Pré-candidatos que focam no segundo colégio eleitoral do RN – Mossoró – às eleições deste ano, não devem se descuidar de um detalhe que pode alterar, em muito, expectativas de votação. Em especial, os que lutam por cargos proporcionais – deputados estadual e federal.
Haverá um feriadão de quatro dias no município. Sexta-feira (30 de setembro), data magna do município, além do sábado (1º de outubro), domingo (2, dia das eleições) e o feriado estadual da segunda-feira (3), dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu.
Mossoró tem 183.285 eleitores cadastrados.
O último pleito em que houve essa coincidência de feriados municipal e estadual aconteceu em 2016, numa disputa municipal.
História
Até hoje, alguns candidatos a vereador que não obtiveram êxito, à época, queixam-se de evasão de eleitores. Mesmo assim, 2016 esteve longe de ser um recorde de abstenção. Somou 22.683 (13,59%) eleitores, dentro da média de eleições paroquiais.
Município tinha o registro de 167.120 votantes em 2016.
Nas eleições de 15 de novembro de 2020, eleições municipais, houve registro de 30.181 (17,15%) abstenções, num contingente de 164.940 eleitores com direito ao voto.
Números superiores ocorreram no pleito suplementar municipal de 2014 (sem feriadão), com 30.429 (18,45%). Mossoró tinha 164.940 eleitores aptos ao voto, além do recorde de 1982, com 15.435 (23,02%), de um total de 67.041 votantes.
Em 1982 também aconteceram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.
O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988. À municipalidade foram eleitos Dix-huit Rosado (prefeito) e Sílvio Mendes (vice).
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O senador Styvenson Valentim (Podemos), que não diz se será ou não candidato a governador, talvez tenha atingido o próprio teto em intenções de voto nas primeira pesquisas divulgadas este ano (veja AQUI, AQUI, AQUI e AQUI).
E, particularmente, não o vejo como um candidato capaz de vencer a contenda.
Na corrida eleitoral, sem dúvidas tende a pesar decisivamente para termos um segundo turno entre outros protagonistas.
Fátima x Fábio Dantas (Solidariedade), por exemplo. Outro nome surpresa? A princípio, pouco provável que apareça, sobretudo se observando os já postos como postulantes.
Por isso, é bom ficarmos atento a seus movimentos, ao que quer ou não quer. O seu encolhe-estica.
Está ainda tudo muito cedo para o próprio Styvenson Valentim, conforme seu estilo solitário e avulso, porém repetir o que foi Robério Paulino (Psol) em 2014, não é difícil.
Àquela disputa, Paulino teve votação tão surpreendente (129.616 votos, ou seja, 8,74%) que empurrou ao segundo turno, o duelo entre o favorito e ‘quase eleito’ deputado federal Henrique Alves (PMDB) e o vice-governador Robinson Faria (PSD).
E, na nova contenda, Alves acabou sendo presa fácil à ascensão de Faria, que virou sucessor de Rosalba Ciarlini (PFL)
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O primeiro suplente da Coligação União pela Mudança referente à Câmara Federal, eleições de 2014, é Abraão Lincoln (PRB). Ele deverá assumir vaga do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), nesses últimos dias de mandato.
Lincoln foi candidato este ano (Foto: PRB nacional)
Marinho não se reelegeu em 2018, mas com pouco mais de 23 dias para encerrar seu mandato relativo à legislatura iniciada em 2015, irá compor equipe de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Foi nomeado secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (veja AQUI).
Abraão obteve 4,01% (63.371 votos) em 2014, ficando na primeira suplência da Coligação União pela Mudança.
Sandra Rosado (PSB), atual vereadora em Mossoró e que não se reelegeu em 2014, empalmou àquele ano 3,26% dos votos válidos, ou seja, 51.612.
Foi o nome na segunda suplência.
Votos e prisão
A Coligação União pela Mudança, que arrimou a candidatura ao Governo do RN do então deputado federal Henrique Alves (PMDB, hoje MDB), foi formada por 14 legendas: PMDB, PR, PSB, PROS, PSC, PDT, Solidariedade, DEM, PV, PMN, PRP, PSDB, PSDC e PRB.
Este ano, Abraão Lincoln foi novamente candidato à Câmara Federal, mas ficou na quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%).
Dirigente estadual do PRB, Lincoln foi preso pela Polícia Federal em outubro de 2015 no Rio Grande do Sul, acusado de participar do esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Foi um dos alvos da Operação Enredados.
P.S – 18h44 – Segundo apuração do jornalista Bruno Barreto, em conversa com assessoria de Rogério Marinho, ele não vai se afastar do mandato nesses últimos dias. Há amparo legal para continuar no mandato, mesmo nomeado, só assumindo o cargo no ministério em fevereiro.
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Nunca um governo foi tão seu, da pessoa eleita à governança estadual, como ocorre agora com a governadora consagrada nas urnas em 7 e 28 de outubro últimos.
Em 2014, Robinson e Fátima fizeram parceria vitoriosa ao Governo e ao Senado (Foto: reprodução)
A equipe ungida até aqui, com raríssimas exceções, teve sua preferência pessoal, seu dedo, seu olho clínico e atendeu a critérios definidos por ela mesma. Algumas concessões foram feitas é verdade, para aplacar insatisfações corporativas em setores organizados, como na área de Segurança Pública.
Nesses últimos três dias até à posse em 1º de janeiro, o estresse é para atender à classe política. Vale aquele antigo e tradicional jogo de compensações por apoios, toma-lá-dá-cá. Tentativa de valorizar aliados de primeira hora, de última hora e de ocasião.
Se o governo emplacar, der certo, virar esse placar infame de números negativos estelares que vai herdar, Fátima Bezerra poderá falar na primeira pessoa, mesmo que não deixe de exaltar o grupo, o “nós”, o time, a equipe, o esquadrão nomeado por ela.
Se fraquejar, com certeza entoará o surrado discurso de sempre: recebeu herança maldita, a culpa é do antecessor, a conjuntura é desfavorável etc.
Vale lembrar que o Governo Robinson Faria (PSD) é resultado de uma aliança bem-sucedida com Fátima e o PT, em 2014. Teve seu apoio, empenho e amparo partidário, até mesmo com a intercessão e bençãos do ex-presidente Lula da Silva (PT).
Prepare-se, governadora. A parte mais fácil da missão foi cumprida sem maiores atropelos: vencer as eleições.
Os desafios maiores vêm agora e podem lhe transformar num mito ou no terceiro (a) pior governador (a) da história do RN.
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Candidata eleita ao governo estadual, a senadora Fátima Bezerra (PT) da Coligação Do Lado Certo, conquistou também outros feitos na disputa eleitoral 2018.
Ela é o primeiro nome eleito ao Governo do RN a passar do volume de um milhão de votos: foram 1.022.910. No primeiro turno, Fátima recebeu 748.150 votos.
Anteriormente, quem tinha conseguido chegar mais próximo dessa marca tinha sido o atual governador Robinson Faria (PSD), com 877.268 ao ser eleito em 2014.Ela também é a única mulher a conseguir eleição a governo estadual no pleito deste ano no país, entre os 26 estados e Distrito Federal.
No primeiro turno, Fátima Bezerra venceu com dianteira de 222.217 mil votos, ou seja, 13,72 pontos percentuais. Agora, a maioria em relação ao contendor somou 269.875, ou seja, 15,2%.
Em números gerais, venceu em 154 dos 167 municípios (foram 149 no primeiro turno). Seu adversário Carlos Eduardo Alves (PDT) da Coligação Do Lado Certo só teve maior votação em 13 municípios (igual número do primeiro turno). No primeiro turno, Robinson Faria (PSD) da Coligação Trabalho e Superação suplantou concorrentes em cinco municípios.
Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), em 2010 ganhou o pleito em apenas um turno, sendo a mais votada em 120 municípios. Iberê Ferreira (PSB), que tentava a reeleição, foi superior em 46 e Carlos Eduardo Alves (PDT) teve mais votos apenas em Itajá.
Veja abaixo a relação dos municípios em que Fátima venceu e também os que deram vitória a Carlos Eduardo Alves neste segundo turno:
Fátima Bezerra (PT)
1. TENENTE LAURENTINO CRUZ
2. ACARI
3. SERRA DO MEL
4. ASSU
5. CAIÇARA DO NORTE
6. AFONSO BEZERRA
7. SÃO MIGUEL DO GOSTOSO
8. ÁGUA NOVA
9. ITAJÁ
10. ALEXANDRIA
11. BODÓ
12. ALMINO AFONSO
13. TRIUNFO POTIGUAR
14. ALTO DO RODRIGUES
15. FERNANDO PEDROZA
16. ANGICOS
17. ANTÔNIO MARTINS
18. VENHA-VER
19. APODI
20. SERRINHA DOS PINTOS
21. AREIA BRANCA
22. TIBAU
23. ARÊS
24. SANTA MARIA
25. CAMPO GRANDE
26. RIO DO FOGO
27. BAÍA FORMOSA
28. PORTO DO MANGUE
29. BARCELONA
30. BENTO FERNANDES
31. BOM JESUS
32. CAIÇARA DO RIO DO VENTO
33. CAICÓ
34. CAMPO REDONDO
35. CANGUARETAMA
36. CARAÚBAS
37. CARNAÚBA DOS DANTAS
38. CARNAUBAIS
39. CEARÁ-MIRIM
40. CERRO CORÁ
41. CORONEL EZEQUIEL
42. CORONEL JOÃO PESSOA
43. CURRAIS NOVOS
44. DOUTOR SEVERIANO
45. ENCANTO
46. EQUADOR
47. EXTREMOZ
48. FELIPE GUERRA
49. FLORÂNIA
50. FRANCISCO DANTAS
51. GALINHOS
52. GOIANINHA
53. GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO
54. GROSSOS
55. GUAMARÉ
56. IELMO MARINHO
57. IPANGUAÇU
58. IPUEIRA
59. ITAÚ
60. JAÇANÃ
61. JANDAÍRA
62. JANDUÍS
63. BOA SAÚDE
64. JAPI
65. JARDIM DE ANGICOS
66. JARDIM DE PIRANHAS
67. JARDIM DO SERIDÓ
68. JOÃO CÂMARA
69. JOÃO DIAS
70. JOSÉ DA PENHA
71. JUCURUTU
72. MESSIAS TARGINO
73. LAGOA D’ANTA
74. LAGOA DE PEDRAS
75. LAGOA DE VELHOS
76. LAGOA NOVA
77. LAGOA SALGADA
78. LAJES
79. LAJES PINTADAS
80. LUCRÉCIA
81. LUÍS GOMES
82. MACAÍBA
83. MACAU
84. MARCELINO VIEIRA
85. MARTINS
86. MAXARANGUAPE
87. FRUTUOSO GOMES
88. MONTANHAS
89. MOSSORÓ
90. NÍSIA FLORESTA
91. NOVA CRUZ
92. OLHO D’ÁGUA DO BORGES
93. OURO BRANCO
94. PARAÚ
95. PARELHAS
96. PASSA E FICA
97. PATU
98. PAU DOS FERROS
99. PEDRA GRANDE
100. PEDRA PRETA
101. PEDRO AVELINO
102. PEDRO VELHO
103. PENDÊNCIAS
104. PILÕES
105. POÇO BRANCO
106. PORTALEGRE
107. SERRA CAIADA
108. PUREZA
109. RAFAEL GODEIRO
110. RIACHO DE SANTANA
111. RIACHUELO
112. RODOLFO FERNANDES
113. SANTA CRUZ
114. SANTANA DO MATOS
115. SANTO ANTÔNIO
116. SÃO BENTO DO NORTE
117. SÃO BENTO DO TRAIRÍ
118. SÃO FERNANDO
119. SÃO GONÇALO DO AMARANTE
120. SÃO JOÃO DO SABUGI
121. SÃO JOSÉ DE MIPIBU
122. SÃO JOSÉ DO CAMPESTRE
123. SÃO JOSÉ DO SERIDÓ
124. SÃO MIGUEL
125. SÃO RAFAEL
126. SÃO VICENTE
127. SENADOR ELÓI DE SOUZA
128. SENADOR GEORGINO AVELINO
129. SERRA DE SÃO BENTO
130. SERRA NEGRA DO NORTE
131. SERRINHA
132. SEVERIANO MELO
133. SÍTIO NOVO
134. TAIPU
135. TANGARÁ
136. TOUROS
137. UMARIZAL
138. UPANEMA
139. RAFAEL GODEIRO
140. VERA CRUZ
141. VIÇOSA
142. VILA FLOR
143. BARAÚNA
144. CRUZETA
145. MONTE ALEGRE
146. RUY BARBOSA
147. JUNDIÁ
148. PARANÁ
149. PARAZINHO
150. SÃO PAULO DO POTENGI
151. TIMBAÚBA DOS BATISTAS
152. VÁRZEA
153. TIBAU DO SUL
154. SÃO PEDRO
Carlos Eduardo Alves (PDT)
1. MAJOR SALES
2. BREJINHO
3. NATAL
4. PARNAMIRIM
5. MONTE DAS GAMELEIRAS
6. PASSAGEM
7. RIACHO DA CRUZ
8. SÃO FRANCISCO DO OESTE
9. SANTANA DO SERIDÓ
10. SÃO TOMÉ
11. TABOLEIRO GRANDE
12. TENENTE ANANIAS
13. ESPÍRITO SANTO
* Gráfico ilustrativo utilizado nesta matéria é do G1: Edição:Rodrigo Cunha (Infografia), Design:Alexandre Mauro, Desenvolvimento: Rogério Banquieri.
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Galeno, prefeito Francisco José e Robinson Faria em 2014 (Foto: arquivo)
Do Blog Carol Ribeiro
Qual é o mossoroense que não lembra de Galeno Torquato (PSD)? É o ex-prefeito do município de São Miguel, que conseguiu ascender à Assembleia Legislativa em 2014 graças a ajuda dos eleitores de Mossoró.
Como candidato a tiracolo do ex-prefeito de Mossoró Francisco José Junior (PSD, hoje sem legenda), Galeno conseguiu uma votação recorde para um candidato de fora: 12.306 votos em Mossoró.
Ficou atrás só da mossoroense Larissa Rosado (então PSB), que obteve 24.585 votos, e não foi eleita.
Depois disso, a população, que não tem tradição de escolher nomes de fora, viu o deputado eleito evaporar. O colega de partido do governador eleito Robinson Faria (PSD) poucas vezes voltou ao município e mal levantou bandeiras que beneficiassem Mossoró.
A resposta do eleitor da maior cidade do Oeste Potiguar foi devolver o desprezo. Nas eleições do último domingo (07), Galeno Torquato teve apenas 315 votos dos mossoroenses.
Nota do Blog Carlos Santos – Fazendo um trocadilho com a frase atribuída ao general romano Júlio César, após campanha militar rápida e eficaz em região em que hoje se localiza a Turquia – “Vim, vi, venci!” -, pode ser dito que Galeno “veio, pagou e foi-se”. Corretíssimo. Quem deve ter vergonha não é ele.
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Robinson e Tião: "apoio" fundamental (Foto: divulgação)
A chapa Robinson Faria (PSD)-Tião Couto (PR) caminha para ser determinante à realização de um possível segundo turno eleitoral no RN. Se houver, eles serão fundamentais, mesmo não participando dele.
A chapa será provavelmente a terceira colocada bem distante dos principais adversários, mas com somatório de votos que pode proporcionar a polarização entre Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB) e Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PP) noutra eleição.
Que irônico: ríspidos nos discursos contra Carlos Eduardo e à prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP), Robinson e Tião são combustíveis aditivados para quem pretendiam derrotar eleitoralmente no estado e em Mossoró.
Há poucas semanas o Blog Carlos Santos alertou para essa hipótese na Coluna do Herzog. Veja a postagem abaixo, no dia 24 de setembro às 14h30:
Nitidamente sem fôlego para chegar ao segundo turno da competição estadual 2018, o governador Robinson Faria (PSD) pode terminar sendo útil a quem mais se propôs a combater e alveja em boa parte da atual campanha. Seu capital de intenções de votos em pesquisas recentes não o catapulta para essa nova eleição.
Mas pode colaborar de forma considerável para que o adversário Carlos Eduardo Alves (PDT), o “Carlos Alves” como seu marketing adesiva, chegue lá contra Fátima Bezerra (PT). Assim, Robinson vai personificar o que o professor Robério Paulino (PSOL) representou para ele em 2014. Candidato ao governo, Paulino somou inesperados 8,74% (129.616 votos), empurrando a disputa Robinson x Henrique Alves (PMDB) para o confronto decisivo. Até hoje, Robinson deve agradecer muito a Paulino. Carlos talvez faça o mesmo num futuro próximo em relação a Robinson.
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Nas eleições de 2014, seis deputados potiguares não retornaram à Câmara Federal. Um recorde, mas por variados motivos. Dois conseguiram reeleição: Felipe Maia (DEM) e Fábio Faria (PSD).
Eleitos em 2014: Walter, Fábio, Jácome, Zenaide, Beto, Rafael, Felipe e Rogério Marinho (Fotomontagem)
Os mossoroenses e primos Betinho Rosado (PP) e Sandra Rosado (PSB) não vingaram. O primeiro, por ter sido impedido em face de aparecer em lista como “ficha suja”. Acabou colocando o filho Betinho Segundo (que depois adotou o nome parlamentar de “Beto”) como substituto. Sandra não empalmou votos suficientes e ficou na segunda suplência de sua coligação.
João Maia foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Henrique Alves (PMDB): ambos perderam o pleito.
A deputada Fátima Bezerra (PT) foi candidata eleita ao Senado e o apresentador de TV, Paulo Wagner (PV), desistiu da postulação, apesar de ter feito seu registro.
A prefeita de Mossoró e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) fez discurso agressivo no conjunto Redenção, à noite desse sábado (15). É o que informa com postagem e gravação em vídeo o portal “Mossoró Hoje”, neste domingo (16). Ela diz que Fátima Bezerra (PT) “está em pele de cordeiro”, mas compõe um “partido de lobos”.
Mãe do candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP), integrante da chapa encabeçada pelo candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT), Rosalba chega até a insinuar que o PT estaria por trás do atentado contra Jair Bolsonaro (PSL), ocorrido no último dia 6 em Juiz de Fora (MG).
“Hoje essa candidata está em pele de cordeiro, mas todos sabem que pertence a partidos de lobos”, disse Rosalba. “Vejam aí o que vem acontecendo no Brasil. Vejam os noticiários? O que foi que aconteceu com Bolsonaro? Quiseram tirá-lo do caminho, tirando sua vida. Não foi assim?” – provocou.
Assessoria da candidata Fátima Bezerra foi abordada sobre o caso. Adiantou que o pronunciamento da prefeita será tratado pela via judicial.
Sob a ótica política, o entendimento é de que suas palavras revelam angústia e “desespero”, por não conseguir fazer decolar a chapa Carlos-Kadu em sua área de influência: Mossoró.
Em 2014, Rosalba pensava e agia de forma diferente
No dia 29 de setembro de 2014, à noite, portanto há quase quatro anos, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, à época) tinha outros conceitos sobre Fátima Bezerra e o PT. Os tempos e os interesses não eram os mesmos. Anunciou seu apoio à ela ao Senado e mobilizou seus seguidores e militantes em reunião no Sítio Cantópolis, em Mossoró: “Para Senado eu decidi pela educação. Pelo desenvolvimento dos jovens do RN. Por isso voto em Fátima Bezerra (PT)” – veja AQUI.
No dia 29 de setembro de 2014, Rosalba anunciava seu apoio á Fátima (Foto: redes sociais)
Vetada por seu partido à própria sucessão, quando não teve legenda para concorrer e com altos índices de reprovação administrativa (passaram de 80%), Rosalba àquela campanha trabalhou explicitamente em favor da deputada federal Fátima, que foi eleita.
O apoio declarado de governadora à “adversária” foi substrato de uma vingança e não de preferência. Ela trabalhou para a derrota ao Senado da ex-governadora Wilma de Faria. Leia: As razões de Rosalba para apoiar a ‘companheira’ Fátima.
Apoio a Robinson Faria
Já ao governo estadual, ela optou por apoio nos bastidores a Robinson Faria (PSD), seu vice-governador dissidente. Fizeram as pazes, discretamente. A “Rosa” precisava de apoio político dele na Assembleia Legislativa para conseguir terminar a gestão com menos problemas; Robinson, de uma “força” a mais em Mossoró para ser eleito governador. E assim aconteceu.
Há forte possibilidade do clã Rosado sair mais destroçado em 2018 do que ocorreu, eleitoralmente, em 2014. A candidatura de Kadu Ciarlini (PP) a vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) e o projeto de reeleição de Beto Rosado (PP) à Câmara Federal estão seriamente ameaçados.
Existe a “viabilidade” de novo mandato para Larissa Rosado (PSDB) à Assembleia Legislativa, o que não foi possível em 2014. Ela está no páreo.
A prefeita Rosalba Ciarlini abraçará sua candidatura com fervor messiânico na reta final, se tudo o mais estiver perdido? Provavelmente, não. Corre o perigo, assim, de se transformar em peça acessória do grupo da própria deputada Larissa e de sua mãe e vereadora Sandra Rosado (PSDB), ex-adversárias históricas.
Beto tem um dos braços do rosalbismo e do clã Rosado em Natal, com Nina Souza e Carlos Eduardo (Foto: redes sociais)
Larissa Rosado não é unanimidade no grupo de Rosalba, mãe de Kadu. A frágil união Rosado não resiste à realidade dos fatos, em superficial observação do que ocorre na campanha em andamento.
A candidatura da vereadora natalense licenciada Nina Souza (PDT) recebe “ajuda” considerável do Palácio da Resistência (sede da municipalidade), mesma faixa de disputa de Larissa. Em troca, Nina e o esquema de Carlos Eduardo dão uma força a Beto Rosado em Natal.
O ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), pai de Beto, sequer esconde essa preferência. Defendeu voto para a vereadora natalense em pleno Sítio Cantópolis em Mossoró, à noite do dia 17 do mês passado, início da campanha eleitoral (veja AQUI). Larissa Rosado e Sandra estavam lá.
Apêndices do esquema da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) desde as eleições municipais de 2016, após cerca de 30 anos de embates eleitorais, Larissa e Sandra sabem que o pleito atual é vencer ou vencer.
Se Larissa não tiver uma votação superlativa em Mossoró, com suporte do rosalbismo e da máquina municipal, fenecerá. Com ela, seu grupo. Restará tão somente o mandato da mãe vereadora.
Rosalba, sem a reeleição de Beto e a eleição de Kadu, terá o próprio mandato como último bastião rosalbista.
É, não está fácil!
PRIMEIRA PÁGINA
Ser ficha limpa atrai eleitor para voto em nomes ao Senado – Segundo a terceira Pesquisa Fiern/Certus divulgada no domingo (2), ter “história política limpa”, com 47,38%, é o principal predicado visto pelos entrevistados para escolha dos seus candidatos ao Senado. Ser “nome novo na política” pesa apenas 19,50%.
Styvenson tem partido, apesar de ser dono da própria candidatura – No dia 2 de agosto último, o Capitão Styvenson Valentim participou da Convenção Estadual do Rede Sustentabilidade, quando discursou em defesa de princípios éticos e comprometeu-se em lutar ao lado dos demais novos companheiros de partido. Sua independência foi garantida (veja AQUI), mas não a ponto de lhe assegurar todas as vontades, sem qualquer alinhamento partidário, fazendo do Rede uma “barriga de aluguel”. Daí a celeuma com nota oficial da legenda (veja AQUI), questionando posicionamentos seus pós-convenção. Leia também: Styvenson sobrevive como único “candidato avulso” do RN.
Prefeito prefere apoiar João Maia em Caicó – Recém-empossado interinamente na Prefeitura do Caicó, o vice-prefeito Marcos José de Araújo (PP), “Marcos do Manhoso”, defendeu o nome do ex-deputado federal João Maia (PR) à Câmara Federal em ato político no último dia 29 em solo caicoense. Até antes de sua posse, com o afastamento e prisão do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Robson Batata”, Marcos estava afinado com Beto Rosado (PP). Em recente pesquisa, o prefeito recebeu importante apoio popular para permanecer no cargo (veja AQUI).
Cordões Encarnado e Azul marcam posição no pastoril mossoroense – As campanhas de Robinson Faria (PSD) e de Carlos Eduardo Alves (PDT) em Mossoró reproduzem a alegoria de um pastoril: azul contra encarnado. Seus protagonistas vivem num mundo à parte, cada um com seu vice local, respectivamente Tião Couto (PR) e Kadu Ciarlini (PP). Nessa tentativa de polarização, eles ignoram quem sobra na disputa sem sequer ter um palanque local: a candidata Fátima Bezerra (PT). Se não tirarem um “coelho” da cartola, os dois lados vão passar vergonha, reduzindo mais ainda o tamanho de Mossoró na tabuleiro político estadual. Bem, não foi por falta de alerta desta página. Ambos foram avisados abertamente.
Deputado Tomba Farias faz a diferença em sua área de influência – Deputado estadual dissidente do seu partido, o PSDB, Tomba Farias faz a diferença em sua região de influência, a partir de Santa Cruz, na defesa de seus candidatos majoritários. Tem dado demonstração de força em favor de Carlos Eduardo Alves (PDT), mas sem deixar de ouvir também uma voz influente desse grupo. Nesta segunda-feira (3) pela manhã, em Natal, ele bateu à porta de quem sabe muito da política potiguar.
A campanha não está decidida, mas está encaminhada – Sou abordado por vários webleitores e pessoas do próprio meio político ao final do anúncio de cada pesquisa. Em todas, a mesma pergunta: “A campanha ao governo está decidida?” Claro que não. Não está decidida. Está encaminhada em favor de Fátima Bezerra (PT), que pode levar no primeiro turno. Ela vence os adversários em todas as regiões e principais colégios eleitorais, dizem claramente as pesquisas. Na projeção para um eventual segundo turno, o quadro é o mesmo. Há tempo para uma “virada”. As campanhas em rádio/televisão e principalmente redes sociais deverão aumentar o tom. Aguarde o “vale-tudo”. Tape o nariz.
Adversários precisam crescer a qualquer custo – Em 2014, últimas eleições ao Governo do Estado que testemunhamos, Henrique Eduardo Alves (PMDB) somou 47,34% (702.196) dos votos, indo ao segundo turno. Robinson Faria (PSD) atingiu 42,04% (623.614), também chegando a esse estágio de disputa, onde terminou levando a melhor. Mas o principal fator determinante desse quadro foi a surpresa eleitoral do Professor Robério Paulino (PSOL), com 8,74% (129.616) dos votos. Para 2018, o que temos é uma dianteira de Fátima Bezerra (PT) com percentual de intenções de voto menor do que o ostentado por Henrique em toda a campanha de 2014, mas pode assim mesmo chegar à vitória logo no primeiro turno. É visível a esqualidez dos dois principais adversários – Robinson Faria (PSD) e Carlos Eduardo Alves (PDT) – veja recente pesquisa AQUI. Robinson e Carlos poderão crescer, mas até o momento não revelam forças para a ingente tarefa.
Lula no "andor" (Foto: Ricardo Stuckert)
Estratégia do PT de sustentar “andor” de Lula já deu certo – A estratégia do PT de carregar o “andor” do ex-presidente Lula até à porta das eleições 2018 já deu certo. Mais do que uma batalha judicial por sua candidatura, a campanha desenvolvida pelo partido com uma série de ações, sempre foi mesmo de marketing. A adoção do nome “Lula” como sobrenome parlamentar de seus políticos, vigílias à porta da Polícia Federal em Curitiba-PR, fomento de visitas ilustres ao preso, provocação de manifestações internacionais em favor dele e sustentação de candidatura até agora (mesmo com decisão desfavorável – veja AQUI) são estratégias de marketing. A ideia sempre foi criar círculos concêntricos com esses fatos para levar ao máximo o poder de transfusão de votos de Lula para seus candidatos. Na cúpula do PT todos sabiam que ele não seria candidato.
Mais uma pesquisa do Ibope para o RN – A próxima pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), sob encomenda da Inter TV Cabugi, deverá ser apresentada ao final da próxima semana. Os números da anterior foram estes (veja AQUI) para governador e estes (veja AQUI) ao Senado, divulgados no dia 17 de agosto.
Dinheiro queimado no desperdício acabou com Museu Nacional – Vejo nas redes sociais a politicalha de sempre. São troca de ofensas e acusações, na busca de um culpado político para o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, ocorrido domingo (2). Ninguém lembra de R$ 40 bilhões torrados com Copa do Mundo, cerca de R$ 30 bilhões com Olimpíadas, das sedes suntuosas dos poderes da República. São décadas e séculos de dinheiro queimado com o supérfluo. A culpa não é só de Temer, mas de Dilma, minha, de Pedro Álvares Cabral e até de Dom Sebastião, que desapareceu numa Cruzada quando defendia a fé cristã na África.
EM PAUTA
Livro no STJ – Nesta quarta-feira (5), a partir das 18h30, no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília, o juiz federal cearense Marcos Mairton autografará o seu mais novo livro: “Breve anotações de um andarilho”. O magistrado atuou na Justiça Federal em Mossoró. Abraços e sucesso, meu caro.
Portugal – Quem anda fazendo planos para período de estudos e estada até longa em Portugal, é o engenheiro e advogado Weber Siqueira Chaves. Guarde um lugr para mim. Comecei a estocar massa de milho e farinha. Essa terra não vai cumprir seu ideal.
Carlinhos Maia – Nome exponencial nas redes sociais com milhões de seguidores, o alagoano Carlinhos Maia vai estar novamente em Mossoró. Fará pelo menos duas (ou três) apresentações no Teatro Dix-huit Rosado à noite do dia 15 de setembro.
Milton Marques terá homenagem da Prefeitura Municipal do Assu em UPA (Foto: divulgação)
Milton Marques – O prefeito assuense Gustavo Soares (PR) anunciou nesta segunda-feira (3) que homenageará o professor-médico-advogado e empresário Milton Marques (já falecido) denominando a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto São Francisco com o seu nome. (Do Blog Rabiscos do Samuel Júnior).
Carrinhos – O publicitário titular da Agência Ágape, Joselito Soares, tem um hobby eficiente para frear qualquer estresse: é colecionador de veículos em miniatura, compondo até confraria com outros amigos que possuem igual afeição.
Paula Fernandes – A cantora Paula Fernandes vai se apresentar no Teatro Riachuelo no Midway Mall em Natal, no próximo sábado (8). O show é o “Acústico – Voz e Violão”.
SÓ PRA CONTRARIAR
As pesquisas para consumo interno assustam mais do que as que estão sendo publicadas. Anote, por favor.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
O 9º Festival Internacional de Cinema de Baia Formosa (FINC) está confirmado para ocorrer entre os dias 30 de novembro e 1º de Dezembro de 2018. Em breve sairá a sua programação.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Horlando Perez (Mossoró), Carlos Alberto de Medeiros (Natal) e Mariana Batista (Recife).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (27/08) clicando AQUI.
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O Blog Carlos Santos oferece aos seus webleitores um serviço diferenciado e único: abaixo, o resultados de todas as pesquisas eleitorais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) nas últimas três eleições ao Governo do Estado (1º turno) – 2006, 2010 e 2014.
É um levantamento de fôlego, que ajuda a melhor compreensão das disputas, alimenta o bom debate e contribui à discussão da disputa deste ano.
Abaixo, em sentido decrescente, está a cronologia das pesquisas do Ibope nas campanhas de 2006, 2010 e 2014 com respectivas datas de divulgação, com foco na corrida ao Governo do Estado.
Só para lembrar: em 2006 foi reeleita Wilma de Faria (PSB) com vitória no segundo turno; em 2010 foi a vez de Rosalba Ciarlini (DEM), no primeiro turno, enquanto que em 2014 ocorreram dois turnos, com vitória no primeiro turno de Henrique Alves (MDB) e no segundo turno de Robinson Faria (PSD).
Garibaldi Filho (PMDB) – 49%
Wilma de Faria (PSB) – 41%
Geraldo Forte (PSL) – 1%
Xeque Humberto (PTC) – 0%
José Bezerra (PCB) – 0%
Marcônio Cruz (PSDC) – 0%.
Indecisos – 3%
Brancos e Nulos – 6%.
Nota do Blog – Este ano de 2018 já houve divulgação de uma pesquisa do Ibope (veja números ao Governo do Estado AQUI), no último dia 17.
OBSERVAÇÃO – Esperamos que o aproveitamento dessas informações, por órgãos de imprensa e endereços virtuais, seja acompanhado da lisura de citação da fonte. Não se trata de generosidade, que se diga, mas de princípio legal e respeito ao trabalho de outrem. Infelizmente, precisamos fazer esse apelo, tamanha a regularidade com que temos textos reproduzidos ou “cozinhados” (copiados com outro formato) sem que a fonte seja mencionada, algo criminoso e de profunda má-fé.
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Henrique teve 18 eleitos; Robinson venceu (Foto: Arquivo)
Em 2014, as chapas em torno do candidato ao Governo pela “Coligação União Pela Mudança 2”, deputado federal Henrique Alves (PMDB), elegeram a maioria dos deputados estaduais do RN. Foram 18 dos 24.
Ao todo, nas três coligações proporcionais à Assembleia Legislativa, a União pela Mudança elegeu 17 deputados, além de mais um que o apoiou ainda no primeiro turno, na “Coligação Sem Mudança Não Há Esperança”. Assim, totalizou 18 deputados.
O adversário principal de Henrique Alves e governador eleito pela “Coligação Liderados pelo Povo”, Robinson Faria (PSD), teve a eleição de seis nomes que o seguiram.
O ex-deputado federal Carlos Alberto de Sousa Rosado, o “Betinho Rosado”, não está na lista de inelegíveis (ficha suja) do Tribunal de Contas da União (TCU), entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – veja AQUI.
Ele chegou a figurar na lista do Tribunal de Contas do Estado (TCE) no período eleitoral de 2014, o que o impediu de tentar a reeleição. Lançou o filho “Beto Rosado (PP) em seu lugar, com êxito eleitoral.
Ou seja, a princípio, poderá ser candidato a qualquer cargo eletivo este ano pelo PP (Progressistas), partido que preside no estado.
À Assembleia Legislativa, por exemplo, haja vista que até aqui o seu grupo – o rosalbismo – não possui nome próprio à disputa.
Aguardemos, pois.
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A movimentação política nos últimos dias, a partir de Natal, tem-se intensificado em tratativas à formação de alianças e chapas (majoritárias e proporcionais) para o pleito deste ano.
Henrique Alves, candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PMDB (Foto: Canindé Soares/G1), juntou 17 siglas
Cada pré-candidato ao governo tenta fechar a maior composição possível, como forma de dar demonstração de força e ampliar ao máximo sua capilaridade nos municípios.
Mas quantidade não é garantia de êxito.
As eleições de 2014 são paradigmáticas nessa constatação.
Boxe relativo às candidaturas, partidos e coligações concorrentes ao governo em 2014 (Foto: G1 RN)
Àquele ano, a postulação da chapa encabeçada pelo então deputado federal Henrique Alves (MDB) teve 17 partidos na denominada Coligação União pela Mudança.
Mesmo assim, não venceu.
Chegou a levar a melhor no primeiro turno (veja boxe abaixo), mas foi superado no segundo.
Eleições ao Governo do Estado em 5 de outubro de 2014:
Caminhamos para outra eleição estadual “por exclusão”, como ocorreu em 2014.
O eleitor disse nas urnas que não queria Henrique Alves (PMDB) como governador.
Excluiu-o votando em Robinson Faria (PSD).
Para 2018, o cenário nebuloso que se forma tem o mesmo formato, tamanhã a esqualidez de nomes, ausência de espírito público e inexistência de propostas palpáveis.
Pobre RN Sem Sorte!
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Na colaboração que celebrou com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o empresário Fred Queiroz relacionou o nome de algumas lideranças que teriam recebido valores como forma de garantir apoio político à campanha ao Governo do Estado de Henrique Eduardo Alves (PMDB), em 2014.
Fred: dinheiro (Foto: arquivo)
De acordo com o relato, transferências bancárias foram feitas da conta das empresa Prátika Locações para as seguintes lideranças, no segundo turno da eleição de 2014:
Fabinho (ex-prefeito de Jandaíra);
Zeca Pantaleão (ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas);
Flávio Azevedo (ex-prefeito de Nova Cruz);
Nilton Figueiredo (ex-prefeito de Pau dos Ferros);
Klaus Rego (ex-prefeito de Extremox);
Ivete Matias (prefeita de Brejinho);
Ivan Júnior (ex-prefeito de Assu);
Flávio Veras (ex-prefeito de Macau);
Osivan Queiroz (ex-prefeito de Lagoa Salgada);
Amaro Saturnino (ex-prefeito de Maxaranguape);
Aníbal (ex-prefeito de São João do Sabugi);
Felipe Muller (ex-porefeito de Caiçara do Rio do Vento)
Severino (ex-prefeito de Monte Alegre).
De acordo com Fred, as tratativas com essas lideranças eram feitas diretamente por Benes Leocádio, um dos coordenadores da campanha.
Os valores que tais pessoas teriam recebido não foram detalhados. Por ter informado que elas se beneficiaram a partir de transferências bancárias, Fred precisa dispor dos comprovantes de transferência para confirmar o que diz.
A reportagem tenta contato com os citados.
Leia também: Fred Queiroz detalha compra de apoios para Henrique Alves AQUI.
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Se o líder do governismo na Assembleia Legislativa, deputado Dison Lisboa (PSD), for afastado do cargo pela Justiça, o tenente-coronel André Fernandes (da Polícia Militar), candidato a deputado estadual em 2014 com o nome político de “Major Fernandes”, pode substitui-lo.
Fernandes: na fila (Foto: arquivo)
Nascido no Rio de Janeiro (RJ), André Luis Fernandes da Fonseca (PSC), 43, o “Major Fernandes”, teve 25.006 votos em 2014 na Coligação Liderados pelo Povo III, inscrito no PSD do então candidato ao governo Robinson Faria.
Amazan
Se Dison chegar a ser afastado do cargo (veja AQUI), ele poderá ser convocado por ser o primeiro suplente. Mas podem existir controvérsias.
Há hipótese de ter questionamento à sua ascensão, se o PSD assim o desejar, bem como o segundo suplente Amazan Silva (PSD), atual prefeito de Jardim do Seridó.
Mas é pouco provável que isso aconteça, justamente pelo interesse do partido do governador em ter Fernandes na Casa, se for insanável o banimento de Dison, ex-prefeito de Goianinha, município da Grande Natal.
Provocação
Que fique claro: o mandato é do partido. Existe a extinção da coligação após as eleições, mas os efeitos dela decorrentes permanecem, a exemplo dos eleitos e os suplentes.
Tendo impedimento legal para o 1° suplente da coligação assumir, o 2° suplente assumirá e assim sucessivamente.
No caso da mudança de partido, a perda do mandato deve ser declarada, pela Justiça, mediante provocação. Eis a questão.
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Delator Ricardo Saud, executivo do grupo JBS, afirmou em seu depoimento que o então deputado federal e disputante ao Governo do RN em 2014, Henrique Alves (PMDB), recebeu R$ 3 milhões à campanha.
Deixou claro, que era “propina dissimulada em forma de doação oficial”.
Ele deu detalhes quanto ao repasse, entregando documentos que detalhariam esse fluxo financeiro. Além disso, ofereceu-se para qualquer necessidade de acareação com pessoas citadas, para confirmar as informações.
O outro lado
Escritório de advocacia que defende Henrique Alves emitiu nota contestando conteúdo da delação. Asseverou que toda a movimentação financeira foi amparada legalmente e atestada como lícita pela Justiça Eleitoral.
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