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Ex-assessor de Moraes vira réu no Supremo Tribunal Federal

Tagliaferro, da Itália, debocha do STF (Foto: redes sociais/arquivo)
Tagliaferro, da Itália, debocha do STF (Foto: redes sociais/arquivo)

No domingo (09), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar réu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentar abolir o Estado Democrático de Direito, violar sigilo funcional e obstruir investigações sobre atos antidemocráticos.

Segundo a PGR, Tagliaferro divulgou diálogos sigilosos de servidores do STF e do TSE para favorecer uma organização criminosa envolvida na disseminação de notícias falsas e na tentativa de golpe de Estado.

Vivendo na Itália, Tagliaferro é alvo de um pedido de extradição do governo brasileiro, mas, em redes sociais, afirmou ter “medo zero dessa turma”. (Folha)

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PGR pede reforço na vigilância para evitar fuga de Bolsonaro

Familiares e pessoas próximos veem condenação como certa; PF está vigilante (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Familiares e pessoas próximos veem condenação como certa; PF está vigilante (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Do Canal Meio e outras fontes

A poucos dias do início do julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro (PL) a mais de 40 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) aceitou o pedido feito pela Polícia Federal de aumento na vigilância da casa do ex-presidente para evitar uma tentativa de fuga. Em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF solicitou autorização para que houvesse “reforço urgente e imediato do policiamento ostensivo e discreto nas imediações do endereço residencial de Jair Messias Bolsonaro, bem como a manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico”.

A PGR se manifestou, recomendando que a polícia “destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”. No pedido, a PF afirmou ter informações sobre “um perigo concreto” de que Bolsonaro possa tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

A PF fez questão de frisar que a representação americana está a apenas 10 minutos de carro da casa do ex-presidente. Apesar disso, há pouca expectativa de que o PGR, Paulo Gonet, recomende que a prisão domiciliar de Bolsonaro seja convertida em preventiva, com o ex-presidente sendo enviado para uma cela na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. (CNN Brasil)

Condenação certa

O entorno de Bolsonaro dá como certa sua condenação no processo sobre tentativa de golpe de Estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a última esperança dos bolsonaristas é que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consiga intervir no julgamento da ação penal. “O Trump é a única saída que nós temos, não temos outra.” (g1)

Bolsonaro, por sua vez, tem feito chegar a seus aliados que deseja estar presente nos quatro dias que estão reservados na 1ª Turma do STF para seu julgamento. De acordo com interlocutores, a ideia de comparecer é demonstrar força e refutar a percepção de que estaria acuado diante da previsão de condenação. (Folha)

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PGR pede a condenação de Bolsonaro e outros 7 por tentativa de golpe

Bolsonaro está no epicentro do caso, marchando para condenação (Foto: Gustavo Moreno/STF)
Bolsonaro está no epicentro do caso, marchando para condenação (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Do Canal Meio e outras fontes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus no processo por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. Nas alegações finais (íntegra) apresentadas no fim da noite desta segunda-feira (14), a PGR afirma que Bolsonaro liderou uma organização criminosa armada voltada a desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção.

Bolsonaro pode ser condenado a até 43 anos de prisão caso a Primeira Turma do STF aplique as penas máximas dos crimes listados pela PGR contra o ex-presidente.

O ex-presidente, diz o procurador-geral Paulo Gonet, foi o maior articulador e seria o principal beneficiário do golpe. Segundo Gonet, a organização criminosa começou a agir em 2021 “incitando a intervenção militar no país” e espalhando “narrativas falsas” sobre o sistema de votação. (g1)

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação do chamado “grupo central” do golpe:

Eis os nomes: os generais da reserva Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice de Bolsonaro em 2022), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército), o almirante da reserva Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), o deputado Alexandre Ramagem do PL do Rio (ex-diretor da Abin), do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro principal testemunha do caso.

Confira as acusações contra cada um deles.

A PGR pediu ainda a redução do benefício a Mauro Cid por contradições na delação. (CNN Brasil)

O próximo passo do processo é a abertura de prazo de 15 dias para que a defesa de Cid se manifeste. Ele tem prioridade por ter feito acordo de colaboração. Em seguida, os advogados dos demais réus terão também 15 dias para suas alegações. Encerrados esses prazos, a Primeira Turma do Supremo irá marcar a data do julgamento. (Folha)

Enquanto isso… O ministro do STF André Mendonça disse a interlocutores que deve negar o pedido dos advogados de Felipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, para interromper as investigações da tentativa de golpe. Mendonça pretende alegar erro processual, considerando que a ação deveria ser encaminhada à Primeira Turma, onde corre o processo.

Além disso, há uma jurisprudência de que um ministro não anula monocraticamente decisão de outro – no caso, o relator Alexandre de Moraes. (Estadão)

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Denunciado pela Procuradoria Geral da República, ministro cai

Lula mantém um ministro que é só problema, temendo prejuízo no Congresso Nacional (Foto: Ricardo Stuckert)
Lula conversou com o próprio ministro, o aconselhando a pedir exoneração (Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes

Caiu um dos nomes do Centrão no governo do presidente Lula (PT). O ministro das Comunicações Juscelino Filho (UB) pediu demissão após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), suspeito de participar de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e fraude em licitação. É a sétima queda de um ministro no terceiro mandato de Lula, a primeira por um caso de corrupção, embora as acusações sejam anteriores, quando Juscelino era deputado federal pelo União Brasil do Maranhão.

O ministro Flávio Dino será o relator da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF).

Juscelino Filho foi indiciado pela Polícia Federal em 12 de junho do ano passado, em investigação que iniciou a partir de reportagens da Folha e do Estadão. As suspeitas sobre ele envolvem irregularidades em obras executadas em Vitorino Freire (MA), cidade que era governada por Luanna Rezende, irmã do ex-ministro, e bancadas por emendas indicadas por ele. Em seu lugar, o União Brasil deve indicar o líder do partido na Câmara, deputado Pedro Lucas Ribeiro (MA). (g1)

Um dos elementos utilizados pela PF é um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontando que 80% de uma estrada em Vitorino Freire, orçada em R$ 75 milhões e custeada por emendas de Juscelino, só beneficiou fazendas dele e de seus familiares. Segundo o ministro, as emendas foram repassadas dentro da legalidade e beneficiaram 11 povoados. O relatório da PF aponta que Juscelino integraria uma “organização criminosa” com o empresário Eduardo José Barros Costa, sócio oculto da construtora Construservice.

Em uma conversa de 18 de janeiro de 2019, encontrada pelos investigadores no celular de Costa, Juscelino passa ao interlocutor o nome de uma pessoa e indica o valor de R$ 9,4 mil. No dia seguinte, Costa responde com um recibo de depósito efetuado. O empresário ainda troca mensagens com seu irmão, responsável por sua movimentação financeira, explicando o pagamento. “Isso é do Juscelino lá de Vitorino, o deputado, faz isso aí, que a terraplanagem daquela pavimentação quem fez foi ele. É pra descontar, viu?”. (Globo)

Conversa com Lula

O presidente Lula conversou com Juscelino por telefone no início da tarde e o aconselhou a se demitir, embora o próprio ministro já tivesse dito a aliados que sairia do governo. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Lula orientou Juscelino a “fazer sua ampla defesa fora do governo”. Antes do telefonema, o ministro foi chamado para um almoço às pressas com sua colega das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. (Poder360)

Em sua carta de demissão (íntegra), o ex-ministro afirma ter tido apoio “incondicional” de Lula. “A decisão de sair agora também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal”, afirmou Juscelino. (CNN Brasil)

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Ezequiel convoca eleições à mesa da AL e encabeçará chapa única

Ezequiel fez convocação nesta terça-feira (Foto: Eduardo Maia)
Ezequiel fez convocação nesta terça-feira (Foto: Eduardo Maia)

Estava escrito. O Blog Carlos Santos nem mentiu nem exagerou. Noticiamos o seguinte, com exclusividade, às 9h34 de ontem, segunda-feira (11): Eleição à mesa diretora deverá acontecer até quarta-feira. Cerca de 24 horas depois, nesta terça-feira (12), o presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), Ezequiel Ferreira (PSDB), convocou sessão preparatória para eleição da Casa (biênio 2025-2026).

Será realizada amanhã, quarta-feira (12). O parlamentar citou que a decisão será em cumprimento às várias decisões do STF em relação à antecipação da eleição da Mesa Diretora  da ALRN e de algumas Assembleias Legislativas do País. Haverá chapa única, encabeçada pelo próprio Ezequiel Ferreira, como também assinalamos com antecedência.

“Movidos pelo senso de justiça e de boa fé, reforçando o ambiente democrático que sempre tivemos nesta Casa e também por uma questão de segurança jurídica e de cumprimento rigoroso do Regimento Interno, faço uso das prerrogativas e com absoluta transparência convoco uma sessão preparatória a fim de se realizar uma nova eleição para a Mesa Diretora, na forma do artigo 36 do Regimento Interno e de acordo com os precedentes jurisprudenciais”, disse Ezequiel Ferreira, na abertura dos trabalhos legislativos.

ADI

Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), da Procuradoria-geral da República (PGR), pediu a anulação do pleito antecipado na ALRN. No fim da semana passada, início da votação, a proposição da PGR começou a ser acolhida no Supremo Tribunal Federal (STF), seguindo uma tendência de várias decisões semelhantes (veja AQUI).

Bem antes, no dia 28 de outubro, o BCS já antecipava em primeira mão que haveria outra eleição veja AQUI.

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PGR pede novas eleições e Ezequiel Ferreira deverá sair de presidência

Ezequiel tem base política na AL que sofreu abalo em eleição do 'adversário' George Soares (Foto: Canindé Soares/Arquivo)
Ezequiel está na presidência desde 2015, sempre antecipando eleições do 2º biênio (Foto: Canindé Soares/Arquivo)

Se depender de entendimento dominante no Supremo Tribunal Federal (STF), é pouco provável que o atual presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), Ezequiel Ferreira (PSDB), siga na função no biênio 2025/2026. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) a anulação da reeleição antecipada que levou Ezequiel Ferreira à presidência.

O deputado estadual é presidente de forma contínua desde 2015. São seis eleições, sempre antecipando o segundo biênio de cada legislatura.

De acordo com os precedentes do Supremo, a definição da forma de eleição para os cargos diretivos das assembleias estaduais deve observar as regras impostas pela Constituição Federal, entre elas a necessidade de contemporaneidade entre o pleito e o exercício do mandato. A antecipação, portanto, fere esse normatização.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pleiteia logo a medida cautelar e a matéria está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do STF. Essa decisão poderá sair a qualquer momento.

A Advocacia Geral da União (AGU) enxerga o caso de forma contrária e defende o indeferimento do pedido de liminar. Em sua análise, a posição do STF em relação a outros legislativos no país (veja AQUI e AQUI, por exemplo), deveria se prender às próximas legislaturas, sem retroagir.

A Assembleia Legislativa pronunciou-se com defesa protocolar à manutenção do resultado das eleições internas, antecipadas, que levaram Ezequiel Ferreira à garantia da presidência até o fim da legislatura em vigor. A controvérsia é em relação ao Artigo 11 do Regimento Interno da ALRN, instituído pela Resolução Legislativa nº 31, de 5 de fevereiro de 2021, que permite a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Casa.

A PGR identificou a mudança como “ato normativo primário.”

Novas eleições definidas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE) realize novas eleições para a Mesa Diretora do biênio 2025/2026. A decisão suspende os efeitos da eleição anterior, realizada em novembro de 2023, e define que o novo pleito ocorra entre dezembro deste ano e 1º de fevereiro de 2025.

Ele explicou que o STF tem posição consolidada de que os estados não têm liberdade irrestrita para determinar qualquer forma de eleição para os cargos de direção dos seus parlamentos: eles devem respeitar os limites impostos pelos princípios republicano e democrático.

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Natália Bonavides entrega documentos à CPI que investiga Bolsonaro

Parlamentar do RN fez prospecção de dados que podem ser úteis à CPI (Foto: Cleia Viana)
Parlamentar do RN fez prospecção de dados que podem ser úteis à CPI (Foto: Cleia Viana)

A deputada federal Natália Bonavides (PT) entregou um apanhado de investigações contra a gestão Jair Bolsonaro (sem partido), aos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostos crimes do governo, na condução da pandemia da Covid-19. São trabalhos decorrentes de ações do mandato da parlamentar.

“Que a CPI avance! Os trabalhos da Comissão estão sendo atacados pelo governo e pela milícia bolsonarista. Isso só reforça a importância de continuarmos atuando e colaborando com a CPI para evidenciar os crimes deste governo genocida que hoje responde pela morte de 400 mil brasileiras e brasileiros”, pontuou Natália Bonavides.

Entre os dados enviados estão os inquéritos da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os gastos na produção de cloroquina e a suposta falsidade ideológica e fraude no Plano Nacional de Imunização (PNI).

No documento enviado à Comissão, a parlamentar sugere que a CPI solicite à Procuradoria o compartilhamento dessas investigações porque podem conter informações úteis aos trabalhos.

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STF manda PGR analisar pedido de afastamento de Bolsonaro

Marco Aurélio do STF (Foto: Carlos Moura, STF)

Do UOL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar pedido de afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Marco Aurélio encaminhou a notícia crime protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), devido ao “histórico das reiteradas e irresponsáveis declarações” feitas por Bolsonaro, ignorando a gravidade da pandemia da covid-19.

A petição, de 25 de março, pede que o STF acate a notícia crime e intime a PGR a apresentar denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro devido a sua “conduta irresponsável e tenebrosa e criminosa” pelo crime previsto no artigo 268 do Código Penal Brasileiro.

O artigo 268 do Código Penal trata de “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” e prevê detenção de um mês a um ano, além de multa.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Pedido que apenas aprofunda mais ainda o duelo político no país. Essa guerra parece não ter fim. Pior para o Brasil.

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Janot diz que ia matar Gilmar Mendes, mas rival o ironiza

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revelou que planejou assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes , em 2017.

Nos escaninhos do STF e PGR tem de tudo, menos o direito, como Mendes e Janot mostram (Foto: Ailton de Freitas/O Globo)

O episódio foi lembrado pelo próprio Janot em entrevistas publicadas nesta quinta-feira (26) pelos jornais “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S.Paulo” e pela revista “Veja”.

Segundo relato à “Veja”, Janot chegou a engatilhar a arma, ficou a menos de dois metros do ministro, mas não conseguiu efetuar o disparo. O motivo da ira foi um ataque de Gilmar à filha do então procurador-geral. “Esse inspetor Javert da humanidade resolveu equilibrar o jogo envolvendo a minha filha indevidamente. Tudo na vida tem limite. Naquele dia, cheguei ao meu limite. Fui armado para o Supremo. Ia dar um tiro na cara dele e depois me suicidaria. Estava movido pela ira. Não havia escrito carta de despedida, não conseguia pensar em mais nada. Também não disse a ninguém o que eu pretendia fazer”, conta o ex-PGR (veja AQUI).

“Ajuda psiquiátrica”

Em resposta, nesta sexta-feira (27), o ministro Gilmar Mendes recomendou que Janot procure “ajuda psiquiátrica” (veja AQUI).

“Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram. Afinal, certamente não tem medo de assassinar reputações quem confessa a intenção de assassinar um membro da Corte Constitucional do País. Recomendo que procure ajuda psiquiátrica”, diz trecho da nota divulgada por Mendes.

Nota do Blog – Nós, pobres cidadãos, mortais, a República e essa coisa que muitos tratam por democracia (erroneamente), está nas mãos de sujeitos desse nível.

Nos escaninhos entre PGR e STF têm de tudo, menos o direito. Eis aí dois jagunços: um, loquaz; outro, frouxo. Não servem para matar nem morrer. Mas servem a propósitos insondáveis.

A própria entrevista de Janot precisa ser melhor estudada. Tem caroço nesse angu. Ah, isso tem. Pode anotar.

Leia também: Temer trata Janot por “mentiroso contumaz e desmemoriado”.

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Novo procurador é nomeado em edição extra do Diário Oficial

Augusto Aras durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (Foto: Pedro França-Agência Senado)

Do G1

A nomeação de Augusto Aras para a Procuradoria-Gral da República foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quarta-feira (25).

Mais cedo, ele havia sido aprovado pelo Senado por 68 votos a 10 para assumir o cargo, no qual ficará pelos próximos dois anos.

A data de posse de Aras como chefe do Ministério Público Federal (MPF) foi marcada para esta quinta-feira (26), às 10h.

Para ser aprovado, um indicado à PGR precisa de pelo menos 41 votos. Dos 81 senadores, dois faltaram e um se absteve.

Aras havia sido escolhido no início de setembro pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o sucessor de Raquel Dodge, mesmo sem constar em lista tríplice para esse fim.

Antes da votação no plenário principal do Senado nesta quarta, Aras passou por uma sabatina de mais de cinco horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

No colegiado, recebeu 23 votos favoráveis e somente três contrários.

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Governo monitora parlamentares antes de soltar emendas

Do Estado de São Paulo

O governo vem monitorando as redes sociais de parlamentares, assim como seus discursos na tribuna, para avaliar a taxa de fidelidade de cada um. Nessa semana e na próxima, aproximadamente R$ 15 bilhões do Orçamento serão desbloqueados e, destes, R$ 2 bi devem servir para o pagamento de emendas prometidas quando se discutia a Reforma da Previdência.

O dinheiro é condicionado a uma lista de pautas de interesse do Planalto. No Senado, as aprovações de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada nos EUA e de Augusto Aras, para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entra na lista, também, impedir a abertura da CPI da Lava Toga.

A negociação mais tranquila vem sendo a de Aras.

Eduardo Bolsonaro, porém, ainda não tem os votos necessários para virar diplomata. Pelo menos dois senadores ouvidos pelas repórteres Julia Lindner e Camila Turtelli afirmam que há um clima de esperar a liberação das verbas antes de qualquer decisão.

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Procuradores defendem lista tríplice em movimento nacional

Aras: foco da movimentação (Foto: G1)

Do Congresso em Foco e Blog Carlos Santos

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) realiza nesta segunda (9), manifestações em ao menos quinze estados a favor da lista tríplice para escolha do procurador-geral da República (PGR).

Procuradores com atuação no RN não devem participar de movimentação.

Na última quinta (6), Jair Bolsonaro (PSL) anunciou a escolha de Augusto Aras para o cargo, o que desagradou os procuradores.

Veja onde ocorrerá manifestação:

Amapá, 14h30, sede da PRAP

Amazonas, 10h30 (sede da PRAM) e 11h (anexo)

Distrito Federal, 15h, sede da PRDF

Mato Grosso, 14h, sede da PRMT

Minas Gerais, 15h, sede da PRMG

Pará, 15h30, sede da PRPA

Paraná, 14h30, sede da PRPR

Pernambuco, 15h, sede da Procuradoria Regional da República da 5ª Região

Piauí, 11h, sede da PRPI

Rio de Janeiro, 11h, sede da PRRJ

Rondônia, 9h30, sede da PRRO

Santa Catarina, 14h00, sede da PRSC

São Paulo, 15h, sede da PRSP

Sergipe, 7h30, sede da PRSE

Tocantins, 11h30, sede da PRTO

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STF arquiva investigação contra Robinson, Rosalba e Fábio

Do G1RN

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber mandou arquivar uma investigação envolvendo o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), seu pai, o ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD-RN), e a atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). A decisão é deste quinta-feira (14).

Robinson, Rosalba e Fábio (Foto: arquivo)

Em novembro de 2018, a ministra havia mandado arquivar outra apuração sobre o deputado, atual terceiro secretário da Câmara dos Deputados, por supostamente ter deixado de declarar valores recebidos da J&F na campanha eleitoral de 2014.

Na oportunidade, Rosa enviou as suspeitas sobre Robinson Faria, então governador do Rio Grande do Norte, para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O inquérito arquivado por Rosa nesta quinta apurava suposto caixa 2 praticado pelos três investigados na campanha de 2010. O procedimento foi aberto com base em delações de executivos da Odebrecht.

Delatores

Segundo os delatores, a doação não oficial aos referidos políticos se daria em troca de apoio a projetos empresariais futuros da Odebrecht Ambiental nas áreas de saneamento básico e infraestrutura no Estado do Rio Grande do Norte, via parcerias público-privadas.

Ainda de acordo com os colaboradores, as doações teriam sido realizadas pelo setor responsável pelo pagamento de propina na empresa.

Na decisão em que determinou o arquivamento, a ministra atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República. Conforme o órgão, embora haja “fortes indícios” da prática de caixa 2 nas eleições de 2010, “não há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia, bem como mostra-se inviável a continuidade das investigações”.

“Nessa esteira, estando, na espécie, a Procuradora-Geral da República a sustentar a inexistência de elementos que permitam impulsionar as investigações, impõe-se o arquivamento requerido, inexistindo excepcionalidade que justifique sindicalizar a opinio delicti do titular da ação penal”, decidiu Rosa, relatora do inquérito.

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Presidente do STF suspende decisão de Marco Aurélio

Do Congresso em Foco

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli suspendeu a decisão do colega Marco Aurélio Mello, anunciada mais cedo, que poderia ter libertado o ex-presidente Lula e outros milhares de condenados após condenação em segunda instância.

Toffoli decidiu a questão menos de uma hora depois do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no mesmo sentido.

“Defiro a suspensão de liminar para suspender os efeitos da decisão proferida nesta data nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade 54 até que o colégio maior aprecie a matéria de forma definitiva já pautada para 10 de abril do calendário judiciário de 2019”, escreveu o ministro em seu despacho.

Veja a íntegra do despacho clicando AQUI.

Leia também: Marco Aurélio manda soltar todos os condenados em 2º grau.

Temer é denunciado

O presidente Michel Temer (MDB) foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, no inquérito dos portos. A Procuradoria Geral da República denunciou Temer ao STF, ao lado de outros denunciados, por supostamente favorecer empresas do setor portuário por meio do Decreto nº 9.048/2017. Veja AQUI.

Motorista Queiroz não aparece

O policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor e motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não compareceu à audiência no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) marcada para esta quarta-feira (19) para prestar esclarecimentos sobre movimentações milionárias em suas contas.

As movimentações suspeitas de Fabrício foram descobertas durante a Operação Furna da Onça, que prendeu dez deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Agripino é denunciado por associação criminosa e peculato

Agripino: mais problemas (Foto: Marcos Oliveira)

Do blog O Antagonista e portal R7

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou hoje o senador José Agripino Maia (DEM-RN) e outras duas pessoas por associação criminosa e peculato.

Segundo a PGR, Agripino é acusado de nomear e manter durante sete anos um funcionário fantasma ligado ao seu gabinete.

Na nova denúncia contra Agripino Maia, Raquel Dodge o acusou de embolsar salários pagos ao assessor Victor Neves Wanderley, que nunca bateu ponto no gabinete do senador em Brasília.

Esquema

Durante 7 anos, o Senado pagou R$ 590,6 mil ao funcionário fantasma. A maior parte foi repassada a um amigo do senador chamado Raimundo Alves Maia Junior, numa espécie de triangulação financeira.

A PGR acusou o trio de peculato e associação criminosa, quer que eles devolvam ao erário o triplo do que foi desviado e percam os cargos públicos que ocupam.

Júnior, que era servidor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, não poderia assumir função no Senado e teria sido beneficiado de uma nomeação fictícia para ser remunerado.

Dodge destaca ainda que o senador mantém vínculo de amizade antigo com Raimundo Maia. Com a quebra de sigilo telefônico autorizada pelo STF, foram identificadas 905 ligações telefônicas entre os dois durante os anos de 2012, 2013 e 2014.

A assessoria de José Agripino Maia informou ao R7 que o senador vai se pronunciar depois que tomar conhecimento da denúncia.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog Carlos Santos – Raimundo Maia Júnior, o “Júnior Maia”, é primo do senador José Agripino e seu assessor direto e pessoal há incontáveis anos. Qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sobre a política do RN, sabe disso.

Veja a íntegra da denúncia clicando AQUI.

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Escola sem Partido e o pluralismo de ideias

Por Odemirton Filho

Um dos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal da República Federativa do Brasil é a liberdade de expressão.

Em um Estado Democrático de Direito o debate de ideias e a divergência são vitais para o amadurecimento da democracia e da convivência dos contrários. Sem liberdade, seja de qualquer espécie, seremos tutelados pela mão pesada do Estado.

Nesse sentido, é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. (Art. 5º da CF).

Todavia, tem-se discutido no Brasil sobre a Escola Sem Partido, uma mobilização que visa a coibir qualquer espécie de manifestação político-ideológico por parte do professor, através de regras afixadas em sala de aula que devem ser observadas pelo docente.

“O Movimento Escola sem Partido surgiu em 2004, através da iniciativa do então procurador do Estado de São Paulo, Miguel Nagib. O projeto surgiu como uma reação a um suposto fenômeno de instrumentalização do ensino para fins político ideológicos, partidários e eleitorais, que em seu ponto de vista representam doutrinação e cerceamento da liberdade do estudante em aprender. O procurador entende que muitos professores sob o pretexto de despertar a consciência crítica dos estudantes acabam deixando o processo educativo de lado em prol da disseminação de propaganda partidária e de ideais de esquerda”.

Desde então existe país afora uma discussão ferrenha entre os que defendem e não defendem limites à atuação do professor em sala de aula.

Conquanto o projeto de lei que está em tramitação no Congresso Nacional tenha como foco o ensino fundamental e o ensino médio, além de discutir outros aspectos como ideologia de gênero, educação religiosa, sexual e moral, debruço-me sobre a questão político-ideológico.

Na campanha eleitoral que findou, após algumas denúncias, a Justiça Eleitoral fiscalizou algumas Universidades do país, nas quais poderiam estar sendo realizados atos de propaganda eleitoral no ambiente acadêmico.

Diante da celeuma, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) ajuizada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e decidiu, por unanimidade, no último dia 31 de outubro, que qualquer limite ao debate de ideias ofende à liberdade de expressão.

A procuradora Geral da República, Raquel Dodge, afirmou que “as autorizações de busca e apreensão ultrapassaram os limites de fiscalização da lisura do processo eleitoral e afrontaram o preceito fundamental da liberdade de expressão, na qual se incluem a livre manifestação do pensamento, de cátedra e a autonomia universitária”.

Nas palavras da ministra Cármen Lúcia:

“Não há direito democrático sem respeito às liberdades, não há pluralismo na unanimidade, pelo que contrapor-se ao diferente e à livre manifestação de todas as formas de pensar, de aprender, apreender e manifestar uma compreensão do mundo é algemar liberdades, destruir o direito e exterminar a democracia. Impor-se a unanimidade universitária, impedindo ou dificultando a manifestação plural de pensamento, é trancar a universidade, silenciar estudantes e amordaçar professores. A única força legitimada a invadir uma universidade é a das ideias livres e plurais, qualquer outra que ali ingresse sem causa jurídica válida é tirana, e tirania é o exato contrário da democracia”.

Com efeito, é uma discussão que enfrenta defensores de parte a parte. O espaço de sala de aula, sem dúvida, deve ser plural, ensejando uma multiplicidade de discussões, ideias e contrapontos, como forma de ajudar na construção cognitivo-crítica do discente.

A Lei n. 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, assevera que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

E mais:

O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. (Art. 3º).

A atividade do docente, como sabemos, é a de repassar o conteúdo da respectiva disciplina. Porém, não deve ficar preso as amarras do tradicionalismo pedagógico de outros tempos. Hoje, o debate em sala de aula é fundamental para a construção do conhecimento.

Assim, se no desenvolver da aula existe um debate acerca de qualquer tema, deve-se abrir espaço ao contraditório. A concepção bancária do ensino, na qual o aluno é mero depositário do conhecimento, no dizer de Paulo Freire, há muito não encontra guarida nas metodologias ativas que presidem o ensino atual.

Dessa forma, a meu ver, se houver uma discussão político-ideológico em sala de aula deverá o docente conduzir o debate, expondo o seu posicionamento se assim desejar, mas facultando ao discente a oportunidade de apresentar seu ponto de vista, seja com um viés à esquerda, à direita ou qualquer outra tendência.

O proselitismo de alguns professores não pode ser motivo para coibir o debate no ambiente da sala de aula.

Somente assim teremos assegurados a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias na construção do conhecimento.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Apenas Fátima Bezerra vota contra aumento para STF/PGR

Garibaldi, Agripino e Fátima: votos (Foto: arquivo)

Do Blog Diário Político

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (07/11) o projeto (PLC 27/2016) que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria Geral da República (PGR) – veja AQUI. A proposta eleva os subsídios mensais dos ministros em 16,38% — dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Foram 41 votos a favor e 16 contrários, além de uma abstenção.

Texto segue para sanção do Presidente Michel Temer.

Os senadores do Potiguares Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM) votaram a favor do aumento.

A senadora Fátima Bezerra (PT) foi a exceção da bancada do RN e votou contrária ao aumento.

Garibaldi e Agripino não tiveram sucesso nas eleições deste ano e Fátima foi eleita Governadora. Próximo ano a bancada potiguar do Senado será 100% renovada.

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Denunciado por corrupção, Ricardo Motta poderá ser afastado

Motta foi candidato à reeleição este ano (Foto: reprodução)

A Ação Originária (AO) sob o número 2275 vai ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na Primeira Turma dessa corte, às 14h do próximo dia 23 (veja AQUI). A demanda trata de denúncia contra o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta (PSB), envolvido na “Operação Candeeiro”.

A AO chegou a figurar no portal do STF como matéria “para julgamento” na sessão da terça-feira (26 de junho deste ano), mas estranhamente não foi incluída da pauta.

Está na Primeira Turma dessa corte, que é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (presidente), Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, relator do processo.

No dia 21 de agosto último, a Procuradoria Geral da República (PGR) “reiterou os termos de denúncia e requereu providências” (veja AQUI). Entre outras sanções, cobra seu afastamento do mandato por 180 dias, proibição de acesso à Assembleia Legislativa e perda de benefícios inerentes ao cargo. Motta não se reelegeu este ano.

Operação Candeeiro, denúncia, suspeição

Motta foi denunciado pelo Ministério Público do RN (MPRN) em maio do ano passado (Ex-presidente da Assembleia Legislativa é denunciado pelo MP).

Segundo os autos, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ele teria desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

A Operação Candeeiro foi deflagrada no dia 2 de setembro de 2015 (veja AQUI). O parlamentar chegou a ser afastado da AL por decisão monocrática do desembargador Glauber Rêgo, no dia 8 de junho de 2017 (veja AQUI). Entretanto, em duas sessões seguidas no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), respectivamente nos dias 12 de julho e 19 de julho de 2017, essa Corte não teve quórum para apreciar matéria relativa ao caso. O caso subiu ao STF.

Na primeira (veja AQUI), sete desembargadores alegaram suspeição:  Expedito Ferreira, Amaury Moura, Judite Nunes, Claudio Santos, João Rebouças, Saraiva Sobrinho e Virgílio Macedo. Na segunda (veja AQUI), se juntou a eles o desembargador Dilermando Motta, totalizando oito. Em função desse impasse, o processo subiu ao STF.

Em agosto de 2017, o ministro Luiz Fux acatou o pedido do Ministério Público para que o caso passasse à alçada da corte suprema do país.

Ricardo retornou ao exercício do mandato discursando na tribuna da Assembleia Legislativa no dia 25 de outubro de 2017 (veja AQUI).

Leia também: Ricardo Motta está prestes a ir para a “Câmara de Gás” (24-06-2018).

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Mineiro quer abertura de processo contra Robinson Faria

A Assembleia Legislativa recebeu no final de semana (veja AQUI), ofício assinado pelo vice-procurador-geral da república, Luciano Mariz, para analisar a suposta prática de crime de responsabilidade pelo governador Robinson Faria (PSD). Para o deputado estadual e ex-líder governista Fernando Mineiro (PT), a Casa “deve se posicionar rapidamente sobre o encaminhamento da PGR”.

Mineiro: devido processo legal (Foto: AL)

Ele frisou, porém, que “os prazos legais precisam ser respeitados”.

O encaminhamento da Procuradoria Geral da República (PGR) é resultado da solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), feita com base no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que reprovou as contas de 2016 do Executivo. Caberá à Assembleia Legislativa, agora, decidir se autoriza ou não o julgamento de Robinson Faria.

Autorização

Robinson só poderá ser julgado por crime de responsabilidade após autorização prévia da Assembleia Legislativa, como esclareceu o documento encaminhado pela PGR, conforme disposto na Constituição Estadual.

Dada a autorização, mediante os votos de dois terços dos parlamentares, será instalado um Tribunal Especial, composto de cinco membros do Legislativo e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça.

Os integrantes do Legislativo serão eleitos pela AL. Já os do TJ, serão sorteados. O Tribunal Especial será presidido pelo presidente do Tribunal de Justiça do RN, a quem caberá o voto de minerva em caso de empate na votação.

Paralelamente à análise desse processo, Mineiro defendeu que o relatório do TCE sobre a reprovação das contas do governo estadual seja analisado pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa.

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Procuradoria diz que não pediu nada que “afete” Robinson

Em comunicado passado à imprensa já agora à noite, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, refutou incisivamente versão de que a Procuradoria Geral da República (PGR) tenha protocolado qualquer pedido de afastamento do governador Robinson Faria (PSD) do poder.

Resumiu tudo o que efetivamente aconteceu (como o Blog Carlos Santos antecipou à tarde na postagem Assembleia pode abrir processo para investigar Robinson), ao asseverar que nada foi encaminhado “que afete o exercício da Chefia do Executivo pelo Governador Robinson Faria”.

Veja a Nota na íntegra no boxe abaixo:

Luciano Mariz esclareceu papel da PGR (Foto: Carta Capital)

O Vice-Procurador-Geral da República (VPGR) esclarece que recebeu representação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, na qual solicitou abertura de investigação criminal contra o governador Robinson Farias, alegadamente por prática de atos de que resultaram desaprovação das contas estaduais.

Constatando o Vice-Procurador-Geral que os atos alegados não configuravam crimes previstos na legislação penal, sendo, potencialmente, unicamente situações capazes de sugerir prática de infrações político-administrativas (crimes de responsabilidade), reconheceu não haver competência do Ministério Público Federal junto ao STJ para atuar no caso.

Em razão disso, o VPGR encaminhou a representação à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para que o Poder Legislativo livremente aprecie o assunto, no âmbito de sua competência constitucional.

Ainda sobre este assunto, o Vice-Procurador-Geral não encaminhou nenhum pedido que afete o exercício da Chefia do Executivo pelo Governador Robinson Faria.

Luciano Mariz Maia, 59, é natural de Pombal na Paraíba. Foi escolhido pessoalmente pela procuradora geral Raquel Dodge para compor sua equipe e foi nomeado no dia 22 de setembro de 2017, quando ela substituiu Rodrigo Janot na PGR.

Está desde 1991 no Ministério Público Federal (MPF).

Leia também: Assembleia Legislativa confirma que não há pedido para afastar Robinson.

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Assembleia confirma que não há pedido para afastar Robinson

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte emite Nota Oficial sobre suposto pedido de afastamento do governador Robinson Faria (PSD), que teria sido encaminhado a esse poder pela Procuradoria Geral da República (PGR).

O documento foi divulgado há poucos minutos. Atesta que a notícia real e sem precipitação foi dada pelo Blog Carlos Santos (e outros escassos endereços na Net), ao afirmarmos  não existir solicitação da PGR para tirar o governante do cargo.

A nota da AL vai ao encontro do que esta página noticiou na postagem sob o título Assembleia pode abrir processo para investigar Robinson.

Leia a Nota Oficial no boxe abaixo:

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebeu ofício assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz, junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tomar providências sobre supostas práticas de crime de responsabilidade praticado pelo chefe do Executivo potiguar.

O Poder Legislativo foi notificado e encaminhará à Procuradoria Geral da Assembleia para providências da Casa Legislativa.

Palácio José Augusto – Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

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Assembleia pode abrir processo para investigar Robinson Faria

A notícia que rapidamente foi espalhada à tarde desta sexta-feira (20) nas redes sociais e diversos endereços da imprensa do RN, atestando que a Procuradoria Geral da República (PGR) pedira o afastamento do governador Robinson Faria (PSD), não procede.

Embaraço do governo com contas já está na AL antes mesmo de manifestação do MPRN (Foto: arquivo)

A procuradora geral da República Raquel Dodge recebeu do Ministério Público do Rio RN (MPRN) uma representação nesse sentido. Mas ela alegou incompetência da PGR e apenas a encaminhou à Assembleia Legislativa, para adoção de providências.

A Assembleia Legislativa poderá apurar. Ou não. Abrirá ou não processo que pode resultar no afastamento do governante.

Esta semana, o deputado estadual Gustavo Fernandes (PSDB) pediu celeridade (veja AQUI) na AL para apreciação de contas de governo do exercício 2016 (já reprovadas no âmbito do Tribunal de Contas do Estado-TCE).

O TCE atestou existência de crimes de responsabilidade e improbidade administrativa, o que levou o MPRN a provocar a procuradora geral Raquel Dodge.

Governo desmente

O Governo do Estado desmente a notícia precipitada, dando posição sobre o caso. Veja abaixo:

A informação de que a Procuradoria Geral da República (PGR) havia pedido afastamento do Governador Robinson Faria NÃO CORRESPONDE à verdade. O que ocorreu foi que o Ministério Público, com base na reprovação de contas indicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), encaminhou pedido à PGR, e aquela Procuradoria apenas reencaminhou o pedido para a Assembleia Legislativa, sem emitir NENHUM juízo de valor.

A PGR, por Lei, não se manifesta sobre este tipo de matéria e se constitui em CRIME DE RESPONSABILIDADE atribuir tal pedido à aquela Procuradoria.

Governo do RN

Leia tambémRobinson segura-se na cadeira, apesar das conspirações.

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