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Quinze anos do Canal BCS

15Por Marcos Ferreira

No Blog do Carlos Santos

Encontramos toda a nata

Dos intelectos maiores

Desta terrinha insensata

Pela qual, apesar disso,

A gente briga e se mata.

Então se deu terça-feira,

Em muito recente data,

Quinze anos deste Blog

Do qual digo sem cascata

Sentir orgulho de ser

Desta casa humilde prata.

Marcos Ferreira é escritor

Leia também: Quinze anos do Blog Carlos Santos.

Quinze anos do Blog Carlos Santos

blog_Carlos_Santos_#1_brand_usage_#2_created_by_logasterEsta é a postagem oficial de numero 55.976 do Canal BCS (Blog Carlos Santos). Com ela, o registro de uma data bastante especial para mim, criador e editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Jornalismo com Opinião.

Completamos hoje (terça-feira, 03), 15 anos no ar de forma diária, contínua, com escassas paralisações.

Nossa estreia foi no dia 3 de maio de 2007, após experiência de um ano em página experimental no sistema Blogspot (veja AQUI), o Carlos Santos Online.

Por pura coincidência, hoje também é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e aniversário de minha Santa Mãezinha (in memoriam), Dona Maura. Coincidências que parecem arranjos divinos.

Muito a comemorar, é verdade. Contudo, prefiro agradecer. Em especial a você, webleitor. A todos os colaboradores, comentaristas, homens e mulheres de boa vontade, de fé; àquela força inexplicável que não permitiu que eu desistisse.

Muito obrigado.

Abaixo, uma crônica postada no dia 3 de maio de 2007 (veja AQUI), há 15 anos, quando tudo “recomeçou”:

De tempo, vida e caravelas

Quero lhes falar sobre o tempo. Virtual? Talvez.

Quero lhes falar sobre a vida. Fugaz? É possível.

Quero lhes falar sobre o recomeçar. Posso, sei.

Falo da crença no possível, despojado do retrovisor da existência e evitando ser apenas trapo humano, moendo e remoendo gente e fatos.

Medo? Muitos. Ainda bem. Tenho-os pulsantes, como necessários sacrários do porvir, bússolas da sobrevivência.

Neste ambiente universal, intangível e imaterial, ganho corpo. De novo. Os propósitos são abstratos: cumprir minha sina-paixão. Transpirar, existir, resistir. Ombrear-se a outros que têm minhas crenças, mas respeitando o contraditório. Estimulando-o até.

Sou filho de uma porção menor, mas nem por isso tacanha ou acovardada. Nada além de um indivíduo normal, que labuta. Estranho, talvez, por não ser parte de uma maioria incomum.

Este novo endereço eletrônico não revela nada de especial. Não o trato como avanço. É mais um passo no eterno caminhar, sem o pânico de olhar para trás. “Antes de tudo há que lutar! As caravelas mandei-as queimar, para não terdes a veleidade de voltar” (Hernán Cortés ).

Obrigado pela visita. Seja bem-vindo.

Vamos recomeçar?

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“Cachorrão do Brega” é a atração do PodTudo dessa quinta-feira

PodTudo - podcast com Luiz Lira, Agenor Melo e Ewerton Medeiros - Cachorrão do Brega - tag - 14-04-22O radialista e blogueiro Agenor Melo, o advogado Luiz Lira e o jornalista Ewerto Medeiros, integrantes do projeto de podcast denominado de “PodTudo”, fazem a primeira entrevista ao vivo.

É nessa quinta-feira (14), a partir das 20h.

O convidado é o artista conhecido como “Cachorrão do Brega”.

Cachorrão viralizou nas redes sociais interpretando músicas internacionais à sua maneira, com uma linguagem ininteligível, mas mantendo a melodia original

Um de seus clássicos (isso mesmo) é “Só Neymar Levy My Jhonny”?.

O PodTudo estreou na quinta-feira passada (dia 7).

O programa pode ser visto através da Nossa TV (Canal 16.6 na TCM e e 166 na Brisanet) e no YouTube (veja AQUI).

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Foi assim…

Por Carlos Santos

Remexendo gavetas e papéis encontro uma velha foto amarelada pelo tempo. Não sei precisar data, mas acredito que início dos anos 90, no lugar em que mais fui feliz profissionalmente, onde mais aprendi, carregado de todos os sentimentos do mundo – a redação do Gazeta do Oeste.

Foto de autoria de Argemiro Lima, redação do Gazeta do Oeste, início dos anos 90)
Foto de autoria de Argemiro Lima, redação do Gazeta do Oeste, início dos anos 90

Tudo feito de paixão pelo que me arrebata até hoje: o jornalismo.

O registro não é de nostalgia, mas de realização plena por poder olhar para trás com encantamento e leveza, sem um pingo de amargura. Vendo o amanhã com os olhos que ainda brilham, lacrimejam até, por fazer a mesma coisa há quase 37 anos.

Nem me prendo às dores, dissabores, ingratidões e cicatrizes. Tudo vale a pena. Ser intenso, denso, exatamente o que sou, tem um preço que topei pagar até hoje. Posso pagar.

Há alguns anos numa prosa regada a café, em Natal, o amigo jornalista Vicente Serejo reproduziu para mim um diálogo que teve, à época dessa foto, com Canindé Queiroz, diretor-fundador do Gazeta do Oeste. Emocionei-me.

Entre uma baforada e outra em cigarros em série, Canindé resmungou que seu diretor de redação, eu, era muitas vezes indócil, batia de frente com ele na condução editorial do impresso.

– Então, por que você não o demite, Canindé? – indagou Serejo.

– Porque ele é apaixonado por isso aqui, cuida como se fosse dele. Como vou demitir?

Foi assim…

Carlos Santos é o criador do Canal BCS (Blog Carlos Santos) e ex-editor político, ex-editor-geral e ex-diretor de redação do extinto Gazeta do Oeste

*Texto originalmente publicado em meu Instagram pessoal no último dia 24 de fevereiro.

Leia também: Morre Canindé Queiroz e o jornalismo de extremos e extremado.

Micarla de Sousa volta à bancada jornalística

Micarla: jornalismo (Foto: reprodução de vídeo BCS)
Micarla: jornalismo (Foto: reprodução de vídeo BCS)

A partir das 13 horas dessa segunda-feira (28), volta ao ar na TV Ponta Negra, a jornalista Micarla de Sousa.

Ela será novamente âncora do Jornal do Dia 1ª Edição, onde esteve com sucesso superlativo até 2008.

Micarla foi a primeira mulher a ancorar um telejornal no Brasil e retorna após 14 anos fora das telas.

Na  política, caminho por onde também enveredou, foi eleita vice-prefeita de Carlos Eduardo Alves em 2004, deputada estadual em 2006 e prefeita em 2008. Protagonizou um dos períodos mais conturbados da história administrativa da capital.

Na tela, como jornalista, é onde sempre foi diferenciada.

Tem sangue de um comunicador estelar – Carlos Alberto de Sousa (in memoriam).

Sucesso!

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William Robson estreia coluna de curadoria jornalística nesta segunda

O jornalista e professor William Robson vai estrear projeto de curadoria jornalística, em forma de coluna, nesta segunda-feira (21), em seu blog williamrobson.com.br. A coluna “Contracapa” destacará notas curtas, informações dinâmicas, que serão atualizadas durante o dia inteiro.

William tem larga experiência em comunicação e lança novo projeto (Foto: divulgação)
William tem larga experiência em comunicação e lança novo projeto (Foto: divulgação)

Segundo ele, vai servir como um apêndice das análises que já são feitas na primeira página do blog. “Por isso, eu adotei este nome de contracapa, que faz alusão ao jornal impresso, mas também é a continuidade do site”, explicou.

Mesmo assim, a coluna “Contracapa” terá vida própria, com twitter e Instagram específicos para aqueles que querem ficar acompanhando o conteúdo, através do canal @contracapa_jor em ambas as plataformas. “Logo também ganhará versão em newsletter para Whatsapp, pela manhã, com o conteúdo publicado no dia anterior, que se chamará ´Da Contra´”, adianta o jornalista.

O projeto se assemelha às tradicionais colunas jornalísticas, recorrendo a notas curtas, foto-legendas, frases, como também trazendo rápidas análises do noticiário local e da grande mídia. “Diante de tanto conteúdo que circula na rede, a proposta tende a selecionar as discussões mais importantes”, explica. “Tem um pouco de hard news nisso, é verdade, porém, com foco na curadoria jornalística, algo importante neste tempos”.

“Contracapa” já está no ar em caráter experimental. O jornalista William Robson, que também é doutor em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), foi editor dos jornais Gazeta do Oeste e Jornal de Fato, e atualmente conduz o programa “Foro de Moscow”, ao lado do jornalista Bruno Barreto”, pelo Youtube.

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O futuro da comunicação já chegou, com ou sem blog

Por Carlos Santos

“Onde é grande o desejo de aprender, é também grande a necessidade de discutir, de escrever, de ter opinião. Porque a opinião, entre homens de valor, é conhecimento em formação”.

(John Milton, poeta inglês, em 1664, no Parlamento da Inglaterra)

Participei de um saudável debate sobre blogs na TV Cabo Mossoró (TCM), à noite de terça (14). Foi promovido pelo programa “De Fato e de Direito”, da Escola da Magistratura do RN (ESMARN).

Para quem não teve acesso à iniciativa, resumo um pouco do que dissertei e o que não pude expressar em face da exiguidade de tempo etc. Vamos lá:81tim-aplicativos-desativadosBlog nada mais é do que outra ferramenta da Internet. Começou como um brinquedo de adolescentes por volta de 1994 nos Estados Unidos, transformado em diário na Net (Weblog, seu nome de origem em 1997).

Hoje é um fenômeno mundial, sendo usado por políticos, desportistas, jovens, jornalistas, empresas, donas-de-casa, desocupados, esquizofrênicos, putas etc. Contudo é no meio jornalístico onde ganha explosão de acessos e polêmica (mais de 20 milhões de internautas/dia no Brasil).

Não existe uma legislação específica para disciplinar seu funcionamento. Mas é claro que a própria Internet caminha para sofrer normatização estatal, como é importante em qualquer mundo civilizado (inclusive os virtuais).

Boa parte da celeuma em torno dos blogs advém do desconhecimento quanto ao seu papel, uso e extensão. Há uma corrente que o aponta como a panaceia, a democracia plena nos meios de comunicação. Outra vertente se apavora, considerando-o uma hidra devoradora da imprensa tradicional.

Nem uma coisa nem outra.

Assim como o Orkut, o YouTube, Google e outras ferramentas em uso na Internet, ele tem características próprias e limitações. É uma novidade que a cada dia ganha mais utilidade, podendo se fundir e ganhar outro corpo adiante ou simplesmente desaparecer.

Outras geringonças também tiveram seus dias de glória e feneceram. Lembra da máquina de Telex?

A grandiloquência do blog é mais em face de desconhecimento do que por sua força real.

No universo da mídia convencional, as grandes corporações no país e mundo afora logo perceberam que essa modalidade de meio de comunicação agregava valor. Grupos como o The Guardian (Inglaterra), The Washington Post (EUA), Grupo Folha e Globo (Brasil), além de outros tantos passaram a investir na novidade há tempos.

Em alguns rincões da pobreza intelectual e estupidez esférica, é que o blog passou a ser visto como inimigo. Mossoró, que o diga. A imprensa convencional (com exceções) promove campanhas para boicote e vetos aos principais blogueiros. Mesmo assim, não deixa de aproveitar muito do seu material, às vezes sem citar a fonte – o que é profundamente desonesto.

A crise que afeta a imprensa escrita em todo o mundo, não é resultado do advento do blog. Muito pelo contrário. A Internet tem ajudado e muito a quem enxergou na frente. Só a tecnofobia e a intolerância veem o progresso tecnológico como atraso.

Faz-nos lembrar centenas de trabalhadores britânicos quebrando máquinas no início da Revolução Industrial, entre o final do século XVIII e início de XIX. Destruir computadores ou tentar ignorar os blogs, é igualmente uma bobagem.

O que fecha jornal é incapacidade gerencial, leitura errada da conjuntura e dificuldade de adaptação ao “darwinismo digital”, como cunhou o professor-escritor inglês Andrew Keen, crítico da forma “anárquica” com que a Internet ainda funciona. Para ele, existe uma “seleção natural” no meio e quem não se encaixar será vomitado.

Também é um mito se apregoar que o blog alcança o status da plena imparcialidade na mídia. Imparcialidade é uma utopia na Internet e na vida real. O ser humano é em essência parcial, desde sua formação intrauterina.

Inaceitável é a parcialidade leviana, remunerada cavilosamente por terceiros. Isso tem provocado a “morte cerebral” de muitos órgãos de comunicação, aparelhados pela plutocracia ou manietados pelos inquilinos do poder institucional.

Este blog é parcial. Defende a livre iniciativa, advoga a causa da educação como fonte de redenção do povo brasileiro, luta pela liberdade de expressão/imprensa e vê a política como instrumento capaz de promover o bem-estar coletivo.

Quanto à ética, vejo como inegociável o respeito à diversidade de opiniões, o apoio às diferenças e fomento à dialética. Quem não tem hábito de exercer opinião própria num jornal, rádio ou TV, não se sentirá à vontade para tamanho voo na Internet, através do blog.

Neste espaço, a interação blogueiro-webleitor é constante, além do seu grande diferencial.

O futuro da comunicação é agora. Com ou sem blog.

*Texto originalmente publicado no dia 15 de abril de 2009 (veja AQUI). Portanto, há quase 13 anos. Nada a ser alterado.

Carlos Santos é editor e criador do Canal BCS – Blog Carlos Santos

TCM vai lançar seu portal de notícias

TCM -LogoA TV Cabo Mossoró (TCM Telecom) prepara o lançamento de um portal de jornalismo.

Ainda não existe nenhuma informação oficial sobre o início de atividades dessa nova plataforma de mídia.

Por enquanto, tudo é guardado a sete chaves.

No aguardo.

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A natureza procura os seus

Por François Silvestre

Esse é um brocardo do Sertão profundo; sertão de pau a pique, de catingueiras e mofumbos. Os afins afinam-se naturalmente. encaixe, quebra-cabeça, encontro, aliança, contrários, preto e branco, união

Os “jornalistas” de miçanga criticam as ditaduras. Verdade? Não. Depende de que lado da Rosa dos Ventos esteja o ditador. De minha parte, eu condeno todas.

Fidel Castro perdeu o bonde da História ao não institucionalizar democraticamente a necessária e histórica Revolução Cubana. Transformando-a numa ditadura dinástica, tão brutal quanto costumam ser todas as ditaduras. A Venezuela também.

Os “jornalistas” de que falo também dizem isso. E criticam Lula por manter afinidade com esses regimes. Crítica honesta? Não. Eles gostam das ditaduras de Direita.

Agora mesmo defendem Bolsonaro que faz um périplo ridículo de apoio aos ditadores do peito. Ao ditador da Rússia, antigo agente da KGB, a polícia secreta da ditadura soviética. Ao ditador da Hungria, caçador das “bruxas” e dos “desvios” de costumes. Ao ditador da Arábia Saudita, assassino de jornalistas, que mantém a própria mãe em cárcere privado, por ela defender a liberdade das mulheres. Misógino que guarda afinidade com o colega Bolsonaro.

Esses “jornalistas” de que falo abandonaram o jornalismo, que já praticaram, e hoje são apenas vendedores de opinião. Afinados pela natureza, que os aproximam e os unem. Tudo devidamente muito bem pago. 

A natureza procura e acha os seus.

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Show de Notícias estreará dia 10 de janeiro

Show de Notícias - estreia na FM 97 de Natal - 10 de Janeiro de 2022 - Jota Régis, Suelen Lobato, Ediaba MiralhaEstreia confirmada para o próximo dia 10 de janeiro de 2022, a partir do meio-dia na FM 97 de Natal.

Vai entrar no ar o programa Show de Notícias.

Nosso amigo Jota Régis (ex-Difusora de Mossoró), Ediana Miraglia, Suelen Lobato e Luciano Silva vão despontar no programa.

Sucesso, pessoal.

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De volta às sombras

Por Marcos Ferreira

Enfim, após outro dia causticante, está chegando o crepúsculo. O vento açoita a mangueira, invade a casa. A porta da frente e a de trás estão abertas. Nessas horas, quando a ventania bate com força, uma porção de ciscos costuma cair do teto, que não tem forro. Vez por outra, então, preciso limpar o teclado e a mesa do computador. Essa poeira fininha, em contato com meus dedos suados, me causa desconforto. Por conta disso lavo minhas mãos com certa frequência.

Em mais alguns minutos as sombras ocuparão este espaço. Hoje me sinto melhor na penumbra que sob a luz fluorescente. A rede continua armada aqui na sala. Pela manhã, embora acorde cedo, tenho extrema dificuldade de me levantar, de deixar a tipoia e tomar o primeiro banho. Alguns até podem dizer que isso é apenas preguiça. Já o meu psiquiatra acredita que se trata de outra coisa.olho, olhar, visão

De modo complementar, Dr. Dirceu Lopes me cobra a prática de exercícios físicos, caminhada, academia. Ainda receio o vírus. Além disso, tem a questão do tipo de músicas que predomina em tais lugares, onde se busca entrar em forma, beleza do corpo e um pouco de endorfina. Espaços cheios e ruidosos me deixam nervoso. O poeta Aluísio Barros, um dos finalistas do Prêmio Jabuti deste ano, me recomenda a absorção natural de vitamina D por meio da exposição ao sol.

Penso agora naquele jovem ator e bailarino mossoroense que tirou a própria vida há cerca de um mês. Ele foi vítima da falta de apoio aos que fazem arte nesta cidade, quer sejam atores, músicos, artistas plásticos ou literatos. Não bastasse o desestímulo a essas pessoas, semana passada os vereadores da base governista tentaram cortar alguns recursos, emendas orçamentárias para a cultura.

Exatamente. O golpe rasteiro que os vereadores aliados do senhor prefeito tentaram aplicar na classe artística é um desserviço, um ultraje, uma covardia e um acinte. Ouvi dizer que o bailarino enfrentava apuros financeiros. Sucumbiu ante a indiferença e mesquinhez com que o Executivo e o Legislativo municipais sempre trataram a cultura desta província.

O rapaz necessitava de ajuda médica, um psicólogo ou psiquiatra, além de medicamentos, indispensáveis nesses casos.

Eu não estaria aqui escrevendo estas linhas se não tivesse contado com esse tipo de assistência num momento grave, crucial. Ainda assim há dias sombrios. Como este em que o astro-rei me parece desnecessário. Eu o trocaria, ao menos hoje, por um dia inteiro de chuva, com nuvens negras em todo o céu, entremeado por raios e trovões. Seria ótimo, apesar das condições do meu telhado.

Tento crer que esta minha existência obscura vale a pena. Não tenho profissão nem diploma universitário. Passei a vida toda pulando de um subemprego para outro. Quando mais jovem, entre outras ocupações, carreguei sacos de sal na cabeça, recebi muita poeira de sal nos armazéns de refino, limpei o lixo e o mato de quintais, fui vigia noturno com um apito e um porrete, a pé, em ruas do Santa Delmira. Não me tornei padre, pastor nem jogador de futebol, sequer político.

Pois é. Meu estado de espírito oscila. Às vezes acordo otimista, radiante, de bem com todos, motivado. Noutras ocasiões, porém, amanheço assim, macambúzio, sorumbático. Gira na minha cabeça um filme triste, uma retrospectiva das coisas que eu poderia ter feito e não fiz, daquilo que eu poderia ter sido e não fui. O tempo, se isto justifica algo, me impôs muitas privações e obstáculos.

Mergulhei nos livros, na literatura. Daí provém o pouco conhecimento que tenho sobre meu próprio idioma. Isto me abriu uma grande oportunidade: as portas do jornal O Mossoroense.

Ali, apresentado pelo saudoso poeta Apolônio Cardoso e acolhido pelo também poeta Cid Augusto, comecei a publicar meus textos. Depois, indicado por Cid, fui contratado como revisor. Não demorou muito e passei a repórter e editor de cultura. Eis o ponto alto do meu currículo empregatício.

Nunca, entretanto, sonhei em ser jornalista, com todo o respeito que tenho pelos que exercem e honram essa profissão. Fui tomado pelo micróbio da literatura e botei na cabeça que meu destino era ser escritor. Tolice! Ninguém (ou quase ninguém) consegue sobreviver apenas da escrita literária. Muito menos em Mossoró, que num passado recente se arvorava de capital brasileira da cultura.

A luz vermelha da cafeteira parece mais viva agora que a casa vai escurecendo. Vou desligá-la e pego mais um trago da rubiácea. É a última dose do dia. Retorno ao computador com a caneca de ágata pela metade. Tenho a sensação de que o vento que circula traz um aroma de chuva. Fico na expectativa de que ela venha, ao menos o bastante para lavar os ciscos sobre as telhas e aquietar a poeira do calçamento. Mas, reparando melhor, acho que não vem. Talvez amanhã.

— Olha a tapioca! — grita um ambulante.

Daí a pouco um carro aparelhado com potentes alto-falantes passa anunciando propaganda enganosa de um supermercado. Os decibéis cortam meu raciocínio. Interrompo a digitação. Há ruído de outros automóveis e motocicletas. Um cão ladra aqui por perto. O bulício dos passarinhos explode entre os ramos da mangueira. Ouço também a voz indistinta de vizinhos e transeuntes.

O que estarão conversando? Não faço ideia. Quem sabe discutindo o preço dos combustíveis, sobretudo o da gasolina, do gás de cozinha, dos gêneros alimentícios. Em suma, a carestia galopante que assola inúmeras famílias humildes. Dezenove milhões de brasileiros passando fome; outros quinze milhões desempregados. Sei que estou me repetindo, mas é preciso denunciar tudo isso. “O que me assusta não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”, palavras de Luther King.

A máquina de lavar roupas da casa ao lado começa a funcionar. Emite um som desagradável. A pessoa que opera a máquina, uma senhora de meia-idade, liga o som e se põe a arremedar as péssimas músicas que vão rolando. Neste momento, enquanto escrevo, eu preferiria ouvir tão somente o canto dos pássaros, o barulho do vento nas folhas da mangueira e até a arenga dos vira-latas.

Exceto por alguma ligação telefônica, passo o dia sem conversar com ninguém, sozinho com minhas cismas e neuras. Até o mês passado, quando minha gata Gudãozinho estava aqui, eu tinha com quem conversar. Ela era tão cheia de vida, carinhosa. Contudo, como narrei naquela ocasião, Gudãozinho foi envenenada, possivelmente por um elemento cruel, desumano. Estou assimilando essa perda, que me jogou na lona como se eu tivesse recebido um soco no queixo.

Escureceu por completo. Acendo a única luz da sala-cozinha. Estou fatigado, um colar de suor no pescoço. Paro diante do espelho e miro meu rosto um tanto entumescido por causa dos psicofármacos. Não faço a barba há meses. Meus lábios sumiram sob os pelos. Antes, ao me barbear, eu achava ruim quando, aqui e acolá, avistava um fio branco. Hoje, aqui e acolá encontro um fio preto.

Hora de tomar mais banho, fechar as portas, apagar a luz e deitar. Seria tão bom se amanhã tivéssemos um dia todo de chuva. Há muita sujeira nesta cidade que precisa ser lavada. Lavaríamos também as nossas almas.

Marcos Ferreira é escritor

“Show de Notícias” vai estrear ao meio-dia, dia 10 de janeiro

Produtor Rô Medeiros, Suelen Lobato, Jota Régis, Ediana Miraglia e Haroldo Azevedo da FM 97 (Foto: redes sociais)
Produtor Rô Medeiros, Suelen Lobato, Jota Régis, Ediana Miraglia e Haroldo Azevedo da FM 97 (Foto: redes sociais)

A rádio 97 FM do Natal estreará novo programa jornalístico no próximo dia 10 de Janeiro de 2022.

Quem anuncia é seu dirigente, Haroldo Azevedo.

É o Show de Notícias, ao meio-dia.

Na bancada, Jota Régis, Ediana Miraglia e Suelen Lobato.

Sucesso, pessoal.

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Grupo TCM-Telecom promoverá Oficina de Jornalismo

Tag Oficina de Jornalismo TCM - 6 de novembro 2021O Grupo TCM Telecom realiza Oficina de Jornalismo no dia 6 de novembro. Estudantes de Comunicação e jornalistas e radialistas recém-formados poderão aprender na prática redação, roteiro e apresentação. Estão sendo ofertadas 10 vagas neste primeiro módulo.

Para se inscrever na oficina é necessário enviar um vídeo de até 45 segundos para o WhatsApp (84) 98802-8979 falando o porquê gostaria de participar. As inscrições seguem até o dia 3 de novembro.

Confira o conteúdo que será contemplado no primeiro módulo da Oficina de Jornalismo da TCM: Redação de telejornais/critérios de noticiabilidade com Filipo Cunha (Chefe de Reportagem); Roteiro de edição jornalística com Elli Cafrê (Editora Chefe); e Apresentação e interpretação em rádio e TV com Moisés Albuquerque (Diretor de Jornalismo).

Moisés Albuquerque, Diretor do Departamento de Jornalismo da TCM explica que a Oficina é um projeto do Grupo TCM para aproximar a emissora, o grupo de comunicação dos estudantes, do curso de Comunicação da Universidade do Estado do RN (UERN).

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“Matracas”, uma boa razão (a mais) para ser mulher

Ceiça e Sayonara: revista diferenciada (Foto: divulgação)
Ceiça e Sayonara: revista diferenciada (Foto: divulgação)

Em um cenário onde o machismo vive em constante metamorfose ganhando novas peles, novas estratégias e dominando cada vez mais espaços, a concretização de projetos que objetivem mudar essa realidade se mostra cada vez mais necessária e urgente.

É exatamente com o propósito de enfrentamento às várias formas de desigualdade de gênero, que na próxima sexta-feira (22), às 20h, será lançada a primeira revista feminista de Mossoró, a “Matracas” – acesse AQUI.

Idealizada e produzida pelas jornalistas Ceiça Guilherme e Sayonara Amorim, com a colaboração da jornalista Emanuela de Sousa, a Matracas será uma revista online com base feminista e independente. Os conteúdos serão totalmente produzidos por mulheres sobre mulheres.

Histórias reais

A proposta da revista é contar histórias reais sem cortes, sem mordaças e detalhadamente expostos com o objetivo de revelar fatos que fazem parte do cotidiano das mulheres em um formato completo, jornalístico e responsável.

“Temos a pretensão de sermos uma espécie de porta voz de mulheres que nunca tiveram voz e vez. A Matracas já inicia sua trajetória com uma lista de colaboradoras que reúne pesquisadoras, professoras, jornalistas, mães, escritoras, poetisas, entre outras mulheres que a cada dia nos chegam estendendo a mão para somar ao projeto”, comenta Sayonara.

Enfim, a revista Matracas será assumidamente um veículo de comunicação que tem como principal objetivo incentivar e contribuir para que as mulheres, consigam ocupar seus espaços e ter seus direitos respeitados na teoria e na prática.

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Não basta o recuo de Bolsonaro, Judiciário também precisa refletir

Por Paulo Tarcísio Cavalcanti

Meu amigo querido, jornalista dos bons e de larga experiência, Paulo Tarcísio Cavalcanti emite opinião interessante sobre a crise política nacional, a partir do fosso entre Executivo e Judiciário nacionais. Acompanhe:

Paulo Tarcísio Cavalcanti -É cedo pra saber se o presidente Bolsonaro vai manter o compromisso de fazer a sua parte para conseguir uma convivência pacífica e harmoniosa com os demais poderes.

Mesmo assim, esse compromisso, aliado ao pedido de desculpas por arroubos agressivos contra ministros do STF, constitui, pelo menos, uma luz no fim do túnel.

Com a palavra agora o Poder Judiciário. Os ministros também precisam de um mea culpa, diante de repetidas mostras de descontrole emocional, em suas respostas ao presidente.

Na Roma antiga, dizia-se: A mulher de César não basta ser honesta. Tem que demonstrar. Hoje podemos dizer da Magistratura: Não basta ser justa. Precisa ter isenção.

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Portal anuncia estreia em novo endereço

Portal Radar do RNComeçaram nessa quarta-feira (11), as atividades do Portal Radar RN. É o novo domínio da página jornalística que anteriormente era conhecida como Portal Radar Apodiense.

Poderá ser acessado no seguinte endereço: www.radarrn.com.br.

A página criada pelo bacharel em direito Ambrósio Melo pretende expandir alcance de sua cobertura por todo o estado.

O domínio anterior já estava no ar há mais de cinco anos.

Nota do Blog Carlos Santos – Boa sorte.

Sucesso.

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Milton Marques de Medeiros, uma história de realizações e humanismo

Livro tem um fio cronológico (Foto: reprodução)
Livro tem um fio cronológico (Foto: reprodução)

Será lançado no próximo dia, 9, sexta-feira, uma autobiografia em memória do médico, professor e ex-reitor Milton Marques. O livro leva o título “Memórias de Milton Marques de Medeiros – O Menino do Poré”.

O lançamento será remoto, no estúdio do Canal 10, da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), em evento da Associação de Ciências Jurídicas e Sociais (ACJUS), que Marques era integrante.

Em Memórias de Milton Marques de Medeiros – O Menino do Poré, organizado pela jornalista Lúcia Rocha, há um fio cronológico do próprio biografado, colhido através da mídia impressa e eletrônica ao longo de sua vida. Aí vai se formando sua história rica em realizações e humanismo.

Milton Marques de Medeiros nasceu em Upanema, migrou para Mossoró na puberdade, estudou em escolas públicas e no tradicional Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL). Faleceu em Fortaleza-CE no dia 22 de abril de 2017 (veja AQUI), a pouco menos de três meses de completar 77 anos.

Filho de tabelião e de uma dona de casa, órfão de pai na primeira infância, começou a trabalhar cedo, iniciando sua relação com as letras como revisor de gráfica. Quando atingiu a maioridade, foi encaminhado para a capital paraibana, onde cursou a Faculdade de Medicina.

Tempos depois, também graduou-se em Ciências Jurídicas. Em 2004, assumiu o cargo de Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do RN (UERN) e no ano seguinte foi eleito reitor da da instituição.

Cargos públicos e comunicação

Milton Marques exerceu alguns cargos públicos, como Presidente do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e Secretário de Saúde de Mossoró. Foi vice-presidente da Associação Norte-riograndense de Psiquiatria, coordenador Técnico do Departamento de Psiquiatria da Federação Nacional de Saúde e Membro da Comissão de Psiquiatria do Conselho Nacional de Saúde.

Na área empresarial, foi pioneiro no tratamento de doenças mentais e fundou o único hospital psiquiátrico do interior do estado, a Casa de Saúde São Camilo de Léllis, classificado como hospital modelo no Nordeste.

Também investiu na avicultura, com a Granja São Camilo, atividade que trocou pela indústria salineira. Na área de comunicação, foi sócio-fundador da Rádio Princesa do Vale (Assu), sócio-fundador e acionista da Rede Tropical de Comunicações (com a rádio Libertadora Mossoroense).

Em novembro de 2002, seu pioneirismo foi longe quando ousou criar a TCM – TV Cabo Mossoró, com um exclusivo canal local, atualmente, presente em dez cidades da região Oeste potiguar, além de três emissoras de rádio FM.
Colaborador de diversas publicações, assinou coluna na Gazeta do Oeste e lançou algumas obras, dentre as quais a trilogia Déjà Vu.

Casado com a prima, Zilene, pai de três médicas e uma odontóloga, leitor voraz e entusiasta do empreendedorismo, também foi investidor no ramo do agronegócios e na indústria de cerâmica.

Na capital paulista, em 2006, participando da NEO TV – feira que reúne emissoras de TV a cabo de todo o país, Milton Marques recebeu da ABTA – Associação Brasileira de Televisão por Assinatura – o Prêmio Operador Padrão, ficando em primeiro lugar na categoria criatividade, com o programa Minha Escola na TV, exibido pelo canal local da TCM.

Na ocasião, Milton Marques foi homenageado como um empresário que investe em responsabilidade social.

Nota do Blog – Milton foi e continua sendo um homem abençoado. Sua passagem por aqui está perpetuada no coração de muitos que o conheceram de perto, como eu. De minha parte, eterno aplauso. Sou-lhe todo gratidão.

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“Ecos da Política” vai estrear em julho no Spotify

Podcast Ecos da Política com Emerson Linhares, Christianne Alves e Tio Colorau“Podcast de Mossoró para o mundo”. Esse é o slogan do Ecos da Política, o podcast que promete trazer informações dos bastidores políticos do Rio Grande do Norte, além de notícias diversas.

O Ecos da Politica será apresentado pelo trio Emerson Linhares, diretor de jornalismo da Rádio Difusora; pela jornalista e blogueira Christianne Alves; e pelo blogueiro Erasmo Firmino, o “Tio Colorau”, que prometem muita informação e interações com pitadas de humor.

Inclusive o podcast terá um quadro com Heriverton Andrade e Daddy Bahia, remanescentes da “Turma do Buchada”, trazendo causos do livro “Só Rindo – a política do bom humor do palanque aos bastidores”, de autoria do jornalista Carlos Santos.

A estreia está prevista para este mês de julho, em canal próprio no Spotify.

Nota do Blog – Parabéns pela iniciativa e obrigado pela conversão dos meus dois livros num quadro específico do Ecos da Política.

Sucesso, turma.

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TV Câmara Mossoró terá sinal aberto em 90 dias

Reunião virtual ocorreu nessa terça-feira entre CMM e ministério (Foto: cedida)
Reunião virtual ocorreu nessa terça-feira entre CMM e ministério (Foto: cedida)

A TV Câmara Mossoró deverá ser transmitida em sinal aberto em 90 dias. A previsão foi dada pelo secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Salvadori Martinhão, em reunião remota com o presidente da Casa, Lawrence Amorim (Solidariedade), nesta terça-feira (29).

Também com a participação do diretor de Outorga e Pós-Outorga, William Ivo Zambelli, e de técnicos da Câmara, o encontro encaminhou consignação da TV Câmara Mossoró com o Governo Federal, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Articulação

O avanço é resultado de pleito de Lawrence Amorim a Fábio Faria (PSD-RN), na agenda do ministro das Comunicações em Mossoró, no último dia 16. O próximo passo será definição dos termos do contrato com a EBC, em nova reunião remota, nos próximos dias.

“Agradeço ao ministro Fábio pela celeridade dada à reivindicação. A TV Câmara Mossoró em sinal aberto aumentará a transparência e aproximará ainda mais o Legislativo do povo”, avalia o presidente do Legislativo Municipal.

Mantida pela Fundação Aldenor Nogueira, a emissora transmite sessões e outras reuniões plenárias, ao vivo, e programas informativos e educativos. Está no ar há seis anos, na TV a cabo (canal 23.2 TCM Telecom), e passa por reestruturação, com mudança de sede e novos equipamentos.

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O lugar da Copa América

Copa América (veja AQUI) deveria ser na Granja do Torto.

Se não der, pelo menos vale uns rachas por lá.

A decisão, se tiver alguma ambulância disponível, faz no Mané Garrincha, também em Brasília.

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Machadinho, símbolo do jornalismo potiguar

Machadinho era originário de Assu (Foto: autor não identificado)
Machadinho era originário de Assu (Foto: autor não identificado)

Por Ney Lopes

Já se disse, que o vencedor na vida é sempre amigo da paz, da boa convivência, da harmonia social.

O símbolo dessa frase foi a vida de João Batista Machado (Machadinho), 78, jornalista, recentemente falecido.

Convivi com ele como repórter nos anos 60.

Quando fui correspondente no RN da Folha de São Paulo (1966 a 1968), ele era do Globo.

Um amigo de longas caminhadas.

Ponto comum nos unia: a origem, na querida terra do Açu, conhecida como a “Atenas Norte-Rio-Grandense”, berço do meu pai.

É a segunda cidade mais antiga do Rio Grande do Norte.

Dr. Ezequiel Fonseca (prefeito do Açu na década de 1930, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do RN), editou livro, citando 36 poetas naturais de Açu ou, como diria Manuel Bandeira, “nascidos para a vida consciente na terra dos verdes carnaubais”.

A mãe de Machadinho, dona Letícia, era muito amiga da minha avó, Mafalda. Ambas açuensesLembro conversas constantes delas, recordando a poesia nativa. Citavam João Lins Caldas, Renato Caldas.

Algumas vezes ouvi de Machadinho depoimentos sobre a sua querida “terra natal”.

Ele citava episódio da história açuense, que desconhecia.

Foi a mítica “Guerra dos Bárbaros”, travada no Açu, entre os anos de 1687 e 1720, envolvendo os indígenas e os conquistadores da Coroa Portuguesa.

Os bastidores da política do RN estão descritos em inúmeros livros publicados por Machadinho, a quem em vida chamava de “Monsenhor”, pelo seu estilo sacerdotal de tratar os amigos.

Escreveu diversos livros, entre eles “Bastidores do poder – memórias de um repórter”, quando se limita a registrar fatos, preservando os personagens citados

Exerceu cargo de confiança em quatro governosTarcísio Maia, José Agripino, por dois mandatos, Radir Pereira e Vivaldo Costa.

Sempre foi grato a esses governadores.

Jamais assumiu posições radicais em relação à classe política. Mereceu o respeito de todos os partidos.

Era membro, por merecimento, da Academia Norte-rio-grandense de Letras, desde 2012.

Quando presidi o Parlamento Latino Americano, convidei Machadinho e Salésia, jornalista, sua esposa, para visitarem a instituição em SP.

Lembro, que ao conhecer a estrutura e relações do Parlatino com organismos globais (Parlamentos da América Latina e Caribe, Europeu, Assembleia Parlamentar Euro-Latino Americana, da China, Câmara de Comércio Brasil e Estados Unidos, Rússia (Duma), OEA, ONU, UNICEF, CEPAL, OMC, OMS. OIT, FAO), ele exclamou:

“Se eu escrever no RN, o que estou vendo e sabendo sobre a importância e posição internacional do Parlatino, dirão que estou mentindo, ou querendo lhe elogiar”.

Pedi-lhe que silenciasse, por conhecer a inveja que aquela minha posição já despertava em alguns e até me prejudicava.

Durante toda a sua existência, ostentou o perfil da sinceridade, bom caráter, erudição.

O seu exemplo perdurará na imprensa potiguar e nas letras do RN.

As sinceras condolências neste momento de dor, à sua esposa jornalista Salésia Dantas, os filhos: João Ricardo e Ana Flávia, demais familiares e amigos.

Honras celestiais para Machadinho

Ele merece!

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

O que vem por aí

teclas de máquina de escrever, máquina datilográficaAté princípio de julho ou pouco menos, estrearemos novo padrão visual e operacional de nossa página e demais plataformas (YouTube, Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp). Marco para assinalarmos 36 anos de profissão, de forma continuada, ininterrupta.

Começamos a trabalhar as minudências dessa nova fase rabiscando o briefing (conjunto de informações básicas à elaboração de projeto) e nos reunindo com a empresa contratada. Demos rumo, norte.

A página que está no ar sofreu diversos problemas ao longo dos últimos anos e havia séria ameaça de perdermos todo nosso banco de matérias (mais de 52 mil). É um conjunto documental único e de valor incomensurável.

Salvamos esse patrimônio em sua quase totalidade, mas ainda há muito a ser feito.

Agora, entramos em nova fase. Passamos a modernizar o layout e vamos atualizar mecanismos à visualização/acessibilidade no seu computador de mesa, smart tv, notebook e equipamentos mobile (smartphone, tablet).

Esperamos continuar essa viagem em sua companhia e colaboração. Desejamos seguir em frente tendo lado, fazendo escolhas; sendo parcial. Jornalismo com opinião: a minha, a sua, a nossa. Concordando, discordando; arengando.

Como já escrito, cá, “Enquanto der, dará!“.

Até lá!

Leia também: O doce poder de não ser influente;

Leia também: Sou parcial e não nego, além de adorar Mossoró (de graça).

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