ex-secretário da Agricultura da Prefeitura de Mossoró, além das pastas de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (SEARA) e Recursos Hídricos do Estado, Gilberto Jales, assumiu hoje (veja AQUI) a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN).
Sua posse nesse órgão ocorreu em 2013, terceiro ano da gestão da então governadora Rosalba Ciarlini (PP).
Visto como profissional competente e íntegro, Gilberto Jales foi eleito no último dia 6 à Presidência do TCE, biênio 2017-2018.
Natural de Messias Targino, ele teve seu nome indicado para esse órgão técnico no dia 12 de abril de 2013, quando Rosalba fez essa formalização à Assembleia Legislativa. Depois de sabatinado e aprovado pela Casa, Jales foi empossado no dia 8 de maio do mesmo ano (veja AQUI).
Desde setembro de 2011, com a aposentadoria compulsória do ex-deputado estadual Alcimar Torquato, que a vaga no TCE estava aberta. Quase 18 meses. Poucos conhecem os bastidores até a posse de Gilberto em maio de 2013 no TCE. Narremos.
Ruth Ciarlini e Fafá Rosado
Gilberto Jales é sobrinho do ex-vereador e ex-deputado estadual Manoel Mário de Oliveira. Ambos são homens de extrema confiança do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, marido de Rosalba.
À época da indicação de Gilberto Jales, Carlos Augusto era secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado.
A ascensão de Gilberto Jales causou mal-estar até familiar no rosalbismo. Rosalba tinha preferência por sua irmã e ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM, à época). Carlos entendeu como mais sensato o nome de Jales.
Em maio de 2013, Rosalba (governadora) acompanha posse de Jales no TCE (Foto: Demis Roussos)
Antes disso, o próprio grupo rosalbista tinha costurado hipótese de indicar ao TCE a prefeita Fafá Rosado (DEM, à época, hoje no PMDB). Entre o final de 2011 e primeiro quadrimestre de 2012, trabalhou-se a renúncia de Fafá da Prefeitura, em troca da sua indicação ao TCE.
A vice, Ruth, assumiria para ser candidata a prefeito em 2012. Apesar de “tudo certo”, Fafá recuou. Quem terminou sendo candidata a prefeito pelo grupo foi a vereadora Cláudia Regina (DEM), posteriormente cassada.
Veja AQUI como foram os bastidores políticos no rosalbismo, até a escolha, indicação e nomeação de Gilberto Jales, em postagem da época.
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O geólogo e ex-secretário da Agricultura da Prefeitura de Mossoró, além das pastas de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (SEARA) e Recursos Hídricos do Estado, Gilberto Jales, é o nome indicado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para ocupar vaga em aberto desde setembro de 2011 no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O secretário-adjunto do Gabinete Civil, Galbi Saldanha, entregou há pouco mais de uma hora na Assembleia Legislativa, documento formalizando a indicação.
Jales deverá substituir o ex-deputado estadual Alcimar Torquato, que se aposentou compulsoriamente do TCE há mais de 18 meses e desde o primeiro semestre do ano passado é titular da Junta Comercial do Estado (JUCERN).
Gilberto Jales é sobrinho do ex-vereador e ex-deputado estadual Manoel Mário de Oliveira, homem de extrema confiança do ex-deputado estadual, marido da governadora e atual secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Carlos Augusto Rosado (DEM).
Aguarde aí que o Blog trará bastidores exclusivos sobre essa escolha.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) continua com uma vaga aberta em seu colegiado. A situação é constrangedora e incomum. A vacância ocorre desde o final de setembro de 2011.
O espaço foi originado por aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato.
Já se passaram mais de 18 meses, ou seja, um ano e meio, de seu afastamento compulsório (devido ter atingido a idade de 70 anos). Um auditor da corte é quem tapa o “buraco” interinamente.
A indicação cabe à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), mas ela transformou o caso num rumoroso enredo de moeda eleitoreira. A princípio, era o trunfo da governadora para convencer a então prefeita mossoroense de direito, Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, a renunciar ao cargo, viabilizando candidatura a prefeito de sua vice e irmã de Rosalba, Ruth Ciarlini (DEM).
Bizarro
A manobra terminou sendo frustrada. Mesmo assim, a governadora não fez qualquer indicação após as eleições, mesmo tendo prometido fazê-lo antes do final do ano passado.
O caso fica ainda mais bizarro, porque nova vaga foi aberta com aposentadoria do conselheiro Valério Mesquita em novembro de 2012. Em menos de trinta dias houve escolha do deputado estadual Poti Júnior (PMDB) como seu substituto.
A posse de Poti aconteceu no dia 13 de dezembro.
Nunca ocorrera uma situação tão vexatória para o TCE, em se tratando de escolha de um de seus componentes.
O temor, é que a proximidade de nova eleição – em 2014 – termine renovando a possibilidade de outra vez o cobiçado cargo ser posto à mesa de negociações, com fins meramente eleitoreiros.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) estreia 2013 com mais uma promessa não cumprida. Continua em aberto a vaga para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que ela deveria preencher desde outubro de 2011, com a aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato.
Esse vácuo de mais de um ano e dois meses é um recorde na história do TCE e por motivos que depõem contra a imagem do seu próprio governo.
A indicação chegou a ser “amarrada” como moeda de compensação para convencer a então prefeita mossoroense Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, a renunciar ao cargo e viabilizar a candidatura à prefeitura da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM), irmã de Rosalba.
Apesar de ter dado a garantia da renúncia, Fafá ficou no cargo. O caso ganhou as manchetes da imprensa e o repúdio de setores do próprio TCE.
O enredo fica ainda mais nauseante, porque surgiu outra vaga no TCE com a aposentadoria do conselheiro Valério Mesquita há poucos meses e em poucas semanas houve preenchimento Foi escolhido o deputado estadual Poti Júnior (PMDB) para seu lugar.
Outra promessa feita pela governadora foi de que não indicaria um familiar para o lugar de Alcimar Torquato. Porém, como Ruth sobrou na disputa municipal, o comentário corrente desde o final do ano passado é de que ela será ungida para o TCE.
Nota do Blog – Nesse espaço de tempo ainda deu tempo do governo nomear ALcimar, ex-deputado estadual, para presidir a Junta Comercial do Estado (JUCERN).
O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em poucas semanas vai ganhar seu novo componente, saído da chamada lista do “Quinto Constitucional”, indicação feita pelos advogados do estado.
As eleições para a escolha acontecem hoje (veja postagem abaixo).
Já em relação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o lengalenga ainda não tem data para ser encerrado.
Faz mais de um ano que a governadora Rosalba Ciarlini “cozinha o galo” e não escolhe seu indicado, no lugar do conselheiro Alcimar Torquato (ex-deputado estadual), que se aposentou em outubro do ano passado.
Os Tribunais de Justiça da Paraíba, Paraná, Goiás e Mato Grosso anularam nomeações de conselheiros por caracterização de motivação politica e nepotismo.
No Rio Grande do Norte, a vaga de Alcimar foi transformada em peça de escambo político envolvendo a sucessão mossoroense, mas que acabou sendo frustrada.
O esquema previa que a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafa”, renunciasse ao governo para ensejar a candidatura da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) – irmã da governadora.
Só que Fafá terminou recuando da proposta, mantendo-se no cargo. Quem se viabilizou à candidatura e saiu vitoriosa nas urnas foi a vereadora governista Cláudia Regina (DEM).
Mesmo a manobra não se consumando, ficou o mal-estar e muita polêmica negativa ao governo e ao próprio TCE.
Nota do Blog – Vale ser ressaltado que nesse espaço de tempo, Alcimar já saiu do TCE e foi indicado para presidir a Junta Comercial do RN (JUCERN), órgão da esfera estadual.
Nos intramuros da Assembleia Legislativa e nos escaninhos da Governadoria, a indicação para novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) gera uma nova celeuma. Por enquanto, é assunto partilhado por poucos interlocutores, em sussurros.
Desde setembro do ano passado que o TCE tem vaga a ser preenchida, com a aposentadoria compulsória do conselheiro Alcimar Torquato. Essa vacância de tempo incomum, quase 10 meses, pode ganhar em nova dose de polêmica.
Pelo o que apurou o Blog, a indicação pode ser passada à Assembleia Legislativa, apontando para o nome da ex-deputada estadual e atual vice-prefeita de Mossoró, Ruth Ciarlini (DEM). Ela é irmã da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
É no parentesco com a governadora que começa o enredo caviloso. Com a indicação sendo feita pela AL, Rosalba estaria parcialmente poupada das críticas, por arrumar um emprego vitalício para a maninha, que não conseguiu viabilizar como candidata a prefeito de Mossoró este ano.
Desgaste
O problema, é que mesmo entre seus aliados na AL, Rosalba encontra resistência à manobra. O desgaste na imagem do governo não tem arrefecido e pode respingar na Casa.
É significativo assinalar que o escambo envolvendo o TCE já causou muitos estragos recentemente. A prefeita de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, chegou a admitir que estava negociando hipótese de renunciar para assumir o cargo. A manobra permitiria que Ruth assumisse a prefeitura e fosse candidata a prefeito.
As declarações de Fafá criaram profundo mal-estar. Para piorar, a prefeita também desistiu de sair antecipadamente do cargo. Mesmo assim, o episódio deixou arranhões no conceito do TCE e do próprio governo.
Foi precisamente no dia 22 de setembro de 2011, que o conselheiro Alcimar Torquato (ex-deputado estadual) participou de sua última sessão no TCE. Nesse tempo, já deu tempo para ele ocupar a direção da Junta Comercial do Estado (JUCERN), substituindo ao comerciante aposentado Pedro Alcântara Lopes, que pediu para sair.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) é composto por políticos aposentados, parentes ou indicados por eles. Confira a relação dos “julgadores” desses políticos.
Valério Mesquita foi prefeito de Macaíba, presidente da Fundação José Augusto (FJA) no Governo Tarcísio Maia, deputado pelo PDS e líder do governo Fernando Freire (PMDB).
Tarcísio Costa é irmão do ex-governador e atual deputado estadual Vivaldo Costa (PR), que ao lado dos irmãos Dadá e Bibi Costa foi também prefeito de Caicó.
Adélia Sales tem origens políticas na família na chamada Tromba do Elefante.
Carlos Fernandes é filho do ex-procurador Assis Fernandes nomeado para o TCE por José Agripino.
Paulo Roberto Alves, o “Papau”, é filho do senador Garibaldi Alves (pai) e irmão do ex-governador e atual ministro senador Garibaldi Filho, do PMDB. (Vale lembrar que foi secretário do governo do próprio Garibaldi Filho, seu irmão).
Marco Montenegro é sobrinho do ex-deputado Edgar Montenegro (PFL).
Renato Dias é filho do ex-deputado Adjuto Dias e irmão do ex-presidente da Assembleia Legislativa e deputado federal Álvaro Dias (PMDB).
E Alcimar Torquato (ex-deputado estadual), que foi um dos responsáveis pela lista dos “inelegíveis cedeu para Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM), a presidência da Assembleia Legislativa.
Aí como repórter, eu deixo a pergunta no ar: a lista (ficha suja) do “faz de contas” é isenta. Merece crédito. Não teve injunção politica?
Acontecerá nesta sexta-feira (01/06), ao meio-dia, a posse do novo Secretário de Estado do Turismo, Renato Fernandes, e do novo presidente da Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte (JUCERN), Alcimar Torquato.
A solenidade será presidida pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) no Auditório da Governadoria.
Alcimar: agora na Jucern
As nomeações dos novos auxiliares do Governo do RN foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (31).
Renato é uma indicação do PR do deputado federal João Maia e Alcimar atende a convite pessoal do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora.
O Turismo era ocupado pelo empresário Ramzi Elali e a Jucern pelo ex-comerciante Pedro Alcântara Alves Lopes. Ambos pediram demissão alegando questões pessoais.
O cearense de Pacajus, Renato Fernandes, é ex-vereador em Caraúbas e Mossoró, ex-secretário da Mobilidade do Natal (gestão Micarla de Sousa-PV) e teve passagem pela chefia de Gabinete de João Maia em Brasília. Também foi candidato a prefeito de Mossoró em 2008, além de diretor da Codern. Boa parte de sua atuação profissional como administrador de empresa é centrada no setor salineiro.
Já Alcimar é natural de Luís Gomes, formado em Medicina (psiquiatra). Foi eleito para duas legislaturas como deputado estadual (1975 e 1983), mas logo em 1983 foi nomeado para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), órgão técnico em que ficou até o ano passado.
Depois do profundo desgaste com a negociata que se formava, para levar a prefeita mossoroense Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), em troca de sua renúncia do mandato, o grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) muda de foco.
O nome que provavelmente será indicado é o do engenheiro químico Obery Rodrigues Júnior, atual secretário do Planejamento do Estado. Ele é uma pessoa da absoluta confiança do “rosadismo” e já atuara como secretário de Rosalba no período em que ela fora prefeita, além de compor sua assessoria no Senado – quando detinha mandato de senadora.
O desembarque de Obery Júnior no TCE vai encerrar uma longa polêmica e espera pela indicação, carregada de acontecimentos censuráveis de bastidores e negociações nada republicanas. O grupo de Rosalba chegou a cobrar a renúncia de Fafá, objetivando viabilizar a candidatura a prefeito da vice Ruth Ciarlini (DEM), irmã da governadora. Quando tudo parecia certo, a prefeita recuou e chegou a declarar à imprensa que existia conversa para a ‘troca’.
A vaga está em aberto desde setembro do ano passado, com a aposentadoria compulsória do conselheiro Alcimar Torquato, ex-deputado estadual.
Quem andou se saracoteando para a vaga, sonhando com a indicação de Rosalba, foi o professor e atual chefe de Gabinete Civil do Estado, José Anselmo de Carvalho. Ele, também um ex-auxiliar de Rosalba na Prefeitura de Mossoró, teve passagem pela equipe de Fafá Rosado e desde o ano passado chegou ao Governo do Estado, substituindo Manoel Pereira na pasta da Administração e Recursos Humanos.
O juiz classista aposentado, Pedro Alcântara Alves Lopes, continua na presidência da Junta Comercial do Rio Grande do Norte (JUCERN), órgão do segundo escalão da estrutura do Estado. Mas por poucos dias.
– Eu comuniquei na quinta-feira (26) a Carlos (Carlos Augusto Rosado-DEM) e Rosalba (governadora) que estava saindo. Ainda não apresentei formalmente o pedido. Mas eles me pediram para ficar mais alguns dias – relata “Pedrinho da Flama”, como é mais conhecido, em conversa à manhã de hoje com o Blog.
Segundo Pedrinho, sua demissão era para ter ocorrido até há mais tempo, ano passado mesmo, “mas eu vendo essa situação de crise no governo, com saída de algumas pessoas, não quis alimentar mais polêmica”.
Garantiu que não existe nenhuma conotação político-administrativa em sua decisão. “Eu não tenho vocação para o serviço público, reconheço. Estava sendo desgastante para mim”, afirmou. “É uma questão pessoal, só isso.”
Ele assinala, que saiu bastante satisfeito e sereno da conversa com Carlos e com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), na Residência Oficial do Estado, no bairro de Morro Branco.
– Ao me deixar à porta da casa, Carlos até me disse: ‘nossa amizade é maior ainda. Muito obrigado pela forma como você se comportou no governo’ – contou Pedrinho.
Para o lugar de Pedro Alcântara está definido o nome do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas Alcimar Torquato. Ele foi companheiro de Carlos Augusto Rosado na Assembleia Legislativa e ainda candidato a vice-prefeito de Mossoró em 1982. O jornalista e economista Canindé Queiroz fora o cabeça de chapa.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está sem um de seus membros titulares desde setembro do ano passado. São quase oito meses, um espaço de vacância em sua existência.
Foi precisamente no dia 22 daquele mês, que o conselheiro Alcimar Torquato (ex-deputado estadual) participou de sua última sessão na corte.
Apesar de ser um dos cargos públicos mais cobiçados no Rio Grande do Norte, a cadeira no plenário do TCE continua desocupada e envolta em polêmica. Não há prazo para que o novo ungido seja indicado pela governadora e até aqui, um auditor de carreira do próprio tribunal é quem cobre o vácuo.
Rosalba Ciarlini (DEM) chegou a se manifestar afirmando que não indicará qualquer parente seu para o lugar de Alcimar, mas participou de uma desgastante celeuma, com hipótese de nomeação da prefeita de direito mossoroense e sua aliada, a enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para o cargo, num escambo político.
A própria prefeita chegou a admitir, numa entrevista, que estava conversando o assunto. Ela renunciaria ao cargo de prefeita para deixar espaço à vice-prefeita e irmã da governadora, assistente social Ruth Ciarlini (DEM). Contudo, o esquema político de Fafá contrariou acordo com o grupo de Rosalba e a prefeita anunciou que não mais renunciará.
História
A história do TCE começou oficialmente em 12 de janeiro de 1961, data oficial da sua criação, no final do Governo de Dinarte Mariz. O colegiado foi formado inicialmente por Vicente da Mota Neto, “Motinha”, político mossoroense (presidente), Oscar Nogueira Fernandes, José Borges Montenegro, Lindalva Torquato Fernandes, Aldo Medeiros, Morton Mariz, Romildo Gurgel e como Procurador Geral do TCE, Múcio Vilar Ribeiro Dantas.
Eleito governador, Aluízio Alves – adversário de Dinarte Mariz – questionou sua criação e constitucionalidade e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O TCE levou a melhor.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) deverá ganhar um novo ‘conselheiro’.
Será o deputado estadual Leonardo Nogueira-DEM, em lugar de Alcimar Torquato – ex-deputado estadual.
Anote.
Adiante informo possíveis mudanças na Assembleia Legislativa e até na Câmara Municipal de Mossoró, caso se confirme a indicação do parlamentar mossoroense ao TCE.
Eis alguns dos requisitos a serem preenchidos à escolha e nomeação do futuro integrante do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em substituição ao aposentado conselheiro e ex-deputado estadual Alcimar Torquato:
– Reputação ilibada, notório saber jurídico, além de conhecimentos sobre economia, finanças, contabilidade e administração pública.
Se for da família Rosado e atualmente estiver no cargo de prefeito de Mossoró, caso da enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, aí tem praticamente 100% de chances de desembarcar no TCE.
Candidato a governador, o engenheiro mossoroense José Agripino Maia precisa de uma candidatura à Prefeitura de Mossoró, para lhe dar suporte em sua terra natal. O ano é 1982.
Muito amigo do professor-jornalista Canindé Queiroz, Agripino e seu pai – ex-governador Tarcísio Maia – acertam sua postulação a prefeito. Como vice, Alcimar Torquato, que depois viria a ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Canindé e Alcimar são dois legítimos exemplares da turma da manguaça.
Mesmo sabendo da chance “zero” de vitória, em face do favoritismo acachapante do ex-prefeito Dix-huit Rosado, os dois cumprem o script. Formam palanque para José e caem em campo, como podem, à cata de votos.
Zona rural do município, Canindé e Alcimar fazem caminhada corpo a corpo entre casas humildes e esquálidas bodegas, ziguezagueando entre cercas e animais domésticos.
De repente, Canindé olha para os lados e para trás. Não encontra seu vice.
Retrocede, pisa o mesmo caminho de volta e logo o localiza numa espécie de “copo a copo” numa mercearia, cercado de pinguços. O suficiente para o candidato a prefeito inflar, desapontado com a postura do vice:
– Porra! Que candidato é você que me deixa por aí? Quer beber sozinho, é?
O Governo Rosa ainda não sinalizou sobre a indicação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Vaga deixada pelo Dr. Alcimar Torquato.
Tribunais de Justiça da Paraíba, Paraná, Goiás e Mato Grosso anularam nomeações de Conselheiros por caracterização de motivação politica e nepotismo.
Nota do Blog – O governante nomeia alguém para um cargo, vitalício, com a obrigação desse indicado “fiscalizar” quem o nomeou, seus aliados nos municípios e câmaras municipais.
Parece algo sem maior seriedade, não é?
E realmente é assim. Não pode ser levado a sério.
É como numa decisão entre Palmeiras e Coríntians, um dos clubes tivesse a primazia de indicar o árbitro central.
Da coluna Nominuto (Diógenes Dantas, O Mossoroense):
Fafá no TCE
Os rumores são fortes. Comenta-se que está tudo acertado para Fafá Rosado (DEM), prefeita de Mossoró, assumir a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado após a aposentadoria de Alcimar Torquato.
Com a renúncia de Fafá, a ex-deputada Ruth Ciarlini assume o comando da prefeitura mossoroense.
O martelo deve ser batido nos próximos dias, com o retorno da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) de sua viagem aos Estados Unidos da América (EUA).