O líder do governo Allyson Bezerra (Solidariedade), vereador Genilson Alves (Pros), afirmou na sessão de hoje que a bancada passa a ter 13 vereadores.
Genilson Alves é líder governista e agora tem claramente definido quem é quem na bancada (Foto: Edilberto Barros)
Em janeiro de 2021, no início do governo, eram 18. Mesmo com a baixa, continua com maioria na Casa.
Em entrevista à imprensa local, Genilson afirmou que o grupo de seis vereadores, do bloco denominado Diálogo e Respeito, não integra mais a bancada governista, informação que foi confirmada pelo líder desse grupo, vereador Cabo Tony Fernandes (Solidariedade).
“Ontem, o prefeito fez uma reunião com a bancada e nenhum dos seis compareceu, o que sinaliza esse distanciamento. Então, a bancada passa a ter 13 vereadores e a oposição, 10”, disse Genilson Alves.
Oposição
Genilson se refere aos seguintes vereadores: Cabo Tony Fernandes (Solidariedade), Paulo Igo (Solidariedade), Carmem Júlia (MDB), Omar Nogueira (Patriotas), Lamarque Oliveira (PSC) e Isaac da Casca (Cidadania). Todos integrantes do novo bloco denominado “Diálogo e Respeito”.
O grupo formado em janeiro de 2022, já sinalizava distanciamento no momento em que foi criado.
Mostrava que seria uma dissidência, jamais um apêndice do governismo ou extensão da própria base liderada por Genilson.
Confira como ficam as bancadas na Câmara:
Governistas:
Genilson Alves (Pros);
Raério Araújo (PSD);
Naldo Feitosa (PSC);
Zé Peixeiro (PP);
Didi de Arnor (Republicanos);
Edson Carlos (Cidadania);
Gideon Ismaias (Cidadania);
Marckuty da Maisa (Solidariedade);
Ricardo de Dodoca (PP);
Costinha (MDB);
Wiginis do Gás (sem partido);
Lawrence Amorim (Solidariedade);
Lucas das Malhas (MDB).
Oposição:
Larissa Rosado (PSDB);
Francisco Carlos (PP) – líder da bancada;
Marleide Cunha (PT).
Independentes, do bloco Diálogo e Respeito:
Tony Fernandes (Solidariedade);
Paulo Igo (Solidariedade);
Carmem Júlia (MDB);
Isaac da Casca (Cidadania);
Omar Nogueira (Patriota);
Lamarque Oliveira (PSC).
Independente:
Pablo Aires (PSB).
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Da união de três nomes – deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade), empresário Jorge do Rosário (PL) e deputada estadual Isolda Dantas (PT) – pode sair uma chapa de oposição capaz de mudar o azimute da luta política nas terras de Santa Luzia.
Allyson é capaz de reuni-los.
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O empresário Jorge do Rosário (PL) gracejou com a versão lembrada pelo jornalista Vonúvio Praxedes, no programa Cenário Político da TV Cabo Mossoró-TCM-Telecom) dessa quinta-feira (10), que seu nome é citado como “vice” da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
– Essa conversa existe faz tempo, desde a campanha passada – disse sorrindo e relaxando ainda mais na cadeira.
Jorge dá o tom e o ritmo da oposição, sem pressa ou personalismo, mas com ideias e união (Foto: Assessoria)
Ex-candidato a vice-prefeito de Tião Couto (PSDB, hoje no PL também) em 2016, além de ex-candidato a deputado estadual ano passado, Jorge do Rosário dissipou qualquer dúvida quanto ao lado em que estará na campanha 2020. Será oposição.
Também não tergiversou quanto à prioridade: unir a oposição em torno de um projeto sustentável para a municipalidade e Mossoró, exorcizando o personalismo e a fulanização da disputa.
– Eu não tenho o que esconder (…). Pessoalmente não tenho nenhuma dificuldade de conversar com ninguém e não aceito que ninguém venha me impor que não converse com qualquer pessoa. Sou liberal – deixou claro.
“Eu não me coloco como pré-candidato”
Listou que tem dialogado com a deputada estadual Isolda Dantas (PT), da mesma forma que tem se reunido com o também deputado estadual Allyson Bezerra, Daniel Sampaio (PSL), Gutemberg Dias (PCdoB) e outros políticos e partidos.
– O PL vai participar do pleito. Eu não me coloco como pré-candidato, pois não tomei essa decisão e não serei candidato por escolha pessoal, de mim mesmo.
– Quem vai ser candidato, quem vai estar com quem, naturalmente com o tempo isso vai acontecendo, as convergências vão surgindo – avaliou.
Para ele, até as convenções partidárias (até julho de 2020) ou bem antes disso, os nomes e possível chapa de consenso vão surgir. “O candidato será aquele com maior capacidade de juntar e conduzir um projeto para Mossoró, sem vaidade pessoal à frente”, definiu.
O Cenário Político é apresentado por Vonúvio Praxedes e pela jornalista Carol Ribeiro.
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Ex-candidato a prefeito de Mossoró e integrante do PSL, o professor Josué Moreira apresentou proposta a um elenco de lideranças partidárias de oposição, que se resume a uma tese: “Sugiro uma oposição de grupos possíveis sem perder tempo em querer juntar o impossível”.
Segundo ele, costumeiramente a população polariza cedo os nomes antes mesmo da eleição, “deixando os demais candidatos como coadjuvantes do processo durante a campanha”.
Sob essa observação, Moreira defende que se avance nas conversas e formatação de uma chapa possível e forte, para levar proposta antecipada à população.
A união de todos, em sua análise, é improvável. Mas a junção de forças fortes e viáveis, não.
Mesmo desgastadíssima, enxerga, a prefeita e pré-candidata à reeleição Rosalba Ciarlini (PP) é forte, por toda a retaguarda que possui, com uma estrutura azeitada e aparelhada para sustentar seu nome.
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Jornalismo é oposição, o resto são secos e molhados. Ensinou Millôr Fernandes.
Tô me coçando pra começar nesse exercício saudável, onde a língua apimentada deixa a vida alheia de lado e cuida de sarrafar o poder público.
Poder público que vive a fazer uso da privada.
Pois bem. Não me surpreende governo ruim. Nem aqui nem no Planalto.
Difícil é governo bom, ou melhor, dificílimo. Ou melhor, raríssimo.
No caso dos atuais, pra nós daqui, temos uma boa e prazerosa tarefa de baixar o sarrafo. Quem for petista vai cuidar de escrachar Bolsonaro. Anti-petista vai descascar Fátima.
Quem não é petista nem anti-petista, tipo esse locutor que vos fala, vô-lo digo: Tô afiando a língua, ansioso pra não entrar no comércio da cantina. Secos e molhados? Não é meu ramo.
Tomara que acertem.
Se acredito no acerto?
Olha, tem dia que acredito até na mãe-da-lua. Mas ela anda sumida…
Se eu tivesse uma bodega não venderia fiado nem a um lado nem ao outro.
Responderia para os portadores de Bolsonaro ou Fátima: Rasguei a caderneta.
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A oposição aos governos Jair Bolsonaro (PSL) e Fátima Bezerra (PT) nessas primeiras duas semanas de gestão é de fácil visualização.
Uma, partidária, articulada e sistemática, com forte dor de cotovelo.
A outra, paradoxalmente sindical e específica; hoje, quase dissipada.
Expliquemos.
O presidente sofre cerrado ataque nas redes sociais – principalmente.
São militantes, setores da imprensa e internautas de matiz esquerdista, com cobranças, denúncias e provocações, sentenciando ocaso do próprio governo.
Em relação à Fátima, há uma oposição político-partidária que praticamente inexiste após ser destroçada nas urnas. Hiberna, observa. Vive um período para repensar sua própria sobrevivência ou subsistência.
Não é sequer um espectro crítico ou tênue ameaça à governadora.
Quem incomodou e acuou o governo estadual foi o sindicalismo, braço e força-motriz da própria Fátima em sua germinação, marcha e conquistas eleitorais.
Causou estranheza essa oposição já refreada, mas latente, em face de uma cruzada específica: atualização salarial. Poucos esperavam tamanha incisividade nos primeiros dias de governo da amiga Fátima.
Enfim, estamos apenas começando a era Bolsonaro e Fátima.
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Nos últimos dias, vereadores que supostamente tinham firmeza em bloco de oposição, à futura gestão municipal em Mossoró, distribuía fotos de divulgação garantindo: estavam unidos.
Começou como “Grupo dos 13”. Aí saiu João Gentil (PV).
Tudo começou com 13, mas logo João Gentil (marcado) saiu do grupo e recentemente mudou de lado (Foto: divulgação)
Ficou “Grupo dos 12”. Mas Manoel Bezerra (PRTB) saiu também.
“Grupo dos 11”.
No sábado (31), saltaram dois de uma vez para o governismo e apoio à postulação à Presidência da Câmara Municipal, de Izabel Montenegro (PMDB).
Foram os vereadores eleitos-diplomados Emílio Ferreira (PSD) e Zé Peixeiro (PTC). Horas antes, o próprio João Gentil já tinha se acertado.
Agora é “Grupo dos 10”, porque a petista Isolda Dantas resolveu se compor com a oposição e no apoio à postulação a presidente do vereador reeleito Alex do Frango (PMB).
Por enquanto, o outrora “Grupo dos 13” é “Grupo dos 10”.
E pode descer mais um patamar.
Contagem regressiva.
Anote.
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Pelo menos três vereadores governistas – em Mossoró – estudam meticulosamente a mudança partidária.
A sondagem já começou.
A costura política ocorre na outra extremidade: com partidos de oposição.
Os vereadores trabalham pela reeleição e sentem dificuldades, sobretudo porque o governismo fabrica candidaturas de sua confiança para descartá-los.
Além disso, o próprio desgaste do Governo Francisco José Júnior (PSD) tende a dificultar sobremodo a reeleição deles.
Outro vereador governista, Tassyo Mardonny (PSDB), já recebeu orientação do seu partido para se afastar da bancada governista na Câmara Municipal (veja AQUI).
Nota do Blog – Não fomos autorizados a detalharmos a informação, citando os nomes, em respeito às fontes diretamente envolvidas na questão.
Apesar de ter se desgarrado do bloco oposicionista na Câmara Municipal, para votar numa chapa governista na escolha da mesa diretora da Casa para o biênio 2015-2016, o vereador Vingt-un Neto (PSB): garante: continua na oposição.
Segundo ele, a escolha foi uma decisão pontual e fez parte de um processo de discussão, em que outros nomes oposicionistas também tiveram mesma predileção, caso dos vereadores Izabel Montenegro (PMDB) e Alex Moacir (PMDB).
Vingt-un Neto votou no nome do governista Jório Nogueira (PSD) para presidência.
O nome de Tomaz Neto (PDT) foi uma espécie de anticandidatura, que Vingt-un Neto preferiu não adotar.
Jório Nogueira teve 16 votos e Tomaz obteve quatro.
Lahyrinho Rosado (PSB) – da oposição também – teve que se abster, mas proclamou que particularmente votaria em Jório.
Mais um pouquinho e a “oposição” na Câmara de Mossoró vai se acomodar num único carro.
Basta um Fusca.
Os últimos remanescentes dessa fauna raríssima são o atual presidente Francisco Carlos (PV), Tomaz Neto (PDT), Lucélio Guilherme (PTB), Genivan Vale (PROS) e Lahyrinho Rosado (PSB).
A atual legislatura da Câmara de Mossoró começa razoavelmente bem. Bons pronunciamentos, bons debates. Melhor nível que a anterior.
Torçamos, que a ingerência do Executivo seja menor, pois é impossível que não exista.
Nas últimas legislaturas, opositores foram perseguidos e tratados como inimigos. Setores da mídia convencional e na Web eram pagos para desacatá-los, ridicularizá-los e distorcerem fatos, jogando-os contra a opinião pública.
Mas acredito, até pelo perfil da prefeita Cláudia Regina (DEM) – ex-vereadora, que essa relação perniciosa, doentia e marcada pela vilania não deva se repetir.
Por outro lado, a própria Câmara – e seus membros – precisa se dar ao respeito. Só conseguirá isso se impondo como poder e não com comportamento servil, no papel de simples capataz da prefeita.
O sistema de “freio e contrapeso” aperfeiçoado pelo pensador Charles de Montesquieu, para a relação de forças do Estado moderno, defende que cada poder está apto a conter os abusos do outro de forma que se equilibrem.
Se o mecanismo não funcionar, quem paga o preço dos excessos é a sociedade.
A ampla vantagem numérica que o Governo possui lhe oferta meios para pontificar, é certo. Mas precisa ser modulada, para não se transformar numa mão opressora.
A maioria tem meios para muito, mas não pode tudo nem deve impor qualquer coisa.
Na legislatura passada, tripudiando da oposição, o então vereador Chico da Prefeitura (DEM) chegou a proclamar que quem tem maioria “é quem manda”.
Menos, menos…
Onde todos pensam a mesma coisa, ninguém pensa grande coisa.
O confronto de pensamentos é fundamental e imprescindível.
O amigo e webleitor articulado e culto, João Bosco Souto, o “Bosquinho”, indaga-me:
– A oposição é o melhor cabo eleitoral do PT?
Respondo-lhe.
– Não concordo com essa tese. Que oposição?
O Melhor cabo eleitoral do PT é o bom uso de programas sociais que antes criticava como assistencialistas e clientelistas.
A massa-gente, periférica e inculta, não sabe sequer quem atua na oposição, mas sabe o que é Bolsa Família e quem é Lulinha Paz e Amor.
O Lula incensado como “pai dos pobres”, é o mesmo Lula que em três campanhas eleitorais à Presidência da República era visto, por essa mesma pobreza inculta, como um belzebu, a besta-fera.
A oposição sabe o poder e a força do clientelismo e do assistencialismo, umectado de forte e densa propaganda.
Esse modelo de dominação, catalizadora das multidões, não é uma invenção do petismo, mas obtejo de aperfeiçoamento.
O prefeito caraubense Ademar Ferreira (PMDB) deve ser mesmo candidato à reeleição este ano. Aos poucos ele vai dissipando rumores de que não tentaria novo mandato.
Nos bastidores, o governo tem conseguido aplacar movimentação oposicionista e até a fragilizou nesses últimos meses. Está praticamente sem adversário de peso para se contrapor.
Sabe-se que o prefeito chegou a pensar, seriamente, em desistir de tentar outro mandato. Entretanto, essa ideia hoje está praticamente sepultada.
Nota do Blog – Nos intramuros do governo, as queixas têm crescido bastante em relação ao Governo Rosalba Ciarlini (DEM), que fez um leque de promessas de apoio à municipalidade, mas até o momento tem sido ausente em praticamente tudo.
Prefere discutir relógio que não funciona em praça recém-inaugurada do que questões crônicas da Saúde e da Segurança Pública, improbidade administrativa e outros temas que realmente interessam.
Depois de uma viagem a Brasília, para tratar de assuntos relacionados à organização do PSD, o vice-governador Robinson Faria (PSD) terá pelo menos uma reunião certa no Rio Grande do Norte. E lógica, nesses tempos de crise.
Robinson terá conversa com a ex-governadora Wilma de Faria (PDT).
Ex-aliados, os dois têm muito a conversar depois do rompimento do vice com o governo Rosalba Ciarlini (DEM).
"Bolo" não para de crescer, mas cidade continua incapaz de discutir suas mazelas
A oposição em Mossoró praticamente não existe. É massa dispersa, time de amadores que se reúne na borda do campo faltando minutos para o jogo começar. Os Rosado comandam Mossoró desde 1948 porque exercem a política como profissão diuturna. São do ramo.
Até divididos, somam. Política é coisa muito séria. E eles transformaram esse ofício em ganha-pão, meio de vida.
Ninguém, de fora do sistema Rosado do A ou do B, tomará o “fascio” desse clã só com bla-bla-blá e sobrenome diferente. Tem que ter foco e conteúdo, ousadia e capacidade de luta. É fundamental um trabalho de médio e longo prazos, que podedar resultado mais rápido do que muitos imaginam.
Tem que cair, levantar, seguir em frente.
Em 2008, por exemplo, o vereador Renato Fernandes (PR) foi candidato a prefeito. Perdeu, sumiu. Aportou em Brasília, em seguida ancorou em Natal. Cadê a continuidade?
O PT de Mossoró, depois de décadas de combatividade, foi “arrendado” pela banda Rosado de Sandra Rosado (PSB). Hoje luta para eleger um vereador e olhe lá.
Os Rosado vivem momento de grande estresse político, mas sabem que sobram mesmo divididos. A luta fraticida, quase silenciosa, que eles vivem agora, é resultado do próprio esgotamento da fórmula oligárquica que cultuam há décadas, onde não cabem novidades fora do círculo consanguíneo.
A oposição é cooptada ou demolida. Não avança. Parece aquele sujeito que monta uma bodega e quer, em poucas semanas, ter a dimensão de um Carrefour. Aspira o poder em forma de aclamação, sem sangue, suor e lágrimas. Como uma benção divina.
Conservador
A discussão política em Mossoró é sempre em cima de nomes ou sobrenomes. Ninguém tem projeto para presente ou futuro do município. É fato. Os próprios Rosado se revelam assim. Há permanente empenho pelo poder e quase nenhuma ideia do coletivo.
Por sua natureza, o ser humano é conservador, não costuma dar passo adiante sem perscrutar bem o ambiente. Mossoró é conservadora. Com razão. Tem mantido os Rosado no poder porque quase nada diferenciado, consistente e confiável surgiu em décadas.
Qualquer projeto político em Mossoró, de força alternativa, precisa pensar Mossoró bem adiante, com foco e atuação continuada na sociedade. Levar em conta, por exemplo, que somente este ano e o próximo, a Prefeitura de Mossoro vai movimentar mais de R$ 1 bilhão. O Estado, comandado também por outra fatia do clã Rosado, terá em mãos mais de R$ 20 bi.
Não acho que devamos fazer campanha contra os Rosado. O trabalho é a favor de Mossoró, mudança de ordem, definição de outro modelo gestor e de política. Existem Rosado capazes, competentes, bem-intencionados e com espírito público, sim.
Mossoró transformou-se em centro acadêmico, a iniciativa privada muda sua face econômica, a intervenção pública tem hoje um efeito menor. Precisamos pelo menos eleger um prefeito que realmente exerça o cargo e não seja tutelado por irmão, esposa ou chefete político. O que temos há vários anos é o suprasumo do atraso.
São mais de 250 mil habitantes, população flutuante superior a 30 mil pessoas, quase 100 mil veículos automotivos; riquezas múltiplas, posição geopolítica estratégica, mas mesmo assim somos uma comuna refém do compadrio, do interesse espúrio, da ganância de predadores e da voracidade de gente que se acha iluminada.
Mossoró há anos que sequer tem um seminário para discutir seu modelo de crescimento econômico e sua pobreza de desenvolvimento humano. Faculdades e universidades fecham-se em copa, não conseguem chegar ao cidadão comum e abrem mão do estratégico poder da extensão acadêmica.
Discutir Mossoró é fundamental para entendê-la, compreender seu progresso econômico e atraso político; vocação à vassalagem e pobreza crítica. Mas discutir sem dogmatismo, ouvindo para ter direito à voz, falando para ser escutado.
Os que berram nada têm a dizer, porque só ouvem o que seus senhores determinam como certo ou errado.
Mossoró está aí, pronta para ser conquistada. E a tese de crescer o bolo, para dividi-lo, não cola mais. O bolo não para de crescer, mas da mesa farta de seus captores, só caem migalhas à grande maioria, além de “circo”.