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Governo vai ajuizar ação contra aposentadoria em massa

Fórum conversou com governadora (Foto: Humberto Sales)
Fórum conversou com governadora (Foto: Humberto Sales)

O Governo do Rio Grande do Norte vai ingressar com mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) para suspender a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), da última quinta-feira (07). O entendimento do TCE manteve posição sobre a adoção de uma data-limite para que servidores que ingressaram no serviço público sem concurso, antes da Constituição Federal de 1988, se aposentem pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra (PT), na tarde desta sexta-feira (08), após reunião com o Fórum dos Servidores Públicos do Rio Grande do Norte. O encontro aconteceu na sala de reuniões do gabinete civil do Governo, no Centro Administrativo do Estado.

O mandado de segurança será ajuizado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que o Judiciário suspenda a data fixada de 25 de abril como prazo final para o protocolo do pedido de aposentadoria dos servidores não concursados que tiveram foram estabilizados com a promulgação da Constituição de 1988. Mais de 3,6 mil servidores seriam atingidos pela decisão do TCE, e a medida pode inviabilizar até mesmo a manutenção do atendimento no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN).

Ao mesmo tempo, o Governo do Estado acompanha agravo interno junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisão monocrática do ministro Nunes Marques, da semana passada, que também busca enfrentar o Acórdão do TCE/RN que deu prazo para a aposentadoria do grupo de servidores estabilizados do Estado pelo RPPS.

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Trabalhadores do Detran e outras categorias devem parar

Grevistas, sob comando do Sinai, estiveram em atos públicos em Natal (Foto: Sinai 25/06/2023)
Paralisações têm sido frequentes cobrando governo (Foto: Sinai 25/06/2023)

Os trabalhadores do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) vão paralisar suas atividades mais uma vez. Será na terça-feira (5), à próxima semana, no Dia de Luta do Fórum dos Servidores.

Semana passada, a categoria parou atividades por três dias, enquanto os trabalhadores do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) o fizeram por um dia.

Outras categorias do funcionalismo podem aderir ao movimento, como pessoal da Segurança Pública e Saúde.

Mobilização cobra reajuste salarial e outros direitos que consideram suprimidos pelo Governo do Estado.

Por sua vez, o governo já avisou que não dará reajuste a qualquer categoria, devido situação difícil do erário, além de não aprovação, até o momento, de manutenção de elevação do ICMS de 18 para 20 por cento. Matéria está em tramitação na Assembleia Legislativa do RN.

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Governadora evita conversar com grevistas em Mossoró

Às pressas, Fátima deixa servidores para trás (Foto: reprodução do BCS)
Às pressas, Fátima deixa servidores para trás (Foto: reprodução do BCS)

Em sua estada nessa terça-feira (29), em Mossoró, em visita à obra do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, a governadora Fátima Bezerra (PT) evitou interlocução com manifestantes do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) e  Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio Grande do Norte (FUNDASE/RN), que estão em greve.

“Vamos dialogar”, falou um servidor. Às pressas, ela foi se desviando e deixando-os para trás, mas ainda em tempo de avisar que “lá no comitê (institucional) com o governo”, eles buscassem negociação.

Repórteres também se queixaram de igual tratamento, quando fizeram perguntas sobre a própria greve e relação política com Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN (veja AQUI).

Pelo visto, a governadora não estava num grande dia.

Nota do Canal BCS – Ficou novamente feio. Bem diferente, por exemplo, com o que testemunhamos da então governadora Wilma de Faria, que em meio a ruidosos protestos ia fisicamente na direção dos manifestantes, com destemor.

Veja vídeo desse episódio clicando AQUI.

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Governo desconta alíquota de pensionista mesmo sem reforma

Carlos Santos,

Minha mãe é pensionista do Estado, e neste mês o governo de Fátima Bezerra (PT) já veio cobrando a taxação da alíquota da reforma previdenciária que incidirá sob os inativos. E isso sem a reforma ter sido aprovada ainda.

Taxação também ocorrida com alguns outros inativos que tiveram dinheiro creditado neste fim de semana. E a alíquota cobrada nos proventos de minha mãe veio bem acima do percentual da tabela divulgada pelo governo Fátima Bezerra. Fica o comentário para ver se outros pensionistas/inativos se manifestam e para ver se o IPERN se posiciona sobre o assunto.

A informação já foi buscada junto ao IPERN, no que foi dito que o desconto no contracheque se tratou da alíquota da reforma previdenciária. O IPERN daqui de Mossoró falou que não tinha conhecimento do por que desta taxação ter vindo. Outros pensionistas/inativos também tiveram descontos desse tipo no contracheque. Falei aqui no blog para ver se o assunto ganha repercussão para que o governo possa se posicionar sobre isso, vide que a reforma sequer foi aprovada.

João Paulo

Nota do Blog – Vamos procurar mais informações oficiais sobre o assunto, para deixar tudo esclarecido.

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Servidores do Ipern param cobrando compromissos do governo

Protesto em faixa (Foto: cedida)

Servidores do Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN) deflagraram greve nesta terça-feira (3).

Cobram concurso público, melhorias nas condições de trabalho e aumento de salário.

Porém o estopim do movimento foi a falta de efetivação do Vale-alimentação que estava acordado com o governo Fátima Bezerra (PT).

Sua implantação deveria acontecer em fevereiro passado.

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Governo apresenta PEC da Previdência à Diocese de Mossoró

Na companhia da deputada estadual Isolda Dantas (PT) e do assessor especial do Governo do Estado, Altair Rocha, o presidente do Instituto de Previdência do Estado Rio Grande do Norte (IPERN), Nereu Linhares, apresentou à Diocese de Mossoró o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência (n° 6, de 2019). A PEC foi entregue dia passado à Assembleia Legislativa.

O encontro foi à manhã desta sexta-feira (14) na Cúria Diocesana.

Reunião para entrega de cópia da PEC ocorreu na Cúria Diocesana em Mossoró (Foto: Diocese)

O Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, o Vigário-Geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto Forte Melo,  e uma comissão de padres formada por Demétrio de Freitas Júnior (ecônomo da Diocese), Ricardo Rubens (diretor da Rádio Rural), Robério Holanda (Paróquia de São José), Rierson Carlos (Paróquia Nossa Senhora de Fátima), Ivan dos Santos (Paróquia São João Batista), Frei Gilmar Nascimento (Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição) e João Batista (Seminário Santa Teresinha) receberam o documento.

Durante a audiência, foram apresentados pelos representantes do Governo detalhes da PEC que modifica a estrutura da previdência estadual, como, por exemplo, questões referentes às alíquotas, idade mínima e tempo de contribuição, pensões, regras de transição, entre outros pontos.

Informação

Para o Bispo Dom Mariano, o encontro foi positivo. “Acredito que há momentos em que a informação é o lado mais importante de cada questão. Recebemos muitos dados, por isso cada um deve sentar e ver. O importante é que tivemos acesso pela primeira vez ao texto que pode ajudar a compreender melhor a reforma e despertar futuros questionamentos”, avaliou o Bispo.

A deputada estadual Isolda Dantas explicou que o processo de tramitação do texto na Assembleia Legislativa deve durar aproximadamente 50 dias e que, por se tratar de uma PEC, é necessário que a aprovação do projeto ocorra em duas votações.

“Nós vamos trabalhar para que o texto seja melhorado no sentido de ampliar a faixa de isenção, reduzir alíquota. Nós somos da ideia de que quem ganha mais tem que pagar mais, mas nós sabemos que é necessário fazer esse debate, porque se não alterarmos as regras no futuro a previdência não vai conseguir garantir a aposentadoria nem dos que estão e nem dos que virão”, frisou a parlamentar.

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Governo estadual aprova nova reforma previdenciária

Dias: segunda reforma (Foto: Diário do Piauí)

O Governo do Estado do Piauí, administrado pelo reeleito Wellington Dias (PT), aprovou mais uma reforma em seu sistema previdenciário. Teve 24 votos favoráveis na Assembleia Legislativa e apenas quatro contra, nesse último dia 11 (quarta-feira).

Em 2017, o governador já tinha promovido reforma com aumento de alíquota de contribuição de 11 para 14 por cento (que foi mantida).

“Quem já está dentro do sistema vai escolher a melhor regra de transição, a mais benéfica para ele. O servidor poderá optar pela regra de pedágio ou pontos. Essas serão diferentes da regra nacional”, pontuou Ricardo Pontes, presidente da Fundação Piauí Previdência.

Desde 2017 que o Governo do Piauí também ingressou no PrevNordeste, espécie de previdência complementar e promoveu uma série de alterações no pagamento de pensões. Reduziu o rombo, mas mesmo assim deverá terminar o exercício de 2019 com buraco nas contas.

Déficit

Agora, justificou nova mudança ao assinalar que é um processo natural de adequação à reforma promovida pelo Congresso Nacional.

Atualmente, o Piauí tem folha de pagamento com 45.070 servidores ativos e 44.165 inativos. O Fundo de Previdência tem déficit mensal da ordem de R$ 78 milhões, cobertos pelo tesouro estadual.

Veja a íntegra do projeto de Reforma da Previdência do Governo do Piauí clicando AQUI, na Coluna do Zózimo, do portal Cidade Verde.

Reforma no RN

Quando integrava a equipe de transição da governadora eleita Fátima Bezerra (PT), o advogado Nereu Linhares afirmou que uma das alternativas para amenizar o rombo na previdência estadual seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

Fátima e Nereu: mudança de discurso (Foto: Arquivo)

“Não tem como fugir disso”, apontou em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal, hoje Super TV), no dia 29 de novembro do ano passado, falando ao jornalista Saulo Vale.

Depois, já escolhido para presidir o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), ele teve que mudar o discurso por recomendação da governadora Fátima Bezerra (PT). “Sou contrário”, disse em entrevista ao portal Agora RN, dia 3 de janeiro deste ano, cinco dias antes de sua posse.

A aposta da governadora era de que tudo seria resolvido no Congresso Nacional e ela não se desgastaria com servidores e movimento sindical. Não deu certo a tática.

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Previdência terá alíquota elevada para “pelo menos 14%”

Presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares prevê que a alíquota previdenciária estadual sairá de 11% para “pelo menos 14%”. É inexorável. Bem antes de assumir o cargo, ele já defendia o aumento.

No Jornal 96, Linhares deixou claro que a alíquota mínima de 14% é inexorável no RN (Foto: BCS reprodução)

Falou sobre o assunto em entrevista ao programa Jornal 96, da FM 96 do Natal, nesta quarta-feira (4) – sabatinado pelo jornalista Diógenes Dantas.

Salientou, que no projeto de reforma previdenciária em tramitação no Congresso Nacional esse ponto está pacificado. Estados e municípios “não têm como ficar fora”.

Protesto funcional

E mais: “Tem que ter uma lei regulamentando tudo. Ela não pode ser inferior à estabelecida pela legislação federal. Poderá até ser maior; menor, não”. Nereu Linhares não adiantou se existe plano do Governo Fátima Bezerra (PT) de ir mais além no percentual do Ipern.

A administração Robinson Faria (PSD) apresentou mensagem para elevação desse patamar de 11 para 14 por cento, mas não vingou na Assembleia Legislativa. Enfrentou forte protesto do sindicalismo funcional.

Sobre o uso das reservas do Fundo Previdenciário do RN pelos governos Rosalba Ciarlini (PP) e Robinson Faria, para complementação de folha de pessoal, Linhares foi bem claro: “Esse dinheiro não volta nunca mais. Não tem como. Não existe uma norma, não encontramos nada sobre isso”.

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A previdência quebrada do RN em duas versões

Até quando Nereu Linhares esquentará a cadeira do comando do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), sabendo que suas crenças e convicções, todas baseadas em denso conhecimento técnico, sucumbem à camaradagem política e ao corporativismo?

Nereu Linhares é aquele mesmo que antes de ser nomeado para o cargo, em questão, afirmava não existir outra saída para o Ipern insolvente, sem aumento da alíquota previdenciária de 11 para 14%:

– “Não tem como fugir disso”, declarou em entrevista ao programa Enfoque Político (Super TV, Mossoró), no dia 29 de novembro do ano passado.

Depois, nomeado, foi convencido a dizer o contrário numa entrevista ao portal/jornal Agora RN no dia 4 de janeiro deste ano.

“Sou contrário”, falou.

Porém abriu uma brecha para que no futuro, próximo, o que dizia antes prevaleça.

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Governadora garante que não cortará auxílio-saúde da Uern

Como o Blog Carlos Santos postou ainda no final da tarde desta segunda-feira (12) – veja AQUI, a governadora Fátima Bezerra (PT) resolveu recuar da decisão (veja AQUI) de não pagamento do auxílio-saúde de aposentados e pensionistas da Universidade do Estado do RN (UERN).

Fátima e auxiliares receberam representantes da Uern e apaziguaram mal-estar (Foto: Sandro Menezes)

Estava escrito.

Em Nota Oficial divulgada por sua Comunicação, o Governo Fátima Bezerra garante a aparente pacificação nas relações com os segmentos da universidade. Veja abaixo:

O pagamento do auxílio-saúde para os servidores aposentados da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está mantido pelo Governo do Estado. Em reunião na tarde desta segunda-feira (12), com a presença da governadora Fátima Bezerra, ficou definido que representantes do Instituto de Previdência do RN (IPERN) e da Universidade do Estado do RN (UERN) se reunirão nesta terça-feira (13) para fazer os ajustes contábeis que são necessários para adequação legal.

O auxílio-saúde foi instituído pela lei estadual nº 608/2017 para os servidores da Uern, mas o artigo 5º do dispositivo legal pontua que o pagamento do auxílio deve ser feito a partir do orçamento da Fundação Universidade do Estado do RN (Fuern) e não pelo Ipern.

O acerto orçamentário para o pagamento do auxílio será feito entre a direção da instituição de ensino e o Instituto de Previdência, que vinha pagando o auxílio.

”Nós asseguramos a autonomia da UERN e garantimos o pagamento da verba. O servidor pode ficar tranquilo, que nenhum direito será retirado”, explicou a governadora Fátima Bezerra.

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Governo tira auxílio a aposentados da Uern; sindicato reage

Protestos foram comuns no governo passado (Foto: Aduern)

Do Blog Saulo Vale

O Governo do Estado, através do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), comunicou à Universidade do Estado do RN (UERN), que aposentados e pensionistas da instituição não deverão receber mais o auxílio-saúde já a partir de agosto.

A atitude surpreendeu os servidores por seu imediatismo (solicitando a exclusão já na folha de agosto), mas também por retirar dos inativos “um direito histórico, conquistado há mais de 20 anos”.

A Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) defende a paridade entre docentes ativos e inativos da universidade e que os direitos da categoria devam ser concedidos sem nenhum tipo de segmentação.

Amanhã (terça-feira, 13), haverá parada geral do funcionalismo público estadual com mobilização no Centro Administrativo, em frente à Governadoria.

O sindicato já solicitou uma audiência, em caráter de urgência, com a Governadora Fátima Bezerra (PT), no sentido de impedir “mais esse ataque à Uern.

As assessorias de Uern, Aduern, e Sindicato dos Técnicos da Uern (SINTAUERN) passaram a discutir o conteúdo do da decisão do Ipern, e em breve apresentarão uma contestação jurídica à decisão.

Nota do Blog – As mobilizações da Uern foram comuns nos últimos governos (Rosalba Ciarlini-DEM, hoje no PP; Robinson Faria-PSD). Fátima, apesar de sua identidade sindical com esse segmento, pode ter que conviver com protestos crescentes.

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Fátima pode ter que fazer reforma previdenciária no RN

Fátima: o tempo está passando (Foto: arquivo)

Se prevalecer no texto final da Reforma da Previdência a não inclusão de estados e municípios (veja AQUI), a governadora Fátima Bezerra (PT) terá que assumir um ônus do qual tem se esquivado desde o começo da gestão, para não se indispor sobretudo com o movimento sindical.

Terá que fazer a sua própria reforma no RN.

Quando integrava a equipe de transição da governadora eleita Fátima Bezerra (PT), o advogado Nereu Linhares afirmou que uma das alternativas para o rombo na previdência estadual seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

“Não tem como fugir disso”, afirmou em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal, hoje Super TV), no dia 29 de novembro do ano passado, falando ao jornalista Saulo Vale.

Escolhido para comandar o Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Linhares mudou de discurso.

Ajustou-o à estratégia da governadora, que a exemplo dos demais governadores lutou para inclusão de estados e municípios no texto do deputado federal e relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP).A retirada da emenda do projeto de Samuel Mendes, que alcançaria os estados e municípios, pode ser uma estratégia para levar governadores a se envolverem e influírem na votação, através das bancadas federais em Câmara e Senado. A proposta ainda pode ser ressuscitada nas discussões em plenário.

Em termos de RN, Fátima Bezerra não conseguirá se esgueirar dessa responsabilidade para sempre, caso em Brasília dê tudo errado. O tempo está passando.

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Rombo previdenciário no Ipern “hoje é impagável”

Em entrevista à FM 96 do Natal, o advogado e presidente do Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares, repetiu o que já tinha dito em outras sabatinas antes de assumir o cargo, sobre o fundo previdenciário:

“Hoje essa dívida é impagável”.

Desde que a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) começou a drenagem de recursos para atualização de folha, em dezembro de 2014, seguida pelo sucessor Robinson Faria (PSD) durante todo o ano de 2015, lá se foram cerca de R$1 bilhão do presente e futuro de aposentados e pensionistas.

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Presidente do Ipern vê como inevitável aumento de alíquota

Nereu: Ipern (Foto: Web)

Do Blog Saulo Vale

Está no Diário Oficial do Estado (DOE), que foi ao ar nesta quinta-feira (3).

O advogado especialista em previdência pública, Nereu Linhares, foi nomeado para a presidência do Instituto de Previdenciária dos Servidores do RN (IPERN), Governo Fátima Bezerra (PT).

A área é uma das mais difíceis do governo. O déficit mensal chega a R$ 120 milhões/mês.

Quando integrava a equipe de transição, Nereu afirmou que uma das alternativas para o rombo na previdência seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

“Não tem como fugir disso”, disse, em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal), do dia 29/11/2018.

Nota do Blog Carlos Santos – Robinson Faria (PSD) tentou aumentar a alíquota, como parte de entendimento com Governo Federal para conseguir socorro financeiro. Acabou não viabilizando por pressão dos servidores, sindicatos de trabalhadores etc.

Quanto a Nereu, ele é assessor jurídico de carreira, lotado no Ipern há mais de 35 anos, e foi ardoroso defensor da preservação do Fundo Previdenciário, o que foi ignorado pela então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) e em seguida por Robinson Faria (PSD).

Leia também: Remédios amargos terão que ser aplicados.

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Ação tenta evitar que verba da Saúde beneficie castas do RN

Do Blog do Dina

O Conselho Regional de Medicina do RN (CREMERN) ingressou com ação civil pública na Justiça Federal do Rio Grande do Norte para suspender os efeitos de decreto fixando o uso de R$ 250 milhões pelo governo do RN.

Consultando o referido decreto, o de número 28.620, de 20 de dezembro, temos a dimensão exata da briga.

O dinheiro em questão é destinado para o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN) e Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

As especificações sobre o Ipern é que dimensionam a disputa.

Quando as rubricas são discriminadas com exatidão, temos que o dinheiro foi reservado para cobrir pensões e aposentadorias no Ministério Público do RN (MPRN), Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Assembleia Legislativa (AL) e vários órgãos do Poder Executivo.

Dos R$ 250 milhões, R$ 30 estão reservados para a Saúde.

Nota do Blog Carlos Santos – Não adianta teimar: as castas do RN não enxergam nada além do seus próprios interesses. A vida dos barnabés, aposentados e pensionistas que estão no andar de baixo, é apenas um detalhe ou nem isso.

Elas se protegem, completam-se e repelem com austeridade qualquer um que lhes ameaçar.

A lei, a ordem e o direito são interpretados conforme suas necessidades.

Caso perdido. E assim continuará.

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Inativos da Uern não recebem pagamento de janeiro

Docentes aposentados e pensionistas da Universidade do Estado do RN (UERN) não receberam seus vencimentos referentes ao mês de janeiro, diferentemente do restante da categoria, que teve numerário depositado nesta terça-feira (27).

A Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) buscou informações junto ao setor responsável pela Folha de pagamento da universidade, que confirmou o atraso nos vencimentos.

De acordo com o setor, os aposentados devem receber amanhã (28).

O estranho, é que durante reunião no dia passado (segunda-feira, 26) na Governadoria, para tentativa de colocar fim à greve na instituição, foi garantido que aposentados-pensionistas não teriam problemas de pagamento, devido mudança da folha da Uern para o Instituto de Previdência do RN (IPERN).

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Justiça decide que governo não deve fazer saques do Funfir

A Justiça Estadual determinou que o Instituto Previdenciário do Rio Grande do Norte (IPERN) não faça saques dos recursos do Fundo Previdenciário (FUNFIR) que estão aplicados. A decisão atende a um pedido feito pelo Ministério Público ainda no ano passado, para impedir que o Estado usasse cerca de R$ 300 milhões para pagamento de aposentados e pensionistas.

O temor é que Estado tivesse prejuízo por sacar o dinheiro antes do prazo estabelecido nos contratos de investimento com os bancos.

Por isso, o Ministério Público pediu que o governo fosse proibido disso, a não ser que houvesse autorização legislativa por meio de Lei Complementar; que os recursos já estivessem disponíveis, com prazos das aplicações no mercado financeiro vencidos; ou se existisse dispensa formal de multas ou outras perdas, pelos bancos, por sacar o dinheiro antes do fim da aplicação.

Confira aqui a decisão.

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TCE toma decisões que freiam uso do Funfir pelo governo

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) determinou o bloqueio dos recursos referentes ao Fundo Financeiro do RN (FUNFIR) do Instituto de Previdência do RN (IPERN). Além disso, o TCE negou a aplicação da lei aprovada na Assembleia Legislativa que permite o uso das aplicações financeiras mantidas com recursos da previdência estadual.

Segundo definiu a Corte de Contas, o Executivo terá 30 dias devolver valores que já tenham sido sacados em razão da lei.

Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte decidiu pelo bloqueio do Fundo (Foto Cláudia Angélica - Inter TV Cabugi)

As multa impostas ao governador do Estado, em virtude de descumprimento das decisões do TCE, foram elevadas para R$ 14.272,55 por dia, em caso de novos saques no fundo financeiro, e R$ 10 mil por dia em caso de não devolução do que possivelmente já tenha sido utilizado.

Os valores fixados em decisões anteriores eram de R$ 3 mil.

O parecer foi do conselheiro Paulo Roberto Alves.

Questionamento do MP e proibições

O presidente do Ipern também poderá ser multado por descumprimento no valor de R$ 10 mil.

À semana passada, o Governo do RN conseguiu aprovar a movimentação financeira na Assembleia Legislativa, por 14 votos a 9, sob o argumento de que os recursos seriam utilizados para pagamento dos próprios aposentados e pensionistas, beneficiados dessa reserva.

À semana passada, também, o MPRN questionara a decisão da AL, com uso de uma ação cautelar, com pedido de liminar.

Ano passado, em setembro, o TCE já havia proibido novos saques. Em novembro de 2017, o Banco do Brasil informou que os recursos não podem ser retirados até o prazo final das aplicações financeiras em que foram depositados. Elas acabarão entre 2019 e 2021.

Saiba mais detalhes e história sobre criação e “sangria” do Funfir clicando AQUI.

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MP tenta impedir na Justiça novos saques do Funfir

Ipern administra Funfir (Foto: arquivo)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com ação cautelar na Justiça potiguar para impedir os saques do Fundo Financeiro do Estado do Rio Grande do Norte (FUNFIR) de aplicações financeiras a vencer contratadas através de instituições financeiras (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) por parte do Governo do Estado.

O pedido foi enviado pela 60ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal e aguarda decisão, uma vez que o projeto que libera o uso dos recursos deverá ser apreciado em votação na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (18).

O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da capital.

O Funfir é administrado pelo Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (IPERN),

Veja AQUI a íntegra da cautelar.

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Desarmonia dos poderes

Por Paulo Linhares

Um dos elementos que compõem a vida social é o poder. Todavia, o que é isto? São bem simples as definições teóricas desse fenômeno extremamente complexo: o sociólogo Max Weber (1991, p.33) entende que “poder significa toda probabilidade de impor a vontade numa relação social, mesmo contra resistências, seja qual for o fundamento dessa probabilidade”.

Em conceituações mais atuais, poder é entendido como “a relação entre dois sujeitos, dos quais o primeiro obtém do segundo um comportamento que, em caso contrário não ocorreria”, segundo John Dahl, conceito este que parte da negação a exemplo, também, da concepção de Renato Monseff Perissinoto em texto publicado na Revista de Sociologia e Política, nº 20, 2003: “O poder de ‘A’ implica a não liberdade de ‘B’; a liberdade de ‘A’ implica o não poder de ‘B’ ”).

Para Norberto Bobbio (2000, p.221), há uma tricotomização do poder: o poder econômico; o poder ideológico; e o poder político, que traduz de modo mais nítido esse fenômeno, inclusive, por albergar a possibilidade do uso da força e da violência para ser concretizado. Quando compõe a formação do Estado, o poder político é exercido tanto de modo unitário, em que enfeixa várias funções, o que é comum nas autocracias, ou disseminado organicamente em contexto de compartição de competências funcionais – executivas, legislativas e judiciárias – por agentes distintos.

No modelo sistematizado genialmente pelo Barão de Montesquieu, o poder político do Estado se aloja de em três esferas – executivo, legislativo e judiciário -, são autônomos (jamais soberanos!), porém, devem funcionar harmonicamente, o que implica distribuição de competências, cooperação e controles mútuos, como elementos de legitimação e efetividade.

Ressalte-se que cada Estado tem, na sua constituição, um desenho peculiar desses poderes-funções em que a distribuição de competências e atribuições seja balanceada, justo para evitar que um deles possa sobrepor-se aos outros.

Na prática, todavia, é quase inevitável a ocorrência de eventos que traduzem quebras da harmonia entre poderes, o que exige a atuação de mecanismos institucionais políticos-normativos capazes de impor as correções necessárias ao funcionamento normal do aparelho de Estado. É bem certo, aliás, que muitas vezes o desbalanceamento entre poderes pode residir na origem constitucional, o que é mais grave e difícil de ser superado.

A hipertrofia de um poder, caracterizada por excessivo acúmulo de competências, é um fenômeno que leva a crises institucionais que, tornadas insuperáveis pela incapacidade de atuação desses mecanismos políticos-normativos, pode desagregar toda a estrutura estatal e propiciar indesejáveis efeitos, sendo o mais grave aquele que descamba em rompimento da ordem constitucional, em especial quando o conflito se localiza no núcleo central do poder federativo, que é a União Federal.

Nas unidades federadas, sobretudo naquelas de segundo grau, – os Estados-Membros e o Distrito Federal -, à míngua de decisão política o conflito entre poderes poderá ser composto pela via pretoriana, principalmente quando a solução é dada por órgão judicante de esfera federativa superior.

Com efeito, um dos conflitos entre poderes que mais ocorrem no Brasil, no âmbito dos Estados-Membros e Distrito Federal, decorre da inobservância da regra do artigo 168 da Constituição Federal, pelo Poder Executivo (“Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.”), principalmente, nesta quadra da vida político-institucional brasileira em que se tem presente uma das maiores crises fiscais da história republicana e que literalmente devastou as finanças de alguns Estados-Membros e Municípios brasileiros, a exemplo do Estado do Rio Grande do Norte.

Nos últimos quatro anos, no período que abrange o final do governo Rosalba Ciarlini (PP) e, até agora, o governo Robinson Faria (PSD), o Rio Grande do Norte, a despeito da manutenção do ritmo positivo na arrecadação tributária própria, teve perdas severas na receita do Fundo de Participação dos Estado (FPE). Isso, certamente aliado a erros de gestão nesses governos, resultou em graves desarranjos financeiros que tem impedindo ao governo Robinson Faria e cumprir o básico do mais básico na gestão administrativa estadual nas áreas da educação, saúde, segurança, além de outras, inclusive, com a inadimplência tocante às remunerações de seus servidores ativos, inativos e pensionistas, com atrasos que já beiram três meses.

Ainda, ressalte-se que o Executivo estadual, a partir de 2014, passou literalmente a ‘torrar’ o patrimônio do Fundo Financeiro do regime próprio de previdência dos servidores estaduais geridos por sua autarquia, o Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), em valores que ultrapassam os 800 milhões de reais, no pagamento de folhas de seus servidores.

Sobras que não retornam

Curiosamente, o governo do Rio Grande do Norte manteve, até meados do segundo trimestre de 2017, as entregas do recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, no prazo e na forma duodecimal previstos no citado artigo 168, da Constituição. Por haver razoável acúmulo de sobras financeiras do exercício financeiro anterior (2016) no Judiciário, Legislativo e Ministério Público, o Executivo resolveu não fazer os repasses duodecimais a partir de abril de 2017, já que esses recursos deveriam retornar ao caixa do Tesouro estadual ou ser objeto de compensação nas parcelas do exercício seguinte.

Em 2017, o orçamento do Estado do Rio Grande do Norte foi estimado em R$ 12 bilhões e 320 milhões.

A frustração de receitas, sobretudo, aquelas oriundas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ultrapassou os R$ 400 milhões. Segundo o Portal da Transparência, houve um fluxo de recursos do Poder Executivo para o Poder Judiciário (R$ 608.804.951,55), Poder Legislativo (R$ 273.565.170,10), Ministério Público (R$ 254.886.589,04), Tribunal de Contas (R$ 60.348.211,39) e Defensoria Pública (R$ 20.726.641,22), num total de R$. 1.218.331.563,30, o equivalente a mais de 10% do orçamento de 2017!

Apesar disso, o Executivo potiguar resolveu fazer uma “compensação” a seu modo, das sobras financeiras dos repasses duodecimais de 2016. Como reza dito popular, “aí é que o bicho pega”!

Ora, atraso de remunerações de servidores ativos, inativos e pensionistas, na esfera do Governo estadual, mesmo o chorado dinheirinho do “velhinhos sem saúde e viúvas sem porvir”, pouco importou até agora.

O não repasse dessas parcelas duodecimais aos Poderes e órgãos autônomos, contudo, tem causado enormes abalos institucionais, sobretudo, com a ‘judicialização’ pelo Ministério Público de demanda (um mandado de segurança), que liminarmente foi acolhida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), determinando o pagamento dessas parcelas vencidas e vincendas, sob pena de pesadas multas aplicáveis às pessoas do governador e de secretários estaduais.

Complicou.

Faltou diálogo em moldes republicanos. Seria exigir demais?

Paulo Linhares é professor e advogado

Pessoal da Potigás mostra erro em negociação de empresa

A intenção do Governo Robinson Faria (PSD) de colocar a Potigás à venda, no processo de “ajuste fiscal”, para tentar reordenar as contas do estado, tem reação do pessoal da empresa.

Eles divulgam uma “Carta Aberta à Sociedade”, em que argumentam ser um erra essa eventual negociação. Leia abaixo:

A Companhia Potiguar de Gás é uma sociedade de economia mista, que tem como sócios o Estado do Rio Grande do Norte e a Petrobras Gás S/A, e é responsável pela distribuição exclusiva do gás natural canalizado no território estadual. Tem como função social ser a principal indutora do desenvolvimento econômico do Estado, através da atração e manutenção das empresas que geram emprego, renda e arrecadação de impostos.

A empresa se mantém da venda de gás natural e não depende nem consome recursos estaduais para o pagamento de sua folha e ou ainda de seus investimentos. Investimentos esses que, nos últimos cinco anos, ultrapassaram os R$ 37 milhões para trazer infraestrutura para o estado. Isso significa que a eventual venda da companhia não traria nenhum resultado positivo para a redução das despesas do estado.

Pelo contrário, como a Potigás é uma empresa superavitária, ou seja, repassa dividendos anualmente para o Estado do Rio Grande do Norte, sua venda implica na redução da arrecadação estadual. Da mesma forma, como seus empregados são todos celetistas e ligados ao Regime Geral da Previdência, os funcionários da Potigás também não impactam nas despesas do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN).

Considerando que o capital social da Potigás é dividido entre os seus sócios na proporção de 17% do Estado do Rio Grande do Norte e 83% da Gaspetro, uma possível venda renderia cerca de R$ 9 milhões, segundo o último balanço patrimonial da companhia, publicado em abril de 2017.

O valor é irrisório para as necessidades do governo, visto que a folha de pagamento mensal do Estado fica em torno de R$ 430 milhões e o déficit previdenciário mensal é de cerca de R$ 130 milhões. Além disso, o valor referente à distribuição de dividendos ao Estado, por parte da Potigás, em até cinco anos, deve superar o montante que seria arrecadado com uma venda.

Por todos esses motivos, a venda da Potigás só tende a prejudicar o Rio Grande do Norte gerando, inclusive, incerteza no setor industrial, com real possibilidade de descontinuidade de operações de indústrias no estado, ocasionando desemprego e diminuição da arrecadação estadual, agravando a crise fiscal em que o Estado se encontra.

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