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Memória viva de campanhas eleitorais inesquecíveis

Por Odemirton Filho

Arte de Cássio Costa da Agência Senado
Arte de Cássio Costa da Agência Senado

A convite de Carlos Santos, criador e editor do Blog Carlos Santos, topei escrever para este domingo (21) na condição de eleitor e testemunha viva de algumas campanhas eleitorais em Mossoró. “Quero uma visão que não seja do especialista, mas de alguém que vivenciou época de campanha diferente da conhecida atualmente,” justificou ele. Portanto, o que vem aí mais abaixo, não é o olhar do especialista, do profissional do jornalismo político, da pessoa do marketing, do homem da ciência política, do expert em pesquisa eleitoral, mas de alguém que viveu período memorável lá embaixo, nas carreatas, nos comícios, passeatas, showmícios. Desses tempos cativantes, eis um pouco do que ficou em minha memória:

Os artigos dos articulistas que escrevem nesta página na série “Eleições Municipais 2024” fizeram-me relembrar das campanhas eleitorais de tempos idos. Algumas foram singulares, seja porque eu ainda estava no junho de minha vida, e tudo era motivo pra festa, seja pelo acirramento dos embates eleitorais, tão comuns nas cidades do interior. Não é meu objetivo discorrer amiúde sobre tais campanhas, mas, tão-somente, apresentar um recorte do que vivenciei.

Refiro às campanhas eleitorais de 1986, 1988 e 1992, a primeira para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a segunda e a terceira para a Prefeitura Municipal de Mossoró.

1986

Em 1986, os nomes fortes que concorriam ao Governo do RN eram João Faustino e Geraldo Melo. Em outra oportunidade, escrevi que até hoje não existiu campanha eleitoral mais emocionante. Os jingles do “Tamborete”, apelido de Geraldo Melo, eram de arrepiar; “sopra o vento, deixe esse vento soprar, esse vento traz Geraldo, a nossa sorte vai mudar…”

Os eleitores ficavam fascinados com a oratória de Melo, acostumado a falar para multidões; muitos deles levavam tamboretes nas mãos ou colocava-os nas janelas e calçadas das casas. De fato, foi uma campanha eleitoral belíssima, envolvente e, ao final, o “Tamborete” venceu João do Coração. Resultado das eleições de 1986:

– Geraldo Melo (PMDB) – 50, 11%
– João Faustino (PFL) – 48,60%
– Aldo Tinoco (PDT) – 0,72%
– Sebastião Carneiro (PT) – 0,57%

1988

Rosalba foi eleita três vezes, a começar de 1988 (Foto: reprodução)
Rosalba e Luiz Pinto erguem braços à aclamação em 1988 (Foto: Reprodução/Arquivo BCS)

Em 1988, Laíre Rosado e Rosalba Ciarlini protagonizaram a disputa para prefeito. “Sou rosa vermelha, ai! Meu bem querer, beija-flor sou tua rosa, e hei de amar-te até morrer…” O Jingle de Rosalba embalou a campanha. A música Ilariê tocava nos comícios de Laíre; o candidato do PT também tinha seu jingle, “Chagas Silva, Zé Estrela, tome nota pra votar…”

Como disse em outra crônica sobre o tema, lembro-me de dona Edith Souto – baluarte do aluizismo em Mossoró – acompanhando as passeatas sentada no capô de um veículo Opala; dos ônibus levando os eleitores pra lá e pra cá; da Força Jovem, uma turma de rapazes e moças que apoiava a candidata Rosalba, realizava comícios que reuniam milhares de pessoas.

Foi uma campanha bastante disputada, inicialmente tendo Laíre como favorito, mas pouco a pouco, com o apoio de Dix-huit Rosado e outros fatores, a “Rosa” angariou a simpatia dos eleitores, conseguindo ganhar o pleito, iniciando, a partir de então, uma carreira política vitoriosa. Resultado das eleições de 1988:

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 – (49,7%)
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 – (40,2%)
– Chagas Silva (PT) – 2.507 – (3,3%)

1992

Já na campanha eleitoral de 1992, disputaram pra valer Luiz Pinto e Dix-huit Rosado. Luiz Pinto era o candidato apoiado por Rosalba, que estava surfando nas ondas da popularidade, e eram favas contadas a vitória do Pinto. Elek  seu vice-prefeito, oriundo de família tradicional da cidade.

Laíre Rosado, Frederico Rosado, Sanda Rosado, Dix-huit e Vingt em 1992 (Foto: arquivo)
Laíre Rosado, Frederico Rosado, Sanda Rosado, Dix-huit e Vingt em 1992 (Foto: arquivo)

Porém, não foi bem assim. Apesar da idade avançada, com as limitações naturais para enfrentar uma campanha, o “Velho” mostrou todo o seu vigor eleitoral.

Certa vez, presenciei um discurso do velho alcaide, um orador de primeira linha. Na ocasião, disse que, se pudesse, cobriria o chão de Mossoró com algodão para ao pisar não machucar a terra que tanto amava.

No final do embate, o “Velho” venceu o “Pinto”.

No comício da vitória, a canção do poeta Zé Lima animava a multidão, eufórica: “Não sei o que será do amanhã, a vida da morte é irmã, eu quero esse cheiro de terra, sabor de hortelã…” Resultado das eleições de 1992:

– Dix-huit Rosado (PDT) 37.188 – (47,79%)
– Luiz Pinto (PFL) 32.795 – (42,15%)
– Luiz Carlos Martins (PT) 6.557 – (8,43%)
– Paulo Linhares (PSB) 1.273 – (1,64%)

Em Mossoró, à época, os grandes comícios eram realizados no largo do Jumbo, da Cobal, no Ferro de Engomar, logo após a descida do Alto de São Manoel. Os showmícios eram permitidos. Cantores e bandas de fama nacional animavam o povão, numa verdadeira festa; nas passeatas, um mar de pessoas; nas carreatas, uma ruma de carros e motocicletas, além de carroças e bicicletas.

Foram essas, para mim, as campanhas eleitorais inesquecíveis. Quem viveu esses momentos sabe muito bem o que acabei de descrever. Esse tempo não voltará jamais.

Série Eleições Municipais 2024

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Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

Bivalência política

Por Marcelo Alves

Hillary e co-autora de livro - política e terror (Fotos: Evan Agostini/Invision/AP/Jean-Francois Bérubé/AP/picture alliance)
Hillary e Louise Penny em livro (Fotos: Evan Agostini/Invision/AP/Jean-Francois Bérubé/AP/picture alliance)

Por esses dias, ainda xeretando o Goodreads (o tal “maior site do mundo para leitores e recomendações de livros” – veja crônicas anteriores AQUI e AQUI) e suas sugestões de romances de suspense e mistério, dei de cara com um romance que me chamou muito a atenção – “State of Terror” (2021), por Hillary Rodham Clinton (1947-) e Louise Penny (1958-) –, em princípio não tanto pelo seu conteúdo, mas por se tratar, uma das suas autoras, da mui famosa outrora primeira-dama e secretária de Estado dos EUA. Hillary Clinton é autora de livros diversos, memórias em especial, eu tinha já ciência. Mas não sabia que ela havia se metido nessa coisa de suspense e investigações.

Madame Clinton, obviamente, entende das coisas da política como poucos, podendo, assim, ser mais que imaginativa para fins de uma ficção relacionada a conspirações dentro de um governo. Sem querer especular demais, talvez tenha sido por isso que o livro é escrito em coautoria com a canadense Louise Penny, que efetivamente é do ramo (literário-ficcional, deixo claro).

De toda sorte, isso de um político célebre se meter com a literatura, incluindo a ficcional, não é algo incomum. Dessa bivalência, temos exemplos que vêm de longe, no tempo e no espaço.

Na antiga Roma, o “divino” Júlio César (100a.C.-44a.C.) escreveu o famoso “De Bello Gallico”, até hoje obra de referência para o estudo do latim, embora ele reconhecesse invejar a poesia moderna e maledicente de Catulo (84a.C.-54a.C.). E ali teve, claro, o enorme Cícero (106a.C.-43a.C.), jurista, filósofo, político, escritor e orador, que nos deixou dezenas de obras, nunca superadas, nem ontem, nem hoje.

Na querida Inglaterra, Benjamin Disraeli (1804-1881), um dos mais importantes Primeiros-Ministros do Reino Unido, homem de solidez intelectual (com formação em direito), tem seu lugar na história da literatura do país. Ele escreveu inúmeros romances – “Vivian Grey” e a trilogia “Coninasby”, “Sybil” e “Tancred”, por exemplo – alcançando grande fama. A citada trilogia é tida pelo “The Oxford Companion to English Literature” como iniciadora da ficção política em língua inglesa. Já Winston Churchill (1874-1965), que dispensa apresentações, foi um orador brilhante, com seus discursos considerados como clássicos dessa arte (quem não se lembra de “sangue, suor e lágrimas” ou de “nunca tantos deveram tanto a tão poucos”?).

Mas ele foi também um historiador/escritor de imenso talento. Viveu das rendas de seus livros e artigos em jornais e revistas. Contados apenas os publicados em vida, sua obra passa dos 50 títulos. São destaques “A History of the English-Speaking Peoples” e “The Second World War”, que certamente tiveram um peso decisivo para a obtenção do Prêmio Nobel de Literatura em 1953.

Aqui no Brasil, numa passada rápida, tivemos o “Águia de Haia”, o polímata Rui Barbosa (1849-1923), jurista, diplomata, jornalista, filólogo, tradutor, político, orador e escritor, várias vezes candidato à Presidência da República, que foi o nosso Cícero, ouso dizer. Temos José Sarney (1930-), que, embora não tão brilhante quanto Rui, chegou à Presidência e é um ficcionista de inegável talento. E ainda Fernando Henrique Cardoso (1931), que, além de ex-Presidente do país, é um intelectual, sociólogo, cientista político e memorialista de importância deveras reconhecida.

Mais próximo de nós, Pernambuco nos deu, a título de exemplo, Joaquim Nabuco (1849-1910), entre outras coisas biógrafo/memorialista como poucos no Brasil. “Um estadista do Império” e “Minha formação” são maravilhas, sem dúvida. Aqui no Rio Grande do Norte, guardadas as proporções da nossa província, consigo lembrar dos governadores/ficcionistas Antônio José de Melo e Sousa/Polycarpo Feitosa (1867-1955) e Geraldo Melo (1935-2022), e de Elói de Souza (1873-1959), José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) e Aluízio Alves (1921-2006), que, embora não ficcionistas, escreveram livros de importância regional incontestável.

Mas disso de político escrever literatura/ficção em coautoria, com a marcante ajuda de outrem, como em “State of Terror”, não tinha ainda me dado bem conta. Tem seu lado bom, claro.

Imaginem os “insights” ou as “inside informations” que podem ter sido oferecidas por Hillary Clinton para um livro intitulado “Estado de terror”, cuja personagem principal é exatamente uma jovem secretária de Estado dos EUA? Contanto que ela não tenha vasado informação realmente sensível, que seja tudo tecnicamente público, às claras, maravilha das maravilhas.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Styvenson Valentim resolve ser político de olho na reeleição

Senador já enxerga outro jeito de fazer política, sem perder essência (Foto: arquivo)
Senador descobre que o candidato de 2018 não sobreviverá apenas com um celular à mão (Foto: arquivo)

De olho na reeleição em 2006, o senador Styvenson Valentim (Podemos) muda diametralmente seu estilo de fazer política.

Resolveu ser político.

Fazer política, digamos.

Aos poucos, o senador descobre a importância da imprensa, a necessidade do diálogo e a obrigação de interagir com outros agentes públicos como vereadores, prefeitos, lideranças comunitárias, representantes de entidades da sociedade civil.

Entendeu que um celular na mão e alguns desaforos não vão ser suficientes para se reeleger.

Com certeza, em 2026, não vai repetir a campanha eminentemente virtual de 2018, quando venceu ao Senado sendo um outsider (fora do sistema), o antipolítico. Nem repetirá a patacoada de 2022: simulou ser candidato ao governo estadual espichado num sofá, fazendo vídeo ao lado da mãe e de um cachorro magricela.

Faz certo em mudar, se ajustar, ser minimamente normal, sem perder sua essência.

Em 2018, ele foi eleito com 745.827 (25,63%) dos votos, enquanto Zenaide Maia (PHS, hoje no PSD) alcançou 660.315 (22,69%) votos.

Eles deixaram para trás, por exemplo, o senador Garibaldi Filho e ex-senador Geraldo Melo (PSDB). O primeiro, que já obtivera 1.042.272 (35,03%) votos em 2010 e buscava reeleição, em 2018 foi o quarto colocado com 376.199 (12,93%). Geraldo Melo somou até mais do que ele, com 382.249 (13,14%).

Em 2026, Styvenson vai enfrentar – provavelmente – Fátima Bezerra (PT) e Zenaide Maia, com duas vagas novamente em jogo. Outros nomes deverão surgir, como a hipótese crescente do hábil Ezequiel Ferreira (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do RN.

Cuida, Styvenson.

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Um ano da despedida do ex-governador Geraldo Melo

Geraldo: catalisador das massas (Foto: arquivo)
Geraldo na célebre campanha de 1986 (Foto: arquivo)

A família do ex-governador Geraldo Melo marcou nessa segunda-feira (6), um ano do seu falecimento.

O ato litúrgico voltado para familiares, amigos e admiradores do ex-governador falecido dia 6 de março do ano passado, com câncer, aos 86 anos, aconteceu em Natal.

A cerimônia religiosa foi às 17h, na Capela São Judas Tadeu, na Avenida Rodrigues Alves, Tirol.

Geraldo Melo foi governador do Rio Grande do Norte entre os anos de 1987 e 1991. Antes, foi vice-governador de Lavoisier Maia entre 1979 e 1982.

Ainda cumpriu mandato como senador entre 1995 e 2002, onde foi vice-presidente.

Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo nasceu em 12 de julho de 1935 na cidade de Campo Grande. E poucos meses antes de falecer, ele foi eleito em novembro de 2022 para compor a Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL).

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O anticandidato que morre de medo de ser eleito

Vai terminar a campanha, chegaremos às eleições de outubro, com boa parte da população do Rio Grande do Norte sem saber que Styvenson Valentim (Podemos) é candidato ao governo estadual.

O senador Valentim é o da esquerda, com camisa rósea (Foto: arquivo)
O senador e “candidato” Styvenson Valentim é o que posa de braços cruzados nesta foto (Foto: arquivo)

Por sua opção, não faz campanha. No máximo, usa redes sociais próprias e aparece em algum debate, além dos espaços naturais que provoca na mídia.

Ele é de fato um anticandidato.

Talvez o único outsider da política do RN.

O que, convenhamos, serve muito à sua imagem, esculpida a partir da atividade policial em blitzen da lei-seca, mas tem pouca serventia à própria política e à população potiguar.

Valeu em sua eleição ao Senado em 2018, contra gigantes como Garibaldi Filho (MDB) e Geraldo Melo (PSDB), além de mais 12 concorrentes (veja AQUI), porém não é o suficiente para 2022. A memória próxima no inconsciente popular, latente na massa, não é mais do rigoroso policial antipinguços ao volante, mas do senador falastrão que só se pronuncia na primeira pessoa.

Numa disputa de egos seria eleito fácil. Mas, a luta é pela administração do RN, tarefa que Valentim parece morrer de medo de abarcar. Daí ser compreensível sua campanha pelo avesso, para não ser visto ou lembrado.

Toca Raul!

Como Raul Seixas cantava em “Comboy fora da lei,” sendo candidato de verdade o senador Styvenson Valentim “pode ser que seja eleito” (sic). Na música, Raul narrava que alguém poderia lhe “assassinar” no mandato de prefeito.

Com Valentim, o pânico é ser obrigado a mostrar serviço – aquilo que cobra dos outros.

O que é outsider? – Um “estranho”, alguém por fora do sistema, do meio em que vive.

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Isaura Amélia é eleita para Academia Norte-rio-grandense de Letras

A professora-doutora, escritora e agitadora cultural Isaura Amélia de Sousa Rosado Maia foi eleita a mais nova imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL). Venceu por  24 votos a 15 a professora-doutora, escritora e jornalista Josimey Costa.

Isaura (centro, em pé) substituirá na Cadeira 32 o ex-governador Geraldo Melo (Foto: cedida)
Isaura (centro, em pé) substituirá na Cadeira 32 o ex-governador Geraldo Melo (Foto: cedida)

A eleição aconteceu à noite desta terça-feira (2) em Natal, na sede da ANRL.

Ela ocupará a cadeira 32, que foi do ex-governador, jornalista e escritor Geraldo Melo. Antes, tinha pertencido ao jornalista e escritor João Batista Machado (Machadinho). Seu patrono é escritor Francisco Fausto.

Ele tinha sido eleito dia 11 de novembro do ano passado, quando já lutava contra avanço de câncer terminal.

Isaura Amélia é a primeira mulher a quebrar a linhagem de imortais na 32, em face da vacância ocorrida dia 6 de março último, com a morte de Melo.

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“Baixinho” tira proveito de ‘bullying político’ provocado por Lula

O marketing do pré-candidato a senador, ex-ministro Rogério Marinho (PL), transformou ataque pejorativo atirado contra ele pelo presidenciável Lula (PT), ontem em Natal (veja AQUI), numa peça de propaganda positiva.

De um limão, Marinho tenta fazer uma limonada.

Rogério já usa em suas peças de divulgação o escárnio proferido por Lula: do limão, uma limonada (Reprodução do Canal BCS)
Rogério já usa em suas peças de divulgação o escárnio proferido por Lula: do limão, uma limonada (Reprodução do Canal BCS)

Em discurso no pátio da Arena das Dunas na quinta-feira (16), Lula ironizou a própria existência do ex-ministro, sua origem potiguar e o tratou por “baixinho” e “desgraçado”.

Ele agora é o “Baixinho”. Assume e assume-se satisfatoriamente, com sorriso de orelha a orelha.

O apelido depreciativo deverá se tornar um símbolo à própria campanha, para criar rápida empatia popular.

Nas redes sociais e já nas ruas, a propaganda corre solta.

É o “Mito e o Baixinho”, ou seja, Jair Bolsonaro e Rogério Marinho.

Desdém faz bem

Vale lembrar que em 2008, fazendo campanha para Fátima Bezerra à Prefeitura do Natal, Lula soltou impropérios em discursos, na direção da adversária Micarla de Sousa (PV). Foi um combustível aditivado para a ‘baixinha’ arrancar de vez à vitória, como vítima.

Na história da política, em todos os tempos, a conversão do menosprezo em peça de propaganda favorável, não é algo raro. No RN, por exemplo, os casos mais emblemáticos são os de Aluízio Alves e Geraldo Melo, que protagonizaram em 1960 e 1986 duas vitórias históricas.

Aluízio foi ridicularizado como “Cigano Feiticeiro” e seu eleitor como “gentinha”, pela campanha do adversário Dinarte Mariz. Venceu.

Geraldo foi humilhado como “Tamborete” pelo marketing de João Faustino, seu principal contendor, em face da baixa estatura. Fez da humilhação com peça do mobiliário sertanejo no maior símbolo de seu triunfo.

Enfim, não é incomum o bullying político se voltar contra quem o arremessa.

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Duas mulheres disputam cadeira 32 da Academia de Letras

Isaura e Josimey: disputa (Fotomontagem Canal BCS)
Isaura e Josimey: disputa (Fotomontagem Canal BCS)

Duas mulheres, por enquanto, estão na disputa pela cadeira 32 do ex-governador Geraldo Melo, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL).

A professora, escritora agitadora cultural Isaura Amélia Rosado e a doutora em Comunicação, poetisa e professora aposentada da UFRN Josimey Costa estão nesse páreo, uma disputa um pouco diferente da corrida eleitoral partidária.

Às 17 horas desta quinta-feira (26), o presidente da ANL, Diógenes da Cunha Lima, fará exaltação a  Geraldo Melo, numa homenagem dessa casa à sua memória.

Ele faleceu dia 6 de março deste ano.

Foi eleito para a ANL no dia 11 de novembro do ano passado. A cadeira tinha sido do jornalista e escritor João Batista Machado e o patrono é o historiador Francisco Fausto.

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Morre em Natal o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo

Geraldo foi vice-governador, governador e senador (Foto: arquivo)
Geraldo foi vice-governador, governador e senador (Foto: arquivo)

Faleceu de câncer à madrugada desse domingo (6) em Natal, o ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo, mais conhecido como Geraldo Melo. Tinha 86 anos e estava no apartamento de um de seus cinco filhos, Renata.

O velório acontece no Morada da Paz em Emaús (Parnamirim). O sepultamento está marcado para as 16h, no mesmo local. O velório é aberto ao público em geral e o sepultamento será restrito à família e aos amigos próximos.

Detectou câncer no pulmão em outubro de 2020. Submeteu-se a tratamento intensivo e parecia curado. Mas, a doença ressurgiu no cérebro ano passado. Fez cirurgia para retirada de tumores, sequenciada por tratamento pós-operatório, mas em dezembro teve agravamento do quadro.

Família decidiu então tê-lo em casa para cuidados finais, haja vista diagnóstico de irreversibilidade da doença.

História

Geraldo Melo nasceu em 12 de julho de 1935 em Campo Grande-RN. Casado com Edinólia Melo, que chegou a ser prefeita de Ceará-mirim, Jornalista, escritor, usineiro, em novembro de 2021 ele foi eleito para a Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), ocupando a cadeira que tinha sido do jornalista e escritor João Batista Machado, “Machadinho”.

Na atividade pública, ele começou em 1961, quando tornou-se secretário de Planejamento do então governador Aluízio Alves.

Antes disso, Melo tinha sido um dos técnicos que participaram da criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em 1959.

Em 1978, foi eleito indiretamente vice-governador do Estado pela Arena na chapa encabeçada por Lavoisier Maia (Arena), para o período 1979-1983. Mais tarde, rompeu com os Maia (que governavam o Estado desde 1975) para se manter alinhado com o sistema Alves.

Em 1986, foi eleito governador pelo PMDB numa campanha das mais empolgantes da história do RN, sobretudo por sua oratória envolvente e catalisadora das massas. Exerceu seu mandato de 87 a 91.

Geraldo: catalisador das massas (Foto: arquivo)
Geraldo: catalisador das massas (Foto: arquivo)

Em 1993, ingressou no PSDB, pelo qual foi eleito senador no ano seguinte, tendo apoiado a campanha de Fernando Henrique Cardoso à Presidência.

Chegou a ser vice-presidente do Senado de 1995 até 1997.

Em 2002, candidatou-se à reeleição porém termina o pleito em 3° lugar, atrás dos eleitos Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (PFL).

Em 2006, candidata-se mais uma vez ao Senado pelo PSDB termina o pleito novamente em 3°lugar atrás da eleita Rosalba Ciarlini e do 2° colocado Fernando Bezerra.

Só em 2018 ele retornou às disputas eleitorais, porém novamente sem sucesso. Das duas vagas em disputa, de novo foi o terceiro colocado, sendo superado por Styvenson Valentim (Rede) e Zenaide Maia (PHS).

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Caminhos da política

Laíre faz relatos desconhecidos do público (Foto: arquivo)
Laíre faz relatos desconhecidos do público (Foto: arquivo)

Por Laíre Rosado (O Mossoroense)

O ex-senador Garibaldi Alves afirmou que rompeu política e familiarmente com o ex-deputado Henrique Alves. Quando do rompimento de Carlos Augusto com os tios, Dix-huit declarou que, em política, o primeiro que apodrece é o sangue. Na aliança política entre familiares o vínculo se mantém enquanto atende ao interesse de todos.

Em 2006, Garibaldi nos fez passar por vexame semelhante ao que está expondo Henrique. Acreditava que o apoio de Rosalba Ciarlini era fundamenta para sua eleição ao Senado. Foi assim que, pelo telefone, marcou encontro comigo e com Sandra, em nosso apartamento na capital do estado, no cruzamento das ruas Antônio Basílio com Rui Barbosa.

Uma visita do grande líder Garibaldi deveria ser motivo de alegria, mas não foi o que aconteceu. Depois dos cumprimentos iniciais, sem arrodeio, disse que estava precisando do apoio da ex-prefeita de Mossoró e avisava que eu e Sandra, então deputada federal, deveríamos buscar outro partido, deixando o PMDB, partido a que estávamos filiados há vários anos. De maneira enfática, repetiu que não teríamos mais espaço para disputar novas eleições filiados ao partido onde tivemos grandes vitórias.

Ponderei que poderíamos conviver com Rosalba em um mesmo partido. Não havia necessidade de cancelamento de nossa filiação ao PMDB, partido que amávamos e onde nos sentíamos confortáveis. Pedi somente que, caso ele concordasse, queria que o anúncio dessa nova composição fosse feito por nosso intermédio, para evitar uma reação maior dos correligionários. Fiquei surpreso com a reação de Garibaldi, afirmando não havíamos entendido sua decisão e que tínhamos que sair do PMDB. E completou, quanta ironia meu Deus, que entenderia qualquer posição que assumíssemos.

Perguntei sobre o diretório municipal do PMDB em Mossoró e ele respondeu que esse assunto não era mais de minha responsabilidade. Perguntei ainda se Rosalba assinaria ficha de filiação partidária e, mais uma vez, ele não me respondeu. Sempre fui muito tranquilo em minhas reações emocionais, mas não suportava a decepção profunda que tomou conta de Sandra

NÃO PROCUREI O DEPUTADO HENRIQUE ALVES acreditando que, mesmo se não concordasse com Garibaldi, não o enfrentaria, quando a justificativa era sua eleição ao Senado. Procuramos Geraldo Melo, além de correligionário, nosso amigo, com provas de solidariedade desde o tempo de Vingt Rosado. Contamos da visita de Garibaldi e ele demonstrou perplexidade, sem querer acreditar no que estava ouvindo. Perguntou se nós concordaríamos em um novo encontro, dessa vez com a sua presença. Geraldo seria candidato ao Senado nessas eleições e tinha interesse em manter unido a base de apoio. Viajei até Brasília e, no apartamento de Sandra, conversamos novamente com Garibaldi, com a participação de Geraldo Melo.

Sandra deixou um muito claro a Garibaldi que estávamos atendendo a uma sugestão de Geraldo, mas não acreditava que Garibaldi reconsiderasse sua decisão de não nos querer no PMDB. Em poucos minutos, diante da frieza e Garibaldi, Geraldo foi acometido de uma crise de enxaqueca que o obrigou a usar medicamentos para concluir o diálogo.

Não havendo mais nada a acrescentar, Garibaldi despediu-se de mim e de Sandra e convidou Geraldo para descerem juntos no elevador, para analisar algum detalhe da conversa, disse ele. Geraldo lhe respondeu que, diante das colocações que havia escutado, não havia mais espaço para nenhuma conversa.

Foi então que Sandra, olhando para os dois, disse “Geraldo, hoje, nós somos os traídos, mas amanhã você é quem será enganado por Garibaldi. Há indícios seguros de que ele já fechou com a candidatura de Rosalba Ciarlini ao Senado.” Ao que parece, Geraldo imaginou essa hipótese inteiramente impossível, mas foi o que aconteceu.

Poucos dias depois de Garibaldi formalizar o apoio a Rosalba como candidata ao Senado, encontramo-nos com Geraldo que foi se dirigindo a Sandra e afirmando, “amiga, você tinha toa razão. E eu não quis acreditar que isso pudesse acontecer”.

No final, Sandra foi reeleita deputada federal. Rosalba foi eleita senadora, com o apoio de Garibaldi. Geraldo não conseguiu voltar ao Senado e o próprio Garibaldi foi derrotado por Wilma de Faria, eleita governadora do estado. Passado o período eleitoral, Garibaldi chegou a reconhecer que tinha cometido um erro político ao trocar o apoio de Sandra e Laire por Rosalba e Carlos Augusto. Não somente por conta de votos, mas pelo desequilíbrio que isso provocou em Mossoró e Região Oeste.

Quem sabe, no futuro Garibaldi Alves volte a admitir ter incorrido em outro erro político, desta vez mais grave que o primeiro. Afinal de contas, como ele mesmo declarou, é um rompimento familiar e político.

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Ex-governador passa por problema delicado de saúde

Geraldo Melo é ex-governador (Foto: arquivo)
Geraldo Melo é ex-governador (Foto: arquivo)

É bastante delicado o quadro de saúde do ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PSDB).

Ele tem uma infecção e necessita de sangue o tempo todo.

Quadro delicado, sobretudo para um homem à sua idade (86 anos) e que enfrentou câncer na cabeça até bem poucos meses.

Agora, na coluna e com característica mais agressiva.

Geraldo tem necessidade de doação de sangue de qualquer tipo. Os doadores devem se dirigir ao Hemovida da Rua Nilo Peçanha, Petrópolis, Natal, entre 8 e 16 horas.

Se puder doar, agende esses números: (84) 3202-4289 e 98871-0248.

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Geraldo Melo chega à Academia de Letras

Geraldo Melo - Foto TLPor Laurita Arruda (Do Território Livre)

Ex-senador, ex-governador, ex-vice-governador, um homem de inteligência privilegiada; Geraldo José de Melo, 85 anos.

Quando se dedicou à literatura não foi diferente, surpreendeu.

Com Luzes e Sombras do Casarão um romance  que já integra as melhores bibliotecas do país.

Hoje, o reconhecimento da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL).

GM foi eleito com 26 votos. Do outro lado, o advogado, escritor e intelectual mossoroense David Leite, com dez votos.

A maioria dos acadêmicos reconheceu que a hora era de Geraldo Melo.

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Soprou um vento forte

Por Odemirton Filho 

Dia desses, após ler uma matéria sobre a saúde do ex-governador Geraldo Melo neste Blog, lembrei-me da memorável campanha eleitoral para o Governo do Rio Grande do Norte em 1986. Eu era adolescente, ainda não votava, mas acompanhava os meus pais pelas ruas e avenidas de Mossoró para ver as passeatas e os comícios.

Aldo Tinoco, João Faustino, Geraldo Melo e Sebastião Carneiro eram os candidatos ao Governo. Mas a disputa, pra valer, ficou entre João Faustino e Geraldo Melo.  Gerealdo Melo em campanha 1986

João Faustino era o candidato dos Maia. Geraldo Melo, com apoio dos Alves, percorreu todo o estado e começou a embalar o “povão” com sua oratória e músicas empolgantes. Em Mossoró os comícios tinham um “mar de gente”. Naquela época era possível a realização de showmícios.

Espiávamos o comício do “tamborete”, apelido dado a Geraldo Melo, e o de “João do coração”. Eram “os bacuraus” contra os “bicudos”. Uma verdadeira festa popular.

Meus pais votaram em João Faustino, mas eu gostava, de verdade, eram das músicas de Geraldo Melo. Foram as mais belas músicas de campanhas eleitorais que já ouvi. Arrepiavam. 

As pessoas carregavam tamboretes nas mãos. Ouviam, encantadas, o discurso de Geraldo Melo. Foi uma campanha acirrada, aliás, como quase toda campanha eleitoral de nosso Estado. O nosso povo, apesar dos pesares, defende com unhas e dentes o candidato de sua preferência.

Na apuração dos votos deu-se o improvável. Como bem narrou o jornalista Rubens Lemos Filho:

“No quarto dia, uma sexta-feira, Geraldo Melo ultrapassava João Faustino e impunha os 14.072 votos que o tornaram o primeiro governador de um partido de oposição desde Aluízio Alves em 1960, pois o Monsenhor Walfredo Gurgel sucedeu seu aliado Aluízio em 1965. O povo foi às ruas, Geraldo discursou nas escadas da Tribuna do Norte/Rádio Cabugi e a passeata se estendeu ao amanhecer de um domingo ensolarado de democracia”.   

Pois é, não se trata de avaliar a administração do ex-governador. Isso é outra história. Trata-se, tão somente, de relembrar a campanha eleitoral mais emocionante e bonita que presenciei.

“Sopra o vento, deixe esse vento soprar, esse vento traz Geraldo e a nossa sorte vai mudar”… 

Há trinta e cinco anos. Inesquecível.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Os bons ventos de Geraldo Melo

Geraldo e Renata (Foto cedida)
Geraldo e Renata (Foto cedida)

Por Laurita Arruda (Território Livre)

O ex-senador e ex-governador Geraldo Melo (PSDB) retornou ao Rio Grande do Norte nesta sexta-feira, 9.

Desde o final de maio,  GM viajou para São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia para retirada de três tumores no cérebro.

Com êxito total no procedimento, seguiu a Brasília, onde deu prosseguimento ao tratamento de ponta no combate a células cancerígenas.

Em casa, hoje recebeu o carinho da mulher Ednólia e a filha Renata – na foto.

Nota do Blog Carlos Santos – Excelente notícia, Laurita.

Geraldo é uma inteligência que merece aplausos.

Saúde, senador!

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Haroldo admite como “possível” ser o nome de Fátima ao Senado

Nessa semana, por cerca de quatro dias, o empresário Haroldo Azevedo, 71, desbravou o sertão que ele conhece bem. De origem familiar que remonta à primeira metade do século passado, em Jardim do Seridó, com o patriarca Alinio Cunha de Azevedo (1919-2003)/Hélia Cavalcanti de Azevedo (1925-2017), ele resolveu conversar e assuntar as coisas desse interiozão.

O foco foi a região Oeste e também o Vale do Açu, com passagens por Mossoró, Assu, Apodi e Pau dos Ferros, em contatos políticos e com a imprensa. Nome de peso no setor da construção civil, comunicação e outros negócios, Haroldo também conversou com a gente, o Blog Carlos Santos. Sobre o quê? Política.

Haroldo Azevedo questiona rótulos e defende união de forças numa política eficaz para o RN e República (Foto: Web)
Haroldo Azevedo questiona rótulos e defende união de forças numa política eficaz para o RN e República (Foto: Web)

Ex-suplente do ex-senador Geraldo Melo (PSDB), um amigo que o tem como irmão, ele pensa seriamente em participar da campanha eleitoral do próximo. Como candidato, que fique claro. E em nosso bate-papo, Haroldo não fica apegado a rodeios com as palavras nem faz firulas para despistes. Veja abaixo nosso bate-papo:

BCS – O senhor tem percorrido regiões diversas do estado, agora em especial o Oeste, em contatos políticos, falando à imprensa. São os primeiros passos a uma postulação em 2022?

Haroldo Azevedo – Sim. Com meus negócios consolidados e com os filhos à frente das atividades, julgo-me na obrigação de ajudar o povo do meu estado e do meu país, oferecendo o que tenho de mais precioso, que é minha força de trabalho e conduta ética e moral, que permearam toda minha vida. Trabalhei a vida inteira com  jornadas de até 16 horas diárias, construído assim um legado. Agora, sinto que chegou a hora de ajudar o meu próximo. De agradecer a Deus pelo que ele me proporcionou. E digo isso do fundo do coração. O Brasil precisa da união de todos. Fora dos propósitos da direita,  esquerda, tampouco do centrão. Além da  grave crise social e econômica que atravessa o planeta, essa terrível pandemia veio para abalar a humanidade. Temos que nos unir para sobreviver e iniciar um novo ciclo de vida e prosperidade.

BCS – O senhor foi suplente do então senador Geraldo Melo. Mas, na prática, tem toda uma vida voltada à atividade empresarial. Por que agora a política passa a estar na ordem do dia de sua vida. Não é uma questão apenas de ‘sobrar tempo agora’, convenhamos?

Haroldo Azevedo – Como já afirmei, com as atividades empresariais do grupo conduzidas pelos filhos,  gostaria de dedicar meu tempo à causa pública, de ajudar ao meu povo, principalmente os mais necessitados. A classe empresarial precisa contribuir para uma gestão pública correta. Braços cruzados nunca fizeram parte da minha biografia. Precisamos promover mudanças, de eleitorais a tributárias. Essas reformas são essenciais. Temos que ter tolerância zero para com a criminalidade e corrupção. Priorizar a educação. Eleger pessoas sérias, comprometidas com a causa pública. Necessitamos mais que tudo, de profundas reformas para que nos tornemos uma grande nação!

BCS – Uma eventual disputa ao Senado em 2022, caso vingue um projeto dessa natureza, o faz acreditar em capacidade de aglutinar forças de centro e de direita, por exemplo, em torno do seu nome?

Haroldo Azevedo – O meu candidato ao Senado é Geraldo Melo. Homem público competente, sério, probo, de uma inteligência e memória privilegiadas, e que tem muito a contribuir com nossa nação. Um dos poucos políticos de mãos limpas.

BCS – Nomes tradicionais da política do RN foram derrotados nas eleições de 2018, como Garibaldi Alves, José Agripino, Carlos Eduardo Alves e Geraldo Melo. O senhor pode se apresentar como uma novidade, ou não tem medo de ser tratado apenas como o mais do mesmo?

Haroldo Azevedo – Com certeza, não tenciono ser um a mais. Daí, por não ser um nome público muito conhecido, estar partindo cedo, respeitando as regras eleitorais e até mesmo  os necessários protocolos de segurança devido à Covid-19. Acho que em 2018, salvo algumas poucas exceções, nosso eleitorado não foi feliz na escolha dos nossos representantes no Congresso Nacional. Eles não têm desenvolvido um bom trabalho e são nomes com atuação pífia. Isso é público e notório.

BCS – Ouço nos intramuros da política potiguar, que o senhor poderá ser um nome ao Senado, mas com apoio da governadora Fátima Bezerra. Faz sentido?

Haroldo Azevedo – Em política tudo é possível, desde que seja para o bem público. Nosso estado está numa situação tão difícil, que só existe salvação com a união de todos, independente até das ideologias politicas. Sinto-me preparado para disputar qualquer cargo majoritário. Até pela carência de grande de nomes da chamadas ficha limpa. Ademais, administrar é usar bem os recursos públicos e promover o desenvolvimento, com foco na geração de empregos e renda.

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Empresário Haroldo Azevedo faz contatos em Mossoró, Assu e Apodi

Radialistas Júlio Cézar Nascimento e Jarbas Rocha ladeiam Haroldo na FM Princesa em Assu (Foto: JR)
Radialistas Júlio Cézar Nascimento e Jarbas Rocha ladeiam Haroldo na FM Princesa em Assu (Foto: JR)

Quem circula por Mossoró, Vale do Açu e Apodi é o empresário Haroldo Azevedo, 71.

Tem negócios nas áreas de construção, incorporação, comunicação e outros investimentos.

Foi suplente do então senador Geraldo Melo (PSDB). Em 2018, esteve novamente na suplência em sua chapa, que não saiu vencedora.

Haroldo reuniu-se hoje em Mossoró com setores da imprensa, depois foi ao Vale do Açu.

Nessa terça-feira (4) estará em Apodi.

Mas, antes, ainda proseia no café da manhã com gente da mídia local.

Política na mesa, claro, para não deixar esfriar o cafezinho.

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Os 99 anos de Aluízio Alves

Por Geraldo Melo (ex-governador e ex-senador do RN)

Aluízio Alves (ex-governador) estaria completando 99 anos hoje.

É uma data que não pode ser esquecida pelos norte-rio-grandenses, pois ele está presente em toda parte.

Lembrei isso ao falar diante de sua sepultura: onde se abriu uma torneira para deixar passar a água da Caern, onde se acender uma lâmpada ou ligar uma máquina para utilizar energia de Paulo Afonso, quando alguém pegar um telefone para se comunicar, com o emprego de serviços de uma empresa, seja ela qual for, que substitua a Telern, ai estará a mão de Aluizio entregando a obra que está por trás de tudo isso.

Quando alguém entrar em sua casa na Cidade da Esperança, quando um lavrador chegar com a sua enxada para produzir e ganhar a vida em um pedaço das terras que haviam pertencido à firma João Câmara, e que foram desapropriadas do Banco do Brasil, será a obra de Aluizio que está ao seu lado.

Por isso e por muito mais, rendo-lhe hoje a homenagem que a voz da historia não lhe pode negar.

Nota do Blog – Muito acima da média como político, jornalista de escol também, um nome diferenciado.

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A ausência de Odilon Ribeiro Coutinho

Por David de Medeiros Leite

A campanha “Diretas Já” mobilizou o país nos primeiros meses de 1984, exigindo que o Congresso aprovasse a emenda constitucional que instituía eleição direta para o sucessor do presidente João Figueiredo. As praças foram tomadas por comícios gigantescos. Além de políticos, havia participação de cantores.

Em Natal, por exemplo, lembro-me da presença de Chico Buarque e de Fafá de Belém.

Coutinho: oratória com vigor (Foto: arquivo)

Geraldo Melo, dirigente do PMDB e coordenador estadual do movimento, recebeu a caravana em festivo almoço. Em um de seus terraços, Odilon Ribeiro Coutinho (1923 – 2000), sustentando sua indefectível dose de uísque, ouvia atentamente um antigo correligionário do interior potiguar, quando é surpreendido pela voz inconfundível de Fafá de Belém:

— Onde está Odilon Ribeiro Coutinho? Preciso falar com ele…

Odilon bate no ombro de seu interlocutor e dispara:

— Meu amigo, em qualquer situação, as mulheres merecem primazia. Portanto, nosso papo ficará para outra oportunidade, pois, agora, darei atenção a esta simpaticíssima artista.

O velho sertanejo arremata de forma bem-humorada:

— O senhor tá coberto de razão… faria o mesmo em seu lugar.

Em verdade, Fafá de Belém desejava falar com Odilon acerca de Teotônio Vilela (1917 – 1983). Odilon e Teotônio foram amigos e isso interessava a Fafá, que gravara a música “Menestrel das Alagoas”, composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, que se transformaria, assim como “Coração de estudante”, em hinos daquele movimento Diretas Já.

Há de se registrar que Odilon e Teotônio, em que pese a amizade, durante boa parte do Regime Militar estiveram em campos opostos. Em 1964, Odilon estava no exercício do mandato de deputado federal, pelo Rio Grande do Norte, e Teotônio Vilela era vice-governador de Alagoas. Odilon se posiciona contra o golpe, filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Teotônio filia-se a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), agremiações partidárias que surgem no bipartidarismo de 1965.

Teotônio Vilela se elege senador em 1966 e é reeleito em 1974. Nesse segundo mandato, o alagoano desfraldou a bandeira da redemocratização, colocando-se como porta-voz do processo de distensão e assumindo a posição de “oposicionista da ARENA”.

Além de assumir posições pró-democratização, buscou contatos com personalidades e instituições para elaborar um Projeto de institucionalização política para o Brasil. Em abril de 1978, apresentou no Senado o que ficou conhecido como o Projeto Brasil, com inclusão de diversas propostas liberalizantes. No mês seguinte, aderiu à Frente Nacional pela Redemocratização.

A Frente queria a candidatura do general Euler Bentes Monteiro, à presidência, e do senador emedebista Paulo Brossard para a vice-presidência da República, buscando agrupar, além do MDB, militares descontentes e políticos dissidentes da Arena.

Teotônio filiou-se ao MDB no dia 25 de abril de 1979 e, em meados de junho, já  compondo a bancada oposicionista, fez duras críticas ao governo provocando a retirada geral dos parlamentares da ARENA do plenário do Senado. Teotônio Vilela também ficou conhecido como batalhador incansável pela anistia geral.

De outra parte, particularmente, conhecia Odilon Ribeiro Coutinho da campanha eleitoral de 1982. Vivíamos ainda sob o regime militar, ele, candidato ao Senado, e eu, na euforia dos meus dezessete anos, fazendo parte de um grupo estudantil que integrava aquela campanha.

Em reuniões com a militância, a postura de Odilon destoava das outras lideranças. Ouvia-nos com atenção. Dava importância e entendia as exaltadas intervenções juvenis que afloravam.

Teotônio defendeu mudança de rumo (Foto: arquivo)

Além da sólida formação humanista, o tratamento por ele dispensado também estava calcado em sua própria história de vida, pois fora presidente da União dos Estudantes de Pernambuco e, como acadêmico da Faculdade de Direito do Recife, teve intensa participação na luta contra o Estado Novo, sendo preso várias vezes por contestar o então regime antidemocrático.

Dessa campanha de 82, tenho guardado, na memória e retina, um emblemático episódio que, pelo viés cinematográfico, serviria como uma luva para ilustrar um documentário ou um filme acerca de Odilon. Naquela noite, o candidato ao governo pelo Partido Democrático Social (PDS) (sucedâneo da ARENA) – José Agripino Maia – tinha um jantar com empresários mossoroenses, na então chique e suntuosa Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

A coordenação de campanha do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) programou uma passeata, com parada estratégica justamente na subida da “Ponte Velha”. Quem conhece a geografia urbana de Mossoró sabe que, pelas posições referidas, as mobilizações ficariam separadas tão somente pelo leito do rio (ainda não poluído, diga-se de passagem). Odilon foi o orador escolhido, do lado oposicionista.

Imaginem a peça de oratória que emergiu daquele improviso.

Foi construído, de forma impecável, um paralelo entre os dois cenários. Com uma “ira santa”, gesticulava e mostrava a disparidade existente entre aqueles que estavam a se banquetear com alguns escolhidos, em contraponto com a sua corrente política, a valorizar o contato com o povo e, com esse povo, caminhava pelas ruas. Intercalando sua fala com metáforas arrebatadoras, a certa altura, vaticinou:

— Ai de ti, “Nabucodonosor”, porque os seus dias de império estão contados.

Outros tantos pronunciamentos memoráveis são lembrados na trajetória de Odilon. Um, sempre citado por quem teve a oportunidade de ouvi-lo, foi o da histórica convenção do MDB, em 1978, quando Odilon se insurgiu contra o acordo arquitetado para que o partido apoiasse o candidato ao Senado pela Arena.

O escritor Jurandy Navarro, em uma antologia de “Oradores do Rio Grande do Norte”, resgata outros dois importantes discursos de Odilon, ambos pronunciados na Câmara dos Deputados, quando exerceu o mandato de deputado federal entre 1962 a 1966.

Em um dos discursos, datado de novembro de 1964, Odilon registra a passagem dos cinquenta anos da morte do poeta Augusto dos Anjos e, a certa altura, assim o define: “Eis aí um homem que, exercitando a poesia, dilatou a linha da morte até a ilimitação da eternidade. Para quem a vida, através do ato da criação poética, não foi senão uma forma de iludir a morte”.

E no outro, datado de 1965, intitulado “Em defesa do legislativo, da democracia e das liberdades constitucionais”, Odilon inicia sua fala citando Miguel de Unamuno, dizendo que este grande pensador, poeta e filósofo espanhol convidado a comparecer a uma agitada reunião sindical, em meio à confusão e ao tumulto, quando lhe deram a palavra começou a declamar versos. E ele, Odilon, numa analogia ao grave momento brasileiro, devido a recém instalada ditadura militar, anuncia: “Pois eu que não faço versos e quando os faço são pífios e mofinos que não ouso chamá-los de poesia, me permito agora fazer algumas considerações que pretendo calmantes para amenizar o melancólico episódio que estamos vivendo”. E prossegue no seu belíssimo e contundente libelo em defesa da democracia.

Em 1986, Odilon foi candidato a deputado federal, porém não obteve sucesso. Registre-se que ele fora escolhido para participar de uma “Comissão Provisória de Estudos Constitucionais”, também conhecida por “Comissão Affonso Arinos”, que concebeu um anteprojeto que serviria de parâmetro para a própria Constituinte.

Bem, estive com Odilon, após as eleições, e, lamentando o resultado, confidenciei-lhe que, para mim, era custoso entender por que o Rio Grande do Norte, em termos eleitorais, era sempre injusto com ele. Odilon aumentou o sorriso, apertando os olhos miúdos, me abraçou, disparando magistralmente:

— Injusto, não. Digamos, apenas, equivocado.

Já disse em crônica, que consta do nosso livro Cartas de Salamanca, mas repito: saudades de Odilon.

Saudades de sua oratória potente em defesa das instituições democráticas. De seu exemplo. De sua postura digna. Pessoas como Odilon deixam lacunas imensas e fazem muita falta neste mundo de iniquidades.

David de Medeiros Leite é é professor da UERN e Doutor pela Universidade de Salamanca – Espanha

Leia também: Agenor Maria x Djalma Marinho – duelo histórico ao Senado.

Derrotado e ‘excomungado’, Rogério Marinho está vivo

Se você está atravessando o inferno…não pare.” (Wilson Churchill, chanceler britânico)

A nova ascensão política de Rogério Marinho (PSDB), ex-deputado federal potiguar que não se reelegeu em 2018, ontem nomeado ministro do Desenvolvimento Regional (veja AQUI), logo me trouxe à memória um escritor e um personagem político que converteram derrotas em vitórias, cada um a seu modo.

Em ambas reminiscências, uma analogia com a reviravolta na vida de Marinho.

Marinho tem uma "queda para o alto", depois de ter sido dado como "morto" pelas cassandras (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O livro é marcante: “A queda para o alto”. Seu título é um primor como oximoro (figura de linguagem que coloca palavras de significados opostos lado a lado, criando um paradoxo).

A publicação foi umas das primeiras obras de autoria transexual no país, lançado em 1982, como autobiografia de Anderson Herzer, nome social da adolescente e poeta Sandra Herzer, que passou parte de sua curta vida em unidades da Fundação do Bem-Estar do Menor (FEBEM) em São Paulo.

Acolhido pelo então deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), ela teve a chance de se refazer e buscar novas oportunidades. Sua morte trágica é também um revolução em sua própria imagem, a ponto do livro ter somado em 2019 a sua 25ª edição, com permanente sucesso. Livraço que me impactou àquela época.

A outra lembrança é de Aluízio Alves, o ex-governador potiguar que revolucionou o modo de se fazer política no RN a partir do fim dos anos 50. Em 1982, ele sofreu uma derrota acachapante na tentativa de voltar ao governo, após longo período de cassação política pelo regime militar.

Maior expressão política do RN

Dado como “morto politicamente”, começou a renascer com a vitória do sobrinho Garibaldi Filho (MDB) à Prefeitura do Natal em 1985 (primeiro pleito direto nas capitais após fim do poder verde-oliva), comandou eleição do ex-vice-governador Geraldo Melo (MDB) ao governo estadual em 1986, além de outros diversos sucessos eleitorais direta e indiretamente ao longo de vários anos seguintes, bem como o fato de ter sido ministro de dois governos.

As cassandras da esquerda potiguar e brasileira tinham praguejado também a morte política de Rogério Marinho, um fim de carreira sem volta, depois que esteve na relatoria da Reforma Trabalhista no Congresso Nacional.

A chegada do ex-deputado federal Jair Bolsonaro à Presidência da República criou novos horizontes para Rogério Marinho. Primeiro, como secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia; agora, como ministro titular da pasta do Desenvolvimento Regional.

Derrotado e ‘excomungado’, ele está mais vivo do que nunca. É, hoje, o nome de maior expressão da política do RN em Brasília, mesmo sem mandato. Com certeza, o mais influente.

Boa parcela do eleitorado pode ter desistido dele, mas a política teima em não largá-lo.

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Para ex-governador, MDB morreu no Rio Grande do Norte

O desabafo é do ex-senador e ex-governador Geraldo Melo (PSDB), egresso do velho MDB.Em seu endereço no Facebook, ele enxerga dificuldades para o partido no Rio Grande do Norte.

Aponta falta de identidade do emedebismo de agora com a liderança e símbolos de ontem, numa referência ao ex-governador Aluízio Alves (já falecido) e outras marcas.

O MDB de hoje, em sua ótica, é um “MDB sem aluizismo, sem a cor verde e sem os bacuraus”. É o MDB do deputado federal Walter Alves, que nasce com a morte do anterior.

Leia também: MDB vai à outra campanha em busca de votos e comando;

Leia também: Henrique Alves se despede do MDB de Walter Alves.

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Filho de ex-senador do RN passa a presidir o Incra

Melo Filho: nova missão (Foto: redes sociais)

Geraldo Melo Filho é o novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Ele é filho do ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PSDB).

Melo Filho é economista formado pela Universidade de Brasília (UnB) e estava no cargo de secretário adjunto de Relacionamento Externo da Casa Civil da Presidência da República.

Ano passado ocupava o comando do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) do Paraná.

Substituirá o general João Carlos Jesus Corrêa, que saiu ‘atirando’. Foi publicado: “Existem organizações criminosas instaladas no Incra”.

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No TSE, Zenaide Maia garante mandato à unanimidade

Do Agora RN

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira, 10, um recurso do PSDB que pedia a cassação do mandato da senadora potiguar Zenaide Maia (Pros).

Zenaide: eleição garantida (Foto: arquivo)

Com a decisão no TSE por unanimidade, não cabem mais recursos ao PSDB.

Por unanimidade, os ministros Carlos Mário da Silva Velloso Filho, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Og Fernandes, Rosa Weber (presidente) e Sérgio Banhos seguiram o entendimento do relator, Jorge Mussi, que votou para negar o pedido.

No agravo regimental julgado nesta quinta-feira, o PSDB tentava reverter uma decisão de Jorge Mussi de agosto. À época, o ministro descartou, monocraticamente, rever a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) – que absolveu Zenaide em junho.

Contas reprovadas

Por sete votos a zero, os juízes potiguares entenderam que as irregularidades apontadas pelos tucanos no processo não eram graves o suficiente para a cassação do mandato.

Eleita com mais de 660 mil votos em 2018, Zenaide teve as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral. Com base nesta decisão e em um parecer do Ministério Público, o PSDB concluiu que houve uma série de infrações à lei na campanha e pediu a cassação da senadora.

O partido tucano teve como nome ao Senado o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo.

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