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Bolsonaro, Lula, Ciro e Tebet

Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)
Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)

Por Ney Lopes

O Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou os quatro primeiros colocados na corrida presidencial: Jair Bolsonaro, Luís Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes e Simone Tebet.

A opinião pública acompanhou as opiniões e propostas dos candidatos.

A seguir análise do posicionamento dos candidatos.

JAIR BOLSONARO

Bolsonaro aplicou o aforisma de JK, quando dizia: “costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro”.

O presidente não insistiu nos erros cometidos anteriormente.

Certamente ouviu pessoas sensatas e teve comportamento de equilíbrio emocional na entrevista.

Por temperamento e sobretudo pelo estilo radical de seus chamados apoiadores fanatizados, o presidente afastou-se da mídia.

Pagou caro por isto.

Demonstrou o desejo de recuperar o terreno perdido.

Manteve-se calmo, elevou o tom quando conveniente, o que não é proibido.

Se ganhou votos ou não é outra questão.

Só o futuro dirá.

A presença de Bolsonaro na Globo foi, portanto, positiva.

Alguns analistas consideraram negativa a resposta dada por Bolsonaro ao JN, ao admitir que aceitaria o resultado das eleições, desde que elas sejam limpas.

Em absoluto.

A ressalva foi necessária.

A possibilidade de fraudes é a mesma possibilidade do surgimento de doenças orgânicas.

Não são planejadas.

Acontecem e por isso exigem os corretivos necessários.

CIRO GOMES

Diz-se sempre que Ciro seria o Bolsonaro da centro esquerda, pelo seu temperamento também duro.

Na entrevista do JN, ambos mostraram autocontrole.

A mensagem passada por Ciro foi de extrema competência técnica e política, em relação aos problemas nacionais.

As pessoas podem discordar, mas não podem negar essa evidencia.

Ciro enfrentou a questão que é pacífica no mundo democrático, mas no Brasil abala a estrutura da avenida Paulista, que é a taxação das grandes fortunas.

Explica dizendo que só 58 mil brasileiros têm um patrimônio superior a R$ 21 milhões, o que quer dizer, que cada super rico no Brasil vai ajudar a financiar, com 50 centavos, apenas, de cada R$ 100 de sua fortuna, a sobrevivência digna de 821 brasileiros abaixo da linha de pobreza, ou seja, aqueles domicílios que as pessoas ganham R$ 417 ou menos por cabeça por mês.

Anunciou   programa de renda mínima no Brasil, a partir de uma reforma da previdência.

Ciro optou por uma estratégia de permanecer totalmente contra Lula e Bolsonaro.

Apostou nesse caminho.

Isso faz com que ele busque cerca de 10% do eleitorado, que são os eleitores que rejeitam ao mesmo tempo o Lula e o Bolsonaro.

Ele foi competente na entrevista do JN e usou bem o seu tempo.

Fez propostas, mostrou ideias e preparo intelectual para ser presidente.

Entretanto, ficando entre os dois, que polarizam a eleição, tem dificuldades para passar a sua mensagem, realmente de nível elevado e consistente.

No horário gratuito de rádio e TV não haverá tempo para Ciro.

Ele terá apenas alguns segundos de apresentação.

Seria bom para o país ver Ciro no segundo turno, com Lula ou Bolsonaro.

O povo brasileiro poderia conhece-lo melhor.

LULA

Passou a mensagem do diálogo com divergentes e que adversários não são inimigos.

Deu “recado” com o objetivo de liquidar a disputa já no primeiro turno, declarando que fará governo a quatro mãos, ao lado de um conservador tradicional – Geraldo Alckmin -, que se transformou em seu amigo de infância.

Repete o que fez com o empresário José Alencar.

Surpreendeu ao criticar à China e Cuba pela falta de democracia e a certos erros econômicos cometidos por Dilma Rousseff.

“Pisou na bola” ao mencionar que não deve “se meter” no que acontece na Venezuela, em nome da autodeterminação dos povos.

Mais uma vez deixou de criticar a ditadura venezuelana, cujo líder Nicolás Maduro, já se referiu a ele como “um pai”.

Na sequência da entrevista, o apresentador William Bonner comentou que, apesar de Lula não “dever nada à Justiça” após decisões do STF (ele ainda responde 9 processos penais), “houve corrupção na Petrobras”, cuja prova foram pagamentos a executivos da empresa, a políticos de partidos como o PT, MDB e PP.

Em seguida, perguntou como ele evitaria que isso acontecesse novamente.

O candidato disse: “você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram (os crimes) ”.

Afirmou ser defensor de denúncias à corrupção e do livre agir das instituições de controle e que indicará pessoas técnicas e ilibadas para os postos públicos.

Na mensagem final repetiu o que defende Ciro Gomes, de ajudar as famílias endividadas, um dos lemas do pedetista.

A campanha de Bolsonaro avaliou que Lula saiu-se bem no vídeo

SIMONE TEBET

Prejudicada pelo horário eleitoral gratuito, o patamar de audiência da entrevista da senadora Simone Tebet foi o mais baixo entre as sabatinas da semana.

No geral, ela expôs muito bem a linha do seu pensamento, que é o “liberalismo”, a moda Paulo Guedes, com economia aberta, como meio de distribuir renda, combater desemprego e inflação.

Percebe-se que a lógica da senadora é a do economista Milton Friedman, da Escola de Chicago, que partia do princípio de que o dever do estado, através das empresas, é maximizar o lucro.

Embora se refira ao “social”, ela jamais utilizou a expressão conjunta “liberalismo social”.

A observação sobre o pensamento liberalizante, manifestado pela emedebista, é em consequência da corrente global predominante, que defende uma mudança radical do capitalismo para o mundo pós-pandemia.

Essa a corrente de pensamento econômico tem a frente a economista Mariana Mazzucato.

Segundo ela, a pandemia deve mudar como o capitalismo funciona, dando espaço para maior participação do Estado na garantia de serviços essenciais de qualidade.

É aplaudida por pelo Papa e Bill Gates.

Também é autora do livro O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado.

Na verdade, a candidatura da senadora nasceu ungida por grupo da elite econômica do país, manifestado em documento denominado “plataforma Change”, criada por Teresa Bracher, mulher do ex-presidente do Itaú Unibanco Candido Bracher e subscrito por empresários e economistas.

Ao longo da campanha, a candidata evolui para ser favorável a teses como furar teto de gastos, a fim de cobrir auxílio permanente.

Quando ela diz apoiar a taxação de lucros e dividendos, hoje tese unânime nos países de livre mercado, faz a ressalva da necessidade de revisão simultânea das faixas de cobrança do Imposto de Renda da pessoa jurídica.

Em conclusão, foi boa a entrevista de Tebet, mostrando realmente o que pensa para o julgamento popular.

O jogo está apenas iniciado e os correligionários da senadora argumentam com o futebol, ao repetirem “o jogo só acaba quando termina”; “quantos gols são feitos no último minuto? ”.

Agora, só esperar.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

A mentira como método

Mentira, pinóquio, noticia falsa, fake newsAuditor do Tribunal de Contas da União (TCU) é acusado de falsificar planilha (veja AQUI), ministro de Comunicações e presidente da República fraudam informações sobre uso de recursos (veja AQUI) e mortes por Covid-19 (veja AQUI).

Isso não é descuido, gente, mas método.

Em que mundo estamos?

O que leva essa turma a tamanho nível de mentira?

Em juízo sairiam presos.

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Escalão precursor prepara presença de Bolsonaro em Mossoró

Avião da Presidência da República pousou agora pela manhã no Aeroporto Dix-sept Rosado (Foto: Elisângela Moura/FM 95)

Do Blog Carol Ribeiro e Blog Carlos Santos

Acaba de posar em Mossoró o avião Embraer 190, com escalão precursor do presidente da República, Jair Bolsonaro. A equipe da presidência veio fazer averiguação do local para visita do presidente em Mossoró.

De acordo com a equipe, Bolsonaro deve estar em Mossoró na próxima sexta-feira (21).

Essa estada do presidente Jair Bolsonaro em Mossoró sofreu adiamento de mais de cinco meses. No dia 6 de março (veja AQUI), ele anunciou através de uma “live” que estaria em 12 de março deste ano (veja AQUI) na cidade.

Estava tudo preparado para desembarcar na cidade e cumprir agenda administrativa, mas eclodiu a crise da pandemia da Covid-19. Sua agenda seria intensa, mesmo que com curta estada (veja AQUI).

A princípio, oficialmente seria inaugurada a Superintendência de Mossoró da Caixa Econômica Federal (CEF). Também haveria entrega da nova sede da Delegacia da Polícia Federal (PF) e benefícios para o setor atuneiro.

Ministério da Justiça, Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Secretaria Nacional da Pesca estão envolvidos na agenda do presidente em Mossoró.

Com ele estariam os ministros Sérgio Moro (Justiça), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Maria Tereza Corrêa (Agricultura) e Jorge Seif Júnior da Pesca. Mas o cancelamento aconteceu na própria manhã do dia 12 (veja AQUI e AQUI).

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Jânio Quadros, Collor e Bolsonaro, avulsos e destemperados

Jãnio, Bolsonaro e Collor: destempero (Fotomontagem)

A situação vivida pelo presidente Jair Bolsonaro no PSL (veja AQUI) traz algumas semelhanças com pelo menos dois ex-ocupantes do Palácio do Planalto. Remete-nos a Jânio Quatros (PTN) e Fernando Collor de Mello (PRN).

Os três – Bolsonaro, Quadros e Mello – guardam semelhanças no populismo, no centralismo de poder, personalismo, destempero verbal e posturas atrabiliárias.

Os três foram eleitos por partidos microscópicos que cresceram com a vitória presidencial de cada um.

O trio sublevou o sistema partidário em cada época, como se fossem candidatos avulsos.

Jânio, em 1960.

Collor em 1989.

Bolsonaro em 2018.

O primeiro, acabou renunciando em meio a um de seus surtos, acreditando que seria reconduzido ao poder por força popular para governar autocraticamente.

O segundo, terminou expurgado em meio a um processo de impeachment.

Jair Bolsonaro é uma interrogação.

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Os atropelos da família Buscapé

Por Paulo Linhares

O celibato é algo que está na contracorrente da natureza, qualquer que seja a sua motivação, vez que impede a reprodução da espécie. Ora, ao menos no âmbito da raça humana, a preservação da espécie se dá fundamentalmente a partir do encontro do material genético da mulher e do homem, fêmea e macho, numa linguagem mais simples. E que pode ser estendida para todas as espécies de mamíferos, répteis, aves e peixes. Mesmos no mundo vegetal, muitas espécies dependem, também, dessa  interação biológica de gêneros.

Enquanto manifestação cultural, o celibato visa impedir que homens e mulheres procriem e, sobretudo, formem famílias, pelas mais diversas razões. E pode ser objeto de convencimento racional a partir de normas de proibição ou, em casos mais graves, mediante sérias mutilações de homens ainda na fase infantil, transformados em eunucos, eis que eram castrados.Hoje, entende-se o  celibato, em seu sentido genérico, como  a condição de quem, por opção, não contrai matrimônio, sendo igualmente norma regulamentar em determinadas instituições, como é o caso da Igreja Católica cujos clérigos são obrigados a fazer voto de celibato.

Até o século 10, os padres católicos podiam casar. Além de São Pedro, outros seis papas viveram em matrimônio. Até o Concilio de Elvira, que o proibiu no ano 306, um sacerdote podia inclusive dormir com sua esposa na noite anterior a celebrar a missa. Isso começou a mudar dezenove anos mais tarde, quando o Concilio de Nicea estabeleceu que, uma vez ordenados, os sacerdotes não podiam mais casar-se.

O papa Gregorio VII impôs o celibato, em 1073, definindo  o matrimônio dos sacerdotes como heresia, por desviar os sacerdotes  do serviço religioso  e contrariar o exemplo de Cristo. A verdade é que  nessa decisão de impor o celibato havia a intenção de evitar que os bens dos bispos e sacerdotes casados fossem herdados por seus filhos e viúvas em vez de beneficiar à Igreja.

Aliás, nada indica que a Igreja Católica vá rever essa norma a curto prazo, mas o próprio papa Francisco já afirmou: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé – e, sim, um regulamento da Igreja: “O celibato não é um dogma de fé; é uma regra de vida que eu aprecio muito e acredito que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta. Neste momento, contudo, não temos em programa falar disso”, afirmou recentemente o papa, em conversa com jornalistas.

Certo é que a existência dessa regra de celibato sacerdotal, nos últimos dez séculos, tem sido positiva para a Igreja Católica, embora apresente, também, alguns efeitos colaterais indesejáveis,  como o dos escândalos sexuais que envolvem religiosos católicos em vários países, inclusive, muitos casos de pedofilia e têm merecido veemente condenação e medidas enérgicas da parte do papa Francisco.

E não é apenas na Igreja Católica que esposa, filhos e outros parentes podem atrapalham. Na política os estragos são maiores. As ingerências de esposas, maridos, filhos, irmãos, pais e outros parentes nos negócios de governo e das atividades políticas têm sido fatores de muitas confusões, nas mais diversas latitudes e épocas históricas.

A discrição dos familiares de um governante ou de líder político evita muitas atribulações. Ademais, não é razoável alguém que não esteja investido legalmente no exercício de cargo público eletivo possa tomar decisões ou ter benefícios apenas em função de seu parentesco. Não sem propósito, na família real inglesa os seus membros são proibidos de opinar publicamente sobre temas políticos.

No Brasil, o país do nepotismo, a mistura de parentesco com política ainda é uma prática corrente e aceita. Não é de estranhar que com a eleição de tantos parentes, nas eleições de 2018,  as dinastias políticas se fortaleceram no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e na ocupação dos governos estaduais. Só na família Bolsonaro foram eleitos, além do presidente da República, dois filhos, um para o Senado e outro para a Câmara dos Deputados. Além disso, lembre-se que Carlos (Pitbull) Bolsonaro é vereador pelo Rio de Janeiro.

Em menos de dois meses de governo, a prole do presidente Bolsonaro tem causado enormes contratempos, bem mais do que toda a oposição tem feito ao novo inquilino do Palácio da Alvorada.

O problema começa com o completo desconhecimento do clã Bolsonaro acerca da liturgia que cerca o exercício da presidência da República, a exemplo da atitude infantil do vereador Carlos Bolsonaro que, no desfile presidencial pela Esplanada dos Ministérios, quando da posse em 1º de janeiro de 2019, subiu na traseira do Rolls Royce que conduzia o pai e a atual esposa deste, Michelle, para uma ridícula e indevida ‘carona’.

Os Bolsonaro, pai e filhos, falam pelos cotovelos e o que lhes vem à cabeça, com intenso uso das redes sociais. E provocam crises diárias no governo. A última envolveu o presidente, seu filho Carlos, a quem ‘carinhosamente’  chama de “meu Pitbull” e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e um dos principais articuladores  da candidatura de Bolsonaro à presidência. Ele foi gratuita e grosseiramente exposto – chamado de “mentiroso” – nas redes sociais, pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, com publicações que acabaram sendo compartilhadas pelo presidente, que as corroborou, para jogar  o governo numa baita e desnecessária crise. Mesmo que Bebianno tenha unido em seu favor os segmentos político e militar do governo, não tem condições de permanecer no cargo. Claro, Jair prefere o seu pitbul.

Os meninos de Bolsonaro têm atacado em especial os membros do PSL, o partido ‘alugado’ por Jair para levá-lo ao Palácio do Planalto e fazer do filho Eduardo o deputado federal eleito com a maior votação  do país, em  2019, além da eleição de Flavio a senador pelo Rio de Janeiro. Inúmeras desavenças vêm ocorrendo, pelas redes sociais e fora delas. Parece claro que o clã Bolsonaro  está disposto a ter um partido “para chamar de seu”: vai exumar a velha União Democrática Nacional (UDN), a sigla fundadora em 1945  e  que se tornou o grande estuário da direita brasileira. A proposta atual segue no mesmo rumo, agora com os Bolsonaro. O pedido de registro da UDN já tramita no TSE.  Seguindo uma tradição tupiniquim – “se há governo, sou a favor” -, logo a UDN será um dos grandes partidos da cena política brasileira.

É a nova família Buscapé, em sua versão brasileira, que está em ação. E vai aprontar muitas nos próximos quatro anos. No mínimo, os humoristas terão um riquíssimo filão a explorar. No geral, os meninos de Bolsonaro tendem a comprovar o triste vaticínio do poeta latino Horácio, no verso das Odes (III, 6, 46-8) sobre pais e filhos:

“Nossos pais, piores do que os seus, geraram-nos / ainda mais celerados do que eles; nós, por nossa vez, geraremos  / filhos mais perversos do que nós” (Aetas parentum peior avis tulit / nos nequiores, mos daturos / progeniem vitiosiorem).

Paulo Linhares é professor e advogado

Filho boquirroto, presidência sob ameaça

Meu xará Carlos Bolsonaro (PSL) ainda não entendeu que seu pai – Jair Bolsonaro (PSL) – é presidente da República.

Boquirroto, na ânsia de defender o pai de tudo, sempre atacando a todos, é hoje o maior problema da presidência.

Aliados de primeira hora e de ocasião não o suportam.

Adversários em boa parte o levam na galhofa e o provocam às asneiras.

Tome o smartphone desse rapaz, presidente.

Que coisa!

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‘Quinto constitucional’ apontará nome de novo desembargador

juiz Magno Kleiber: substituição (Foto: TRT/21)

Em face do falecimento prematuro do desembargador José Rêgo Júnior, no último dia 10 de janeiro (veja AQUI), o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) fez convocação emergencial do juiz Magno Kleiber Maia, da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró, para seu lugar.

Ele ficará responsável pelos processos em tramitação no gabinete do desembargador falecido. Mas paralelamente já começam movimentações para sua substituição efetiva.

É um longo processo, com nome a ser extraído preliminarmente de uma lista sêxtupla oriunda do segmento dos advogados, obedecendo ao ‘quinto constitucional’ (artigo 98 da Constituição Federal). Esse dispositivo jurídico determina que um quinto das vagas de determinadas cortes judiciais seja preenchido por membros do Ministério Público ou da advocacia.

Após receber a lista com os seis nomes, o TRT/RN enxugará a relação para lista tríplice. A etapa adiante é o envio à Presidência da República, para escolha pessoal do presidente.

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Governador pede socorro financeiro a Michel Temer

Ofício busca apoio (Foto: reprodução)

Resumidamente, o governador Robinson Faria (PSD) formulou um pedido de “socorro” à Presidência da República, para pagar os salários dos servidores. Endereço ao presidente Michel Temer (MDB).

Em ofício encaminhado ao presidente Michel Temer (MDB), Faria solicita o desbloqueio de R$ 194,6 milhões ao governo federal “a título de ressarcimento pelas perdas ocasionadas pela Lei Kandir”.

Justifica, que há 12 meses pediu uma ajuda emergencial ao Planalto [sem sucesso] e que a situação das finanças públicas do estado é calamitosa, mas que “não é consequência de atos praticados pela atual gestão governamental”, mas pelo “desequilíbrio atuarial do regime próprio da previdência dos servidores estaduais”.

O jornal Tribuna do Norte dá a notícia em primeira mão neste sábado (1º).

Ontem, a secretária-chefe do Gabinete Civil de Robinson – Tatiana Mendes Cunha – já avisara que dificilmente seria possível pagar o 13º e mês de dezembro dentro do ano (veja AQUI).

O que é a Lei Kandir? – Neste sábado (1º) faz 22 anos e um mês que a Lei Kandir entrou em vigor, com o objetivo de desonerar do ICMS os produtos (primários e industrializados semi-elaborados) e serviços exportados, com intuito de fomentar exportação. Os estados federados tiveram grandes perdas e até hoje buscam compensação do governo federal, sem a plena cobertura desse buraco bilionário.

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Veja pesquisa completa Fiern/Certus ao Governo e Presidência

A 2ª Pesquisa Fiern/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018 está publicada na íntegra na página da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) na Internet.

Clique AQUI e tenha acesso à planilha completa.

Os números principais relativos à disputa ao Governo do RN e Presidência da República, no estado, foram apresentados à manhã de hoje (sábado, 27), em endereço da entidade na rede social Twitter.

A 2ª Pesquisa Fiern/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018 foi realizada de 22 a 25 de outubro, com 1410 entrevistas, 40 municípios do RN, margem de erro 3%, intervalo de confiança de 95%, sob contrato de exclusividade feita pelo Instituto Certus com a Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

Leia também: Haddad tem 13 pontos de dianteira no RN;

Leia tambémFiern/Certus dá 7 pontos percentuais de maioria para Fátima.

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Bolsonaro cresce; Haddad estaciona e vê rejeição aumentar

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (1º) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Num comparativo com a pesquisa anterior, do dia 26 de setembro, Jair Bolsonaro estacionou em 44%, enquanto Fernando Haddad deu um salto exponencial nesse ítem negativo, saindo de 27 pontos percentuais para 38%. Uma elevação de 11 pontos percentuais.

Os resultados foram:

  • Bolsonaro: 44%
  • Haddad: 38%
  • Marina: 25%
  • Alckmin: 19%
  • Ciro: 18%
  • Meirelles: 10%
  • Cabo Daciolo: 10%
  • Eymael: 10%
  • Boulos: 10%
  • Vera: 9%
  • Alvaro Dias: 9%
  • Amoêdo: 8%
  • João Goulart Filho: 7%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 6%.

Veja pesquisa completa clicando AQUI.

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Temer atende pedido de Robinson e enviará 2 mil homens

A Presidência da República atendeu à solicitação do governador Robinson Faria (PSD) e vai enviar dois mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para reforçar o patrulhamento no Rio Grande do Norte, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (29), pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Jungmann: tropas federais (Foto: O GLobo)

A informação foi confirmada por telefone ao governador Robinson faria na manhã de hoje. O governador havia pedido as Forças armadas há 8 dias e desde então vinha acompanhando junto ao presidente Michel Temer e ao ministro Raul Jungmann a confirmação da liberação dessas tropas.

O decreto autorizando o início da operação deve ser publicado ainda hoje, com prazo inicial de duração de 15 dias, podendo ser renovado.

Natal, Região Metropolitana e Mossoró

“Hoje até o fim do dia, nós teremos 500 militares das Forças Armadas que estarão atuando no patrulhamento ostensivo e na garantia da comunidade da região metropolitana de Natal e Mossoró”, afirmou Jungmann.

Outros 1.500 militares deverão chegar dentro das próximas 48 horas para reforçar a segurança no estado. Além disso, outros 190 agentes da Força Nacional de Segurança já estão atuando no RN.

O ministro da Defesa virá a Natal amanhã (30) para acompanhar o início das operações e participar das atividades de planejamento e coordenação.

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Rosalba e Carlos Augusto fazem “visita de cortesia”

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) disse ter aproveitado a visita de cortesia que fez, ontem, ao presidente da República em exercício, Henrique Eduardo Alves (PMDB), para repassar os pleitos do RN junto ao governo da União. Assinalou que “Henrique tem sido um parceiro de todas as horas, sempre ligado a tudo que diz respeito ao Rio Grande do Norte”.

Carlos, Rosalba e Henrique: só pensam... naquilo! (Foto J. Batista)

– Fiz uma visita apenas de cortesia. Até porque, pela responsabilidade do cargo que ele está assumindo nesta segunda-feira, este não era o momento de trazer novas reivindicações. Passamos em revista as últimas decisões anunciadas pela presidenta Dilma quando de sua mais recente visita a Natal – destacou a governadora.

E enumerou: 1) A complementação da duplicação da BR-101 entre Natal e Parnamirim; 2) A implantação do complexo viário do Gancho, em Igapó, ligando a BR-101 ao Aeroporto de São Gonçalo; 3) A barragem de Oiticica; 4) A duplicação da Reta Tabajara e ampliação da BR-304 até a divisa com o Ceará; 5) A reforma e ampliação do Centro de Convenções de Natal; 6) A implantação do Museu da Aviação, na Rampa, em Natal.

A governadora veio ao gabinete presidencial, no Palácio do Planalto, acompanhada pelo chefe da Casa Civil do RN, Carlos Augusto Rosado (DEM). Ao sair do gabinete, a governadora afirmou considerar uma honra para o Estado ver novamente um potiguar chegar à Presidência da República, mesmo na condição de interinidade.

No caso de Henrique, assinalou que, como um deputado federal que cumpre o seu 11º mandato popular, constitui, sem dúvida, o coroamento de uma vida pública integralmente dedicada ao Rio Grande do Norte e ao Brasil. O primeiro norte rio-grandense a assumir a Presidência da República foi Café Filho, em 1954.

Nota do Blog – Rosalba e Carlos só pensam… naquilo.

O apoio de Henrique e do PMDB, à reeleição da  governadora, é imprescindível, fundamental e desesperadoramente necessário.

Ameaçado de demissão, Elias Fernandes é mantido

O ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB) parece que ganhou sobrevida no comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Seu padrinho para o cargo, deputado federal Henrique Alves ( PMDB), faz acrobacias para mantê-lo por lá.

Segundo noticia o jornal O Globo, hoje, “o Palácio do Planalto avalizou ontem a demissão do diretor administrativo-financeiro do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o cearense Albert Gradvohl, que será efetivada na próxima segunda-feira, em ato publicado no Diário Oficial da União.”

O jornal afirma, que “foi uma solução para esvaziar uma crise com o PMDB, que comanda o órgão. O alvo inicial da reestruturação no órgão era o diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes Neto, afilhado político do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).”

O mesmo periódico conta que há “relatório de irregularidades na gestão de Elias, divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) no fim de 2010.” Nele é apontado “todo tipo de desvios de recursos públicos em obras de combate às secas no Nordeste, principalmente dispensa de licitação e superfaturamento na compra de tubulações para a barragem de Tabuleiro de Russas, no Ceará.”

As suspeitas são de superfaturamento de R$5,9 milhões para essa obra.

Henrique Alves confirmou que há uma investigação em curso da CGU na gestão de Fernandes Neto, mas informou que todos os esclarecimentos já foram apresentados há três meses.

– A CGU fez uma série de questionamentos e todas as respostas foram dadas pelo Dnocs, em conjunto com o ministro Fernando Bezerra. Inclusive, os esclarecimentos foram prestados com dados do Ministério do Planejamento – disse Henrique Alves.

Elias está no Dnocs desde o Governo Lula.