Arquivo da tag: tucano

“Tucanos” ficam fora de chapas em Natal e Mossoró

PSDB - Tucano, logomarcaApesar de ter-se expandido enormemente no RN, o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, não deverá ter nome em chapa majoritária nos maiores colégios eleitorais potiguares: Natal e Mossoró.

Na capital, o híbrido partido tucano não se interessou em apresentar o vice na chapa de Natália Bonavides (PT), que terá um emedebista como vice – veja AQUI.

Nem prosperou no grupo do prefeito Álvaro Dias (Republicanos), que já escolheu o deputado federal Paulinho Freire (UB) à sua sucessão, com a secretária de Planejamento, Joanna Guerra (Republicanos), a vice – veja AQUI.

Já o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) costura outra opção para estar ao seu lado.

Mossoró

Em Mossoró, o presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (PSDB), passou vários meses sendo cortejado pelo PT para ser candidato à prefeitura, mesmo tendo apoiado e votado no então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, à reeleição. Não se encorajou com as propostas.

Lawrence Amorim já foi e segue sendo sondado desde o ano passado pelo presidente do PL no RN, senador Rogério Marinho, para romper com o prefeito Allyson Bezerra (UB). Ideia seria fazê-lo candidato a vice do próprio governante ou nome à prefeitura, como referência de oposição bolsonarista em Mossoró.

Como ele demorou a se decidir, inclusive se filiando ao PSDB, Marinho içou o ex-vereador Genivan Vale à pré-candidatura dia 26 de março – veja AQUI. Mas, a vaga na cabeça de chapa continua à disposição de Amorim e do PSDB.

Basta dizer “sim”, seguindo sua ambição pessoal, num encaixe com os planos políticos do senador para 2026.

Atualmente, o PSDB tem mais de 50 pré-candidatos a prefeito no RN e algumas dezenas citados como vice.

“Tucano” pousa em cargo na Infraestrutura de Fátima

O empresário Haroldo Azevedo Filho, genro do deputado estadual José Adécio (DEM) e primo do deputado federal Rafael Motta (PSB), é o primeiro nome indicado pelo parlamentar federal a ser nomeado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

Rogério e Haroldinho em 2012 (Foto: arquivo)

O Blog Carlos Santos antecipou no dia 27 de dezembro (veja AQUI) que a pasta pretendida seria a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN).

A nomeação no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (3) aboleta “Haroldinho” como ajunto da SIN. O titular é o engenheiro civil Gustavo Rosado Coelho, nome de referência na Universidade Federal do RN (UFRN).

Em 2012, como lembramos na postagem do último dia 27, Haroldo foi candidato a vice-prefeito do Natal em chapa encabeçada pelo ainda deputado federal tucano Rogério Marinho (PSDB).

Seu pai, Haroldo Azevedo (PSDB), foi primeiro suplente do senador Geraldo Melo (PSDB) e ano passado figurou como candidato a segundo suplente do mesmo Geraldo.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Deputado “tucano” assume sua plumagem de “bacurau”

Após abandonar o MDB e desembarcar dia 6 de abril no PSDB (veja AQUI), por atração do presidente da Assembleia Legislativa e da sigla tucana no RN, deputado Ezequiel Ferreira, o deputado estadual Gustavo Fernandes aos poucos revela sua verdadeira “plumagem”.

Anda todo ancho por aí, em programações políticas com o candidato ao governo estadual Carlos Eduardo Alves (PDT).

Em seus endereços nas redes sociais, Gustavo Fernandes é só alegria ao lado de Carlos Eduardo

Nas redes sociais, então, é só alegria.

Historicamente, Fernandes é ligado ao emedebismo e deve muito de êxitos eleitorais à liderança do ex-deputado federal Henrique Alves (MDB). Ele e seu pai, ex-deputado estadual Elias Fernandes.

Pelo visto, a porção “bacurau” dele não resistiu muito tempo no ninho tucano.

Vale lembrar que o PSDB fez aliança institucional-eleitoral para dar apoio à reeleição do governador Robinson Faria (PSD), mas deixou seus filiados e detentores de mandatos à vontade para outra escolha.

Nota do Blog – Longe do MDB, as chances de reeleição de Gustavo são escassas. Próximo, há um alento.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Cobra engolindo cobra no serpentário tucano do RN

Por Carlos Santos

O PSDB do Rio Grande do Norte transformou-se num serpentário. O ambiente carregado tem relação direta com a luta natural por “espaços”, sobrevivência política, crescimento recente e raposice de boa parte de seus componentes mais graduados.

Políticos de tendências e perfis distintos e, por vezes conflitantes, tentam coabitar na legenda que se projeta para a campanha sem um identidade claramente definida. A sua própria relação com o Governo Robinson Faria (PSD) mostra esse mimetismo e contradições.

Tem sido governo e oposição ao mesmo tempo. Pode ter candidato próprio ao governo. Ou não.

Presidido pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza, atual presidente da Assembleia Legislativa do RN, mas com o deputado federal Rogério Marinho na condição de sua maior referência no plano nacional, o “partido tucano” da espécie potiguar não possui qualquer estrela política.

Ninguém tem característica popular ou luz própria para teoricamente alavancar uma corrida ao governo do estado.

Porém a conjuntura política local e nacional pode ensejar condições elementares para que os tucanos tenham um candidato ao governo. Sob essa ótica e com esse propósito, Ezequiel Ferreira lança mão dos mais variados ardís para ser esse nome no PSDB. Ninguém mais.

Ele pode sonhar, sim. Robinson Faria é a prova disso. Em política existe o improvável, não o impossível.

PRIMEIRA PÁGINA

Na Governadoria, ninguém cogita pedido de decretação de ilegalidade da greve na Universidade do Estado do RN (UERN), iniciada dia 10 de novembro. A crença é de que alimentar a morte por inanição do movimento é a tática mais sensata. Faz sentido. A paralisação mais ajuda do que prejudica o governo em seus propósitos. A greve seguirá ignorada pelo governismo e despercebida pela sociedade, mesmo atingindo 94 dias neste domingo (11). A anterior, em 2015, chegou a 147 dias. Os defensores da privatização da Uern, agradecem.

Marcelo Queiroz, Agripino, Carlos, vice-prefeito Álvaro Dias e Garibaldi: campanha à vista (Foto: Heitor Gregório)

A chapa Carlos Eduardo Alves (PDT) a governador, senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) à reeleição, está fechada. Faltam nomes serem definidos a vice e às suplências dos congressistas. As acomodações serão eleitorais, mas também salvacionistas. O pleito de 2018 pode ser o fim de algumas carreiras. Ou sobrevida.

Depois que passou a dar muitas baforadas com legítimos charutos cubanos, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado tem-se dedicado a outros interesses, vícios e cavilosidades comuns à “Esquerda Heineken“. Não duvido que em sua escala no Vietnã, nas férias que curte ao lado da mulher-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), acabe trazendo novidades de estratégias do lendário general Ho Chi Minh.

Ho Chi Minh: estratégias (Foto: Web)

A deputada estadual Márcia Maia (PSDB) está particularmente preocupada. Sua migração do PSB para o PSDB lhe deixou em situação desconfortável com vistas à reeleição este ano. O atual cenário é-lhe extremamente difícil.

Larissa Rosado (PSB), deputada estadual mossoroense, usou o celular para falar à semana passada com o empresário e pré-candidato a senador Luiz Roberto Barcelos (Agrícola Famosa), sem partido. Marcaram uma conversa para depois do Carnaval. Ele, procura chegar à política; ela, tenta não se despedir.

Em ano eleitoral, um negócio muito evidente e às vezes bastante rentável, é a associação entre políticos e mídia na produção de factoides judicialescos. Essa modalidade de “joint-venture” de submundo é bastante conhecida e conta com uma ampla rede de divulgadores úteis e outros apenas inocentes. Eleição após eleição o enredo não muda. Tape as narinas. Vai continuar.

O Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) começou a oficializar comunicação a seus segurados, de que a partir do próximo mês (março) e pelos próximos 18 anos, eles terão “cobrança extraordinária” no contracheque. A sangria suplementar é justificada como “processo de equacionamento” em função do déficit de R$ 22,6 bilhões acumulado nos anos de 2013, 2014 e 2015. Ou seja, os bandidos do PT/MDB e demais partidos delinquentes produziram uma conta para os petroleiros e suas famílias pagarem, e muitas dessas vitimas ainda os aplaudem. Francamente. Caso típico de “Síndrome de Estocolmo” coletiva.

O ex-prefeito assuense Ivan Júnior ainda não tem decisão formal tomada quanto ao seu futuro partidário em 2018. Foco existe: quer ser deputado estadual. Aposta numa polarização à parte com o deputado adversário George Soares (PR) no Vale do Açu, para crescer e se eleger.

TÚLIO RATTO – JANELA INDISCRETA

EM PAUTA

Tito – Chegou Tito, primeiro filho do jornalista Vonúvio Praxedes-Fernanda Marques. Deu o ar de sua graça na última sexta-feira (9), em Mossoró. Seja bem-vindo, rapaz. Saúde e paz.

OAB – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, emitiu dois boletos de pagamentos de anuidade para o mesmo mês (Fevereiro), dias 9 e 28. Muitos bacharéis – principalmente os mais novos e menos aquinhoados financeiramente – estão queixosos. A anuidade da OAB/RN é a mais cara do Nordeste.

Renascido – O Café e Artesanato (Praça da Convivência, Mossoró) foi devorado por um incêndio no dia 1º último (veja AQUI), mas renasce das cinzas em menos de uma semana. À noite de quarta-feira (7) fez um baile carnavalesco supimpa. Encheu o espaço de alegria (veja vídeo). Já dia 24, haverá um show multicultural no Teatro Dix-huit Rosado (veja AQUI) para arrecadar fundos à sua reconstrução. E durante o Carnaval tem promovido bailes todas as noites (Ufa!) Haja fôlego!

Pastor Alanar – Um movimento arrecada meios financeiros para custear cirurgia em caráter de urgência, a que deve ser submetido o pastor Alanar Caldas, da Segunda Igreja Batista em Mossoró. Mais informações podem ser obtidas por esses números: (84) 98822-4622, Joctã; 98810-8168, Sinádia.

Caby – Falecido no último dia 23 de janeiro, o radialista Caby da Costa Lima deixou um livro pronto. Tudo encaminhado para ser lançado. Interessante que seus familiares o façam. Será uma bela homenagem ao “Camaradinha”.

Léo e Gabriel – Já está no forno a próxima atração da Gondim & Garcia em Mossoró. No dia 27 de abril as atrações serão Léo Santana e Gabriel Diniz no mesmo palco. 

Futebol – O Campeonato Estadual de Futebol do RN 2018 é um dos mais sofríveis dos últimos tempos. Dos oito clubes, seis já trocaram de treinador, dois deles na primeira rodada (Força e Luz e Potiguar). Apenas ABC e Santa Cruz de Natal mantêm os seus. O Baraúnas consegue um “feito” negativo: em seis rodadas não marcou sequer um gol. Triste.

Roberta – A excelente intérprete potiguar Roberta Sá vai encerrar o Carnaval Multicultural do Natal nessa terça-feira (13), no Polo Petrópolis, trecho entre Praça das Flores e Atheneu, a partir das 16 horas. Carnaval natalense emplacou, tomou fôlego de vez. Bom demais.

Spinelly – O mossoroense Saulo Spinelly retornou dos EUA, após representar o Governo Federal no final de janeiro, em Nova York. Apresentou trabalho de sua autoria no 7º Fórum de Juventude do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). A exposição ocorreu na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).  Ele é secretário executivo da Secretaria Nacional da Juventude.

“Estadual” – A história do Colégio Estadual Jerônimo Rosado – em Mossoró, mais conhecido pelo “Colégio Estadual”, será contada em livro. O trabalho segue a plenos pulmões. Depois daremos maiores detalhes.

SÓ PRA CONTRARIAR

O que os “novos políticos” têm a oferecer de diferenciado à política e à sociedade que pretendem representar, além do fato de serem “novos”?

.

GERAIS… GERAIS… GERAIS

Obrigado à leitura do Nosso Blog a Camilo Barros (Mossoró), Paulo Procópio (Natal) e Kelly Morais (Apodi).

Atendendo a convite de Tibúrcio Marinho, nessa quinta-feira (15) a gente aporta na Rádio Vale do Apodi FM 98.3. Vamos prosear sobre política em dia em seu programa, o “Meio-dia Apodi”. Até lá.

Ricardo Lopes (foto de Célio Duarte, ao lado), fotógrafo e artesão, um multifário das artes, segue vendendo seu livro “Legado”. É um trabalho de arte em 200 páginas e contém fotos artísticas com os mais variados temas. Um presente atemporal. Eu comprei três. Faça contato e receba em casa esse livro de alto nível: (84) 8701-1111.

Veja a Coluna do Herzog do domingo (04) passado, clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

De bicos rotos e asas partidas

Por Paulo Linhares

Quando no início da década de 1980  um seleto grupo de antigos componentes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) resolveu deixar a sigla para fundar um partido mais de centro-esquerda, não fisiológico, moderno e bem próximo da Social-Democracia europeia – que estava no poder em vários países daquele continente -, abriu-se uma nova e positiva possibilidade de uma superação definitiva, sobretudo, do patrimonialismo que há séculos pautava a política brasileira, ademais de um enorme rosário de questões correlatas e dependentes, como os tantos vícios do sistema eleitoral então vigente, uma pesada herança que remonta à manipulação que as oligarquias costumavam fazer, a exemplo da política do “Café com Leite” com que São Paulo e Minas Gerais mantinham um rígido controle da Presidência da República, com a eleição alternada da paulistas e mineiros, na época da chamada “República Velha” (1889-1930).

Posto que reivindicassem a condição de representantes da Social Democracia aqui nos trópicos, foi inevitável concorrer com outras siglas que por aqui surgiram no mesmo período – o da reforma partidária ocorrida nos estertores da ditadura militar – com perfis ideológicos assemelhados, como o fortíssimo Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado por Leonel Brizola, a refundação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) tendo com uma das figuras de proa o lendário político nordestino Miguel Arrais e mesmo o Partido dos Trabalhadores (PT), que nasceu ligado às alas mais à esquerda do movimento socialista-democrático europeu.

Entretanto, pela qualidade das lideranças que fundaram o PSDB (Mario Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, José Richa, entre outros), a sigla surgiu com grande densidade política, a despeito do fracasso nas urnas da candidatura de Mário Covas, na eleição presidencial de 1989, quando todas as grandes lideranças  políticas brasileiras foram derrotadas pelo até então obscuro ex-governador alagoano, Fernando Collor de Mello. Na eleição seguinte, em 1994, foi eleito presidente da República o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, mandato que seria renovado em 1998.

Os oito anos de FHC frente à presidência foram marcados pelo abandono das teses da social-democracia e pela aproximação com o modelo neoliberal da primeira-ministra britânica Margareth Thatcher e, no flanco interno, celebrou alianças com as mesmas forças políticas conservadoras que apoiaram a ditadura militar, num crescendo de descaracterização política que permitiu a retumbante eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, com início de um ciclo de governos petistas que duraria doze anos.

Em suma, o PSDB disputou e perdeu as quatro últimas eleições presidenciais. Foi o inconformismo  com essas derrotas que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e lançou o país numa das maiores crises políticas de sua História.

Neste momento, o ninho dos tucanos está desarrumado, muito em função das estrepolias do senador mineiro Aécio Neves, seu presidente nacional. A briga interna dos tucanos, todavia, não se limita à indicação da candidatura para o pleito presidencial de 2018: a presidência nacional do PSDB tem sido alvo de renhida disputa. Com efeito, após a revelação de grave episódio que envolveu o senador Aécio Neves em caso de corrupção, sua permanência à frente do partido tornou-se inviável e desgastante, sobretudo, após o seu afastamento do exercício do mandato, por decisão do STF.

Aécio se afastou do cago e indicou o senador Tasso Jereissati para assumir interinamente a presidência do PSDB. Posteriormente, Jereissati defendeu a renúncia de Aécio Neves do cargo de presidente nacional da sigla e foi mais além ao propor, também,  a desfiliação daquele. Foi a gota d’água. Retornando ao mandato senatorial, Neves se sentiu forte o suficiente para reassumir a presidência tucana para novamente se licenciar do cargo, colocando em seu lugar o ex-governador paulista Alberto Goldman. Essa briga ainda vai render, pois o senador Jereissati é forte candidato à presidência do PSDB na eleição a ser realizada a curto prazo e, se eleito, talvez Aécio tenha que buscar um outro ninho.

Neste período que antecede o pleito presidencial de 2018, paradoxalmente, os tucanos do PSDB estão com a casa desarrumada, sobretudo, pelas dificuldades políticas vividas por suas principais lideranças: o octogenário FHC está fora da disputa, por problemas de saúde; os senadores Aécio Neves e José Serra perderam essa condição, também, em razão de graves acusações de participação em esquemas de corrupção; remanescem as figuras do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e do prefeito da capital paulista, João Dória, que travam uma renhida luta interna pela indicação partidária, contudo, ambos aparecem com posições muito tímidas nas pesquisas de opinião até agora realizadas, sendo quase certo que  vencedor da disputa no ninho tucano dificilmente emplacará uma vitória na corrida presidencial de 2018.

Claro, embora o ex-presidente Lula mantenha uma boa dianteira nessas pesquisas, onde ganharia a eleição presidencial em quaisquer dos cenários simulados, a sua candidatura igualmente enfrenta enormes dificuldades por ser réu em vários processos da Lava Jato, tornando incerta a sua condição de elegibilidade. Isso, porém, em nada beneficiaria o candidato peessedebista, seja Alckmin ou Dória, o que escapar da briga interna, desse ninho de cancões, ou melhor, de tucanos.

Em suma, não sendo Lula candidato é possível a eleição de alguém nos mesmos moldes de Collor, no pleito de 1989, todavia, dificilmente  isso recairia em candidato do PSDB: poderá chegar ao Planalto Marina Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes ou até o narigudo global Luciano Hulk, menos um tucano de asas partidas e bico roto, o que projeta um cenário que não favorece à ideia de uma urgente e necessária superação da crise político-institucional que asfixia o Brasil nestes albores de 2018.

Aguardemos.

Paulo Linhares é advogado e escritor

Tião Couto estuda saída partidária após erro “tucano”

Bem, não foi por falta de aviso: quando o empresário Tião Couto estudada em que partido deveria desembarcar, para possível projeto de disputar a Prefeitura de Mossoró, foi aconselhado para não optar pelo PSDB.

Era inicio de 2016, primeiros passos de sua pré-campanha, quando ele e o futuro vice Jorge do Rosário (PR) esquadrinhavam a disputa que viria àquele ano.

Rogério Marinho, Aécio, Cássio Cunha Lima, Tião e Jorge do Rosário (PR) no ano passado (Foto: arrquivo)

Preferiu escutar outras correntes e desembarcou no PSDB, com convicção. Até por uma preferência pessoal, atendeu à sua voz interior. Segundo ele, havia identidade com a sigla.

O PSDB já enfrentava crescente desgaste nacional, enroscado com o PT, com quem aprofundou esgrima na lama. Patinham até hoje nesse ambiente, habitat de ambos.

Tudo isso foi “cantado” lá atrás.

À mercê

Aécio Neves (PSDB) e Lula (PT) representam bem o que os dois partidos são. Cara de um, focinho do outro.

No âmbito do Rio Grande do Norte, a legenda segue dando apoio político ao desgastadíssimo governo Robinson Faria (PSD) e sem ouvir suas bases ou nomes de referência, como o próprio Tião.

O PSDB potiguar é comandada pelo deputado federal Rogério Marinho e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

Aguardemos até quando Tião Couto continuará à mercê dos astutos tucanos potiguares e dos espécimes que habitam o Planalto Central.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.