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Morre o brigadeiro Carlos Eduardo da Costa, ex-presidente da Codern

Brigadeiro Carlos Eduardo: motivos pessoais (Foto: Web)
Brigadeiro Carlos Eduardo foi um dos primeiros apoios locais de Bolsonaro (Foto: Arquivo BCS/2018)

Do Blog Heitor Gregório

Faleceu nesta sexta-feira (05) o brigadeiro Carlos Eduardo da Costa Almeida, que presidiu a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN).

Na Codern, sua gestão foi marcada por diálogo, responsabilidade e espírito conciliador. Durante sua presidência, ocorreu um momento marcante para a Companhia: a transição do Terminal Salineiro de Areia Branca para o Consórcio Intersal. Carlos Eduardo conduziu esse processo com zelo e respeito, mantendo conversas permanentes com a classe trabalhadora em busca das melhores soluções para todos os envolvidos.

Além de sua atuação à frente da estatal, o brigadeiro teve uma carreira militar destacada, chegando a comandar a Base Aérea de Natal, uma das mais importantes do país.

No cenário político, era amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliado desde a primeira hora da campanha de 2018, tendo sido um dos fundadores do PSL no Rio Grande do Norte, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito presidente.

Apesar do prestígio e dos convites, inclusive do próprio Bolsonaro, para disputar uma vaga no Senado, Carlos Eduardo preferiu não concorrer a cargos eletivos. Mais recentemente, em 2024, seu nome voltou a ser lembrado como possível candidato à Prefeitura de Parnamirim, mas também optou por não entrar na disputa.

O velório acontece neste sábado (06), a partir das 14h, no Morada da Paz, em Emaús. Às 18h30 será realizada uma Missa, seguida às 20h pela Cerimônia de Honras Militares e, às 22h, a Cerimônia de Cremação.

O Brigadeiro Carlos Eduardo deixa um legado de compromisso, liderança e diálogo.

Nota do Blog Carlos Santos – Que descanse em paz.

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União Brasil está na fila para entrar em base governista

FilaO União Brasil está na fila para conversar com Lula (PT).

Pode fazer parte da base de apoio do futuro presidente da República no Congresso Nacional.

Só lembrando que no RN, a legenda é comandada pelo ex-senador José Agripino.

Só lembrando.

O partido nasceu da fusão do PSL com o DEM.

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General Girão se filia ao partido de Jair Bolsonaro

Eleito em 2018 pelo PSL com 81.640 votos à Câmara dos Deputados, o general Elieser Girão Monteiro Filho está de casa partidária nova. Filiou-se ao Partido Liberal (PL) nessa terça-feira (15), em Brasília.

General Girão foi eleito em 2018 com mais de 81 mil votos (Foto: redes sociais)
General Girão foi eleito em 2018 com mais de 81 mil votos (Foto: redes sociais)

Natural de Fortaleza-CE, 66 anos (08 de maio de 1955), o General Girão parte à tentativa de reeleição ostentando a identidade como principal representante bolsonarista no RN.

O PL é a legenda para qual já migrara antes o presidente Jair Bolsonaro. No RN é presidida pelo atual deputado federal João Maia, mesmo partido do ministro do Desenvolvimento Regional e pré-candidato ao Senado Rogério Marinho.

Frente Parlamentar

Além de se filiar ao PL, Girão anunciou que se integra à recém-criada Frente Parlamentar Lealdade Acima de Tudo, de pleno apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

No RN, ele já foi titular da pasta da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED/RN), na gestão Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), além de exercer cargo similar na última gestão dela na Prefeitura de Mossoró.

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Fusão deve colocar União Brasil no RN com comando de Agripino

Por Vonúvio Praxedes (Do Diário Político)

Reunidos em convenção simultânea nessa quarta-feira (06/10) em Brasília, o Democratas e o PSL aprovaram a fusão das legendas que dará origem ao maior partido do país, o União Brasil.

Agripino deverá comandar União Brasil no RN; Cláudia deve seguir fusão (Foto: arquivo/ 2017)
Agripino deverá comandar União Brasil no RN; Cláudia deve seguir fusão (Foto: arquivo/ 2017)

A legenda será presidida pelo atual presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE). Já ACM Neto, que comanda o DEM, passará a ser o secretário-geral, segundo nome mais importante da legenda.

DEM/RN

Do Rio Grande do Norte compareceu à solenidade o ex-senador José Agripino Maia, ex-presidente nacional do DEM. Ele escreveu nas redes sociais: “Nasceu o 44, União Brasil. Partido que veio para unir os brasileiros que querem paz”. Agripino integra a executiva nacional do UB e vai nortear as comissões do partido no RN. Ainda não deu detalhes de como vai ser este trabalho.

Em contato com Diário Político a ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina afirmou que deixou a direção do DEM mossoroense por causa de projetos pessoais, mas continua filiada e deve integrar o União Brasil: “Acredito na nova proposta”, disse Cláudia.

Outro nome do Democratas de Mossoró que milita desde o ano 2000 ainda quando era PFL, o ex-vereador Petras Vinicius que inclusive é o atual tesoureiro do DEM local afirma que continua filiado. “Tenho recebido convites de outros partidos por causa do trabalho que tenho desenvolvido, mas continuo sim no DEM”, garantiu. Petras aguarda contado da direção do DEM sobre o novo partido.

Atualmente o DEM de Mossoró é presidido pelo advogado André Regalado.

PSL/RN

Aqui no RN o PSL é presidido por Sérgio Leocádio, ex-delegado da Polícia Civil do RN, que concorreu a Prefeitura do Natal em 2020. Em contado com nossa página, ele afirmou que mais informações deverá ter nos próximos quinze dias “porque cada Estado vai vai ter sua reunião e essa junção é uma junção muito complexa, mas a gente acredita que partido vai sair fortalecido. Vamos ter uma nominata muito boa pra Deputado Federal e eu sou pré-candidato a deputado federal”, atestou Leocádio.

Sobre a direção do ‘União Brasil’ no RN, Leocádio repassou informações importantes: “Provavelmente o grupo vai ser composto por José Agripino organizando e Paulinho Freire (Presidente da Câmara de Natal atualmente filiado ao PDT) é o grande candidato a Deputado Federal e eu pelo antigo PSL sairei a Federal também. Essa é a leitura que a gente está fazendo, mas eu acho que nos próximos quinze, vinte dias, é que a gente pode falar de forma mais concreta”.

União Brasil

A nova agremiação nasce capitalizada: somadas, detêm 545 prefeituras, cinco governos estaduais, oito senadores, 82 deputados federais, três pré-candidatos à Presidência da República e fundos eleitoral e partidário milionários.

A fusão precisa ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

*Colaborou com esta reportagem Filipo Cunha/ TCM

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Democratas e PSL se juntam com perfil politicamente muito forte

Em convenção nacional conjunta nesta quarta-feira (6), o DEM e o Partido Social Liberal (PSL) aprovaram fusão partidária. Encaminham a partir de agora os trâmites burocráticos à criação de uma outra sigla denominada de União Brasil, número 44. O evento foi no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília. Foram realizadas reuniões simultâneas em separado e em seguida a convenção.

Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília sediou evento dos partidos (Foto: Poder 360)
Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília sediou evento dos partidos (Foto: Poder 360)

O União Brasil tem pelo menos três pré-candidatos à Presidência da República: Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta (DEM-GO) e o apresentador de televisão e jornalista Luiz Datena, comentou o presidente nacional do Democratas, ACM Neto:

– “Nenhum outro partido tem três nomes dessa expressão política como nós”.

Grande

O novo partido pode se tornar uma das maiores bancadas no Congresso e no Senado, mas um dos articuladores dessa comunhão político-partidária, o ex-senador José Agripino (DEM), admite que ocorram defecções (veja AQUI).

DEM e PSL somam hoje 81 deputados (53 do PSL e 28 do DEM), além de sete senadores (seis do DEM e um do PSL), bem como 4 governadores. Provavelmente vai empalmar a maior fatia do Fundo Partidário.

O ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni (DEM), participou da convenção. Ele apresentou requerimento para que o novo partido aprovasse a possibilidade de apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou para que liberasse seus integrantes para apoiarem, nas eleições do ano que vem, outro candidato de fora do partido ou não apoiado oficialmente pela legenda.

Sua proposição foi rejeitada pelo deputado federal pernambucano Luciano Bivar, presidente do PSL e rompido com Bolsonaro, que passa a ser o dirigente do União Brasil. O partido deve apostar em nome próprio à luta presidencial, na ânsia de ser uma “terceira via”.

Saiba mais AQUI e AQUI.

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Agripino não descarta candidatura, mas prioriza maior partido do país

“Depois de tudo que eu fui, duas vezes governador e quatro vezes senador, não posso dizer que dessa água não beberei. Mas, não é minha prioridade mesmo”. A declaração foi dada há poucos minutos ao Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo ex-senador José Agripino (DEM).

Agripino deverá ser presidente da sigla que nascerá da fusão de DEM e PSL (Foto: rede social)
Agripino deverá ser presidente da sigla que nascerá da fusão de DEM e PSL (Foto: rede social)

Ele é um dos principais articuladores da fusão do seu partido, o Democratas, com o PSL. E nessa tarefa, garante, não há lugar para projeto particular e pessoal. “Não é minha prioridade ser candidato em 2022. Quero participar do processo de discussão de chapa presidencial alternativa e no âmbito do RN”, disse.

José Agripino surge como nome ascendente no Democratas e PSL para dirigir a legenda que surgirá dessa composição. “Meu nome tem sido comentado para a presidência”, assinalou. “Nosso trabalho é para fortalecimento do novo partido que nascerá como o maior do país e grande no RN”, reforçou e previu.

DEM e PSL hoje possuem bancada na Câmara Federal com 81 deputados (53 do PSL e 28 do DEM), além de sete senadores (seis do DEM e um do PSL). Porém, a comunhão de forças para surgimento de outra sigla não agrada a todos internamente.  Vão existir defecções.

– “Devemos lidar com naturalidade em relação à saída de alguns membros. Formaremos um partido de centro democrático e hoje não existe, que eu saiba, ninguém nos dois que seja de extrema esquerda. De extrema direita existe. Essas pessoas estarão livres para novas decisões partidárias, sem problemas – deixou claro.

Quanto à política do RN, José Agripino não vê como compulsória a ideia de uma candidatura própria do novo partido, ao governo, no próximo ano. Contudo, acredita que a legenda que está sendo germinada nasce atrativa à montagem de projeto viável eleitoralmente.

– “Teremos maior tempo de rádio e televisão e fundo partidário. Candidatos com potencial, que comunguem de nossas ideias, podem se juntar a nós”, acenou.

Providências à fusão

Pesquisas qualitativas estão sendo feitas pelo DEM e pelo PSL quanto à definição de nome e número do futuro partido. Algumas etapas precisam ser cumpridas, de lado a lado, até a tese da fusão se materializar na vontade partidária comum e no cumprimento das etapas burocráticas na Justiça Eleitoral.

Ontem, o Democratas realizou reunião de sua Comissão Executiva nacional, quando houve aprovação da proposta de fusão, à unanimidade, com 41 votos a zero (veja AQUI). Nessa terça-feira (22), o PSL fará a mesma consulta interna sobre essa junção de forças com o partido do ex-senador potiguar.

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Centrão pode juntar três siglas com 121 deputados e 15 senadores

Do Poder 360

PSL, DEM e PP, do chamado Centrão, negociam se fundir, segundo apurou o Poder360. O novo partido seria o maior do Congresso, com 121 deputados e 15 senadores do chamado Centrão. A negociação está em seus últimos estágios, e o novo partido deve ser anunciado em breve.

Domínio político poderá controlar forças institucionais de uma forma sem controle (Foto ilustrativa)
Domínio político poderá controlar forças institucionais de uma forma sem controle (Foto: Cleia Viana)

A nova sigla terá um comando dividido entre os 3 partidos atuais. A presidência ficará com Luciano Bivar, atualmente no comando do PSL. A vice-presidência, com ACM Neto, atual presidente do DEM. Já o PP ficará com a secretaria-geral, representado por Ciro Nogueira, que é o atual presidente do partido.

Ao Poder360, integrantes do PSL dizem que a fusão ainda é vista como rumor e a movimentação é totalmente encabeçada por Bivar. No DEM, ACM Neto ainda tem resistência à união dos partidos.

Bolsonaro acena

A criação do novo partido é esperada pelo presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que ele filie-se à nova sigla e a utilize como plataforma para a sua campanha à reeleição no pleito presidencial de 2022.

Nesta 5ª feira (22.jul.2021), Bolsonaro já indicou uma aproximação com o Centrão. O presidente afirmou que faz parte do bloco e que pretende buscar apoio no Congresso.

“O Centrão é um nome pejorativo. Sou do Centrão. Fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas”, disse o chefe do Executivo ao rebater as críticas de que tenha entregado o governo ao Centrão com a nomeação de Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil.

Nota do Blog – Firmando-se essa fusão para nascimento da nova legenda, o próximo presidente será antecipadamente refém do bloco ou dono ‘do pedaço’, conforme o toma-lá-dá-cá.

Não é caso de denominarmos de semipresidencialismo ou parlamentarismo, que de fato não se firmaria com esboço de um partido com esse gigantismo. Em suma, algo péssimo para o país e à própria democracia.

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Partido arrumado para abrigar Bolsonaro vive racha no comando

Depois do Partido Social Liberal (PSL), agora é o Patriotas que vive uma guerra fratricida envolvendo correntes conflitantes, em torno da possibilidade de filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Adilson e Flávio, uma união com contestação interna e intervenção judicial (Foto: arquivo)
Adilson e Flávio, uma união com contestação interna e intervenção judicial (Foto: arquivo)

Desde o ingresso do senador Flávio Bolsonaro no Patriotas, dia 31 de maio, abrindo caminho para chegada do pai e outros bolsonaristas, que o desentendimento virou regra. E deve se acentuar.

No fim dessa última semana (veja AQUI), a Justiça do Distrito Federal suspendeu uma série de mudanças na legenda, que o presidente já afastado, Adilson Barroso, tinha implementado. Vitória do vice dissidente que virou presidente interino, Ovasco Resende.

Controle

As alterações estatutárias davam superpoderes a Adilson, aplainando terreno para a família Bolsonaro ter pleno controle do Patriotas.

Com o PSL não foi diferente. A sigla cresceu abruptamente  com a presença e candidatura de Bolsonaro à presidência em 2018, mas logo em seguida às eleições os desentendimentos internos o levaram a deixá-la. Ficou sob controle do deputado federal Luciano Bivar, de Pernambuco.

Bolsonaro tentou criar seu próprio partido e não conseguiu cumprir as exigências legais, o Aliança pelo Brasil. Segue sem um partido para chamar de “meu”.

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“Efeito Peixoto” pode tornar muito possível vitória de Rosalba

Em 2012, candidato à reeleição à Prefeitura Municipal do Ceará-Mirim (região da Grande Natal), o delegado da Polícia Civil Antônio Peixoto (PR) conseguiu uma vitória vista como surpreendente por muita gente acostumada à análise política. Porém uma avaliação mais acurada  do quadro sucessório, logo ensejaria ilação de que seria plenamente possível sua vitória.

Apesar de desgaste, como Rosalba, Peixoto foi reeleito graças a fracionamento e soberba da oposição (Fotomontagem BCS)

Apesar de muito mal avaliado politico-administrativamente, Peixoto obteve a reeleição principalmente pelo fracionamento da oposição, quando quatro candidatos consideravam “favas contadas” a vitória pessoal sobre o prefeito, devido sua encorpada rejeição.

Com apenas 31,96% dos votos, o delegado levou a melhor sobre a ex-prefeita Edinólia Melo (MDB), com 30,13%; Júlio César Câmara (PSD), com 23,52%; Doutor Marcílio (PP) tendo empalmado 13,29%, além de  Dedé Luz (PSL) que juntou 1,1% dos votos válidos.

Reprovação

Essa situação do delegado Antônio Peixoto poderá se reproduzir em Mossoró, no próximo ano, quando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) será candidata à reeleição.

Ela vive um dos piores momentos de sua história política, só superada por sua desastrosa passagem pelo governo estadual (2011-2014), quando reprovação popular a tornou a governante com pior julgamento da opinião pública do Brasil à ocasião, dezembro de 2013, segundo o Ibope (veja AQUI).

Em pesquisa divulgada à semana passada pelo Blog do Barreto, realizada pelo Instituto Seta do Natal, Rosalba apareceu com reprovação administrativa de 48,5% e aprovação de 33,8% (veja AQUI).

Na corrida pré-eleitoral, há outra preocupação para ela e seu grupo encastelados no Palácio da Resistência: pelo menos três a quatro nomes na oposição apareceram com vigor instantâneo à disputa (veja AQUI). Somados, ultrapassam com folga suas intenções de votos.

Segundo turno

Em duas simulações, Rosalba pontuou em primeiro lugar com apenas 24,8% e 26%. Já o novato deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) cravou segunda posição com 17,5% e 18,3%.

Atrás deles surgiram Jorge do Rosário (PR) com 12,8% numa estimulada e Tião Couto (PR) noutra, com 16,5%.

A deputada estadual estreante Isolda Dantas (PT) totalizou 10,8% 11,3%, respectivamente, nas duas avaliações, ficando em quarto lugar no geral.

Na Estimulada com Rosalba, Allyson, Jorge e Isolda, por exemplo, a soma dos três oposicionista chega a 41,1% contra 24,8% da atual prefeita, uma maioria percentual de 16,3% sobre a governante.

Na outra Estimulada com Rosalba, Allyson, Tião e Isolda, esse trio da oposição cumulativamente chega a 46,1%, enquanto que a prefeita esbarra em 26%. Maioria da oposição de 20,1%.

Como Mossoró não tem segundo turno (só possível em municípios com eleitorado a partir de 200 mil pessoas), a projeção de pelo menos duas ou três chapas “competitivas” no bloco oposicionista, certamente será um alívio para Rosalba. Com a estrutura da municipalidade e sua conhecida obstinação em campanha, a prefeita pode tornar possível a difícil reeleição.

Por isso que sua pré-campanha começou em duas frentes: trabalha a cizânia e a desconstrução de imagem de potenciais adversários na oposição (principalmente com uso do rádio e redes sociais) e procura vender imagem de vigor e superação de seu governo. O jogo é bruto.

* Texto originalmente publicado no dia 23 de abril de 2019, ou seja, há quase um ano e cinco meses.

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Ivan Júnior recebe de volta seu ex-vice para montar chapa

O ex-prefeito e pré-candidato outra vez à Prefeitura do Assu, Ivan Júnior (Republicano), anunciou que o empresário Eurimar Nóbrega Leite (MDB) será seu companheiro de chapa no pleito deste ano.

Ivan Júnior, Lucílio Filho e Eurimar Nóbrega no programa Sala de Redação desse sábado (Fotomongagem BCS)

O anúncio foi feito no programa Sala de Redação na Princesa FM 90.9 desse sábado (29), apresentado pelo radialista/jornalista Lucílio Filho.

Além dos dois partidos, a chapa terá coligação com o PP, Cidadania, PSB, PSD, PSL e PRTB.

Eurimar e dirigentes partidários dessas legendas acompanharam Ivan Júnior na entrevista.

“Gestão ausente”

– Hoje, eu venho aqui anunciar que sou pré-candidato a prefeito do Assu. E não estou caminhando só – proclamou Ivan Júnior.

Segundo ele, a prioridade é resgatar melhorias nas políticas públicas, sobretudo a saúde.

Deixou claro que pretende gerir a municipalidade de forma efetiva, numa crítica velada ao atual prefeito Gustavo Soares (PL), “que emprestou seu CPF ao irmão (deputado estadual George Soares-PL) e a algumas pessoas para administrar a cidade”, sendo responsável por “uma gestão ausente”.

Passado e presente

Ivan e Eurimar já foram prefeito e vice (2013-2016), mas houve rompimento no final desse mandato. O MDB passou a apoiar e participar da chapa adversária com Gustavo Soares, que venceu a prefeitura com a emedebista Sandra Alves (MDB) de vice.

Agora, outra vez, Eurimar e MDB estão no mesmo lugar. O rompimento mudou de lado.

O MDB e Eurimar deixaram há poucos dias o grupo do prefeito Gustavo Soares, reencontrando-se politicamente com Ivan Júnior.

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Reitor diz que não teve indicação política; deputado desmente

Girão e Josué: política e qualificação (Foto: arquivo)

Em relação à polêmica causada com sua ascensão ao cargo de reitor “pro tempore” do Instituto Federal do RN (IFRN), o ex-candidato a prefeito de Mossoró Josué Moreira (PSL) justifica ter qualificação para o posto. Descarta critério político à sua nomeação, mesmo sem ter disputado o pleito interno na instituição.

“Não me incomodo pela nomeação de Reitor, sem ter participado do processo de consulta (…). Também não entendo que houve intervenção política”, deixou claro em nota pública.

“Além da previsão legal, sou servidor público federal efetivo e tenho condições técnicas para assumir e conduzir os rumos do IFRN, pelo tempo que for necessário”, afirmou.

Processo disciplinar

Em entrevista ao Blog do Dina (veja AQUI), o deputado federal General Girão (PSL) acaba colocando as palavras de Moreira em xeque.

Segundo o deputado, quando foi procurado pelo Ministério da Educação (MEC) afirmou que conhecia o nome de um professor que poderia ser nomeado reitor do IFRN. Foi quando foi dado o nome de Josué Oliveira de Moreira, correligionário.

O reitor eleito foi José Arnóbio de Araújo, que é filiado ao PT. Obteve 48,25% dos votos válidos. O argumento do Governo Jair Bolsonaro para não nomeá-lo, comenta Girão, é o fato de responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O eleito já anunciou que acionará a justiça para lhe ser assegurada a posse.

Leia também: Bolsonarista vira reitor do IFRN sem ter concorrido a pleito.

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Congresso recua e aprova Fundo Eleitoral menor para 2020

Do Canal Meio

O Congresso recuou — ao aprovar sua proposta para o Orçamento de 2020, deputados e senadores optaram por um Fundo de Financiamento Eleitoral de R$ 2 bilhões, quase metade dos R$ 3,8 bi que chegaram a cogitar. A revisão foi aprovada ontem. É uma vitória do presidente Jair Bolsonaro, que vinha pressionando para diminuir o valor.

A consequência é um aumento de despesas e investimentos em áreas como a saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Com o corte no fundo eleitoral, o PSL e o PT, os partidos que mais receberiam com o aumento deixariam de levar R$ 356 milhões. Mesmo assim, o fundo do PSL será superior ao de 2018 em mais de 20 vezes, devido ao crescimento do partido nas urnas. Já o PT perderá mais de R$ 12 milhões. (Globo)

O recuo dos parlamentares não se deu apenas por pressão do Planalto. De acordo com pesquisa Datafolha realizada na primeira semana do mês, 45% dos eleitores reprovam seu trabalho. São dez pontos percentuais a mais do que em agosto.

Apenas 14% aprovam o Congresso Nacional. (Folha)

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O cacife do General Girão

Girão: influência ou não (Foto: arquivo)

O deputado federal General Girão (PSL) virou integrante de uma legião especial, após o desenlace nas relações entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Partido Social Liberal (PSL).

Passou a ser ainda mais próximo do presidente – que trabalha a criação da sigla Aliança pelo Brasil.

Tem tudo para se cacifar mais ainda.

O RN e os seus aliados assim esperam.

Se não, é melhor botar a viola no saco.

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PSL justifica presença em Encontro Regional do Solidariedade

Daniel Sampaio do PSL esteve ao lado de Gutemberg, do PCdoB, no Encontro Regional: civilidade (Foto: Facebook)

Em postagem em suas redes sociais, o presidente do PSL mossoroense e pré-candidato a prefeito Daniel Sampaio justificou sua presença no Encontro Regional do Solidariedade (veja AQUI), em Mossoró, na última sexta-feira (1º).

“Esclareço que não há nenhuma possibilidade de aliança política com partidos de esquerda e de oposição ao nosso presidente”, simplificou ele.

“Recebi o convite do deputado Alysson Bezerra (Solidariedade) para prestigiar o evento, assim como ele prestigiou o nosso encontro Regional do PSL, no último dia 25. Algo semelhante aconteceu durante encontro do PL, onde fomos convidados pelo empresário Jorge do Rosário”, relatou.

Mudanças

“Entendemos que Mossoró exige mudanças. Essas mudanças se darão a partir de um entendimento entre parte desse grupo de oposição”, apontou.

Nota do Blog – No próprio estatuto do PSL está posto restrição à aliança com partidos de esquerda. Nem por isso, Daniel foi deselegante ao convite nem em sua oratória no evento.

“Mossoró não vai mudar porque alguém aqui quer ser prefeito, vai mudar porque a paciência do povo esgotou”, disparou ele em discurso no evento, em que estavam nomes como o ex-candidato a prefeito Gutemberg Dias (PCdoB) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT).

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Solidariedade junta aliança oposicionista em evento expressivo

O Encontro Regional do Solidariedade em Mossoró conseguiu o feito de lotar o maior auditório do Hotel VillaOeste, em plena sexta-feira (1º) à noite. Isso, a um ano do pleito sucessório de 2020. O evento aberto à presença de representantes de outras siglas reforçou costura para montagem de um arco de alianças no campo oposicionista local.

Os discursos exaltaram a necessidade de união e mudança no modelo de gestão e mentalidade política.

Mesa do Encontro Regional reuniu representantes de mais de oito partidos da oposição (Foto: divulgação)

Presidente do Solidariedade em Mossoró, o deputado estadual Allyson Bezerra foi o último orador da noite. “Nós temos que construir a mudança que a gente quer pra Mossoró. Estamos aqui hoje com lideranças políticas da nossa cidade e estado (…), porque política a gente não constrói sozinho (…). Mossoró vai mudar”, afirmou.

Num ambiente com atmosfera de convenção partidária, em que não faltaram apitaço, balões coloridos, bandeirolas, cartazes, confetes, palavras de ordem, gritos de guerra e jingles, representantes do Solidariedade na região e delegação com lideranças estaduais e de Natal prestigiaram o Encontro Regional. Deputados estaduais Kelps Lima e Cristiane Dantas, ex-candidata ao Senado Magnólia Figueiredo e o ex-candidato a governador Brenno Queiroga fizeram parte desse grupo.

Jorge do Rosário

“Estamos aqui para discutir, fazer um projeto sustentável de desenvolvimento econômico e social para nossa cidade, porque como foi dito neste evento, Mossoró é uma cidade rica e que não tem um projeto de desenvolvimento. Nós sequer estamos discutindo, por exemplo, nosso plano diretor”, mostrou Jorge do Rosário, ex-candidato a vice-prefeito em 2016 e presidente do Partido Liberal (PL) em Mossoró.

Evento foi bastante expressivo (Foto: divulgação)

A deputada estadual Isolda fez um discurso didático e desmistificador: “Muitos apostam que a oposição não vai se unir, mas a cada encontro que tem a gente prova que tem divergência; e é pra ter mesmo porque na política tem que ter. Mas nós que estamos aqui sabemos a necessidade de Mossoró. E Mossoró tem que mudar”.

Tião Couto

“Nosso propósito é mudar essa cidade para que tenhamos um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social. O recado está dado: vamos juntos até o fim, até outubro para ganharmos as eleições”, sinalizou Tião Couto (PL), ex-candidato a prefeito em 2016.

Já o presidente do PSL mossoroense, médico e ex-candidato a deputado federal Daniel Sampaio, também amparou sua fala nas discussões entre siglas e forças divergentes no lado oposicionistas. Para ele, esse é um caminho natural. “Mossoró não vai mudar porque alguém aqui quer ser prefeito, vai mudar porque a paciência do povo esgotou”, disparou.

Entre os vereadores locais, cinco dos seis parlamentares da oposição prestigiaram a mobilização do Solidariedade: Alex do Frango (PMB), Genilson Alves (PMN), Petras Vinícius (DEM), Raério Araújo (sem partido) e Ozaniel Mesquita (PL). O ex-candidato a prefeito Gutemberg Dias (PCdoB) foi outro nome presente.

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Bolsonaro bota vídeo que mexe com STF, mas depois o apaga

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou, em seu Twitter, um vídeo no qual um leão é cercado por várias hienas — que o atacam. Legendas indicam que ele é o leão e, as hienas, são respectivamente veículos de imprensa, o STF, a OAB, partidos de esquerda e, até, seu PSL. Ao final, outro leão — identificado como ‘conservador patriota’ chega ao seu resgate.

O tuíte foi apagado logo depois. (Poder 360)

De acordo com Bela Megale, aliados atribuem a Carlos, o filho Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), vereador carioca, a responsabilidade de publicação. (Globo)

O decano do Supremo, Celso de Mello, se manifestou.

“Esse comportamento revelado no vídeo, além de caracterizar falta de apropriada estatura presidencial, também constitui expressão odiosa de quem desconhece o dogma da separação de poderes e, o que é mais grave, de quem teme um Poder Judiciário independente e consciente de que ninguém, nem mesmo o presidente da República, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República.” (Folha)

Nota do Blog Carlos Santos – Há poucos dias, o Twitter de Bolsonaro publicou mensagem a favor do entendimento de prisão em segunda instância. Depois, a postagem foi apagada e o filho Carlos admitiu que editava/mexia no endereço próprio do pai.

Até quando esse capiroto vai continuar brincando com o Twitter, a República e o país? Francamente.

P.S – Nesta terça-feira (29), o presidente emitiu um pedido de “desculpas” ao STF pelo vídeo. Outro embaraço que poderia ser evitado.

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Fundos milionários criam uma nova casta na política

É preciso que os leigos e os entendidos em política ‘republicana’ brasileira entendam: o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral fazem dos dirigentes de siglas uma nova casta dentro da casta já existente.

Eles dizem quem deve viver ou morrer politicamente.

E estão quase imunes à lei.

Só podem ser contrariados pelo povo-eleitor, caso se rebele nas urnas.

A briga fratricida no PSL de Jair Bolsonaro e Luciano Bivar (veja AQUI) e a manutenção do MDB do RN nas mãos de mais um Alves (veja AQUI), em parte são explicadas por essas razões milionárias.

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Coronel Azevedo acha natural crise interna em seu ex-partido

Azevedo: apoio (Foto: reprodução BCS)

Eleito pelo PSL a deputado estadual ano passado, mas já fora da sigla no exercício do mandato este ano, o coronel André Azevedo (PSC) foi cauteloso ao analisar a crise (veja AQUI) vivida por essa legenda no plano nacional.

“Cresceu muito e passa por período de maturação”, diagnosticou vagamente.

Ele opinou sobre o assunto e explanou sobre outros temas, em entrevista agora à noite aos jornalistas Carol Ribeiro e Vonúvio Praxedes, dentro do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom).

“Claro que naturalmente há muita discussão. Faz parte do contexto democrático os partidos passarem também por esse debate”, tergiversou sem firmar uma análise mais crítica.

Apoio

Mas citou episodicamente, que há um “fundo partidário milionário” em meio aos problemas internos no PSL.

O deputado assegurou que confia e mantém apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Sua saída do PSL não o afastou da aposta presidencial que fez em 2018. “Houve divergência, o que é natural, mas sai sem problemas”, garantiu.

No próximo sábado (26), às 9 horas, no Hotel Holliday Inn em Natal. Azevedo assumirá oficialmente a presidência do PSC, contando com a presença do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, além do presidente nacional do partido, pastor Everaldo Pereira.

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Senador aliado e filho de Bolsonaro trocam ofensas

Do UOL

O senador Major Olímpio (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) trocam insultos pelas redes sociais. Bom esclarecer: os dois são aliados.

Carlos Bolsonaro não alivia na linguagem para tratar Olímpio ou qualquer aliado ou adversário (Reprodução)

O bate-boca está se alargando neste domingo (13). Olímpio citou uma cena do filme de “Tropa de Elite” ao afirmar que Carlos Bolsonaro é “moleque”.

O bate-boca virtual havia começado com Olímpio rebatendo uma insinuação do filho do presidente Jair Bolsonaro sobre seu choro pela recuperação do então candidato, que sofreu um atentado a faca durante a campanha presidencial. O vereador o chamou de bobo da corte e acrescentou que Olímpio diz absurdos sobre seu trabalho. Olímpio respondeu que o “povo não elegeu príncipes”.

A discussão prosseguiu e Carlos Bolsonaro tratou o senador por “canalha”.

Olímpio está com prestígio em baixa na família, porque defende teses internas no partido e no Congresso Nacional, que contrariam interesses político-familiares dos Bolsonaros. Por exemplo: é a favor da CPI da Lava Toga; o senado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não.

Saiba mais detalhes AQUI.

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Arenga interna no PSL é cheia de nuances e muito dinheiro

Após ampliar involuntariamente a crise com seu partido, o PSL, e apontar para uma possível saída, o presidente Jair Bolsonaro vacila. “Vários parlamentares discutiram ontem e hoje uma espécie de refundação do partido, um novo estatuto bem claro”, disse o presidente em entrevista a Claudio Dantas, do Antagonista.

“A gente está bem politicamente, pode fazer muitos prefeitos. Mas alguns da liderança ficam olhando para o próprio umbigo. O partido pega um pouco mais de R$ 8 milhões por mês. Nem todos os diretórios recebem isso, alguns espertalhões queimam a largada.”Bolsonaro acena com paz — “O que faço é uma reclamação do bem, todo partido tem problema.” Mas também ameaça sair à guerra. “Comigo fora da legenda, a tendência do PSL é murchar.” Bolsonaro quer controlar o partido, o presidente da legenda Luciano Bivar não deixa. O presidente da República tem o prestígio que ajudaria a eleger prefeitos e vereadores. Mas quem controla o dinheiro é Bivar.

O recuo do presidente

No jornal O Globo, é destacado que como a lei funciona hoje, deputados federais não podem se transferir do PSL. E, mesmo que o fizessem, os recursos do Fundo Partidário, distribuídos entre cada legenda de acordo com o número de deputados eleitos, fica com o partido. Bolsonaro iria para uma sigla nova, sobre a qual teria mais controle, mas abandonaria o dinheiro.

A criação de um partido do zero demoraria pelo menos um ano. Uma das possibilidades estudadas é a fusão de dois nanicos: o Patriota com ou o PHS ou o PMN. Assim, a Justiça Eleitoral considera que há um partido novo e permite a transferência. O terreno aí não é claro — há uma revisão desta lei pendente de análise do Supremo.

O julgamento teria de acontecer para que o presidente possa bater o martelo. E ainda fica a dúvida a respeito do dinheiro do fundo eleitoral, necessário para a campanha do ano que vem.

Muitos milhões

Bernardo Mello Franco em sua coluna no Globo, aponta que uma montanha de dinheiro adensa a briga intestina no PSL. Está em jogo uma bolada de R$ 737 milhões.

É esse o valor que o PSL deve receber do fundo partidário – dinheiro dos cofres públicos – até 2022!

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Presidente implode o seu próprio partido

Noticiário nacional em grandes veículos de imprensa aponta possibilidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e seus filhos políticos/com mandatos mudarem de sigla. É uma situação particularmente rara na história republicana do país. Bolsonaro – que está em seu nono partido – deu dimensão estelar ao partido com sua eleição em 2018 e, ele mesmo, promove sua fritura em pouquíssimos meses no poder.

O presidente Jair Bolsonaro, cumprimenta populares e fala à imprensa no Palácio da Alvorada (Foto: Marcelo Camargo)

Dia passado, o presidente em mais uma incontinência verbal à porta do Palácio da Alvorada, recomendou a um eleitor pernambucano, que pediu para fazer foto com ele: “Não divulga isso não, cara. O cara está queimado pra caramba, lá. Esquece esse cara, esquece o partido.” Fazia referência ao presidente do PSL, Luciano Bivar.

O deputado federal gaúcho Bibo Nunes quer trazer o presidente para o Patriota. “O Bivar é muito preocupado com dinheiro”, disse à coluna de Guilherme Amado. “O Bolsonaro não dá bola para dinheiro.” (Época)

Refundador da União Democrática Nacional (UDN), que está em fase de criação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marcus Alves também quer a família presidencial. “Só falta homologar os diretórios de alguns estados.” (Estadão)

Rachado, fracionado e abalado

Aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), estão terminando o estatuto de um novo partido que seria batizado como Conservadores. Teria por premissas o programa do atual presidente — defesa da ‘moralidade cristã ocidental’, vida a partir da concepção, direito à legítima defesa pessoal, combate à ‘ideologia de gênero’. O documento proíbe alianças com legendas do que chamam ‘esquerda bolivariana’. A desvantagem é que seria um caminho mais lento. (Globo)

Nos estados e municípios, o PSL está em xeque. Seu instantâneo gigantismo passará por um teste de fogo em 2020, com possibilidade de encolher, em vez de crescer. As defecções – inclusive no RN – são constantes.

No Congresso Nacional, o partido também levanta voz e entra em choque com presidente e seus filhos. As reações às palavras do presidente foram instantâneas. O PSL elegeu 53 deputados ano passado (um a menos do que o PT, maior bancada).

Rachado, fracionado e abalado em face da própria perturbação de seu ícone, guia e “mito” Bolsonaro, o PSL é um terreno movediço e minado, sem qualquer inimigo externo. Todos os seus problemas estão em casa.

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Rogério Marinho pode assumir Receita Federal do país

Marinho: ascensão (Foto: Fábio Rodrigues)

O ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é cotado para assumir novo cargo dentro do Governo Jair Bolsonaro (PSL). A notícia começa a surgir nos bastidores de Brasília.

Com a exoneração (veja AQUI) nesta quarta-feira (11) do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, ele poderá ocupar esse posto.

Cintra caiu por se movimentar para criar um imposto nos moldes da extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que era rechaçado pelo próprio presidente.

Atualmente, Marinho é secretário especial de Previdência.

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