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Vereadora afirma que comissionado cobra propina para Auxílio Brasil

A vereadora e candidata a deputado estadual Marleide Cunha (PT) usou o pequeno expediente da Sessão Ordinária desta quarta-feira (24), da Câmara Municipal de Mossoró, para denunciar um caso de corrupção na Prefeitura de Mossoró. Segundo ela avalizou, uma cobrança de propina no cadastro do Auxílio Brasil (programa do Governo Federal).

Marleide afirmou que existem gravações atestando a irregularidade (Foto: Edilberto Barros)
Marleide afirmou que existem gravações atestando a irregularidade (Foto: Edilberto Barros)

A vereadora iniciou seu pronunciamento citando que um cidadão com cargo comissionado, que trabalha com o cadastramento de pessoas no Auxílio Brasil, cobra R$ 200,00/por mês para facilitar a aprovação das pessoas no programa.

Marleide apontou que o Executivo deve delegar ao setor competente a apuração do caso. Garantiu que existem áudios comprovando a situação. A parlamentar ainda citou que pessoas que têm direito ao benefício, em maior situação de vulnerabilidade social, podem estar perdendo a oportunidade de atendimento.

Paralelamente, pediu que os órgãos de Estado responsáveis por fiscalização investiguem a situação.

O outro lado

A Prefeitura de Mossoró informa que não recebeu nenhuma denúncia formal sobre o caso. Aguarda a vereadora fazer as devidas apresentações de provas sobre a questão. Destaca ainda que vai apurar com total rigor e transparência o caso.

Mossoró-RN, 24 de agosto de 2022 – Secretaria de Comunicação Social

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Intervenção importante da vereadora. Com provas à mão em relação ao caso, as providências urgem. Confirmando-se a denúncia, punição severa a quem esteja se aproveitando da penúria alheia para tirar proveito.

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PF afirma ao STF que Renan teria recebido propina em 2012

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão da CPI da Covid (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão da CPI da Covid (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Do G1

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) recebeu R$ 1 milhão em propina do grupo Odebrecht. A informação foi enviada ao STF com a conclusão do inquérito, aberto em 2017.

A corporação indiciou Renan pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O senador é o relator da CPI da Covid.

A partir dos elementos reunidos PF, o Supremo deve enviar o caso para a Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia o senador ou arquiva o caso.

Caso a PGR ofereça denúncia e o STF aceite, o senador responderá a processo.

O outro lado

Renan comentou a conclusão da PF. De acordo com o senador, a movimentação no inquérito surge bem no momento em que a CPI “mostra todas as digitais do governo na vacina da corrupção”.

“A Polícia Federal não tem competência para indiciar senador. Apenas o STF. Essa investigação está aberta desde março de 2017 e como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação. Justamente agora, quando a CPI mostra todas as digitais do governo na corrupção da vacina, a parte politizada da Gestapo [polícia nazista] tenta essa retaliação”, afirmou o relator.

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Felipe Maia faz desabafo em rede social

Em sua conta pessoal na rede social Twitter, o ex-deputado federal Felipe Maia (DEM) desabafou:

– A verdade. Ela tarda, mas não falha. Pena que reputações, histórias e vidas são manchadas por aqueles que são irresponsáveis ou mal intencionados (sic) – proclamou ele, subliminarmente tratando da delação premiada de executivos da Construtora OAS (veja AQUI), que citou 21 políticos envolvidos. Do RN, apenas a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) apareceu no rol de supostos beneficiados com propinas.

O ex-senador José Agripino (DEM), pai de Felipe, não teve qualquer citação.

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MP passa a investigar Álvaro Dias e Carlos Eduardo

Do G1 RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um inquérito civil para investigar a suposta prática de ato de improbidade administrativa que teria sido praticado pelo atual prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB) e pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), atual candidato a governador do estado pelo PDT.

Carlos Eduardo e Álvaro Dias em ato de campanha neste final de semana, na região Seridó (Foto: Divulgação)

A investigação vai apurar se Carlos Eduardo e Álvaro Dias autorizaram o aumento da tarifa do ônibus de Natal em troca de recebimento de propina em forma de doação eleitoral que seria realizada por um empresário, proprietário de uma empresa de ônibus, para as candidaturas de Carlos Eduardo a governador e de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, para deputado estadual.

A Prefeitura Municipal do Natal se manifestou através de Nota Oficial, contestando o conteúdo da notícia. Leia abaixo:

“A Prefeitura Municipal do Natal se dirige à Intertv Cabugi para manifestar seu estranhamento diante do surgimento da notícia apresentada. Primeiro, por ser absolutamente desprovida de fundamentos. O reajuste tarifário do transporte público segue critérios eminentemente técnicos e um processo que é regulamentado por lei. O processo se inicia com estudos que se convertem em planilhas com o acompanhamento da evolução de custos em itens como salários dos motoristas, encargos trabalhistas e despesas com insumos como combustíveis e peças de manutenção dos veículos.

Com base em todos esses dados, as planilhas de custos são submetidas ao Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (CMTMU), composto por 31 membros, sendo eles não somente oriundos de organismos do Poder Público Municipal, mas também de representantes dos próprios usuários e de outras instituições públicas e privadas. O reajuste definido neste ano, como de resto nos anos anteriores, foi aprovado por deliberação independente do Conselho, após levar em considerar a elevação de itens como o aumento do óleo diesel do ano anterior para o início deste, na ordem 23%, um índice maior que o representado pelo reajuste (8,96%).

Vale ressaltar que as próprias empresas que operam o sistema público de transporte em Natal criticaram a decisão do Conselho de Mobilidade Urbana, por considerar que ela não repunha os custos absorvidos pelo setor. Ao Poder Executivo Municipal, coube respeitar a decisão do Conselho, um padrão administrativo sempre adotado por todas as gestões na Prefeitura. O surgimento deste inquérito, quatro meses depois do reajuste ter sido oficializado e a esta altura dos acontecimentos, abre margem para interpretações de estar contaminado pelo processo eleitoral. A Prefeitura Municipal do Natal informa à população estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos pertinentes à questão.

Prefeitura Municipal do Natal”

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MP libera gravação com vereador tentando acertar propina

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) liberou um áudio que mostra diálogo entre os vereadores caicoenses Zaqueu Fernandes (PHS) e Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”. A conversa entre ambos mostra tentativa de corrupção com uso de dinheiro e cargos públicos.

O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPRN, que resultou na “Operação Tubérculo, deflagrada na terça-feira (14), mostra que Zaqueu tinha sido procurado por Lobão para que votasse a favor do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, na Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada para apurar supostas irregularidades no uso da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip).

Zaqueu gravou a conversa e entregou ao Ministério Público.

Propina e cargos

No diálogo, Lobão oferece a Zaqueu o valor de R$ 30 mil e até cinco cargos na administração municipal. A oferta é realizada em nome do prefeito. Confira aqui.

A operação do MPRN prendeu nesta terça-feira (14) o prefeito de Caicó, Lobão e ainda um lobista suspeitos. Todos são investigados por corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação.

A Operação Tubérculo cumpriu três mandados de prisão, e outros seis mandados de busca e apreensão na cidade seridoense e em Natal.

Além de presos preventivamente, o prefeito Robson de Araújo e o vereador Raimundo Inácio Filho foram afastados dos cargos.

O lobista Edvaldo Pessoa de Farias teve prisão temporária decretada. Servidor fantasma na Assembleia Legislativa (veja AQUI), ele foi exonerado após divulgação do Blog Carlos Santos (veja AQUI).

Leia também: Vereadores pedem proteção por temor de assassinato.

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Agripino é denunciado por suposta propina em obra do Arena

Agripino: dinheiro fracionado (Foto: arquivo)

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou na Justiça Federal no Rio Grande do Norte com uma ação de improbidade administrativa contra o senador José Agripino Maia (DEM) e o empresário José Adelmário Pinheiro Filho, o “Léo Pinheiro”, ex-presidente da OAS. O processo trata do recebimento de quase R$ 1 milhão em propina, pelo parlamentar, em troca de auxílio à empreiteira, responsável pela construção do estádio Arena das Dunas. A obra foi erguida em Natal para a Copa de 2014 por um preço superfaturado em R$ 77 milhões.

Em razão do foro por prerrogativa de função, a denúncia contra o senador sobre o mesmo esquema teve de ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), que em dezembro decidiu pelo seu recebimento (tornando-o réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro). Somente então os autos foram remetidos à Procuradoria da República no RN para as providências no âmbito civil da improbidade administrativa em primeira instância.

Doleiro delator

A ação de improbidade impetrada no Rio Grande do Norte pede a condenação dos dois réus por enriquecimento ilícito (artigo 9º, caput e inciso I, da Lei 8.429/1992), com a perda dos bens ou valores envolvidos (no total de R$ 904.224); perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o Poder Público, pelo prazo de dez anos.

Entre 2012 e 2014, José Agripino recebeu no mínimo R$ 654.224 por meio de depósitos fracionados em sua conta e, pelo menos, outros R$ 250 mil disfarçados em “doações eleitorais” ao Diretório Nacional do DEM, presidido por ele. Em sua delação, o doleiro Alberto Youssef confirmou ter enviado quantias em dinheiro a Natal (R$ 3 milhões entre 2011 e 2014), para atender a “interesses” da OAS, que na época só possuía o estádio como obra de grande porte no estado. Os depósitos para o senador foram exatamente em datas próximas à vinda dos emissários do doleiro.

Veja AQUI a íntegra da ação.

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Chefe Regional do Ibama é preso por receber propina

Do portal G1RN

O chefe do Escritório Regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Mossoró, no Oeste potiguar, preso nesta quinta-feira (1º), aparece em uma filmagem recebendo propina. O vídeo foi autorizado judicialmente e divulgado pela Polícia Federal após a prisão do suspeito.

Segundo a PF, o cumprimento do mandado contra Armênio Medeiros da Costa faz parte de uma operação denominada ‘Corrupião’, que investiga atos de corrupção. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na sede do Ibama na cidade.

A superintendência do Ibama no Rio Grande do Norte, que ainda não se pronunciou sobre o caso, disse apenas que Armênio Medeiros da Costa assumiu a chefia da unidade do órgão em Mossoró há dois anos.

Preventiva

A PF acrescentou que a prisão foi preventiva – que é a sanção máxima que um suspeito de crime pode ter antes de ser julgado.

As imagens feitas pela Polícia Federal (veja no vídeo acima) mostram o instante em que o chefe do Ibama em Mossoró é visto recebendo dinheiro das mãos do homem que fez a denúncia, um pescador. Segundo a PF, no acerto em plena rua o suspeito recebe cerca de R$ 500 de um total de R$ 2.000 que seriam pagos em prestações mensais.

A denúncia contra Armênio Medeiros da Costa é exatamente sobre a cobrança de propina durante as fiscalizações do Instituto.

Veja AQUI também como foi participação do Ministério Público Federal nesse caso.

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Diálogo atual

Por François Silvestre

– E aí, tudo bem?

– Tudo.

– Como ficou acertado, sobre a parte dele?

– Dois milhões. Informe que não foi possível conseguir mais, pois sempre aparece algum indispensável, que entra no bolo. Mas ele é prioridade.

Tudo bem. É cobra criada, sabe das coisas. Mas é cismado, principalmente com essa onda de gente caindo pra todo lado. Como ele mesmo diz, uns caem outros se levantam.

– Ele tá certo. A primeira regra de segurança é não usar telefone. Nem computador. E-mails nem pensar. Tudo tem de ser no boca a boca, onde não haja câmaras ou “vizinhos” nas mesas. Os melhores lugares são Churrascarias ou shoppings. Restaurante fino é um perigo, tá assim de olho gordo.

– Por falar nisso, e aquele promotor que é seu amigo?

– Gente boa. Um Mané, honesto. Não me arrisco com ele.

– Também pudera! As mumunhas legais lhe bastam.

– Pois é. Ele cuida do que lhe dá notícia de jornal.

–  Que continue assim.

– Você precisa ver aquelas certidões que lhe pedi. Mas não me leve nem no escritório nem na minha casa. Muito menos aqui.

– Onde?

– No cinema do shopping.  Sábado. Movimentado e tranquilo.

– Pode deixar. Tô só acertando com o rapaz do cartório, que também quer o dele logo.

– Tudo bem. Adiante o dele. Cuidado pra não escapar nomes.

– E o Deputado?

– Xii. Quer aquele prefeito na jogada. Mas pra ele só apoio e votos, dispensou a grana.

– Gente boa.

– De rocha.

– Ele também perguntou sobre a licitação.

-Tá tudo em cima. Por isso preciso que você adiante esses últimos documentos. Edital pronto, números assegurados.

– Até nos centavos?

– Claro. Milhões, milhares, unidades e centavos. Tudo anotado na placa, bonitinha, em frente da obra. Depois, vêm os aditamentos. O importante é ganhar na saída.

– Licitação é uma festa. Num se garante centavos nem em reforma de um banheiro…

– Isso num é problema nosso. Vamos cumprir a Lei, fazer a licitação e resolver tudo legalmente.

– E se der errado, e for descoberto?

– Bem…aí tem a saída da delação. Joga-se a culpa nos Manés, devolve uma parte e esconde o resto. Quando tudo cair no vazio, fica pelo menos uma boa parte.

– Tem sido assim mesmo, né?

– Vai pedir o quê?

– Escalopinhos de filé ao molho de Champion. E você?

– Vou pedir uma massa. Ei, garçom! Por favor…

O garçom: “Pois não, doutores. Como vão as doutoras”?

– Vão bem. Me traz o cardápio.

François Silvestre é escritor

Supremo deverá autorizar investigação de Robinson e Fábio

Pelo visto, o “inferno astral” do governador Robinson Faria (PSD) & Cia. está apenas começando. Depois da eclosão da “Operação Anteros” (veja AQUI) no dia passado, hoje (quarta-feira, 16) a revista Veja Online traz mais novidade, ruim, para ele.

FAMÍLIA - Robinson e Fabio na mira da Polícia Federal (Murilo Constantino/Agência ISTOE/VEJA)

Na coluna “Holofote” de Sílvio Navarro é assinalado: Robinson Faria e a JBS. A manchetinha acrescenta: Supremo deve autorizar abertura de inquérito contra governador e seu filho.

Veja íntegra abaixo:

Alvo de uma operação por desvios na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria (PSD) tem uma outra dor de cabeça — talvez maior — com a Polícia Federal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá atender em breve o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para abrir inquérito contra o governador e seu filho, o deputado federal Fabio Faria (PSD).

Os dois foram implicados na delação premiada do ex-executivo da JBS Ricardo Saud, segundo quem foram repassados 10 milhões de reais em troca do contrato de privatização da Companhia de Água e Esgoto do estado.

As delações da JBS estão nas mãos do ministro Edson Fachion, mas a tendência é que o caso seja redistribuído por não ter ligação umbilical com a Lava Jato.

Os Faria já são investigados em inquéritos instaurados após as delações dos executivos da Odebrecht, que apontaram repasse de 350 000 mil para Robinson, e 100 000 para Fabio. A empresa estava interessada em obras de saneamento.

Em tempo, à Justiça Eleitoral, Robinson Faria declarou ter recebido 8,5 milhões de reais do grupo JBS, mais da metade de tudo o que custou sua campanha.

Nota do Blog Carlos Santos – E o pior ainda não é essa questão destacada pela coluna da revista Veja, que o vídeo abaixo retrata, com parte da delação do Ricardo Saud do Grupo JBS. Anote.

Leia também: Robinson e Fábio Faria receberam R$ 10 milhões da JBS, diz delator AQUI;

Leia também: Caern é a “última joia da coroa” para negociatas eleitorais AQUI;

Leia também: Janot pede ao STF para investigar Robinson e Fábio Faria AQUI.

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Fábio Faria e mulher tentarão anular parte de delação da JBS

Do Jornal Hoje (Rede Globo de Televisão) e G1RN

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) e a mulher dele, a apresentadora Patrícia Abravanel, filha do apresentador Sílvio Santos, vão tentar anular na Justiça parte da delação de um executivo da J&F, Ricardo Saud.

O trecho contestado pelo casal se refere ao depoimento em que Saud relatou aos investigadores da Lava Jato que a empresa combinou um pagamento de propina para o deputado durante um jantar na casa do dono da JBS, Joesley Batista.

Fábio e Patrícia estiveram em conversa com casal Batista, como é citado em delação de executivo da JBS (Foto: R7)

Segundo Saud, também estavam presentes Patrícia Abravanel e Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte e pai de Fábio, além da esposa de Robinson.

Na delação, Saud disse que, em troca da propina, uma empresa do grupo J&F ficaria com o controle do serviço de água e esgoto do Rio Grande do Norte. O executivo afirmou que a propina foi paga, “algo em torno de R$ 10 milhões”, mas a J&F desisitiu de tocar o negócio na área de água e esgoto.

Mensagem

Para tentar invalidar esse trecho da delação, a defesa do casal vai usar uma mensagem por telefone deixada pela mulher de Joesley, a apresentadora Ticiana Villas Boas, para Patrícia.

“Oi, Pati, sou eu, Tici. Estou ligando para você e mandando essa mensagem para te falar do meu apoio. Então, o que eu quero falar é que eu acho um absurdo isso tudo… que está acontecendo. Aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver… do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de dinheiro, de nada que beirasse ser ilícito. Se você for chamada para depor ou tiver qualquer tipo de implicação para você, eu sou sua testemunha de defesa e vou deixar claramente que é um absurdo”, afirmou Ticiana na mensagem.

Na mensagem, Ticiana se solidariza com Patricia e afirma que não houve conversa sobre propina no jantar.

A GloboNews teve acesso à mensagem de voz, enviada em 1º de junho. No celular de Patricia, a remetente aparece como Tici Villas Boas.

Ela presta solidariedade a Patricia e diz que pode ser testemunha de defesa para deixar claro que a delação é um “absurdo”.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Leia também: Janot pede para investigar Robinson e Fábio Faria AQUI.

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Zenaide vota contra corrupção mas vive sob essa sombra

Pronunciando-se ao vivo no plenário da Câmara Federal na última quarta-feira (2), a deputada federal Zenaide Maia (PR), votou contra o relatório de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava a rejeição da denúncia por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

– Por saber que eu realmente vi aquela mala de dinheiro andando nas ruas da cidade, contra a impunidade, Zenaide vota não – proclamou a parlamentar de primeiro mandato.

Apesar de sua postura incisiva contra o presidente Michel Temer e a corrupção, Zenaide Maia convive com sérios problemas no âmbito de sua família, em relação a escândalos com desvio de recursos públicos.

Um irmão e um sobrinho da parlamentar estão enroscado com a “Operação Via Ápia.

Irmão e sobrinho envolvidos em denúncia

O ex-deputado federal João Maia (PR) – irmão de Zenaide – teria cobrado propina de empreiteiras contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte, segundo a delação premiada do ex-chefe de Serviço de Engenharia do órgão, Gledson Golbery de Araújo Maia – sobrinho da parlamentar. A propina era cobrada em contratos de obras, manutenção e sinalização na malha viária federal no estado.

Pré-candidata ao Senado, para poder abrir espaço à nova candidatura de João Maia à Câmara Federal, Zenaide provavelmente conviverá com esse peso na campanha que se propõe a enfrentar em 2018.

Leia também: Câmara evita que Temer responda a processo no Supremo AQUI;

Leia também: Ex-deputado é delatado por receber propina de empreiteiras AQUI.

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Fátima Bezerra teve apoio do JBS, mas afirma que foi legal

A campanha da senadora Fátima Bezerra (PT), que se elegeu ao cargo em 2014, foi irrigada por recursos do Grupo JBS, que provoca nova erosão na política nacional, com reflexos no RN.

Os recursos saíram do grupo via PT nacional e PSD no Rio Grande do Norte, sigla com a qual o partido fez aliança e concorreu para a eleição ao governo do estado do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD).

O delator do JBS, Ricardo Saud, explica no vídeo constante dessa postagem, como teria ocorrido esse fluxo financeiro.

O outro lado

A senadora Fátima rebateu informação e tese de que teria recebido apoio financeiro ilegal ou de troca de favores.

Eu não fiz contato, não recebi diretores, não conheço os proprietários do grupo JBS. Minha prestação de contas, entregue e devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral, é clara:

Nossa campanha recebeu uma doação de R$ 500 mil, via Direção Estadual do PSD do RN (CNPJ 14.862.435/0001-50), em 18/07/2014, cujo doador originário foi a empresa JBS S/A. Ou seja, quem recebeu da empresa foi o PSD e não nossa campanha.

Posteriormente, em 10/09/2014 e 15/09/2014, a Direção Nacional do PT (CNPJ 00.676.262/0001-70) fez duas outras doações à nossa campanha, nos valores de R$ 190 mil e R$ 475 mil respectivamente. Mais uma vez, nosso doador direto foi o PT e não a JBS.

Saiba mais detalhes sobre posição da senadora clicando AQUI.

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Só com Plasil

Por François Silvestre

Ao ler o relato do “empresário” que diz ter comprado a Caern, compra feita na “folha”, como se diz no Sertão, quando alguém compra o resultado do roçado antes da colheita, dá sensação de nojo.

Como diria Aluísio Lacerda: “Meu Deus”!

“Vamos indicar um Secretário de Estado para acompanhar o processo, pois o senhor não é muito confiável”, diz o “empresário” corruptor ao candidato a governador.

“Lá, os senhores terão o que quiserem; mas eu preciso ganhar essa eleição e o meu pai também precisa ganhar essa eleição”, diz o filho do candidato, também candidato.

Só resta torcer pra que seja tudo ficção. Mas se não for, só dá pra ler tomando Plasil.

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Robinson e Fábio Faria receberam 10 mi da JBS, diz delator

Do G1/RN

Em delação firmada com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Saud disse que a empresa pagou R$ 10 milhões ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e ao filho dele, o deputado federal Fábio Faria (PSD) em 2014.

Em troca, os dois políticos teriam firmado o compromisso de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), além de facilitar a participação da J&F na privatização da estatal. J&F é o grupo que controla a empresa JBS.

Robinson e seu filho negam através de nota qualquer negociação escusa com a JBS (Foto: arquivo)

“Eles procuraram a gente, nós fizemos um jantar na casa do Joesley. Nós não tínhamos nada no Rio Grande do Norte, mas nós estávamos montando uma empresa de concessão de águas e esgotos. (…) E lá nós falamos com eles que nós temos interesse muito grande desde que você privatize – nós já tínhamos feito um estudo mais ou menos das empresas que estavam quebradas, assim, de companhia de água e esgoto, que a gente poderia comprar, desde que nós participássemos do edital pra facilitar porque senão ninguém concorria com a OAS e com a Odebrecht Ambiental, era impossível isso. Porque o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das outras duas também falando que ia vender a água e esgoto”, disse Ricardo Saud ao MPF.

O executivo diz ainda que, após a eleição, o grupo vai indicar um secretário de estado para “acompanhar tudo de perto”.

Segundo ele, parte do dinheiro foi pago como doação de campanha diretamente ao PSD, partido de Robinson e Fábio. Outra parte teria sido paga em “dinheiro vivo” e o restante através de notas fiscais. Ele chegou a detalhar como foi feito o pagamento de R$ 6,1 milhões.

O delator disse que foram pagos R$ 1 milhão no dia 3 de outubro de 2014 “carimbado” ao PSD; R$ 1 milhão no dia 17 de outubro de 2014 também ao PSD nacional; R$ 2 milhões em notas fiscais avulsas em 9 de setembro de 2014; R$ 1,2 milhão no dia 22 de agosto de 2014 a um escritório de advocacia; e outros R$ 957.054 foram obtidos em um supermercado em Natal.

Segundo o Ricardo Saud, o próprio deputado federal Fábio Faria foi buscar esse último montante.

O outro lado

Em nota conjunta, Robinson Faria e Fábio Faria informaram que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam “doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício”.

A nota ressalta ainda que Robinson Faria “não pretende e nem irá privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern)”.

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Delação da JBS faz da sexta-feira um dia de cão na política

Do G1

A sexta-feira (19 de maio de 2017) foi bem mais de revelações sobre a delação dos donos da JBS à Justiça do que de movimentos (públicos) no xadrez político. Mas foram informações de impacto, que acusam o presidente Michel Temer e outros parlamentares de ligações com corrupção, recebimento de propina e pedidos para influenciar a Justiça.

Michel Temer está no epicentro de crise que envolve nomes de peso da política brasileira (Foto: arquivo)

o procurador Rodrigo Janot, no pedido de abertura de inquérito contra o presidente, afirmou: houve uma articulação para deter a Lava Jato.

Conversas com Temer

Perto do meio-dia, o Supremo Tribunal Federal liberou os vídeos do conteúdo da delação dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. O presidente Temer nega irregularidades. Esses foram alguns dos pontos que mais chamaram a atenção:

  • Joesley disse que ouviu na conversa com Temer que o presidente poderia “ajudar” o deputado cassado Eduardo Cunha com dois ministros do STF
  • O delator Roberto Saud, diretor da JBS, fez uma revelação curiosa: o código para repassar propina a Cunha era “tá dando alpiste pros passarinhos?”
  • Nos depoimentos aos procuradores, Joesley Batista fez um balanço da ajuda que a JBS deu a políticos em troca de alguma partida: 1.829 candidatos receberam dinheiro do grupo.
  • Saud também disse que Temer teria recebido R$ 15 milhões do PT para financiamento de campanha, em 2014, mas decidiu “guardar no bolso” R$ 1 milhão
  • O presidente também teria pedido que o PSDB retirasse a ação contra a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo conversa gravada de Joesley com o senador tucano Aécio Neves
  • A Polícia Federal investiga se um ex-assessor especial do presidente, filmado carregando uma mala com dinheiro da JBS (vídeo abaixo), repassou a propina a Temer

‘Impediria a Lava Jato’

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Temer e Aécio agiram “em articulação” para impedir o avanço da Lava Jato. Ele também disse que vê “anuência” do presidente ao pagamento de propina mensal para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

Dinheiro para o PT

O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e gastos “tudo em campanha”. As defesas de Lula e Dilma negam irregularidades.

Conversas com Aécio

A Polícia Federal apresentou registros de uma conversa telefônica entre Aécio e o ministro do STF Gilmar Mendes combinando supostas articulações horas antes da votação no Senado que aprovou o projeto de lei que endurece as punições para autoridades que cometem abuso. Leia mais detalhes.

Manifestantes queimaram boneco de Aécio Neves em São João del Rei (Foto: Luciano Nascimento/Arquivo Pessoal)

Ambos negam irregularidades.

Fortunas da JBS

A JBS teria pagado a impressionante cifra de R$ 400 milhões em propina a políticos nos últimos anos, disse Joesley Batista.

Saiba mais clicando AQUI.

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Jornal diz que Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões

Do Jornal Nacional (Rede Globo de Televisão) e G1

O dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação é do jornal “O Globo”.

Aécio indicou um primo dele para receber o dinheiro, e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. A PF também rastreou o caminho do dinheiro, que depois foi depositado em uma empresa do também senador tucano Zeze Perrella.

A gravação faz parte do material da delação premiada de Joesley e de seu irmão, Wesley Batista, fecharam com a PGR na operação Lava Jato.

Nem Aécio nem Perrella se manifestaram sobre o assunto até o momento.

Em hotel

Segundo o jornal, Aécio e Joesley se encontraram em São Paulo, no Hotel Unique, em 24 de março. Antes, a irmã do senador, Andréa Neves, já havia abordado o empresário por telefone e WhatsApp sobre o pedido e afirmado que o criminalista Alberto Toron seria o defensor de Aécio. Os procuradores tiveram acesso às mensagens entre Joesley com Andréa.

No hotel, o empresário perguntou a Aécio quem pegaria o dinheiro, o senador respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred [primo de Aécio] com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do c*****”.

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Todos os poderes da Odebrecht

Por Carlos Duarte

As delações da Odebrecht expõem, ainda mais, sem qualquer pudor, o modus operandi da corrupção no submundo do crime organizado – que congrega uma elite de políticos, gestores públicos, partidos políticos e empresários. Por enquanto, os membros das quadrilhas, vinculados ao Poder Judiciário, estão sendo preservados, como estratégia para não enfraquecer as investigações ora em andamento.

“Há bandidos escondidos atrás da toga”…e, “muita coisa virá à tona”, é o que afirma a ex-ministra aposentada do STJ e ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon.

Em entrevista à Folha de São Paulo, ela enfatiza que os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. “O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, completa.

Ou seja, o Poder Judiciário também é parceiro no esquema de corrupção que está sendo investigado pela Lava Jato. Por sua vez, o Congresso Nacional já toma providências no sentido de que não haja punição dos parlamentares e políticos ora envolvidos.

Vão encontrar uma solução política para aliviá-los do pior. É aí que irão inibir a parte sadia do Ministério Público e da Justiça, aprovando a lei do abuso de autoridades, entre outras. Resumo da ópera: grandes possibilidades de um “acordão”.

Enquanto isso, aqui no RN, “Bonitão” (governador Robinson Faria), “Bonitinho” (deputado Fábio Faria), “Lento” (senador Garibaldi Alves), “Pino” (senador Agripino Maia), e “Carrossel” (Rosalba Ciarlini), além de Henrique Alves (“Henriquinho”), Wilma de Faria (“Cobra”) e outros denunciados, buscam desculpas para justificarem os seus supostos envolvimentos no esquema de corrupção.

O governo de “Bonitão” não está nada bonito e o RN se aprofunda no caos, principalmente da segurança pública e da saúde.

Em Mossoró, o “Carrossel” gira e volta ao ponto inicial e inercial: nada o que mostrar, em mais de cem dias de governo. Apenas o engodo de sempre, que todos já tinham conhecimento e que a grande maioria dos eleitores pagou para vê-lo novamente.

SECOS & MOLHADOS

Violência – No Rio Grande do Norte, o número de homicídios para este mês de abril, até o momento, está 85% maior, em comparação com igual período de 2016. As estatísticas do Observatório da Violência Letal e Intencional do RN (Obvio) apontam que o número de homicídios no estado já atingiu a marca de 700 (na última quinta-feira, dia 13/04). No acumulado do ano, isso significa um aumento de 30,5%. Nesse ínterim, Mossoró já contabiliza 72 homicídios e responde por mais de 10% desse tipo de crime em todo o estado. Isso é assustador!

Projeto – O Sebrae do RN, em parceria com os principais grupos empresariais do setor de energia eólica, instalados no Rio Grande do Norte, vai investir cerca de R$ 8,5 milhões em ações de capacitações, acessos a mercados, assessoria técnica e empreendedorismo para pequenos produtores. A ideia do projeto é fomentar negócios economicamente rentáveis que busquem soluções para os problemas sociais e ambientais de comunidades produtoras.

Veículos – Enquanto o mercado de carros novos no RN aponta queda de 5,31%, em fevereiro, o mercado de carros usados aumenta 23,27% – em comparação com igual período de 2016. São os efeitos da crise. Com as garantias de fábricas estendidas, o mercado de seminovos não está mais segmentado por classes sociais.

Faturamento – A Odebrecht movimentou R$ 10,6 bilhões, de 2006 a 2014. Mas, esse valor representa, apenas, 0,5% a 2% do faturamento da empresa, no período. Por outra via, os valores ilegais estimados de superfaturamentos de licitações públicas chegam à casa dos 30%. O grupo chegou a faturar R$ 100 bilhões, por ano, em média. Sem dúvida, um grande “negócio”.

Cachaça – De acordo com ex-diretor executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, os pagamentos de propinas só aconteciam de terças a quintas-feiras. O pagamento fora desse cronograma só era autorizado em caso de “emergência” (?). O motivo: “cachaça de final de semana”. Era mesmo uma grande farra. Inacreditável!

Loterias – O governo Michel Termer pretende reforçar o caixa do Tesouro Nacional com a privatização de jogos e loterias. Atualmente, o setor é um monopólio da Caixa Econômica Federal e arrecada cerca de R$ 6 bilhões em impostos. A projeção é dobrar para R$ 12 bilhões, com a iniciativa privada. Inicialmente, o governo federal pretende dividir o conjunto de loterias em duas empresas, que serão leiloadas: a Lotex (loterias instantâneas, como a raspadinha) e a “SportingBeting” (loteria de apostas no time que vai ganhar, placar do jogo – tudo feito pela internet).

Preocupação – O novo modelo de loterias, que o governo federal pretende implantar, permite que as apostas possam ser feitas por smartphones. Isso vem causando preocupação de perda de clientes do setor de lotéricos. A migração para a plataforma online põe em risco cerca de 13 mil pontos de casas lotéricas no País, que, juntas, empregam mais de 200 mil pessoas.

Proposta – O relatório da reforma trabalhista, que tramita no Congresso Nacional, prevê extinção de contrato de trabalho com pagamento da metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo FGTS, se houver consenso entre as partes. Também, prevê que o trabalhador poderá sacar até 80% do saldo de sua conta do FGTS. Nesse caso, perderá o direito ao seguro desemprego.

Veja a coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa.

Delator detalha ‘apoio’ a Garibaldi Filho, Wilma e Iberê

Por Dinarte Assunção (Blog ID)

Em depoimento a procuradores da República no Rio Grande do Norte, em dezembro passado, o ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, relatou que, das tratativas de que ele participou, os repasses para o senador Garibaldi Filho  foram considerados um investimento da construtora, pois sua influência poderia ser útil no futuro.

“João Pacífico (chefe da Odebrecht para o Nordeste) veio a Natal e tivemos reunião na casa de Garibaldi. Lá, pacífico relatou que iríamos contribuir com R$ 200 mil, que foram pagos em duas parcelas”, explicou Parente.

“O senador agradeceu, indicou um interlocutor para operacionalizar, que eu não recordo o nome. Alguém com nome de Leopoldo ou Lindolfo, alguma coisa assim… Era um nome parecido com esse.”

Segundo o delator, o interlocutor do senador foi informado sobre as datas de pagamento. “Não me recordo se o recebimento foi em casa de câmbio em Recife ou São Paulo”.

Nas planilhas, o senador tinha o codinome de “Lento”.

Wilma de Faria (“Cobra”) e Iberê Ferreira (“Hospital”) também receberam propina, diz delator

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente afirmou em delação premiada que pagou propina no valor de R$ 1.145.000,00 para a ex-governadora Wilma de Faria e o ex-governador Iberê Ferreira de Souza. O valor foi desviado, contou o delator, das contrapartidas do Governo do Estado para a obra da Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo, inaugurada em 2010.

De acordo com Ariel, o pleito teria sido feito pelo irmão da ex-governadora Carlos Faria, secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Wilma.

Nas planilhas, Wilma está relacionada ao codinome “Cobra”; Iberê, “Hospital”, referência à sua saúde, já que, em 2010, ele enfrentava um câncer, cujas complicações lhe levariam à morte posteriormente.

Ainda de acordo com o relato de Parente, Iberê, quando assumiu o governo em março de 2010, o procurou solicitando dinheiro para a campanha. Ele afirmou que não poderia contribuir já queo Estado estava devendo à Odebrecht.

“Ele prometeu que nos pagaria e eu destinei parte dos últimos pagamentos que estão no sistema para Iberê”, explicou o delator.

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Políticos do RN teriam sacado propina em casas de câmbio

Por Dinarte Assunção

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, ao revelar como teria desviado recursos para agentes públicos do Rio Grande do Norte, explicou que os pagamentos foram feitos em casas de câmbio.

Na Folha de hoje, há um gráfico explicando que o Setor de Operação Estruturadas da Odebrecht, ou setor de propinas, tinha dois sistemas paralelos de acesso restrito. Para a requisição, processamento, pagamento e controle de todas as operações era usado do MyWebDay “B”.

Mônaco Câmbio e Turismo em Recife foi alvo de uma das edições da Operação Lava Jato (Foto: reprodução)

Já para comunicação, troca de emails, arquivo e solicitações com pessoas fora da Odebrecht, era usado o Drousys.

Após acertarem os repasses, os executivos criavam codinomes e iniciavam um “programa” no Setor de Operações Estruturadas. Os executivos, então, solicitavam os pagamentos e tinham aprovação para realização do “programa”, que ganhava uma senha.

Secretárias do setor preparavam as ordens de pagamentos e começava o fluxo de dinheiro por contas bancárias para obter o valor. A programação do pagamento ia para o gerente do setor logo em seguida. Ele gerava, então, as ordens de pagamento.

Saques em Recife e São Paulo

Então erá só acionar, via Drousys, um doleiro ou operador para realizar o pagamento no exterior ou entregar o dinheiro em local combinado no Brasil.

De posse da senhas, as pessoas iam às casas de câmbio e retiravam os recursos.

Uma das casas de câmbio citadas no esquema para abastecer contas potiguares foi a Mônaco Câmbio e Turismo, em Recife.

O local foi alvo de busca e apreensão na 26ª fase da Lava Jato, batizada de Xepa, e que levou o marqueteiro João Santana para a cadeia.

Segundo Ariel Parente, em 2010, o volume de recursos para vários políticos era tamanho que o estabelecimento não dava conta. Assim, alguns saques foram feitos em São Paulo.

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Veja detalhes sobre delação contra Rosalba, Fábio e Robinson

A citação do governador Robinson Faria (PSD), seu filho e deputado federal Fábio Faria (PSD) e a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP), em depoimentos de delatores da “Operação Lava Jato”, não tem segredo de justiça. O próprio relator dessa demanda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, abriu toda a documentação processual ao conhecimento público.

Robinson, Rosalba e Fábio teriam recebido injeção financeira à campanha de 2010 (Fotomontagem: Blog do Joabson Silva)

Com acesso a esse material, o Blog Carlos Santos colhe depoimento do delator José Lopes Barradas, da empreiteira Odebrecht. Através do portal G1 obtivemos o vídeo da sua sabatina ao Ministério Público Federal, além de documento textualizado relativo às suas declarações, que relatam essa situação.

Veja no boxe abaixo o que Barradas falou sobre Fábio Faria e Rosalba:

Em julho de 2010, fui apresentado por FERNANDO CUNHA REIS, ao empresário carioca FABIANO FARIA, que tinha interesses comuns com a Odebrecht Ambiental em outros negócios.

FERNANDO me disse para avaliar com ele a possibilidade de projetos em saneamento no Rio Grande do Norte. Em seguida, FABIANO me convidou para um jantar no Rio de Janeiro. Nesse jantar conheci o Deputado Federal FÁBIO FARIA que me disse querer tratar de apoio à campanha ao governo do estado em 2010, onde seu pai, ROBINSON FARIA era candidato a vice-governador.

Regressei a FERNANDO CUNHA REIS para lhe reportar a conversa e ele me autorizou a ir até Natal para conhecer a candidata e entender as suas reais intenções no saneamento. Ele também me disse para limitar qualquer eventual ajuda ao valor de R$ 450 mil.

A candidata ROSALBA, médica sanitarista, me disse ser entusiasmada com o tema saneamento e que esse seria um ponto focal no seu governo.

Já previamente decidido e autorizado por FERNANDO CUNHA REIS, voltei a conversar com o Deputado Federal FÁBIO FARIA, indicando a ele o valor que a empresa havia designado a ser viabilizado através de caixa 2.

Por orientação do Deputado, o valor total a ser entregue foi dividido da seguinte forma: R$ 350 mil para a candidata ROSALBA, o qual foi registrado sob o codinome de “dama” e R$ 100 mil para a sua campanha de deputado federal de 2010 sob o codinome de “garanhão”.

FERNANDO CUNHA REIS autorizou verbalmente EDUARDO BARBOSA, o qual me repassou os dados para pagamento (senha, data e local), tendo os pagamentos sido feitos em endereço em São Paulo. A candidata ROSALBA CIARLINI foi eleita, porém nenhum projeto foi desenvolvido (sequer uma PMI foi apresentada).

P.S – A reunião de Barradas no RN ocorreu, conforme relatado no depoimento, na casa de Robinson Faria, com a presença ainda do marido da então candidata, Carlos Augusto Rosado.

Veja AQUI, a íntegra do conteúdo do pedido de abertura de inquérito;

Veja AQUI, o vídeo na íntegra do depoimento de Barradas, em 56 minutos;

Veja AQUI, postagem que resumiu relatos de cinco delatores da empreiteira Odebrecht que incriminam Robinson, Rosalba e Fábio Faria.

Veja AQUI pronunciamento da Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró, em que repele conteúdo da delação contra Rosalba;

Veja AQUI a manifestação de Robinson Faria sobre citação do seu nome.

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