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Kadu Ciarlini cuida de marketing de Rosalba

Rosalba tem retaguarda já cuidada por Kadu (Foto: Arquivo)
Rosalba tem retaguarda já cuidada por Kadu (Foto: Arquivo)

Quem melhor conhece a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), a ponto de cuidar do marketing das suas últimas duas campanhas municipais, está de volta aos bastidores: Kadu Ciarlini, seu filho.

Ele tem conduzido material de expectativa (“teaser) em redes sociais, nessa fase em que Rosalba e seu grupo se mexem à viabilização de alianças, nome a vice e pré-candidatura.

A tarefa está em boas mãos.

Falta a “Rosa”, finalmente, anunciar que irá à disputa.

Até aqui, nada.

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Temendo outra “surpresa”, Carlos Augusto procura novo marqueteiro

Carlos manteve na campanha da mulher, o filho Kadu como marqueteiro, que jogou campanha "no mato" (Foto: arquivo)
Carlos manteve na campanha da mulher, o filho Kadu como marqueteiro, que jogou campanha “no mato” (Foto: arquivo)

Líder do rosalbismo, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado começou a sondar nomes para o marketing da mulher e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Daquele seu jeito, quase invisível.

Ela será candidata à Assembleia Legislativa em 2022.

Carlos não quer repetir o erro crucial de 2020, quando entregou tudo nas mãos do filho Kadu Ciarlini e testemunhou uma vitória certa se transformar em desastre eleitoral catastrófico.

Dessa feita, mais precavido e “vacinado”, deseja apostar em nome com experiência e equipe mais tarimbada. Kadu deve ficar numa posição secundária.

“Milagre”

Em 2020, faltando pouco mais de dez dias para fim da campanha, com pesquisas apontando derrota iminente da favorita “Rosa”, Carlos importou o marqueteiro baiano Raimundo Luedy para tentar uma reviravolta. Ele é nome consagrado do marketing político e eleitoral no país e já tinha trabalhado com Rosalba na campanha ao governo estadual em 2010.

À mesa, vendo números de pesquisas e peças de propaganda à vista, ele admitiu: “Está perdida, mas vamos tentar um milagre”.

O milagre não veio.

Deu Allyson Bezerra (Solidariedade). Aquele mesmo adversário que militantes e agitadores de redes sociais rosalbistas tratavam por “abestalhado”, “deputadozinho”, “Silveirinha 2” (alusão ao ex-prefeito Francisco José Júnior) e que Rosalba coroou em desprezo fatal com o epíteto “menino pobrezinho” (veja AQUI).

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Indústria terá máquinas levadas, após promessa de 500 empregos

Algumas máquinas deverão ser levadas, o que causa preocupação a ex-trabalhadores (Fotomontagem BCS)
Algumas máquinas deverão ser levadas, o que causa preocupação a ex-trabalhadores (Fotomontagem BCS)

No dia 4 de julho de 2018 (veja AQUI), à porta da campanha estadual que teve seu filho Kadu Ciarlini (PP) como candidato a vice-governador (chapa de Carlos Eduardo Alves-PDT), a então prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) anunciou: a indústria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) seria reaberta em Mossoró.

Agora, quase três anos depois, integrantes da associação de ex-trabalhadores que tentam receber seus direitos trabalhistas há quase sete anos (veja AQUI detalhes), denunciam que algumas máquinas serão removidas.

Conforme decisão judicial, serão retirados alguns equipamentos da fábrica unidade do Nordeste para atender um credor não sujeito à RJ (Recuperação Judicial). A empresa estará acompanhando este processo para que nenhum dano seja causado à fábrica e ajustará suas estratégias para garantir a continuidade do seu Planejamento“, comunicou laconicamente o grupo controlador dessa indústria, em Tubarão (SC), quando provocada pelos ex-trabalhadores a dar informações.

José Ronaldo relata situação (Foto: arquivo)
José Ronaldo relata situação (Foto: arquivo)

Segundo José Ronaldo da Silva, um dos líderes dos ex-empregados, “nosso medo é que eles acabem levando outros equipamentos e deixando mesmo só o prédio. Cada dia fica mais difícil a gente receber o que tem direito e essa fábrica voltar a funcionar”.

Ano eleitoral e fila de iludidos

A promessa, em ano eleitoral (vale ser lembrado de novo), era de que após as eleições em dezembro de 2018, as máquinas retomariam atividades, com estimativa de proporcionar 500 empregos diretos e indiretos, uma deslavada mentira.

A prefeitura estimulou apresentação de currículos e filas com  cerca de 2,4 mil pessoas (veja AQUI). Nunca ninguém arranjou empregou sequer de ASG por lá, por essa suposta seleção.

Na verdade, de lá para cá, essa empresa que passou por processo de recuperação judicial e mudou denominação para “TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A”, nunca produziu uma telha que pudesse servir à cobertura da casinha de um cachorro da raça pinscher.

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI).

Estamos em março de 2021 e a Recuperação Judicial não tem desfecho favorável às vítimas, incluindo muitos credores (prestadores de serviços e fornecedores).

Nota do Blog – O enredo ainda deve ser esticado com muitas mentiras, milhões e uma fila de iludidos.

Propaganda enganosa foi muito útil, eleitoralmente em 2018 (Reprodução/arquivo)
Propaganda enganosa foi muito útil, eleitoralmente, em 2018 (Reprodução/arquivo)

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Rosalbismo faz a campanha mais delicada de sua trajetória

Por João Paulo Jales dos Santos

Rosalba Ciarlini (PP) construiu, inegavelmente, uma carreira política exitosa. Com a exceção de sua derrota na condição de vice na disputa para o governo do estado em 1994, todas as outras disputas em que participou, disputando sempre como cabeça de chapa, saiu-se vitoriosa.

De derrotas que se possa falar, há aquelas de candidaturas que ela apoiou, mas não conseguiram triunfo eleitoral, como a derrota de Luiz Pinto, em 1992, a não reeleição de sua irmã Ruth Ciarlini, em 2006, e a recente derrota de Carlos Eduardo Alves ao Governo do RN.

Das quatro vezes que disputou a prefeitura, com a exceção do pleito de 1996, enfrentou oponentes que tiveram relativo grau de competitividade. Coincidentemente, tanto Laíre Rosado (em 1988), como Fafá Rosado (em 2000) e Tião Couto (em 2016) ficaram na casa, ou próximo, dos 40% dos votos.

Contraste bastante diferente das eleições de 2006 e 2010 (Senado e Governo do RN), em que chegou a tirar mais de 80% dos sufrágios nas urnas.

Rosalba chega à campanha com imagem desgastada e um culpado de plantão: Francisco José Júnior (Foto: assessoria)

Tendo edificado uma carreira política bem-sucedida, baseada no populismo carismático, com cooptação agressiva de aliados, tendo habilidade em movimentar o tabuleiro político, com a máquina pública como ampliadora de sua base político-eleitoral e um portfólio de obras que lhe serviram de vitrine administrativa, o Rosalbismo fez de Rosalba uma das maiores lideranças da história moderna mossoroense.

Com um histórico desses, é de se estranhar que a prefeita esteja numa delicada situação de reeleição. O que mudou, então?

A fórmula populista do projeto já não atende às expectativas da Mossoró da segunda década do século XXI. O projeto que outrora conseguiu soar como moderna, agora escancara o atraso em suas raízes mais profundas. E o humor social nutrido em admiração a figura da líder carismática se transformou em cizânia popular.

Não é de se estranhar que uma líder que até pouco tempo praticamente não era contestada em seu território de mando, apresente um comportamento desestabilizado, quando em seu 4º mandato, enxerga que não mais é a política onipotente que sempre se acostumou a ser. A forte contestação social que encara nesse momento mostra que os limites do Rosalbismo chegaram a seu ponto de entrave. E os germes da provável derrota daquela que imaginou ser a líder suprema de sua urbe, remonta há bem pouco tempo.

A imagem de Rosalba em sua desastrosa passagem pelo governo do estado teve reflexos em Mossoró. Na eleição de 2012, com fartas provam que evidenciam o abuso do poder econômico e político daquele pleito, a candidata amparada pelo grupo venceu com a menor margem das candidaturas já pertences as hostes do Rosalbismo. Após a prematura saída de Cláudia Regina da prefeitura, o Rosalbismo não conseguiu delinear os passos que viriam a seguir.

Um alerta para a oligarquia, tão acostumada a mexer, a seu sabor, nas peças do xadrez da política mossoroense. Tiveram que engolir a seco a candidatura de Francisco José Junior, tendo que apoiá-lo nos bastidores.

Cláudia e Francisco, a despeito das diferenças de seus estilos político, marcaram um fato importante. Eles foram, em décadas, e consecutivamente, os mais recentes políticos não Rosado, a ocuparem o Palácio da Resistência. Nem seus vices carregavam o sobrenome Rosado.

Em 2014, fatos relevantes teriam reflexos que seriam sentidos 2 anos depois. O Sandrismo não reelegeu Larissa e Sandra. Para a Assembleia Legislativa, nenhum Rosado foi eleito. A família ficou com apenas um assento na Câmara dos Deputados. Já em 2016, após quase 3 décadas de intensa rivalidade, Rosalbismo e Sandrismo se uniram.

O empresário e novato na política, Tião Couto, cresceu na reta final daquela campanha, ficando em 2º lugar, sem ter o apoio expressivo de alguma das alas da oligarquia. Tião conseguiu canalizar, em sua postulação, a insatisfação popular, já crescente, contra a família. Os Não Rosado somaram 65.114 votos, incluindo a votação da candidatura do desistente Francisco José Junior.

E 2016 deu à oligarquia uma forte mensagem que desaguou 2 anos depois, no pleito de 2018, de forma muito expressiva.

É em 2018 que os germes do desgaste que vinham batendo à porta se concretizam. Os maiores representantes da cidade na assembleia estadual seriam uma vereadora de um partido que pouco de representatividade teve no histórico político mossoroense, Isolda Dantas; e um nome que causou imensa surpresa nas urnas, Allyson Bezerra. A isso soma-se a vitória de Fátima Bezerra, numa candidatura que em Mossoró pouca tinha de estrutura político-partidária, contra a imensa estrutura que a prefeitura disponibilizou para Carlos Eduardo.

Carlos Eduardo, Rosalba e Kadu: derrota (Foto: arquivo/2018)

A prefeita Rosalba era incisiva em dizer que votar na chapa Carlos-Kadu (seu filho que nunca fora candidato a qualquer cargo eletivo), era o mesmo que votar nela. Os nomes da oligarquia tiveram aquém do esperado à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, tendo que enfrentar uma avalanche de candidatos que caíram na graça da população e amealharam expressivas votações.

A família só não passou maior sufoco porque numa decisão dúbia, que ainda se arrasta nas entranhas jurídicas, o deputado federal Beto Rosado conseguiu a vaga de Fernando Mineiro (PT) e ser reeleito à Câmara.

Os Rosados já não mais ditavam sozinhos as regras da política local.

Chegando em 2020, com um cenário de enormes dificuldades econômica, social, de saúde e infraestrutura, Rosalba encara a eleição que pode por fim à sua aura de invencível. A população avalia a gestão a partir do momento que a prefeita foi eleita em 2016. De nada adianta usar o nome de Francisco José Junior como mantra para todas as dificuldades enfrentadas no município.

Rosalba foi eleita com o mote de que iria “reconstruir” a cidade, “fazer acontecer”. Está na sua cota a responsabilidade da condução da cidade, é assim que a população avalia seu governo.

Mesmo estando fracionada, a oposição encontrou sua candidatura consistente. Allyson Bezerra saltou e deixou para trás as postulações de Isolda Dantas e Cláudia Regina. A primeira porque mesmo tendo a estrutura do governo do estado a sua disponibilidade, é uma candidata que atrai fácil rejeição.

Diante de uma rápida queda já na largada da campanha, Isolda restringiu sua candidatura ao lulopetismo, mas sem nem ao menos contar com o apoio dos lulistas, que não necessariamente são petistas. Acabou ficando restrita àquele campo que as outras candidaturas do PT tiveram em Mossoró, os simpatizantes que solidamente votam na legenda.

Já Cláudia, evocou 2012 em 2020, e soou como obsoleta. O saudosismo que trouxe à sua campanha fez com que tivesse o apoio apenas daqueles que são seus seguidores sólidos, e que representam pequena fatia do eleitorado que em 2012 lhe deu 50,90% dos votos.

Vale lembrarmos que 2012 foi uma campanha controversa, em que Cláudia venceu por pouco, e atraiu a rejeição de quase metade do eleitorado. Além do erro estratégico, neste 2020, Cláudia não pode contar com o apoio do Rosalbismo, a base de sustentação que lhe alçou à prefeitura.

Tanto Cláudia, como Isolda, piamente chegaram a pensar que suas candidaturas seriam o nome a polarizar com Rosalba. A brutal retração que sofreram causou efeitos psicológicos em suas militâncias, que enxergaram em Allyson um adversário até mais perigoso do que o Rosalbismo. O sentimento na militância da petista e da demista foi de que o candidato do Solidariedade tomou o lugar que seria de uma das candidatas.

O superlativo crescimento de Allyson se dá por um elenco de fatores que convergiram para seu nome. Não bastava tão somente o desgaste popular da prefeita, era necessária uma postulação que canalizasse essa insatisfação, e Allyson conseguiu tal feito, tendo ainda desidratado Isolda e Cláudia.

O candidato conseguiu sair da zona do que poderia ser uma candidatura vista pela população como meramente oposicionista, para adentrar no seio de uma parcela do eleitorado que até recentemente era rosalbista. Seu nome é aceito da esquerda à direita, de bolsonaristas a lulistas, tendo se acomodado nas classes média baixa e mediana, conseguindo ainda fazer incursões nas altas camadas da sociedade, que estão majoritariamente com Rosalba.

Sua coligação conta somente com seu partido (Solidariedade) e o PSD, o que a princípio poderia ser um fator que prejudicaria a estrutura de campanha de sua postulação, mas se tornou um ponto favorável. Por serem dois partidos que não tem uma identificação construída junto ao eleitorado, não causando sentimentos mistos, acabou tornando ainda mais fácil o trânsito de sua candidatura junto a diferentes segmentos sociais.

Allyson comanda uma campanha focada tão somente no local, não tem o apoio de grupos políticos de expressividade regional ou nacional, o que acabou por trazer uma espécie de neutralidade em torno de si. Conseguiu montar uma estrutura de campanha, que mesmo não sendo do mesmo porte de sua principal adversária, se mostrou organizada, hábil e articulada. Sua candidatura tem uma estratégia político-eleitoral com muitos acertos e pouquíssimos erros.

Mostrou ser um candidato carismático, em que o eleitor facilmente se identifica. Sua trajetória de vida, a narrativa consistente e bastante popular, de quem supera todos os obstáculos para ascender socialmente, caiu no gosto das massas. E pode fazer com que um grupo que historicamente é pouco interessado, os jovens, compareça em peso nas urnas para apoiar o seu nome.

Allyson conseguiu o mais importante para sua campanha: adentrar as periferias da classe popular, os grotões da imensa massa de excluídos. Sua campanha nessa reta final cresce sobremodo. Se em 2018, o Rosalbismo viu o voto silencioso conduzir a vitória de Fátima Bezerra, Allyson pode chegar ao Palácio da Resistência juntando um eleitor energizado com um o voto de silêncio do eleitorado menos engajado.

Independente do resultado das urnas do domingo de 15 de novembro, Allyson já fez história. Mesmo que sofra uma derrota, se dará por uma margem pequena. Caso perca, projeta seu nome para ser o campeão de votos em 2022, podendo chegar como favorito em 2024. Caso vença, assumirá uma cidade em calamidade pública. Terá que gerir a bancarrota que a gestão Rosalba Ciarlni lhe entregará.

O ‘menino pobrezinho’, vencendo a eleição, terá em suas mãos a chance de melhorar os indicadores sociais e econômicos de Mossoró, e abrir uma nova página na história política da cidade. Se vencer, que assim seja.

João Paulo Jales dos Santos é graduado em Ciências Sociais pela Uern

Carlos e Rosalba são pouco convincentes com pesquisa

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado e a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) andaram circulando por alguns endereços em Natal, com uma pesquisa eleitoral debaixo do sovaco.

Foram pouco convincentes.

Houve quem lembrasse que em 2018, para levar o sistema Alves a colocar o filho Kadu Ciarlini (PP) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao governo estadual, Carlos usou o velho ‘truque índio’ da pesquisa, com supostos 74% de aprovação administrativa da “Rosa”.

Depois de fechada a chapa Carlos-Kadu, a primeira pesquisa encomendada pelos Alves constatou o ‘conto do vigário’.

A prefeita Rosalba Ciarlini tinha perto de 60% de reprovação.

Aí já era tarde demais.

A besteira já estava feita.

A chapa Carlos-Kadu foi derrotada nos dois turnos em Mossoró por Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB), que quase não fez campanha no município nos dois períodos de campanha.

Como se diz lá no meu sertão, “cachorro picado por cobra tem medo de linguiça”.

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Filha da prefeita Rosalba Ciarlini sai de governo municipal

Do Blog da Chris

A estilista Lorena Ciarlini, filha da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), usou sua rede social neste domingo (16) para comunicar seu desligamento da Secretaria de Desenvolvimento Social. Lorena ocupava a pasta desde o início da atual gestão.

Lorena sai do governo da mãe, assim como ocorreu com o mano, em meio à festa de arromba (Fotos: Blog da Chris e arquivo)

O motivo? Sua aprovação no vestibular de Medicina da Facene.

Festa de arromba

A propósito, no sábado, 08 de agosto, aconteceu na casa de praia da família Ciarlini uma festa de arromba, embalada pela dupla forrozeira Sirano e Sirino, para exaltar o ingresso dela e do irmão e ex-secretário (que ficou menos de três meses), Kadu Ciarlini, no mesmo curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança (FACENE), empresa privada.

Faça o que digo, mas não faça o que eu faço. Por lá, uma grande aglomeração de amigos, correligionários, ignorando o que a própria propaganda da prefeitura prega quanto às prevenções a Covid-19.

Bem, mas deixa pra lá, eles podem!

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Rosalbismo quer fechar apoio total da construção civil

A cúpula do rosalbismo trabalha em silêncio, sem maiores alardes, cartada para fechar apoio uníssono do segmento da construção civil ao projeto de reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Na costura, a ‘isca’ é um pacote de obras que deve ser fragmentada ao máximo para contemplar o setor.

Trata-se do empréstimo do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), no valor de R$ 146.500.000,00 (cento e quarenta e seis milhões e quinhentos mil reais), assinado com a Caixa Econômica Federal (CEF) – veja AQUI.

Nomes da oposição

Nessa articulação política, um foco é atrair nomes de peso que estão em lado antagônico. O raciocínio é de que desfalcando a oposição nesses componentes, a eleição da “Rosa” passará a ser um passeio sem sustos.

Toda essa operação administrativo-financeira e política à cata de empréstimo começou ainda no primeiro ano de governo (2017), com expectativa de ser desencadeada em 2018. Acabou não se viabilizando a tempo de ‘bombar’ no município, na campanha estadual em que Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita, foi candidato a vice-governador.

A Caixa libera a primeira parcela, que corresponde a 20% do valor globalizante, ainda neste mês. As demais serão liberadas de forma gradativa.

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Rosalba empossa hoje dois novos nomes em seu secretariado

Isaura e Jacqueline: nomes conhecidos (Fotomontagem BSV)

A Prefeitura Municipal de Mossoró promove mudanças no secretariado.

Através de publicação de portarias no Jornal Oficial do Município (JOM), a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) altera titularidade das pastas do Gabinete e da Cultura, como posse marcada para as 10 horas desta sexta-feira (28) no Palácio da Resistência.

No Gabinete, a assistente social Fernanda Kallyne Rego de Oliveira é substituída pela contabilista Jacqueline de Souza Amaral.

A professora e cunhada de Rosalba, Isaura Amélia Rosado, entra no lugar do arquiteto Eduardo Falcão.

O porquê

As mudanças ocorrem por razões distintas. No gabinete, Fernanda Kallyne teve filho recentemente e precisa se dedicar à maternidade.

Na Cultura, a prefeita precisa de alguém com maior experiência na pasta, para apostar todas suas fichas principalmente numa festa grandiloquente – o Mossoró Cidade Junina (JOM) 2020, que tentará inflar ao máximo de olho em seus efeitos político-eleitorais também.

O arquiteto Eduardo Falcão balançava no cargo há tempos.

Perfis

Jacqueline Amaral é o quarto nome do Gabinete da prefeita em pouco mais de três anos. Ela já compôs outros governos locais, como titular no Abatedouro Frigorífico e Industrial de Mossoró (AFIM) na gestão Dix-huit Rosado (1993/1996), além de Saúde em administrações Fafá Rosado, Cláudia Regina (DEM) e Francisco José Júnior (PSD, hoje sem partido).

O cargo já teve Kadu Ciarlini (PP), filho da governante, que ficou menos de três meses na cadeira, além de Edna Paiva e Fernanda Kallyne que tomou posse em 30 de maio do ano passado (veja AQUI).

Isaura Amélia já esteve à frente da Cultura com a própria Rosalba Ciarlini, além de ter tido passagem pela Fundação José Augusto (FJA) nos governos estaduais de Wilma de Faria (já falecida), a própria Rosalba e Robinson Faria.

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Um pedido à prefeita Rosalba Ciarlini

Prefeita Rosalba Ciarlini,

Peço-lhe que ordene os editores e responsáveis por blog apócrifo que atende aos legítimos interesses políticos da senhora e do seu grupo, mesmo sob anonimato (ou máscaras), a retirada do ar de matéria chula, de duplo sentido, que ridiculariza em tom misógino e objetificação sexual a governadora Fátima Bezerra (PT).

Esse, com certeza, não deve ser um prazer pessoal à senhora, mesmo que anime e galvanize centenas ou milhares de internautas e eleitores, às gargalhadas, com essa desprezível postagem.

Lembro bem à época em que a senhora foi atacada de forma vil nos anos 90 num jornal impresso de Mossoró, sem que o algoz a poupasse como mulher e mãe, a mãe de jovens/crianças como Kadu (está ouvindo?), Marlus, Karla e Lorena.

Com certeza, isso não é jornalismo, não é política nem deve ser tratado como marketing político-eleitoral. É vômito, esgoto. Insalubridade moral.

Por respeito não apenas à Fátima, mas principalmente a todas as mulheres, às mães, filhas, irmãs, avós, bisavós, não publicamos aqui o link e o print da postagem em relevo – que está sendo disparada há horas em grupos de WhatsApp, como estratégia de divulgação em massa.

Não concorreremos para emporcalhar mais ainda a Internet nem nodoar esta página que é sempre crítica, mas nunca baixa e imunda.

É só.

Carlos Santos – Editor do Blog Carlos Santos.

P.S – 14h20 – Ao Sr. Carlos Santos

A respeito da postagem intitulada ” Um pedido à prefeita Rosalba Ciarlini” veiculada no blog do Carlos Santos, de hoje, que atribui à Prefeita Rosalba Ciarlini conteúdo de ofensas à Governadora Fátima Bezerra, requeremos que seja informado:

a) o conteúdo das ofensas referidas;
b) qual o blog apócrifo que postou/veiculou tais ofensas; e
c) qual a prova de ligação que se faz entre a Prefeita e o suposto blog.

Essas informações e esclarecimentos são importantes para que se possa, dada sua gravidade, tomarem as medidas cabíveis, inclusive judiciais.

Secretaria Municipal de Comunicação

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As rédeas estão com Kadu Ciarlini

Ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró Kadu Ciarlini (veja AQUI) assumiu de fato (de direito, não) as rédeas da comunicação institucional e da imagem pessoal da mãe, prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Kadu (ao fundo) acompanha Rosalba, que é ladeada pelo vereador Francisco Carlos, em visita a uma obra (Foto: rede social)

É com ele.

Tudo passa por seu crivo para fazer ou desfazer o que, a seus olhos, estiver mal feito.

Tem sido sua rotina fechada e até nas ruas, bairros e zona rural de Mossoró ou alhures.

Na campanha de 2016 já fora assim.

Agora e adiante, também.

Ao trabalho, gente!

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Obra é paralisada outra vez à porta de nova campanha

Do Blog da Chris

No final do mês de outubro de 2019, a Prefeitura de Mossoró publicou em seus endereços virtuais um vídeo da construção da Creche Pro-infância do bairro Sumaré, em mais uma tentativa de ludibriar o povo, com a promessa de que a obra orçada em R$2.667.537,56 seria entregue até meados de 2020.

Ocorre que a obra já deveria ter sido entregue há muito mais tempo.

A obra, iniciada em setembro de 2018 (ano eleitoral em que o filho da prefeita Rosalba Ciarlini, Kadu Ciarlini, foi candidato a vice-governador), beneficiaria 300 crianças.

Era para estar concluída em 19 de setembro de 2019, caso tivesse sido cumprido o prazo estipulado, de doze meses, como mostra a placa a baixo. No vídeo, a prefeita não menciona o atraso.

Placa aponta dados da obra que parece sem fim e sofre mais uma paralisação (Foto: Blog da Chris)

Além de tudo, é forçoso destacar que as obras estão paralisadas e sem prazo para reinício. Ou seja, uma mentira atrás da outra.

Importante não esquecer: a mesma obra vai servir como peça de propaganda para a segunda eleição consecutiva. Foi útil, mesmo sem êxito, para a campanha de Kadu. Agora, tem serventia para a campanha de sua mãe, a prefeita e pré-candidata à reeleição.

Obra revela imagens diferentes do vídeo da propaganda da municipalidade (Fotos: Blog da Chris)

Nota do Blog – Existem várias outras na mesma situação e terão mesma finalidade, outra vez. Difícil saber se as paralisações são programadas para “retomada” coincidir com campanha ou se é mesmo decorrente de crise de caixa e gestão sofrível da municipalidade.

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Obra paralisada já se arrasta há 15 meses sem ser concluída

Com previsão de entrega para fevereiro deste ano e obras iniciadas em agosto do ano passado (2018), a restauração do Mercado do Bom Jardim em Mossoró está há várias semanas com serviços paralisados. Novamente, que se diga. Não é a primeira vez.

Comerciantes e usuários esperam desde a campanha eleitoral do ano passado a conclusão da obra (Foto: BCS)

Com custo de R$ 550.195,68, ela fez parte de mais uma peça de propaganda eleitoral de 2018, quando a prefeita tinha o filho Kadu Ciarlini (PP) candidato a vice-governador.

Durante a campanha, Rosalba esteve no local para “visita”, além de ter sido feita forte divulgação sobre licitação e ordem de serviço.

Caminha para servir para outra campanha: agora a de 2020, quando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) será candidata à reeleição.

Vereadores fiscalizaram obra

São 15 meses se arrastando, sob responsabilidade da Ideal Engenharia Ltda. – ME.

No último dia 1º de agosto (há quase quatro meses), os vereadores Ozaniel Mesquita (PL), Petras Vinícius (DEM) e Raério Araújo (sem partido) estiveram no local fiscalizando o empreendimento que estava parado (veja AQUI). Ouviram muitas reclamações e surgiu promessa de que tudo seria retomado e rapidamente concluído.

Dia 1º de agosto a obra estava parada, constataram os vereadores Petras, Ozaniel e Raério (Foto: arquivo)

Nota do Blog – No dia 17 de julho de 2018 postamos notícia sobre licitação e importância da iniciativa  (veja AQUI), além de sugerirmos uma série de ações à melhoria desse equipamento público.

Em março deste ano, para destinar recursos ao Mossoró Cidade Junina, a prefeita Rosalba retirou dotação à recuperação desse mercado (veja AQUI).

Essa prioridade tem consequências até hoje. Positivas e negativas.

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Viagem oficial de Rosalba lembra ‘Farra das passagens aéreas’

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) fechou oficialmente ontem (domingo, 24), ciclo de viagem oficial a Barcelona (Espanha), iniciada há quase dez dias. Esse seu deslocamento à Europa é marcado por muitas interrogações, mistérios e informações desencontradas, que a própria Assessoria de Comunicação da municipalidade mossoroense ajudou a propagar, na ânsia de defendê-la ou justificar pontos vagos dessa jornada de além-mar.

Em vez de esclarecer, confundiu ainda mais a notícia que divulgou (veja AQUI), assinalando que a prefeita iria participar do Congresso Internacional de Cidades Inovadoras (SCEWC) em Barcelona, representando a municipalidade. Comporia delegação da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), com viagem financiada por essa organização.

No dia 14 deste mês, a prefeita comunicou oficialmente à Câmara Municipal o seu afastamento das funções por dez dias, passando o cargo à vice-prefeita Nayara Gadelha (PP). Atestou no enunciado que, “no período de 15 a 24 de novembro de 2019, estarei ausente do país, na cidade de Barcelona no Reino Espanha“. Até aí, aparentemente, tudo bem.

Em nenhum registro oficial, entretanto, a prefeita informou que na verdade o evento só teria duração de três dias (19 a 21 de novembro), em vez de dez. Em nenhum. O Blog Carlos Santos é que deu essa notícia em primeira mão (veja AQUI).

Em Lisboa, ao lado de delegação de Fátima, Rosalba posa desconfortável (única que não olha à câmera) - veja (Reprodução)

No sábado (16), a prefeita encontrou-se casualmente com delegação do governo estadual, comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT), no Aeroporto de Lisboa (Portugal). Na foto, acabaram aparecendo ao seu lado o filho Kadu Ciarlini, o secretário da Fazenda, Abraão Padilha,  além da esposa desse mesmo auxiliar.

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, seu marido, não figurou na pose fotográfica, apesar de estar no aeroporto. Vazou.

Até então, não havia informação de que o secretário fazia parte da comitiva, de modo formal e sob custeio do erário. Essa ‘novidade’ eclodiu no blog da jornalista e blogueira Thaísa Galvão na quarta-feira (20) – veja AQUI e AQUI.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró logo se apressou em reajustar a notícia que ela própria passara dia 14. A jornalista-blogueira reproduziu o que ouviu:

 

Com informação da própria PMM, Thaísa informa que prefeitura bancou viagem (Reprodução BCS)

“O Executivo Municipal está custeando as despesas da viagem da prefeita Rosalba Ciarlini e do secretário de Fazenda Abraão Padilha”.

“A Prefeitura também confirmou que as despesas do marido (Carlos Augusto Rosado) e filho da prefeita (Kadu Ciarlini), e da esposa do secretário, como o Blog publicou, estão sendo pagas pelos próprios, e não pelo poder público” (veja AQUI).

A princípio, tudo estava esclarecido. A princípio.

Mas é estranho que a Assessoria de Comunicação da PMM tenha passado essa nova versão, sem perceber outra saia justa em que meteu a administração: o secretário Abraão Padilha está em férias e não poderia ter gastos amparados pela municipalidade. Portaria que trata do afastamento e substituição foi publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) 535A de 13 de novembro.

Suas férias são no período de 14 a 24, praticamente o mesmo que Rosalba estabeleceu como ausência sua para evento na Espanha.

O que poderia ter sido publicado, sem maiores atropelos, era algo mais simples e trivial: a prefeita viajou prioritariamente para a Alemanha, precisamente Hamburgo, onde reside sua filha Karla, genro alemão Jan Nebendahl e prole.

A meia verdade parece mesmo política de governo e uma psicopatologia na vida da prefeita (Leia também: Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição).

Está claro e é inquestionável, que com ela viajaram os seus outros filhos que vivem no Brasil: Marlos, Lorena (secretária municipal do Desenvolvimento Social) e Kadu, além do marido Carlos Augusto Rosado e uma nora.

Afinal de contas, por que esconder que toda a família afivelou malas e partiu para a Alemanha?

Portaria identifica férias do secretário Abraão, contrariando informação passada pela própria prefeitura ao Blog Thaísa Galvão (Reprodução: BCS)

Camuflagem

Não se sabe com segurança até onde o erário cobre – ou não – a viagem da família. O Portal da Transparência da municipalidade não é o lugar mais confiável para se obter respostas definitivas (veja AQUI).

Se não há nada de errado, é incompreensível o jogo de esconde-esconde, versões desencontradas, informações inconsistentes ou silêncio incompreensível.

A camuflagem chega ao cúmulo de esconder a própria presença da prefeita e marido em fotos que os filhos publicaram em redes sociais, na Alemanha, como se estivessem lá de forma secreta e não pudessem aparecer em qualquer confraternização.

Dois vídeos, mesma roupa

Sobre o evento na Espanha, apareceram registros em dois vídeos, em datas distintas, no Instagram da prefeita. Assim mesmo, ela socada na mesma roupa – como se estivesse a 48 horas sem sair do local.

Em plataformas virtuais da municipalidade, até dia passado existiam algumas fotos numa mesma postagem, com breve relato de sua presença, nada mais consistente.

Como política, Rosalba tem antecedentes que a deixam sob suspeição, quando a questão é a mistura do que é público com o privado – próprio da tradição patrimonialista do poder no Brasil. Obriga qualquer contribuinte a desconfiar. Sempre.

“Farra das Passagens Aéreas”

Senadora da República (2007-2010), ela foi protagonista da denominada “Farra das passagens aéreas”. Acabou flagrada dando vazão a mais de 240 passagens aéreas para familiares e amigos em menos de 300 dias, além de cobertura de hospedagens em hotéis de luxo.

“Foram mais de 240 viagens em menos de 300 dias – quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado (sobrenome de seu marido, Carlos Augusto)”, descreveu o Folha de São Paulo em sua edição do dia 7 de agosto de 2009.Outros grandes veículos e redes de comunicação do país noticiaram a situação (veja AQUI). Seu nome figura até hoje no “Monitor de Escândalos” do maior portal de notícias da América Latina, o UOL – veja AQUI. E quanto ao desfecho do caso, o próprio UOL esclarece o resultado: “Nada!”

Cercada para justificar tanto gasto, ela foi simplória na resposta em entrevista à imprensa, arguindo inocência: “Eu cheguei aqui, senadora nova, a orientação era essa”.

Parte da família de Rosalba posa em Hamburgo, à espera dos pais e um dos irmãos (Foto: redes sociais)

À época com mais de 20 anos de vida pública, três mandatos como prefeita e nos primeiros anos de Senado, Rosalba Ciarlini achava normal utilizar passagens aéreas para transportar sua filha Karla e o marido de avião da Europa para Natal ou hospedar filho Kadu em hotel cinco estrela à beira-mar, em Fortaleza (CE).

Hotéis de luxo em cidade turística da França

Também não lhe parecia pouco recomendável, que sobrinha-afim ganhasse passagens graciosas para viagens a Lisboa, Barcelona e Paris. Amigos e outros familiares podiam voar Brasil afora ou pelo mundo, com recursos públicos, escolhendo hotéis à estadia despreocupada.

Nem foi-lhe exorbitante que o Senado bancasse sua hospedagem, do marido, do filho Kadu e casal de amigos, num dos mais caros e luxuosos hotéis do país – o Grand Meliá Mofarrej em São Paulo-SP.

Foi supimpa passar duas semanas “a trabalho” em Estrasburgo (fronteira com a Alemanha), cidade turística francesa, no fim de fevereiro de 2008 – em família.

Suplente do Conselho de Ética do Senado, àquela época, Rosalba Ciarlini não tinha compreensão do que fosse exorbitar de prerrogativas com o dinheiro alheio.

Talvez não o tenha até hoje. Faz sentido. Esse episódio de 2009 diz muito de 2019, ou seja, dez anos depois.

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Rosalba é flagrada em outro episódio de “meia verdade”

Postagem desta quarta-feira (20) do Blog Thaísa Galvão informa: a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) não custeou a viagem da prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), a Barcelona, na Espanha, para participar do congresso de cidades inteligentes.

Rosalba viajou às custas da Prefeitura – asseverou a jornalista e blogueira na mesma matéria.

Em seu Instagram, Rosalba 'prova' que está em evento (Foto: reprodução)

Apenas não pagou a inscrição no evento, no valor de 995 euros (quase 5 mil reais) – acrescentou, com base em consulta feita à própria FNP.

Rapidamente, a Assessoria de Comunicação da municipalidade se apressou em se pronunciar, relata Thaísa Galvão:

“O Executivo Municipal está custeando as despesas da viagem da prefeita Rosalba Ciarlini e do secretário de Fazenda Abraão Padilha”.

“A Prefeitura também confirmou que as despesas do marido (Carlos Augusto Rosado) e filho da prefeita (Kadu Ciarlini), e da esposa do secretário, como o Blog publicou, estão sendo pagas pelos próprios, e não pelo poder público”.

Esse imbróglio que mistura dinheiro público com custeio pessoal, informação institucional com relatos particulares, segue nebuloso. Por quê? Em face do recorrente hábito da prefeita em não deixar tudo às claras, sempre largar por aí uma pequena mentira ou espalhar meias verdades por inteiro.

Versão oficial

Na última quinta-feira (14) – veja AQUI, a gestão municipal noticiou que ela iria para Barcelona – “com participação sendo custeada pela Frente Nacional dos Prefeitos”. O Blog Carlos Santos é que deu maiores esclarecimentos, acrescentados em postagem no sábado (16) – veja AQUI.

Agora, com o embaraço da matéria do Blog Thaísa Galvão, testemunha-se o corre-corre para remendar ou complementar a versão oficial. A municipalidade pagaria sua estadia na Espanha e apenas a inscrição no evento Congresso Internacional de Cidades Inovadoras, o Smart City Expo World Congress (SCEWC), caberia à FNF.

Um pouco diferente do que oficialmente tinha sido noticiado.

Mas esse enredo não acaba aí. Não mesmo.

A prioridade da viagem da prefeita não foi o SCEWC, mas visitar a filha Karla e netos na Alemanha ao lado de outros parentes, como filhos e marido. O SCEWC acontece desde ontem, terminando amanhã.

Caos para trás

A prefeita encaminhou comunicado à Câmara Municipal na quinta-feira, para informar que estaria ausente no período de 15 a 24 de novembro.

Dez dias.

Omitiu cavilosamente, sabe-se lá por qual razão, que o evento seria de apenas três dias.

O caos vivido pelo município com remuneração de pessoal tendo atrasos, desabastecimento de remédios (veja o caso da insulina AQUI) em unidades de saúde, débitos com fornecedores, centenas de terceirizados com folhas em aberto, recursos bloqueados para pagamento de médicos/hospitais e várias pequenas obras inconclusas, talvez recomendasse sua presença em Mossoró.

Leia também: Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição.

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Rosalba engana mais de 2,4 mil pessoas e vira piada na Net

Do Blog da Chris

A promessa da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) de que arranjaria 500 empregos na indústria Porcellanati, anunciada com uso de propaganda oficial da Prefeitura de Mossoró, está se voltando contra ela. A mentira tem mesmo pernas curtas.

Em julho de 2018, prefeitura espalhou propaganda para sacramentar grande golpe eleitoral (outro) em Mossoró (Reprodução)

Na campanha do ano passado, tendo o filho Kadu Ciarlini (PP) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT), Rosalba usou de todos os meios para alavancar a chapa, mas terminou perdendo as eleições nos dois turnos em Mossoró.

Mas não foi por falta de esforço e do uso até mesmo desse tipo de artifício. A promessa de 500 empregos levou mais de 2 mil e 400 pessoas inocentes à fila sob sol forte no centro da cidade, onde entregaram currículo à prefeitura com o sonho de seleção pela Porcellanati, que não produz sequer uma telha desde 2014 e não pagou seus ex-funcionários até hoje.

Nas redes sociais, o povão não esquece o estelionato eleitoral e faz adaptação à arte da prefeitura (Reprodução)

O nome disso é estelionato eleitoral, prefeita. Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?

Esse é o jeito de administrar de quem fez, faz e sabe fazer.

Depois não diga que não avisamos.

Nota do Blog Carlos Santos – À época desse estelionato eleitoral, julho do ano passado,  antecipamos e explicamos antecipadamente o porquê de tudo ser uma grande fraude, com segurança plena do que publicávamos. Confira: Rosalba promete o que não existe nem lhe cabe.

A gente não mentiu nem exagerou. Usamos alguns princípios da lógica e informações privilegiadas para tentarmos evitar que tanta gente fosse ludibriada, transformada em babaquaras. Nossa solidariedade a todos os humilhados e enganados.

Multidão entregou currículo à prefeitura, acreditando que participava de um processo seletivo sério (Foto: reprodução BCS)

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Carlos Eduardo conversa com rosalbismo sobre destino do PDT

“Nada definitivo, tudo por recomeçar”. É assim que o ex-candidato a governador em 2018 pelo pedetismo, Carlos Eduardo Alves, avalia processo de reorganização partidária em Mossoró.

Kadu e Carlos em campanha 2018 (Foto: assessoria)

Conversas já foram desencadeadas com o grupo da prefeita e pré-candidata à reeleição, Rosalba Ciarlini (PP). Mas outras forças também têm canal aberto com Carlos Eduardo

“Em 2018 tivemos uma excelente aliança com o rosalbismo. Gostei muito da relação, que teve como base a correção e capacidade de luta na eleição”, fala Carlos Eduardo ao Blog Carlos Santos.

“Tive uma conversa preliminar com Kadu Ciarlini (PP) há 3 meses e ficamos de dar prosseguimento”, conta, referindo-se ao seu ex-candidato a vice-governador ano passado, filho de Rosalba Ciarlini.

Divergência em 2018

Ele salienta, que “outras forças políticas nos procuraram, mas foram conversas iniciais e nenhuma consequência ainda”.

Recuperado de um problema de saúde, Carlos Eduardo fala que brevemente tratará da organização do PDT “na importante cidade de Mossoró”.

No dia 12 de agosto do ano passado, em plena campanha, a cúpula do PDT local pediu desligamento coletivo dos cargos (veja AQUI), queixando-se da falta de diálogo à tomada de decisões. No dia 27do mesmo mês, boa parte dos membros dessa Comissão Provisória desembarcou no palanque da chapa Robinson Faria (PSD)-Tião Couto (PL) – veja AQUI.

Leia também: Partido sem comando deve parar nas mãos do rosalbismo.

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Partido sem comando deve parar nas mãos do rosalbismo

Genivan e Tomaz saíram de comando (Foto: montagem)

Sem comando e sem referência alguma em Mossoró desde a campanha estadual do ano passado, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) deverá ficar no arco de partidos ligados ao rosalbismo, para projeto de reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Só para lembrar: na disputa eleitoral de 2018, o seu filho Kadu Ciarlini (PP) foi candidato a vice-governador na chapa do dirigente estadual do PDT, o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves.

Anteriormente, os ex-vereadores Tomaz Neto e Genivan Vale conduziam e eram as principais referências do pedetismo mossoroense.

Mas eles se afastaram da gestão por divergência com comando estadual (veja AQUI) em agosto do ano passado. Não seguiram a candidatura de Carlos Eduardo.

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Fernanda Kallyne é a nova chefe do Gabinete Civil

A assistente social Fernanda Kallyne Rego de Oliveira é a nova chefe de Gabinete Civil da Prefeitura de Mossoró. O convite foi aceito na manhã de hoje (terça-feira, 28) e a posse está marcada para a próxima quinta-feira (30).

Kaline: terceiro nome (Foto: PMM)

A publicação será feita na edição de hoje do Jornal Oficial do Município (JOM). Substituirá Edna Paiva.

A assistente social atuava como gerente do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e exerceu a função de secretária interina do Desenvolvimento Social em 2018. Professora universitária, é especialista em Políticas Sociais, na temática Criança e Adolescente pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2003).

Fernanda tem mestrado em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (2008). É doutora em Saúde pública pela UNINTER (Universidade Três Fronteiras – Assunción/Py). Funcionária de carreira da Prefeitura de Mossoró, foi gestora Municipal da Assistência Social de 2008 a 2012 e do período de 2013 a 2014.

Nota do Blog – Prefeita Rosalba Ciarlini (PP) acerta no nome. O cargo já teve dois ocupantes na atual gestão, a própria Edna Paiva e Kadu Ciarlini (PP), filho da governante, que ficou menos de três meses na cadeira.

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Fátima e Bolsonaro e o peso de cada um nas eleições 2020

Que influência terão as gestões do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e da governadora Fátima Bezerra (PT) nas eleições municipais do próximo ano no Rio Grande do Norte?

A pergunta é pertinente, sobretudo porque há quem aposte em campanha nacionalizada ou estadualizada nos ambientes paroquiais.

Se tomarmos como exemplo recente pesquisa publicada pelo Blog do Barreto em Mossoró, realizada pelo Instituto Seta de Natal, teremos uma mostra de como o eleitor secciona até aqui as gestões federal, estadual e municipal.

Fátima Bezerra e Jair Bolsonaro: dois pesos negativos até esse momento (Fotomontagem)

A administração Jair Bolsonaro foi reprovada por 51,8%, a de Fátima Bezerra por 54,3% e a da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) por 48,5%.

Em termos de aprovação, a tendência foi a mesma. Para baixo. Bolsonaro teve endosso de 39,3% dos mossoroenses, Fátima de 30,3% e Rosalba foi aprovada por 33,8%.

Nitidamente, o eleitor está mais atento e crítico. Muito mais suscetível às ações e omissões dos principais atores políticos desse universo de poder.

Nos três níveis, os executivos tiveram avaliações negativas, poucos meses após resultados de urnas onde a postura do eleitor teve outros elementos analíticos à definição de voto. Era outra conjuntura.

Jair Bolsonaro, por exemplo, ganhou no primeiro turno em Mossoró, com 34,17% e no segundo perdeu para Fernando Haddad (PT), que alcançou 59,22%, contra 40,78% dele.

Já Fátima Bezerra somou 43,02% e 54,17% nos dois pleitos, vencendo os dois sem praticamente fazer campanha no município.

Plebiscitário

Rosalba não foi candidata a nada, mas amargou uma trilha de derrotas de nomes que apoiava, incluindo o filho Kadu Ciarlini (PP), candidato a vice-governador de Carlos Eduardo Alves (PDT), derrotado nos dois turnos em Mossoró.

A corrida eleitoral municipal terá outro ambiente. Os mandatos de Bolsonaro e Fátima, que estão em depreciação aos olhos da opinião pública até o momento, podem e devem influir negativamente à alavancagem de eventuais candidatos que os representem. Se nada mudar, claro.

Porém, é provável, que a campanha marche para ter um caráter plebiscitário (aprovo/não aprovo) em relação ao Governo Rosalba Ciarlini. Ela tentará a reeleição sob julgamento do que faz.

Será testado se seu slogan da campanha 2016 (ela fez, ela faz, ela sabe fazer) é uma realidade ou um embuste. Uma mentira.

Levar outra vez o antecessor (ex-prefeito Francisco José Júnior) debaixo do sovaco, para justificar a pequenez de sua administração, pode não colar. O retrovisor está embaciado. O prazo de validade desse discurso não chega a 2020. Já venceu.

Por enquanto, a mais de um ano e cinco meses das eleições, sua reprovação é sinal de alerta. Mesmo não tendo a princípio nenhum adversário isoladamente com vigor para enfrentá-la, é fácil perceber que seu principal capital não é a sua gestão ou mesmo seu perfil populista e de carisma pessoal, mas o fato de inexistir oposição minimamente organizada.

Trabalhar para desqualificar eventuais oponentes e manter fracionada a oposição são prioridades no rosalbismo, no que já vem bastante empenhado. Até à campanha do próximo ano, o governo municipal não terá muito mais a mostrar do que já fez, faz e consegue fazer.

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Proteção jurídica para o sal volta à pauta em Brasília

O setor salineiro do Brasil, que concentra mais de 95% de sua produção no Rio Grande do Norte, foi mais uma vez pauta de discussão na Presidência da República. O deputado federal Beto Rosado (Progressistas), a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e o representante do Sindicato das Indústrias da Extração de Sal do RN (SIERSAL) Aírton Torres participaram de reunião na Subchefia de Assuntos Jurídicos do Palácio do Planalto.

Subchefe recebeu comitiva de Beto (Foto: Vanessa d'Oliviêr)

Discutiram questões que envolvem o setor.

O Parlamentar apresentou em 2018, proposição que torna o sal um bem de interesse social. Intenção é garantir a segurança jurídica para a atividade que se sente desprotegida e discriminada, com enorme problemas e embates com órgãos reguladores.

Pauta antiga

Jorge Antônio de Oliveira, subchefe da Casa Civil de Assuntos Jurídicos, garantiu que vai analisar com cautela o decreto. A questão já está sendo avaliado em outros setores do governo como o Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Agricultura.

“Esta pauta é antiga aqui no setor jurídico da presidência e precisamos analisar profundamente. A nossa intenção é chegar em um acordo para não prejudicar o setor salineiro”, afirmou o subchefe.

Também estavam na audiência Kadu Ciarlini (PP), ex-candidato a vice-governador e filho de Rosalba, além da secretária de Infraestrutura de Mossoró, Kátia Pinto.

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“Maldição” do vice se confirma agora com Kadu Ciarlini

Por Carlos Santos

Segue a maldição do vice de Mossoró. Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), candidato derrotado na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), é mais um nome saído da cidade que não consegue ser vice-governador. A série já é numerosa e vem de longe, como o Blog Carlos Santos postou no dia 15 de junho de 2010: A “maldição” de ter vice de Mossoró.

Em 1950, o médico e ex-prefeito mossoroense Duarte Filho foi vice na chapa governista de Manoel Varela. Perderam para o mossoroense Dix-sept Rosado e Sílvio Pedrosa. Em 1960, deputado estadual Vingt Rosado foi vice de Djalma Marinho: perdeu para a dupla Aluízio Alves-Walfredo Gurgel.

Em 1965, o ex-deputado federal Tarcísio de Vasconcelos Maia (pai do senador José Agripino) apresentou sua candidatura para vice-governador de Dinarte Mariz, mas ambos foram derrotados por Walfredo e Clóvis Motta.

Em 1994, a então ex-prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini concorreu como vice do ex-governador Lavoisier Maia e a chapa levou a pior para a composição senador Garibaldi Filho-deputado federal Fernando Freire.

Em 2002, a urucubaca veio em dose dupla: o deputado federal Laíre Rosado foi vice do governador Fernando Freire e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado ocupou a mesma posição na chapa do senador Fernando Bezerra. As duas chapas foram derrotadas pela ex-prefeita natalense Wilma de Faria-deputado estadual Antônio Jácome.

Em 2022 teremos mais uma tentativa?

P.S – 10h38 de 30-10-18 – O professor Walter Fonseca acrescenta mais um ingrediente a essa postagem de abertura da coluna: “Amigo, em 1986, Antonio Florêncio, que era de Pau dos Ferros mas tinha base eleitoral por Mossoró, representando eleitoralmente a cidade, foi vice de João Faustino. Também perdeu”. Nota do Blog – De fato, caro Walter. Mas não o incluí na lista por um critério duvidoso que adotei, o fato de ele não ter uma vida regular vinculada ao município naqueles tempos, com a escolha para vice sendo por outros critérios e não necessariamente sua base política. Abraços.

PRIMEIRA PÁGINA

Senadores potiguares ocuparão assentos até então intocáveis – As eleições deste ano produziram várias surpresas, novidades e fenômenos. Algo diferente será a formação da representatividade potiguar no Senado. Na próxima legislatura teremos no Senado o Capitão Styvenson (Rede), Jean-Paul Prates (PT) e Zenaide Maia (PHS). Nomes como José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) saem de cena após mais de 30 anos entre passagens pelo governo estadual e esse poder. Sinal dos tempos.

Prates (em pé, à direta) substituirá Fátima (Foto: divulgação)

Bancada governista de fácil formação, mas de difícil controle – A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) não terá dificuldades em montar bancada majoritária na Assembleia Legislativa. Apesar de apenas três deputados terem sido eleitos por sua coligação, apoios recebidos no segundo turno e migrações “naturais” que vão acontecer, lhe darão boa maioria na Casa. Difícil será controlar tanta gente, em mais de uma dezena de partidos, com boa parte deles acostumada a uma forma de apoio pouco republicana.

Os descontentes com um e com outro na disputa presidencial – Dados da Justiça Eleitoral apontam que o percentual de votos nulos no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 chegou a 7,4%, o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões. Foi um aumento de 60% em relação ao 2º turno da última eleição presidencial, em 2014, quando 4,6% dos votos foram anulados. Os votos brancos somaram 2,4 milhões (2,1%), neste 2º turno, pouco acima do 1,7% da última eleição presidencial. Ao todo, 31,3 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,3% total, proporção similar ao do 2º turno presidencial de 2014. Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total.

O ciclo de eleições 2018 no RN ainda não está concluído

A corrida pelo voto no RN não terminou nesse domingo (28), com as eleições no segundo turno. Ainda vão existir eleições suplementares para prefeito e vice em dois municípios no dia 25 de novembro: Água Nova e Pendências. Em ambos, prefeito e vice foram cassados por abuso de poder econômico. Este ano já aconteceram também eleições suplementares em João Câmara, Pedro Avelino, Galinhos, Parazinho e São José de Campestre no último dia 3 de junho. P.S – Às 13h32 de 31 de outubro – O TRE/RN decidiu nessa terça-feira (30) que haverá eleição suplementar em outro município: Guamaré. Será dia 9 de dezembro.

Candidaturas e vitórias eleitorais para 2020 começam a ser antecipadas – Mal terminou a apuração de votos das eleições 2018, já é possível ouvirmos e lermos sobre nomes “certos” às eleições municipais em 2020. Os mais empolgados antecipam vitória de “A” ou de “B”. Calma, turma. As urnas deram uma mensagem retumbante não apenas para quem foi derrotado, mas também para os eleitos. Está todo mundo no fio da navalha. Compreensível, mas cedo e precipitado se falar em tom assertivo e premonitório sobre eleições que vão acontecer daqui a quase dois anos. Numa era analógica, há algumas décadas, o governador mineiro Magalhães Pinto definiu: “Política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Imagine hoje, num mundo cibernético.

Carlos: nome para 2022 (Foto: divulgação)

Carlos Eduardo Alves não é opção para disputa de prefeitura – Bom alertarmos para quem acredita numa nova candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), à Prefeitura do Natal, que ele está alijado de disputa em 2020. Por ter renunciado ao segundo mandato consecutivo para ser candidato ao governo estadual, não pode tentar emendar outro (seria o terceiro em série). O ex-prefeito só retomará a trilha de candidaturas mais adiante, em 2022, se quiser ser de novo candidato ao governo ou outro cargo eletivo.

O presidente eleito pode e deve desestimular excessos – Muita gente alimenta pregação de que o país marcha para uma ditadura ou outra forma de intervenção não constitucional. Sinceramente, não temo um regime de exceção, mas percebo que precisamos nos contrapor à restrição de direitos individuais, patrulhamento de costumes, violação da liberdade de expressão e cerco ao exercício jornalístico. Algumas escaramuças nesse sentido incomodam desde já. Porém espero que o próprio presidente eleito seja voz discordante e desestimuladora de excessos entre familiares, votantes e militantes-patrulhadores mais exaltados. Na oposição, também não faltam aloprados, é bom que se diga. Não votei nele, mas torço demais para que acerte e possa contribuir à retomada do desenvolvimento, à luta contra as profundas desigualdades sociais e à corrupção endêmica. Nesse caso, também tenho o Brasil como meu partido e pátria amada.

Nomes saem fortalecidos em meio ao tsunami eleitoral – Em contraponto à onda de votos contra políticos tradicionais, os deputados estaduais Vivaldo Costa (PSD) e Nelter Queiroz (MDB) têm motivos para comemorações. Sobreviveram e bem ao tsunami que varreu boa parcela da velha guarda da política potiguar este ano. Vivaldo, com 32.638 votos; Nelter, com 40.717. Outras figuras precisaram se reinventar, como o atual prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB). Paralelamente, começam a surgir outros nomes na tabuleiro, sobretudo num momento em que também está em aberto o comando da própria prefeitura, com o afastamento do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.

EM PAUTA

Banda H – A Banda H com seu pop-rock de alta qualidade vai animar a noite que antecede o feriado de finados, com música ao vivo nas piscinas do Hotel Thermas, na quinta-feira (1º de novembro). Sucesso, rapaziada. Se der, apareço.

Finados – A Diocese de Mossoró divulgou o horário das missas que serão celebradas na sexta-feira, dia 2, Dia de Finados. Cemitério São Sebastião, às 5h30 e às 16h30; Capela de Santa Teresinha, às 6h e às 9h; Cemitério Novo, às 8h e às 17h. Missa na Matriz Imaculada Conceição às 19h. A Rádio Rural transmite a Missa de Finados das 16h30 com Bispo Dom Mariano Manzana.

Palco Giratório – O espetáculo teatral “Os cavaleiros da triste figura” do grupo Boca de Cena, do Sergipe, vai se apresentar em três palcos do Rio Grande do Norte: Caicó (11/11), Mossoró (14/11) e em Natal (18/11), dentro da 21ª Edição do Palco Giratório do Sesc.

Jegue Folia – A cidade de Marcelino Vieira na região Oeste do RN terá entre os dias 4 e 6 de janeiro de 2019 a 18ª edição do Jegue Folia. A micareta é uma das mais consolidadas e longevas do estado. Psirico, Chicabana e Cláudia Leitte serão as atrações.

Catedral – A banda Catedral está de volta a Natal em sessão extra. O show “Catedral 30 Anos e Você”, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, acontece no dia 21 de novembro, no Teatro Riachuelo, às 21h30.

Saraiva – No Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, uma péssima notícia: a Livraria Saraiva do Partage Shopping em Mossoró não abriu. Foi desativada, como outras mais 19 unidades dessa marca no país (veja AQUI). Lamentável.

SÓ PRA CONTRARIAR

As urnas eletrônicas são confiáveis ou não, capitão Bolsonaro?

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Nesta quarta, 31/10, das 14 às 17h, vai acontecer a Mostra de Arte e Educação 2018 da Casa Durval Paiva. A instituição fica situada na Rua Prof. Clementino Câmara, 234 – Barro Vermelho, em Natal e o acesso ao público é gratuito. A entidade atende à criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas (veja AQUI).

Obrigado à leitura do Nosso Blog Juscelino Rêgo (Pau dos Ferros),  Carlinhos Silveira (Mossoró) e  Carlos Sérvulo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (22/10) clicando AQUI.

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Rosalbismo recua de operação de guerra para dia de eleição

Kadu e Carlos: Mossoró em aberto (Foto: assessoria)

Nada de boca de urna ou trabalho de transporte para eleitores como última tentativa de captação de votos, em Mossoró, neste dia de eleições no segundo turno.

Decisão tomada pelo líder do rosalbismo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado.

A chapa ao governo estadual defendida pelo grupo, Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PP), teria uma operação de guerra para este dia.

Mas a última ordem foi vetar tudo.

Deixe estar.

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