Rubinho: futebol e literatura (Foto: Reprodução BCS)
O jornalista e escritor Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”, cuida da produção para entregar seu sexto livro à leitura dos amantes do bom texto. Não tem data ou qualquer outra definição relativa ao lançamento, em face da pandemia que não arrefece.
Mas, tem foco e título. A publicação será sobre o Estádio Juvenal Lamartine, o “Primeiro estádio”.
Rubinho vai rememorar situações diversas da própria história do Juvenal Lamartine, que antecedeu o Machadão e agora o Arena das Dunas, como principal praça de esportes do Rio Grande do Norte.
Promete que não será um livro chato, carregado apenas de números. Mostrará o outro lado, como a passagem de grandes clubes como Botafogo, Vasco, Flamengo, Fluminense, Santos etc., no velho Juvenal Lamartine.
Nota do Blog – No aguardo, Rubinho. Lança, cara!
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O jornal Tribuna do Norte reforça seu timaço com nome de expressão do jornalismo impresso do RN nas últimas décadas.
A estreia será na edição de terça-feira (2).
Rubens Lemos, Alex Medeiros, Cassiano Arruda e Vicente Serejo: um timaço na Tribuna (Foto: divulgação)
Como o Blog Carlos Santos antecipou em primeira mão (veja AQUI) no último dia 4 de junho, Cassiano Arruda, Alex Medeiros e Vicente Serejo farão colunas diárias nesse impresso.
Quem chega também é Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”.
Sucesso, pessoal.
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Será nessa quarta-feira (8), às 18h, o lançamento da biografia “Doutor no Futebol e na Vida”, livro que retrata a trajetória vitoriosa do médico Maeterlinck Rêgo. Será na sede do América Futebol Clube, na Avenida Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal.
A publicação é resultado de trabalho do jornalista Rubens Lemos Filho.
“O livro não se resume ao futebol, que aparece com novas histórias do emérito contador de ‘causos’ da bola. Mostra sua luta para conseguir estudar e concluir o curso de Medicina, além de revelar bastidores e intrigas do meio esportivo”, assinala o autor.
Seleção
Coordenador Médico da Copa do Mundo em Natal em 2014 e médico da Seleção Brasileira SUB -20 seis anos antes, Maeterlinck é um pioneiro da Medicina Esportiva e reconhecido em todo o país.
Nascido em Macau, região salineira do estado, Maeterlinck tem um livro que é a sua própria essência.
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Com 48 anos de clube, o médico do América(RN), Maeterlinck Rêgo lança sua biografia Doutor no Futebol e na Vida, no dia 8 de maio às 18 horas na sede do clube na Avenida Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal.
Menino nascido em Macau, Maeterlinck conta toda a sua vida em depoimento ao jornalista Rubens Lemos Filho, desde as peladas da infância às conquistas pelo América, com destaque para a Copa do Nordeste em 1998 e os acessos à Série A em 1996 e 2006.
O livro não se resume ao futebol, que aparece com novas histórias do emérito contador de “causos “ da bola. Mostra sua luta para conseguir estudar e concluir o curso de Medicina, além de revelar bastidores e intrigas do meio esportivo.
Seleção
Coordenador Médico da Copa do Mundo em Natal em 2014 e médico da Seleção Brasileira SUB -20 seis anos antes, Maeterlinck é um pioneiro da Medicina Esportiva e reconhecido em todo o país.
A contracapa é assinada pelo médico José Luiz Runco, pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002 e ainda nos Mundiais de 2006/10/14.
O prefácio é do advogado Carlos Roberto de Miranda Gomes e a orelha do livro tem o timbre do jornalista Cassiano Arruda Câmara. Edição 8 Editora.
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Foi assim, há poucos minutos, a reação do jornalista Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”, à nota “Resistir ao fascismo é preciso! Pelo trabalhismo” (veja AQUI), assinada por integrantes do PDT nacional e dirigida à Comissão Nacional de Ética da legenda.
Os subscritores cobram a expulsão do candidato ao Governo do RN, Carlos Eduardo Alves (PDT), por se associar à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL).
“O apoio a Bolsonaro foi comunicado à Executiva Nacional pessoalmente e liberado”, complementou Rubinho.
Ele integra equipe de Comunicação da campanha de Carlos Eduardo.
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Na primeira pauta, o impacto: Aquilo poderia ser uma caixa de assistência social, um confessionário, menos o gabinete do homem mais poderoso da polícia do Rio Grande do Norte. Contei, por baixo, umas 40 pessoas para se aconselhar, dedurar vizinhos, homens que produziam filho e sumiam deixando a barriga da mãe e a despesa para a família.
Uma bagunça. Todos falando alto e ao mesmo tempo. Galinhas cacarejavam. Galos de campina em gaiolas, numa tristeza infinita. Todos para entrega ao delegado Maurílio Pinto de Medeiros, chefe da Polícia Civil, Polinter e, de verdade, o Secretário de Segurança Pública de sempre.
Todos os mimos eram recusados. Um gordo, o homem, de palavras medidas e visão periférica na miudeza dos olhos. De conjunto bege
inconfundível. Calça e camisa de tecido. Uma mesa larga, juiz de paz que acalmava os valentões domésticos.
Foram meus primeiros dias de contato com Maurílio Pinto de Medeiros. Colega de turma do meu pai no velho Atheneu. Maurílio Pinto formado em jornalismo ainda na Faculdade Eloy de Souza, Fundação José Augusto, ali, nas alamedas que ainda existiam no Tirol aprazível.
Fonte, boa fonte, me disse Rubão. Que tinha todos os motivos para odiar policiais. Mas não se deixava contaminar pelo fel dos rancores. Sofrera na carne a barbárie da repressão. Com Maurílio Pinto, deu amizade e irmandade.
“Não vá imaginando que terá privilégios por ser meu filho. Maurílio é pago para desconfiar. Mas é honesto. Se há um atestado que posso dar é o de lisura e Maurílio é um liso, vive de salário,” recitava outro campeoníssimo em falta de convivência com dinheiro.
Boa fonte, bons tempos. Jornal impresso trazia nas manchetes o berro da notícia em sangue quente. Pura, sem exclamação, mas com narrativa e densidade. Crimes poucos, mas bárbaros.
O assassinato de um médico e uma enfermeira, que namoravam, foram seviciados e queimados onde hoje erguem-se fábricas no bairro de Neópolis, sinalizava: Natal deixava de ser uma província.
E o homem gordo e silencioso rastreando pistas, desvendando assassinatos, conhecendo criminosos pelos métodos, pelo instinto, talento e herança do pai, Coronel Bento, o Caçador de Bandidos na era passada dos pistoleiros de cangaço.
Maurílio Pinto virou lenda. Menino danado em rua parava ao grito da mãe impotente: “Se aquieta Tonzinho, que eu vou chamar Dr. Maurílio para lhe ajeitar”. Da ameaça, o resultado vinha na transição ao comportamento angelical.
Assalto a banco. Avenida Rio Branco. Bandidos cariocas levam o dinheiro do caixa e fogem de ônibus. Comemoram tomando banho de piscina num hotel da Ladeira do Sol. O recepcionista desconfiou. No automático, ligou para Dr. Maurílio. Que prendeu todo mundo com um revólver 38 na mão, cena posta na capa dos matutinos da época.
Maurílio Pinto, se tinha competência e tino, pecava por falta de vaidade. Foi maltratado, congelado numa delegacia sem função prática e incomodava. Maurílio, polícia por vocação, não por pretensão de estabilidade.
Homenageado na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal anos atrás , acolhido pelo companheirismo de Dona Clarissa, o terror de criminosos aparentava o sofrimento das sequelas de uma trombose.
Maurílio Pinto fazia o mal tremer nas bases. Nunca prendeu franciscano nem pai de família inocente.
Se fosse o que dizem seus inimigos, teria se dado bem na política. Candidato a deputado estadual, ficou entre os 20 suplentes.
Arruinado e sem apoio dos companheiros de ideologia e dos que lhe sepultariam depois, o meu pai foi seu assessor de imprensa na campanha eleitoral. Maurílio não esquecera dele.
Natal, sem alvissareiros, poetas em cada esquina, cada vez mais impessoal, é coberta do luto indefeso, seu rosto autêntico chorando
Maurílio Pinto de Medeiros, seu símbolo protetor morto impiedosamente pela diabetes neste fim de sábado(19/5).
Ausência certamente celebrada como em banquete podre e silêncio covarde pelos abutres dos valores invertidos.
O que fazer com a vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e sua filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB)? Eis uma das delicadas questões que pairam à mesa do rosalbismo. As eleições 2018 são decisivas para a continuidade da união (mistura, digamos) dessas duas bandas do clã Rosado.
A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu marido-líder político Carlos Augusto Rosado precisam montar uma fórmula politico-eleitoral que satisfaça mãe e filha este ano. Paralelamente, não podem permitir que comprometam a reeleição do federal Beto Rosado (PP) e a ideia de eleição do filho do casal, Kadu Ciarlini, à Assembleia Legislativa.
Sandra e a prima Rosalba Ciarlini estão misturadas numa composição política bastante delicada (Foto: arquivo 09-07-16)
Sandra procura valorizar o próprio “passe” e da filha Larissa Rosado, quando propaga que será novamente candidata à Câmara Federal, mesmo sabendo que não tem meios para essa jornada. Sua tensão maior se concentra no campo judicial (Processo contra Sandra Rosado será julgado dia 20 de fevereiro).
A Prefeitura Municipal de Mossoró, como “nave-mãe”, teria que viabilizar campanhas vitoriosas de dois federais (Sandra e Beto) e dois estaduais (Larissa e Kadu). Historicamente, isso nunca aconteceu. Absolutamente, nunca.
Qual a saída então? Um dos caminhos é alojar Larissa como vice numa chapa ao governo estadual, a ser apoiada pela família e os dois grupos. Assim, Kadu teria “pista limpa” em Mossoró para ser deputado estadual.
Vice de Carlos Eduardo Alves (PDT), prefeito de Natal? Pode ser, sim. Falta combinar, claro.
Sandra manter-se-ia com os pés no chão na Câmara Municipal e receberia melhores condições ofertadas pelo rosalbismo, para se defender do emaranhado de problemas judiciais que enfrenta.
Mais do que isso, é pouco provável que seja engendrada outra saída. A menos que mãe e filha busquem o guarda-chuva de outro esquema político para sobrevivência. Não está fácil.
PRIMEIRA PÁGINA
A entressafra e decadência da política do Brasil são evidentes e nocivas à própria vida nacional. Veja-se o caso da Presidência da Câmara Federal: os dois últimos presidentes estão presos (Eduardo Cunha-MDB/RJ e Henrique Alves-MDB/RN) e o atual, Rodrigo Maia (DEM-RJ), até anda se saçaricando como opção à sucessão presidencial. Na sua reeleição em 2014, obteve 53 mil 167 votos, aparecendo apenas como 29º colocado entre os 46 eleitos da bancada federal carioca. Falava-se que teria reeleição muito difícil em 2018, mas virou presidente da Câmara Federal e até sonha em substituir Michel Temer (MDB-SP). O Brasil parece um caso perdido.
Deputado distrital em Brasília, Agaciel Maia (PR) aguarda as eleições 2018 para formar uma trinca de irmãos potiguares vitoriosos na política. Ele já tem a irmã e atual deputada federal Zenaide Maia (PR), que vai concorrer ao Senado, e conta com o retorno do ex-deputado federal João Maia à Câmara Federal. As urnas em outubro dirão.
Sem conseguir aprovar a maioria das mensagens do ajuste fiscal do seu governo, enviadas à Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PSD) ficou ainda mais fragilizado na Governadoria. Mas nega veemente que cogite renúncia para se candidatar outra vez à Assembleia Legislativa. Mesmo assim, é bom o vice Fábio Dantas (PCcoB) ficar de sobreaviso.
A ex-secretário de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (SETHAS) Julianne Faria (sem partido) prepara programação política de visita a unidades estaduais que viabilizou funcionamento e fortalecimento no estado. Seu périplo começará após o Carnaval. Ela demonstra convicção de que o “ex-marido” e governador Robinson Faria (PSD) vai renunciar ao cargo, viabilizando legalmente seu registro de candidatura. Estará num partido coligado à postulação da senadora Fátima Bezerra (PT).
Julianne e Robinson: distância necessária (Foto: arquivo)
No âmbito do Conselho Municipal de Previdência do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Mossoró – (Previ-Mossoró), os atrasos nos repasses das contribuições previdenciárias da Prefeitura de Mossoró a essa autarquia estão incomodando alguns conselheiros. Eles podem formalizar denúncia ao Ministério Público do RN (MPRN). O limite prudencial para suportar atrasos dos repasses por parte do Executivo é de três meses, situação que já se formou.
O Carnaval Multicultural, atualização de folha salarial e outras ações administrativas encorpam a gestão e a imagem do prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) para a disputa ao governo este ano, o que ele ainda não anunciou publicamente (veja AQUI). Mas seu palanque extremamente conservador, que pode reunir a fina flor oligárquica do estado, de Natal a Mossoró, é um senão em momento de profunda negação da política, dos políticos e dos partidos pelo eleitorado. Eis o xis da questão.
Aécio Neves (PSDB) nunca me enganou; Lula (PT) não me engana mais. O primeiro sempre me pareceu um farsante; o segundo revelou-se uma farsa. Hoje, os vejo no mesmo patamar. O tucano deveria estar preso há tempos, porém segue blindado por seus pares do Senado e colegas do Supremo. O petista, se for preso, não me causará prostração alguma.
Conta-se que a arrecadação de janeiro e o pagamento a certos fornecedores levaram a Assembleia Legislativa a desistir de assumir o ônus da aprovação dos projetos impopulares do ajuste fiscal do Governo Robinson Faria (PSD). O grito do eterno governista Raimundo Fernandes (PSDB), o deputado “Raimundo Bigodão”, mudando de lado e de voto, está no ar para ser analisado. Mais ainda suas palavras. Disse que cerca de 800 milhões foram pagos pelo Governo do Estado a fornecedores em meio ao atraso do funcionalismo e que existem “meninos traquinos” (sic) tomando conta do erário estadual. Leia também: Dedo médio (aquele mesmo) de “Bigodão” aponta para o fim.
TÚLIO RATTO – JANELA INDISCRETA
EM PAUTA
Motéis – A violência sem controle em Mossoró atinge um dos mais sólidos setores de sua economia: os motéis. Tem caído a percentuais expressivos a frequência/faturamento desse negócio, em especial no período noturno.
Aeroporto – O Aeroporto Dix-sept Rosado avança célere, mas com os “pés no chão”, para ter ainda neste primeiro semestre a certificação para retomada de voos comerciais. Mas isso ocorrerá com limitações quanto a pouso e decolagens de aeronaves. A Azul Linhas Aéreas, interessada em operar com rota pela cidade, deverá utilizar um avião com capacidade para 70 passageiros, o ATR 72. O modelo é responsável por 75% do mercado mundial nessa modalidade.
ATR 72: voos em Mossoró (Foto: Web)
Heuber – Comandante-em-chefe do Café e Artesanato, que foi praticamente destruído por um incêndio à semana passada (veja AQUI) em Mossoró, Heuber Filgueira está inteiro e na luta. Mutirão de amigos, artistas, clientes e setores produtivos da cidade estão mobilizados para que esta semana ele retome suas atividades, realizando inclusive bailes carnavalescos já anteriormente definidos. Vai dar certo, sim.
Apodi – Começará nessa segunda-feira (5) a nova programação da FM 98.3 do Apodi, a Vale do Apodi, que migrou para Frequência Modulada. Programação redimensionada, equipe mesclada com outros comunicadores. Sintonize-a clicando AQUI.
Regy – O jornalista Regy Carte assumiu o cargo de Diretor de Imprensa (DIMP) da Câmara Municipal de Mossoró. Escolha da presidente Izabel Montenegro (MDB) que merece aplausos. Tem perfil para o cargo: bem-relacionado, sóbrio, ético e experiente. Sucesso, meu caro.
Recuperação – O jornalista Rubens Lemos Filho recupera-se de acidente doméstico, que quase o deixa completamente fora de combate. Mesmo assim, tem-nos brindado com belos textos (elogio em forma de pleonasmo) em seu endereço na Web (veja AQUI).
Sátiro e Charles: jornalismo (Foto: Célio Duarte)
Diocesano – Na noite de quinta-feira (1º), o Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) relançou o seu jornal impresso mensal Diocesano Informa. A solenidade foi conduzida pelos diretores – padre Sátiro Cavalcanti e padre Charles Lamartine, que elencaram histórias construídas ao longo dos quase 37 anos desde a criação desse impresso.
Nossa Clínica – A Nossa Clínica completou sete anos de existência na quarta-feira (31). Com 48 consultórios e 20 especialidades, a empresa tem sido destaque na prestação de serviços na área médica em Mossoró e região. Já utilizamos, gostamos. Parabéns aos empreendedores Cláudio Montenegro-Fábia Albuquerque e equipe.
SÓ PRA CONTRARIAR
Quantos meses ficarão atrasados os salários do servidores do estado, com a não-aprovação do pacote fiscal do governo?
GERAIS…GERAIS…GERAIS
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Custódio Neto (Mossoró), Sávio Hackradt (Natal) e Evaristo Nogueira (Fortaleza-CE).
Entre outras atrações, o Carnaval de Caicó este ano terá Aviões e Wesley Safadão. Promessa de público bastante numeroso, num evento que já é referência no estado.
Atendimento, ambiente, cardápio e bons preços continuam fazendo do La Goccia Blu um restaurante top em Mossoró. Bom exemplo a ser seguido por outros. Temos outros bons, claro.
Veja a Coluna do Herzog do domingo passado (28), clicando AQUI.
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O desafio da classe política chamada cavilosamente de tradicional é mostrar portfólio e convencer o eleitor em tempo de rede social engajada.
Veteranos detentores de mandato, ex-governadores, não chegaram onde estão sem fazer obras e trazer recursos ao Estado.
No Rio Grande do Norte, todos já estiveram com todos e o que se apresenta novo é costela do antigo.
Um exemplo é a deputada federal Zenaide, provável candidata ao Senado, Maia de sangue e , que, na última campanha, acompanhou o irmão João, candidato a vice, derrotado.
Zenaide deve se aliar a senadora e provável candidata ao Governo, Fátima Bezerra, que combateu na eleição de quase quatro anos passados.
Dependesse de Zenaide, a senadora em 2014, teria sido a ex-governadora Wilma de Faria, vencida por Fátima e falecida ano passado.
Fátima que tabelou com Robinson Faria em carreatas e palanques eletrônicos e digitais e já está sendo lembrada da “contribuição” petista ao Rio Grande do Norte.
Será uma maratona interessante a de 2018.
Quase uma versão de filme de terror: eu sei o que vocês fizeram em eleições passadas.
Muito mais desconstrução do que propostas.
Se bem que sambar nos acordes de propostas, todo mundo viu no que deu né?
Em 2014, na propaganda eleitoral do que se apresentava alternativa ao “acordão dos poderosos” e deixou o Rio Grande do Norte mortificado.
Arriscar também é um perigo.
Natal mostrou com Aldo Tinoco e Micarla de Sousa.
Mossoró com Silveirinha.
O Estado, bem, o Estado é mesmo necessário dizer com quem?
O jornalista Rubens Lemos Filho lança hoje (quinta-feira, 9), em Natal, o seu mais novo livro.
Será às 18 h, na sede da AABB, na Avenida Hermes da Fonseca, 1017.
“Memórias Póstumas do Estádio Assassinado – craques, jogos e saudades do Machadão” é o quatro livro de “Rubinho”, como o autor é conhecido.
Inaugurado a 4 de junho de 1972, o estádio Machadão, inicialmente batizado de Presidente Castelo Branco no auge da Ditadura, terminou por prestar justa homenagem ao jornalista João Machado, presidente da Federação de Futebol por 20 anos.
O Machadão é o foco dessa viagem no tempo, por quase 40 anos, que Rubinho empreende. Fala sobre multidões, de craques, de uma cidade diferente do que é hoje, do fim de um estádio que cedeu lugar ao Arena das Dunas.
“É um reencontro com a Natal ainda aldeota, nos anos 1970 e 80, até 90, que é relembrada em suas histórias, seus personagens, seus pontos pitorescos, seus cinemas, o Ducal Hotel, primeiro arranha-céu e também na política, com abordagem sobre todas as eleições do período em que o Machadão esteve de pé”, afirma Rubens Lemos.
Durante evento social recente, o presidente afastado da Câmara Municipal do Natal, Raniere Barbosa (PDT), se recusou a cumprimentar o sucessor, Ney Lopes Júnior (PSD).
Raniere ficou tão irritado que deixou a festa.
Ney Júnior, ameno, matou no peito e seguiu em frente.
Houve constrangimento.
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“Memórias Póstumas do Estádio Assassinado – craques, jogos e saudades do Machadão” é o quatro livro do jornalista Rubens Lemos Filho a ser lançado no dia 9 de novembro em Natal na sede da AABB, na Avenida Hermes da Fonseca, 1017, às 18 horas.
É um relato sobre os anos dourados do estádio derrubado para que fosse construída a Arena das Dunas na Copa do Mundo de 2014.
Inaugurado a 4 de junho de 1972, o Machadão, inicialmente batizado de Presidente Castelo Branco no auge da Ditadura, terminou por prestar justa homenagem ao jornaliusta João Machado, presidente da Federação de Futebol por 20 anos.
Foram 39 anos como principal palco do esporte potiguar, onde pisaram os principais nomes do futebol brasileiro de Pelé a Zico, passando por Rivelino, Ademir da Guia, Tostão, Romário,Reinaldo, Júnior, Adílio, Dirceu Lopes, Samarone, Assis, Washington, Geovani, Bebeto, Sócrates e outros monstros sagrados. Além de ídolos locais como Alberi, Danilo Menezes, Hélcio Jacaré,Souza, Garcia, Hélio Show, Marinho Apolônio,Odilon, Sérgio Alves e Dedé de Dora.
A intenção, segundo o autor, que sempre foi contrário à demolição, é reviver a época áurea do futebol potguar, quando os clássicos enre ABC e América nos anos 1970 levavam até 50 mil pessoas ao estádio, conhecido como “Poema de Concreto”pela sua arquitetura ondulada.
Reencontro com Natal
“O Machadão foi assassinado covardemente e a Copa do Mundo não rendeu qualquer benefício ao nosso Estado. Ao contrário. O patrimônio público foi comprometido e a empresa donatária da arena – onde nunca pisei graças a Deus -, leva R$ 11 milhões todo mês por 20 anos, num Estado falido na segurança, saúde e com servidor recebendo atrasado”, comenta.
Mas engana-se quem pensa que o livro tratará só de futebol.
“É um reencontro com a Natal ainda aldeota, nos anos 1970 e 80, até 90, que é relembrada em suas histórias, seus personagens, seus pontos pitorescos, seus cinemas, o Ducal Hotel, primeiro arranha-céu e também na política, com abordagem sobre todas as eleições do período em que o Machadão esteve de pé”, afirma Rubens Lemos.
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O vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) assumirá o Governo do Estado mais uma vez, agora com a viagem do titular e comitiva para a canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu no Vaticano em 15 de outubro.
É capaz de tirarem do Papa Francisco – na propaganda e nos blogues oficiais – o mérito pela santificação das vítimas do massacre holandês.
Fábio: discrição (Foto: arquivo)
Fábio Dantas tem sido o que o vice deve ser: discreto e eficiente.
Mas o titular é desconfiado da própria sombra.
Ainda mais agora, com rumores de que pode ser afastado pelo STJ em função das denúncias de envolvimento na Operação Dama de Espadas, de desvio de recursos na Assembleia Legislativa, que presidiu por oito anos com punhos de aço.
Fofoqueiros – espécimes de excelente cotação junto ao governador – andaram espalhando a mentira de que Fábio Dantas andava se articulando e até escalando secretários.
Ele fez beicinho.
Imagine se soubesse o que comentam as rodas do Shopping Midway.
“Fábio Dantas, desta vez(a próxima interinidade), vai estar treinando para quando assumir”.
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O pesadelo recorrente do detetive da Divisão de Homicídios: sentado na cabeceira de uma mesa gigante e cercado por todas as vítimas dos crimes que ele não conseguiu resolver. Na cavidade ocular, a marca comum dos mortos: sangue envelhecido. Também há intensas lesões nas cabeças baleadas.
Karolayne: nova vítima em Natal (Foto: reprodução)
– O que as vítimas dizem a você? Pergunta o interlocutor calculista à mesa do bar em penumbra.
– Elas não me dizem nada. Elas não têm nada a dizer. Elas me cobram tomando meu sono.
A cena é clássica em Fogo Contra Fogo, dos mais realistas filmes policiais modernos. O policial é Al Pacino e o diálogo ele trava com Robert de Niro, bandido sofisticado e implacável. Os dois se admiram, o que não impede o personagem de Pacino de plantar quatro definitivos tiros de pistola 9 milímetros em De Niro no clímax da história.
Pano caído e surrado do teatro real, é no tormento de Al Pacino detetive que imagino a aflição de quem é ator desesperado da agenda diária de enterros de inocentes mortos na guerra vencida com cinismo e folga pelo crime.
Somos todos o desespero berrante em silêncio de carceragem sem delito. Presos em nossas masmorras domiciliares enquanto monstros assassinam, estupram, sequestram e matam para roubar. Trucidam policiais, invertem a ordem. Diante das câmeras, dos irritantes duelos de facções nas redes sociais, na omissão cúmplice dos (defo)rmadores de opinião, na sucessão de tragédias confundidas com numerologias ou estatísticas.
Ao percorrer cemitérios, vejo nos rostos colados em mármore ou cimento simples, enigmas de quem passou por um imenso portão misterioso e me espera. Pacientemente. O tempo já não conta pra eles.
Ao ler, indignado, o drama de mortes sucessivas, como as de Gizela Paiva (veja AQUI) e, agora, da jovem Karolayne (foto, veja AQUI), 19 anos e quimeras infantis (Karolayne entregou seu celular ao bandido na Zona Norte de Natal e caiu fulminada com um tiro no peito), rabisco meu roteiro particular.
Gizela, Karolayne e todos os cidadãos e cidadãs perdidos para o sadismo facínora, em mutismo arrepiante. Em torno de uma mesa imensa. A mesa da consciência geral. Eles e elas também não dizem nada. Nada têm a dizer. Nada cobram. Nem o sono coletivo.
O jornalista Rubens Lemos Filho lançará, no próximo dia 20, o livro “O Rosto Alegre da Cidade”, o qual reúne 67 crônicas e extenso material fotográfico sobre momentos importantes da história do ABC. O lançamento acontecerá na sede do Clube dos Radioamadores do RN, a partir das 19h.
O livro, lançado através da editora Flor do Sal, traz um passeio pela memória afetiva de Rubens Lemos Filho, cuja história se confunde com parte da história do Mais Querido.
Abecedista por influência do pai, o saudoso jornalista e comentarista Rubens Lemos, Rubinho acompanha o Alvinegro desde os sete anos de idade.
Foi testemunha dos grandes jogos e das grandes equipes de um futebol que, em grande parte, não existe mais. “O Rosto Alegre da Cidade” é a expressão desse sentimento.
Há homens esquivos. Eles sentem piedade. É mais cômodo. Há homens solidários. Eles são feitos de gestos. É prova de dignidade. Escrevo na aplicação da terceira regra do futebol, a da substituição. Sou um reserva de menos talento que o titular absoluto do espaço aberto e amplo como a ternura do coração do meu pai e do seu afeto pelo seu compadre Agnelo Alves, seu amigo das noites sombrias e solitárias.
Minha mãe guardava uma foto que aconselhei jogar fora após a morte de Rubens Manoel Lemos, a 4 de junho de 1999. A imagem datava de 1973, após a sua volta, uma das tantas, fugido do Chile e após 44 dias de tortura no DOI-CODI no Recife, repressão barbarizando seu ódio e sua tirania.
Fomos passear de carro. O do meu pai era um velho Fusca, que ele batizara de “Louva-Deus”, por não ter tapete no piso, coberto com papelão, e se transformar em barco ao passar em qualquer poça de lama. Foi o primeiro divertimento em família após quatro anos de angústia desde que Rubens Pai e Isolda casaram.
Paramos na calçada, papai, mamãe, eu, minha irmã com um ano de idade, duas primas e minha Tia Ana bateu a fotografia. Nosso semblante refletia a exaustão da descrença. Papai, de cabelos longos, vestia uma calça boca de sino imensa. Magro esquálido, ossudo, seu cinto quase dava duas voltas.
Parecia um faquir de circo. Sorria, desdentado. Tiraram-lhe dentes e unhas no cárcere para onde foi sem ter roubado, assaltado ou matado. Por ter ideias diferentes, apenas. Eu, como de hábito, na época, de olhar retraído, agachado entre as pernas de mamãe como a esperar por algum raptor a me carregar para nunca mais vê-la.
Nosso passeio foi possível por um fato muito especial: Rubens Lemos recebera seu primeiro salário de jornalista da Tribuna do Norte e de comentarista de futebol da Rádio Cabugi. Fizera supermercado e dera entrada no carrinho.
O proscrito, que não conseguira nem padrinho para batizar a filha, fora resgatado pelo jornalista Agnelo Alves, a esperança que chegou para nunca mais sair de nossas vidas. Agnelo e Dona Celina.
Papai procurou Agnelo que demonstrou uma coragem pessoal que nenhuma musculatura física será capaz de superar enquanto a minha família for viva e procriar para contar e reconhecer com gratidão e orgulho.
Nenhum sujeito normal, trivial, devidamente obediente aos rigores das baionetas, atenderia um telefonema, responderia a um aceno, apertaria uma mão, aceitaria um abraço, abriria a porta de sua casa, convidaria para uma confraternização um perseguido pelo Golpe Militar. Só para lembrar aos esquecidos da coloração das nuvens daquela época. Empregá-lo, só sendo macho ou doido. E louco Agnelo Alves nunca foi.
Rubens Lemos, de matrapilho e maltratado, de escombro humano, passou a novamente gente, trabalhando, escrevendo com o seu lirismo, produzindo crônicas deliciosas, fazendo comentários fantásticos no auge do futebol potiguar quando o Estádio de Lagoa Nova, semente plantada por Agnelo, prefeito, antes de ser cassado covardemente, levava, em média, 45 mil pessoas a cada ABC x América. Mas, incorrigível idealista, falava em samba de protesto, para irritação dos cruéis censores e desespero de quem lhe acolheu.
A amizade entre Rubens Lemos e Agnelo Alves me fez entender a vida como estrada de fraternidade. Abomino dogmas, ideologias, fanatismos, sectarismos, extremismos, ditaduras, Esquerda, Direita, Centro. Rubens Lemos e Agnelo Alves nunca convergiram na política. Mas eram siameses na convivência.
Agnelo nos convidava a sua casa aos domingos. Íamos todos. Papos intermináveis. Mamãe preparava o batismo católico do meu irmão mais novo e papai, um ateu de alma tocada em chorinho proclamou, à mesa do jantar: “Só quem tem condições de levar Camilo à pia batismal sem hipocrisia, de me fazer entrar numa igreja de alma aberta é Agnelo, que é um cristão praticante, não um puritano”. E assim se fez.
Nas idas e vindas de Rubens Lemos, que fez da sua vida o seu próprio exílio, o porto seguro sempre foi Agnelo Alves. Papai partia a São Paulo, voltava a Natal, sempre para a Rádio Cabugi. Chegava em casa com a notícia. “Tudo certo com Agnelo. Comento o jogo de domingo.” Mamãe agradecia a Deus pela comida e o nosso colégio pago e eu me perguntava, ainda menino, em que se baseava a tolerância daquele patrão. Amizade genuína. Apreço pelo talento. Irmandade de luta.
Trabalhei com Agnelo Alves como editor do Bom Dia RN na TV Cabugi por dois anos. Já havia trilhado os caminhos do meu pai na Tribuna, convivendo com Aluizio Alves e José Gobat, que formavam a trinca de uma geração insubstituível.
Dizer que aprendi com Agnelo Alves sobre a matéria sagacidade política é redundância. Da capacidade de percepção da espécie humana, idem. Especialmente nos cafés após o programa. Ganhei o apelido de Rubinho Rubirosa. Só ele e Chiquinho Alves me chamam assim.
É dele a melhor definição sobre o amigo, num artigo emocional, escrito logo após a morte de Rubens Lemos. Agnelo Alves definiu o meu pai como se escrevesse o epitáfio que nunca pus em seu túmulo: “O Militante do Sonho”.
Mais tarde, prefeito consagrado pelo povo de Parnamirim, sacudiu nossas emoções fragilizadas inaugurando a Escola Jornalista Rubens Manoel Lemos, frutificando o sonho da liberdade do povo pela educação. Obrigado Agnelo, Peregrino da Solidariedade. Em meu nome, de Isolda, Yasmine e Camilo, o afilhado.
Rubens Lemos Filho é jornalista, cronista e escritor
* Texto publicado em 2012 no livro Agnelo Alves, oito décadas, biografia do repórter falecido neste domingo, 21 de junho de 2015)
O jornalista Rubens Lemos Filho vai assumir a secretaria de imprensa do Tribunal de Justiça do RN, substituindo a colega Juliska Azevedo que foi convidada para assumir a pasta de comunicação do governo Robinson Faria na vaga deixada por Georgia Nery.
Rubinho recebeu o convite do presidente do TJ, desembargador Claudio Santos, com quem teve longa conversa no meio da tarde dessa terça-feira.
O filho homônimo do saudoso Rubens Lemos respondeu pela secretaria de comunicação da Assembleia Legislativa durante a recente presidência do deputado Ricardo Motta.
A Comunicação na Assembleia Legislativa passa por mudanças profundas. Nova gestão, novos nomes.
A jornalista Marília Rocha, que compôs equipe do governador Robinson Faria (PSD) por longo período, desembarca na Coordenação de Comunicação da Casa.
Substitui o jornalista Rubens Lemos Filho.
Na TV Assembleia, o jornalista e professor da Universidade Federal do RN (UFRN), Maurício Pandolphi, é substituído pelo blogueiro Bruno Giovanni, o “BG”.
O jornalista Rubens Lemos Filho foi o primeiro detentor de cargo de confiança, gestão do ex-presidente Ricardo Motta (PROS), a entregar seu posto à disposição.
Comunicou diretamente ao novo presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PMDB), quando ele começava a conduzir sessão nessa segunda-feira (2).
“Rubinho” geria a Comunicação da Assembleia Legislativa com competência e sobriedade.
Tinha acabado de completar três anos de idade e de voltar ao Brasil quando um golpe sangrento derrubou e assassinou o presidente do Chile, Salvador Allende (na foto, de capacete, tentando resistir no Palácio de La Moneda).
Não lembro de nada.
Moramos em Santiago, meus pais e eu, de 1971 a 1973. Papai era monitor de jornalismo numa faculdade comunitária. Residíamos numa vila de exilados de vários países.
Nosso vizinho era o futuro famoso cineasta Sílvio Tendler, autor de documentários consagrados como os Anos JK e Jango.
Tendler está muito doente e paraplégico.
Ano passado, minha mãe lançou um livro baseado em cartas escritas para minha irmã, gerada no Chile e que estava em sua barrigona, quando voltamos. Na fila do lançamento, alguém que folheava seu exemplar antes do autógrafo me perguntou, espantado:
– Rapaz, você nunca me disse que esteve à beira da morte no Chile e até recebeu a extrema unção. Respondi com a sinceridade que escrevo agora:
– Nunca tive interesse de propagandear doença dos outros, que dirá doença minha. Não sou de fazer merchandising de desgraça. Fui curado por um médico do tipo sacerdote, Otto Baker, à base de medicação caseira e muito afeto.
Otto falou comigo por telefone a última vez há 25 anos, ele em Goiânia, sua terra. Choramos os dois. Salvou a minha vida.
Quando surgiram os sinais da radicalização política e da conspiração comandada pelo general Augusto Pinochet, ministro e então homem de confiança de Allende, a perseguição aos estrangeiros esquentou. Até comida negavam a gente. Quando queríamos comprar.
Papai então me mandou e a mamãe de volta a Natal. No Rio de Janeiro, fomos sequestrados por agentes da Ditadura brasileira. Queriam que ela delatasse a atuação do marido.
Papai conseguiu escapar pelo Uruguai clandestinamente. Ela negou, firme, comigo nos braços apertando a minha irmã confinada no seu ventre.
Disseram à minha mãe que ela seria presa, eu levado para a Febem e transformado em marginal perigoso. Mamãe ameaçou se jogar da sacada do Galeão.
Fomos salvos pelo ex-deputado federal potiguar Erivan França, que fora nos esperar e desconfiara por não ter nos visto.
Erivan França, cassado e trabalhando com o ex-governador Aluizio Alves numa editora, invadiu o covil onde os lacaios nos aterrorizavam e ameaçou denunciar tudo à liderança do MDB no Congresso Nacional. Erivan salvou nossas vidas. Meu segundo Otto Baker.
Erivan França, ex-marido de minha saudosa tia Marilda. Pai dos meus primos Cláudio(falecido), Cristina e João Café.
Erivan França que partiu para sempre em maio de 1988 e hoje me emociona de forma especial.
Os 40 anos da derrubada de Allende, da implantação da tirania de Pinochet, que matou centenas e centenas por fuzilamento no Estádio Nacional, torturou tanto ou mais que Médici no Brasil e Vidella na Argentina, Fidel Castro em Cuba, servem para aumentar meu nojo por ditaduras(sejam de Direita, Esquerda, de Diagonal, Transversal) e por quem as defende.
Quem apoia ditadura não passou pelo que nós passamos. Nem gostamos de recordar.
Mamãe certa vez respondeu de forma exemplar a uma pergunta se gostaria de voltar ao Chile:
– Fui bem criada pelos meus avós e pais que me ensinaram:
– Nunca volte a um lugar do qual você tenha sido expulsa.