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O novo poder em que uns mandam e outros apenas obedecem

Trump manda e Delcy obedec. Simples assim (Fotomontagem da AFP)
Trump vai dando as cartas e Delcy obedece, num misto de poder. Simples assim (Fotomontagem da AFP)

Do The News para o BCS

Delcy Rodríguez? Donald Trump? Marco Rubio? Quatro dias após a operação que capturou o ditador Nicolás Maduro, ainda não se sabe ao certo quem dita as regras na Venezuela.

Por um lado, você pode responder Delcy Rodríguez. Empossada como presidente interina, a então vice de Maduro e apoiadora do chavismo tenta caminhar numa corda bamba.

Por outro, você poderia dizer Trump. Até porque ele respondeu um simples e direto “Eu”, quando perguntado sobre quem governa o país.

Mas a resposta que parece mais próxima da realidade é… Um mix dos dois. O presidente americano declarou que não haverá eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, mantendo indiretamente Delcy no poder.Pode parecer contraintuitivo, uma vez que, em público, ela fala em independência e critica a ação americana. Porém, nos bastidores, a presidente interina mantém canais abertos com Washington e até já sinalizou “cooperação”.

Paz pública e petróleo na mão

Eleições imediatas, assim como entregar o poder à oposição, poderia causar revolta das forças militares, que são alinhadas ao regime de Maduro.

Trump parece querer evitar um caos civil para que as petroleiras americanas consigam retomar suas atividades na Venezuela sem sofrerem pressão.

Bottom-line: Ele estima que, só para “consertar” a infraestrutura do setor, elas devem demorar 18 meses. Na noite de ontem, o presidente americano publicou em suas redes afirmando que a Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA.

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Empresa mossoroense assina contrato bilionário com a Petrobras

Tião Couto e Renata Baruzzi assinam contrato bilionário (Foto: Guarim de Lorena Chapada)
Tião Couto e Renata Baruzzi assinam contrato bilionário (Foto: Guarim de Lorena Chapada)

Com atuação em quatro estados (RN, Amazonas, Bahia e Alagoas) e mão de obra especializada que chega a cerca de 1.300 pessoas, a empresa mossoroense EBS Perfurações formalizou com a Petrobras contratos que somam R$ 1,29 bilhão. A assinatura aconteceu nessa quarta-feira (09), com a diretora de Engenharia, Tecnolocia e Inovação, Renata Baruzzi, representando a Petrobras.

Os investimentos serão concentrados nos estados da Bahia e Amazonas. A EBS vai realizar serviços de perfuração de poços terrestres com profundidade de até 1,65 mil m, que atenderão a uma campanha de perfurações programada para o período de 2025 a 2026. Com esse projeto, a estatal retorna ao onshore brasileiro e esse investimento vai permitir a contratação/manutenção de 1.200 empregos diretos e indiretos.

O Blog Carlos Santos conversou com o empresário Tião Couto à manhã desta quinta-feira (10). Diretor-presidente da EBS, ele assinalou: “Nós estamos atentos ao mercado e nos preparamos para esse novo momento do setor em plenas condições de atender essas exigências.”

A EBS nasceu em 2012, em Mossoró, mas tem DNA bem mais antigo com a Prest Perfurações e Serviços Gerais (1993), aposta de Tião Couto – depois de experiência pessoal com petróleo na Líbia (Norte da África).

Atualmente, a EBS Perfurações é a uma das maiores empresas brasileiras do setor e tem o maior acervo de sondas onshore do Brasil.

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Empresários discutem sobre mais leitos em hotelaria para evento

Reunião também tratou de aumento no número de voos (Foto: divulgação)
Reunião também tratou de aumento no número de voos (Foto: divulgação)

A Redepetro RN e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN), organizadores do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), buscam ampliação da oferta de leitos na rede hoteleira de Mossoró durante a realização do evento, que ocorrerá em novembro. A demanda foi apresentada em reunião com representantes da hotelaria local, nessa quarta-feira (21), no Garbos Trade Hotel.

O diálogo foi articulado pelas entidades junto ao Mossoró Convention & Visitors Bureau (MC&VB), que representa o trade turístico do município e região. Na sua mais recente edição, em 2022, o Moge lotou todos os leitos do parque hoteleiro de Mossoró.

A ideia é assegurar que não haja déficit de leitos diante da quantidade de participantes do evento, que tende a aumentar na edição deste ano, segundo expectativa da organização.

“No ano passado, tivemos uma demanda fortíssima na rede hoteleira durante o Moge. A participação deverá crescer, e precisamos estar preparados para isso. Por isso é tão importante estarmos nos antecipando e buscando meios de garantir hospedagem para todos os participantes”, explica Gutemberg Dias, presidente da Redepetro RN.

De acordo com o secretário executivo do Mossoró Convention & Visitors Bureau, Oberi Penha, não está descartada a possibilidade de disponibilizar equipamentos de hospedagem de outras cidades durante o evento.

“Há, portanto, a necessidade de agregar equipamentos de municípios vizinhos para atender a demanda”, informa.

Mais voos

No encontro, também foi discutida a necessidade de ampliação da quantidade de voos com destino a Mossoró no período do evento. Segundo pesquisa interna do Moge, 69% dos participantes utilizaram o transporte aéreo para participar da conferência. No entanto, apenas 4% desembarcaram no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró.

“Esse é um dado importantíssimo que reforça a necessidade de ampliação no número de voos para atender a essa demanda de participantes do evento que acaba desembarcando em Natal ou Fortaleza por falta de oferta de voos com destino a Mossoró”, pontua Gutemberg Dias.

O número reduzido de voos locais é apontado como fator determinante para o baixo índice de desembarques em Mossoró durante o evento. O assunto será tema de reunião, na próxima segunda-feira (26), entre a organização do Moge e representantes da Infraero, administradora do Aeroporto Dix-sept Rosado.

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Jean-Paul Prates aponta os caminhos da Petrobras no RN

Saldo da visita do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, à unidade RN-CE com sede em Natal, na sexta-feira (3), pode ser resumido em três diretrizes que farão parte dos planos estratégicos da estatal, e que serão objeto de análise da diretoria em momento oportuno.

Prates esteve na sede da Unidade RN/CE, em Natal (Foto: divulgação)
Prates esteve na sede da Unidade RN/CE, em Natal (Foto: divulgação)

É isso o que pensa Prates:

1 – Permanência da Petrobras no Rio Grande do Norte.

2 – Qualificação da Unidade de Negócios de Exploração e Produção do RN e CE (UN-RN/CE) como sede para operações de geração de energia no mar (offshore), em especial energia eólica.

3 – Perfuração, delimitação e produção no campo de Pitu, localizado na costa do RN, e continuação das atividades exploratórias na Bacia Potiguar.

Em auditório lotado por trabalhadores e gestores da petroleira, Jean Paul Prates confirmou a suspensão das transferências involuntárias dos funcionários da estatal em todo país.

Foi a primeira visita do presidente da Petrobras ao RN, estado que representou como senador nos últimos quatro anos.

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RN se inspira no Canadá para impulsionar campos maduros

Um dos desafios da indústria de óleo e gás em terra, o aumento da produção e da vida útil dos campos maduros foi tema no segundo dia do Mossoró Oil & Gas (MOGE), nesta quarta-feira (6). Empresários, técnicos, estudantes e outros presentes conheceram técnicas do Canadá, referência mundial na produção de petróleo onshore e na recuperação de campos maduros.

Steven Golko, do Canadá, apresentou técnicas de recuperação de campos maduros Foto: Luciano Lellys/Redepetro RN
Steven Golko, do Canadá, apresentou técnicas de recuperação de campos maduros (Foto: Luciano Lellys/Redepetro RN)

Conforme definição da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), campos maduros estão em atividade há 25 anos ou mais e/ou com produção igual ou superior a 70% das reservas provadas.

O chamado fator de recuperação é medido pelo percentual de volume óleo da reserva de cada campo que foi produzido. No mundo, o fator de recuperação médio é de 35%. No Brasil, entretanto, o fator médio é de aproximadamente 13%, segundo a Associação Redepetro RN.

O desafio da retomada do setor no Estado, portanto, é melhorar esse rendimento, a partir da chegada de novas empresas no vácuo da Petrobras, que vendeu seus ativos no Rio Grande do Norte à iniciativa privada. Para isso, o mercado estreita os laços com a indústria de petróleo canadense.

Os números de lá chamam atenção.

O Canadá detém a terceira maior reserva em terra do mundo, atrás da Arábia Saudita e Venezuela, é o quarto maior produtor mundial; 80% da produção é em terra (onshore), com cerca de mil operadores e mais de 550 mil poços perfurados.

Alternativas

No Mossoró Oil & Gas, Steven Golko, vice-presidente da Reservoir Services at Sproule, foi uma das atrações do painel “Tecnologias aplicadas à recuperação em campos maduros”. Ele apresentou quatro técnicas usadas com êxito, no Canadá, para aumento da produção de campos maduros: injeção de água, injeção de polímetros, tecnologia térmica e injeção de vapor.

Segundo ele, algumas dessas técnicas, como a injeção de polímetro, elevou para até 47% o fator de recuperação de poços na região de Alberta, no Canadá. “Recomendo avaliar a opção mais viável de acordo com cada realidade para incremento econômico”, sugeriu.

Outro participante do painel, Petro Nakutnny, diretor de operações Saskatchewan Research, acrescentou no rol de técnicas injeção de químicos (polímeros + sufctantes). Segundo ele, é uma alternativa a ser considerada no Brasil. Os dois participaram em inglês, com tradução simultânea.

Intercâmbio

Na mesma linha, Jéssica Canuto, gerente da Petrorecôncavo, apresentou casos de sucesso da empresa na Bahia. É o caso do campo de Cassarogongo, onde o fator de recuperação beira 30%, por meio de injeção de água, segundo ela. Também participaram do painel Nadine Lopes (mediadora), do consulado do Canadá no Brasil, e Carlos Padilha, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil).

Para o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, o intercâmbio com o Canadá é importante para troca de experiência e, também, aproximação de possíveis futuros parceiros comerciais. “Está sendo uma experiência muito rica em conhecimentos”, avalia. Realizado pela Redepetro e Sebrae RN, o Mossoró Oil & Gas começou ontem e segue até esta quinta-feira (7), no Expocenter.

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Onshore terá maior evento do país no mês de julho

O Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), maior evento do onshore brasileiro, já tem data definida para a edição 2022. A feira de exposição, debates e negócios do setor de petróleo e gás em terra acontecerá entre os dias 5 e 7 de julho, no Expocenter, em Mossoró – capital do onshore brasileiro.

Evento presencial ocorreu a última vez em 2019 (Foto: Redepetro)
Evento presencial ocorreu a última vez em 2019 (Foto: Redepetro)

Realizado pela Associação Redepetro RN e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN), o Moge volta a ser 100% presencial após dois anos. Vai enfocar as discussões em torno do novo ciclo de exploração e produção onshore nacional, marcado pelas oportunidades geradas pelo ingresso de produtores independentes em campos outrora operados pela Petrobras.

Nesse ano, o Mossoró Oil & Gas contará com número maior de estandes. Passará dos 80 da edição anterior para 90 espaços de exposição. O formato da grade de programação está mantido, com paineis apresentados nas duas arenas, Inovação e Petróleo e Gás, além de exposições em estandes, encontros de negócios e mostra científica (Simpósio de Petróleo e Gás), realizada pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Novo cenário

O Mossoró Oil & Gas reúne os principais atores do segmento de petróleo, gás e energia do país para debater e apresentar alternativas para o futuro do setor. Participam do evento o Governo do Estado, Ministério de Minas e Energias, Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), entre outros.

A ideia, conforme a organização, é aproveitar o novo cenário de exploração e produção de petróleo e gás onshore, que vive a expectativa de consolidação da retomada, para aquecer toda a cadeia produtiva no Rio Grande do Norte. A Redepetro RN enxerga que a atuação dos operadores independentes na Bacia Potiguar incremente, também, os pequenos negócios ligados ao setor.

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O peso de tributos e dólar em cada gota do nosso combustível

Com os constantes aumentos nos preços dos combustíveis, não deveriam existir dúvidas ou polêmicas quanto ao epicentro do problema. O jogo de empurra-empurra político, às vésperas de novas eleições, até parece bizarro, carregado de sofismas. Solução mesmo, nenhuma.Combustíveis, Operação Vulcano, posto de combustíveis, gasolina, óleo,

O portal Metrópoles fez um levantamento que a gente simplifica, para se entender a composição final de preço dos produtos que abastecem veículos automotivos no país. Veja abaixo:

Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço nos postos é calculado da seguinte forma:

27,9% – tributo estadual (ICMS)

11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins)

32,9% – lucro da Petrobras (indiretamente, do governo federal, além dos acionistas)

15,9% – custo do etanol presente na mistura

11,7% – distribuição e revenda do combustível

Para o diesel, a segmentação ocorre de maneira diferenciada, com uma fatia destinada para o lucro da Petrobras significativamente maior.

15,9% – tributo estadual (ICMS)

7% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins)

52,6% – lucro da Petrobras

11,3% – presença de biodiesel na mistura

13,2% – distribuição e revenda.

De acordo com economistas ouvidos pelo portal, a disparada da moeda americana no câmbio encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril.

“O dólar é o grande vilão da alta do preço da gasolina. Mesmo com o preço do petróleo internacional tendo caído recentemente, a alta da moeda americana faz com que a Petrobras não consiga repor os preços”, afirma o economista-chefe da Infinity, Jason Vieira.

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Governo conhece e discute apoio a Polo Cloroquímico

Do G1 RN

Uma proposta de criação do Polo Cloroquímico do Rio Grande do Norte levou o governo do estado a criar um grupo de trabalho para discutir o tema.

O projeto prevê a atração de empresas aos municípios de Mossoró, Macau, Guamaré e Porto do Mangue, na Costa Branca, para aproveitamento de recursos naturais da região, como sal, minérios e petróleo, na produção de insumos usados em várias indústrias.

Economista Carlos Duarte fez apresentação do projeto nessa quarta-feira (Foto: Elisa Elsie)
Economista Carlos Duarte fez apresentação do projeto nessa quarta-feira (Foto: Elisa Elsie)

Segundo o governo do estado, o polo foi idealizada pelo economista e o consultor do Conselho Regional de Economia, Carlos Alberto Duarte Gomes, que fez uma apresentação sobre o assunto, ao governo, nesta quarta-feira (14).

Durante a reunião, a governadora Fátima Bezerra (PT) determinou a criação do grupo de trabalho, que será coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), para discutir a proposta de implantação.

Grupo

O projeto também aponta a necessita de uma alternativa de linha ferroviária para transporte de cargas, acessando os municípios de Areia Branca, Mossoró, Assu, Jucurutu (jazidas de minério de ferro), Afonso Bezerra, Macau, Guamaré, Natal e São Gonçalo do Amarante, e tendo como atracador o Porto do Mangue.

O grupo de trabalho será formado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, prefeitos e secretários dos municípios, representantes da Federação das Indústrias do RN (Fiern), além dos idealizadores da proposta e possíveis investidores.

Insumos

Segundo o estudo inicial, o polo poderia usar sal, águas-mães, petróleo e outros minérios da região potiguar para produzir soda-cloro, ácido clorídrico, cloreto de vinila (PVC e CPVC), hipoclorito de sódio, cloropropeno (borracha Neoprene), cloroetanol (poliéster, acrilonitrila), cloropropanol, dicloroetano, hipoclorito de cálcio, percloroetileno, tricoloetileno, cloreto de alumínio e dióxido de cloro.

Ainda de acordo com os idealizadores, esses insumos são usados em diversos setores da indústria, na produção de cerveja, xarope de milho, refino de açúcar, smartfones, fibra ótica, baterias, estabilizadores para plásticos, aceleradores de borracha, equipamentos médicos, tubulação, acessórios sanitários, isolamento elétrico, desinfetantes, mangueiras, entre outros produtos.

Presenças

No ato de apresentação da proposta a governadora esteve acompanhada também do vice-governador Antenor Roberto, Lucas Fagundes, assessor parlamentar, representante do senador Jean Paul; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado; o secretário adjunto da Sedec, Silvio Torquato; da presidente da Potigás, Larissa Dantas, Diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, assessora de Governança da Potigás, Samanda Alves, coordenador de Desenvolvimento Energético da Sedec, Hugo Fonseca. Também participaram o deputado estadual Souza Neto, prefeitos de Guamaré, Eudes Fonseca, Porto do Mangue, Antônio Faustino, de Macau, José Antônio de Menezes, a vereadora de Mossoró, Marleide Cunha; Vilmar Pereira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (Acim) e vice-presidente da Fiern, Maria Izabel Montenegro, vice-presidente da Acim, e o secretário de desenvolvimento econômico de Mossoró, Franklin Filgueira.

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Produção de petróleo em terra cai 50%

Por Cristian Favaro (O Estado de São Paulo)

A capacidade da Petrobrás na exploração no mar, somada à crise da petroleira, colocou em segundo plano a produção de petróleo em terra firme. Recentemente, a empresa oficializou seu objetivo de atuar em águas profundas e colocou à venda centenas de áreas de produção. O efeito, entretanto, já havia sido sentido: a produção de petróleo em terra do Brasil, o chamado onshore, caiu pela metade entre 2000 e 2019.

A exploração em terra é concentrada sobretudo no Nordeste, que abriga mais de 80% das reservas provadas do Brasil e 70% da produção. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que a produção desse segmento caiu da média de 209,1 mil barris de petróleo por dia, no ano 2000, para 107,4 mil barris diários, em 2019 (média de 12 meses até maio).

Na direção oposta, alavancada pelo pré-sal, a produção total brasileira mais do que dobrou no mesmo período, de 1,2 milhão de barris para 2,6 milhões de barris por dia.

“O Rio Grande do Norte chegou a produzir 60 mil barris por dia”, diz Gutemberg Dias, presidente da Redepetro RN, entidade com sede em Mossoró que reúne empresas da cadeia produtiva do petróleo no Estado.

“Hoje, são 38 mil barris. Infelizmente, várias empresas fecharam as portas.”

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), se a estatal tivesse o mesmo ritmo de crescimento dos concorrentes privados nas bacias de Recôncavo, Sergipe/Alagoas, Potiguar e Espírito Santo, ela teria produzido 311,8 milhões de barris em terra a mais, em quase duas décadas.

Carência

Para a entidade, ter colocado a exploração em terra firme em segundo plano tirou R$ 11,8 bilhões em investimentos na região, o que poderia ter gerado até R$ 1,2 bilhão em royalties a municípios do interior nordestino.

A estimativa indica que 386 mil postos de trabalho poderiam ter sido criados.

Segundo Anabal Santos Júnior, secretário executivo da Abpip, a posição praticamente monopolista da Petrobrás é a razão para a derrocada do petróleo em terra firme.

Para ele, o Brasil tem um grande potencial a ser explorado, já que o País concentra uma das maiores áreas em bacias sedimentares do mundo.

A escolha da Petrobrás pelo mar, porém, pode ser explicada em números. Em média, um poço em terra produz 15 barris por dia no Brasil.

No pré-sal, o volume diário alcança 40 mil. Ou seja: um único poço em águas profundas produz mais que toda a extração onshore da Bahia ou do Rio Grande do Norte.

Competição

A menor produtividade, porém, não inviabiliza a produção em solo firme – e a atividade se mostra particularmente atraente a empresas menores. Enquanto o petróleo é encontrado a poucas centenas de metros em terra, no mar os poços podem superar seis quilômetros de profundidade.

Mais barata, a extração onshore é um negócio que atrai pequenas e médias empresas. Seu potencial de gerar receita cresce com a escala. Enquanto o Brasil tem cerca de 23 mil poços perfurados em terra, nos Estados Unidos o número está na casa dos 2 milhões. Diante de medidas de incentivo ao setor, há poços viáveis e lucrativos com produção de apenas um barril por dia nos EUA, algo difícil no Brasil por causa da legislação, segundo especialistas.

A demanda para que campos terrestres da Petrobrás sejam oferecidos a operadores privados é uma briga antiga da Abpip.

Em 2016, a estatal divulgou a inclusão de bacias terrestres maduras dentro do seu programa de vendas. Três anos e diversas prorrogações depois, a meta ganhou velocidade apenas após setembro, quando a ANP selecionou 254 campos para que a Petrobrás decidisse se voltaria a investir ou se devolveria para serem vendidos à iniciativa privada. A Petrobrás decidiu ficar com 71 e vender 183.

Procurada, a Petrobrás apenas confirmou o processo de venda de 183 concessões e disse que “essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”.

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Petróleo no sertão, uma oportunidade

Por José Nilo

“Lembro-me, quando criança, da reação dos garotos ricos ao receberem brinquedos. Os seus olhos brilhavam e, imediatamente, passavam a desfrutar merecidamente da conquista, mais comumente, envoltos por individualidade e relativo período de felicidade. Em contraponto a essa realidade, recordo-me também dos amigos que tinham, apenas na vontade, algum tipo de passatempo. Ao imaginário desse último grupo, cabia a pretensão de concretizar o desejo de construir, a partir de um conceito, de uma ideia, um brinquedo palpável às suas ainda pequenas mãos. Para tanto, assumiam o papel de desenvolvedores, reaproveitando materiais já utilizados e descartados. Indiscutivelmente, o aprendizado, nesse caso, ficava mais consolidado e a conquista mais vibrante.”

Convido-os a espelhar essa experiência no cenário econômico atual do Rio Grande do Norte.

A exploração do petróleo em Mossoró no início dos anos 80 foi, de maneira análoga, o presente de rico para uma região economicamente carente que, com o passar do tempo, desembrulhou-o e deleitou-se dos resultados.Por 35 anos, gerou-se progresso e distribuiu-se renda por meio dos royalties. A pujança parecia interminável, até que, por aparente ironia, o presente de rico mudou de endereço e agora está sendo apreciado bem longe das terras costeiras e competentemente explorado por players capitaneados pela Petrobras, detentora inconteste de tecnologia e mão de obra especializada à altura dos desafios da exploração do pré-sal. Fantástico, vibrante, mas com alegria contida.

Alegria contida porque as regiões produtoras terrestres, que tanto contribuíram com o aprimoramento da curva de aprendizado por meio de inúmeros testes de equipamentos, materiais e capacitação de mão de obra, hoje, assistem de forma desolada a uma vertiginosa queda de produção motivada pelo descompasso entre o programa de desinvestimento da Estatal e a entrada das novas operadoras. Descompasso inesperado, tendo em vista o empenho, a dedicação dos potiguares e os bons resultados econômicos e sociais advindos dessa exploração.

Segundo a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme matéria publicada pelo Valor em 07 de março de 2019, a produção terrestre recuou 36% entre 2012 e 2018, para 115 mil barris diários. As perfurações em terra recuaram 73% entre 2015 e 2017, para 85 poços, bem na contramão do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), do Ministério de Minas e Energia (MME), que previa a possibilidade real de mais que triplicar a produção de petróleo e gás natural onshore, revertendo o declínio da curva dos últimos anos.

É notório o clima de desânimo e de desalento na capital brasileira do onshore, Mossoró/RN, clima de que tudo ficou para trás, para o passado, como se agora não fosse o momento de se reconhecer a avidez dos produtores independentes, de união em torno de um novo conceito, de um ideal, de um propósito na preparação de um negócio renovado, capaz de impactar positivamente a geração de empregos em regiões castigadas pelas condições climáticas e baseado primordialmente naquele modelo de sonho de brinquedo de criança pobre citado inicialmente, no qual ela mesma busca construí-lo, vencendo as dificuldades e partilhando os resultados.

Alguns empresários locais afirmam: “é hora de pararmos de lamentar a decisão da Petrobras de repassar polos produtores sob sua concessão. É hora, sim, de lamentarmos a demora na concretização desse repasse, é hora de agradecermos a relevante contribuição dispensada pela maior operadora do Brasil à região, de nos prepararmos para receber as novas operadoras e esperarmos que elas recoloquem em operação em prazo urgente os mais de 2000 poços que se encontram parados, desestagnando a combalida economia local, restaurando empregos e, quiçá, fazendo-nos compreender que o petróleo também é nosso”.

José Nilo é empresário

O Rio Grande do Norte de Fátima

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte vive um momento muito crítico do ponto de vista administrativo. Não resta dúvida que isso é resultado de um acúmulo de erros de várias gestões. A partir de primeiro de janeiro/2019 o Estado estará sobre nova administração e o que se espera é que ela consiga, pelo menos, tirar o elefante da UTI.

A futura governadora Fátima Bezerra tem um grande desafio, nos próximos meses: mostrar ao povo do RN que ela e sua equipe farão diferente. Sair da retórica do palanque para efetivamente executar o que prometeu.

Vários são os gargalos que ela terá que enfrentar. O primeiro e mais crítico é a questão da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. Os servidores convivem com atrasos há mais de dois anos. Uma parte recebeu o 13o salário de 2017 no último dia 28, ou seja, não será uma tarefa fácil dialogar com as categorias pedindo mais tempo e calma para a resolução do problema.Os policiais civis e o Itep se anteciparam e entraram em greve cobrando os salários atrasados e o 13o salário de 2017. Foram atendidos nesse último pleito. Mas, pelo andar da carruagem, devem iniciar o ano de braços parados, mesmo a justiça definindo que a greve dos policiais é ilegal. Se voltarem irão fazer a chamada operação padrão.

No campo da segurança pública, espaço onde a população deverá avaliar o próximo governo, será preciso um esforço muito grande e sistêmico para poder engendrar um projeto que possa dar cabo a uma redução, principalmente, dos homicídios, já que esses são para o senso comum o termômetro da insegurança.

Para mim, o caminho tem que passar pelo fortalecimento da Polícia Civil e o Itep. No Rio Grande do Norte, mais de 90% dos crimes não são elucidados por falta de estrutura investigativa. Claro que a Polícia Militar nas ruas terá um papel importante, mas apenas homens e armas nas ruas podem não ser a solução para o grosso do problema.

Um outro gargalo será a saúde. Será necessário que o próximo governo repense as estratégias de regionalização e, sobretudo, conclame os municípios para que juntos possam repactuar as ações em saúde.

Por fim, a grande esperança é a dinamização do setor econômico. O petróleo ainda continua sendo um grande impulsionador da economia do Rio Grande do Norte, bem como, o setor salineiro e a fruticultura, sem contar o setor mineral que pode ser alavancado para reposicionar o estado entre os maiores do Brasil.

A pujança econômica do Estado está na região de Mossoró, ou melhor dizendo, na região Oeste. Espero que o novo governo não seja como os outros e suas ações terminem na Reta Tabajara.

A locomotiva econômica deu um grande crédito a governadora Fátima Bezerra; agora ela precisa de lenha para crescer ainda mais.

No mais é esperar. Eu desejo o todo o sucesso a governadora e à nova equipe que irá gerir os destinos do Rio Grande do Norte. Que zelem pelo dinheiro público e construam caminhos para um Estado mais forte.

Gutemberg Dias é professor da Uern, empresário e Conselheiro da Fundação Nacional da Qualidade

Terceiro Fórum Onshore Potiguar terá participação ainda maior

II Fórum Onshore Potiguar ocorreu em 2017 (Foto: arquivo)

O III Fórum Onshore Potiguar está confirmado para ocorrer em Mossoró entre os dias 27 e 29 deste mês, no Garbos Recepções e Eventos. O Encontro de Negócios promoverá intercâmbios comerciais entre empresas compradoras e empresas fornecedoras do setor, tanto no segmento de exploração e produção quanto no de refino e transporte.

A expectativa é de que 250 empresas participem da rodada de negócios. No ano anterior, durante o mesmo fórum, participaram 36 empresas ofertantes e oito âncoras, o que resultou em 155 reuniões de negócio.

Mais participantes

Espera-se que nessa edição o número de agendamentos seja ainda maior, já que terá um número mais expressivos de participantes.

A iniciativa é Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Associação RedepetroRN.

O Fórum vai discutir as fronteiras da produção terrestre de petróleo no Brasil e terá na programação conferências, palestras, painéis técnicos, visitas a empresas referências e uma mostra de empresas operadoras e fornecedoras do setor, além do encontro de negócio.

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O fantasma de Lobato

Por François Silvestre

Fim dos anos Vinte, Monteiro Lobato encontra-se nos Estados Unidos em busca de informações sobre o petróleo. Observa que a coisa girava em torno de um tripé que envolvia siderurgia, escoamento e combustível. Aço, transporte e petróleo.

Sua fixação de extrair petróleo nas terras do Brasil não servia aos interesses dos petroleiros americanos. Nem aos brasileiros lacaios desses interesses.

O Presidente Washington Luiz dissera numa frase célebre que “governar é abrir estradas”. Essa manifestação chamou a atenção de Lobato, que de lá mandou uma declaração de apoio ao candidato oficial, Júlio Prestes. Estrada impõe transporte e transporte requer combustível.

Prestes ganhou, mas não assumiu. O movimento de 1930 pôs Getúlio Vargas no poder. Monteiro Lobato era uma figura célebre, por conta de sua atividade de escritor. Bastante popular em todo o Brasil. Jeca Tatu era lido de Sul a Norte.

Ele criou uma fixação sobre o petróleo. Mas essa fixação produziu inimigos terríveis, estrangeiros e internos. O governo o considerava adversário, por conta do seu apoio a Júlio Prestes, que derrotara Vargas.

O novo governo consolidado, Monteiro Lobato manda uma carta para Getúlio, explicando as necessidades brasileiras de investir na extração de petróleo. O governo fazia coro com os interesses americanos, na repetida balela de que não havia petróleo no Brasil. A carta foi respondida com o silêncio.

Lobato ainda tentou agir por conta própria, conseguindo extrair o óleo em alguns lugares. Tudo economicamente inviável. Os inimigos de Lobato o acusavam de querer lucros. Qual o crime, se o lucro é o salário da empresa?

Uma segunda carta, ácida, foi remetida. O governo respondeu com a prisão e condenação de Lobato. O gigante fora amordaçado. Saiu da cadeia falido e desencantado. Seu último desabafo: “…O pior foi a incoercível sensação de repugnância que desde então passei a sentir sempre que leio ou ouço a expressão “Governo Brasileiro”.

Pois bem. Morto Lobato, o tempo repôs a verdade. O Brasil tinha petróleo, muito e de boa qualidade. Veja a ironia: Foi Getúlio, agora presidente eleito, o criador da Petrobrás, em 1953.

E o slogan da Empresa foi a frase de Monteiro Lobato: “O petróleo é nosso”.  Na Carta testamento de Vargas, o suicida acusa as mesmas forças, inimigas de Lobato, de serem os inimigos do Brasil e do povo brasileiro.

O resto da história não é edificante. Mais recentemente, no governo de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Francis denunciou roubalheira na Petrobrás. Não delatou a fonte, foi processado pela Empresa e condenado ao pagamento de uma multa de milhões de dólares.

Impagável.

Segundo amigos do escritor, esse processo teve papel marcante nas causas da sua morte.

Aí vem o petrolão. O mais fantástico escambo de corrupção já visto na parceria público-privada.

Agora, sob o pretexto de “salvar” a empresa, o governo escancara a fragilidade econômica de sua política.

Põe um pretenso administrador para brincar de capitalismo em plena recessão. Atrelando preços de combustíveis ao mercado internacional do petróleo. E nenhum economista desse arremedo de governo viu ou previu a monstruosidade do problema que estava e ainda está sendo montado. Mascarado em números falsos de inflação “sob controle” e mentira de crescimento do PIB.

O fantasma de Monteiro Lobato manda seu embaixador, Visconde de Sabugosa, repetir o alerta de que ao brasileiro só restam duas alternativas: Conhecer o Brasil, pela educação, para assumi-lo, ou entregá-lo pela ignorância. Té mais.

François Silvestre é escritor

Campos maduros precisam ser explorados, dizem debatedores

Nesta quinta-feira (29), a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) promoveram no Rio de Janeiro, uma roda de discussão com o tema “Um fator crítico para o futuro dos campos terrestres brasileiros”. O presidente da Associação Redepetro/RN, Gutemberg Dias (PCdoB), foi um dos expositores; o deputado federal Beto Rosado (PP) também participou do evento.

Gutemberg Dias (e) e Beto Rosado (d) participaram do evento hoje no Rio de Janeiro (Foto: cedida)

O evento, realizado no Rio de Janeiro, é uma oportunidade de discorrer sobre os impactos do atraso na transferência dos campos para novos operadores na cadeia de fornecedores, já que a Redepetro/RN defende a abertura do espaço de produção, hoje ocupado em 97% pela Petrobras.

“Temos que extrair o óleo agora. No futuro poderemos ter uma grande reserva, mas sem ter para quem vender, já que a matriz energética poderá ter mudado. Para se ter uma ideia, uma sonda funcionando gera quase mil empregos diretos e indiretos. Por isso, acreditamos que o reaquecimento do mercador tende a retomar parte dos empregos perdidos nos últimos anos”, afirmou Gutemberg Dias.

Venda dos poços maduros

O deputado federal Beto Rosado explicou o Projeto de Lei 4663/16, que prevê a venda dos poços maduros. São unidades de produção que a Petrobras não tem mais interesse de explorar.

O parlamentar destacou que a proposta prevê as condições para o leilão dos campos maduros. Ele explicou que o Projeto tramita atualmente na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal, onde teve alguns entraves, que já estão sendo resolvidos.

De acordo com Beto, a retomada da produção de Petróleo nos campos maduros hoje inativos é fundamental para a economia dos Estados produtores, gerando royalties para Estados e Municípios, emprego e renda para a população.

O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Lahyrinho Rosado (PSB), esteve presente ao evento.

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Audiência discutirá retomada de investimentos petrolíferos

A atividade petrolífera foi responsável pela geração de vários empregos e de renda para os norte-riograndenses. Com a descoberta da camada pré-sal, a Petrobras perdeu o interesse pela exploração dos chamados campos maduros, o que gerou a demissão de várias pessoas do setor.

Para discutir de forma ampliada, a retomada desses investimentos no Estado, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) propôs a realização de audiência pública, dia 14 de agosto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A iniciativa vai ao encontro do que propõe o Ministério de Minas e Energia através do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE).

Com informações da Assessoria de Imprensa de Larissa Rosado.

Setor do petróleo deverá demitir cerca de 5 mil trabalhadores

A desativação de sondas de perfuração terrestres da Petrobras, no RN, a partir de setembro deste ano, deverá acarretar desemprego em massa no setor. Estimativa é de que pelo menos cinco mil empregos devem ser eliminados na indústria do petróleo.

O estado é o maior produtor de petróleo em terra no Brasil.

Até setembro serão perfurados 154 poços, uma redução de 60% frente aos 350 poços em 2015.

A situação é reflexo no corte 98,4 bilhões de dólares no plano de negócios da empresa, no período 2015-2019.

As empresas terceirizadas são atingidas diretamente.

Em 2010, somente na região de Mossoró existiam cerca de 12 mil postos de trabalho no setor, na esfera terceirizada. Desde então, cinco mil postos de trabalho foram fechados e outros cinco mil devem ser amputados.

Toda uma cadeia do petróleo é atingida, com o recuo nos postos de trabalho, além de investimento da exploração e produção. Os royalties do petróleo tendem também a cair para estados, municípios etc.

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Queda nos royalties se acentua e futuro parece sombrio

Tem ocorrido uma drástica e continuada queda no volume de transferência para estados e municípios, dos royalties do petróleo. Mossoró não está inume a isso.

Os números, a conjuntura, o Plano de Negócios da Petrobras e os estudos preliminares apontam para que esse cenário se agrave adiante.

Em 2013, pouco mais de R$ 37,676 milhões chegaram ao cofre municipal; em 2014, acima de R$ 37.330 milhões e este ano talvez chegue a ultrapassar algo em torno de R$ 24 milhões.

Dramaticidade

Mesmo assim, o Governo municipal aposta na antecipação de crédito para salvar a dramática situação da Prefeitura.

Agora em outubro, o crédito para a Prefeitura de Mossoró chegou a pouco além de R$ 1,548 milhão.

A média/mês em 2015 é de cerca de R$ 1,8 milhão.

Em 2013, os números mensais em média ficaram em R$ 3.139,679,48.

Em 2014, R$ 3.110,901,68.

Ao longo de mais de 30 anos, no ciclo do petróleo, Mossoró não soube melhor aproveitar essa riqueza. Agora, apressa-se em pegar na frente o que ainda lhe resta para torrar.

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Gigante multinacional demite no setor de petróleo

A Halliburton, multinacional do petróleo, com origem norte-americana, também não escapa da crise do petróleo em área terrestre na região de Mossoró.

Em pouco mais de oito meses, ela demitiu ou transferiu cerca de 150 empregados de alta qualificação.

O enxugamento deve continuar.

Ninguém estranhe um “bye, bye!!”

Mas ontem a Câmara de Mossoró fez solenidade para entrega de honrarias, tendo a presidente da Petrobras, Graça Fortes, como homenageada com título de cidadania.

Nós merecemos.

Ceará tem canal de oportunidades com blocos de petróleo

Do Diário do Nordeste

O Ceará é apontado pela diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, como um ponto estratégico para ancorar toda a nova atividade exploratória que será iniciada com a 11ª Rodada de Licitações de blocos de petróleo e gás, cujo foco são as regiões Norte e Nordeste. Além disso, ela afirma que o Estado deve se habilitar para o fornecimento de bens e serviços para as novas áreas de exploração e produção. “Já tem coisa demais no Sudeste. Vamos ver o que podemos fazer aqui no Norte e Nordeste”, defendeu.

Magda esteve ontem em Fortaleza, onde conversou com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e com o governador Cid Gomes, no Palácio da Abolição, além de visitar equipamentos ligados ao estudo de petróleo na Universidade de Fortaleza (Unifor). “O que o Ceará tem já instalado, com a possibilidade portuária, etc., já é suficiente para ancorar a atividade exploratória que vem pra cá nos próximos anos”, afirmou a executiva.

Segundo ela, o Estado “está fortemente contemplado na 11ª Rodada de Licitações”, onde possui 11 blocos em águas profundas em leilão na Bacia do Ceará, somando um total de 7,3 mil quilômetros quadrados ofertados. Além disso, alguns dos blocos da vizinha Bacia Potiguar também encontram-se em território cearense.

Veja matéria completa AQUI.

Preço do petróleo mascara crise do setor no RN

Por Aldemir Freire (Portal No Ar)

Um dado paradoxal mascara a crise da produção de petróleo no Rio Grande do Norte: enquanto a produção caiu vertiginosamente nos últimos anos o volume de royalties pagos a estados e municípios praticamente triplicou entre 2002 e 2012.

Entre 2002 e 2012 a produção de petróleo no RN caiu de 28,8 milhões de barris de petróleo para 21,7 milhões. No gás a queda foi ainda mais acentuada, caiu de 1,36 bilhão de metros cúbicos para 566 milhões de m³.

Por outro lado, em 2002 o estado recebia R$ 185,3 milhões em royalties, participações especiais e pagamento a proprietários de terra. Em 2012 esses recursos subiram para R$ 541,5 milhões.

A explicação para essa grande contradição está no comportamento do preço do petróleo no período. Em janeiro de 2002, por exemplo, o preço do barril do petróleo no mercado internacional estava em US$ 19,15. Em dezembro de 2012, por sua vez, o valor do barril havia subido para US$ 101,17 dólares.

Além disto, desde 2011 que o preço do barril tem se estabilizado ao redor de US$ 100.

Foi justamente isso que mascarou para os gestores públicos do estado a crise pela qual a economia do petróleo do RN vem vivendo. Essa crise não se manifestou ainda nas receitas do petróleo recebidas por esses órgãos públicos. Muito pelo contrário, para eles é como se a situação estivesse cada vez melhor.

Os ‘príncipes’ que ignoraram o fim do petróleo

Em Dubai (cidade mais populosa dos Emirados Àrabes), seus príncipes enxergaram que o petróleo é um bem finito, não-renovável. Há décadas investem nela como endereço turístico projetado e noutros segmentos econômicos renováveis (construção civil, serviços financeiros etc.).

Dubai tem petróleo para 200, 300 anos ou mais. Sobram-lhe poços que produzem mais do que todo o RN num mês em petróleo e gás, mas mesmo assim, viu o futuro bem antes.

Já o RN, Mossoró e outros municípios contentaram-se com o delírio de praças, festas e calçamento.

O petróleo aqui é também não-renovável.

O que se renova no RN, em escala industrial, é a estupidez.

Analfabetismo político da massa ajuda alguns espertalhões a viverem como príncipes de Dubai em pleno semi-árido potiguar.

Alguns são até aplaudidos e incensados como salvadores, abnegados defensores da causa pública e competentes administradores.

Dubai não é aqui.