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Três chapas vão concorrer à reitoria da Ufersa

Chapas foram formalizadas e dia 4 de abril haverá a consulta aos segmentos (Fotomontagem do BSV)
Chapas foram formalizadas e dia 4 de abril haverá a consulta aos segmentos (Fotomontagem do BSV)

Do Blog Saulo Vale

Foi encerrado nesta segunda-feira (11) o prazo para registro de candidatura à reitoria da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa).

Três chapas se inscreveram para a disputa.

A reitora Ludimilla de Oliveira será candidata à reeleição. A vice é a professora de Arquitetura e Urbanismo do campus de Pau dos Ferros, Monique Lessa.

O professor Jean Berg Alves também vai à disputa. O diretor do Centro de Engenharias, Quirino Silva Júnior, lotado no campus Mossoró, é o vice.

Outro nome é o do professor Rodrigo Codes. Nildo da Silva Dias, do Centro de Ciências Agrárias, é seu companheiro de chapa.

A campanha já começa no próximo sábado (16) e segue até 03/04/2024.

A votação ocorrerá dia 04/04.

Mesmos nomes

Ludimilla, Jean Berg e Codes foram candidatos à reitoria em 2020, além de outras duas chapas encabeçadas por Josivan Barbosa e Rodrigo Sérgio.

À época, Codes foi o mais bem votado pela comunidade acadêmica, com 37,55% dos votos, Jean Berg em segundo com 24,84%, e Ludimilla em terceiro, com 18,33%. Josivan ficou em quarto e Rodrigo Sérgio em quinto.

O então presidente Jair Bolsonaro (PL) quebrou uma tradição histórica histórica, que previa sempre a nomeação do mais bem votado, e nomeou Ludimilla, por maior afinidade ideológica.

No formato que persiste até hoje, o presidente da República pode nomear, livremente, qualquer um que integre a Lista Tríplice, composta pelos três mais bem votados.

Em janeiro de 2023, o presidente Lula (PT), em reunião com reitores de todo o país, garantiu que vai nomear quem tiver mais votos.

— Não pense que o Lula vai escolher o reitor que ele gosta. Quem vai escolher são os professores, a comunidade acadêmica, disse.

Nota do Blog Carlos Santos – Veja números de cada um dos candidatos AQUI, no pleito ocorrido em 15 de junho de 2020.

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Técnicos da Ufersa vão paralisar atividades a partir do dia 11

Decisão aconteceu nessa terça-feira (Foto: divulgação)
Decisão aconteceu nessa terça-feira (Foto: divulgação)

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) aprovaram, por unanimidade, greve a partir de segunda-feira (11).

A categoria reivindica recomposição salarial e reestruturação da carreira – destaca o Sindicato Estadual dos Trabalhadores do Ensino Superior – (SINTEST-RN/UFERSA).

Os servidores dos campi de Angicos, Pau dos Ferros e Caraúbas ainda serão consultados, mas existe tendência de que acabem aderindo ao movimento. Nesta quarta-feira (6), a coordenação estará em Angicos, no auditório administrativo Jansen Câmara, a partir das 09h. Na quinta-feira haverá assembleia em Caraúbas pela manhã e em Pau dos Ferros a tarde.

A decisão por paralisar atividades em todo o país partiu de plenária ocorrida no dia 18 de janeiro, promovida pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA).

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Força Nacional chega para trabalho de caça a fugitivos

Expocenter fica na área do campus da Ufersa (Foto: Eduardo Mendonça)
Expocenter fica na área do campus da Ufersa (Foto: Eduardo Mendonça)

O Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) abriga a partir da noite desta quarta-feira (21), membros da Força Nacional de Segurança Pública que comporão reforço para buscas de recaptura dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró.

A fuga – veja AQUI – de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento ocorreu quarta-feira (14), portanto há uma semana. Eles são membros da facção Comando Vermelho (CV), no Acre, e estavam custodiados na penitenciária desde setembro do ano passado.

Ao todo, são 100 militares e 20 veículos que vão ocupar o espaço do Expocenter, localizado no Campus Leste da Ufersa Mossoró. Além de alojamento e rede sem fio, a universidade disponibilizará refeições no Restaurante Universitário.

Ao mesmo tempo em que chega essa nova tropa militar, muitos policiais e veículos que estavam nessa atuação começaram a sair de Mossoró em retorno às suas respectivas jurisdições, sem êxito no trabalho de caça aos bandidos.

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Comerciantes são regularizados e têm caminho a crédito e qualificação

Frank, Lecy, Sérgio, Moisés, Francisca e Ucleberton participaram de evento com exposição do prefeito (Fotomontagem do BCS)
Frank, Lecy, Sérgio, Moisés, Francisca e Ucleberton participaram de evento com exposição do prefeito (Fotomontagem do BCS)

A Prefeitura de Mossoró entregou nesta quinta-feira (14) mais de 400 carteiras a permissionários que atuam nos mercados públicos da cidade. A solenidade, realizada no Ginásio de Esporte Engenheiro Pedro Ciarlini Neto, integra o Programa de Valorização dos Mercados Públicos, que oferece também uma série de outras melhorias como cursos e capacitações, linhas de crédito e regularização contábil e jurídica, a partir de parcerias firmadas pelo Município.

“Essas centenas de pessoas e familiares são enxergados como empreendedores. Passam a estar documentados e vão receber assessoria de alto nível, gratuita, para que possam crescer mais ainda, ampliando seus negócios e horizontes. Não estamos investindo apenas em estrutura física, reformas e ampliações de mercados, mas em gente”, comentou o prefeito Allyson Bezerra (UB).

As carteiras de identificação foram elaboradas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT), a partir de um intenso trabalho de cadastramento dos permissionários realizado ao longo dos últimos meses. O documento habilita esses profissionais a continuarem exercendo suas funções nos mercados públicos mossoroenses.

“Nós iniciamos esse trabalho em março desse ano, fazendo uma análise de caracterização dos comerciantes, da estrutura dos mercados, e ao longo desse período, nós fomos trabalhando a organização jurídica deles. Agora, todos  estão com termo de permissão do Município, com segurança jurídica”, mostra Frank Felisardo, titular da Sedint.

Sebrae, BNB, Ufersa

Por meio desse programa, os comerciantes terão acesso, por exemplo, a palestras e oficinas promovidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), abordando temas como atendimento ao cliente, manipulação segura de alimentos, marketing digital, vendas, finanças, formação de preço, entre outros, como destaca o analista técnico do Sebrae em Mossoró, Lecy Gadelha:

– “O objetivo é trabalhar a gestão, que é a expertise do Sebrae. Vamos ter, além das oficinas voltadas para a gestão, também a parte de marketing, cortes de carne, valorizando mais ainda os produtos que são oferecidos, como também os fluxos de organização dentro dos mercados públicos, fazendo com que toda a população tenha uma identidade dos mercados de Mossoró e servindo como referência.”

Já a Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) se soma ao programa com o projeto “Regulariza”, executado pelo curso de Ciências Contábeis, disponibilizando emissão de certificado digital, consulta de pendências fiscais, entre outros serviços. “O nosso objetivo é regularizar esses empreendedores que estão com alguma dificuldade, seja no âmbito tributário, financeiro, fiscal. Havendo alguma pendência, o comerciante vai receber uma assessoria contábil, jurídica e gerencial de forma gratuita com professores e alunos da Ufersa”, afirmou Moisés Ozório, coordenador do projeto.

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também é parceiro do Município, oferecendo linhas de crédito tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. “A ideia é que a gente consiga chegar, desde o pequeno, da pessoa física, feirante, até aqueles que são formalizados, que já se estruturaram. Com essa organização, esse recadastramento, a gente vai ter uma pujança, ou seja, eles vão se formalizar mais, vão necessitar de capital de giro, de uma modificação em sua estrutura física, e o banco tem essas linhas de crédito”, comentou Sérgio Freire, agente de desenvolvimento do BNB em Mossoró.

Repercussão

Os comerciantes elogiaram a entrega das carteiras e os demais anúncios feitos pela prefeitura. O comerciante Paulo Almeida, do Mercado do Vuco-vuco falou: “É uma benção a Prefeitura está ajudando o comércio. Gostei de tudo que foi anunciado. A carteirinha é um documento muito importante pra gente que é comerciante, a legalização é muito importante, porque a gente fica seguro no comércio. Antes não tinha segurança de nada.”

“Os cursos são muito importantes, porque vão nos trazer grande conhecimento, porque todo dia é dia de aprender. Sem conhecimento você não anda, não avança”, disse Francisca Cabral, que trabalha na Central de Abastecimento Prefeito Raimundo Soares (COBAL) há 26 anos.

“Para mim, está tudo ótimo, perfeita a organização, que antes não tinha, e agora está tudo o.k. Estou muito feliz com isso. E essas parcerias anunciadas vão ajudar muito os comerciantes pequenos,” acrescentou Gildene Siqueira, que atua no Mercado Central.

Entrega de carteira a permissionários e informações diversas foram no Ginásio Pedro Ciarlini Neto (Foto: Lucas Bulcão)
Entrega de carteira a permissionários e informações diversas foram no Ginásio Pedro Ciarlini Neto (Foto: Lucas Bulcão)

Ucleberton Morais, que há 24 anos comercializa seus produtos no Vuco-Vuco, também ressaltou a importância do programa de valorização. “É uma oportunidade para todos os comerciantes. Traz motivação, empreendedorismo, crescimento. A gestão está de parabéns, porque vem dando essa atenção ao comércio”, relatou.

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Mossoró Oil & Gas Expo terá abertura nessa terça-feira, 21

Evento este ano terá maior número de estandes (Foto: Arquivo)
Evento do ano passado será superado em números (Foto: Arquivo)

O Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), maior evento do onshore do Brasil, terá abertura oficial às 14h desta terça-feira (21), no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). A feira reúne os principais atores da cadeia produtiva do petróleo e gás em terra no país, e reafirma o protagonismo de Mossoró no setor, cidade considerada a Capital do Onshore brasileiro.

A iniciativa, do Sebrae no Rio Grande do Norte e Redepetro RN, seguirá até a próxima quinta-feira (23), com expectativa de reunir 3 mil pessoas, entre visitantes e expositores.

O evento contará com palestra inaugural ministrada por Ricardo Savini, ex-CEO da 3R Petroleum, que tratará do tema: “Visão de futuro do setor de petróleo no Brasil.”

As temáticas abordadas na conferência discutirão, também, o onshore brasileiro como vetor de integração energética, com apresentação de exemplos bem-sucedidos entre os operadores independentes.

Haverá ainda abordagens sobre os desafios do processo de descarbonização na cadeia produtiva de O&G, governança no onshore; projetos de compensação de emissões de carbono atreladas à indústria de O&G, entre outros.

Evento 

Ao longo dos três dias de programação, cerca de 50 palestrantes ministrarão palestras nas conferências que serão realizadas nas instalações do Expocenter.

A estrutura do evento contempla mais de 130 estandes, frente aos 90 de 2022. Os mais de 90 expositores estarão instalados em dois pavilhões. Na edição de 2022 era apenas um pavilhão.

O espaço destinado às discussões e realizações das mais de 10 conferências ao longo da programação também ficou mais extenso. Passou de duas para três arenas. Além das arenas Petróleo e Gás e Inovação, das edições anteriores, houve a incorporação da Arena ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização.

Segundo o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, a ampliação do evento é resultado da proporção alcançada pelo Mossoró Oil & Gas dentro do cenário do onshore brasileiro.

“Nós passamos de um fórum, realizado dentro do auditório do Sebrae de Mossoró para o maior evento do onshore nacional e um dos maiores da América Latina. À medida que ganhamos maior projeção no cenário, crescemos em estrutura, e o resultado é um evento robusto, consolidado, com mais espaço para expositores e para as discussões em torno do onshore”, pontua.

Atores reunidos

Diante da presença dos principais atores da indústria do petróleo e gás, o Mossoró Oil & Gas fará ampla discussão em torno dos principais temas do atual cenário do onshore brasileiro. Para isso, estarão presentes na feira representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, entre outros.

As discussões contarão, também, com a participação das empresas operadoras Eneva e Mandacaru Energias, além da 3R Petroleum e PetroReconcavo, detentoras de ativos terrestres na Bacia Potiguar, especialmente na Região de Mossoró, anteriormente operados pela Petrobras.

Programação plural

O Mossoró Oil & Gas vai além das discussões em torno das temáticas debatidas nas conferências, que acontecerão entre as 14h e 19h, nas arenas instaladas no Expocenter. Também integra a programação da feira o PetroSupply Meetings, encontros de negócios que aproximam empresas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás dos grandes players do segmento que estarão presentes no Moge.

A grade de atividades do Mossoró Oil & Gas inclui ainda iniciativa voltada à área acadêmica, com a realização do Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro, que, neste ano, está na quarta edição. O evento será realizado pela Ufersa.

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Ufersa firma parcerias com universidades da Espanha

Reitores José Esteban e Ludmilla Carvalho assinam convênio na Espanha (foto: Cedida)
Reitores José Esteban e Ludmilla Carvalho assinam convênio na Espanha (foto: Cedida)

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) firmou parceria técnica com a Universidade de Valencia, na Espanha, segunda-feira (30). O convênio foi assinado entre a reitora Ludimilla Oliveira, em missão internacional na Europa, e o reitor José Esteban Capilla Romá, da Universitat Politècnica de València.

A cooperação engloba intercâmbios acadêmicos nas áreas da Engenharia Florestal, Biotecnologia, Engenharia Civil, Arquitetura, além da Agronomia. “Já tínhamos algumas parcerias com Agronomia, a partir de agora teremos a oportunidade de ampliar para outros cursos”, afirmou a reitora.

Ontem (31), a Ufersa assinou outro convênio, também na Espanha, com a Universidad Politécnica de Madrid, firmado entre Ludimilla Oliveira e o reitor Guilermo Cisneros Pérez. Acompanhou essa assinatura o diplomata Cristiane Pereira de Lima, da Embaixada do Brasil em Madrid.

Segundo a reitora da Ufersa, as duas instituições já trabalham em memorando de entendimentos a ser assinado, tendo como áreas prioritárias as engenharias, as ciências agrárias e a medicina. “São áreas que têm espaço prioritário no convênio”, frisa.

Ufersa vai ter emissora de rádio e sua própria televisão

Reitora assinou as Portarias de Consignações (Foto: Assecom/Ufersa)
Reitora assinou as Portarias de Consignações (Foto: Assecom/Ufersa)

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e outras 32 universidades federais vão ser contempladas com a nova expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública. Ao todo, serão 51 novas emissoras de rádio e 40 novas estações de televisão, a serem instaladas em todo país com prioridades para as cidades que não contam com emissoras públicas.

A reitora da Ufersa, professora Ludimilla de Oliveira, assinou as Portarias de Consignações tanto para a aquisição da emissora de rádio quanto para a estação de tevê. A solenidade de assinatura reuniu reitores de universidades de todo o país, na tarde desta terça-feira (17), no Anexo I do Palácio do Planalto.

“Esse é mais um passo importante dado pela nossa gestão que visa o fortalecimento da comunicação pública de qualidade”, afirmou a reitora Ludimilla de Oliveira ao ressaltar a importância dos canais de comunicação universitária para toda a Região Oeste do Rio Grande do Norte.

“Não tenho dúvida que é um marco de grande importância para a nossa instituição”, considerou. Ainda segundo a reitora, o próximo passo será a viabilização dos recursos para a instalação da FM Semiárido e da Tevê Ufersa.

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Estudantes resgatados falam sobre conflito no Oriente Médio

Estudantes chegaram a Mossoró com reitora e familiares estavam à espera (Foto: Assecom/Ufersa)
Estudantes chegaram a Mossoró com reitora e familiares estavam à espera (Foto: Assecom/Ufersa)

Os estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Francisco das Chagas Barbalho Neto e Roosevelt de Araújo Sales Júnior, que estavam em Israel para intercâmbio, chegaram em Mossoró no início da noite desse sábado (14). Os dois integram o grupo de 207 passageiros do quarto voo da Operação Voltando em Paz, comandada pelo Governo Federal para a repatriação de cidadãos brasileiros que se encontram na região de conflito no Oriente Médio.

A aeronave deixou o Aeroporto de Ben-Gurion, em Tel Aviv, às 18h40 (horário local em Israel) de sexta-feira, dia 13, e pousou no Rio de Janeiro nas primeiras horas da madrugada de sábado. Do Rio, os dois embarcaram por volta das 10h (horário de Brasília) com destino a Fortaleza/CE, onde foram recepcionados pela reitora da Ufersa, professora Ludimilla de Oliveira, e partiram para Mossoró, chegando na Ufersa às 18h. No Gabinete da Reitoria, estavam sendo esperados por seus familiares.

Essa foi a primeira experiência com viagem internacional dos dois, que embarcaram no dia 3 de outubro, mas anteciparam a volta 10 dias depois. “A região em que a gente estava não é diretamente exposta ao conflito, mas tomamos a decisão de retornar para o Brasil quando ficamos sabendo dos primeiros sequestros de civis. Conversamos e decidimos que seria o mais adequado”, relata Chagas.

Apoio

Ele é estudante do 8º período do Curso de Biotecnologia e Roosevelt cursa o segundo ano do doutorado em Ciência Animal – PPGCA. Ambos foram selecionados pelo Edital PROPPG 031/2023 para um estágio-intercâmbio de 45 dias na empresa israelense Colors Farms. “Eu considero que essa foi uma experiência muito exitosa e intensa. Foi tudo muito rápido, mas valeu a pena, porque as portas ficaram abertas”, avalia Roosevelt.

Os dois repatriados estavam hospedados na cidade de Hatzva, região mais ao Sul de Israel, enquanto a escalada de bombardeios se concentra na Faixa de Gaza, território palestino, e em Tel Aviv, Jerusalém e Cisjordânia.

“Fizemos questão de prestar total assistência e suporte aos nossos estudantes. Eles foram muito elogiados, considerados de excelência, o que demonstra a nossa potencialidade e a importância das pesquisas que Universidade mantém com Israel”, declarou a professora Ludimilla de Oliveira.

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Inferno astral de reitora parece sem fim

Ludimilla centro, apesar do brilho, não completou fala Foto: BCS)
Ludimilla (centro), apesar do brilho, não completou fala (Foto: BCS)

O inferno astral da ainda reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), professora Ludimilla de Oliveira, parece sem fim.

Agora à noite, na abertura da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT), na Estação das Artes Elizeu Ventania, ela começava discurso quando houve pane na energia elétrica.

O dispositivo da solenidade acabou sendo encerrado, sem que ela e os demais oradores programados à oratória pudessem falar.

Ó tempos!

Leia tambémFeira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada tem início

Ludimilla enfrenta demanda para destituição do cargo, a partir da perda do título de doutora, por plágio.

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Decisão judicial dá sobrevida a mandato de reitora da Ufersa

Do Blog Saulo Vale

Ludimilla teve seu doutorado anulado e sua saída é questão de tempo (Foto: José Aldenir)
Ludimilla teve seu doutorado anulado e sua saída é questão de tempo (Foto: José Aldenir)

O juiz Lauro Henrique Lobo Bandeira, da 10ª Vara Federal do RN, suspendeu os efeitos da sessão do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) que pediu ao Ministério da Educação (MEC) a destituição da reitora Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira.

Na decisão, o magistrado acatou um dos pontos da defesa, elaborado pelo advogado Marcos Lanuce: o de que o Consuni não deu a oportunidade da reitora se defender diante do parecer que pediu a sua destituição.

Já em outros pontos, o juiz mostrou convergir com a sessão do Consuni. É o caso da legalidade do pedido do colegiado ao MEC e também o entendimento de que só pode ser reitor ou reitora da instituição quem tem doutorado.

Vale ressaltar que a decisão judicial não reverte a cassação do título de doutorado de Ludimilla, ocorrida no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Esse ponto controverso não foi objeto de análise pelo juiz.

Em resumo: a decisão do magistrado sem dúvidas é uma vitória para a reitora, mas abriu brecha para que o Consuni convoque uma nova sessão, dê oportunidade para ela se defender – o que inclusive deveria ter sido feito desde o início – e vote o mesmo ou outro parecer sobre o processo de destituição.

Entenda

Ludimilla perdeu o titulo de doutorado após a UFRN aceitar uma denúncia de 44% de plágio em sua tese.

Ela recorreu em todas as instância administrativas da UFRN, mas perdeu. Também apelou ao primeiro grau da Justiça Federal, que negou.

A partir daí, o Consuni, onde Ludimilla tem minoria, abriu um processo que culminou em um pedido oficial de destituição da Reitora ao ministro da Educação, Camilo Santana.

No entender dos conselheiros, sem o título Ludimilla não pode seguir à frente da Ufersa.

Eles solicitaram que o ministro anule a nomeação dela e nomeei o professor doutor mais antigo da Ufersa, para, no prazo de 60 dias, convocar novas eleições.

Nota do BCS – A decisão dá uma sobrevida no cargo à reitora. Administrativamente e judicialmente, ela não atacou com êxito, seu principal problema: a anulação do doutorado. O Consuni da Ufersa vai repetir entendimento, por uma questão política e não apenas técnica. A maioria a quer fora do cargo, como decidido no último dia 31 (veja AQUI). Foram 13 votos contra ela, apenas três abstenções e nenhum a favor. Mais claro, impossível.

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Governadora recebe Redepetro/RN para tratar do Mossoró Oil & Gas

Governadora garantiu presença em evento (Foto: Sandro Menezes)
Governadora garantiu presença em evento (Foto: Sandro Menezes)

Apresentar o projeto do “Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE) 2023” e tratar dos desafios do mercado de petróleo e gás para as empresas da cadeia de fornecimento. Esses foram os objetivos da audiência que ocorreu na tarde desta terça-feira (8), em que a governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu o presidente da RedePetro/RN Gutemberg Dias.

Considerado o maior evento do setor de petróleo e gás onshore (em terra) do Brasil, a oitava edição do Mossoró Oil e Gás Expo será nos dias 21 e 23 de novembro no Centro de Exposição de Mossoró Enéas Negreiros (EXPOCENTER) na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

O tema central será “Sustentabilidade socioambiental do onshore brasileiro”, abordando questões fundamentais relacionadas às áreas ambiental, social e de governança (ESG) no contexto da produção e exploração do petróleo e gás no Brasil.

Presença

“Confirmo presença e reafirmo nosso reconhecimento pelo relevante trabalho que a Redepetro tem feito em prol do desenvolvimento de Mossoró e de toda a região. Estamos vislumbrando um novo horizonte para a área e sabemos da importância para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Também participaram da reunião, Jaime Calado, secretário do Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC); Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético da Sedec; Ivanilson Maia, adjunto do Gabinete Civil; Marina Melo, presidente da Potigás; José Nilo, presidente eleito da Redepetro; João Hélio, diretor técnico do Sebrae/RN, e Robson Matos, coordenador do Projeto Petróleo e Gás do Sebrae/RN.

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Lawrence pede à Petrobras base de energia renovável em Mossoró

Lawrence em reunião com professores da Ufersa sobre energias renováveis (Foto: arquivo)
Lawrence em reunião com professores da Ufersa sobre energias renováveis (Foto: arquivo)

Mossoró precisa exercer maior protagonismo no “boom” das energias renováveis no Rio Grande do Norte. A avaliação é do presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (Solidariedade). Ele defende que a Petrobras, além de Natal, contemple Mossoró nos seus projetos de transição energética.

Ao parabenizar a empresa pelo anúncio, segunda-feira (19), do hub de energia eólica em Natal, Lawrence propõe extensão dessas ações para Mossoró. “Faço um pedido público ao presidente Jean Paul Prates, para que Mossoró também seja contemplada”, disse, em entrevista ao programa Cenário Político, da TCM, segunda-feira.

Entre as ações, o vereador sugere apoio à instalação de hub de inovação tecnológica em energias renováveis, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). O hub incentivará pesquisa, qualificará mão de obra e apoiará criação de startups na área.

A Ufersa, segundo ele, já tem o projeto pronto e precisa de financiamento. “Já tratamos desse assunto com os professores envolvidos e pleiteamos ao senador Styvenson Valentim (Podemos) emenda à Fundação da Ufersa (Guimarães Duque) para colocar esse projeto em prática”, informou.

Novos investimentos

Na avaliação de Lawrence, a Petrobras pode se somar a esse esforço. Até porque, sexta-feira (16), anunciou dois investimentos na região Costa Branca, próxima a Mossoró: perfuração de dois poços no campo marítimo de Pitu e de duas torres de energia eólica (no mar) próximas ao Porto Ilha de Areia Branca.

“É em Mossoró e região onde estão as universidades, onde atuam os pesquisadores; que já ofertam mão de obra qualificada e cuja qualificação pode ser ampliada. Mossoró tem imenso potencial para receber empresas, investimentos. Peço que Mossoró não seja esquecida nesse momento”, afirmou Lawrence.

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Professores vão eleger dirigentes da Adufersa nessa terça-feira

A Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Semiárido (ADUFERSA) realiza nessa terça-feira (30), processo eleitoral para definir a nova Diretoria e Conselho de Representantes do sindicato, durante o biênio 2022-2024.

Thiago Arruda encabeça chapa de consenso à presidência da Edufersa (Foto: divulgação)
Thiago Arruda encabeça chapa de consenso à presidência da Edufersa (Foto: divulgação)

O pleito será realizado durante todo o dia, com pontos de votação presencial em Mossoró, na sede da entidade,  e nos campi da Ufersa em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, das 08h às 12h e das 14h às 18h.

A chapa “Democracia e Autonomia” é a única inscrita para a disputa em 2022. Ela é composta por: Thiago Arruda Queiroz Lima (Presidente); José Domingues Fontenele Neto (Vice-presidente); Claudio de Souza Rocha (Primeiro Secretário); Valdenize Lopes do Nascimento (Segundo Secretário); Álvaro Fabiano Pereira (Primeiro Tesoureiro); Jusciane Costa e Silva (Segunda Tesoureira); Inês Xavier Martins (Diretora do Setor de Aposentados); Jairo Rocha Ximenes Ponte (Diretor Adjunto do Setor de Aposentados); Francisco Souto de Sousa Júnior (Diretor de Cultura, Esportes e Lazer); Subênia Karine de Medeiros (Diretora Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer).

Além da diretoria, também será eleito o Conselho de Representantes, que é formado por 16 docentes dos departamentos e campi.

Neste pleito os candidatos ao Conselho de representantes são: Talita Montezuma (titular) e Mário Sérgio Falcão Maia (suplente) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas; Indalecio Dutra (titular) e Marineide Jussara Diniz (suplente) – Centro de Engenharias; Rafael Castelo Guedes Martins (titular) e Antonio Ronaldo Gomes Garcia (suplente) – Centro de Ciências Exatas e Naturais; Cristina Baldauf (titular) e Fernanda Matias (suplente) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde;  Leilson Costa Granjeiro (titular) e Clarisse Pereira Benedito (suplente) – Centro de Ciências Agrárias;  Carmelindo Rodrigues da Silva (titular) e Rafael da Costa Ferreira (suplente) – Campus Angicos;  Jorge Luis De Oliveira Pinto Filho (titular) e Glauber Barreto Luna (suplente) – Campus Pau dos Ferros; Hudson Pacheco Pinheiro (titular) e Adiana Nascimento Silva (suplente) – Campus Caraúbas.

Em 2020, data da última eleição sindical, a votação foi realizada de maneira virtual em decorrência da pandemia de Covid-19, que, àquele momento, atingia o ápice no número de contaminações e vítimas no Brasil.

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Editora da Ufersa segue com inscrições para o seu I Concurso Literário

Concurso Literário da Ufersa - LogoEscritores do Rio Grande do Norte podem participar do I Concurso Literário da Edufersa, Editora da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA). O concurso vai contemplar as categorias conto, poema e crônica.

É exigido texto inédito, escrito em língua portuguesa e em formato pdf.

As inscrições começaram ainda dia 12 de julho e vão até o dia 12 de setembro. Cada participante poderá concorrer em apenas uma categoria.

Serão selecionadas os 5 melhores contos; as 10 melhores crônicas e, os 20 melhores poemas.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da Revista Informação em Cultura (RIC), após o cadastro no sistema.

Acesse o edital 

Como critério de avaliação serão considerados a originalidade e a relevância do texto; a qualidade estética e literária; a qualidade de escrita e a qualidade dos aspectos formais do texto. O resultado será divulgado no dia 18 de novembro de 2022 em evento a ser promovido pela Edufersa.

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Safra 2021/22 chega à Europa com mais espaço de mercado

Por Josivan Barbosa

Após uma temporada difícil para os melões espanhóis, os primeiros carregamentos de melão e melancia brasileiros chegaram para dar início a temporada de exportação de frutos para a Europa da safra 2021/22.

As informações que chegam da Europa é que a qualidade do melão brasileiro está bem acima do concorrente europeu, a Espanha. A qualidade do melão espanhol já estava deixando muito a desejar e o espaço de mercado passa a partir de agora a ser ocupado pelo melão brasileiro.

Produtos chegam à Europa com boa competitividade (Foto: JB)
Produtos chegam à Europa com boa competitividade (Foto: JB)

O preço do melão Galia está na faixa de 9 -9 euros/caixa. O melão amarelo e o cantaloupe estão sendo vendidos por 9 – 10 euros/caixa. Também já há algum volume de melancia brasileira no mercado europeu, a qual atinge valores de 10 – 11 euros/caixa, ao passo que as melancias sem sementes atingem 12 – 13 euros/caixa. A Espanha também coloca melancias sem sementes na Europa e concorre com a melancia brasileira.

O preço da melancia sem semente pode ainda ser recuperado ao longo da temporada, pois no início ainda há muita melancia sem semente fornecida pelo produtor espanhol.

O preço do transporte marítimo não sofreu baixa, o que dificulta a abertura do mercado de exportação para novos exportadores. Com os custos elevados do frete marítimo, só compensa exportar com segurança de mercado.

O importador europeu tem sido informado que a temporada brasileira tende a fornecer menos melão do que na temporada passada, mas ele sempre desconfia de que não passe de mais uma estratégia de mercado dos exportadores brasileiros.

Pitaya

Já defendemos neste espaço que a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do RN poderia em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) implantar um programa de cultivo de pitaya no Médio e Alto Oeste do RN, pois é uma região desértica no que diz respeito ao cultivo de frutas. Como a água é o principal fator limitante para a agricultura irrigada naquela região, o cultivo de pitaya pode ser altamente lucrativo para o produtor. Nesta semana o quilo de pitaya estava sendo vendido em Mossoró a R$ 35,00.

Para exemplificar que o projeto pode ser uma boa oportunidade, usamos o exemplo do Peru, um dos principais países exportadores de frutas do mundo.

Os produtores peruanos das comunidades de Sullana e Piura estão articulando a formação de uma cooperativa agrária para exportar pitaya. As áreas serão de pequenos produtores com até três hectares.

Um projeto dessa natureza precisa de apoio do Estado, pois os custos para implantação de um hectare de pitaya são elevados.

No Peru os custos para a instalação de um hectare oscilam entre 40 mil e 50 mil dólares.

Outra alternativa poderia ser apenas a Secretaria de Agricultura estabelecer um canal de comunicação com ONGs internacionais que tenham interesse no financiamento do projeto. Essa alternativa está sendo usada pelo Peru com uma ONG holandesa.

A pitaya é um fruto que é altamente valorizado em toda a Europa. Outro grande produtor de pitaya é o Equador.

Engenharia de Energia

Em 2007 tivemos a felicidade de constituir uma comissão formada por três docentes para instalar na UFERSA o primeiro curso de Engenharia de Energia do Norte/Nordeste e o terceiro do país.

Após pouco mais de uma década, o Nordeste se transforma na principal região exportadora de energia sustentável para o Sudeste e passa a precisar dos nossos engenheiros de energia.

Engenharia de Energia: mercado (Foto ilustrativa)
Engenharia de Energia: mercado (Foto ilustrativa)

Há 70 anos foram definidas as diretrizes para o setor elétrico brasileiro, a partir de grandes usinas hidrelétricas. Naquela ocasião, o Brasil possuía cerca de 4 mil MW de potência instalada. A solução então desenhada funcionou bem por 50 anos. Graças às grandes hidrelétricas, dominamos tecnologias de construção de barragens e erguemos um parque produtor de equipamentos.

Nos últimos 20 anos, por vários problemas, sujamos a nossa matriz de geração, enfrentamos um racionamento e estamos a caminho – quase inevitável – de outro.

Tais problemas imediatos, porém, são pequenos face ao desafio de neutralizar nossas emissões de carbono até 2050. Para que isso seja possível, governo e sociedade civil devem acordar e começar imediatamente a adotar um conjunto de medidas para aumentar a participação de fontes não poluentes na matriz energética brasileira.

A capacidade instalada resultante para atender o crescimento orgânico do consumo de eletricidade e as substituições da energia tradicional  em 2050 serão de cerca de 450 mil MW (atualmente são 170 mil MW). Dos 450 mil MW, cerca de 340 mil MW seriam oriundos de novas fontes limpas, parte intermitentes (eólicas e solares) e parte de geração de base.

As fontes intermitentes limpas eliminariam não só todas as emissões de gases de efeito estufa do setor de energia elétrica, metade ou mais das emissões do setor de óleo e gás e ainda criariam um poderoso instrumento de gestão territorial, cuja inexistência hoje é responsável por 2/3 das emissões de carbono brasileiras. E assim, o Nordeste, que até o século passado  exportava mão de obra para o Sudeste, agora para a exportar energia solar e eólica.

A eficiência dessas neo matrizes energéticas dependem muito dos técnicos que vamos formar nas nossas universidades, como é o caso dos nossos engenheiros da área de energia.

Águas do Velho Chico

As perspectivas não são boas para os usuários das águas do Velho Chico. Nos próximos meses será intensificado o uso das águas para a geração de energia para ser exportada para o Sudeste.

Uma das ações tomadas nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia, que acabou sendo ofuscada pelo aumento da bandeira tarifária e pelo bônus dado aos consumidores para uma redução voluntária da demanda, foi liberar mais água das usinas hidrelétricas no curso do São Francisco. Com isso, o objetivo do governo é gerar mais energia na região Nordeste e transferir esse excedente para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde está a pior situação dos reservatórios no país.

A decisão do Governo Federal fez com que o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, que tem governos estaduais e usuários do rio entre seus integrantes, criticasse duramente as mudanças de vazão nas usinas hidrelétricas do Velho Chico a fim de ampliar o fornecimento de energia do Nordeste para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste.

Após essa decisão do Governo Federal cai por terra qualquer tentativa de instalar novas áreas de agricultura irrigada no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que dependa das águas da transposição.

Mais uma fábrica de cloro-soda

A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado precisam de sintonia para que a região seja escolhida como sede da nova fábrica da Unipar Carbocloro que planeja operar uma nova fábrica no país, na região Nordeste. A quarta unidade da companhia, que já tem operações no Sudeste e na Argentina, poderá ser construída do zero – um projeto “greenfield”, mediante investimentos de algumas centenas de milhões de reais.

A intenção da Unipar é produzir o cloro e explorar as oportunidades que virão com o novo marco. Não está nos planos acoplar uma linha de produção de PVC à futura unidade, ao menos inicialmente. A decisão final de investimento provavelmente será tomada em 2022.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Pesquisa mostra caminho para aumento da produção do trigo

Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)
Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)

Por Josivan Barbosa

Uma pesquisa da Embrapa Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)e da rede técnica das cooperativas do Rio Grande do Sul (RTC/CCGL) mostra ser possível ampliar a produção de trigo no Brasil sem que necessariamente haja aumento de área de plantio. Os resultados do estudo surgem em um momento em que voltam a ganhar corpo as discussões sobre a necessidade de o país produzir mais o cereal. A alta dos preços do milho encareceu a cadeia de carnes – e um pode substituir o outro como matéria-prima para nutrição animal.

Segundo os pesquisadores, associar sementes de boa qualidade com melhor manejo pode reduzir em 20% (ou R$ 415 por hectare) o custo variável da produção do trigo, que é de R$ 2 mil, em média – e a diminuição ocorreu sem afetar a produtividade das lavouras. Se considerados os 900 mil hectares de trigo cultivados no Rio Grande do Sul em 2020, a economia com sementes e fungicidas chegaria a R$ 360 milhões no Estado.

A pesquisa avaliou duas linhas de manejo, uma visando à redução da população de plantas e outra com o uso racional de fungicidas, aproveitando fatores da genética das cultivares. A economia de R$ 415 por hectare é resultado da soma de R$ 140 por hectare em sementes e R$ 275 por hectare em fungicidas. Com o preço de comercialização do ano passado (R$ 70, em média) como parâmetro, a redução de custos corresponde ao valor de seis sacas de trigo por hectare.

A pesquisa atestou o que se conhece na prática: no Estado, por hábito, os triticultores usam mais sementes do que precisam. “Em geral, o produtor tem adotado 150 quilos de sementes de trigo por hectare, mas na soja e no milho o cálculo é efetuado em plantas por metro linear. Queremos mostrar nesse trabalho que a implantação do trigo também deve seguir essa lógica de plantas por metro linear, e não a de quilos por hectare”, afirma Geomar Corassa, engenheiro agrônomo da CCGL.

Os pesquisadores instalaram faixas de população de plantas em 20 áreas diferentes, distribuídas por 17 municípios. A cultivar utilizada foi a BRS Belajoia, instalada nas áreas com três densidades de semeadura: 40, 60 e 80 plantas por metro de fileira. Em cada local, a área total chegou a 3 hectares, destinando um hectare para cada faixa de população.

A pesquisa mostrou que o aumento na densidade de plantas não representou ganhos significativos no rendimento dos grãos, mesmo em diferentes ambientes de produção. A média de rendimentos ficou entre 64 e 67 sacas por hectare, mas os custos quase dobraram, passando de R$ 234 por hectare na densidade de 43 plantas por metro para R$ 415/hectare nas faixas de 76 plantas por metro.

“Quando se usa mais sementes, as plantas têm que crescer mais em busca da luminosidade, isso eleva a tendência de tombamento”, explica Giovani Faé, engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo. Como consequência desse tombamento, costuma-se usar mais fertilizantes nitrogena.

Sementes certificadas

As sementes certificadas e resistentes a doenças reduzem os gastos com insumos. Para a Embrapa, com essa economia, os produtores poderiam investir em outras frentes na lavoura, o que aumentaria a produtividade do trigo e também nas culturas subsequentes, como a soja no verão.

O custo da semente de trigo no Rio Grande do Sul foi, em média, de R$ 2,20 por quilo na safra 2020. Para a população recomendada de 43 plantas por metro, a redução de custos chega a R$ 140 por hectare quando se compara com os 150 kg de sementes por hectare do método tradicional.

No estudo, quatro aplicações de fungicidas ao longo da safra custaram R$ 390 por hectare. Com o monitoramento, foi possível fazer uma única aplicação, ao custo de R$ 115 por hectare.

Fonte:  //valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/06/07/pesquisa-da-embrapa-eleva-desempenho-de-lavouras-de-trigo-no-rs.ghtml

Produtores de frutas precisam ficar atentos

Diante da possibilidade da União Europeia, principal destino das frutas exportadas pelo nosso Semiárido (Polos de Agricultura Irrigada RN – CE e Vale do São Francisco), rejeitar os nossos produtos exportados em função da questão de relaxamento com a sustentabilidade da Amazônia, os nossos produtores de frutas precisam mostrar para os europeus que as nossas áreas não possuem relação nenhuma com a problemática da região Norte.

Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)
Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)

Isso precisa ser feito o quanto antes. Depois não adianta chorar o leite derramado.

O Brasil está cada vez mais isolado na comunidade internacional na questão ambiental e o risco agora é de boicote de produtos nacionais pelos consumidores de países em que esse tema ganha mais relevância.

Assim, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) precisa divulgar para a Europa e entorno que os produtores de frutas tropicais do Semiarido brasileiro se preocupam com os recursos hídricos, trabalham com manejo adequado dos solos e preservam a vegetação nativa da caatinga e de outros biomas e que desenvolvem ações sociais na região.

É importante compreender que o nosso produtor de frutas já sofre com o retrocesso das negociações do Acordo Comercial Mercosul-UE ocasionado por problemas relacionados à forma como o país encaminha as questões climáticas nos últimos anos e, assim, as negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul não avançam por causa do desmatamento.

Sucesso da energia eólica no RN

A Casa dos Ventos fechou um contrato de longo prazo (PPA) com a Energisa Comercializadora para a venda da energia do complexo eólico Rio dos Ventos (RN), que está entrando em operação comercial. O acordo prevê o fornecimento de 20 megawatts (MW) médios de 2023 a 2038.

Com a conclusão da rodada de comercialização da primeira fase de Rio do Vento, a companhia de geração eólica vai focar agora nos acordos para a venda da energia da segunda fase do complexo e do projeto Babilônia (BA).

Outra boa notícia para o RN é que o grupo quer transformar suas usinas eólicas em unidades híbridas, também com geração solar. Com isso, nos próximos dois anos, o portfólio do grupo deve atingir a marca de 1,6 gigawatts (GW) de capacidade eólica e 400 MW de geração solar fotovoltaica.

Além disso, o desenvolvimento de um projeto exclusivamente solar também está nos planos. A companhia avalia diversificar não somente seu portfólio de geração, como também sua atuação geográfica, até o momento concentrada no Nordeste.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

RN sem recuperação de crédito

Tesouro nacionalPor Josivan Barbosa

O Estado do Rio Grande do Norte continua em condição delicada junto ao Tesouro Nacional no tocante ao risco de crédito no Sistema de Classificação (CAPAG).

No Nordeste, os Estados de Pernambuco, Piauí e Bahia tiveram avanço na classificação de risco. Os três estados tiveram elevação de C para B, o que indica situação de solvência fiscal, tornando-se habilitados a tomar empréstimo com aval do Tesouro.

A elevação das notas dos estados nordestinos ocorreu antecipadamente porque eles apresentaram ao órgão central pedido de antecipação do cálculo da Capag, normalmente divulgado entre julho e agosto. Para tanto, eles anteciparam o envio de seus demonstrativos de contas anuais e dos seus balanços.

Agora, resta ao RN esperar pela classificação definitiva que será publicada no segundo semestre. As perspectivas não são boas, pois o nosso RN não tem cumprido com parcelas de empréstimos, as quais estão sendo pagas pelo Tesouro.

Indústria do calcário

Sempre defendemos neste espaço que o Rio Grande do Norte deveria avançar na atração de empresas para a exploração da indústria do calcário. Agora vem a boa notícia de um grande investimento nesse setor de uma multinacional da indústria de cimento.

A empresa Cementos La Union implantará o projeto ABG Mineração com quase 3000 ha de área sob reserva (veja AQUI).

PPP longe de Mossoró

Com um orçamento cada vez mais limitado, as gestões municipais iniciadas neste ano reforçaram suas apostas nas parcerias público-privadas para melhorar a oferta de serviços à população.

De janeiro até a semana passada, os prefeitos novos ou reeleitos avançaram em 132 projetos de concessão ou parcerias. Mas, aqui na Terra de Santa Luzia o gestor municipal limita-se a usar os recursos do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), acreditando que são infinitos e não pensa em novos projetos para fazer a diferença em relação aos últimos gestores. É uma gestão doméstica e limitada ao feijão com arroz da gestão pública na nossa região.PPPs - Parceria Público-Privado (PPP), união, grupo, quebra-cabeça

Durante a semana, num ato surpreso nesses tempos de ajuste fiscal, o prefeito resolveu criar duas novas secretarias, contemplando mais cargos e mais despesas de custeio (veja AQUI).

Esperamos que o gestor municipal abra os olhos para a importância da equipe na elaboração de bons projetos de PPP.

Projetos de eficiência energética, iluminação pública, água e esgoto, resíduos sólidos e mobilidade urbana são os mais comuns na relação das PPPs em prefeituras de médio e grande porte do país. As dificuldades orçamentárias atuais e a demanda por melhores serviços, faz com que a intensificação das parcerias passe a ser um caminho sem volta.

Um bom exemplo da importância das PPPs está acontecendo no município do Recife. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lançou neste mês um programa com o objetivo de captar R$ 1 bilhão em parcerias estratégicas com a iniciativa privada – entre investimentos e pagamento de outorgas – até 2024.

A principal dificuldade do nosso município que não é diferente dos demais é a falta de experiência da equipe de gestores em PPPs – nenhum contrato foi assinado até hoje – e a escassez de recursos humanos para elaborar projetos, preparar editais, conversar com o mercado ainda são assuntos estranhos para a gestão municipal.

Energia Eólica no Brasil e no RN

Em 2020, a energia gerada pelos ventos se tornou a segunda principal fonte da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica. Os 713 parques eólicos instalados hoje em 12 Estados abastecem o equivalente ao consumo mensal de 28,8 milhões de residências. São 19 Gigawatts (GW), que correspondem a 11,2% da capacidade instalada do país.

O Rio Grande do Norte é o segundo Estado da Federação em número de parques eólicos com 183 unidades e a Bahia é o primeiro com 196. Em capacidade instalada o nosso RN lidera com 5266,20 MW, seguido da Bahia com 5094,70 MW instalados.

Um exemplo do potencial do nosso Estado na energia eólica é o Parque Rio do Vento construído pela Casa dos Ventos que começa a operar no segundo semestre. Quando estiver em plena carga, Rio do Vento será um dos maiores complexos eólicos do mundo, com 1.038 MW de capacidade instalada.

Diante desses números, o Nordeste se consagra como região exportadora de energia para o resto do país, principalmente, o Sudeste onde estão concentradas as indústrias.

Um ótimo exemplo da importância do Nordeste é o da Engie que tem quatro conjuntos eólicos em operação no Brasil – um no Ceará e três na Bahia. Também está implantando o conjunto eólico Santo Agostinho (RN).

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda novas expansões da malha interligada, para assegurar conexão melhor entre a região Nordeste, principal produtora de energia eólica e solar, e o Sudeste, onde ocorre a maior carga.

Engenharia de Energia

Temos defendido neste espaço que a Ufersa deveria reativar o curso de Engenharia de Energia fechado na gestão passada, sob frágeis argumentos e contrário à evolução da matriz energética do Semiárido que a cada dia avança para o viés da sustentabilidade, onde o papel do engenheiro de energia, profissional que atua na geração e distribuição de energia passa a ser de importância ímpar. Assim, o fechamento do curso se deu na contramão desse avanço. Ainda há tempo de se fazer a correção de rumo.

Um exemplo claro da importância do engenheiro de energia é o que está projetado para a nossa região nos próximos anos.

Nova fronteira da energia eólica, a geração marítima está no radar dos gestores públicos e privados. A fonte consta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), documento anual em que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica perspectivas nacionais no horizonte de dez anos. Existe potencial para abastecer o país com 700 Gigawatts (GW) a partir da Zona Econômica Exclusiva, em locais com até 50 metros de profundidade, segundo o estudo “Roadmap Eólica Offshore Brasil”. Metade das áreas favoráveis fica na região Nordeste.

Várias empresas estão com projetos prontos, à espera da definição do marco regulatório e do momento adequado para investir. O  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)  já recebeu pedidos de licenciamento ambiental para 20 empreendimentos em sete Estados, que somam uma oferta de aproximadamente 40 GW.

A Petrobras solicitou ao Ibama a licença ambiental para instalação do projeto-piloto de uma torre eólica offshore no campo de Ubarana, litoral do Rio Grande do Norte. Com 5 MW de potência nominal, ela será conectada através de um cabo submarino elétrico-óptico à plataforma de Ubarana 3 e terá equipamentos para mensurar o potencial da região, já estimado em 140 MW no RN e CE. O objetivo da empresa é desenvolver conhecimento na atividade, que pode eventualmente ser aproveitada para a eletrificação de plataformas de petróleo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Juiz rejeita pedido de anulação de nomeação da reitora da Ufersa

Ludmilla procurou o presidente para ser nomeada (Foto: BSV/Arquivo))
Ludmilla procurou o presidente para ser nomeada (Foto: BSV/Arquivo))

O titular da 8ª Vara da Justiça Federal do RN (JFRN), juiz Orlan Donato Rocha, rejeitou pedido de anulação da nomeação da reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professora Ludimilla de Oliveira. Considerou improcedente a demanda desencadeada nesse sentido pela deputada federal Natália Bonavidades (PT).

Ludimilla participou de consulta (pleito) interna na instituição e ficou em terceiro lugar, no dia 15 de junho do ano passado (veja AQUI).

O mais votado foi o prefessor Rodrigo Codes.

Votação

Rodrigo Codes – 35,55%
Jean Berg – 24,84%
Ludimilla de Oliveira – 18,33%
Josivan Barbosa – 12,94%
Rodrigo Sérgio – 6,33%

Com a prerrogativa de escolher qualquer um dos integrantes da lista tríplice (os três mais votados), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), optou por ela (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF) também tinha entrado com uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de anulação (veja AQUI).

Nota do Blog – Decisão coerente do magistrado. Contra Ludimilla pesa a quebra de uma tradição no ambiente acadêmico de respeito à escolha pelo mais votado. Ela preferiu costurar nos bastidores o aval presidencial por seu nome. Questão ética que parece não lhe perturbar. Tinha a obsessão de ser reitora a qualquer custo. É reitora.

Conheça AQUI o perfil da reitora.

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O começo do sonho de um parque tecnológico

tecnologia, parque tecnológico,Por Josivan Barbosa

Durante a semana o assunto de Mossoró a Brasília foi a possibilidade do município ser dotado de um parque tecnológico. A Universidade do Semiárido está levantando a bandeira e, inicialmente, conta com um compromisso do deputado federal Girão (PSD) para a colocação de recursos no OGU 2022.

Tudo bem que o valor anunciado só seria suficiente para a contratação de uma empresa especializada para elaborar o projeto executivo das edificações do parque tecnológico, mas, já é alguma coisa nesses anos de escuridão no que diz respeito à recursos do MCT&I (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

Não há qualquer possibilidade da bancada colocar uma Emenda de Bancada para o projeto do Parque Tecnológico do Semiárido (provável nome) sem que haja uma proposta clara e viável do que seria esse projeto. Por isso que a contratação dessa empresa com os recursos que serão alocados no OGU 2022 deverá ser o caminho mais curto para que a Universidade do Semiárido consiga iniciar a gestão política para a implementação do projeto.

Parcerias são fundamentais

A Universidade do Semiárido precisa compreender que somente contando com a parceria e a consultoria de universidades públicas que se tornaram referência nacional na gestão de parques tecnológicos, é que avançará nesse projeto. Nesse sentido, as universidades públicas de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e a nossa vizinha Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) são referência no país e podem facilitar e fazer com a Universidade do Semiárido avance com mais firmeza e acertos no projeto.

Um projeto dessa natureza não avança sem uma sintonia clara e coerente com a nossa competente UFRN. É necessário o envolvimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do RN e o comprometimento político da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Não conseguimos compreender como a Universidade do Semiárido quer instalar um parque tecnológico sem dialogar com a UFRN e com o seu projeto do Parque Tecnológico denominado de PAX que tem encontrado muitos gargalos. Se o RN tem um PAX que ainda não avançou, como os nossos representantes políticos em Brasília vão justificar junto ao MCT&I a instalação de um novo parque tecnológico se o primeiro ainda não consegue sequer dar os primeiros passos.

Plano de Desenvolvimento do Semiárido

Esse tema já foi abordado neste espaço no ano passado. Novamente é necessário voltar ao assunto. Durante a semana a Universidade do Semiárido anunciou no seu site que está passando para a condição de protagonista na implementação da gestão política do Plano de Desenvolvimento do Semiárido.  A pergunta que não quer calar é: quem da nossa instituição assumirá a liderança para trabalhar o Plano de Desenvolvimento do Semiárido? Em primeiro lugar é importante que se diga que esse plano envolve praticamente as ações do Governo Federal na gestão política do Projeto de Integração do São Francisco (PISF).

Estamos tendo o cuidado de acompanhar, em detalhes, durante os últimos 15 anos toda a evolução da gestão política desse projeto e, até o momento, não conhecemos efetivamente a participação da Universidade do Semiárido nesse projeto de integração de bacias que oficialmente é denominado de PISF.

A missão da Universidade do Semiárido é árdua. Sem ter participado do PISF, está se candidatando para ser protagonista do Plano de Desenvolvimento do Semiárido.

Um exemplo para a Universidade do Semiárido

A nossa coirmã Universidade Federal do Espírito Santo, sem nenhuma tradição no ensino de Ciências Agrárias no país, conseguiu instalar um importante projeto de fruticultura voltada para a agricultura familiar.

Com foco na fruticultura, a iniciativa envolve a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a Embrapa Mandioca e Fruticultura e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O objetivo é que a região seja capaz de produzir 1.250 toneladas de frutas ao ano a partir do segundo ano de implementação do novo projeto.

Com 70 hectares, a fazenda da universidade já produz banana, abacaxi, goiaba, graviola, acerola, citros e cajá. A ideia é que os produtores possam receber a capacitação com todas as variedades de frutas no campus.

É importante lembrar que a Fazenda Experimental da Universidade do Semiárido possui uma área de 419 hectares e se encontra no epicentro do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, o segundo mais importante do Semiárido. A Fazenda da Ufersa possui dois poços profundos o que facilitaria muito um projeto dessa natureza.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Mossoró é uma realidade crescente como polo de saúde na região

Mossoró está paulatinamente se transformando num polo de saúde, com características diferenciadas de qualquer município do interior do Nordeste e até de algumas capitais. Hospitais privados e públicos, a maior teia do Sistema Único de Saúde (SUS) do interior do estado, diversas clínicas e especialidades, planos de saúde e centenas de profissionais estão formando uma referência na área.Medicina e tecnologia, faculdades de medicina

Só esse ano, Universidade do Estado do RN (UERN) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) colocam 100 novos médicos no mercado. A instituição estadual com 60 e os demais da Ufersa.

Importante se acrescentar, que ambas são públicas. E no caso da Uern, mais de 60% desses profissionais atuam, hoje, no Rio Grande do Norte. Desde a criação do curso, 11 turmas já foram formadas.

Em quatro anos, a Faculdade de Enfermagem e Medicina de Mossoró (FACENE/RN), que é privada, aprontará a primeira turma de 118 formandos.

Ou seja, anualmente serão 218 formandos em Medicina saídos dessas três instituições.

Discute-se também a criação de um Hospital Universitário, que poderá ser no âmbito da Ufersa.

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Janaína Holanda é convidada para Desenvolvimento Social

A jornalista e assistente social Janaína Holanda foi convidada para ser secretária municipal do Desenvolvimento Social e Juventude, gestão do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade).

Janaína: nome bem relacionado (Foto: marcelo )
Janaína: nome bem relacionado (Foto: Eduardo Mendonça )

Até bem pouco tempo ela era pró-reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

O cargo seria ocupado inicialmente pelo professor Almir Mariano, também dos quadros da Ufersa. Porém, houve dificuldade de cessão dele à municipalidade (veja AQUI).

Nota do Blog – Excelente escolha, sem desmerecer Mariano (que não conheceu). Janaína domina demais o setor, é também servidora de carreira do município e muito bem relacionada.

Espero que tudo se acomode para ela deslanchar nessa pasta. Sucesso.

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Hospital do Vale do Jaguaribe pode ser alternativa para RN

Por Josivan Barbosa

Na semana passada colocamos neste espaço (veja AQUI) que o Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ) deveria se transformar na opção número 1 para os estudantes de Medicina da Universidade do Semiárido como espaço de desenvolvimento das atividades práticas do curso.

Implantado em localização estratégica, nas proximidades da BR-116 no entrocamento entre Limoeiro do Norte, Russas e Morada Nova, o HRVJ funcionará para dar cobertura à Macrorregião Litoral Leste/Jaguaribe, garantindo atendimento médico-hospitalar à população de pelo menos 20 municípios. Contará com unidades de emergência e urgência, ambulatório, centro de imagem e diagnóstico, centro de parto, centro cirúrgico com seis salas, e enfermarias clínica, cirúrgica, traumatológica e pediátrica, somando 304 leitos.

Construção de hospital deve ensejar inauguração ainda esse ano no Ceará (Foto: autor)
Construção de hospital deve ensejar inauguração ainda esse ano no Ceará (Foto: autor)

Terá ainda Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal e UTIs neonatal, pediátrica e adulta, além de espaço para ensino e pesquisa.

A nova unidade vai ampliar a rede da Secretaria de Saúde do Ceará (SESA), que hoje possui três hospitais regionais em operação: o Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral; o Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte; e o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim. O Consórcio Marquise/Normatel é o responsável pela construção.

A estimativa é que o HRVJ seja equipado e entre em funcionamento ainda em 2021.

O HRVJ como alternativa número um

            O Hospital Regional do Vale do Jaguaribe terá três vezes mais capacidade de receber alunos de Medicina para desenvolver a parte prática do curso do que o nosso Hospital Regional Tarcísio Maia e fica localizado a apenas 70 min de deslocamento de Mossoró até a sua sede, ou seja, pouco mais de 100 km de distância.

A Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) é a única instituição de ensino superior que oferece curso de Medicina e que fica localizada no raio de atuação do referido hospital. Seria o mesmo grau de dificuldade em termos de logística de deslocar os nossos discentes para o Hospital Geral de Assu, se aquele hospital tivesse condições de receber os nossos discentes para realizar as atividades práticas.

A Ufersa precisa se antecipar e procurar a Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Ceará e buscar apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), do MEC e do Ministério da Saúde para viabilizar essa importante parceria, que preencherá uma lacuna no currículo dos nossos discentes de Medicina enquanto o Hospital Universitário do Semiárido não é construído.

Maquete do hospital cearense (Reprodução BCS)
Maquete do hospital cearense (Reprodução BCS)

Recursos federais

            As universidades federais e os demais órgãos que necessitam de repasses de recursos do OGU correm o risco de passar por sérias dificuldades nesse início de ano. O problema é que a equipe econômica prepara um decreto de programação orçamentária e financeira que deve prever um “bloqueio preventivo” mais restritivo nos pagamentos de despesas deste ano. A ideia é que o “bloqueio” não seja linear, como feito em anos anteriores. O decreto de programação orçamentária e financeira, que está sendo analisado, deverá fixar, para algumas despesas, o limite de 1/18. Segundo fontes da área econômica, o assunto está em análise, mas, ainda não há uma decisão tomada.

Na proposta orçamentária, o governo estimou uma inflação no ano passado, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de apenas 2,09%. Esse foi o percentual utilizado para corrigir o salário mínimo, que é o piso dos benefícios previdenciários e assistenciais, bem como os benefícios de valor acima do mínimo. O problema é que o INPC ficou em 5,45%.

Shutdown

O governo está, agora, refazendo suas contas, levando em consideração o INPC de 5,45%. As avaliações preliminares da área técnica indicam que o impacto do INPC, somado ao gasto adicional com a prorrogação da desoneração da folha de salários para 37 setores da economia, elevará as despesas obrigatórias em cerca de R$ 20 bilhões.

Com isso, o governo será obrigado a realizar um contingenciamento mais drásticos nas despesas discricionárias, principalmente nos investimentos. O corte mais profundo nos investimentos e no custeio da máquina terá que ser feito para que o governo possa cumprir o teto de gastos da União neste ano. Os técnicos admitem que existe o risco de paralisia de alguns serviços públicos, o chamado shutdown.

Parque Tecnológico

         O segundo projeto mais importante da Universidade do Semiárido para a década que se inicia é a instalação de um parque tecnológico. São poucas as universidades federais que ainda não avançaram nesse tema. A instalação de parques tecnológicos nas universidades federais tem se tornado umas das excelentes oportunidades para captação de recursos nos diferentes ministérios. Não há saída para a nossa IFES. Basta seguir o exemplo das universidades federais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

O assunto de um parque tecnológico para a nossa Ufersa foi iniciado em 2012, mas se perdeu nos últimos oito anos sem qualquer rumo. Na próxima semana retornaremos neste espaço com o referido tema.

Novo parque eólico no RN

         Reforçando o compromisso de tornar sua matriz energética mais renovável, a Braskem acaba de fechar um acordo de compra de energia com a Casa dos Ventos, uma das maiores investidoras na fonte eólica do país.

O contrato, que supera R$ 1 bilhão, tem prazo de 20 anos e vai viabilizar a construção de um novo parque em Rio do Vento, complexo eólico com capacidade instalada total de 504 megawatts (MW) que está sendo desenvolvido pela Casa dos Ventos no Rio Grande do Norte.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)