Jules Michelet é advogado da Câmara dos Deputados (Foto: Web)
Bacharel em direito pela Universidade Federal do RN (UFRN), doutor em direito tributário pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mestre em direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (UnB), o mossoroense Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva é o advogado da Câmara dos Deputados em mais um delicado imbróglio. Faz a defesa da Casa na questão do bloqueio de emendas de comissão no montante de R$ 4,2 bilhões – determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através de decisão monocrática do ministro Flávio Dino.
Com atuação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda (CARF), professor, escritor, poliglota (fala quatro línguas), Jules Michelet tem a tarefa de esclarecer e arrimar a “plena legalidade” adotada pelos líderes partidários na indicação das emendas. Nessa sexta-feira (27), fez a defesa da posição desse poder perante o STF.
Segundo ele, a “Casa seguiu as orientações apresentadas pelo governo federal.” O ministro Flávio Dino sustentou sua decisão ao assinalar que faltavam “transparência e rastreabilidade” às emendas.
Ex-procurador da Fazenda Nacional em Brasília, Jules Michelet é filho do jornalista/economista/professor Canindé Queiroz (in memoriam), fundador do extinto jornal Gazeta do Oeste, com a promotora pública aposentada Maria Emília Lopes Pereira.
Nota do Blog – Mês passado, em Brasília, onde estive cerca de cinco dias a trabalho, encontrei-me com Jules casualmente. Rebobinei um tempo em que o via chegar à Gazeta do Oeste, menino ainda. Desde cedo, além de brinquedos comuns à infância, era nítido seu apego aos livros – como assim ocorria com o pai. Hábito salutar da boa extração.
Ave, Jules!
Veja AQUI matéria completa sobre o assunto das emendas bloqueadas, em que é citado o papel de Jules Michelet.
Aldaci de França agradece escolha ao alado de membros da Amol (Foto: cedida)
Nesse 20 de novembro de 2024 ocorreu mais uma eleição na Academia Mossoroense de Letras (AMOL). Pleito escolheu através do voto direto um acadêmico para ocupar a cadeira 36, antes preenchida pelo intelectual, jornalista e imortal Canindé Queiroz.
Me inscrevi para concorrer no certame em que outras pessoas identificadas com a literatura manifestaram o mesmo desejo, mas desistiram de providenciar as suas inscrições, ou seja, tornei-me candidato único. E como tal, fiquei entusiasmado e apostando numa possível eleição.
Porém, nunca e jamais pensei que o meu nome como homem de cultura (atuante na poesia escrita e na poesia oral, através do difícil ofício de fazer repente) fosse tão expressamente reconhecido pelos que fazem a Amol.
É fato que, concluída a apuração dos votos, constatou-se que de 20 votantes, 19 sufragaram o meu nome, havendo somente uma abstenção, ou seja, faltou pouco para a unanimidade.
Confesso, que com tal resultado fiquei surpreso, e, ao mesmo tempo, consciente do peso da responsabilidade que passo a ter em corresponder às expectavas dos (as) que me elegeram acadêmico.
Indubitavelmente, a referida Academia é o ponto mais alto da nossa literatura, tendo em vista a qualificação cultural dos seus membros atuais e dos que já por essa instituição passaram e deixaram seu legado literário e cultural.
Daqui para a frente, cabe a mim entrar no ritmo desses intelectuais, aprender com eles e também colaborar para o crescimento cultural da Amol. Ao mesmo tempo, defender os valores culturais de nossa civilização, haja vista a importância dessa identidade.
Diante do exposto, manifesto minha GRATIDÃO aos integrantes da Amol, palavra que sintetiza e diz melhor o que sinto.
Aldaci de França é poeta repentista, escritor, cordelista e coordenador do Festival de Repentistas do Nordeste no Mossoró Cidade Junina (MCJ)
Evento ocorreu no pátio da Reitoria da Uern (Fotos: BCS e Uern)
Na tarde dessa quinta-feira (29), a Academia Mossoroense de Letras (AMOL) realizou solenidade em homenagem ao ex-presidente da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN) e membro da entidade, jornalista Canindé Queiroz, falecido em 7 de abril de 2022 (relembre AQUI). O evento aconteceu no pátio da Reitoria.
A iniciativa fez parte do projeto “Quinta Cultural,” desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
O escritor e acadêmico da Amol, Geraldo Maia, discursou em exaltação ao homenageado, traçando sua biografia e papel como componente da entidade, além de desfiar sua longa atividade como jornalista e fundador do jornal Gazeta do Oeste.
O presidente em exercício da Amol, Filemon Pimenta, conduziu a sessão solene e abriu processo para inscrição de concorrentes à vaga deixada por Canindé Queiroz.
O vice-reitor da Uern, Chico Dantas, classificou a Quinta Cultural como um espaço de encontro e uma alegria prestar homenagem a Canindé Queiroz. “Estamos num espaço voltado para a cultura e a arte, além da comunicação, que era uma área muito importante para esse grande comunicador,” definiu.
O Quinta Cultural contou com presença de diversos acadêmicos da Amol e de outras entidades culturais, amigos de Canindé Queiroz, escritores, bem como representantes da Uern. Também ensejou a apresentação de poetas e outras atividades.
Nota do Blog Carlos Santos – Compareci à Quinta Cultural, uma iniciativa de extensão que interliga e conecta a Uern com o mundo – além de suas paredes. É extensão na prática, naquilo que talvez melhor represente nossa identidade, através das mais diversas manifestações de cultura, arte, inteligência e memória. Rebobinar o tempo, voltar anos e décadas, no fio da história de Canindé Queiroz, fez-nos bem.
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Canindé Queiroz criou e dirigiu o extinto jornal Gazeta do Oeste (Foto: arquivo BCS)
O projeto Quinta Cultural, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), recebe, na próxima quinta-feira, 29, às 16h, no pátio da Reitoria, os acadêmicos da Academia Mossoroense de Letras (AMOL). Será realizada sessão solene de homenagem póstuma ao jornalista, ex-reitor da Uern e acadêmico Francisco Canindé Queiroz e Silva, falecido em abril de 2022.
A sessão solene contará com a presença de acadêmicos, amigos e familiares do homenageado, e também com discurso especial do acadêmico Geraldo Maia do Nascimento. Na oportunidade, será oficialmente declarada vaga a cadeira 36 da Amol, ocupada anteriormente por Canindé Queiroz e que tem como patrono o imortal Manoel de Almeida Barreto. Com o rito, a Academia anunciará a abertura de inscrições para interessados(as) em ocupar a cadeira.
De acordo com o presidente em exercício da Amol, Filemon Rodrigues, realizar a sessão no pátio da Reitoria da Uern tem simbologia importante devido à relação histórica entre o homenageado e a instituição.
Canindé Queiroz
Fundador do jornal Gazeta do Oeste, Canindé Queiroz foi professor da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FURRN), e a presidiu no período em que os cargos de reitor e presidente eram ocupados por pessoas diferentes, sendo o primeiro responsável pela parte administrativa e o segundo pela pedagógica.
Canindé presidiu a Fuern entre fevereiro de 1973 e junho de 1975 durante o reitorado da professora Maria Gomes de Oliveira. Ele foi professor e diretor da Faculdade de Ciências Econômicas (Facem).
Fez história à frente do jornal Gazeta do Oeste e da coluna “Penso. Logo…”.
Foi vice-prefeito de Mossoró entre 1973 e 1977 e candidato a prefeito da cidade, em 1982. Morreu em abril de 2022, aos 79 anos.
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O editor desta página e o verdadeiro “mito – Inácio Rodrigues, o “Pé-de-quenga” (Foto: BCS)
Encontro casual nesta quarta-feira (13) com o “mito” Inácio Rodrigues, o “Inácio Pé-de-quenga”, 63 anos, imortalizado por Canindé Queiroz na coluna “Penso, logo…”.
Inácio foi objeto de notas de Canindé em centenas e centenas de publicações, sempre bem humoradas. Ficou tão famoso que muitas visitas/entrevistados ao chegarem ao Gazeta do Oeste queriam conhecê-lo pessoalmente.
Era assessor direto de Canindé Queiroz para tudo e qualquer coisa e virou uma pessoa tão próxima, que ficou indispensável. Mesmo assim, várias vezes seu chefe tinha erupções de humor e o mandava embora para, imediatamente, ordenar sua volta.
Não conseguia viver sem ele.
Eu tenho cada história dessa relação entre os dois…
Inácio faz parte de minha vida e história até hoje. Do Gazeta do Oeste. Mito de carne e osso, com popularidade consagrada até nossos dias.
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Remexendo gavetas e papéis encontro uma velha foto amarelada pelo tempo. Não sei precisar data, mas acredito que início dos anos 90, no lugar em que mais fui feliz profissionalmente, onde mais aprendi, carregado de todos os sentimentos do mundo – a redação do Gazeta do Oeste.
Foto de autoria de Argemiro Lima, redação do Gazeta do Oeste, início dos anos 90
Tudo feito de paixão pelo que me arrebata até hoje: o jornalismo.
O registro não é de nostalgia, mas de realização plena por poder olhar para trás com encantamento e leveza, sem um pingo de amargura. Vendo o amanhã com os olhos que ainda brilham, lacrimejam até, por fazer a mesma coisa há quase 37 anos.
Nem me prendo às dores, dissabores, ingratidões e cicatrizes. Tudo vale a pena. Ser intenso, denso, exatamente o que sou, tem um preço que topei pagar até hoje. Posso pagar.
Há alguns anos numa prosa regada a café, em Natal, o amigo jornalista Vicente Serejo reproduziu para mim um diálogo que teve, à época dessa foto, com Canindé Queiroz, diretor-fundador do Gazeta do Oeste. Emocionei-me.
Entre uma baforada e outra em cigarros em série, Canindé resmungou que seu diretor de redação, eu, era muitas vezes indócil, batia de frente com ele na condução editorial do impresso.
– Então, por que você não o demite, Canindé? – indagou Serejo.
– Porque ele é apaixonado por isso aqui, cuida como se fosse dele. Como vou demitir?
Foi assim…
Carlos Santos é o criador do Canal BCS (Blog Carlos Santos) e ex-editor político, ex-editor-geral e ex-diretor de redação do extinto Gazeta do Oeste
*Texto originalmente publicado em meu Instagram pessoal no último dia 24 de fevereiro.
Faleceu à madrugada dessa quinta-feira (7), no Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró, o professor, economista, consultor político, ex-presidente da Fundação Universidade Regional do RN (FURRN, hoje UERN), ex-vice-prefeito e jornalista Canindé Queiroz, 79.
Faria 80 anos no próximo dia 14.
Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: Reprodução Canal BCS)
Ele estava internado desde a noite de terça-feira (5), quando começou a ter falta de oxigenação. Constatou-se avanço de uma infecção e logo acomodado em leito de UTI, sendo intubado. Veio a óbito como desdobramento desse problema.
Canindé deixa seis filhos, nove netos e a viúva, promotora de Justiça aposentada Maria Emília Lopes Pereira.
O velório acontecerá na Capela São Vicente, centro da cidade, com família estimando que tenha início às 13h. O sepultamento será às 8 horas de amanhã (sexta-feira, 8), no Memorial Jardim das Palmeiras, Mossoró.
Polemista
Francisco Canindé Queiroz e Silva morre justamente no Dia do Jornalista. Fundou o jornal (já extinto) Gazeta do Oeste em 30 de abril de 1977, transformando sua coluna “Penso, logo…” num fenômeno de leitura e repercussão em todas as classes da pirâmide social.
Polemista, iconoclasta, por vezes inconsequente, Canindé e seu impresso foram durante décadas uma marca forte da imprensa do RN defendendo grandes causas. Sua sala no jornal – sede na Avenida Cunha da Mota, centro de Mossoró -, foi por muito tempo um ponto obrigatório de circulação das figuras mais influentes da política, economia e outros segmentos da atividade humana do RN e país.
Era um homem de extremos e extremado. Sem rodeios. Intenso e incomum.
Nota do BCS (Blog Carlos Santos) – Estou tentando me refazer. Para mim é uma perda sofrida, por tudo que vivi e vivemos. São tantas histórias, algumas cômicas, outras de alegria contagiante, muitas tensas, que não caberiam num livro. Nem os sentimentos envolvidos, de paixão comum pelo jornalismo e nosso jornal. Afinação, desafinação, arengas, reconciliações; tem de tudo um pouco nesses anos todos. Também choros comuns ou a distância. De minha parte, só gratidão pelos momentos mais marcantes de minha vida, que me trouxeram até aqui com o mesmo apetite para ser jornalista até o último suspiro. Enquanto der, dará. Beijos. Vá em paz!
Vídeos acima foram veiculados no programa “Mossoró de Todos os Tempos (MTT)”, da TV Cabo Mossoró (TCM), com apresentação do professor e ex-reitor da Uern Milton Marques de Medeiros, veiculados em 2003, há quase 20 anos.
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Prefeito Dix-huit Rosado, professora Maria Gomes e o presidente da Furrn, Canindé Queiroz (Foto: arquivo)
A consulta à comunidade acadêmica para escolha dos novos ocupantes da reitoria e vice-reitoria da Universidade do Estado do RN (UERN) acontecerá no dia 14 de abril. Entretanto, o processo eleitoral está em andamento, com chapas já formadas, pré-campanha e muita movimentação de bastidores.
Três composições estão afiando estratégias e ações à conquista da vitória. A chapa com os professores Cicília Maia (reitoria) e Chico Dantas (vice-reitoria) pode levar uma mulher à reitoria, após 21 anos. São nomes situacionistas. O vice, a propósito, escolhido há poucos dias.
Pela oposição, dois professores encabeçam as chapas apresentadas até agora: Adalberto Veronese (reitoria)-Maria José Vidal (vice-reitoria) e o professor Paulinho Silva (reitoria)-Kelânia Freire (vice-reitoria).
História e simbologia
Embora a vice-reitora Fátima Raquel esteja no exercício do cargo desde outubro do ano passado, após licença do reitor Pedro Fernandes, a última mulher eleita para a função foi a professora Maria das Neves Gurgel de Oliveira Castro, que administrou a Uern entre 1993 e 1997.
A presença de mulheres à frente da universidade tem sua simbologia. A apodiense Maria Gomes de Oliveira (falecida em 2 de fevereiro de 2015, aos 85 anos) foi a primeira reitora da Uern, entre 1973 e 1977, e primeira do país. Foi nomeada pelo então prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho.
Líder do rosalbismo, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, em rara aparição pública, revelou a metodologia que há décadas ajuda-o a colecionar vitórias na política de Mossoró e do Rio Grande do Norte.
Carlos Augusto Rosado (centro) deu a pista para vitórias: pesquisa, pesquisa, pesquisa... (Foto: Edilberto Barros)
Indagado na mesa redonda Campanhas Memoráveis (veja AQUI e AQUI), nessa quinta-feira (17) à noite, sobre o que determinou o lançamento da então pediatra Rosalba Ciarlini (PDT à época, hoje no PP) à Prefeitura de Mossoró, em 1988, foi seco:
– Pesquisa, meu caro. Pesquisa.
Deixou no ar o ensinamento que, para vencer na política, o pragmatismo e a racionalidade devem se sobrepor à paixão e ao amadorismo.
Como diria o jornalista Canindé Queiroz (do extinto Gazeta do Oeste), em mais uma de suas criações lapidares, tudo precisa ser feito “com régua e compasso”.
O Campanhas Memoráveis ocorreu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró, numa promoção do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN).
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Numa matéria de mais de 3 minutos e 15 segundos, do jornalista João Carlos Brito, a TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom) apresentou em sua programação jornalística o registro do fim da sede do jornal impresso Gazeta do Oeste. Foi demolida no último fim de semana.
A matéria jornalística aproveita fotos sobre o acontecimento que o Blog Carlos Santos registrou (veja: A ‘ultima’ edição do Gazeta do Oeste), além de entrevistar Maria Emília Lopes Pereira (diretora da empresa) e o editor desta página.
Atuamos no Gazeta do Oeste durante longos anos, em postos como repórter, editor, editor-geral e Diretor de Redação.
O periódico nascido em 1977 deixou de circular no final de 2015. Foi fundado pelo economista e professor Canindé Queiroz.
Veja no boxe constante nesta postagem a íntegra do registro da TCM-Telecom.
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O domingo (30) foi de demolição. O prédio-sede do jornal Gazeta do Oeste em Mossoró foi posto abaixo. Vai se transformar num estacionamento privado.
Ficava localizado no cruzamento da Avenida Cunha da Mota com Rua Frei Miguelinho, centro da cidade.
Imóvel foi demolido para dar vida a um estacionamento privado no centro da cidade (Foto: BCS)
Com ele, uma parte de minha história pessoal e profissional também se foi. Deixou de ter endereço físico, digamos.
Foi meu lugar laboral e sentimental durante longos anos. De muito aprendizado, que se diga.
O imóvel era a simbologia de um tempo vencido, passado, concluído. Mais do que importância histórica, ele possuía uma simbologia para mim e outros tantos que passaram por lá. Difícil explicar.
A última edição do jornal Gazeta do Oeste de Canindé Queiroz foi às ruas no dia 31 de dezembro de 2015. Comecinho de 2016, seus funcionários e o mundo foram avisados de que chegara ao fim (veja AQUI).
Sua primeira edição chegou às ruas em 1977. Foram quase 40 anos de trajetória como uma das mais importantes marcas do jornalismo do estado.
Definhou por vários fatores, mas em parte devido à própria asfixia generalizada – em todo o mundo – da indústria do jornal impresso.
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Há duas categorias de pessoas que, sobretudo no Rio Grande do Norte, merecem um debruçamento maior, uma atenção mais atenta, um enfoque mais aproximado: o inteligente e o sabido.
O inteligente é como o grão. Se não morrer, será infecundo. A fecundidade do sabido é feita na cotidianidade dos seus sonhos.
O inteligente é aritmético. Consegue sobreviver. O sabido é geométrico. Quase sempre vive sobre.
O inteligente é polivalente na ordem do conhecimento. O sabido, na ordem do aproveitamento.
O inteligente é grosseiro às vezes, mas humano, profundamente humano. O sabido se irrita, mas é sempre fino. Fino e aderente. Sobretudo ao poder. E quando eu falo em Poder, não me refiro pura e simplesmente ao Sistema. Me refiro ao poder, podendo. Feito de números. Sobretudo de números.
O inteligente pode ser desligado. O sabido, nunca.
O inteligente gosta de se encontrar com velhos amigos. O sabido prefere localizar novos. Se vão lhe render dividendos.
O inteligente é simples. O sabido é complexo. Chegar a ele, às vezes não é fácil. O mundo é dos sabidos. A vida, dos inteligentes. Na sua intensidade.
A ambição do inteligente é limitada. Porque limitada, nem consegue ser ambição. O sabido é, sobretudo, ambicioso, explicação maior do seu sucesso. O inteligente poderá ser sábio. O sabido, jamais.
A fé do inteligente é escatológica. Do sabido, circunstancial.
O inteligente não consegue ser audaz. A ousadia, porém, é o oxigênio do sabido.
O inteligente aguarda a morte como passagem; para o sabido, ela não é objetivo de cogitações.
O inteligente gosta de bibliotecas; o sabido, de computadores.
O inteligente sonha com Paris, escreve maravilhosamente sobre Paris, mas suas notas são escritas em Tibau ou na Redinha.
O sabido dorme em Lisboa, acorda em Hong-Kong e janta em Ponta Negra.
O inteligente sorri. E no sorriso se esboça a silhueta da paz. O sabido ri. E ri gostosamente.
O inteligente tem saudades; o sabido, nostalgia.
O inteligente mergulha no silêncio. O sabido vira taciturno.
O inteligente fica só, para estar com os outros; o sabido, para libertar-se deles.
O inteligente cria; o sabido amplia.
O inteligente ilumina; o sabido ofusca.
O inteligente pensa em canteiros de flores; o sabido, em projetos de reflorestamento.
O antônimo de inteligente é burro, de sabido é besta; às vezes (quem sabe) viram sinônimos.
Ser, para o inteligente é fundamental. Parecer, para o sabido é prioritário. E como vivemos no mundo das aparências, nele o inteligente não terá vez. Desde que mude os seus critérios. Aí então, aflora a crise do desencanto. É quando a mediocridade se entroniza, o supérfluo se instala e a inteligência se rende. A não ser que o inteligente se chame Unamuno, reitor imortal. Por isso, ele foi magnífico. Do contrário não teria sido reitor, mas feitor. E de feitores o Brasil está cheio. Sabidos, por sinal.
Sabido é Diógenes da Cunha Lima. Inteligente é Jarbas Martins.
Cascudo é inteligente. Sabida é sua entourage.
Inteligentes são Zila Mamede e Otto Guerra. Inteligente é Waldson Pinheiro. Inteligente foi Miriam Coeli. Inteligente é Padre Ônio (de Cerro Corá) e Dom Heitor (de Caicó). Inteligente foi Dom Costa (de Mossoró). Inteligente foi o pastor José Fernandes Machado. Inteligente é Anchieta Fernandes. Inteligente é Vingt-un.
O inteligente compra livros. O sabido, ações.
Para o sabido, as letras que realmente valem são letras de câmbio. Inteligente é quem trabalha para viver razoavelmente. Sabido é quem consegue que outros trabalhem para que ele viva maravilhosamente. O inteligente sua. O sabido transpira.
O inteligente acorda cedo. Para ele, Deus ajuda a quem madruga. O sabido acorda tarde. Outros madrugam por ele.
Sem o inteligente, o que seria do sabido?
Inteligentes são Manoel Rodrigues de Melo e Raimundo Nonato.
Sabido é Paulo Macedo. Também “imortal”.
Inteligente é Dorian Jorge Freire. Sabido é Canindé Queiróz.
Inteligentes são Eulício e Inácio Magalhães. Inteligente era Hélio Galvão.
Sabido é Valério Mesquita. Inteligentes eram José Bezerra Gomes e João Lins Caldas.
Inteligente foi Jorge Fernandes. Sabido, Sebastião.
Inteligente é Erasmo Carlos. Sabido é Roberto.
Inteligente foi Garrincha. Sua inteligência, porém, não foi além de suas pernas. Com elas, encantava. Sabido é Pelé. Transformou suas pernas em objeto de lucro. Não é a toa que a cidade de Garrincha se chama Pau Grande. E Pelé nasceu onde? Não foi em Três Corações? Ao mesmo tempo pode amar Xuxa, o Cosmos ou as audiências na Casa Branca.
Há um campo, porém, onde o número de sabidos é pródigo. Mas pelo menos hoje, eu não quero pensar nos inteligentes e sabidos quando se trata de competição eleitoral. Aqui, o sabido leva sempre vantagem.
Quem não se lembra de 74?
O inteligente não era Djalma? Sabido, porém, foi Agenor. E o povo do RN optou por quem? Pelo inteligente ou pelo sabido?
José Luiz da Silva, ex-padre, escritor (na foto, já falecido)
* Texto originalmente publicado no dia 14 de Agosto de 1983 no jornal “O Poti” e posteriormente no Blog Carlos Santos em 6 de Setembro de 2009.
Hoje (15 de novembro de 2017), faz 41 anos das eleições municipais de 1976 em Mossoró, ocorridas em pleno regime militar. O pleito foi vencido pela chapa João Newton da Escóssia (Arena)-Alcides Fernandes da Silva (Arena), o “Alcides Belo”, ambos já falecidos.
Mas além da vitória de João Newton, cunhado do então deputado federal e líder rosadista, Vingt Rosado (Arena), um episódio prosaico marcou o pleito àquele dia de feriado nacional: foi o caso do “fura pneu”.
À madrugada do dia 15 de novembro de 1976, um ‘comando’ oposicionista provocou o esvaziamento de dezenas de pneus de carros de familiares e aliados do grupo Rosado. Cerca de 280 veículos foram sinistrados.
O pleito começou sob essa atmosfera carregada, mas ao final não houve maiores incidentes.
João e Alcides sucederam Dix-huit Rosado (Arena) e Canindé Queiroz (Arena), eleitos à prefeitura em 1972. Não havia à época o instituto da reeleição, instituído apenas no final dos anos 90.
Eleições de 1976
– João Newton da Escóssia (Arena 1) – 20.165
– Leodécio Néo (MDB 1) – 10.840
– Assis Amorim (MDB 2) 6.970
– Antônio Rodrigues de Carvalho (Arena 2) – 1.327
– Maioria Pró-João Newton sobre a soma dos emedebistas – 2.355 votos.
Outra curiosidade da campanha de 1976 foi o casuísmo da “sublegenda”. Permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato ao cargo executivo em chapas diferentes, que se somavam. Era a fase do bipartidarismo (Arena e MDB).
A ideia do governo militar era sufocar a “oposição consentida”, feita pelo MDB, que possuía bem menor representatividade em todo o país, com condições raquíticas de lançar mais de um candidato a prefeito na maioria dos municípios.
* No vídeo acima constante desta postagem, Antônio de Pádua da Silva Cantídio, o “Coconha” (já falecido), relata detalhes do fura pneu, em entrevista em 2009 ao programa “Mossoró de Todos os Tempos”, da TV Cabo Mossoró (TCM), sabatinado pelo professor-médico-empresário Milton Marques. Coconha era vice de Assis Amorim em 1976. Veja a partir dos 5 minutos e 15 segundos.
Mesmo assim, em Mossoró o MDB apresentou duas chapas à sucessão de Dix-huit Rosado, encabeçadas por Leodécio Néo (MDB 1) e Assis Amorim (MDB 2), respectivamente. Apesar disso, a maioria isolada de João Newton sobre eles foi de 2.355 votos.
A Arena 2 ainda teve a chapa do ex-prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho, que somava em favor de João Newton.
“Toinho do Capim”, cognome político adesivado nele pelo aluizismo, já tinha sido prefeito nas eleições de 1958 e 1968. Essa segunda, com apoio do ex-governador Aluízio Alves.
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O Programa Mossoró de Todos os Tempos (MTT), que era apresentado na TV Cabo Mossoró (TCM), Canal 10, por seu criador – o professor/empresário/médico Milton Marques de Medeiros – não tem perspectiva de continuidade, em face de seu falecimento.
Milton Marques e Ribamar Freitas no MTT (Foto: divulgação)
Provocada pelo Blog Carlos Santos, a direção da TCM se pronunciou assim, sobre o assunto, através de sua Assessoria de Imprensa:
– Não há perspectiva de retorno do programa, pelo menos não para este ano. Ficou um programa gravado. Mas também ainda não é assunto debatido sobre possível exibição.
Entrevistas
O MTT era um programa de entrevistas com perfis de pessoas de Mossoró ou que se converteram à história da cidade, nos mais diversos setores de atividade e estamentos sociais. Foi criado, produzido e dirigido pela jornalista Lúcia Rocha nos primeiros anos.
Começou a ser gravado em novembro de 2003 e os primeiros programas foram ao ar em 2006, como nomes como Canindé Queiroz, Dorian Jorge Freire, Enéas Negreiros, Antônio de Pádua Cantídio (Coconha), Ribamar Freitas (Oba Restaurante), Anchieta Alves etc.
Milton Marques faleceu dia 22 de abril deste ano (veja AQUI).
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O jornal Gazeta do Oeste chegou ao fim. Decisão já fora tomada ano passado, há meses até. Vinha sendo adiada, empurrada com a barriga.
Sua diretora-geral, Maria Emília Lopes, hoje fez comunicado oficial a todo o quadro de empregados.
Sua última edição foi às ruas no dia 31 de dezembro de 2015.
Ao contrário de O Mossoroense (veja AQUI) que tomou igual decisão no final do ano passado, mas preservando a plataforma online, o Gazeta do Oeste abdica dessa possibilidade.
É o fim mesmo.
História iniciada em 1977 com Canindé Queiroz, portanto há quase 39 anos, foi a marca mais importante do jornalismo interiorano do estado no meio jornalístico – por muitos anos.
Definhou por vários fatores, mas em parte à própria asfixia generalizada – em todo o mundo – do impresso.
Nota do Blog – Que descanse em paz.
De mim, o agradecimento pela oportunidade de longa trajetória por lá, amizades que conservo até hoje.
Mágoas?
Nem dos que o utilizaram por incontáveis vezes para tentar me fazer mal e a meus filhos.
O último sacerdote católico da Diocese de Mossoró a ser fortemente sitiado pela política, partidária, foi o falecido Américo Simonetti.
Lá se vão mais de 43 anos.
Simonetti: recuo (Foto: arquivo)
Foi em 1972.
Ele era uma figura carismática, com enorme poder catalizador da massa. Jovem, de linguagem fluente e palatável, era um político em potencial.
Além do trabalho apostolar no púlpito, a sua voz através da Rádio Rural chegava a cada mossoroense de forma cativante.
Por pouco não era candidato a prefeito pelo então MDB àquele ano, contra a chapa Dix-huit Rosado-Canindé Queiroz, da Arena.
Terminou recuando, por não ter endosso da Igreja. Optou pelo sacerdócio até o final da vida.
A chapa peemedebista acabou sendo Lauro Filho-Emery Costa, esmagada pelos adversários com maioria de 4.199 votos.
Nos anos 30, o padre Luiz Ferreira da Cunha Motta, o “Padre Mota”, foi dirigente municipal por cerca de nove anos e nove meses. De lá até nossos dias, algumas tentações não foram suficientemente fortes para mover certas ‘montanhas’.
Hoje, essa tentação política ronda outra pessoa com batina em Mossoró.
Aguardemos os acontecimentos.
Tenha notícias de bastidores, mais ágeis, em nosso Twitter, clicando AQUI.
Há mais de duas semanas que empresários que comandam Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) e Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO) aguardam pelo menos um “sim” ou “não” do prefeito Francisco José Júnior (PSD).
Esperam sinal verde ou vermelho para audiência com ele.
Querem conversar sobre decreto que limita circulação de táxis e alternativos intermunicipais de outros municípios.
Até aqui, nem um “piu”.
Tragicômico.
Essa gente ou é muito paciente ou bastante trouxa.
Situação análoga ao leão, aquele grande felino que muitas vezes não sabe a força que tem.
O jornalista Canindé Queiroz costumava escrever, quando estava em seus melhores momentos e na plenitude da mente, que “um dia ainda vão roubar as torres da Catedral de Santa Luzia e ninguém dirá nada”.
O Jornal de Hoje do Natal, que circula há 18 anos, marcando sua trajetória sobretudo pela pluralidade de ideias e opiniões, circula em formato impresso pela última vez hoje.
Essa marca do economista e jornalista Marcos Aurélio de Sá vai seguir jornada na plataforma cibernética, ou seja, via Internet.
Já de Mossoró vem um exemplo de resistência.
O jornal Gazeta do Oeste atinge hoje seu 38º aniversário, cria do professor e jornalista Canindé Queiroz.
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) lançou hoje pela manhã o documentário “O Escrevinhador Provinciano”. É sobre o jornalista Canindé Queiroz.
Canindé: polemistaOcorreu no auditório do Departamento de Comunicação Social (Decom), no campus central, em Mossoró. Na ocasião, também houve lançamento do jornal-laboratório Officina.
O documentário foi produzido por estudantes do 7º período do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, na disciplina Agência Experimental em Jornalismo, e lança luz sobre um dos personagens mais importantes da história recente de Mossoró, sob os mais diferentes ângulos.
Gazeta do Oeste
O trabalho aborda não só Queiroz fundador do jornal Gazeta do Oeste e colunista de sucesso, mas sua faceta política, como vice-prefeito de Mossoró e articulador; acadêmico, presidente da então Furrn e professor na Uern; economista, bacharel em Direito; além da figura polêmica e controversa em décadas de jornalismo diário.
Recheado de depoimentos surpreendentes de amigos, familiares e ex-funcionários, o vídeo rememora fatos marcantes da vida e carreira de Canindé Queiroz.
O documentário foi orientado pela professora Márcia de Oliveira Pinto e executado pelos estudantes Valéria Lima, Marcielly Souza, Marília França, Talyze Rebouças, Aminadabe Costa, Vanessa d’Olivier e Regy Carte.
Foi encarado por muita gente como “ato falho”, ou seja, um pequeno deslize, a forma com que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tratou a deputada federal adversária Fátima Bezerra (PT), nessa sexta-feira (21), em evento ocorrido em Natal.
Fátima, com a "Rosa", contra Wilma? Sim, por que não? (Foto Tribuna do Norte em 10 de março de 2012, em que aparece também o então ministro da Educação, Aloízio Mercadante)
No lançamento da “Rede Simples”, no Sebrae, com a presença do ministro Guilherme Afif Domingos, a governadora utilizou a primeira pessoa do plural (nossa) para tratar a parlamentar, acrescentando uma “nomeação” popular ao possessivo:
Rosalba vive um inferno astral como administradora e no campo político. Transformou-se num estorvo para a maioria dos caciques, em especial aqueles que a apoiaram na eleição ao Governo do Estado em 2010.
É pouco provável até que seja candidata à reeleição, por força de questão judicial (inelegibilidade). Se insistir, não deve passar na convenção do DEM, que botou como prioridade a eleição e reeleição de seus candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.
Por que, então, esse afago em Fátima Bezerra, sua adversária histórica?
Simples.
Fátima concorrerá ao Senado da República, tendo como principal dificuldade ao projeto, a concorrência da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).
A deputada (ou “senadora”, segundo Rosalba) é sua adversária. Wilma, não. Transformou-se em inimiga política, imersa em picuinhas e troca de ofensas veladas ou explícitas.
Ecossistema político
Proclamar Fátima Bezerra, que do ponto de vista ideológico está diametralmente oposta à conduta e pensamento político seu, foi um recado de Rosalba. Recado aos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), à própria Wilma e ao deputado federal e pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB).
Acuada, excluída e extirpada do topo da cadeia alimentar do ecossistema político potiguar, Rosalba pode agir como uma força centrífuga, triturando tudo em sua volta.
Com o resto de capital que lhe resta, sobretudo em seu berço político e cidadela, Mossoró, a “Rosa” tende a apostar num nome que lhe seja “menos ruim”. Fátima Bezerra, é o caso.
Tivemos no passado (1982), a criação dos votos “camarão” e “cinturão”, quando o instituto do “voto-vinculado” obrigava o eleitor a votar em todos os candidatos de um mesmo partido. Era um casuísmo “legal” criado pelo regime militar em seus últimos dias de poder, para manutenção do “voto de cabresto”.
Aluízio e Vingt
Além disso, havia a faculdade da “sublegenda”, outra armação, que permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato a prefeito.
Em Mossoró, rompido com o primo e ex-governador Tarcísio Maia (PDS), o deputado federal e líder do rosadismo (até então um grupo praticamente monolítico), Vingt Rosado (PDS), pregou que ninguém votasse na cabeça de chapa, deixando-a em branco.
Aluízio e Dix-huit: ajuda mútua
Como não podia votar em Aluízio Alves (PMDB), os seguidores de Vingt anulariam o voto a governador que era imposto por Tarcísio, com a candidatura do filho José Agripino (PDS). Eis o “voto camarão”, cortando a cabeça.
Em troca, Aluízio defendeu o “voto cinturão”: seus eleitores deveriam deixar em branco o voto a prefeito (que ocorria na mesma eleição).
Pelo menos em Mossoró, o protesto deu certo. Aluízio foi o nome a governador mais votado com 21.037 votos (40,76%), com Agripino ficando em segundo lugar com 17.571 (34,05%). No estado, o “bacurau” perdeu por mais de 107 mil votos de maioria.
A prefeito, o irmão de Vingt Rosado, Dix-huit Rosado (PDS), foi eleito pela segunda vez ao cargo com 21.510 votos (41,68%) e o pemedebista que na prática não teve apoio de Aluízio, João Batista Xavier, foi o segundo mais votado, com 15.466 votos (29,97%). Canindé Queiroz, da sublegenda do PDS, lançado para puxar votos para Agripino, teve 4.388 votos (8,50%).
Eleições a prefeito de Mossoró em 1982 (Fonte: Blog Carlos Santos):
O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.
Para as eleições de 2014, o eleitor está livre para misturar, votando em quem bem desejar de cabo a rabo. Não há voto vinculado ou sublegenda.
Vingt serviu "camarão"
O “rosalbista” pode ficar sem uma preferência ao Senado, diante do racha no próprio DEM que termina de afundar Rosalba. Não significa dizer que ela fique sem opção. Fátima pode ser uma forma de vindita de Rosalba, ajudando a não eleger Wilma, de quem já foi aliada no passado nos anos 80 e início dos anos 2000.
Estranho?
Nem um pouco.
Lembre-se: “a política é dinâmica”.
A frase é surrada, mas continua atualíssima na política caprichosa e sinuosa do Rio Grande do Norte, onde o feio é perder. O próprio Vingt Rosado costumava dizer que voto de aliado e de adversário (ou “bandido”) tinha o mesmo valor.
Aluízio Alves e Vingt Rosado tiveram embates homéricos e nem sempre muito leais. Mas em determinado ponto da história no século XX, passaram à composição à margem da lei e, em seguida, formalizada em comunhão numa única sigla, o PMDB, em meados dos anos 80.
Portanto…
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Começa hoje a I Exposição de Mesas Natalinas Marcato, que será aberta às 19 horas, na loja Marcato, na Hermes da Fonseca, Tirol em Natal. O evento tem a produção da Casa de Ideias do jornalista Chrystian de Saboya, com assinatura da arquiteta Ginany Gosson, franqueada dessa grife no Rio Grande do Norte. A exposição vai reunir dez opções de mesas decorativas para as comemorações de fim de ano.
Canindé: polemista
Hoje pela manhã, a convite de alunos de Comunicação Social da Universidade do Estado do RN (UERN), gravo depoimento para documentário que produzem sobre o fundador do jornal Gazeta do Oeste,Canindé Queiroz, com quem tive uma convivência intensa por cerca de oito ou nove anos. É sempre bom falar, com franqueza, sobre ele. Iconoclasta, extremado em tudo, adoeceu, pirou e definhou num momento em que poderia ser muito útil à cidade que adotou como pátria.
Com um custo de cerca de R$ 1,7 milhão à época da inauguração do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, o sistema de climatização desse equipamento público – em Mossoró – chegou ao seu limite. Ontem, em sessão solene da Câmara Municipal (veja nota acima), o local virou uma sauna gigante. A falta de manutenção explica isso. Na verdade, o teatro precisa de urgente socorro para outros problemas.
O Centro de Detenção Provisória de Apodi (CDP) tem novo diretor. Quem vai comandar a unidade prisional apodiense será o agente penitenciário, Márcio Morais, em substituição ao também agente penitenciário, Airton Lucena do Carmo que esteve à frente do estabelecimento penitenciário desde a sua criação em 2010. Sucesso, meu querido.
Confirmadíssimo o AlternaVida 2013, um evento gospel alternativo ao Carnatal, que deverá reunir 20 mil pessoas por dia. Irá acontecer nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, mesmo período do carnaval fora de época e acontecerá na Praça Cívica de Natal com shows, pregação e ação social, finalizando com a realização da Marcha Para Jesus.
Na sessão solene da Câmara Municipal de Mossoró, dessa segunda-feira (25) à tarde e noite, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, para entrega de títulos de cidadania e outras honrarias, atração à parte foi o vozeirão educado de dois profissionais das antigas, oriundos do rádio e com berço na Rádio Difusora: Rodrigo Rodrigues e Givanildo Silva. Eles foram os cerimonialistas do evento.
Desde a última sexta-feira (22), que o Mossoró West Shopping tem em seu mix de lojas uma nova atração. É a Mahogany. Amplos produtos cosméticos estão em seu conjunto de ofertas ao consumidor. Sucesso.
O estado do Ceará avança com benefícios do sistema digital pelo sertão. O Cinturão Digital – rede de 3 mil quilômetros (Km) de fibra óptica construída e operada pelo governo do Estado – deverá ter mais 39 municípios conectados nos próximos meses. Com isso, além dos órgãos de cada prefeitura contarem com internet banda larga, os estudantes das escolas públicas terão acesso à web nos computadores das instituições e a população em geral terá internet wi-fi gratuita em duas das praças de cada uma das cidades. A rede de fibra óptica estadual abre espaço para provedores de acesso, os quais deverão ofertar serviços como TV por assinatura, internet banda larga fixa e até serviços de teleconferência. (Do Blog do professor Josivan Barbosa). Nota do Blog – Quanta inveja! E nós aqui, no RN, testemunhando o supremo atraso, a politicalha, a pequenez, o provincianismo e a incompetência como características da gestão pública estadual.
A presidente da Associação dos Magistrados do RN (AMARN), juíza Hadja Rayanne de Holanda Alencar, foi eleita neste sábado, 23, vice-presidente de Prerrogativas da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil – na chapa 1 Unidade e Valorização tendo como presidente eleito o juiz do Rio Grande do Sul, João Ricardo dos Santos. A chapa 1 – Unidade e Valorização encabeçada pelo juiz gaúcho foi eleita para compor os Conselhos Executivo e Fiscal da entidade, durante o triênio 2014-2016, com o total de 5.628 votos (59,35%).
Rayanne e João Ricardo dos Santos: chapa vitoriosa do RN ao Rio Grande do Sul.
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Amanhã (quarta-feira, 27), às 19h, a diretoria do Thermas Hotel e Resort de Mossoró-RN vai reunir a imprensa, membros de confrarias de vinho e convidados do hotel para um evento especial. O objetivo é lançar oficialmente o seu réveillon, comemorar o sucesso da parceria entre Restaurante Pinga Fogo e Thermas e lançar os rótulos de vinhos chileno.
No último final de semana, a convite do empresário Michelson Frota (Repet), participei de culto em ação de graças em sua empresa, que sublinhou sua conversão, aniversário e o sucesso da empresa que dirige. Uma oportunidade edificante, ouvindo pregadores e cantores do nível de Chagas Sobrinho. Fez-me muito bem.
O empresário Genivan Batista, do poderoso grupo A Construtora, não se contenta apenas em ficar alojado em sua sala-sede em Mossoró nos cuidados com os negócios que se expandem com solidez. Vez por outra faz viagens para outros endereços, para acompanhar de perto cada mercado onde está presente. Ontem, estava em Caicó, a bela cidade seridoense.
SANTA LUZIA – Na próxima quarta-feira (27 de novembro), a Comissão da Festa de Santa Luzia 2013 apresentará para a Imprensa o mapa com as alterações no trânsito e o esquema de segurança organizado para a Festa de Santa Luzia. A coletiva de imprensa será realizada às 9h, nas dependências da Rádio Rural, Auditório Monsenhor Américo Simonetti e contará com a presença de autoridades ligadas à Segurança Pública e ao Trânsito. A programação será realizada de 01 a 13 de dezembro e tem como tema “Ver com os Olhos da Caridade”.
Obrigado a leitura deste Blog a Maguila, operador de áudio da Rádio Rural de Mossoró, advogado Tarcísio Jerônimo e Manoel Dantas.
O Complexo Educacional Contemporâneo (Natal) realiza nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, no Centro de Convenções de Natal, a palestra “Segurança na internet para a família” com Patrícia Peck, considerada a maior autoridade em Direito Digital do Brasil. Após a palestra, haverá uma mesa redonda. Confirmaram presença a deputada estadual Gesane Marinho (PSD), que é autora do Projeto de Lei que cria a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos no RN, e a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul de Natal, Karen Lopes.
Será no próximo sábado (30), a partir do meio-dia, a 2ª Feijoada da Loja Maçônica Sebastião Vasconcelos dos Santos. Acontecerá na área de lazer da Loja Maçônica Jerônimo Rosado. O valor do bilhete individual é de R$ 10,00. A mesa é R$ 80,00 com direito a 4 feijoadas e concorrer a uma TV LCD 40 Polegadas.
Dayanne Nunes: boa música
Neste sábado (30), o último Sacolão Cultural de novembro, promete ser de grandes emoções, romantismo, samba, e o que mais a música permitir. A cantora Dayanne Nunes, se prepara para dar voz aos grandes sucessos da diva da música brasileira, Alcione, no Memorial da Resistência, a partir das 22h – em Mossoró.
O Candidus Restaurante, do “nego” Cândido, Rosália, Samuel, Elano e Oscar Cândido começou obra em seu endereço original no Abolição I (Mossoró). Terá espaço à parte, climatizado, com muitas outras novidades e a boa cozinha de sempre. Bom demais, gente!
O nosso querido José Abrantes, o Dedé do Check-up, passou por delicada cirurgia em Fortaleza-CE, mas se recupera bem para poder retornar à sua rotina de trabalho, além da boa convivência social que sempre teve em Mossoró. Saúde, meu caro.
Continua impecável a feijoada, aos sábados, do restaurante do Garbos Hotel. O local é, também, um excelente local para reunir amigos e família, com bom atendimento. Há tempos eu não passava por lá, como hábito que tinha. Retomei-o no sábado passado.
A apresentadora Lilian Martins sofreu um acidente de carro nesse fim de semana, já recebeu alta médica, mas precisará passar um período afastada do Manhã TCM, para se recuperar de uma fratura no braço direito. Bianca Costa comanda a atração da TV Cabo Mossoró (TCM) até a sexta-feira, dia 29. (Coluna de Lizana Lima, O Mossoroense).
Como leitor assíduo de seu Blog, observo que esporadicamente você escreve sobre fatos e “causos” pertinente à nossa urbe. Dou-me o atrevimento de contar uma que fui testemunha auditiva e ocular, num fortuito encontro entre doutor Leodécio Néo e Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti.
Vamos ao episódio:
Tesão e felicidade
Como de costume, aos sábados, doutor Leodécio ia à agência do Banco do Brasil localizado a Praça Vigário Antônio Joaquim. Ao estacionar na Avenida Dix-sept Rosado, desce próximo a casa do Monsenhor. Que por presteza do destino estava fechando o portão no momento que Leodécio passa à calçada. Amigos de priscas datas, saúdam-se, e pergunta cordial, Américo interpela:
– Como vai doutor Leodécio? Este com ar de melancolia responde:
– Vou bem não, Américo.
Instala-se um momento de certo embaraço. Américo com a complacência, característica de sua personalidade, replica:
– O que houve, doutor ?
Leodécio desmancha uma cantinela de mazelas de estar ficando velho, dores na coluna, pressão alta, articulações “enferrujadas”, vista diminuída… e repudia totalmente a senilidade.
Américo, com ar de teólogo e conselheiro espiritual, desmancha um cordel de virtudes da velhice:
– Doutor, a velhice traz a serenidade, o equilíbrio, o reconhecimento, a sabedoria….
Mas é abruptamente interrompido, pelo amigo e interlocutor, quando ainda desfiava o leque de ‘bonanças’ da idade avança. Com sua voz tonitruante, ele simplifica a felicidade a seu modo:
– Padre com todo respeito…. troco isso tudo” por tesão !!!
Monsenhor rapidamente dá de ombros e encaminha-se pra Catedral de Santa Luzia murmurando:
– Tem jeito não !!!
E Leodécio, jocosamente, caminha para a agência do Banco do Brasil.
Arthur Henrique Pinheiro Néo (filho de Leodécio Néo)
Nota do Blog – Meu caro Arthur, você me traz – e repasso aos nossos milhares de webleitores – algo que mexe com minha memória e realimenta a amizade com seu pai, Leodécio, construída nos escaninhos da Gazeta do Oeste, época em que nos aproximamos em face da amizade entre ele e o diretor desse periódico, Canindé Queiroz.
Saudades do “Velho Léo”, como Canindé tratava-o carinhosamente.
Ah, um pedido: quero o direito a incluir esse caso em minha coleção “Só Rindo”, ouviu? Daqui a alguns anos espero publicá-la em livro.