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Eleito vereador, Dr. Cubano “por enquanto” é oposição

Yoanis Infante Rodriguez, o Dr. Cubano (Foto: reprodução do BCS)
Yoanis Infante Rodriguez, o Dr. Cubano (Foto: reprodução do BCS)

Em entrevista ao Jornal da Tarde, da Rádio Rural de Mossoró, o vereador eleito Doutor Cubano (PSDB) disse nessa segunda-feira (21), ouvido pelo jornalista e blogueiro Saulo Vale, que “por enquanto” é oposição.

Ele destacou ainda que vai ter a saúde como pilar de seu mandato.

Então, tá.

O governismo elegeu 15 dos 21 vereadores nas eleições de 6 de outubro, o que lhe confere uma maioria folgada.

Perfil

Yoanis Infante Rodriguez, o Dr. Cubano, foi eleito com 1.515 votos e ocupará uma das 21 cadeiras do legislativo mossoroense. Foi o último da “fila”, numa escala decrescente de votos.

Dr. Cubano desembarcou em Mossoró, originário de Bayamo, Cuba, em 2014, no programa “Mais Médicos.”

Aos 43 anos, casado, com cidadania brasileira, é o único eleito pelo PSDB – legenda que praticamente não lhe deu apoio à eleição. Contou que sequer recebeu “parabéns” de seus dirigentes, pela vitória.

A sua eleição foi surpresa até no partido, em meio ao desastre da majoritária com o candidato Lawrence Amorim, atual presidente da Câmara Municipal. Candidato a prefeito, Amorim perdeu com maioria de 97.006 em favor do prefeito reeleito Allyson Bezerra (União Brasil) – veja AQUI.

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Esconderijo de foragidos é localizado em Baraúna

Numa reportagem em primeira mão da Globo News, é informado à tarde deste sábado (24), que foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró podem estar na zona rural de Baraúna (32 km de Mossoró).

Um esconderijo foi localizado na comunidade de Juremal (Baraúna).

Cerco está se fechando.

A fuga de Rogério da Silva Mendonça, 35, e Deibson Cabral Nascimento, 33, ocorreu quarta-feira (14), portanto há dez dias.

Eles são membros da facção Comando Vermelho (CV), no Acre, e estavam custodiados na penitenciária desde setembro do ano passado.

Traremos mais informações.

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AM e FM se encontram nas vozes de Sílvio Filho e Wellington Lopes

No último episódio do Podcast TCM ‘Memória do Rádio’, o AM e o FM no horário nobre do rádio dos anos 80 em Mossoró são destaques. Jornalista Tárcio Araújo recebe para a conversa os comunicadores que fizeram muito sucesso àquela época em Mossoró: Silvio Filho e Wellington Lopes.

A trajetória relâmpago do comunicador Silvio Filho na 2ª metade dos anos 80 pela rádio Difusora arrebatou grande audiência e até hoje seu nome é lembrado por ouvintes e admiradores. Ele conta que apesar de ter deixado o rádio ainda jovem para seguir carreira no Direito, o veículo ainda é sua grande paixão:

-“O que vivi no rádio de Mossoró foi como um conto de fadas para mim. Jamais esquecerei”, relata ele, que é promotor público em Natal.

Já Wellington Lopes tornou-se uma das vozes mais identificadas com a história da 105 Santa Clara FM (a primeira em frequência modulada da cidade, desde 1988). “Era o meu sonho de menino quando ouvia os locutores das FM´s de Fortaleza, e pude realizar esse sonho na 105 FM, minha casa, minha família no rádio”, conta o radialista, hoje aposentado.

Veja edições anteriores AQUIAQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI os seis podcasts anteriores com Assis Cabral e Phabiano Santos; Gilson Cardoso e Jota Nobre; Martins Coelho e Edmar Castro; Ênio Ticiano e Elias Pereira; Diassis Linhares e Patrício de Oliveira, além de Alcivan Villar e Renato Severiano.

Livro

Em maio, Tárcio Araújo deverá lançar o livro Memória do Rádio, desfiando a história da radiofonia de Mossoró.

Nota do Canal BCS – Nomes que ouvi muito, dois comunicadores admiráveis do rádio local, que se quisessem poderiam estar na ativa, brilhando. Bom demais.

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O jurista interdisciplinar

Por Marcelo Alves

Max Weber (1864-1920) é um dos maiores teóricos sociais de todos os tempos, sabemos. Ele é considerado, ao lado do precursor Auguste Comte (1798-1957), de Karl Marx (1818-1883) e Émile Durkheim (1858-1917), como um dos “pais fundadores” da moderna sociologia. A sua obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo” (1904) é deveras badalada. O que muitos não sabem, entretanto, é que Weber, para além de sociólogo – e até antes disso –, foi um jurista de formação e mesmo um advogado praticante.

Max Weber é uma referência até nosso tempo (Foto: Reprodução)
Max Weber é uma referência até nosso tempo (Foto: Reprodução)

Weber nasceu em Erfurt, na então Prússia, em 1864, em uma família muito bem conectada cultural e politicamente. Figuras proeminentes frequentavam sua casa. A criança/jovem já dali aprendeu muito. Em 1882, foi fazer direito na Universidade de Heidelberg. Ali estudou também teologia, filosofia, economia, história e por aí vai. Em 1884, foi para a Universidade de Berlim. Mesmo formado, advogando, continuou seus estudos.

O doutorado em direito é de 1889. A habilitação para o professorado, com a tese de pós-doutorado, é de 1891. Casou-se com Marianne Schnitger (1870-1954, célebre feminista e escritora) em 1893. Foi ser professor de economia na Universidade de Freiburg e, em seguida, na Heidelberg de seus primeiros estudos universitários.

De Weber, são famosos os títulos “A ciência como vocação” (1917) e “A política como vocação” (1919) e o livro póstumo “Economia e Sociedade” (1920). E, claro, a sua magnum opus “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, que seminalmente analisa o papel da religião (no caso, em especial, o calvinismo e as suas derivações) e de outros fatores culturais na construção dos chamados sistemas econômicos e jurídicos.

Quanto ao direito especificamente, como anota Robert Hockett (em “Little Book of Big Ideas – Law”, A & C Black Publishers Ltd., 2009), nos anos imediatamente posteriores à 1ª Guerra Mundial, “Weber esteve envolvido, pelo lado alemão, tanto nas negociações que levaram ao Tratado de Versalhes como na formatação da Constituição de Weimar do pós-guerra alemão”.

Aliás, falecido já em 1920, “muitos dos mais influentes trabalhos de Weber foram publicados postumamente. Entre as muitas teorias que ele desenvolveu está aquela do estado moderno como um passo em direção ao que ele chamou de ‘realização burocrática’, segundo a qual a característica marcante do governo moderno é o fato de agir cada vez mais por meio de agências administrativas e executivas tomadas por experts e ‘tecnocratas’. Isso acabou se mostrando fundacional para todas as modernas concepções de direito e processo administrativo”.

É verdade que, como teórico da ciência jurídica, contraditoriamente ao que se poderia imaginar de um sociólogo, Weber foi defensor de um direito formal e racional, obediente a critérios certos de ordem interna, o que faz dele, sob o prisma histórico, um dos precursores do positivismo jurídico como jusfilosofia em busca de um método articulado e lógico para o direito.

Todavia, a grande contribuição de Max Weber para a ciência jurídica está na ideia da mistura, em si, que ele empreendeu do direito com as outras ciências – e, aqui, por óbvio, o direito está longe de ser “puro”, num sentido exageradamente (e distorcido, confesso) kelseniano.

Levando em consideração o direito e a sociologia, Weber, Durkheim e Eugen Ehrlich (1862-1922), pensadores com formação em ambas as ciências, em fins do século XIX e no começo do XX, construíram as pontes para a interação desses dois saberes. E Weber foi mais longe: direito, sociologia, economia, política, filosofia, religião e outros componentes culturais, tudo “junto e misturado”, a fim de se compreender a sociedade em seu sentido mais amplo.

O método dos estudos interdisciplinares é uma tendência que ganhou corpo, mundo afora, em meados do século XX. Na academia de hoje, uma das “coqueluches” (leia-se “moda”) é a tal interdisciplinaridade, aqui entendida como a interação, nos mais diversos níveis de complexidade, das áreas do saber, visando à compreensão da realidade que nos cerca. E o estudo interdisciplinar do direito, misturado com outras ciências sociais, tanto na academia como na literatura jurídica em geral, explodiu, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos da América. Movimentos como “law and society”, “law and economics”, “critical legal studies”, “law and literature”, “law and cinema”, “critical race theory”, “feminism jurisprudence”, dentre outros, são os exemplos mais conhecidos dessa interdisciplinaridade jurídica. Isso chegou ao Brasil.

E se temos um precursor para essa mistura, se podemos apontar alguém como o responsável por assentar as bases para essa interdisciplinaridade no direito, ele é Max Weber.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Micarla de Sousa volta à bancada jornalística

Micarla: jornalismo (Foto: reprodução de vídeo BCS)
Micarla: jornalismo (Foto: reprodução de vídeo BCS)

A partir das 13 horas dessa segunda-feira (28), volta ao ar na TV Ponta Negra, a jornalista Micarla de Sousa.

Ela será novamente âncora do Jornal do Dia 1ª Edição, onde esteve com sucesso superlativo até 2008.

Micarla foi a primeira mulher a ancorar um telejornal no Brasil e retorna após 14 anos fora das telas.

Na  política, caminho por onde também enveredou, foi eleita vice-prefeita de Carlos Eduardo Alves em 2004, deputada estadual em 2006 e prefeita em 2008. Protagonizou um dos períodos mais conturbados da história administrativa da capital.

Na tela, como jornalista, é onde sempre foi diferenciada.

Tem sangue de um comunicador estelar – Carlos Alberto de Sousa (in memoriam).

Sucesso!

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Médico Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura morre de infarto

Recebo notícia triste nesse início de segunda-feira (7). A amiga Naide Rosado, do Rio de Janeiro-RJ, avisa que faleceu o médico ultrassonografista Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura, 61, seu sobrinho, neto do ex-prefeito Dix-huit Rosado.

Ventura estava na Espanha em férias quando sofreu o infarto (Foto: redes sociais)
Ventura estava na Espanha em férias quando sofreu o infarto (Foto: redes sociais)

Era filho de Liane Rosado e formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), do RJ.

Em férias na Espanha, Ventura sofreu um infarto na sexta-feira (4). Veio a óbito hoje.

Há anos estava radicado em Natal

Minha solidariedade à esposa Tânia, seus três filhos e demais familiares e amigos.

Em especial para você, Naide!

Que descanse em paz.

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Retrato de família

Por Marcos Ferreira

Unindo suas idades, naqueles fins dos anos sessenta, não somavam quarenta janeiros. Ele tinha dezenove. Ela, apenas dezoito. Alguns meses de namoro e já se casaram, juntaram os troços. Seguiram namorando pelo resto da vida. Um ano depois, sem que houvessem planejado, veio a primeira cria, um menino feio da cabeça graúda. Era o primogênito de uma prole de onze filhos que teriam que sustentar — um atrás do outro, ano pós ano, cresciam e se multiplicavam.Família, retratos, moldurasBem-apessoados, ele moreno com topete e costeletas à moda Elvis, ela branquinha, esbelta, habitaram por mais de uma década, através de aluguel, uma casa de pau a pique localizada na Avenida Alberto Maranhão, 3521, no bairro Bom Jardim. Aquela modesta residência pertencia a um abastado senhor proprietário de vários outros imóveis de melhor qualidade neste município.

Naqueles começos de vida conjugal, apesar da carestia feroz que assolava o País, a exemplo do que voltou a acontecer, os jovens cônjuges viviam com o mínimo de dignidade que os anos de chumbo lhes permitiam. Ele não descuidava do topete, cuja farta cabeleira vez por outra tornava reluzente com um gel ordinário, porém perfumoso. Andava limpinho, sempre barbeado e engomado. Os vestidos e o cabelo dela, também dentro de suas posses, eram dignos de elogio.

Sapateiro profissional em uma Mossoró onde, àquela época, o ramo de calçados manufaturados era pujante, ele não tardou a compreender que teria de envidar maiores esforços para abarcar as despesas com a casa e a sua família ainda pouco numerosa. Trabalhava há um tempo, com carteira assinada, numa pequena indústria de calçados no Doze Anos, à Rua Adauto Câmara, 154.

Ao final do expediente, que às vezes se estendia em serões até às dez e meia, não raro levava trabalho para realizar em casa com a ajuda da esposa. Pois, a depender da produção, o jovem sapateiro ganhava uma grana extra no fim da semana, que se estendia às treze horas do sábado. Dessa forma, à luz das lamparinas de querosene, sobre uma esteira de palha disposta no chão de barro, urdiam peças de couro, cortavam palmilhas, pregavam ilhoses, fivelas, rabichos.

Sem lastro escolar (ele só cursara o quinto ano primário; ela não sabia ler nem escrever), oriundos de uma família de analfabetos, pouco a pouco foram sendo atropelados pelo rolo compressor da desigualdade socioeconômica que acomete este “impávido colosso” há mais de quinhentos anos. Por exemplo, a instalação da luz elétrica e o encanamento de água sempre foram adiados.

Com o descontrole da natalidade, posto que o casal já contava com cerca de oito herdeiros, as finanças entraram em colapso. Ela não tinha renda fixa, era tão só uma lavadeira de roupa que não sabia assinar o próprio nome com uma penca de filhos para cuidar. Ele, embora bom profissional, oriundo de uma família de sapateiros, não ganhava o bastante na fábrica para segurar a barra. Então, além dos serões na sapataria, a fim de ganhar algo mais, cantava em bares.

Eram as serestas das sextas-feiras e sábados. Talentoso, carismático, possuía boa voz. Arrancava aplausos ao interpretar, entre outros, sucessos de grandes artistas como Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Agnaldo Timóteo, Sílvio Caldas, Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, Cauby Peixoto, Jerry Adriani e Roberto Carlos. Nessa época, sobretudo, arraigou-se o vício do álcool e do fumo.

Vieram mais filhos. Os primeiros dispunham de menos recursos e sobrava apetite à mesa. O pão minguava, multiplicavam-se dívidas e cobranças dos credores. O proprietário da casa de barro e madeira queria a todo custo receber o dinheiro do aluguel, atrasado em alguns meses. As cadernetas do fiado (bodega, farmácia, leiteiro e padaria) começavam a não funcionar. Faltava querosene para as lamparinas. O carroceiro que lhes vendia água vez por outra ameaçava:

— Vou suspender o fornecimento!

Como está visto, a situação daquele jovem casal se tornou insustentável. E tudo isso, como é fácil compreender, devido à grande quantidade de filhos para alimentar, vestir, calçar e educar. Mas aquele pai e aquela mãe lutaram bravamente para prover os seus. Fiavam, em última instância, que o Todo-Poderoso lhes apontaria uma saída, uma escapatória para os seus apuros financeiros.

Deus, entretanto, que tudo sabe, tudo vê e tudo pode, não se meteu nessa encrenca. A velha e revelha cantilena do livre-arbítrio. Isto é, cada um que responda por seus atos. Assim, sem a interferência do Altíssimo, a asfixia econômica daquela família se intensificou, chegou a níveis críticos. Não foram poucos os instantes em que o desespero e a fome arrancaram lágrimas daqueles rostos ainda apaixonados, porém sofridos e já meio que descrentes da piedade de Jeová.

Todavia, por instinto de sobrevivência, não se renderam. O sapateiro trabalhava tanto na fábrica quanto nas serestas. Fez um curso por correspondência no então Instituto Radiotécnico Monitor e passou a consertar aparelhos de rádio e televisão, além de objetos como liquidificador, fogão, ferros de engomar e máquinas de costura. Por sua vez, ela lavava e passava roupas para fora.

Os filhos mais velhos também ajudavam. Catavam metais e até ossos nos monturos, peças de cobre, tampas e panelas velhas de alumínio, compravam garrafas de tempero, refrigerante, cerveja, cachaça (tudo era de vidro), depois revendiam nos ferros-velhos e depósitos de bebidas. Com cerca de dez anos, o primogênito pastoreava bicicletas no Mercado Central, vendia cocadas, tapiocas e dindins, além de auxiliar crediaristas que comerciavam de porta em porta.

A educação formal da prole ficou em terceiro plano, contudo a fome começou a recuar. A essa altura, com pouco mais de trinta anos, o sapateiro e a lavadeira já haviam tido os onze rebentos. Continuavam na labuta para alimentar todas aquelas bocas, dar roupas e calçados na medida do possível. Pois, embora ele fosse daquele ramo, não lhe era nada simples calçar os próprios filhos.

Um dia, infelizmente, a família sofreu um duro golpe. A esquistossomose (infecção diarreica grave) levou duas crianças pequeninas do casal — Márcia e Hugo. “Deus quis assim”, afirmou um irmão do sapateiro com o propósito de consolá-lo. Não deu certo. O baque foi forte demais. O homem, já refém dos tentáculos do álcool e do fumo, mergulhou por completo no vício. Não mais cuidava do topete e costeletas à moda Elvis. Tornou-se sombrio, desleixado.

A mãe costumava contemplar, em lágrimas, o único retrato que possuíam com a família reunida, pendurado na parede da sala. O pai, dominado pela bebida, evitava tal exame. Ele morreu com cinquenta e quatro anos de idade, vítima de cirrose. Ela enfartou aos sessenta e dois. Agora o primogênito é quem observa o mesmo retrato, onde seus quatro entes queridos ainda vivem.

Marcos Ferreira é escritor

Vários vereadores testam positivo para Covid-19

Pelo menos cinco (pode ser mais) vereadores testaram positivo (Foto ilustrativa)
Pelo menos cinco (pode ser mais) vereadores testaram positivo (Foto ilustrativa)

Do Diário Político

Três vereadores, até este momento, comunicaram oficialmente à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró diagnóstico de Covid-19: Genilson Alves (Pros), semana passada, e Marckuty (Solidariedade), esta semana. Estas são informações da assessoria de comunicação do legislativo municipal.

Nosso jornalismo apurou que o vereador Lamarque Oliveira (PSC) também testou positivo. Lucas das Malhas (MDB) hoje, ao sentir sintomas gripais, foi fazer teste e também está com Covid e comunicou à CMM.

Ofício circular

Diante do atual agravamento da pandemia, a Presidência emite ofício circular aos gabinetes dos parlamentares, reforçando que os (as) vereadores (as), caso testem positivo para Covid-19, comuniquem à Presidência da Casa.

Ainda sobre a Covid, está mantida a decisão da Câmara de realizar a sessão inaugural do ano legislativo 2022, terça-feira, (01/02), às 9h, com público reduzido.

Do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Recebemos a informação de que o vereador Pablo Aires (PSB) também testou positivo. Ele cancelou todas as suas atividades corriqueiras e especiais desde ontem.

O legislativo local é formado por 23 vereadores.

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Mãe de Bolsonaro morre aos 94 anos

Dona Olinda e o filho Bolsonaro (Foto: reprodução/arquivo)
Dona Olinda e o filho Bolsonaro (Foto: reprodução/arquivo)

Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do presidente Jair Bolsonaro (PL), morreu na madrugada desta sexta-feira (21) aos 94 anos. A informação foi compartilhada pelo presidente em suas redes sociais.

“Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade. Nesse momento me preparo para retornar ao Brasil”, escreveu o presidente.

Ela morava em Eldorado, no interior de São Paulo, cidade onde Bolsonaro foi criado. Olinda Bolsonaro estava internada no Hospital São João, em Registro, no interior de São Paulo, desde a última segunda-feira (17). A causa da morte não foi informada.

O presidente, que está no Suriname em sua primeira viagem diplomática de 2022, anunciou que se prepara para retornar ao Brasil. Ele chegou ao país nesta quinta-feira (20), onde se encontrou com o presidente Chandrikapersad Santokhi. Nesta sexta (21), Bolsonaro viajaria para à Guiana.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Que dona Olinda descanse em paz!

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Procurador mostra saída para evitar ameaça a planejamento legislativo

Além de funções principais de legislar e fiscalizar, a Câmara Municipal de Mossoró oferece estudos, através do seu corpo técnico, para aperfeiçoar a administração pública. É o caso do artigo “Ciranda de Assessores e Orçamento no Poder Legislativo”, de autoria de Breno Vinícius de Góis, advogado e membro da Procuradoria da Câmara de Mossoró.

Breno Vinícius de Góis é procurador da CMM (Foto: Edilberto Barros)
Breno Vinícius de Góis é procurador da CMM (Foto: Edilberto Barros)

O texto abre a 14ª edição da revista da Escola Superior de Direito Municipal (ESDM) – uma das mais prestigiadas do gênero no Brasil. No artigo, Breno Góis aborda o impacto de frequentes substituições de assessores parlamentares no planejamento orçamentário da Câmara.

Decorrentes da autonomia dos gabinetes parlamentares, as exonerações dão aos assessores demitidos o direito a receber verbas trabalhistas, como férias e 13º proporcionais. “Contudo, a impossibilidade da previsão desses valores no Orçamento da Casa desfigura o planejamento do Legislativo”, alerta o procurador.

Novo procedimento

A solução, segundo ele, é conciliadora: evitar-se nomeação de novo assessor até o transcurso do período proporcional de férias e de 13º salário do servidor a ser exonerado, sob pena de violação ao planejamento orçamentário. Essa prática administrativa, inclusive, já está consolidada na Câmara de Mossoró e deverá ser regulamentada.

Breno Gois avalia que o ato pode virar parâmetro para outras Casas Legislativas. “É um exemplo de prática administrativa que pode ser reproduzida. Mostra zelo para com o erário e a importância do planejamento”, opina.

A publicação

Editada em Porto Alegre (RS), a revista da ESDM é um periódico científico semestral, com publicações ininterruptas desde 2015 e acesso livre ao seu conteúdo. Tem por missão aprimorar estudos na área do Direito, especialmente na área do Direito Público Municipal. A 14ª edição traz sete artigos e está disponível em: //revista.esdm.com.br/

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CPI da Covid quer forçar prefeito de Araraquara a depor no RN

A CPI da Covid da Assembleia Legislativa do RN aprovou requerimento solicitando a condução coercitiva do prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT), por não ter comparecido à reunião na tarde desta quinta-feira, 4. Ele não teria respondido a nenhuma das tentativas de contato para confirmar recebimento de intimação. O requerimento foi aprovado com dois votos favoráveis dos deputados Kelps Lima (SDD) e Gustavo Carvalho (PSDB) e duas abstenções dos deputados Francisco do PT e George Soares (PL).

Edinho Silva é prefeito de Araraquara (Foto: Web)
Edinho Silva é prefeito de Araraquara (Foto: Web)

“Depois de diversas ligações sem resposta e da divulgação de nota pela Prefeitura de Araraquara, com declarações do prefeito, desdenhando da CPI da Covid, me reuni com o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira e com o Procurador da Casa, decidimos que esperaríamos o comparecimento do prefeito. Em caso de não comparecimento, foi comunicado que ingressaríamos na Justiça para que seja feita a condução coercitiva de Edinho Silva, que teve atitude desrespeitosa. Ele optou pelo desdém, pelo descaso”, disse o presidente da CPI da Covid na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Kelps Lima.

Silêncio

Com o depoimento de Edinho Silva, a CPI busca esclarecimentos sobre um repasse realizado em respiradores pela empresa Hempcare ao município do interior paulista. A doação seria de equipamentos avaliados, ao todo, em R$ 4,2 milhões.

O ex-secretário chefe do Gabinete Civil do Governo da Bahia, Bruno Dauster, fez uso do seu direito ao silêncio, obtido por meio de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Com o depoimento de Dauster, a CPI busca esclarecimentos sobre o caso da compra dos respiradores pelo Consórcio Nordeste não entregues ao governo do Rio Grande do Norte.

Já o irmão dele, o empresário, Jório Dauster, solicitou adiantamento do depoimento para o próximo dia 11 (quinta-feira). “Ele enviou comprovante de sua participação em reunião do conselho administrativo da empresa que faz parte”, explicou Kelps Lima.

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O nome de Allyson Bezerra à Câmara Federal é Lawrence Amorim

Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, o vereador Lawrence Amorim (Solidariedade) foi anunciado oficialmente nesse domingo (10) como pré-candidato do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) à Câmara Federal. “Meu nome, nosso nome, é o de Lawrence. Será um candidato de grupo e de povo, para ser eleito com o mesmo sentimento de mudança que me fez chegar ao Palácio da Resistência de forma histórica”, disse o governante.

Allyson passou a Lawrence uma marca pessoal e a responsabilidade de ser o nome do grupo à Câmara Federal (Foto: cedida)
Allyson passou a Lawrence uma marca pessoal e a responsabilidade de ser o nome do grupo à Câmara Federal (Foto: cedida)

Ao lado de alguns auxiliares de governo e da primeira-dama Cínthia Raquel Pinheiro, Allyson reuniu a bancada governista de 17 vereadores e respectivos familiares em almoço à tarde de hoje.

– O prefeito será o verdadeiro deputado federal de Mossoró em Brasília. Seremos sua voz, seu porta-voz, representante de Mossoró e de seu povo – sacralizou Lawrence Amorim.

Chapéu de couro e o estadual

Para simbolizar o efetivo apoio a Lawrence, o prefeito teve um gesto tão claro quanto suas palavras, ladeando o escolhido: pegou chapéu de couro que foi marca de sua campanha a deputado estadual em 2018 e, à prefeitura em 2020, passando-o ao vereador.

Falando em nome da bancada, o vereador e líder governista Genilson Alves (Pros) disse que todos estariam “unidos em torno dessa escolha”. Reforçou ainda, que da mesma forma ocorreria em relação a quem fosse ungido como pré-candidato a deputado estadual.

“Em breve apresentaremos também nosso estadual”, deixou claro Allyson Bezerra. “Será candidato de um grupo político popular que venceu a oligarquia e terá o compromisso de representar todos os mossoroenses na Assembleia Legislativa”, resumiu.

Também participaram da reunião o chefe de Gabinete do município (Kadson Eduardo), secretário do Desenvolvimento Social (Thiago Marques), secretário da Comunicação (Bruno Martins) e assessor especial de Gabinete (Fellipe Rodrigues).

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A Vaca Profana de Gal Costa na voz de Katharina Gurgel

A produtora cultural e cantora Katharina Gurgel fará show no próximo dia 30 de setembro(feriado), a partir das 20h, na Praça Cícero Dias, em frente ao Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Katharina Gurgel vai se apresentar em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado (Foto: divulgação)
Katharina Gurgel vai se apresentar em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado (Foto: divulgação)

O show “Vaca Profana” foi aprovado pela Lei Aldir Blanc/Prefeitura Municipal de Mossoró/Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Secretaria Especial da Cultura/Ministério do Turismo e do Governo Federal. Era para ter sido apresentado no ano passado, o que não aconteceu devido a pandemia.

Fã da cantora Gal Costa, Katharina fala que pensou no projeto como forma de homenageá-la, brindando os seus 75 anos de vida e 55 anos de carreira, comemorados em 2020, dando ao show o nome de “Vaca Profana”, um dos trabalhos mais aplaudidos da cantora baiana.

Acompanham Katharina Gurgel nesse show, a banda formada pelos músicos Vivi(teclados), Carlinhos(bateria), Jairo(violão e guitarra), e Glefesson(sax).

O show terá ainda a participação especial da cantora Bia Gurgel, filha de Katharina, a nossa representante no The Voice Kid’s. Imperdível!

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Aldaci de França, Antônio Silva e Damião da Silva em Grande Cantoria

Aldaci de França e outros repentistas dia 9 de novembro no AV Restaurante na Praia do CearáVocê da região de Mossoró, Icapuí-CE, Tibau e Grossos no RN, agende-se para o dia 9 de novembro próximo.

No AV Restaurante, Praia do Ceará (Tibau), a partir das 19h,  teremos uma cantoria das boas.

Participação dos repentistas Aldaci de França, Antônio Silva e Damião da Silva.

Vamos!

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Mossoró Vacina faixa etária para 32 anos ou mais sem comorbidades

Vacinação baixa para faixa etária de 32 anos em Mossoró na sexta-feira 23 de julho e sábado 24O programa Mossoró Vacina teve sequência nessa sexta-feira (23) até às 16h no Ginásio do Sesi, para pessoas sem comorbidades a partir de 32 anos ou mais.

Neste sábado (24), o Sesi funcionará também das 8h às 16h.

Alguns documentos são necessários para recebimento da primeira dose. Pessoas incluídas na faixa etária 32 anos ou mais devem apresentar originais e cópias de documento oficial com foto, comprovante de residência e cartão de vacina (se houver).

É importante que a pessoa esteja cadastrada no portal RN + Vacina para dar agilidade à vacinação. (//maisvacina.saude.rn.gov.br/cidadao/). Caso, não tenha o cadastro, ele será feito no local de vacinação.

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Padre Charles Lamartine lançará livro na próxima sexta-feira

Livro será lançado na sexta-feira próxima em plataformas virtuais (Reprodução BCS)
Livro será lançado na sexta-feira próxima em plataformas virtuais (Reprodução BCS)

O diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) e da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, padre Charles Lamartine, lança livro pela Paulus, editora multimídia presente em 33 países. A obra com o título A Igreja corpo de Cristo – Síntese da eclesiologia de Santo Agostinho foi extraída do trabalho final de seu mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (PUG).

O livro traz dedicatória ao Bispo da Diocese de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e prefácio escrito pelo Decano do clero diocesano de Mossoró, padre Sátiro Cavalcanti Dantas, será lançado oficialmente de forma virtual, no dia 07 de maio (sexta-feira), às 19h30, com transmissão pelo canal da Paulus Editora no YouTube – AQUI.

Convidados da live de lançamento: Urbano Zilles, sacerdote da Arquidiocese de Porto Alegre, doutor pela Universidade Münster e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); e Luiz Marcos da Silva Filho, pós-doutor em Filosofia e professor da PUC-SP.

A Igreja corpo de Cristo – Síntese da eclesiologia de Santo Agostinho já está disponível na loja virtual da Paulus. Acesse: paulus.com.br/loja/

Sinopse do livro

Considerando a Igreja corpo de Cristo como verdadeira e própria categoria teológica, Santo Agostinho, ao ocupar-se do combate ao donatismo, movimento cismático que feriu a unidade e a tradição da Comunidade Eclesial Africana no século IV, utiliza essa imagem da Igreja como conceito central de sua eclesiologia. A campanha contra o movimento ocupou grande parte da atividade pastoral e literária de Agostinho, tornando-o o principal expoente do antidonatismo. A priori, buscamos apresentar historicamente como surgiu e se expandiu o cisma, dando destaque às suas principais teses e a alguns de seus personagens.

Numa perspectiva biográfica e polêmica, analisamos como se deu a atuação do Doutor de Hipona perante a questão donatista, destacando seu método teológico, profundamente enraizado na interpretação da Sagrada Escritura e na Tradição Eclesial. Assim, evidenciamos os principais elementos de sua eclesiologia, especialmente sua contribuição na reflexão das propriedades essenciais da Igreja como una, santa, católica e apostólica. Por fim, destacamos que, nesse combate, o hiponense aprofundou sua compreensão sobre o mistério da Igreja, explorando sua natureza como comunhão.

Sobre Pe. Charles Lamartine

Graduado em Teologia e Serviço Social, Charles Lamartine é mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Atualmente, é doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na área de Filosofia e História da Educação, além de professor e diretor geral da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN), assim como diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia.

Tem desenvolvido atividades acadêmicas nas áreas de Teologia, Filosofia e Educação, atuando nos seguintes temas: Teologia Patrística e Sistemática, Filosofia Medieval e História da Educação.

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Equipe de saúde compra o próprio equipamento de proteção

Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do São Manoel, em Mossoró, os funcionários fizeram uma “vaquinha” e compraram seus próprios Equipamentos de Proteção Individual.Sabem que lidando diretamente com público numeroso e socialmente diverso, acabam sendo também potenciais hospedeiros e transmissores do coronavírus.

Cansaram de esperar pela municipalidade.

Nas redes sociais, eles divulgam a iniciativa que recebe compartilhamento e apoio de um sem-número de pessoas. Ao mesmo tempo, apelam com uso de cartazes, que a população “fique em casa”.

É, não está fácil.

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Terceira suspeita é descartada, mas outros 2 casos são vistos

investigação continha (Foto ilustrativa)

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Mossoró foi comunicada que os dois casos suspeitos do novo coronavírus, que estavam em investigação e tiverem amostras enviadas ao Instituto Evandro Chagas, foram descartados por exames.

Os dois pacientes já foram liberados do isolamento domiciliar. Até o momento, Mossoró segue livre de qualquer suspeita do novo coronavírus.

Os três casos sob investigação, todos descartados, eram de uma mesma família que tinha feito viagem à Europa (veja AQUI e AQUI).

Mais dois casos

Por uma questão de seguir os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Município notificou mais dois casos.

Falta a definição do Ministério da Saúde em relação à classificação (se considera caso suspeito ou caso excluído).

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESAP) deve divulgar em breve um novo boletim epidemiológico atualizando essas informações dos dois casos notificados em Mossoró.

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A próxima chuva, os mesmos álibis e o cinismo de sempre

“Justificar tragédias como ‘vontade divina’ tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas.
(Umberto Eco)

No sábado (29), chuva de grandes proporções desabou sobre Mossoró. Provocou estragos materiais públicos e privados, da infraestrutura viária a empresas e endereços privados, além de criar avarias em incontáveis veículos automotivos.

Segundo dados divulgados, a tromba d’água foi de mais de 170 milímetros (176,4).

Em qualquer cidade do mundo uma chuva de tamanha proporção, em cerca de duas horas e de forma ininterrupta, causaria transtornos. Portanto não é para Mossoró se sentir atingida por algum castigo celestial.

Sabemos que os problemas em boa parte podem ser evitados ou reduzidos, com prevenção, com estudos e ações técnicas preventivas. Também é lógico que não é uma tarefa de obra-estanque, mas de permanente ajuste.

Culpar sempre a natureza é uma forma cínica de se livrar de responsabilidades. São Pedro não tem nada com isso.

Aqui, desde menino, ouço falar e também já vivi efeitos de grandes chuvas e enxurradas. A primeira, em 1974. Com essa fui expulso de casa nas proximidades da Igreja do Sagrado Coração de Jesus (centro) para outro endereço.

Em 1985, mas longe dessa área, escapei parcialmente das águas, mas não deixei de testemunhar elas novamente engolindo parte da área urbana de Mossoró e desalojando centenas de pessoas da periferia.

O maior prefeito

Não poderia deixar de lembrar de quem pensou essa cidade além do seu tempo, o maior prefeito que tivemos: Dix-huit Rosado. A dicotomização e a tricotomização do rio Mossoró nos pouparam de outros estragos ainda mais avassaladores.

Carros praticamente submersos no bairro 12 anos (Foto: Web)

Dos anos 80 para cá, investimentos em canais e outros equipamentos para drenagens e escoamento de águas e esgotos não foram suficientes para reduzir os transtornos. Eles aumentam a cada ano, a cada chuva, seja diluviana ou não. E sempre os mesmos lugares são atingidos.

Na periferia culpam o povo pelos estragos das chuvas, mesmo aquelas com menor proporção. Dizem que os pobres “inventam” de morar perto do rio, riachos, canais etc.

E no centro de Mossoró, a culpa por lojas serem invadidas pelas águas é do lojista, do empresário?

Por vezes, a justificativa para enxurradas nessa área da cidade, a mais baixa topograficamente em seu território, é dada à concentração de lixo em esgotos e galerias. Ou seja, à má educação do próprio povo.

No Nova Betânia, ruas e avenidas transformadas em lagoas e riachos, é culpa de seus moradores de maior poder aquisitivo? Ou poderíamos creditar o crescente problema na região à ocupação desordenada do solo?

Até quando os responsáveis vão ficar apontando culpados, em vez de apresentarem soluções?

Até quando vão responsabilizar as vítimas, em vez de prevenirem efeitos de tanto desastre?

Sai prefeito (a), entra prefeito (a), e a sucessão de atribulações nunca para ou é minimizada. E toda vez que as águas ocupam casas, empresas e destroem estruturas públicas, não falta quem se esconda de seus deveres, sem se achar minimamente culpado (a) pelo o que não fez, não faz nem fará.

Aguardemos a próxima chuva. E os mesmos álibis. O cinismo também.

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Partido realiza ato de filiação nesta sexta-feira, 13

O partido Avante realiza evento público à noite desta sexta-feira (13) em Mossoró.

Promoverá ato de filiação, com destaque para o ingresso na legenda da vereadora Aline Couto (ex-PHS).

Será a partir das 19h no Hotel VillaOeste.

O ato político contará com a participação de Karla Veruska, presidente estadual da legenda.

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Falece em Mossoró o ex-vereador “Chico da Prefeitura”

Faleceu à tarde desta quarta-feira (14), no Hospital Wilson Rosado (HWR) em Mossoró, o ex-vereador Francisco Dantas da Rocha (PP), o “Chico da Prefeitura”, 68 anos.

Chico da Prefeitura teve seis mandatos e também concorreu à Assembleia Legislativa (Foto: Marcelo Bento)

Ele estava internado na UTI desse hospital desde 12 de julho, por tanto há mais de um mês. Sofreu um infarto.

Depois daremos informações sobre velório e sepultamento do ex-vereador, com atualização nesta mesma postagem. A princípio, velório será em sua casa à Rua Emílio Castelar, no bairro Barrocas.

O ex-vereador mossoroense teve seis mandatos na Câmara Municipal de Mossoró, o último no pleito de 2008.

Campanhas

Em 2010, em pleno mandato de vereador, tentou chegar à Assembleia Legislativa, mas ficou na segunda suplência.

Em 2012, não pode participar das eleições em face de problemas cardíacos, quando foi internado com infarto no dia 24 de abril daquele ano.

Àquele período, seu nome estava sendo discutido para ser vice no governismo ou na oposição, além de empinar hipótese de ele mesmo concorrer à municipalidade.

Seu irmão Dão Rocha acabou tentando vaga de vereador em seu lugar, mas sem êxito.

Em 2016, Chico não alcançou vitória a vereador, quando tentava retomar vida pública.

Chico Borges

Há poucos dias, quem falecera foi Francisco Silmar da Silveira Borges, o “Chico Borges” (veja AQUI), que com Chico da Prefeitura fizera parte da legislatura eleita em 1988.

Eles estiveram entre os vereadores responsáveis pela chamada “constituinte municipal” e faziam parte da bancada governista.

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Prefeitura não consegue consertar Raio-X em meio a festas

Registro do Portal do Oeste, editado pelo jornalista Magnos Alves:

PAM do Bom Jardim é equipamento estratégico na Saúde Pública municipal de Mossoró (Foto: Portal do Oeste)

Em 17 meses, Rosalba Ciarlini (PP) fez duas edições do Cidade Junina e outras festas, mas ainda não consertou o raio-x do Centro Clínico Professor vingt-un Rosado, o PAM do Bom Jardim.

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