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Lula segue na frente, mas com queda em preferência à sucessão

Lula rejeitou matéria na data-limite (Foto: Adriano Machado/Reuters/22-04-2025)
Lula ganha em todos os cenários nas simulações da pesquisa (Foto: Adriano Machado/Reuters/22-04-2025)

Apesar de ter perdido popularidade por conta do tema da segurança pública, o presidente Lula da Silva (PT) continua liderando a corrida eleitoral a pouco menos de um ano das eleições de 2026. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13) mostra que o presidente lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas com vantagem menor em relação aos adversários.

Nos cenários de segundo turno, Lula venceria com margens entre 3 e 17 pontos percentuais.

Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teria 42% das intenções de voto, ante 39% do rival — empate técnico.

Em outubro, a diferença era de 10 pontos.

O petista também venceria Ciro Gomes (PSDB), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Júnior (PSD) por 5 pontos em média, após recuar em relação ao levantamento anterior, quando as vantagens eram de 9, 12 e 13 pontos, respectivamente. (Canal Meio)

Leia tambémSegurança freia recuperação na popularidade de Lula

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Nem sempre

Um grande marqueteiro e um grande nome político, João Santana e Ciro Gomes (PDT), respectivamente, vão naufragando juntos na disputa presidencial.

Nem sempre funciona essa comunhão de nomes e talentos.

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Lula é o primeiro colocado com 53,4% e Bolsonaro soma 29,9%

A 96 FM divulgou na noite desta sexta-feira (30), no Jornal das 6, os números da Pesquisa AgoraSei, a última antes do pleito de domingo (2), no primeiro turno. Na disputa pela Presidência da República no Rio Grande do Norte, os números são esses abaixo:

Lula segue com maioria folgada em relação a Bolsonaro, no RN (Fotomontagem  da 96 FM)
Lula segue com maioria folgada em relação a Bolsonaro, no RN (Fotomontagem da 96 FM)

Estimulada

Lula 53,4%
Jair Bolsonaro 29,9%
Ciro Gomes 4,0%
Simone Tebet 2,5%
Soraya Thronicke 0,5%
Felipe D’ávila 0,1%
Nenhum/Branco/Nulo 3,8%
Sem Opinião/Não Respondeu 5,8%

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de setembro e ouviu 1.200 pessoas no RN. Tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o número tse rn-02342/2022.

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Debate de provocações e direito de resposta não diz nada ao país

Candidatos à Presidência da República produziram pouco à plateia que se formou diante da tela (Fotomontagem G1)
Candidatos à Presidência da República produziram pouco à plateia que se formou diante da tela (Fotomontagem G1)

Do Canal Meio e Canal BCS

Considerado o último evento capaz de determinar se a eleição presidencial será decidida no primeiro turno, o debate (veja a íntegra) realizado na noite de ontem pela TV Globo foi marcado por troca de acusações, protagonismo de candidatos nanicos e um número incomum de direitos de resposta concedidos.

Logo no início, respondendo a uma pergunta do Padre Kelmon (PTB), que mais uma vez atuou como sua linha auxiliar, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez ataques pesados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “chefe de uma grande quadrilha”.

A ofensa deu início a uma sequência de direitos de resposta, na qual Lula prometeu revogar todos os decretos de Bolsonaro impondo sigilo de 100 anos a informações sobre seu governo.

Lula também obteve direito de resposta quando Bolsonaro, em pergunta a Simone Tebet (MDB), o chamou de “mentor” da morte, em 2002, do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel. A senadora reclamou com o presidente: “Eu acho que falta ao senhor coragem de perguntar isso ao candidato do PT. E vamos tratar do Brasil. Vamos tratar dos reais problemas”, disse Tebet.

Celso Daniel

A constante troca de direitos de resposta entre Lula e Bolsonaro também foi criticada pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil). “Enquanto eles brigam, a boiada passa. Enquanto eles brigam, nos distraindo, o Brasil passa fome, o Brasil ainda encara escândalos de corrupção”, disse ela, que protagonizou um dos momentos cômicos da noite ao se confundir com o nome de Padre Kelmon e chamá-lo apenas de “candidato Padre”.

Ciro sendo Ciro (PDT), colocou a corrupção como tema recorrente, dizendo que deixou o ministério de Lula “por conta das contradições graves de economia […] e, mais grave ainda, das contradições morais”. Ele também questionou Bolsonaro sobre o “Orçamento secreto” e outras denúncias contra seu governo.

Felipe D’Ávila (Novo) e Lula discutiram as políticas de cotas, e o petista ainda se envolveu em um embate com Padre Kelmon, a quem chamou de “candidato-laranja”. (g1)

O “candidato Padre” foi tema da maioria dos memes que tomaram a internet com o debate ainda em andamento. (Poder360)

O que foi verdade, o que foi mentira e o que estava no meio do caminho nas afirmações dos candidatos. (Aos Fatos)

Thomas Traumann: “Líder nas pesquisas na margem de erro para vencer as eleições no primeiro turno, o ex-presidente Lula desperdiçou a oportunidade de conquistar indecisos no debate da TV Globo. Alvo de quase todos os adversários, Lula bateu boca com Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Felipe D’Avila e perdeu a compostura ao cair na provocação do candidato Kelmon (PTB), que se apresentou no evento com vestes de sacerdote.” (Globo)

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – A campanha chega ao fim, da mesma forma que começou: o país em sérios problemas hoje e para seu futuro próximo. O debate não tratou de ideia, propostas. Não discutiu minimamente pontos importantes. Quem ganhou, quem perdeu? O Brasil segue na lona, estrebuchando.

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Carlos Eduardo declara voto em favor do candidato Lula

Do Blog do Barreto

O candidato ao senado pelo RN Carlos Eduardo Alves (PDT) declarou, em entrevista ao Foro Entrevista, nesta quarta-feira (28), que irá apoiar o  nome do ex-presidente Lula (PT)  já no primeiro turno da disputa presidencial de 2022.

Carlos Eduardo segue posição de outros pedetistas no país (Reprodução do Foro Entrevista)
Carlos Eduardo segue posição de outros pedetistas no país (Reprodução do Foro Entrevista)

De acordo com Carlos Eduardo, Lula é o único que tem condição, se forem observadas as pesquisas de intenção de voto, de derrotar Jair Bolsonaro (PL). Ele também destacou que as candidaturas de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) não emplacaram.

“As candidaturas de Ciro Gomes e Simone Tebet não conquistaram o apelo popular e pelos números o único que tem condição de derrotar esse atraso que é o Governo Bolsonaro é Luis Inácio Lula da Silva”, cravou.

Carlos Eduardo também enfatizou que a chance concreta de Lula vencer Bolsonaro já no primeiro turno torna ainda mais importante o posicionamento em favor do petista. “Temos que terminar essa eleição no primeiro turno. Esse é o entendimento de todos aqueles que acreditam na democracia”, afirmou.

A decisão de Carlos Eduardo Alves contraria a determinação de seu partido, o PDT, que tem como candidato na disputa o cearense Ciro Gomes, mas vem em consonância com o movimento realizado nos últimos dias por alguns apoiadores de Ciro e parlamentares pedetistas que passaram a declarar publicamente o voto útil em Lula para derrotar Bolsonaro.

Desde o início da corrida eleitoral, Carlos Eduardo vinha dando indícios de que poderia votar em Lula já no primeiro turno, especialmente pois no contexto local sua candidatura é apoiada pela Governadora Fátima Bezerra  (PT) e referendada pelos setores mais importantes do PT.  O ex-presidente Lula inclusive chegou a aparecer nas propagandas eleitorais de Carlos, citando a boa relação que tem com o pedetista.

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Lula aparece com 46,7% e Jair Bolsonaro soma 30,1%

Do TN

Lula continua com boa folga, mas Bolsonaro cresceu acima da margem de erro (Fotomontagem do TN)
Lula continua com boa folga, mas Bolsonaro cresceu acima da margem de erro (Fotomontagem do TN)

A corrida presidencial no Rio Grande do Norte apresenta os seguintes números para o primeiro turno das eleições, segundo a pesquisa Estimulada Tribuna do Norte/Rádio Difusora de Mossoró/Instituto Consult:

Estimulada

Lula (PT), 46,71%; presidente Jair Bolsonaro (PL), com 30,18%. Na sequência vem Ciro Gomes (PDT), 7,94%; Simone Tebet (MDB), 2,18%; Pablo Marcal (PROS), 0,24%; Felipe d’Ávila (NOVO) e Soraya Thronicke (União), 0,18% e Sofia Manzano (PCB), 0,12% e Padre Kelmonm (PTB), 0,06%. Não foram citados na estimula os candidatos Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP) e Vera Lúcia (PSTU).

Os entrevistados que informaram não votar em nenhum dos candidatos são 6,94% e não souberam dizer, 5,29%.
Na pesquisa espontânea, os percentuais foram os seguintes: Lula, 43,82%; Jair Bolsonaro, 28,18%; Ciro Gomes, 5,41%; Simone Tebet, 1,24%; Pablo Marçal e Soraya Thronicke, 0,12%. Com 0,06% estão Felipe d’Ávila, Léo Péricles, Sofia Manzano e Vera Lúcia. Em nenhum candidato, 6,88% e não sabe dizer, 14,0%.

Os eleitores também responderam a pergunta sobre quais desses candidatos não votariam de maneira alguma. Os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro, 42,80%; Lula, 29,50%;  Ciro Gomes, 4,20%; SimoneTebet,  1,0%; Soraya Thronicke, 0,30%; Constituinte Eymael e Vera Lúcia, 0,20%; Padre Kelmon, Felipe d’Ávila e Sofia Manzano, 0,10%. Pablo  Marçal e Léo Péricles não foram citados. Outras respostas: nenhum, 7,10%, não sabe dizer, 14,90% e todos, 6,10%.

Sondagem anterior

Na pesquisa publicada no dia 30 de agosto, as intenções de votos dos três candidatos mais à frente eram as seguintes: Lula, 45,0%;  Jair Bolsonaro, 33,47%  e Ciro Gomes, com 6,82%.

Registro

A pesquisa TN/Difusora/Consult ouviu 1.700 eleitores em todo o Rio Grande do Norte. Os resultados estão sujeitos a um erro máximo permissível de 2,37%, com confiabilidade de 95%.

A realização da pesquisa em sua etapa de campo ocorre entre os dias 08 e 11 de setembro.

O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral tem os protocolos BR 00819/2022 e RN 02162/2022.

Leia tambémFátima está com 39,8%; Styvenson, 18,1%; e Fábio 13,4%;

Leia tambémRogério Marinho e Carlos Eduardo estão literalmente empatados;

Leia tambémPesquisa proporcional, a complexa fórmula à eleição de um deputado;

Leia também: Sondagem mostra nomes citados à Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

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Lula chega aos 52% das intenções de voto no RN; Bolsonaro tem 26,9%

Nas intenções de voto à Presidência da República, segundo Pesquisa 96 FM/Instituto AgoraSeis, divulgada nessa quinta-feira (1º), o ex-presidente Lula mantém folga para o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Norte.

Os números do levantamento na pergunta Estimulada são esses abaixo:

Lula 52%
Jair Bolsonaro 26,9%
Ciro Gomes 10%
Simone Tebet 1,7%
Pablo Marçal 0,7%
Outros 0,4%
Soraya Thronicke 0,1%
Branco/nulo 3%
Não respondeu 5,2%

Com relação a aprovação do Governo Federal, os números são os seguintes: Pesquisa 96 FM-AgoraSei - Presidência da República - 01-09-2022

A pesquisa AgoraSei/96FM ouviu 1.200 entrevistados entre os dias 25 a 28 de agosto de 2022. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, pode ser divulgada em meios de comunicação e redes sociais – RN-05751/2022.

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Num debate sem maiores destaques, ponto para Simone Tebet

Gostei no geral do debate organizado pelo pool de mídia – Band, UOL, TV Cultural e Folha de São Paulo, e levado ao ar à noite desse domingo (28). O formato permitiu que os candidatos à Presidência da República apresentassem seus raciocínios, argumentos, ideias. Porém, pouco de ideias, que se diga.

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)
Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

O nós contra eles, o Fla-Flu político, segue e continuará até o fim. Lamento. Entre os protagonistas, quem imaginou que fosse galvanizar a atenção dos indecisos, por exemplo, talvez tenha saído frustrado. 

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), senadora Simone Tebet (MDB), Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) estiveram de frente às câmeras e lado a lado. Em vários momentos a temperatura  subiu, com entreveros verbais entre alguns debatedores, mas nada que precisasse de intervenção severa da moderação do programa.

Começando o segundo bloco do debate, nos bastidores quase saia pancadaria, luta física mesmo. O ex-ministro Ricardo Salles e o deputado federal André Janones (Avante/MG), aliado de Lula, trocaram insultos e quase esfregaram os narizes em provocações de lado a lado. Tumulto foi aquietado, mas não resolvido. Deu bem a ideia do que na prática é a campanha de 2022, polarizada por sentimentos hostis.

A agradável surpresa foi a senadora Simone Tebet. Sem ser alvo preferencial, como franca-atiradora, soube aproveitar bem o espaço do debate. Se vai carrear intenções de voto em próximas pesquisas, é outra questão. Porém, esteve acima dos principais debatedores pelo equilíbrio, sem perder a firmeza em certos momentos. Se crescer e bem pode empurrar a disputa presidencial ao segundo turno.

O candidato Lula foi muito bombardeado, esquivou-se de tema como corrupção e subaproveitou o debate. Nas considerações finais resgatou o ‘golpe’ contra “a Dilma” (ex-presidente Dilma Roussef-PT), assunto que o próprio marketing petista esconde há meses, até pelas companhias que junta no palanque: a patota do golpe.

O presidente Jair Bolsonaro ia se saindo bem, sem aqueles naturais arroubos, mas surtou contra a jornalista Vera Magalhães, por exemplo. Poderia ter-se capitalizado mais. Acabou dividindo com Lula e trocando com o adversário, o grosso do tiroteio verbal, o que já era esperado.

O candidato Ciro Gomes foi de novo articulado, com boa retórica, conteúdo, atirou em Bolsonaro e Lula, mas levou invertida desse, quando falou em defesa das mulheres para tentar emparedar o presidente. Seu passado o condena, mesmo que seja passado. O episódio Patrícia Pillar não sai nunca do seu prontuário. Em 2002, numa entrevista, falou que o papel de sua então mulher era dormir com ele.

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil) Felipe D’Ávila (Novo) tiveram participações distintas, mas nada a projetar um ou outro como destaque. Cumpriram seu papel, cada um em seu campo de visão de Brasil.

Esperar outros debates. Sobretudo se regras levarem os candidatos à obrigatoriedade de abordagem de temas relevantes, com propostas. Nesse primeiro round, o mais do mesmo. E como não temos nenhum candidato caricato em cena, como em campanhas passadas, fica a esperança de que vejamos conteúdos sérios. O Brasil não está para graças. Precisamos tratar sobre o futuro.

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Bolsonaro, Lula, Ciro e Tebet

Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)
Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)

Por Ney Lopes

O Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou os quatro primeiros colocados na corrida presidencial: Jair Bolsonaro, Luís Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes e Simone Tebet.

A opinião pública acompanhou as opiniões e propostas dos candidatos.

A seguir análise do posicionamento dos candidatos.

JAIR BOLSONARO

Bolsonaro aplicou o aforisma de JK, quando dizia: “costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro”.

O presidente não insistiu nos erros cometidos anteriormente.

Certamente ouviu pessoas sensatas e teve comportamento de equilíbrio emocional na entrevista.

Por temperamento e sobretudo pelo estilo radical de seus chamados apoiadores fanatizados, o presidente afastou-se da mídia.

Pagou caro por isto.

Demonstrou o desejo de recuperar o terreno perdido.

Manteve-se calmo, elevou o tom quando conveniente, o que não é proibido.

Se ganhou votos ou não é outra questão.

Só o futuro dirá.

A presença de Bolsonaro na Globo foi, portanto, positiva.

Alguns analistas consideraram negativa a resposta dada por Bolsonaro ao JN, ao admitir que aceitaria o resultado das eleições, desde que elas sejam limpas.

Em absoluto.

A ressalva foi necessária.

A possibilidade de fraudes é a mesma possibilidade do surgimento de doenças orgânicas.

Não são planejadas.

Acontecem e por isso exigem os corretivos necessários.

CIRO GOMES

Diz-se sempre que Ciro seria o Bolsonaro da centro esquerda, pelo seu temperamento também duro.

Na entrevista do JN, ambos mostraram autocontrole.

A mensagem passada por Ciro foi de extrema competência técnica e política, em relação aos problemas nacionais.

As pessoas podem discordar, mas não podem negar essa evidencia.

Ciro enfrentou a questão que é pacífica no mundo democrático, mas no Brasil abala a estrutura da avenida Paulista, que é a taxação das grandes fortunas.

Explica dizendo que só 58 mil brasileiros têm um patrimônio superior a R$ 21 milhões, o que quer dizer, que cada super rico no Brasil vai ajudar a financiar, com 50 centavos, apenas, de cada R$ 100 de sua fortuna, a sobrevivência digna de 821 brasileiros abaixo da linha de pobreza, ou seja, aqueles domicílios que as pessoas ganham R$ 417 ou menos por cabeça por mês.

Anunciou   programa de renda mínima no Brasil, a partir de uma reforma da previdência.

Ciro optou por uma estratégia de permanecer totalmente contra Lula e Bolsonaro.

Apostou nesse caminho.

Isso faz com que ele busque cerca de 10% do eleitorado, que são os eleitores que rejeitam ao mesmo tempo o Lula e o Bolsonaro.

Ele foi competente na entrevista do JN e usou bem o seu tempo.

Fez propostas, mostrou ideias e preparo intelectual para ser presidente.

Entretanto, ficando entre os dois, que polarizam a eleição, tem dificuldades para passar a sua mensagem, realmente de nível elevado e consistente.

No horário gratuito de rádio e TV não haverá tempo para Ciro.

Ele terá apenas alguns segundos de apresentação.

Seria bom para o país ver Ciro no segundo turno, com Lula ou Bolsonaro.

O povo brasileiro poderia conhece-lo melhor.

LULA

Passou a mensagem do diálogo com divergentes e que adversários não são inimigos.

Deu “recado” com o objetivo de liquidar a disputa já no primeiro turno, declarando que fará governo a quatro mãos, ao lado de um conservador tradicional – Geraldo Alckmin -, que se transformou em seu amigo de infância.

Repete o que fez com o empresário José Alencar.

Surpreendeu ao criticar à China e Cuba pela falta de democracia e a certos erros econômicos cometidos por Dilma Rousseff.

“Pisou na bola” ao mencionar que não deve “se meter” no que acontece na Venezuela, em nome da autodeterminação dos povos.

Mais uma vez deixou de criticar a ditadura venezuelana, cujo líder Nicolás Maduro, já se referiu a ele como “um pai”.

Na sequência da entrevista, o apresentador William Bonner comentou que, apesar de Lula não “dever nada à Justiça” após decisões do STF (ele ainda responde 9 processos penais), “houve corrupção na Petrobras”, cuja prova foram pagamentos a executivos da empresa, a políticos de partidos como o PT, MDB e PP.

Em seguida, perguntou como ele evitaria que isso acontecesse novamente.

O candidato disse: “você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram (os crimes) ”.

Afirmou ser defensor de denúncias à corrupção e do livre agir das instituições de controle e que indicará pessoas técnicas e ilibadas para os postos públicos.

Na mensagem final repetiu o que defende Ciro Gomes, de ajudar as famílias endividadas, um dos lemas do pedetista.

A campanha de Bolsonaro avaliou que Lula saiu-se bem no vídeo

SIMONE TEBET

Prejudicada pelo horário eleitoral gratuito, o patamar de audiência da entrevista da senadora Simone Tebet foi o mais baixo entre as sabatinas da semana.

No geral, ela expôs muito bem a linha do seu pensamento, que é o “liberalismo”, a moda Paulo Guedes, com economia aberta, como meio de distribuir renda, combater desemprego e inflação.

Percebe-se que a lógica da senadora é a do economista Milton Friedman, da Escola de Chicago, que partia do princípio de que o dever do estado, através das empresas, é maximizar o lucro.

Embora se refira ao “social”, ela jamais utilizou a expressão conjunta “liberalismo social”.

A observação sobre o pensamento liberalizante, manifestado pela emedebista, é em consequência da corrente global predominante, que defende uma mudança radical do capitalismo para o mundo pós-pandemia.

Essa a corrente de pensamento econômico tem a frente a economista Mariana Mazzucato.

Segundo ela, a pandemia deve mudar como o capitalismo funciona, dando espaço para maior participação do Estado na garantia de serviços essenciais de qualidade.

É aplaudida por pelo Papa e Bill Gates.

Também é autora do livro O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado.

Na verdade, a candidatura da senadora nasceu ungida por grupo da elite econômica do país, manifestado em documento denominado “plataforma Change”, criada por Teresa Bracher, mulher do ex-presidente do Itaú Unibanco Candido Bracher e subscrito por empresários e economistas.

Ao longo da campanha, a candidata evolui para ser favorável a teses como furar teto de gastos, a fim de cobrir auxílio permanente.

Quando ela diz apoiar a taxação de lucros e dividendos, hoje tese unânime nos países de livre mercado, faz a ressalva da necessidade de revisão simultânea das faixas de cobrança do Imposto de Renda da pessoa jurídica.

Em conclusão, foi boa a entrevista de Tebet, mostrando realmente o que pensa para o julgamento popular.

O jogo está apenas iniciado e os correligionários da senadora argumentam com o futebol, ao repetirem “o jogo só acaba quando termina”; “quantos gols são feitos no último minuto? ”.

Agora, só esperar.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Dia de Lula na bancada que aplaca pavio-curto e fio desencapado

Injeção - 2Vou procurar saber o que a produção do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão injetou em Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) antes de entrevistá-los essa semana.

Dois pavios-curtos, fios desencapados, ambos tiveram participação civilizada e moderada na sabatina do noticioso.

Aguardar o candidato Lula (PT) na bancada com William Bonner e Renata Vasconcellos.

A vez dele é às 20h30 dessa quinta-feira (25).

Sintonizado.

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Lula lidera corrida presidencial no RN com 55%, mas Bolsonaro cresce

A disputa presidencial também foi levantada pela pesquisa TV Cabo Mossoró (TCM)/TS2. Os dados coletados entre de 18 a 21 de agosto e divulgados nesta segunda-feira (22) apontam o ex-presidente Lula (PT) na primeira colocação, com folga.

Bolsonaro teve crescimento, mas Lula tem boa sobre ele e Ciro (Fotomontagem: TCM)
Bolsonaro teve crescimento, mas Lula segue com boa dianteira sobre ele e Ciro (Fotomontagem: TCM)

Se a eleição fosse hoje, e os candidatos fossem estes, em quem você votaria para Presidência da República? O ex-presidente Lula(PT) tem 55% das intenções de voto na Estimulada.

Em seguida, aparece o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) com 27% das intenções de voto. Maioria pró-Lula é de 28 pontos percentuais.

Em terceiro, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 8%.

Branco, Nulo e Nenhum somam 6%. ‘Não sabem e Não responderam’ surgiu com 3%.
Todos os outros candidatos da disputa não chegaram a atingir 1%. A ordem de maior número de citações foi a seguinte: Simone Tebet (MDB), Pablo Marçal (Pros), Leo Péricles (UP), Soraya Thronicke (UB), Roberto Jefferson (PTB), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Felipe D’Ávila (Novo) e Sofia Manzano (PCB).

Rejeição

A mesma pesquisa também perguntou sobre a rejeição aos candidatos. Os entrevistados responderam a seguinte questão: em quem você não votaria de jeito nenhum para Presidente? Neste cenário, 51% dos eleitores disseram rejeitar o presidente Jair Bolsonaro.
Lula (PT) atingiu 27% na rejeição. ‘Não sabem ou não opinaram’ soma 19%. Ciro Gomes (PDT) aparece com 6%. ‘Não votaria em nenhum’ aparece com 4%, e ‘votaria em qualquer um’ com 3%.

Cinco candidatos atingiram 1% de rejeição: Pablo Marçal, Simone Tebet, Constituinte Eymael, Roberto Jefferson e Leo Péricle. Os outros quatro candidatos foram citados, mas não atingiram 1% na rejeição: Soraya Thronicke, Vera, Sofia Manzano e Felipe D’Ávila.

Variação entre pesquisas

Em abril deste ano, a TCM e o Instituto TS2 lançaram a primeira pesquisa da série de levantamentos para esta eleição. Em 4 de abril, Lula tinha 56%, agora aparece com 55%. O presidente Bolsonaro tinha naquela pesquisa 22%, agora está com 27. Ciro Gomes (PDT) tinha 6% e agora aparece com 8%. Lula estacionou em alta, mas Bolsonaro cresceu cinco pontos percentuais.

Informações sobre a pesquisa

A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 1.600 eleitores em todas as regiões do Estado, entre os dias 18 e 21 de agosto de 2022. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a atual conjuntura, considerando a margem de erro. Os percentuais podem eventualmente não totalizar 100% em decorrência dos arredondamentos.

A pesquisa foi contratada pela PROGRAMADORA CANAL TCM LTDA (CNPJ: 04209895000120), com recursos próprios, e está registrada sob números BR–02456/2022 e RN-01204/2022.

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Ciro e Tebet podem conversar?

Bate papo, conversa, diálogo,Por Ney Lopes

Após enfrentar todo tipo de sabotagem de membros do seu próprio partido – o MDB -, a senadora Simone Tebet finalmente teve o seu homologado em Convenção.

O PT e Lula usaram Renan Calheiros para torpedear a sua candidatura.

Tebet é o exemplo da “camisa de força” da lei eleitoral vigente, que favorece a todo tipo de manobras das cúpulas, em nome de um princípio tornado nocivo, que é a autonomia partidária.

Essa autonomia, na prática, significa dizer que os “donos” dos partidos podem tudo e tentam cassar os próprios militantes, além de utilizarem como querem o dinheiro do Fundo Eleitoral.

Em função disso, boa parte dos políticos emedebistas já correu para apoiar o ex-presidente Lula, sobretudo no Nordeste.

A esses não interessa coerência, ética política, conduta digna.

O que interessa é o prenuncio de que poderão voltar ao poder com Lula, hoje à frente das pesquisas.

Mesmo assim, o MDB sob o comando do deputado Baleia Rossi, formalmente conseguiu apoiar a senadora Tebet, como sua candidata oficial.

De agora por diante, tudo é incógnita.

As últimas pesquisas mostram que Bolsonaro ganhou certo poder de fôlego.

A sua esperança é penetrar no eleitorado mais pobre, a base do Auxílio Brasil.

Ocorre, que estratégia em política muda muito e nem sempre segue os objetivos pré-traçados.

No Nordeste, por exemplo, o sentimento de gratidão nos grotões em relação ao presidente Lula, faz com que dificilmente o voto não seja dado ao petista.

Diante da oscilação na disputa presidencial, Simone Tebet abre espaço para insistir na sua candidatura.

Entretanto, há sinais repetidos de que ela sozinha não conseguirá furar o bloqueio do radicalismo, representado por Bolsonaro e Lula.

Fazer o quê?

Difícil dizer.

Mas, o “fato novo” seria Ciro Gomes e Simone Tebet sentarem-se numa mesa, mesmo que ambos não tenham índices expressivos nas pesquisas.

Ao que se sabe não há antagonismos intransponíveis entre os dois.

O principal da conversa resume-se em definir as linhas para a proposição de um pacto de união nacional, discutido na campanha e implantado após a eleição.

Definidas as diretrizes desse pacto, à semelhança do que ocorreu no passado no Chile e Espanha, a sociedade brasileira seria despertada para o que poderá acontecer “no dia seguinte à eleição”, caso um candidato radical ganhe a eleição.

Não será difícil mostrar o caos em que ficaria o país, na economia e até na segurança coletiva.

Pelo que se observa, ganhando Lula ou Bolsonaro, no outro dia começaria a “caça às bruxas” para dar o “troco”.

A onerosa conta seria paga pelo povo brasileiro, mergulhado numa crise de proporções inimagináveis. Veja-se o exemplo recente do Chile.

Quanto a quem seria candidato, se Ciro, ou Tebet, é uma questão a ser construída através da arte política.

O que precisa agora é tentar salvar o país do abismo do radicalismo.

E somente Ciro e Simone Tebet, por já serem candidatos, podem enfrentar esse tema, através da pregação de uma união nacional.

Portanto, o título do artigo não é próprio ao indagar se Ciro e Tebet podem conversar.

O correto é afirmar, que eles devem conversar, e o mais rápido possível.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Lula reitera apoio do PT a Carlos Eduardo

Apesar de na quarta-feira (15), em Fortaleza-CE, ter garantido em Encontro Regional do PDT que o palanque no RN do presidenciável Ciro Gomes (PDT) “está garantido” (veja AQUI), o senadorável Carlos Eduardo Alves (PDT) não se esquivou da companhia do ex-presidente Lula (PT) hoje em Natal.

Senador Jean-Paul Prates, Lula, Carlos e Fátima: fechados (Fotomontagem do Canal BCS)
Senador Jean-Paul Prates, Lula, Carlos e Fátima: fechados (Fotomontagem do Canal BCS)

Participou de etapas distintas da sua agenda, teve reunião com o presidenciável e viu reforçada a posição dele e da governadora Fátima Bezerra (PT) ao Senado.

Mas, sabe que o deputado federal Rafael Motta (PSB) corre por fora, mesmo não tendo apoio de ambos. Rafael esteve em praticamente toda programação de Lula na cidade, inclusive no ato político no pátio da Arena das Dunas, fim de tarde.

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“Palanque de Ciro no RN está garantido”, diz Carlos Eduardo

Por Laurita Arruda (Do Território Livre)

A declaração foi do pré-candidato ao Senado, Carlos Eduardo (PDT) no evento regional do PDT, em Fortaleza (CE), em torno da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República.

A vice-prefeita de Natal, Aíla Cortez também participou do evento na mesa principal do evento. Declarações de Carlos Eduardo em evento com Ciro Gomes, em Fortalez - 14-06-22

Amanhã, o ex-presidente Lula (PT) chega a Natal , onde será recebido pelos aliados da Governadora Fátima Bezerra (PT) e demais governadores do Nordeste.

A participação do ex-prefeito Carlos Eduardo no encontro petista ainda gera especulações e dúvidas.

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Ciro, Marx e Lassale

Ciro, um caos de ideias claras (Foto: arquivo)
Ciro, um caos de ideias claras (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

Qual a relação? Me veio à memória os tempos idos da Casa do Estudante. Lá cheguei vindo do Colégio Diocesano Seridoense, de Caicó. Caicó me abriu uma janela pro mundo, pelo CDS; a Casa do Estudante me ofereceu o portal de ingresso ao mundo.

Por um trem? Não. Por viagens? Também não. O educandário da pátria Caicó, mulato velho, me ofereceu dúvidas. A Casa do Estudante me presenteou a maravilhosa descoberta de caminhar, mesmo na miséria, um caminho de fartura. De luxo? Nunca. De vantagens? Menos ainda.

A riqueza de desvendar nos livros a miséria humana. A desgraçada e bela aventura de viver aprendendo. E quem aprende caba ensinando.

Dito isso, volto ao título do texto. O que tem a ver Ciro Gomes, Karl Marx e Ferdinand Lassale? Ciro Gomes é um homem de ideias. Verdade. Explica o Brasil como poucos, conhece o Brasil como raros, claríssimo. Mas fica aí.

Volto a Marx e Lassale. Foram contemporâneos e aliados, na luta de 1848, rompidos anos depois, em 1864. Marx, ferino, não negava méritos a Lassale. Muito menos às suas ideias. No confronto após o rompimento, Marx triturou Lassale com a máxima: “Lassale é um caos de ideias claras”.

Pronto. Taí a relação. Ciro Gomes é o Lassale do Brasil de hoje. Um caos de ideias claras. No meio de comportamento confuso e argumentos escuros. Um caos de clareza no meio da escuridão. Que opta por deixar a escuridão prevalecer, mesmo dizendo que precisa acender a luz.

Ciro Gomes confirma o oximoro metafórico de Marx sobre Lassale. E o país, no meio do abismo, perde a sua colaboração na defesa da liberdade e da Democracia. É uma tristeza de egoísmo, cujas ideias são claramente jogadas no esgoto escuro. Caos de claridade, harmonia de escuridão. Ponto e vírgula.

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Carlos Eduardo terá reunião decisiva com o PDT nacional

Carlos: aliança encaminhada (Foto: arquivo)
Carlos: aliança encaminhada (Foto: arquivo)

Por Paulo Tarcísio Cavalcanti (Por dentro de tudo)

O pré‐candidato ao Senado, Carlos Eduardo (PDT), presidente estadual do PDT, viaja a Brasília na próxima terça‐feira (8), para uma reunião com o comando nacional do seu partido. A volta para Natal está prevista para quinta‐feira (10).

Em pauta, a aliança aqui no Estado com o PT visando a formação da chapa majoritária com Fátima Bezerra (PT), candidata ao governo e ele ao Senado. Cada um dos dois, na disputa presidencial, deverá defender os candidatos de seus respectivos partidos à presidência da República – Fátima com Lula e ele com Ciro Gomes.

Na reunião de Brasília, Carlos também espera receber orientação a respeito de como deve conduzir a disputa proporcional, com a organização de nominatas para deputado federal e deputado estadual.

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O que é inocente no Direito Criminal?

Por François Silvestre

Fui advogado criminalista por mais de vinte anos. E na condição de estudante de Direito participei como estagiário no escritório do nosso criminalista mais famoso, da época, Ítalo Pinheiro, e com ele fiz Júris e estudei na prática a atividade de defesa contra o Estado opressor. Meu professor e amigo, cuja saudade não tem limite. Culpado ou inocenteNinguém é culpado até sentença criminal condenatória transitada em julgado. Esse é o principio consagrado pela Escola Clássica do Direito Penal, no estuário das sociedades democráticas do constitucionalismo ocidental.

Aí fico vendo e ouvindo barbaridades sobre culpa e inocência. Ciro Gomes mereceu meu voto nas últimas eleições. Não merece mais nestas eleições. Explico: Quando lhe perguntaram sobre a inocência de Lula, ele respondeu assim: “Lula não foi inocentado, foi beneficiado pela aberração suspeita de Sérgio Moro”.

Peraí, Ciro Gomes. Você se diz professor de Direito Constitucional e declara uma burrada jurídica dessa? Quer dizer, Ciroque alguém é culpado até ser absolvido? Ou é o inverso? Todos são inocentes até condenação transitada em julgado. Os processos contra Lula foram anulados. Morreram. Ele é inocente por isso? Não. Ele é inocente por que não foi condenado em última instância, com trânsito em julgado.

Lula é inocente. Eu queria votar em você, Ciro, no primeiro turno. Como o fiz na eleição passada. Não vou. Vou votar em Lula no primeiro turno, pra ver se ele ganha logo, desmoraliza Bolsonaro, e evita o desgaste de uma nova eleição de segundo turno. Após a posse de Lula, eu estarei na oposição. Não sou petista e sei que os petistas não gostam de mim. Mas eu gosto muito do Brasil, dou banana pros petistas e voto em Lula.

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Ciro Gomes é alvo de busca da PF por suposto desvio milionário

Do G1

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (15) contra Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e pré-candidato à Presidência em uma investigação sobre supostas irregularidades em obras da ampliação da Arena Castelão, principal estádio do Ceará, para a Copa do Mundo de 2014.

Ciro Gomes diz que Bolsonaro usa PF para tentar intimidar adversários (Foto: redes sociais/maio de 2021)
Ciro Gomes diz que Bolsonaro usa PF para tentar intimidar adversários (Foto: redes sociais/maio de 2021)

Por uma rede social, Ciro classificou a ordem como “abusiva”, alegou não ter relação com o caso e disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) “transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade.”

g1 procurou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República por volta das 10h, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Segundo a PF, as fraudes ocorreram entre 2010 e 2013, anos em que o Ceará era governado por Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro e hoje senador. O g1 procurou Cid Gomes por meio da assessoria, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A polícia afirma que há indícios de pagamentos de R$ 11 milhões em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Eles e a verdade que não mente

Ciro e Dilma: com certeza (Fotomontagem do Canal BCS)
Ciro e Dilma: com certeza (Fotomontagem do Canal BCS)

Vendo o bate-boca entre Ciro Gomes (PDT) e Dilma Rousseff (PT) em redes sociais, preferi não esticar a leitura.

O pouco que li me deixa a certeza de que um fala a verdade sobre o outro.

De um lado, um homem articulado, mas irascível.

Noutro, alguém pouco capaz e que nos ajudou a chegar aqui.

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Terceira via faz movimento mixuruca por impeachment e viabilização

Foi mixuruca a movimentação desse domingo (12), aqui e ali, no país, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Pouca gente nas ruas e avenidas do país, nos poucos lugares em que houve mobilização.

Luta por impeachment de Bolsonaro envolve Lula, mas o ex-presidente  está longe e fora dessa cruzada ((Reprodução Web)
Luta por impeachment de Bolsonaro envolve Lula, mas o ex-presidente está longe e fora dessa cruzada ((Reprodução Web)

Algumas cenas que se propagaram pelas redes sociais são até constrangedoras para quem se meteu na organização.

Em São Paulo-SP, por exemplo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública estimou que não passavam de pouco mais de 6 mil pessoas o aglomerado.

A mobilização do Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, acabou servindo também para hostilizar o ex-presidente Lula.

O pouco barulho foi uma tentativa de sinalizar para terceira via na política brasileira, estancando a polarização entre lulistas e bolsonaristas. Contudo, na verdade, apenas confirmou que esse duelo está mais vivo do que nunca e caminha para ser ‘celebrado’ nas urnas.

Um precisa do outro e vice-versa.

Morta-viva

A oposição de centro-direita segue como zumbi, morta-viva. E olhe que às ruas foram lideranças de peso como o governador João Doria Júnior (PSDB-SP) e o controverso Ciro Gomes (PDT).

Soou engraçado até, convocação deles para que o PT aparecesse e encorpasse o movimento.

O PT e Lula não abrem mão do protagonismo no enfrentamento ao bolsonarismo. Tem razão de pensar assim, até aqui. E quem luta por uma terceira via tem que pavimentar seu próprio caminho.

Não adianta ser como Ciro Gomes, que na Avenida Paulista defendeu “um acordo com a direita e um centro democrático”, pelo impeachment de Bolsonaro.

Se não se exceder muito mais na verborragia e apostar na ruptura a qualquer custo, Jair Bolsonaro vai seguir até o fim, para o juízo final das urnas. A inteligência estratégica de Lula quer assim. A saída dele por impeachment poderia ser um mal maior aos planos político-eleitorais dessa esquerda.

Michel Temer, o ex-presidente que negociou armistício (veja AQUI e AQUI) entre o seu sucessor e o Supremo Tribunal Federal (STF), não estará no palanque de Bolsonaro no próximo ano. Ele e o seu MDB, sabemos, é novamente um sonho de consumo de Lula, mesmo com calafrios de muitos próceres e militantes Brasil afora.

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O mantra da mentira

mentiras, mentiroso,Por François Silvestre

“Nenhuma acusação de corrupção neste governo”. Repetia o presidente Bolsonaro todo dia, no chiqueirinho onde ele recebe aplausos e bajulação de representantes fiéis do seu gado. Repetia. Agora, desconversa.

Porém, nunca teve coragem de repetir sobre si mesmo esse mantra mentiroso. Ciro Gomes, que foi seu colega na Câmara dos Deputados, diz, rediz e repete todo dia: “Bolsonaro é uma ladrão pé de chinelo. Roubava dinheiro dos seus servidores fantasmas. Só aí há duas ladroagens, uma contra o erário e outra contra o “servidor”.

Repete e desafia: “Me processe por calúnia, Bolsonaro. Processa não, porque sabe que eu tenho provas do que digo”. Pois é. nenhum processo. Silêncio de resposta.

A divulgação desses áudios confirmando isso não é surpresa pra Ciro Gomes nem para os contemporâneos de Bolsonaro na Câmara. Essa a ladroagem curricular do “mito”.

Agora, o mantra de não haver corrupção no governo derrama-se num esgoto de lama e sangue. As corrupções, todas, possuem uma semelhança. Todas elas retiram dinheiro dos serviços públicos. Que vai fazer falta em hospitais, escolas, estradas, segurança. Toda corrupção é predadora da dignidade humana.

“Porém, entretanto, mas porém”, como dizia Zé Limeira, a corrupção do governo Bolsonaro tem uma pitada macabra no tempero do escândalo. Não é apenas a consequência difusa, a faltar recursos em hospitais. Não. É consequência direta e imediata na causa de mortes em níveis genocidas. Essa é uma inovação digna de uma ficção vampiresca ou de terror moderno. Tão cruel que parece uma mentira de ficcionista pervertido.

Pra completar o quadro da bufante ópera, os “comandantes” das forças armadas sentem-se agredidos com as acusações de corrupção de militares, no Ministério da Saúde. E põem a carapuça, em vez de punir a delinquência de fardados, acusados por outros fardados. No ministério, dito de saúde, escasso de médicos e empanzinado de militares lobistas, uns da ativa e outros de pijama.

Mais uma ameaça bocó, que tá virando rotina do ridículo.

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O silêncio confessa

Bolsonaro x Ciro: acusação e silêncio (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

Faz tempo, muito tempo, que Ciro Gomes acusa Jair Bolsonaro de crime. “É corrupto, com desvios de dinheiro público na Câmara dos Deputados; e é ladrão, pois parte desses desvios foi para seu bolso”. Isso, em não sendo verdade, devidamente comprovada, configura-se calúnia. Punível com pena grave, contra o caluniador. No caso, Ciro Gomes.

Só que até agora, o silêncio de Bolsonaro é suspeito. Não é uma difamação, que dispensa a exceção da verdade. Por exemplo, se Ciro Gomes dissesse “Bolsonaro é um velhaco, não paga suas contas”. Seria punido mesmo se fosse verdade, pois é uma ofensa de reputação.

Não é uma injúria, que também dispensa a exceção da verdade. Por exemplo, se Ciro Gomes dissesse “Bolsonaro é um corno”. mesmo se for verdade ele não pode dizer isso publicamente, pois é uma ofensa de honra, punível mesmo se verdadeira.

Não. Ciro Gomes, que não possui foro privilegiado, está acusado Bolsonaro de corrupto e ladrão. Crimes. Em não sendo verdade, o criminoso é Ciro Gomes, se não provar a acusação. Crime de Calúnia. Porém, entretanto mas porém, Ciro só será punido se Bolsonaro processá-lo, e Ciro não provar. O que falta para provocar a Justiça? Um dos dois é criminoso. Ou um é caluniador ou o outro é ladrão. Não há terceira via. Sacou?

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