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RN tem saldo de 3.231 empregos formais no mês de setembro

Comércio voltou a ter destaque (Foto: Raiane Miranda)
Comércio voltou a ter bom destaque (Foto: Raiane Miranda)

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de setembro de 2025 com 3.231 novos empregos formais, resultado de 21.201 admissões e 17.970 desligamentos, segundo o mais recente Boletim de Empregabilidade divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC/RN).

Com isso, o resultado é o acumulado de mais de 18 mil novos empregos entre janeiro e setembro.

Serviços e Comércio 

O setor de Serviços foi o principal responsável pelo desempenho de setembro, com 984 novas vagas, impulsionado pelas áreas de Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, além de Educação, Saúde e Administração Pública.

Na sequência, o Comércio registrou saldo de 814 empregos, com destaque para o Comércio Varejista, que concentrou a maior parte das admissões. A Agropecuária também teve bom desempenho, com +718 postos de trabalho, seguida pela Indústria (+412) e pela Construção Civil (+303).

Entre os municípios, Natal se manteve como o maior gerador de empregos no mês (+1.395 vagas), seguido por Parnamirim (+282), Mossoró (+231) e Lajes (+158).

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Serviços impulsionam empregos; RN tem melhor índice desde 2010

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de 2.495 postos de trabalho formais em fevereiro de 2025, o melhor desempenho para o mês desde 2010.

O resultado representa um crescimento expressivo de 787% em relação a fevereiro de 2024, quando foram criadas 281 vagas.

O levantamento foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (28) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED).

Nesse cenário positivo, o setor de Serviços foi o principal responsável pelo avanço, criando 2.367 novas vagas no mês, mais que o dobro das 1.163 geradas no mesmo período do ano passado.

O Comércio também apresentou sinais de recuperação, com saldo positivo de 558 empregos, um aumento de 74% em relação a fevereiro de 2024.

“O bom desempenho está ligado ao fortalecimento do turismo e ao crescimento de segmentos como ensino, saúde e setor imobiliário. Os números também evidenciam um fortalecimento da dinâmica de geração de empregos, com saldo de 2.201 vagas abertas no 1º bimestre no estado”, explica o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz.

O desempenho potiguar também se destaca na comparação regional. Estados vizinhos apresentaram saldo negativo em fevereiro – como Alagoas, que perdeu 5.471 empregos – ou tímido, como a Paraíba que abriu apenas 525 vagas.

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Balança comercial do RN tem movimentação próxima de US$ 1 bilhão

Balança comercial mostra  resultados com novidades quanto a destinos (Foto: Sedec/RN)
Balança comercial mostra resultados com novidades quanto a destinos (Foto: Sedec/RN)

O Rio Grande do Norte alcançou aproximadamente US$ 1 bilhão em movimentações no comércio exterior, com a soma das exportações e importações, entre janeiro e agosto de 2024. Mais precisamente, o valor desse montante acumulado na balança comercial, no período, foi de US$ 997,6 milhões, o que representa um aumento de 12% em comparação com os mesmos oito meses de 2023.

Os dados fazem parte da 9ª Edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (SEDEC). O Boletim foi publicado no portal da Secretaria ((//www.sedec.rn.gov.br/) nesta sexta-feira (06.09) e integra uma série de publicações e documentos com dados e análises técnicas sobre a economia do estado disponibilizados pela Sedec.

A publicação informa que o saldo da balança comercial em agosto deste ano foi de US$ 14,2 milhões. As exportações totalizaram US$ 76,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 62,6 milhões no mesmo mês.

Em agosto, os principais destinos dos produtos exportados pelo RN foram: Ilhas Virgens Americanas (US$ 52,1 milhões), Estados Unidos (US$ 4,3 milhões), Países Baixos (US$ 3 milhões), Reino Unido (US$ 2,7 milhões) e China (US$ 1,6 milhão). Os cinco representaram 89% das vendas externas do RN no oitavo mês de 2024.

Produtos

Os principais produtos exportados pelo estado no mês foram óleos combustíveis (US$ 56,8 milhões), melões frescos (US$ 3,1 milhões) e melancias frescas (US$ 1,9 milhão).

Quanto às importações do estado, os países que se destacaram como principais origens dos produtos foram: China (US$ 25,3 milhões), Suíça (US$ 10,6 milhões), Rússia (US$ 7 milhões), Malta (US$ 5,6 milhões) e Estados Unidos (US$ 4,5 milhões). Esses cinco países concentraram 84,6% das importações do estado em agosto.

Frutas fazem parte da lista de produtos exportados (Foto: Sedec/RN)
Frutas fazem parte da lista de produtos exportados (Foto: Sedec/RN)

Os produtos que se destacaram nas importações potiguares foram células fotovoltaicas (US$ 18,6 milhões), outras gasolinas exceto para aviação (US$ 15,4 milhões) e trigo e centeio (US$ 6,8 milhões).

A análise também destaca a presença da Suíça na pauta de importações, o que não ocorreu no mês anterior. Foram importados produtos como outras gasolinas, máquinas e aparelhos para a área têxtil e produtos hospitalares. Malta também apareceu como novo fornecedor, exportando outras gasolinas no valor de US$ 5,6 milhões.

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Projeto do Porto Indústria Multiuso no RN é apresentado

O Rio Grande do Norte deverá buscar investimentos de R$ 6 bilhões, em uma parceria pública privada, para a implantação de um porto indústria multiuso. A estrutura também irá atender atividades já consolidadas no Estado e que precisam melhorar sua infraestrutura, a exemplo do petróleo e da pesca. 

Amaro Sales (centro) presidiu reunião que teve apresentação do Porto Indústria do RN (Foto: Fiern)
Amaro Sales (centro) presidiu reunião que teve apresentação do Porto Indústria do RN (Foto: Fiern)

Ele permitirá a movimentação de equipamentos para os parques de energia eólica offshore (no mar), prestes a serem instalados no litoral da região, e também para o transporte marítimo de outras cadeias produtivas que estão em formação, como a do hidrogênio verde.

As informações foram divulgadas durante a reunião da Diretoria da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), nesta quarta-feira (27), pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato, e pelo professor Márcio Orestes Aguirre González. Apresentaram o estudo de viabilidade econômica e ambiental para a instalação do “Porto Indústria Multiuso no Rio Grande do Norte”.

O estudo também faz o levantamento dos dados técnicos para a escolha de qual área do litoral potiguar tem melhor condições de receber o empreendimento.  

“Estamos acompanhando desde o início. A área não está definida. Quando for escolhida oficialmente, a Federação das Indústrias, por intermédio do programa MAIS RN, vai designar uma equipe de trabalho para que possa apontar as variáveis de apoio ao projeto”, disse o presidente da Fiern, Amaro Sales.

Recursos privados

Sales avalia o porto como estratégico para impulsionar o desenvolvimento do estado, uma vez que assegura logística à implantação da energia offshore. 

O projeto do porto precisará obter investimentos privados, uma vez que exigirá recursos bilionários. O governo do Estado planeja a apresentação do estudo de viabilidade na Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), em agosto. A data exata deverá ser confirmada nos próximos dias, de acordo com a agenda do presidente da Fiesp, Josué Gomes. A intenção é reunir, com a participação e o apoio da FIERN, potenciais investidores.   

Márcio González, doutor em Engenharia de Produção e professor da UFRN, informou que a necessidade do novo terminal portuário se dá em função das perspectivas de parques de energia offshore. Ele disse que, em 2016, quando a Petrobras decidiu implementar uma “planta piloto” para produzir energia com essa fonte eólica, em ambiente marítimo, a companhia identificou a necessidade de um estudo para a infraestrutura que esse tipo de empreendimento exige.  

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Luz para iluminar o futuro do RN

Por Ney Lopes

Em tempos de eleição, observa-se no RN a escassez de projetos concretos. Predominam desaforos e agressões pessoais. Neste cenário, finalmente surge uma luz, que poderá iluminar o futuro do nosso estado.Livre comércio, exportação, importação

Trata-se da implantação de um Polo Empresarial, ao lado do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, de São Gonçalo do Amarante, por iniciativa do eficiente prefeito de São Gonçalo do Amarante Paulo Emídio (amigo de muitos anos), seu vice Eraldo Paiva e o experiente Vagner Araújo, secretário de desenvolvimento econômico e turismo.

A área de 50 hectares está sendo cercada, terraplanagem, concluídos licenciamento ambiental e infraestrutura de acesso à via metropolitana de Natal.

O Polo Empresarial em construção, nada mais é do que as sementes de um futuro polo exportador e turístico, à semelhança do que existe em vários países. Vem de longe a minha luta em favor dessa proposta. No exercício de seis mandatos de deputado federal, sempre alertei, que sem uma sólida sustentação econômica, o aeroporto se tornaria “elefante branco”.

As taxas pagas pelos passageiros, aluguel comercial de espaços e armazéns de estocagem de produtos, não viabilizariam financeiramente o empreendimento.

Deixei a Câmara Federal em 2006 e incrivelmente a classe dirigente estadual perdeu em 2008 o grande momento para a viabilização econômica do nosso aeroporto, durante a votação no Congresso Nacional da lei 11.732. Naquela ocasião, aprovou-se a criação de uma área de livre comércio em Roraima, que nunca saiu do papel.

A justificativa foi de que Roraima é fronteira terrestre. Por que excluir o RN, que representa a maior fronteira aérea e marítima da América Latina?  Faltou quem defendesse o estado. O porto marítimo que complementaria o escoamento das exportações seria construído em parceria com a iniciativa privada (PPP).

O Grande Natal é considerado a “encruzilhada do mundo”, por ser ponto geográfico estratégico nas Américas e Caribe, pela proximidade do Canal do Panamá, Europa, África, Ásia e Oceania.  Em 1999 trouxe ao RN o embaixador da China, que fez palestra na Fiern e para secretários do governo, colocando-se à disposição para obter a cooperação, que permitisse a implantação de uma área de livre comércio, em São Gonçalo do Amarante.

A área de livre comércio não ameaçaria as empresas locais, que teriam prioridade e atrativos para se instalarem e produzirem. Por exemplo: essas empresas poderiam fornecer às  indústrias localizadas na área de livre comércio/RN, aumentando o seu volume de negócios e oferta de empregos; expandindo-se e implantando atividades direcionadas para as exportações; ganhando mais competitividade nos mercados externos; oportunidade de iniciar-se, ou ampliar experiência na atividade exportadora, sem ter que enfrentar as dificuldades de “garimpar” clientes no exterior, gastando dinheiro e negociando em contextos (e idiomas) estrangeiros. Na ALC, o empresário negociaria em português.

Lei estadual criaria juntamente com a área de livre comércio, núcleos de apoio e produção nas regiões do agreste, Seridó, sertão, salineira, médio e alto oeste. Esses núcleos forneceriam produtos nativos para exportação e mercado interno.

Do ponto de vista turístico, a iniciativa atrairia caravanas religiosas para visitas ao Monumento dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, religiosos católicos martirizados, em 1645, por holandeses e índios aliados. O monumento já chega a receber 100 mil peregrinos em dias festivos como 3 de outubro, feriado estadual, quando se comemora a memória dos mártires.

A vocação da zona metropolitana de Natal é a implantação da primeira área livre de comércio do Brasil. Produzir aqui no RN, empregar desempregados, criar oportunidades e aumentar as divisas brasileiras.

Como pré-candidato ao Senado nesta eleição, ficarei gratificado se puder ajudar na construção desse sonho. Como deputado, apresentei projeto, hoje arquivado. Agora, reapresentarei, se chegar ao Senado. A legislação federal será fundamental, na definição dos incentivos às empresas, que geração milhares de empregos e oportunidades. Dessa vez, o RN não poderá perder a oportunidade!

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Guerra comercial mexe com o Alto Oeste

comércio, hipermercados, atacarejos, tecnologia, comérdio, varejo, economia,A guerra em Pau dos Ferros das empresas de atacarejo e comércios similares mexe com o mercado do Alto Oeste do RN.

A disputa pelo cliente local e da região é travada nas ruas, por telemarketing, à porta das lojas e sobretudo em redes sociais, com provocações que às vezes passam longe da civilidade ou livre comércio.

O consumidor agradece, mesmo assim.

Mas, ninguém estranhe se essa competição desenfreada ganhar registros em boletins de ocorrência.

Aguardemos.

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Produção de petróleo em campos maduros sobe 300%

Em dois anos, a produção de petróleo por pequenos operadores no Rio Grande do Norte aumentou 300%. Saltou de 4 mil barris de petróleo equivalente/dia (bpe/d), em 2019, para 16 mil bpe/d, em 2020. O balanço foi apresentado pelo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Rafael Bastos, no VI Fórum Onshore Potiguar, realizado nesta quinta-feira (25) no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró/RN.

Secretário Rafael Bastos participa de fórum, de Brasília, por videoconferência (Foto: Edilberto Barros)
Secretário Rafael Bastos participa de fórum, de Brasília, por videoconferência
(Foto: Edilberto Barros)

Os chamados produtores independentes, que hoje operam campos maduros comprados da Petrobras, já respondem por 43,2% da produção do Estado, que produz hoje 37 mil bpe/d em 70 campos produtores, a grande maioria em terra (onshore). Esse desempenho faz do Rio Grande do Norte, segundo Bastos, o maior produtor de petróleo em terra no Brasil, e o quarto em produção nacional, se somados petróleo e gás.

“Também é digno de destaque que, dos 52 pedidos à ANP de redução de royalties para até 5% por empresas de pequeno porte, 39 pedidos provêm do Rio Grande do Norte”, destaca o secretário. Essa medida, segundo ele, representa investimentos adicionais, com aumento da vida útil pelo fator de recuperação dos campos produtores, manutenção da indústria de bens e serviços e empregos locais.

Royalties e participação

Dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), também apresentados no VI Fórum Onshore Potiguar, confirmam esse cenário positivo. A organização já congrega seis das 11 empresas operadoras em produção no Rio Grande do Norte.

Somente dos associados da ABPIP, houve recolhimento de royalties de cerca de R$ 181 milhões em 2021, até setembro passado.

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Estado instala mais uma câmara para dialogar com setor produtivo

O Governo do Estado, no âmbito da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), instalou nesta segunda-feira (9) a Câmara Setorial dos Microempresários e Empresas de Pequeno Porte. O evento marcou o retorno presencial das atividades das Câmaras Setoriais e Temáticas do Rio Grande do Norte, que vinham sendo realizadas de forma unificada e virtual desde março de 2020 em virtude da pandemia.

Câmara Setorial dos Microempresários e Empresas de Pequeno Porte teve participação de setores organizados do empresariado (Foto: Sandro Menezes)
Câmara Setorial dos Microempresários e Empresas de Pequeno Porte teve participação de setores organizados do empresariado (Foto: Sandro Menezes)

A instalação da sétima Câmara Setorial foi realizada no auditório da Governadoria.

Representando a governadora Fátima Bezerra, o vice-governador Antenor Roberto destacou “o papel do governo como articulador para facilitar o acesso à informação, ao conhecimento e à tecnologia, como também ao crédito”.

Colegiados

As Câmaras Setoriais e Temáticas do RN são órgãos colegiados consultivos e propositivos de apoio ao desenvolvimento dos setores e cadeias produtivas prioritárias. São instrumentos democráticos e transparentes de interlocução do Governo do Estado com a sociedade civil organizada, compostas por representantes dos setores da economia, academia e instituições financeiras.

Cada Câmara Setorial é formada por até trinta membros, podendo ainda incluir convidados especiais representantes de entidades e órgãos públicos ou privados. As reuniões acontecem, ordinariamente, a cada sessenta dias, e extraordinariamente sempre que necessário.

A portaria que institui a sétima Câmara Setorial foi publicada no diário oficial dia 20 de julho de 2021. A ela, se somam outras seis Câmaras criadas desde 2019, quando o Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, instituiu o Sistema de Câmaras Setoriais, são elas: Câmara Setorial da Indústria; Câmara Setorial de Comércio e Serviços; Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura; Câmara Setorial da Mineração; Câmara Setorial de Energia; Câmara Setorial de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Representantes de várias entidades empresariais participaram do evento.

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O petróleo continua nosso

Produção em campos maduros por setor privado fomenta economia (Foto: arquivo)
Produção em campos maduros por setor privado fomenta economia (Foto: arquivo)

Aí, nessa longa estrada da vida, parei para almoçar num restaurante à margem de BR, região Oeste.

Fiz companhia a dezenas de empregados em empresas com atuação no petróleo.

Feliz por aquele burburinho fomentado pela exploração dos campos maduros por empresas privadas.

Com todo o gás.

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Pesquisa mostra caminho para aumento da produção do trigo

Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)
Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)

Por Josivan Barbosa

Uma pesquisa da Embrapa Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)e da rede técnica das cooperativas do Rio Grande do Sul (RTC/CCGL) mostra ser possível ampliar a produção de trigo no Brasil sem que necessariamente haja aumento de área de plantio. Os resultados do estudo surgem em um momento em que voltam a ganhar corpo as discussões sobre a necessidade de o país produzir mais o cereal. A alta dos preços do milho encareceu a cadeia de carnes – e um pode substituir o outro como matéria-prima para nutrição animal.

Segundo os pesquisadores, associar sementes de boa qualidade com melhor manejo pode reduzir em 20% (ou R$ 415 por hectare) o custo variável da produção do trigo, que é de R$ 2 mil, em média – e a diminuição ocorreu sem afetar a produtividade das lavouras. Se considerados os 900 mil hectares de trigo cultivados no Rio Grande do Sul em 2020, a economia com sementes e fungicidas chegaria a R$ 360 milhões no Estado.

A pesquisa avaliou duas linhas de manejo, uma visando à redução da população de plantas e outra com o uso racional de fungicidas, aproveitando fatores da genética das cultivares. A economia de R$ 415 por hectare é resultado da soma de R$ 140 por hectare em sementes e R$ 275 por hectare em fungicidas. Com o preço de comercialização do ano passado (R$ 70, em média) como parâmetro, a redução de custos corresponde ao valor de seis sacas de trigo por hectare.

A pesquisa atestou o que se conhece na prática: no Estado, por hábito, os triticultores usam mais sementes do que precisam. “Em geral, o produtor tem adotado 150 quilos de sementes de trigo por hectare, mas na soja e no milho o cálculo é efetuado em plantas por metro linear. Queremos mostrar nesse trabalho que a implantação do trigo também deve seguir essa lógica de plantas por metro linear, e não a de quilos por hectare”, afirma Geomar Corassa, engenheiro agrônomo da CCGL.

Os pesquisadores instalaram faixas de população de plantas em 20 áreas diferentes, distribuídas por 17 municípios. A cultivar utilizada foi a BRS Belajoia, instalada nas áreas com três densidades de semeadura: 40, 60 e 80 plantas por metro de fileira. Em cada local, a área total chegou a 3 hectares, destinando um hectare para cada faixa de população.

A pesquisa mostrou que o aumento na densidade de plantas não representou ganhos significativos no rendimento dos grãos, mesmo em diferentes ambientes de produção. A média de rendimentos ficou entre 64 e 67 sacas por hectare, mas os custos quase dobraram, passando de R$ 234 por hectare na densidade de 43 plantas por metro para R$ 415/hectare nas faixas de 76 plantas por metro.

“Quando se usa mais sementes, as plantas têm que crescer mais em busca da luminosidade, isso eleva a tendência de tombamento”, explica Giovani Faé, engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo. Como consequência desse tombamento, costuma-se usar mais fertilizantes nitrogena.

Sementes certificadas

As sementes certificadas e resistentes a doenças reduzem os gastos com insumos. Para a Embrapa, com essa economia, os produtores poderiam investir em outras frentes na lavoura, o que aumentaria a produtividade do trigo e também nas culturas subsequentes, como a soja no verão.

O custo da semente de trigo no Rio Grande do Sul foi, em média, de R$ 2,20 por quilo na safra 2020. Para a população recomendada de 43 plantas por metro, a redução de custos chega a R$ 140 por hectare quando se compara com os 150 kg de sementes por hectare do método tradicional.

No estudo, quatro aplicações de fungicidas ao longo da safra custaram R$ 390 por hectare. Com o monitoramento, foi possível fazer uma única aplicação, ao custo de R$ 115 por hectare.

Fonte:  //valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/06/07/pesquisa-da-embrapa-eleva-desempenho-de-lavouras-de-trigo-no-rs.ghtml

Produtores de frutas precisam ficar atentos

Diante da possibilidade da União Europeia, principal destino das frutas exportadas pelo nosso Semiárido (Polos de Agricultura Irrigada RN – CE e Vale do São Francisco), rejeitar os nossos produtos exportados em função da questão de relaxamento com a sustentabilidade da Amazônia, os nossos produtores de frutas precisam mostrar para os europeus que as nossas áreas não possuem relação nenhuma com a problemática da região Norte.

Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)
Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)

Isso precisa ser feito o quanto antes. Depois não adianta chorar o leite derramado.

O Brasil está cada vez mais isolado na comunidade internacional na questão ambiental e o risco agora é de boicote de produtos nacionais pelos consumidores de países em que esse tema ganha mais relevância.

Assim, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) precisa divulgar para a Europa e entorno que os produtores de frutas tropicais do Semiarido brasileiro se preocupam com os recursos hídricos, trabalham com manejo adequado dos solos e preservam a vegetação nativa da caatinga e de outros biomas e que desenvolvem ações sociais na região.

É importante compreender que o nosso produtor de frutas já sofre com o retrocesso das negociações do Acordo Comercial Mercosul-UE ocasionado por problemas relacionados à forma como o país encaminha as questões climáticas nos últimos anos e, assim, as negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul não avançam por causa do desmatamento.

Sucesso da energia eólica no RN

A Casa dos Ventos fechou um contrato de longo prazo (PPA) com a Energisa Comercializadora para a venda da energia do complexo eólico Rio dos Ventos (RN), que está entrando em operação comercial. O acordo prevê o fornecimento de 20 megawatts (MW) médios de 2023 a 2038.

Com a conclusão da rodada de comercialização da primeira fase de Rio do Vento, a companhia de geração eólica vai focar agora nos acordos para a venda da energia da segunda fase do complexo e do projeto Babilônia (BA).

Outra boa notícia para o RN é que o grupo quer transformar suas usinas eólicas em unidades híbridas, também com geração solar. Com isso, nos próximos dois anos, o portfólio do grupo deve atingir a marca de 1,6 gigawatts (GW) de capacidade eólica e 400 MW de geração solar fotovoltaica.

Além disso, o desenvolvimento de um projeto exclusivamente solar também está nos planos. A companhia avalia diversificar não somente seu portfólio de geração, como também sua atuação geográfica, até o momento concentrada no Nordeste.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Mossoró está perto de avançar em bilionário polo industrial

Planta industrial primária terá investimentos exponenciais (Foto ilustrativa)
Planta industrial primária terá investimentos exponenciais (Foto ilustrativa)

Mossoró está perto de receber investimentos privado e internacional, com endosso de agentes financeiros nacionais com grande lastro de capital, que inicialmente devem passar de 800 milhões de dólares.

Isso representará uma injeção da ordem de R$ 4,06 bilhões de reais (câmbio de hoje) e geração de milhares de empregos diretos e indiretos.

A planta industrial primária, célula de empreendimento com capacidade de expansão em poucos anos, é algo exponencial para transformar a economia do município e região, além do próprio estado do Rio Grande do Norte.

Depois trarei mais detalhes.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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RN sem recuperação de crédito

Tesouro nacionalPor Josivan Barbosa

O Estado do Rio Grande do Norte continua em condição delicada junto ao Tesouro Nacional no tocante ao risco de crédito no Sistema de Classificação (CAPAG).

No Nordeste, os Estados de Pernambuco, Piauí e Bahia tiveram avanço na classificação de risco. Os três estados tiveram elevação de C para B, o que indica situação de solvência fiscal, tornando-se habilitados a tomar empréstimo com aval do Tesouro.

A elevação das notas dos estados nordestinos ocorreu antecipadamente porque eles apresentaram ao órgão central pedido de antecipação do cálculo da Capag, normalmente divulgado entre julho e agosto. Para tanto, eles anteciparam o envio de seus demonstrativos de contas anuais e dos seus balanços.

Agora, resta ao RN esperar pela classificação definitiva que será publicada no segundo semestre. As perspectivas não são boas, pois o nosso RN não tem cumprido com parcelas de empréstimos, as quais estão sendo pagas pelo Tesouro.

Indústria do calcário

Sempre defendemos neste espaço que o Rio Grande do Norte deveria avançar na atração de empresas para a exploração da indústria do calcário. Agora vem a boa notícia de um grande investimento nesse setor de uma multinacional da indústria de cimento.

A empresa Cementos La Union implantará o projeto ABG Mineração com quase 3000 ha de área sob reserva (veja AQUI).

PPP longe de Mossoró

Com um orçamento cada vez mais limitado, as gestões municipais iniciadas neste ano reforçaram suas apostas nas parcerias público-privadas para melhorar a oferta de serviços à população.

De janeiro até a semana passada, os prefeitos novos ou reeleitos avançaram em 132 projetos de concessão ou parcerias. Mas, aqui na Terra de Santa Luzia o gestor municipal limita-se a usar os recursos do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), acreditando que são infinitos e não pensa em novos projetos para fazer a diferença em relação aos últimos gestores. É uma gestão doméstica e limitada ao feijão com arroz da gestão pública na nossa região.PPPs - Parceria Público-Privado (PPP), união, grupo, quebra-cabeça

Durante a semana, num ato surpreso nesses tempos de ajuste fiscal, o prefeito resolveu criar duas novas secretarias, contemplando mais cargos e mais despesas de custeio (veja AQUI).

Esperamos que o gestor municipal abra os olhos para a importância da equipe na elaboração de bons projetos de PPP.

Projetos de eficiência energética, iluminação pública, água e esgoto, resíduos sólidos e mobilidade urbana são os mais comuns na relação das PPPs em prefeituras de médio e grande porte do país. As dificuldades orçamentárias atuais e a demanda por melhores serviços, faz com que a intensificação das parcerias passe a ser um caminho sem volta.

Um bom exemplo da importância das PPPs está acontecendo no município do Recife. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lançou neste mês um programa com o objetivo de captar R$ 1 bilhão em parcerias estratégicas com a iniciativa privada – entre investimentos e pagamento de outorgas – até 2024.

A principal dificuldade do nosso município que não é diferente dos demais é a falta de experiência da equipe de gestores em PPPs – nenhum contrato foi assinado até hoje – e a escassez de recursos humanos para elaborar projetos, preparar editais, conversar com o mercado ainda são assuntos estranhos para a gestão municipal.

Energia Eólica no Brasil e no RN

Em 2020, a energia gerada pelos ventos se tornou a segunda principal fonte da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica. Os 713 parques eólicos instalados hoje em 12 Estados abastecem o equivalente ao consumo mensal de 28,8 milhões de residências. São 19 Gigawatts (GW), que correspondem a 11,2% da capacidade instalada do país.

O Rio Grande do Norte é o segundo Estado da Federação em número de parques eólicos com 183 unidades e a Bahia é o primeiro com 196. Em capacidade instalada o nosso RN lidera com 5266,20 MW, seguido da Bahia com 5094,70 MW instalados.

Um exemplo do potencial do nosso Estado na energia eólica é o Parque Rio do Vento construído pela Casa dos Ventos que começa a operar no segundo semestre. Quando estiver em plena carga, Rio do Vento será um dos maiores complexos eólicos do mundo, com 1.038 MW de capacidade instalada.

Diante desses números, o Nordeste se consagra como região exportadora de energia para o resto do país, principalmente, o Sudeste onde estão concentradas as indústrias.

Um ótimo exemplo da importância do Nordeste é o da Engie que tem quatro conjuntos eólicos em operação no Brasil – um no Ceará e três na Bahia. Também está implantando o conjunto eólico Santo Agostinho (RN).

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda novas expansões da malha interligada, para assegurar conexão melhor entre a região Nordeste, principal produtora de energia eólica e solar, e o Sudeste, onde ocorre a maior carga.

Engenharia de Energia

Temos defendido neste espaço que a Ufersa deveria reativar o curso de Engenharia de Energia fechado na gestão passada, sob frágeis argumentos e contrário à evolução da matriz energética do Semiárido que a cada dia avança para o viés da sustentabilidade, onde o papel do engenheiro de energia, profissional que atua na geração e distribuição de energia passa a ser de importância ímpar. Assim, o fechamento do curso se deu na contramão desse avanço. Ainda há tempo de se fazer a correção de rumo.

Um exemplo claro da importância do engenheiro de energia é o que está projetado para a nossa região nos próximos anos.

Nova fronteira da energia eólica, a geração marítima está no radar dos gestores públicos e privados. A fonte consta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), documento anual em que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica perspectivas nacionais no horizonte de dez anos. Existe potencial para abastecer o país com 700 Gigawatts (GW) a partir da Zona Econômica Exclusiva, em locais com até 50 metros de profundidade, segundo o estudo “Roadmap Eólica Offshore Brasil”. Metade das áreas favoráveis fica na região Nordeste.

Várias empresas estão com projetos prontos, à espera da definição do marco regulatório e do momento adequado para investir. O  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)  já recebeu pedidos de licenciamento ambiental para 20 empreendimentos em sete Estados, que somam uma oferta de aproximadamente 40 GW.

A Petrobras solicitou ao Ibama a licença ambiental para instalação do projeto-piloto de uma torre eólica offshore no campo de Ubarana, litoral do Rio Grande do Norte. Com 5 MW de potência nominal, ela será conectada através de um cabo submarino elétrico-óptico à plataforma de Ubarana 3 e terá equipamentos para mensurar o potencial da região, já estimado em 140 MW no RN e CE. O objetivo da empresa é desenvolver conhecimento na atividade, que pode eventualmente ser aproveitada para a eletrificação de plataformas de petróleo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Fecomércio do RN pede apoio para compensar perdas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (FECOMÉRCIO/RN) encaminhou nesta segunda-feira (22), ao Governo do Estado e às prefeituras de Natal e Mossoró, uma série de sugestões.Fecomércio com sugestões ao Governo do Estado do RN e às prefeituras do Natal e de Mossoró, para atenuar impacto de medidas restritivas - 22-03-21São propostas que possam atenuar impacto das medidas restritivas à sociedade e setor produtivo, devido a Covid-19.

Pede, por exemplo, a implantação do pagamento de um auxílio emergencial para trabalhadores do setor, no valor mensal correspondente a um salário mínimo, no período de vigência das medidas restritivas às suas atividades.

Aponta a necessidade de prorrogação dos vencimentos das Certidões Municipais Negativas ou Positivas com Efeito de Negativas das empresas, como também, o adiamento do vencimento do ISS, a partir do mês de março de 2021.

A Fecomércio/RN cita a importância de isenção do ICMS das empresas do Simples Nacional e da energia elétrica para as atividades econômicas que estejam com restrições de funcionamento. Além disso, isenção de tarifas de água e esgoto para os estabelecimentos cujas atividades econômicas estão sendo restringidas pelo Governo do Estado.

Veja quais são no boxe constante dessa postagem.

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Supermercados funcionam normalmente durante medidas especiais

Empresas emitiram nota para tirarem dúvidas sobre sua atuação (Foto ilustrativa)
Empresas emitiram nota para tirarem dúvidas sobre sua atuação (Foto ilustrativa)

A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) veiculou nesse sábado (6) uma “Nota à população”, que trata de esclarecer sobre funcionamento do setor durante pandemia e toque de recolher determinado pelo governo estadual. Veja abaixo:

Nota à população: Funcionamento dos Supermercados

A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) informa à população que os supermercados associados respeitam os decretos publicados e esclarece que funcionarão normalmente, considerando que o setor é reconhecido como atividade essencial desde 2017, após assinatura de decreto presidencial.

De acordo com as determinações do toque de recolher em vigor no estado, o deslocamento de pessoas aos serviços essenciais não é proibido. Mas, caso alguém seja abordado por autoridade policial, precisa comprovar ou fazer uma autodeclaração.

A ASSURN ainda informa que continua acompanhando atentamente a situação da pandemia e reforça diariamente as orientações para que as empresas associadas mantenham as medidas de prevenção e combate à disseminação da covid-19.

A associação também pede aos seus clientes que priorizem ir às compras apenas um integrante por família e que, se possível, sejam pessoas fora do grupo de risco. Além de respeitar o distanciamento social, o uso de máscaras, higienização correta das mãos entre outras medidas de prevenção.

ASSURN – Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte

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Natal cai 9 posições entre municípios mais ricos do país

Com R$ 23,8 bilhões, Natal tem o 40º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre os municípios brasileiros em 2018. No ano anterior, a capital potiguar estava na 31ª posição. Esse é um dos resultados do PIB dos municípios 2018 cuja elaboração é do IBGE e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte.

Dos nove municípios que superaram a cidade do Sol em 2018, a única capital é Vitória-ES (R$ 26,3 bilhões). Os três municípios que estão imediatamente à frente de Natal são: Camaçari-BA (R$ 23.822 bilhões), São José dos Pinhais-PR (R$ 24,1 bilhões) e Caxias do Sul-RS (R$ 24,6 bilhões).

Capital potiguar teve recuo em relação a cidades interioranas da região Sul e até do Nordeste (Foto: Canindé Soares)

Entre os cem maiores PIBs municipais, apenas a capital representa o Rio Grande do Norte no ranking. O PIB natalense corresponde a 0,34% de tudo que municípios brasileiros produzem.

O Produto Interno Bruto (PIB) é o total de bens e serviços finais de um país, estado ou município. Também pode ser explicado como a soma dos valores adicionados pelas diversas atividades econômicas acrescida dos impostos sobre produtos e serviços.

Nordeste

Das capitais do Nordeste, Fortaleza-CE (R$ 67 bilhões), Salvador-BA (R$ 63 bilhões), Recife-PE (R$ 52 bilhões) e São Luís-MA (R$ 33 bilhões) têm PIBs maiores do que a capital potiguar.

Com o avanço de Camaçari-BA, Natal tem o sexto maior PIB entre os municípios da região. Mossoró (R$ 6,5 bilhões), na 23ª posição, e Parnamirim (R$ 5,1 bilhões), na 28ª, estão entre os 30 maiores PIBs do Nordeste.

No ranking dos 30 menores PIBs da região, o Rio Grande do Norte tem cinco municípios: Viçosa (R$ 17,2 milhões) é o terceiro menor; João Dias (R$ 21,6 milhões), o 11º; Monte das Gameleiras (R$ 24,5 milhões) fica em 24º lugar; Francisco Dantas (R$ 25,1 milhões), em 28º; e Taboleiro Grande (R$ 25,5 milhões), na 29ª posição.

No RN, cinco municípios concentram 57% do PIB

Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante são responsáveis por 57,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte. Essa é a quarta maior concentração do Nordeste e a 11ª do Brasil quando se soma os cinco maiores PIBs municipais por estado.

Em valores absolutos, os municípios com cinco maiores PIBs geraram R$ 38,5 bilhões em 2018. O grupo também concentra 46,2% da população potiguar. Os 167 municípios potiguares juntos somaram R$ 66,9 bilhões de PIB.

Bodó tira de Guamaré a posição de maior PIB per capita do estado

Com uma população de 2.250 pessoas em 2018, o PIB per capita do município de Bodó chegou a R$ 142.806,47. Esse é o maior PIB por pessoa entre os municípios norte-rio-grandenses e o 32º do Brasil. O grupo de atividades “eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação” é o que mais contribui para a economia bodoense.

O município de Guamaré passou a ter o segundo maior PIB per capita, do Rio Grande do Norte, com R$ 90.678,84. Na comparação com todos os municípios brasileiros, Guamaré tem o 86º maior PIB per capita municipal.

No Brasil, o PIB por pessoa é de R$ 33.593,82. Para obter esse resultado, divide-se o total do PIB pelo número de habitantes do país, estado ou município.

Energia eólica pesa em PIB

No Rio Grande do Norte, os dez maiores PIBs per capita são: Bodó, Guamaré, Parazinho (R$ 85.197,08), São Bento do Norte (R$ 71.914), Pedra Grande (R$ 65.310,13), São Miguel do Gostoso (R$ 44.082,85), Alto do Rodrigues (R$ 33.684,54), Pendências (R$ 32.065,62), Arês (R$ 31.547,93) e João Câmara (R$ 29.598,28).

Energia Eólica no RN, o Complexo Eólico Calangos no Seridó, da Iberdrola (Foto: Canindé Soares)

 

Desse grupo, sete têm suas economias baseadas em “eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação”, com destaque para a energia eólica. Outros dois municípios se destacam pela produção de camarão – Pendências e Arês. Apenas Guamaré ainda representa a indústria do petróleo nesse ranking.

Mudança de posição

O município de Carnaubais subiu 25 posições no ranking potiguar dos PIBs per capita municipais. O valor de R$ 15.370,65 garantiu a 41º lugar no RN em 2018. Em 2017, o município ocupava a 66ª posição.

Embora a administração pública ainda componha a maior parte do Produto Interno Bruto do município, a indústria extrativa passou a ser a segunda atividade mais importante em Carnaubais.

Por outro lado, Taipu (R$ 9.152,34) e Martins (R$ 9.018,77) perderam 22 posições no ranking entre 2017 e 2018. Em Martins, os valores da administração pública e dos serviços variam negativamente. Em Taipu, a agropecuária recuou.

Veja AQUI dados gerais do pais.

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Taxa de desocupação alcançou maior percentual desde maio

IBGE fez pesquisa sobre empregabilidade (Foto ilustrativa)

A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte alcançou, em agosto, o maior percentual desde maio: 17%. Isso significa que 235 mil pessoas estão em busca de trabalho no Rio Grande do Norte. Com o resultado, o estado tem uma das cinco maiores taxas de desocupação do Brasil.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19 de agosto.

No início da pesquisa, em maio deste ano, a taxa de 12,3% representava 173 mil pessoas desocupadas no Rio Grande do Norte. Portanto, 62 mil potiguares a mais passaram a pressionar o mercado de trabalho ao longo desse período. No Nordeste, Bahia (18%) e Maranhão (18%) superam o estado potiguar e lideram o ranking nacional.

Enquanto a taxa de desocupação cresce mensalmente, o número de pessoas que não procuram trabalho “em razão da pandemia ou porque não havia trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar” diminui. Em julho, eram 449 mil pessoas; em agosto, a quantidade de pessoas nessa situação diminui para 404 mil. Essas pessoas compõem um dos grupos que estão fora da força de trabalho, porque não têm ocupação nem tomaram providência efetiva para retornar ao mercado.

Afastamento

O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em razão do distanciamento social teve uma queda de 40% no Rio Grande do Norte.

Em julho, eram 140 mil trabalhadores, mas agosto esse número chegou ao menor nível desde o início da pesquisa: 84 mil. Isso corresponde a 7,4% da população ocupada.

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Varejo do RN cresce 5,7%; 3º menor crescimento do Brasil

O volume de vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte cresceu 5,7% em maio na comparação com abril deste ano. Esse foi o terceiro menor crescimento do Brasil no mês, maior apenas que Distrito Federal (3,9%) e Pará (0,9%).

Todas as unidades da federação cresceram.Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de maio do IBGE. A reação do comércio potiguar ocorre depois de forte queda em março e abril. Mesmo com o aumento, a recuperação de 5,7% no Rio Grande do Norte ficou muito abaixo da média do Brasil, 13,9%.

A comparação com o volume de vendas de janeiro a maio de 2019 mostra que o crescimento de 5,7% no mês ainda não foi suficiente para reverter as perdas no ano. Nesse período, o volume de vendas teve retração de 8,3% em relação ao mesmo período de 2019.

Comércio varejista ampliado

Entre abril e maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes de peças e de material de construção, cresceu 10,7% no Rio Grande do Norte. No Brasil, o crescimento foi de 19,6%.

Mesmo com essa elevação nas vendas em relação ao mês, o índice do estado variou negativamente em 18,2% na comparação a maio de 2019.

Verificou-se perda acumulada de 11,4% do volume do comércio varejista ampliado nos cinco primeiros meses de 2020, comparado a igual período do ano passado.

Setor de serviços também acumula perda

Nos primeiros cinco meses do ano, o setor de serviços do RN acumulou perda de 12,8% em comparação com o igual período de 2019. No Brasil, a redução média entre as unidades da federação também foi de 7,6%.

O estado potiguar acumula, de janeiro a maio, uma das cinco maiores perdas acumuladas do setor de serviços, apenas Rio Grande do Sul (-13,7%), Alagoas (-15%). Bahia (-15,3%) e Piauí (-15,6%) tiveram maiores perdas nesse período.

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Secretaria de Fátima Bezerra está sem titular há quase um mês

Torquato e Rosalba em 2014: Sedec (Foto: arquivo)

Vai completar um mês que o Governo Fátima Bezerra (PT) está sem titular na pasta do Desenvolvimento Econômico (SEDEC).

No dia 5 de junho, o titular Jaime Calado (PROS) pediu exoneração, para poder se dedicar a projetos partidários e eleitorais.

Em seu lugar está desde então Sílvio Torquato, adjunto na secretaria, que assim continua até o momento.

Torquato foi indicado à equipe da governadora pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), da qual já fora vice-presidente.

Outros governos

Conhece a cadeira e o setor. Foi adjunto da Sedec na gestão Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), ao ser empossado no dia 3 de agosto de 2012. Em janeiro de 2014, passou a ser secretário, com pedido de exoneração de Rogério Marinho (PSDB), que era o titular da pasta.

Antes, já tivera na pasta na administração Garibaldi Filho (MDB).

Torquato é irmão do ex-deputado estadual Elias Fernandes (MDB) e tio do também ex-deputado estadual Gustavo Fernandes (PSDB), que não se reelegeu à Assembleia Legislativa em 2018.

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Fátima amplia até 1º de julho restrição a empresas e população

A governadora anunciou em suas redes sociais nessa terça-feira (23), que prorrogará até o próximo dia 1º de julho as restrições à retomada gradual das atividades econômicas do RN e do confinamento social. Ela esteve participando de videoconferência com representantes do segmento empresarial do estado.

Deixou clara sua posição, que atende à recomendação também do Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), preocupados com avanço da Covid-19 no RN – veja AQUI.Veja resumo da manifestação da governadora:

Meus amigos e minhas amigas:

Venho aqui comunicar a vocês, cidadãos e cidadãs do Rio Grande do Norte, que prorrogarei para o próximo dia primeiro a retomada gradual das nossas atividades econômicas. Essa decisão segue recomendação do Ministério Público e do nosso Comitê Científico, que alertaram para o risco que uma reabertura esta semana trará para a saúde pública do Estado.⁣ ⁣

Estamos em um momento que ainda nos inspira muitos cuidados. Em que pesem todas as ações do Governo para fiscalizar e fazer valer as medidas restritivas – e estarmos atualmente em um patamar igual ou acima do índice de isolamento do país – nossa taxa de isolamento ainda bate na casa dos 40%. ⁣

É preciso que todos os municípios – a exemplo de muitos que conseguiram reduzir os casos de coronavírus exatamente por cumprirem a contento nossas orientações – se integrem com afinco ao nosso “Pacto pela Vida”, para que possamos conscientizar ainda mais a população a ficar em casa e a mudarmos até o dia 1º essa realidade.⁣

Vamos juntos, de maneira segura e com responsabilidade, vencer essa pandemia e voltar à vida normal. Mas para isso precisamos que a população faça a sua parte. ⁣

Fiquem com Deus.⁣ Fiquem em casa.⁣

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RN tem recorde de desempregados em início de ano

No Rio Grande do Norte, 46 mil pessoas tornaram-se desocupadas (sem emprego formal nem informal) no início de 2020. Esse é o maior crescimento no estado, para um primeiro trimestre, desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) foi criada em 2012. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo IBGE.

Desemprego é crescente (Foto ilustrativa)

No total, o estado potiguar registrou 237 mil desocupados no primeiro trimestre de 2020, enquanto que no último trimestre de 2019 havia 191 mil. Em relação a todos os outros trimestres, o crescimento é o terceiro maior da série histórica do RN.

A alta de 24% de desocupados nesse período também é a quinta maior entre as unidades da federação. Apenas Mato Grosso (34,4%), Maranhão (32%), Alagoas (25%) e Tocantins (24,6%) superam o estado potiguar. No Brasil, 12 unidades da federação cresceram neste aspecto.

O número de desocupados no trimestre de janeiro a março de 2020 representa 15,4% das pessoas que estão na força de trabalho no RN. Também é a terceira vez que a desocupação ultrapassa o nível de 15% no estado.

Do total de 237 mil pessoas desocupadas, 110 mil moram na Região Metropolitana de Natal e 62 mil no município capital. A taxa de desocupação da Grande Natal foi de 14,4%, e da capital, 13,8%.

A taxa de desocupação dos jovens potiguares, de 18 a 24 anos, chegou a nível recorde: 36%, o maior desde 2012. Nesse grupo, a taxa era 30% no último trimestre de 2019. A quantidade de desocupados nessa faixa de idade variou de 61 mil, no final de 2019, para 81 mil nos primeiros três meses de 2020.

No RN, 45% dos trabalhadores estão na informalidade, a menor taxa do Nordeste. Esse percentual representa 586 mil pessoas. Pernambuco (48%) tem a segunda menor taxa da região. Na liderança da informalidade está o Maranhão (61,2%).

São considerados trabalhadores informais aqueles que atuam no setor privado e não possuem carteira assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem CNPJ; trabalhador por conta própria sem CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.

Sem carteira

RN tem segunda maior queda de empregados sem carteira assinada do Brasil no primeiro trimestre de 2020.

Das oito unidades da federação com diminuição de empregados sem carteira assinada no setor privado, o Rio Grande do Norte apresentou uma queda de 14,2% no primeiro trimestre de 2020 se comparado com último de 2019.

No trimestre de outubro a dezembro de 2019, o número de empregados sem carteira assinada no mercado de trabalho potiguar era de 216 mil. Nos primeiros três meses de 2020, esse número chegou a 186 mil. Só o Amapá (- 14,2%) teve uma queda maior que o Rio Grande do Norte nesta análise.

Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com o primeiro de 2019, essa categoria de emprego se manteve estável no Rio Grande do Norte. A redução dos empregos sem carteira assinada no primeiro trimestre é comum, em razão da dispensa de trabalhadores contratados temporariamente para atender à demanda do fim do ano anterior.

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Governo sinaliza que fará decreto favorável ao setor salineiro

Decretos são 'atalho' (Foto: Marcos Corrêa)

Em matéria sob o título “Com decretos, Bolsonaro oferece a deputados ‘atalho’ para aprovar propostas“, o jornal O Globo desta segunda-feira (20) discorre que o presidente da República põe a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil à disposição de parlamentares e cria canal alternativo para acelerar proposições legislativas.

No enunciado da matéria há um sinalizador de boa nova para Mossoró e a economia do próprio Rio Grande do Norte.

O chefe da SAJ, Jorge Oliveira, afirmou que a orientação é responder a todas a sugestões depois de acionar os ministérios envolvidos. E citou um exemplo prático.

Garantiu que “em breve” deve ser formalizado o decreto que regulamenta a produção de sal em áreas demarcadas para preservação ambiental.

Trata-se de uma proposta levada ao governo pelo deputado Beto Rosado (PP-RN).

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O Rio Grande do Norte de Fátima

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte vive um momento muito crítico do ponto de vista administrativo. Não resta dúvida que isso é resultado de um acúmulo de erros de várias gestões. A partir de primeiro de janeiro/2019 o Estado estará sobre nova administração e o que se espera é que ela consiga, pelo menos, tirar o elefante da UTI.

A futura governadora Fátima Bezerra tem um grande desafio, nos próximos meses: mostrar ao povo do RN que ela e sua equipe farão diferente. Sair da retórica do palanque para efetivamente executar o que prometeu.

Vários são os gargalos que ela terá que enfrentar. O primeiro e mais crítico é a questão da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. Os servidores convivem com atrasos há mais de dois anos. Uma parte recebeu o 13o salário de 2017 no último dia 28, ou seja, não será uma tarefa fácil dialogar com as categorias pedindo mais tempo e calma para a resolução do problema.Os policiais civis e o Itep se anteciparam e entraram em greve cobrando os salários atrasados e o 13o salário de 2017. Foram atendidos nesse último pleito. Mas, pelo andar da carruagem, devem iniciar o ano de braços parados, mesmo a justiça definindo que a greve dos policiais é ilegal. Se voltarem irão fazer a chamada operação padrão.

No campo da segurança pública, espaço onde a população deverá avaliar o próximo governo, será preciso um esforço muito grande e sistêmico para poder engendrar um projeto que possa dar cabo a uma redução, principalmente, dos homicídios, já que esses são para o senso comum o termômetro da insegurança.

Para mim, o caminho tem que passar pelo fortalecimento da Polícia Civil e o Itep. No Rio Grande do Norte, mais de 90% dos crimes não são elucidados por falta de estrutura investigativa. Claro que a Polícia Militar nas ruas terá um papel importante, mas apenas homens e armas nas ruas podem não ser a solução para o grosso do problema.

Um outro gargalo será a saúde. Será necessário que o próximo governo repense as estratégias de regionalização e, sobretudo, conclame os municípios para que juntos possam repactuar as ações em saúde.

Por fim, a grande esperança é a dinamização do setor econômico. O petróleo ainda continua sendo um grande impulsionador da economia do Rio Grande do Norte, bem como, o setor salineiro e a fruticultura, sem contar o setor mineral que pode ser alavancado para reposicionar o estado entre os maiores do Brasil.

A pujança econômica do Estado está na região de Mossoró, ou melhor dizendo, na região Oeste. Espero que o novo governo não seja como os outros e suas ações terminem na Reta Tabajara.

A locomotiva econômica deu um grande crédito a governadora Fátima Bezerra; agora ela precisa de lenha para crescer ainda mais.

No mais é esperar. Eu desejo o todo o sucesso a governadora e à nova equipe que irá gerir os destinos do Rio Grande do Norte. Que zelem pelo dinheiro público e construam caminhos para um Estado mais forte.

Gutemberg Dias é professor da Uern, empresário e Conselheiro da Fundação Nacional da Qualidade