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Azul deixará de operar em 13 cidades e mais de 50 rotas

Operação da Azul foi encerrada com avião lotado (Foto: Isaías Fernandes/TCM)
Operação da Azul foi encerrada com avião lotado no dia 07 de março deste ano (Foto: Isaías Fernandes/TCM/Arquivo)

Da CNN e BCS

A Azul Linhas Aéreas informou que deixará de operar em 53 rotas de 13 cidades “não lucrativas”, como medida para reduzir custos e atualizar o plano de negócios que envolve o Chaper 11 (o equivalente à recuperação judicial no Brasil).

As informações foram divulgadas no plano da companhia de agosto, que traz detalhamento sobre estratégicas para otimização da frota, melhorias da receita, melhoria nas unidades de negócios, redução do CapEx e menor exposição cambial. O foco de reestruturação da companhia está em reduzir mais de US$ 2 bilhões em dívidas e levantar RS$ 1,6 bilhão em financiamento – dos quais aproximadamente US$ 670 milhões são destinados a mais liquidez, enquanto US$ 950 voltarão para investimentos de capital na saída do processo de recuperação judicial.

A Azul vai focar em hubs onde há as principais conexões, como os aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife.

A CNN questionou a Azul sobre a decisão e quais cidades deixaram de contar com os serviços da companhia. Em nota, a empresa se pronunciou e destacou que a decisão se trata de adequação do mercado ao que é ofertado, mas não informou até o momento as cidades que não vão mais contar com viagens da aérea.

Mossoró

Em Mossoró, a companhia operou pela última vez no dia 7 de março deste ano (veja AQUI).

Em agosto de 2024, a VoePass/Latam, que também atuava no Dix-sept Rosado, já tinha suspendido as operações. Começara os voos no dia 1º de janeiro de 2024 (veja AQUI).

Paralelamente, o aeroporto segue administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), autarquia federal. Expectativa era que sua chegada, com pompa, dia 29 de setembro de 2023 (veja AQUI), fosse desencadear um novo tempo de expansão do aeroporto. Ledo engano. Não existe mais qualquer voo regular operando no Aeroporto Dix-sept Rosado na cidade, mas seguem anúncios de investimento (veja AQUI).

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Grupo João Santos quita parte de dívida trabalhista milionária

Logo do GJS (Reprodução)
Logo do GJS (Reprodução)

O Grupo João Santos (GJS) – de Recife-PE – pagou nessa quinta-feira, dia 3 de abril, mais de 2.400 credores trabalhistas, incluindo todos os funcionários ativos que tinham valores a receber. Com isso, 25% dos credores trabalhistas incluídos na Recuperação Judicial receberam integralmente seus créditos.

O montante total pago ultrapassa R$ 23 milhões. Ao honrar esse compromisso, o Grupo João Santos obedece ao calendário estabelecido pela Recuperação Judicial, homologada pela Justiça no início de fevereiro.

De acordo com os copresidentes do Grupo, Guilherme Rocha e Nivaldo Brayner, quitar as dívidas com os colaboradores ativos é um marco no processo de reconstrução, pela nova gestão, daquele que já foi o maior grupo empresarial do Norte Nordeste:

– “Os credores que permaneceram como colaboradores ativos são fundamentais para o soerguimento do Grupo João Santos, pois acreditaram na continuidade das operações enquanto a empresa se reorganizava financeiramente, algo essencial para o sucesso do Plano de Recuperação Judicial”.

História

João Pereira dos Santos foi um industrial e economista brasileiro nascido em Serra Talhada, sertão pernambucano, em 1907. Falecido em abril de 2009, com quase 102 anos de idade, deixou um legado empresarial com presença em vários setores:  cimento, sucroalcooleiro/agropecuário, celulose, telecomunicações e táxi aéreo. São cerca de 40 empresas.

Com a morte do patriarca, os vários herdeiros entraram paulatinamente numa luta renhida que quase leva o grupo à absoluta e irreversível falência. Em dezembro de 2022, o grupo pediu recuperação judicial. Mas antes disso fez o maior acordo de parcelamento tributário da história do país, da ordem de  R$ 11 bilhões.

Mossoró

Em Mossoró, no início dos anos 70, João Santos instalou a Itapetinga Agroindustrial, produtora do Cimento Nassau. Entrou nesse ramo ainda no distante ano de 1951, sendo carro-chefe dos seu negócios por várias décadas.

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Imóvel da Porcellanati retorna à Prefeitura de Mossoró

O Tribunal de Justiça do RN confirmou nesta quinta-feira (11), a reversão de doação de imóvel da Prefeitura Municipal de Mossoró, que estava ocupado pela Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda (Grupo Itagrês). A decisão por unanimidade foi tomada pela 3ª Câmara Cível dessa Corte, não acolhendo recurso do grupo catarinense controlador da empresa.

Fábrica vai-se tornando um deserto mantendo fila de credores sem esperança (Foto: cedida)
Fábrica tornou-se um deserto, com várias máquinas e estruturas sendo levadas (Foto: cedida)

No acórdão (decisão colegiada), o TJRN rejeitou a Apelação Cível sob o número – 0821212-88.2021.8.20.5106 da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (TBNE), como passou a se chamar a antiga Porcellanati/Itagrês. Essa modalidade de recurso tentava derrubar decisão em primeiro grau (veja AQUIAQUI) da 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Mossoró, que considerou legítima a retomada do imóvel pela prefeitura.

“O TJRN confirmou que o decreto de reversão seguiu todos os trâmites legais e, por isso, é um ato jurídico perfeito. Agora, o Município irá iniciar as tratativas para tomar posse do imóvel e lhe dar nova destinação, que seja produtiva e traga retorno efetivo para a municipalidade e à sociedade. Esse é mais um ato histórico da gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade),” afirma o procurador-geral do município, advogado Raul Santos.

A grosso modo, o grupo de Tubarão-SC que fechou em 2014 a fábrica localizada na BR-304, saída para Fortaleza-CE, alegava o seguinte:

01 – Teria passado prazo do Município reverter a doação, portanto, estaria materializada a prescrição;

02 – Que o sumiço (veja AQUI) do processo administrativo original (o que foi restaurado pela atual gestão) teria gerado a prescrição do direito do Município;

03 – Que não lhe foi dado prazo para defesa, quando, na verdade, a municipalidade dilatou à exaustão prazos e até aceitou por último um tempo-limite adicional que a própria Porcellanati/Itagrês sugeriu;

04 – Que estaria em recuperação judicial e, por isso, seria insustentável a reversão.

Relator do processo no TJRN, o desembargador Pinheiro foi seguido pelos demais componentes da 3ª Câmara Cível, não vendo amparo no arrazoado da TBNE, que tentou se apropriar em definitivo do patrimônio público. A vigarice não colou. O prefeito Allyson Bezerra decretou a retomada do imóvel no dia 5 de novembro de 2021 (veja AQUIAQUI), após obediência aos princípios do devido processo legal e amplo direito à defesa do grupo catarinense, em processo administrativo.

Em sua tentativa de defesa administrativa para não perder o bem doado, a empresa chegou a atestar que tinha 23 empregados em atividade até o ano de 2015. Com atividades industriais iniciadas em dezembro de 2009, teve paralisação em abril de 2014, retornando precariamente no início de 2022.

Entretanto, veja abaixo o que explicitamente mostra o documento formal de doação em sua Cláusula Sétima – Da Reversão:

Os imóveis alienados ficam sujeito à reversão ao patrimônio do Município de Mossoró, a qualquer tempo, nos próximos 15 (quinze) anos, caso sejam modificadas as razões aqui configuradas, ou seja, a geração de, no mínimo 99 (noventa e nove) empregos diretos, ou seja, constatação de desvio de finalidade, sem o pedido de autorização da DONATÁRIA e o prévio consentimento, por escrito, do Município. Em caso de falência, configurada nos próximos 15 (quinze) anos, a reversão dar-se-á conjuntamente com as benfeitorias incorporadas ao imóvel.

A TB Nordeste/Porcellanati tentou a todo custo, com manobras inclusive usando setores da imprensa, “atabalhoar a marcha processual, a fim criar factoides processuais que pudessem, de alguma forma, beneficiar-lhe durante a reversão, especialmente, visando conduzir o caso a uma eventual prescrição,” apontou o município. Mas, tinha sido na Justiça o seu grande trunfo até então. No dia 22 de novembro de 2021, obteve liminar suspendendo o decreto municipal nº 6.292/2021, que trata da reversão (veja AQUI).

“Logo após a assinatura do decreto de reversão, nós fomos atacados por setores da imprensa, uma campanha virulenta foi desencadeada em redes sociais e não faltaram agressões verbais, muitas anônimas, contra a decisão. O tempo, os fatos e a Justiça mostram que cuidamos do interesse público. Cumprimos com nossa obrigação. Estamos de consciência limpa,” declara o prefeito Allyson Bezerra.

Allyson Bezerra assinou decisão para Procuradoria-Geral encaminhar providências cartorárias (Foto: Célio Duarte/Arquivo)
Allyson assinou decreto no dia 5 de novembro de 2021 e enfrentou luta judicial e ataques (Foto: Célio Duarte/Arquivo)

Muitas dívidas

O grupo Itagrês, controlador dessa indústria, acumula dívidas multimilionários. Só com a municipalidade fica em torno de R$ 10 milhões em impostos. Os compromissos trabalhistas com mais de 250 empregados nunca foram honrados após encerramento da produção industrial em 2014.

No comércio local também é numerosa a lista de credores, além de setor financeiro.

Para se instalar em Mossoró, o grupo teria investido mais de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene e R$ 52 milhões de outras fontes, incluindo R$ 21 milhões do Banco do Nordeste.

Paralisada há tantos anos e sempre prometendo reabertura quando se sentia ameaçada de perder o patrimônio (veja AQUI um exemplo do ano eleitoral de 2018, com golpe que enganou milhares de pessoas), a Porcellanati entrou em Plano de Recuperação Judicial em 2017, sob o número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC. Contudo, segue até hoje sem honrar débitos diversos e ainda gerou outros milhões em “pregos”, ao tentar reabertura ‘meia boca’ no início de 2022. A fila de credores aumentou, entre os quais, mais de 100 novos ex-empregados.

Em julho de 2018, propaganda oficial da prefeitura foi densamente espalhada para sacramentar um grande golpe eleitoral (outro) em Mossoró (Reprodução)
Em julho de 2018, propaganda oficial da prefeitura foi espalhada para sacramentar um grande golpe eleitoral (outro) e empresarial em Mossoró (Reprodução)

Arrendamento e enganação

O agravante, é que o grupo originário de Tubarão-SC, mesmo com essa situação sub judice e no rastro de um processo de Recuperação Judicial, ainda arrendou prédio e parte de maquinário para um grupo de Pernambuco (veja AQUI). Nesse ínterim, também retirou várias máquinas e estruturas da antiga fábrica – veja AQUI, AQUI, AQUI AQUI e AQUI -, sob promessa de uso de recursos de venda desse patrimônio para pagamento de ex-empregados. Pura enganação. Mais uma.

Leia AQUI uma série de mais de 70 matérias sobre o assunto, ao longo de vários anos.

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Ex-empregados da Porcellanati fazem protesto à porta da Justiça

Comissão de ex-trabalhadores da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda., que passou a se denominar TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (TBNE), faz protesto agora pela manhã em frente Fórum Trabalhista de Mossoró. Eles pedem socorro para recebimento de direitos trabalhistas dessa empresa situada em Mossoró, mas originária de Tubarão-SC.

Ex-empregados mostram que processo de recuperação judicial foi "rasgado" (Foto: cedida)
Ex-empregados mostram que processo de recuperação judicial foi “rasgado” (Foto: cedida)

Existem dívidas com cerca de 250 pessoas desde fechamento pela primeira vez da Porcellanati (Grupo Itagrês), em 2014. Nova tentativa de funcionamento mais recente, frustrada, já deixa também cerca de 110 ex-empregados na mesma situação.

Há um processo de recuperação judicial que ‘anda’ na comarca de Tubarão. Contudo, paralelamente, o grupo conseguiu liminar ainda em 2021 no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), sustendo reversão do imóvel que ocupa na BR-304, Centro Industrial de Mossoró. O bem é público, mas obtiveram esse benefício legal, para aplicação de outro calote em série. Feliz e matreiro é o Governo Fátima Bezerra (PT): apesar de anunciar “apoio” (veja AQUI), não forneceu gás natural à empreitada, justamente em função da dívida milionária da Porcellanati com a Potigás, empresa de economia mista controlada pelo Estado do RN.

Gruo de Santa Catarina engana centenas de pessoas há anos e parece que vai continuar (Foto: cedida)
Gruo de Santa Catarina engana centenas de pessoas há anos e parece que vai continuar (Foto: cedida)

Leia também: Porcellanati retira mais equipamentos de fábrica e engana ex-funcionários;

Leia tambémDecisão judicial mantém Porcellanati fazendo e acontecendo.

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI). Na campanha eleitoral do mesmo ano (veja AQUI), não faltou até mesmo promessa de criação de cerca de 500 empregos. Puro engodo empresarial e político-eleitoral.

A gestão municipal atual decretou (veja AQUI) devolução do imóvel, após processo administrativo, mas judicialmente (veja AQUI) o grupo conseguiu frear decisão, com garantia de retomada de funcionamento. Abriu, parou, abriu, parou de vez e ainda arrendou estrutura para grupo pernambucano (veja AQUI).

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Tradicional Livraria Cultura tem falência decretada

Cultura do Centro do RJ, que fechou bem antes da decretação de  falência (Foto: Carlos Brito/G1/Arquivo)
Cultura do Centro do RJ, que fechou bem antes da decretação de falência (Foto: Carlos Brito/G1/Arquivo)

A Justiça de São Paulo decretou, nesta quinta-feira (9), a falência da Livraria Cultura, uma das redes mais tradicionais do país. A decisão foi tomada mais de quatro anos após a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível aceitar o pedido de recuperação judicial da companhia.

Na época, a livraria já alegava estar em crise econômico-financeira. O pedido de recuperação havia informado dívidas de R$ 285,4 milhões – a maior parte com fornecedores e bancos.

A empresa tem hoje apenas duas lojas físicas, em São Paulo e em Porto Alegre, e mantém suas operações pelos canais digitais.

Nota do Canal BCS – Segmento está em queda livre há anos. Sem volta.

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Arrendamento da Porcellanati deixa mais um rastro de dívidas

Porcellanati é uma das maiores fraudes cometidas contra o povo de Mossoró com apoio de setores igualmente criminosos da política (Foto: arquivo)
Porcellanati é uma das maiores fraudes cometidas contra o povo de Mossoró com apoio de setores igualmente criminosos da política (Foto: arquivo)

Desde o último dia 20 que a sede da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (TBNE), outrora denominada de Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda., em Mossoró, tem novo CNPJ (registro empresarial). Agora é da Azimult Cerâmica Ltda., originária da cidade de Cabo de Santo Agostinho-PE.

Mais de 100 empregados estão na fila para recebimento de seus direitos trabalhistas, mas não sem segurança mínima de que isso possa acontecer nos próximos meses. Existe promessa. Mais uma. Mesma situação que aflige cerca de 250 ex-trabalhadores desde 2014, quando fábrica fechou a primeira vez e ficou repetindo ladainha de pagamentos sem efetivá-los (veja AQUI). Sua abertura foi em 2009.

No último dia 14 de dezembro, comunicado da Porcellanati informava o seguinte: “Tanto os valores rescisórios quanto o décimo-terceiro salário será pago com recursos provenientes da venda de um equipamento da TBNE que não será utilizado no arrendamento (Atomizador)”.

Devolução de imóvel

O arrendamento à Azimult acontece depois de tentativa fracassada de reabertura da indústria cerâmica. Na verdade, apenas uma estratégia para tentar conter processo de devolução do imóvel decretado pela gestão municipal (veja AQUI) dia 5 de novembro de 2021, em face do grupo não cumprir obrigações inerentes à doação do terreno.

A Porcellanati/TB Nordeste do grupo Itagrês entrou em processo de recuperação judicial em 2017, em Tubarão-SC. Porém, até hoje, não fechou seus compromissos com diversos credores públicos, privados e pessoal. Deixa mais um rastro de dívidas em Mossoró, RN e alhures nesse episódio.

Crônica anunciada por essa página desde sempre em incontáveis matérias. Nunca mentimos nem exageramos. Fomos até comedidos.

Leia também: Porcellanati é denunciada ao Ministério Público do Trabalho.

Leia também: Mais de 60 matérias sobre o assunto ao longo de anos.

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Empresa não tem previsão para pagar dívida trabalhista

Está mantido o protesto organizado por ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês), marcado para começar às 8 horas desse sábado (6), em frente à sede da empresa, na BR-304, saída para Fortaleza, em Mossoró. Eles cobram pagamento de dívida trabalhista.

Leandro (em pé, ao fundo, à esquerda) falou para mais de 50 ex-trabalhadores, mas sem data garantida (Foto: BCS)

Reunião entre parte dos ex-trabalhadores e Leandro Medeiros, gerente do núcleo da TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A, sucedânea da Porcellanati, não tranquilizou nem sustou a mobilização. O encontro aconteceu num estacionamento privado no centro de Mossoró, à noite dessa quinta-feira (4).

A empresa não tem meios no momento, mas aguarda negociação e autorização judicial para venda de terrenos em Santa Catarina (estimados em R$ 20 milhões), que possibilitem pagar esses débitos prioritários, relatou Medeiros. Ano passado foi firmado acordo dentro de processo de recuperação judicial do Grupo Itagrês (número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível na Comarca de Tubarão-S), para acerto trabalhista “em até 12 meses”.

Até o momento não caiu um centavo na conta dos credores.

Da reunião dessa quinta-feira participaram mais de 50 ex-empregados da indústria em Mossoró. Os compromissos da empresa credora atingem cerca de 250 pessoas somente em Mossoró.

Leia também: Representante da Porcellanati pode evitar protesto;

Leia tambémPromessas novas e oportunismo de sempre com a Porcellanati.

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2o13. Entretanto ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores. Começou sua produção em dezembro de 2009.

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Ex-empregados da Porcellanati farão novo protesto

Cerca de 250 ex-trabalhadores da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês), sediada no Distrito Industrial de Mossoró, vão fazer protesto público em frente à indústria na BR-304 (saída para Fortaleza-CE), no próximo dia 6, a partir das 8h.

Trabalhadores já fizeram outros protestos (Foto: arquivo)

É mais um movimento de pressão para recebimento de seus direitos trabalhistas. A Porcellanati cumpre processo de recuperação judicial e pelo acordo firmado judicialmente, o débito seria pago “em até 12 meses”, com deságio de 20% do valor total e correção de 0,25% ao mês.

Ocorre que até o momento essa parcela de ex-operários não recebeu nada.

Promessas, mentiras e uso político-eleitoral

O acordo foi aprovado em assembleia geral no dia 11 de julho do ano passado, em Tubarão-SC, onde o processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075 tramita na 1ª Vara da Justiça.

Havia promessa de reabertura da indústria para janeiro de 2018. Depois se falou quanto a dezembro do mesmo ano, com prioridade à contratação de ex-empregados. Nesse ínterim, a Prefeitura de Mossoró realizou um bizarro cadastramento para contratação de pessoal que fez fila com quase 1.800 pessoas enganadas.

Serviu como peça de propaganda eleitoral em 2018 (veja AQUI), nada mais, espalhando a inverdade de que surgiriam 500 empregos diretos e indiretos.

Propaganda oficial se apropriou de algo que não existe e acabou levando à enganação centenas de pessoas (Foto: reprodução)

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2o13. Entretanto ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores. Começou sua produção em dezembro de 2009.

Leia também: Promessas novas e oportunismo de sempre com a Porcellanati.

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Indústria cerâmica prioriza contratação de ex-empregados

Indústria começou produção em 2009 (Foto: arquivo)

A Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. recebe currículos de ex-empregados até o próximo dia 20, com expectativa de contratação gradual de 154 pessoas. Eles são prioritários em relação a cerca de 2.700 cadastrados listados pela prefeitura mossoroense há poucos meses.

O processo de Recuperação Judicial da empresa (de número 0300460-44.2017.8.24.0075) corre na 1ª Vara da Justiça de Tubarão (Santa Catarina) e teve sentença favorável no último dia 11, prolatada pelo juiz Edir Josias Silveira Beck.

Foi iniciada a partir do pedido formulado pelo grupo em Santa Catarina no dia 24 de janeiro de 2017, cabendo à Innovare Administradora em Recuperação e Falência (veja AQUI) conduzir trabalho para “ressuscitar” empresas, viabilizando retomada de produção.

Débitos trabalhistas

No caso da indústria em Mossoró, mais de 250 trabalhadores aguardam pagamento de débitos trabalhistas da empresas “em até 12 meses”, com deságio de 20% do valor total, porém com correção de 0,25% ao mês. O acordo foi aprovado em assembleia geral no dia 11 de julho deste ano, em Tubarão, incluindo outros credores e trabalhadores do grupo na fábrica localizada naquela cidade.

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2o13. Entretanto ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores. Começou sua produção em dezembro de 2009.

Leia também: Justiça vai decidir sobre reabertura de indústrias cerâmicas.

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Audiência discute situação de débitos da indústria Porcellanati

A Câmara Municipal de Mossoró realizou audiência pública para discutir a situação dos trabalhadores da empresa Porcellanati, na manhã desta quinta-feira (20/04). A audiência foi proposta pelo vereador Alex Moacir (PMDB) com o objetivo de encontrar soluções para o atraso no recebimento das rescisões trabalhistas e pagamento dos fornecedores da Porcellanati.

Audiência pública aconteceu hoje no plenário da Câmara Municipal de Mossoró (Foto: Edilberto Barros)

A proposição “surfa” em providências que estão bem adiantadas, graças à luta dos próprios ex-empregados da empresa que empreende movimento para recebimento de direitos trabalhista e reabertura da empresa.

O Blog Carlos Santos tem coberto essa verdadeira odisseia há vários meses.

O Gerente de Reestruturação do Grupo Itagrês, a qual pertence a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda, Sidney Souza, participou da audiência e informou que a empresa tem até o próximo dia 08 de maio para apresentar um plano de pagamento dos seus credores, incluindo trabalhadores, dentro do processo de recuperação judicial aprovado em março passado.

Representantes de vários segmentos ligados à atividade produtiva e ao poder público também participaram da discussão.

Nota do Blog – Empresa afirmou em recente audiência na Justiça do Trabalho (veja AQUI), sua intenção de retomar atividades até início do próximo ano.

Passa por processo de recuperação judicial.

Particularmente, não acredito que isso aconteça num cenário de economia recessiva enfrentado pelo país. Mas não custa apostar e lutar.

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Porcellanati admite que poderá reativar sua fábrica em Mossoró

Representantes do grupo controlador da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. anunciou que tem planos para reativar sua fábrica em Mossoró.  A intenção é que isso aconteça até Janeiro de 2018, assegurando a todos os ex funcionários a recontratação imediata.

Pelo menos isso foi manifestado em audiência de conciliação promovida pela 1ª Vara da Justiça do Trabalho, em Mossoró, nessa sexta-feira (10), que reuniu as partes litigantes, Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes sindicais.

Porcellanati foi um sonho industrial que aos poucos virou um tormento em Mossoró e região (Foto: Tribuna do Norte)

Foi presidida pelo juiz Higor Marcelino Sanches.

O grupo controlador da Porcellanati entrou com pedido de “Recuperação Judicial”, envolvendo as duas unidades que possui em Santa Catarina, na cidade de Tubarão. A conceituada empresa Innovare (administradora em recuperação e falência) é a responsável por essa gestão (conheça AQUI).

Visita agendada

Ficaram acertados alguns pontos ao final da audiência.

Haverá visita à fábrica em Mossoró, com o objetivo de levantar  todo o patrimônio instalado, como garantia de um futuro leilão para quitação dos débitos, caso a empresa não consiga sair da situação de dificuldades que revelar ter, com o processo de Recuperação Judicial.

Foi agendada para o dia 28 de março às 14h, e contará com os seguintes envolvidos: Comissão representando os empregados, representantes sindicais e representantes da empresa.

Paralelamente, os ex-funcionários que lutam na justiça à obtenção de seus direitos trabalhistas, articulam formalização de uma associação capaz de ampliar e organizar sua luta. Numa hipótese da Porcellanati realmente ser reativada, vão cobrar a retomada dos empregos.

Admite-se até mesmo intervenção judicial que viabilize reabertura da fábrica, oportunizando que a associação assuma a produção da Unidade de Mossoró.

História

A Porcellanati começou a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes.

A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Em abril de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Saiba mais sobre a Porcellanati em Mossoró clicando AQUI.

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Arena acumula 35 milhões de prejuízo desde a inauguração

Por Rodrigo Capelo (Revista Época)

A Arena das Dunas, cuja administração foi concedida pelo governo do Rio Grande do Norte para a OAS por 20 anos, teve seu segundo ano consecutivo no vermelho em 2015. O estádio teve prejuízos operacionais de R$ 16 milhões e R$ 19 milhões, respectivamente, nas duas temporadas desde a inauguração, em 22 de janeiro de 2014.

As receitas chegaram a R$ 6,9 milhões em 2015, mas continuam muito abaixo das despesas, em R$ 23 milhões. O cálculo, aqui, desconsidera os repasses de dinheiro feitos pelo governo potiguar para remunerar a construção do estádio, orçada em R$ 400 milhões.

Arena das Dunas é um 'brinquedo' caríssimo e excludente mantido com dinheiro público dos potiguares (Foto: Canindé Soares)

Ao olhar apenas para receitas e despesas é possível notar a saúde financeira de uma empresa, como a criada pela OAS para administrar a Arena das Dunas, que vai mal. E o cálculo fica muito pior se forem considerados impostos sobre a receita e despesas financeiras, como pagamentos de juros a bancos, ambos negativos.

Quebrada

Com os dois principais times locais na terceira divisão, ABC e América-RN, a Arena das Dunas depende de excursões de clubes da elite para conseguir receita. A maior renda, até hoje, saiu do jogo entre Flamengo e Avaí no Campeonato Brasileiro de 2015, quando a operadora ficou com R$ 439 mil da receita bruta de R$ 1,6 milhão.

O estádio será o palco de Flamengo x Fluminense no próximo domingo (26) e espera superar a renda obtida no ano passado.

A OAS, a quem o governo do Rio Grande do Norte concedeu a Arena por 20 anos, colocou-a à venda no começo de 2015. A construtora entrou em recuperação judicial depois que sua participação em esquemas de corrupção foi evidenciada pela Operação Lava Jato. Quebrada, decidiu vender suas participações em estádios – Arena das Dunas, Arena do Grêmio e 50% da Arena Fonte Nova.

Nota do Blog – O Governo do RN, ou seja, nós, desembolsamos mensalmente cerca de R$ 11,7 milhões para irrigar o Arena das Dunas.

Enquanto isso, falta o básico em hospitais, segurança pública virou um caos e tantas e tantas outras prioridades são ignoradas.

A “bola” do Arena está sendo rateada até hoje com quem?