Fotos distantes no tempo em quase 12 anos mostram duas realidades (Fotomontagem do BCS)
Postagem nesta quinta-feira (20) do jornalista e ex-secretário de Comunicação do RN, Paulo Araújo, mostra o ontem e o hoje da barragem Oiticica em Jucurutu, região Seridó.
Paulinho lembra: a primeira foto ele mesmo a fez em novembro de 2013, há quase 12 anos, no início das obras. “Chapa” batida de um celular Blackberry, focando da janela embaçada de um avião. Nada de drone, como hoje.
Lula, Fátima, ministros e outras autoridades, além de populares, experimentaram momentos diversos de evento (Fotomontagem do BCS)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou nesta quarta-feira (19) a Barragem Oiticica, na comunidade de Nova Barra, em Jucurutu (RN), região Seridó do RN. A solenidade ocorreu no início da tarde e teve a presença ainda do ministro Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, ministro Rui Costa da Casa Civil e da governadora Fátima Bezerra (PT).
“Quando fui eleito presidente da República, em 2003, eu tinha na cabeça provar que a gente poderia fazer aquilo que Dom Pedro, no tempo do Império, tentou e não conseguiu. Resolvi que era possível trazer a água do Rio São Francisco para aliviar o sofrimento 12 milhões de nordestinos. Somente quem viveu a experiência de tomar água de barreiro, com caramujo, sabe a importância da água para o Nordeste brasileiro. Então, assumi a responsabilidade e hoje eu estou aqui inaugurando um dos últimos trechos e uma das últimas obras da transposição”, destacou o presidente.
Luta de mais de 70 anos do povo do Seridó, com ordem de serviço assinada pela então presidenta Dilma Rousseff (PT) em junho de 2013, Oiticica recebe água da transposição. Ela é a principal obra do Complexo Hidrossocial Oiticica, que inclui a comunidade Nova Barra de Santana, toda saneada; três agrovilas para assentamento de trabalhadores rurais sem terra e de famílias que viviam nas áreas inundáveis do reservatório; além da construção de estradas de acesso às localidades rurais e de rede de energia elétrica para consumo domiciliar e irrigação.
Com capacidade para armazenar 742,6 milhões de metros cúbicos de água, o reservatório é o segundo maior do Rio Grande do Norte e integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco.
Oiticica tem papel estratégico e com múltiplas funções (Foto: Raiane Miranda)
Adutora do Agreste
Durante a solenidade de Oiticica o presidente Lula assinou a ordem de serviço de outra obra importante de segurança hídrica no Rio Grande do Norte: a Adutora do Agreste Potiguar, que vai reforçar o abastecimento de 14 municípios localizados numa região onde não há grande reservatórios de água e o sistema atual já não tem capacidade de atender à demanda.
Entre os municípios beneficiados estão Santa Cruz, Nova Cruz, Canguaretama, Tangará. Também serão contemplados Serra de São Bento e Monte das Gameleiras, importantes polos turístico do Agreste.
Lula, Fátima, Natália, Rui, Waldez e Cadu Xavier na barragem Oiticica (Foto: Casa Civil)
A senadora Zenaide Maia (PSD), vice-governador Walter Alves (PSD), deputados federais Natália Bonavides (PT) e Fernando Mineiro (PT), o ex-senador Garibaldi Filho (MDB), o pré-candidato a governador Cadu Xavier e os deputados estaduais Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Francisco do PT, Ubaldo Fernandes (PSDB), Hermano Morais (PV) e Nelter Queiroz (PSDB) também participaram da solenidade. Prefeitos da região, além de vereadores e outros políticos estiveram na solenidade.
Oiticica é o segundo maior reservatório do RN (Foto: MDR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou no Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró por volta de 10h10 desta quarta-feira (19). Sua agenda é para inauguração do Complexo Oiticica às 12h, em Jucurutu, região Seridó do RN. A obra começou em 2013, ainda no Governo Dilma. Desde então, foi tocada em partes pelas várias gestões que a sucederam até que o presidente Lula finalmente a entrega.
O presidente foi recebido pela governadora Fátima Bezerra (PT), prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD), vereador Thiago Marques (Solidariedade) e deputada federal Natália Bonavides (PT). Em seguida, ele voou de helicóptero para Jucurutu.
O empreendimento, que beneficiará 294 mil pessoas em 22 municípios, teve 19,9% de execução financeira sob a gestão de Dilma Rousseff, 14,83% no governo Temer, 19,84% no governo Bolsonaro e 18,27% no atual governo Lula. Ainda restam pouco mais de 21% em obras complementares – duas agrovilas próximas à barragem –, que serão entregues nas próximas semanas.
Oiticica passa a ser o segundo maior reservatório do RN, com capacidade para armazenar 742,6 milhões de metros cúbicos de água. Mas os investimentos vão mais além, com o chamado Complexo Hidrossocial Oiticica, no município de Jucurutu.
O complexo é formado pelo reservatório e ainda por Nova Barra de Santana, que abriga os moradores do Distrito Janúncio Afonso, (conhecido como Barra de Santana). São três agrovilas que substituem a área inundável.
A execução financeira da Barragem de Oiticica, durante os governos Lula e Dilma, chegou aos R$ 339,8 milhões. No governo de Michel Temer foram investidos nas obras da barragem R$ 132,5 milhões. Ao final da gestão Temer, estavam previstos para execução no ano de 2019, R$ 101,3 milhões.
Dnocs
A obra está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e será inaugurada no dia de São José, padroeiro das chuvas abundantes e boas colheitas. Ela faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), e contará com uma ampliação em sua capacidade de reservatório, que saltará de 75,56 milhões de metros cúbicos para 742 milhões.
Idealizada há 70 anos, a construção da Barragem de Oiticica é de extrema importância para a região com o intuito de amenizar os efeitos das cheias, visando proporcionar o controle das vazões do Rio Piranhas, reduzindo o risco de inundações no Vale do Açu a jusante da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
Lula foi recepcionado por governadora, prefeito, vice e outras autoridades e depois voou para Jucurutu (Fotomontagem do BCS)
Obras da Oiticica estão praticamente concluídas (Foto: Assecom/Arquivo/julho de 2024)
Em agenda nessa terça-feira (26) em Natal, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em março de 2025 no RN. Vai inaugurar a Barragem de Oiticica, entre outros compromissos.
O ministro concedeu entrevista coletiva no Centro Administrativo do Estado, em Natal, ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT).
O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também esteve na entrevista e em programação administrativo na capital do RN, tratando de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Quando estiver pronta, a Barragem de Oiticica terá capacidade de 598 milhões metros cúbicos. O reservatório fica entre os municípios seridoenses de Jucurutu, São Fernando e Jardim de Piranhas.
Vai se constituir no terceiro maior manancial de recursos hídricos do estado, atrás da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu e da Barragem Santa Cruz em Apodi.
Inscrições continuam sendo feitas para evento do fim de semana (Foto: divulgação)
Do Blog do Tárcio Araújo
A 5° edição da Eco Trilha Off-road será realizada neste fim de semana na serra de João do Vale, em Jucurutu-RN.
O tradicional passeio reúne jipes, motos, quadriciclos, picapes e diversos modelos de veículos 4 x 4, num passeio que passa por diversas terrenos acidentados, exigindo muito de pilotos e veículos.
Segundo o organizador do evento, empresário Janúncio Tavares, 95 inscrições já foram confirmadas até esta quarta-feira(28).
A largada será no sábado (02) do centro de Jucurutu até a barragem de Oiticica. O percurso compreende 20 km. Após o almoço no sítio Loca, o trajeto seguirá à tarde por mais 27 Km até o alto da serra de João do Vale onde haverá uma confraternização com todos os participantes do encontro.
O domingo, dia (03), será livre para os integrantes da trilha visitarem os mirantes da serra.
De acordo com a organização, as inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas diretamente com Janúncio Tavares no contato (84) 9 9980-7902.
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Por Tárcio Araújo (FM 95 Mossoró, especial para o BCS)
Beleza, clima agradável, tranquilidade e investimentos desenham nova realidade (Fotomontagem do BCS)
Nos últimos cinco anos, a Serra de João do Vale, situada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo Potiguar-RN, e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 132 km de Mossoró e 275 de Natal, têm vivenciado um momento de ebulição no que se refere à expansão de novos imóveis, além do turismo e outros negócios. Parece que “agora vai”, usando-se aqui um bordão muito em moda.
Até 2018, a localidade tinha crescimento tímido, praticamente inexistente, apesar de uma população estimada em 2.500 moradores nativos vivendo no seu platô.
Mas foi após a chegada de alguns investidores vindos de outras plagas, que a região passou a ter um dinamismo mais acentuado. Tanto na expansão das construções quanto na divulgação do potencial turístico e ainda em termos de cobrança social por melhorias em sua estrutura pública, como a sonhada estrada pavimentada.
“Eu vejo que esse novo momento faz a serra de João do Vale despontar no cenário do interior do estado como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte, mesmo sem dispor ainda de acesso rodoviário com asfalto.” Quem pensa assim é o advogado caicoense Fábio Leite, que ergueu uma casa no lugar, tendência que muitos seguem. São dezenas as construções com esse perfil na serra.
Enquanto a estrada não sai do papel, a expansão imobiliária segue em ritmo acelerado por toda a extensão da chapada de “Pepetama” (nome dado pelos índios pegas, seus primeiros habitantes).
Em obras
Pelas contas do empreendedor e morador da localidade, Cássio Medeiros, 55, há hoje na serra de João do Vale entre 50 a 80 imóveis em construção. A maior parte é casa para descanso nos fins de semana, onde as famílias aproveitam a disponibilidade do clima, mirantes e outros encantos da natureza.
Pousadas, restaurantes e casas privadas estão ganhando vida no lugar (Fotomontagem do BCS)
Medeiros, que é natural de Caicó, vislumbrou esse potencial desde 2019 quando inaugurou o seu ‘Mirante do Sossego’, com casa, espaço de alimentação, varanda e dois chalés para hospedagem. Atualmente ele está ampliando a capacidade de receptivo com a construção de mais dois novos apartamentos.
Segundo o empreendedor, a oferta de leitos na serra de João do Vale ainda é baixíssima. Ele conta que são apenas 05 chalés em toda serra, com limite de acomodar até uma dúzia de pessoas, não mais que isso.
A empresária Rosa Maria, proprietária do ‘Mirante do Vale’, foi a pioneira na visão do turismo local. Em 2015, ela abriu os dois primeiros chalés. O espaço é considerado uma das vistas mais belas da serra de João do Vale, com varanda estendida e espaço verde.
Atualmente mais três novas pousadas estão sendo erguidas por outros investidores. Estima-se que até o final de 2024, a serra de João Vale tenha uma capacidade de hospedagem para cerca de 100 pessoas.
Por enquanto, uma das saídas para quem procura hospedagem na região tem sido o aluguel de casas particulares para os finais de semana. O preço médio de uma locação residencial em casa ampla com vista para os mirantes está em torno de R$ 500 (Quinhentos).
Outro empreendimento que chama a atenção pela beleza arquitetônica e decoração, é o restaurante e pousada ‘Mirante do Lobo’, também em fase de construção. Um ambiente gastronômico que promete cozinha especial e uma vista para encher os olhos e a alma, além de outras atrações como trilha ecológica e passeio de charrete.
Maquete da Pousada Santarém de Janúncio Tavares (Reprodução)
Entretanto, talvez quem mereça uma medalha de ouro pela coragem e empenho para conseguir com que a serra de João do Vale fosse descoberta, seja Janúncio Tavares, 35, que também negocia terrenos na serra desde 2013. “A gente tem vendido muito,” afirma.
Outro investimento dele é a Pousada Santarém, já em construção. Promete ser um grande diferencial em termos de hospedagem, em local muito privilegiado.
Situada na chapada pelo lado de Triunfo Potiguar e vista para o pôr do sol, terá 12 quartos com suíte e mais dois chalés, devendo ofertar 42 novos leitos após concluída.
E a estrada?
Apesar de muitas carências e muito a ser vencido, a serra como destino turístico carece de algo delicado e que há décadas está na promessa ou no “quase.” É o maior gargalo para alavancar a atividade turística no lugar: a construção da rodovia que liga a localidade até a cidade de Jucurutu, numa extensão de 17 km. O que tem sido uma luta que perdura por quatro décadas, mas que também se fortaleceu nos últimos anos graças ao engajamento dos próprios investidores locais.
“Esse grupo de pessoas têm reunido esforços para que a construção da estrada seja reiniciada o quanto antes”, conta o advogado Fábio Leite, que instigou Ação Civil Pública no Ministério Público Federal (MPF) para investigar denúncias de irregularidades na construção da obra. Os serviços estão paralisados desde março do ano passado.
No último mês de setembro, uma audiência pública foi realizada na cidade de Jucurutu com a presença de autoridades políticas e parlamentares, representantes do Governo Federal, prefeitos e diversos segmentos da sociedade. No encontro foi firmado um compromisso público por representantes do governo e deputados federais para que os serviços sejam retomados através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF).
Serra de João do Vale fica entre municípios de Jucurutu, Triunfo Potiguar e Belém do Brejo do Cruz (Fotos: Francinildo Silva/Arquivo)
Veja AQUI links para uma série de matérias sobre a serra de João do Vale, de sua história ao potencial econômico, belezas, ecologia e gente.
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Os serviços da obra da estrada da serra de João do Vale em Jucurutu-RN (286km de Natal e 132 de Mossoró) foram iniciados em setembro último pela construtora CLPT e seguem obedecendo o cronograma com trechos já bem avançados. Inicialmente um trecho de 5 km receberá pavimentação completa, de um total de 19km que devem ser concluídos em etapas subsequentes.
A fase 1ª da obra tem previsão de conclusão em agosto de 2023, com valor orçado em R$ 7.719.933,45 mil.
Obras seguem sequência normal e terão mais máquinas à disposição (Foto: Tárcio Araújo)
A construção da estrada da serra de João do Vale é de responsabilidade do Governo Federal, sob a gestão da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF). O empreendimento sai a partir de diligências do então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), eleito ao Senado este ano.
A construtora CLPT informou que nesta etapa são 15 máquinas e 30 homens trabalhando no canteiro de obras, e novos equipamentos devem chegar nas próximas semanas. Os serviços abrangem implosão de rochas para abertura de novos acessos de subida, alargamento da via e terraplenagem.
Turismo
A pavimentação asfáltica da estrada da serra de João do Vale é um sonho antigo da comunidade. A aposta de moradores e investidores locais é de que o novo acesso melhore a qualidade de vida das pessoas e impulsione o turismo serrano como nova atividade econômica da região, uma vez que o platô serrano tem altitude de 750m com clima agradável e paisagens de mirantes naturais propícios à visitação e descanso.
Turismo de aventura, clima, ecoturismo e história (veja AQUI) formam um cabedal de atrações para fomento econômico da área, num impulso semelhante ao que ocorreu com outros endereços serranos do RN, como Serra de São Bento, Martins e a crescente Portalegre.
Servidores do Departamento de Trânsito do RN (DETRAN/RN) colam na governadora Fátima Bezerra (PT). Em greve há um mês, eles fizeram ato público dia passado em Jucurutu e nesta sexta-feira (1º) em Mossoró.
Fátima Bezerra não parou para conversar com manifestantes (Foto: cedida)
Durante evento de entrega das casas da Comunidade Barra de Santana, em Jucurutu, os manifestantes – em greve desde o dia 1° de junho – cobraram que governadora negocie com os servidores, autorizando a realização de concurso público para o órgão, conforme foi acordado desde 2019.
No prédio do Centro Administrativo Integrado Diran Ramos do Amaral, Fátima fez reinauguração da Central do Cidadão que passou por reforma. Os servidores do Detran esperaram a manhã inteira a a sua chegada, proveniente de Areia Branca. Apesar das faixas pedindo a realização do concurso público e tentativa de abordagem, ela passou sem permitir conversa com manifestantes.
Grevistas compararam Fátima com Robson (sic), o ex-governador Robinson Faria (Foto: cedida)
Sem concurso
“Apesar das dificuldades provocadas pela pandemia, ano passado mais uma vez o Governo sinalizou que iria realizar o concurso, nos entregando até o cronograma até a nomeação dos servidores. Existe até recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para a realização do concurso. Hoje, já deveríamos estar com esses novos servidores trabalhando, mas até agora a governadora nem autorizou o certame”, afirma Ítalo Falcão, representante do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI).
Segundo críticas feitas pelos servidores, enquanto o Governo Fátima critica a política de privatizações do Governo Federal nos Correios, Petrobras e Eletrobras, no Detran os serviços dos setores de emplacamento e vistoria seguem em ritmo acelerado de privatização.
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Apesar de promessas públicas da Prefeitura Municipal de Jucurutu e até de assinatura de ordem serviço para obra do Governo Federal, a pavimentação de cerca de 19km entre a sede desse município e o topo da Serra de João do Vale, não passa de sonho. Ou pesadelo.
O tráfego segue sendo um martírio para quem precisa e uma aventura para quem pensa em transformar o lugar em novo destino turístico. Apenas 8 km estão asfaltados na parte baixa do percurso.
A prefeitura alega que não pode colocar calçamento antes da obra federal, que seria através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).
Em reportagem do jornalista Tárcio Araújo para a TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), esse cenário fica muito claro em imagens e depoimentos diversos.
A Serra de João do Vale está situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica distante 286km de Natal e 132km de Mossoró, com altitude de 747 metros.
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No próximo final de semana, dias 12 e 13 (sábado e domingo) de março, os motores vão roncar na Serra de João do Vale em Jucurutu. Acontecerá a 3° Eco Trilha Off Road.
Evento chega à sua terceira edição com expectativa de grande número de participantes (Foto: divulgação)
O evento vai reunir amantes do esporte do RN, Paraíba e Ceará num trecho que compreende 55 km, partindo de Jucurutu com visita à Barragem de Oiticica até a subida da serra.
A programação começa no sábado com adesivagem em Jucurutu. No domingo pela manhã acontece o trajeto até o alto da serra, onde será servido um almoço e feijoada – com música ao vivo – para os participantes.
Até o momento cerca de 90 inscrições já estão confirmadas. Podem participar veículos 4×4, motos e quadriciclos.
Reservas e inscrições com Janúncio Tavares no Telefone-WhatsApp 9 9980-7902.
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Após críticas e denúncia do ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) – veja AQUI, que o Governo do Estado do RN seria responsável por atraso em obras da Barragem de Oiticica, a gestão estadual manifesta-se outra vez. Além de nota sobre o assunto que já publicara, agora divulga material sobre a obra e reassentamento de comunidades atingidas pelas águas.
Foto aérea da Nova Barra de Santana, que acomodará famílias alcançadas pelas águas da barragem (Foto: Semahrn)
As agrovilas foram criadas para realizar o reassentamento da população de trabalhadores rurais, que moram na área inundável da barragem, e que manifestaram o interesse em permanecer na zona rural. No total, 112 famílias serão beneficiadas pela construção das quatro agrovilas, uma para cada um dos municípios contemplados pela barragem — Jucurutu, São Fernando, Jardim de Piranhas e uma quarta ainda não definida.
Nova Barra de Santana
A Comunidade de Nova Barra de Santana conta com 177 casas, equipamentos sociais e institucionais. Para a distribuição das casas, cada proprietário teve três opções de fachadas disponíveis para escolha. O local para a implantação da comunidade foi escolhido pela própria população de Barra de Santana e a disposição das casas levou em consideração a vizinhança atual.
A Nova Barra de Santana possui abastecimento de água, infraestrutura de saneamento, com estação de tratamento de esgoto, pavimentação de vias, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem das águas pluviais e acessibilidade. Os equipamentos institucionais serão entregues prontos para funcionamento. A comunidade terá escola, creche, posto de saúde, associação de moradores, centro de comércio, quadra poliesportiva, cemitério, igreja e praça da igreja.
A igreja católica, por exemplo, foi construída como uma réplica do templo da “antiga” Barra de Santana. Para o cemitério antigo, localizado em Barra de Santana, o Governo do RN cumpriu o plano de exumação, translado e novo sepultamento dos restos mortais no novo cemitério.
Nova Barra de Santana está praticamente concluída e será entregue 100% saneada. A SEMARH já está em tratativa junto às concessionárias Caern e Cosern para a ligação definitiva de água e energia. As famílias já foram conhecer suas novas casas e a realocação para a Nova Barra de Santana está prevista até março deste ano.
O Governo do RN segue com a construção de mais duas agrovilas: São Fernando e Jardim de Piranhas. Já foi realizada a escolha do local e a indenização do proprietário. Além dos lotes com casas e centro comunitário, a agrovila de Jardim de Piranhas terá escola e posto de saúde. A agrovila de Jucurutu utilizará os serviços disponíveis na comunidade Nova Barra de Santana, próxima à agrovila. O mesmo ocorre com a agrovila de São Fernando que utilizará a escola e a unidade básica de saúde já existentes e em funcionamento, situadas na localidade Boa Vista.
Agrovila Jucurutu está em construção (Foto: Semahrn)
Barragem
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) segue com a execução da obra, garantindo a obediência às normas e procedimentos legais, priorizando as obras sociais como as agrovilas e a Nova Barra de Santana, pertencentes ao Complexo Oiticica. A barragem está 93% concluída e a previsão de inauguração é dezembro deste ano.
A Barragem Oiticica é a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no RN, a quinta maior do Brasil, sendo o terceiro maior reservatório do estado. Ocupa uma área de 60 milhões de metros quadrados. Isso equivale a aproximadamente 771 campos de futebol como o da Arena das Dunas, em Natal. O reservatório tem capacidade instalada para armazenar 590 milhões de metros cúbicos de água e beneficiará 43 municípios, com mais de 800 mil pessoas beneficiadas.
O corpo da barragem já foi concluído e iniciado o processo de fechamento. Foi dada a continuidade dos serviços da tomada d’água e dos dispositivos do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) que são os dispositivos de recepção da contribuição hídrica que vem da transposição. Está em andamento a instalação dos equipamentos hidromecânicos, que representam as comportas da barragem.
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou nesta 4ª feira (9.fev.2022) pela manhã a Barragem de Oiticica, na cidade de Jucurutu (RN). Sua presença na cidade fez parte de programação presidencial nesse dia na região Seridó, sendo a principal a solenidade que marcou a chegada das águas da transposição do rio São Francisco ao estado.
O empreendimento vai receber as águas do Eixo Norte do projeto de integração do Rio São Francisco. Toda a obra está orçada em R$ 657,2 milhões.
Em Jucurutu, ao lado dos ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL) e das Comunicações, Fábio Faria (PSD), anunciou mais recursos à Barragem de Oiticica e outros investimentos na região. Entre eles, ordem de serviço (veja AQUI) para nova etapa da estrada pavimentada da cidade de Jucurutu à Serra de João do Vale no mesmo município.
Em seguida, o presidente e comitiva foram para Jardim de Piranhas, para a parte conclusiva de sua estada na região, que começou à tarde de ontem, com chegada a Caicó. Retornou a Brasília já à tarde, levantando voo do Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró.
Polêmica
O presidente e o ministro Rogério Marinho chegaram a falar em vídeos divulgados em redes sociais, que a obra e Oiticica sofre atraso por descompromisso do Governo do Estado. A administração da governadora Fátima Bezerra (PT), horas depois, deu resposta.
Veja Nota Oficial abaixo:
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) repudia a informação veiculada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu assessor, o ministro Rogério Marinho, sobre o andamento das obras da Barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu.
As informações divulgadas no vídeo são inverdades e mostram, tanto da parte do presidente da República quanto do seu assessor, o total desconhecimento sobre as questões relacionadas ao Complexo Oiticica, especialmente, sobre os contextos sociais existentes. Ignorar a necessidade humana, ou considerar que a vulnerabilidade dessas famílias da comunidade Carnaúba Torta é algo menor, e que por conta dessas pessoas outras centenas seriam penalizadas, revela a ausência de sensibilidade que deve ser premissa não apenas de um gestor, mas de qualquer ser humano. Para o Governo do RN, essas obras vão além do concreto e da água a ser armazenada, pois são tratadas como parte de uma política pública na qual todos e todas são importantes.
A transferência das famílias pertencentes à comunidade de Carnaúba Torta faz parte de um compromisso assumido, por orientação da governadora Fátima Bezerra, que é de somente fechar a barragem quando todas essas famílias estiverem realocadas, com segurança e dignidade.
As casas já estão concluídas e serão entregues às famílias, que em breve poderão começar uma nova fase das suas vidas na agrovila de Jucurutu.
O Governo do RN, em nenhum momento, faz uso político de empreendimentos, especialmente do Complexo Oiticica, que garantirá segurança hídrica e desenvolvimento econômico para a população da região do Seridó.
A atual gestão estadual reforça que a execução das obras do Complexo Oiticica é de responsabilidade do Governo do Rio Grande do Norte, que age com celeridade na construção das obras físicas e sociais do projeto, e quem coube readequar projetos recheados de erros e vícios de construção para que o investimento pudesse levar, de fato, desenvolvimento à região.
É fato que o ministro Rogério Marinho, imbuído de interesses politiqueiros, perdido em meio à enorme rejeição que o povo potiguar tem pelas atitudes irresponsáveis do presidente da República — entre elas o desprezo à vida — encontrou nas obras de recursos hídricos tocadas ou planejadas pelo Governo do Rio Grande do Norte uma maneira de tentar se destacar além dos escândalos que o acompanham historicamente.
Com esse objetivo, Marinho fez questão de desfazer convênios federais já assinados com o Governo do RN e referentes a projetos importantes, planejados pelo governo estadual. Desconstruindo, como é de sua característica, o bom entendimento que foi construído através do seu antecessor no Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.
Na sua sanha sectarista, Marinho impôs ao estado que entregasse à sua pasta o Projeto Seridó (300 km de adutoras que levariam água para 23 cidades), obrigou o Rio Grande do Norte a também entregar ao governo Federal a obra da barragem de Passagem das Traíras, que hoje encontra-se paralisada. Não satisfeito, retirou 32 milhões de reais relativos aos convênios que seriam destinados à instalação de dessalinizadores.
A água que o ministro do Desenvolvimento Regional e o presidente da República fizeram questão de destacar que estava sendo desperdiçada, pelo fato da parede da barragem de Oiticica não estar concluída, tem o mesmo valor que aquela do açude Passagem das Traíras, onde o ministro assumiu a obra e prometeu concluir em tempo recorde. A obra está parada, o inverno chegou, e lá em Passagem das Traíras nenhuma água ficou.
Depois traremos mais informações sobre passagem de Jair Bolsonaro pelo RN e muitos bastidores. Veja no vídeo constante dessa postagem a íntegra da solenidade em Jucuturu.
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Nessa sexta-feira (7), a ainda inconclusa “Barragem de Oiticica” no município de Jucurutu, região Seridó do Rio Grande do Norte, teve sangria. Uma maravilha da natureza e engenharia humana.
Desde 2019, a barragem edificada no leito do rio Piranhas já transbordava na cota 88 m, que armazenava 5 milhões de metros cúbicos de água.
Mas, ainda vai subir para cota 115 m na última etapa.
Quando pronta, ela vai atender a 43 municípios e a cerca de 800 mil habitantes, indo alcançar a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu.
Concluída, a Oiticica terá capacidade de armazenar 590 milhões de m³, sendo o terceiro maior reservatório de água do RN. Ficará atrás apenas da Armando Ribeiro e da Santa Cruz em Apodi.
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Permeada por um passado que guarda registros indígenas, vestígios da colonização holandesa e messianismo no sertão, a serra de João do Vale situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba, a 286km de Natal e 132km de Mossoró, projeta-se definitivamente para 2022 como novo destino serrano do RN. O fato mais evidente dessa perspectiva está no início das obras de pavimentação por paralelepípedo de 19km da estrada que liga a serra à cidade de Jucurutu.
Calçamento é um alento e iniciativa de suma importância para dar vida a vários projetos na serra (Foto: PMJ)
Um sonho antigo dos moradores que perdura por cerca de 40 anos começa a ganhar vida, deixando de ser apenas uma esperança.
Neste mês de dezembro, a Prefeitura de Jucurutu começou os serviços que num primeiro momento vai atender a pavimentação de trechos considerados mais íngremes e acidentados da via. A largada dos trabalhos deixou a população local eufórica com as novas possibilidades que se vislumbram num futuro próximo. “A falta de infraestrutura de estrada foi o grande gargalo que travou ao longo de décadas o desenvolvimento da atividade turística por aqui”, comenta o Anelsino Silva, morador da serra.
Também foi anunciada para o próximo dia 27 de Dezembro a abertura de licitação de outra obra mais arrojada: a execução de 5 km de pavimentação por asfalto numa primeira etapa, partindo da cidade de Jucurutu em direção à serra. Segundo a Secretaria de Obras Públicas de Jucurutu, o projeto está orçado em R$ 9 milhões.
Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)
O montante é oriundo do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e execução da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF).
Com boas notícias, empreendedores acreditam que finalmente o turismo serrano em João do Vale se torne numa possibilidade concreta, a 747 metros de altitude. “É possível que agora possamos tocar nossos projetos com mais confiança de que as coisas realmente vão acontecer. O início desses serviços acende a nossa esperança no turismo”, anseia Janúncio Tavares, empreendedor local.
Hospedagem
Atualmente, a localidade dispõe de apenas 02 empreendimentos de hospedagem em funcionamento, mas com capacidade reduzida de 06 leitos. No entanto, cerca de 15 novos espaços entre mirantes, pousadas e restaurantes têm projetos em andamento para receber o turismo.
Esses empreendedores apostam nas paisagens naturais e nas condições de clima ameno em relação ao sertão, para atrair visitantes.
Ainda que não tenha uma estrutura de acesso e receptivo de organização para o turismo, o local atrai alguns grupos e excursões. Comumente são formados por famílias da região do Seridó, que já se aventuram em visitas à serra de João do Vale de forma esporádica.
Para o jornalista Tárcio Araújo, que pesquisa o potencial da serra de João do Vale há alguns anos, existem um elenco de atrativos no local ao fomento turístico sustentável. Ele cita a “Caverna do Mundo Novo” que teve a trilha aberta este ano e que já recebeu alguns visitantes, “Os tanques coloniais” que teriam sido construídos durante ocupação holandesa no Nordeste a “Chã do Cajueiro” – onde surgiu movimento messiânico do beato Joaquim Ramalho no final do século XIX e que reuniu milhares de seguidores.
Caverna tem trilha aberta para ser uma nova atração (Foto: Tárcio Araújo)
“Outro ponto que descobrimos recentemente foi um conjunto arquitetônico de pedras em mármore que batizamos de “Vale da Lua”. É uma imensa extensão rochosa com cavidades naturais esculpidas pela ação do tempo. Além da contemplação natural, as torres de pedra serão aproveitadas para ecoturismo como rapel e escalada”, sugere Tárcio.
A população local vislumbra novas possibilidades de trabalho e renda com a inserção do turismo. Há um grupo de mulheres que confecciona a renda renascença e artesanato em palha. Alguns artesãos fabricam esculturas em cimento e ferro reciclável. Quanto à culinária na serra de João do Vale, há grande potencial para exploração de comidas regionais e fruticultura.
Futuro
“O futuro serrano passa também pelo conceito de Turismo de Base Comunitária para fortalecimento do artesanato, culinária e da cultura do lugar”, avalia Araújo. Ele acrescenta que tem estudado o assunto e que as perspectivas que surgem para a serra de João do Vale ensejam uma nova organização social com vistas ao desenvolvimento do turismo, com apoio público e investimentos privados.
Vale da Lua, primeiros mirantes e turismo ainda primitivo marcam o local (Fotos: Tárcio Araújo e Francinildo Silva)
“É possível a criação de um comitê gestor que planeje e gerencie essas ações com participação de todos de agentes públicos, nativos e empreendedores. Nada avançará se for feito com amadorismo, por impulso ou intervenções esporádicas de oportunistas. Em qualquer lugar com experiências exitosas, a história de sucesso tem a o trabalho de profissionais qualificados e entidades de conceito, como Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte – SEBRAE/RN)”, defende.
Leia também série de reportagens especiais sobre a serra de João do Vale clicando AQUI.
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Está marcado para o dia 18 de dezembro o lançamento do documentário “Messiânicos”, sob a direção do jornalista Tárcio Araújo. A obra audiovisual narra evento religioso ocorrido na serra de João do Vale-RN no ano de 1899, e, que reuniu milhares de fiéis sertanejos em torno da pregação do místico e beato Joaquim Ramalho.
O documentário tem duração de 23 minutos e sua narrativa traz depoimentos dos próprios moradores da localidade, através de memórias orais dos seus antepassados que vivenciaram o acontecimento. Escritores e estudiosos do assunto também participaram das gravações que ocorreram entre maio e agosto de 2020 na própria comunidade.
O documentário será lançado na serra de João Vale com a presença dos moradores e participantes do filme. Para 2022, a obra será exibida em festivais de cinema e vídeo, dentro e fora do Rio Grande do Norte.
O jornalista Tarcio Araujo conta que a intenção é difundir um acontecimento que segundo ele ainda é desconhecido pela historiografia potiguar. “Guardada as devidas proporções, o evento liderado pelo beato Joaquim Ramalho se assemelha no seu contexto histórico e social ao que ocorreu em Canudos e outras localidades durante o século XIX, quando o chamado messianismo dos sertanejos era uma das saídas para as mazelas do povo”.
“É importante que as pessoas saibam que no Rio Grande do Norte houve messianismo sim. Isso não pode passar ao largo da nossa história”, comenta.
Documentário será lançado na própria comunidade, onde boa parte da produção foi feita (Foto: Everton Maia)
A Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.
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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) aloca recursos da ordem de R$ 9 milhões para obras da estrada à Serra do João do Vale, no Rio Grande do Norte. Os recursos são estabelecidos através do aviso de Licitação (RDC Eletrônico Nº 28/2021 – UASG 195006), publicada na edição desta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).
Serra de João do Vale tem enorme potencial para ecoturismo, turismo de aventura e investimento imobiliário (Foto: Léo Melo )
Segundo documento, a licitação está prevista para 27 de dezembro na modalidade concorrência pública. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), empresa pública vinculada ao MDR, ficará responsável pela execução dos serviços junto à empresa ganhadora.
A expectativa é que as obras comecem ainda no primeiro semestre de 2022, a partir do cumprimento de toda um trajeto burocrático.
Serra tem c3rca de 750 metros de altitude (Foto: Léo Melo)
O pavimento asfáltico é uma reinvindicação antiga de moradores e empreendedores que enxergam no turismo um potencial de crescimento para a localidade.
Reportagens e determinação
O deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) participou das tratativas para a viabilidade do projeto e comentou a decisão:
– “Graças ao ministro Rogério Marinho, ao presidente Bolsonaro e à nossa determinação, acredito que vamos finalmente alcançar esse benefício para a região e RN”.
O Canal BCS (Blog Carlos Santos) postou série de matérias sobre história e potencial turístico da Serra de João do Vale, fomentando exumação de luta por esse empreendimento e outros investimentos. Veja série abaixo, assinada pelo jornalista Tárcio Araújo:
Com potencial para o desenvolvimento do turismo local, a Serra de João do Vale padece pela falta de infraestrutura de estrada. Localizada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo Potiguar-RN e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 275 km de Natal e 130Km de Mossoró, estando a 750m acima do nível do mar, o lugar desponta como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte. Falta pelo menos essa estrada.
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Foto de Bolsonaro com a ‘sombra’ de Lula já viralizou nas redes sociais (Reprodução do Canal BCS)
Em visita às obras da Barragem de Oiticica em Jucurutu, nessa quinta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro anunciou liberação de mais R$ 38 milhões ao empreendimento.
No canteiro demoveras posou para fotos com trabalhadores e vários deles fizeram acenos com dedos formando um “L” de Lula. Risível, sobretudo porque quem distribuiu fotos foi a assessoria presidencial.
Desse total de@38 milhões, R$ 18 milhões são provenientes de emendas de bancada.
A barragem, que vai receber as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, tem, até o momento, 90,81% de execução e deve estar totalmente concluída até dezembro de 2021. As obras são de responsabilidade do estado, com apoio financeiro da União. O investimento total é de R$ 657,2 milhões, sendo R$ 638,2 milhões do Governo Federal. Desde 2019, foram repassados R$ 291,6 milhões para o empreendimento – cerca de 45,7% do valor de repasse.
Quando concluída, a barragem vai atender 330 mil pessoas de oito cidades potiguares: Jucuturu, Caicó, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Jardins de Piranha, Cruzeta, São José do Seridó e São José do Sabugi.
A Barragem de Oiticica também vai contribuir com o controle das cheias na região e permitir uma ampliação de até 10 mil hectares da área irrigada da Bacia Piranhas-Açu, além da geração de energia de 3,52 MW, o suficiente para atender uma cidade de 140 mil habitantes.
Presidente foi recepcionado por apoiadores no aeroporto local (Foto: reprodução Canal BCS)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desembarcou em Mossoró nesta quinta-feira (24) por volta de 9h10, seguindo para cumprimento de agenda administrativa e politica em Pau dos Ferros e Jucurutu – veja vídeo AQUI.
Ele chegou ao RN na companhia de dois ministros de origem potiguar, Rogério Marinho (sem partido) do Desenvolvimento Regional e Fábio Faria (PSD), das Comunicações.
Foi recepcionado por apoiadores ainda no aeroporto, seguindo de helicóptero para Jucurutu e de lá para Pau dos Ferros.
No fim da tarde regressa a Mossoró, para embarcar de volta a Brasília.
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Opositores prepararam protesto no outdoor, mas a placa foi levada ao chão pelo órgão federal (Fotomontagem: Web)
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) botou ao chão placa de outdoor em Pau dos Ferros, com conteúdo hostilizando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A tarefa foi cumprida nessa quarta-feira (23), às margens da BR-405.
Justificativa era que o outdoor estava em local irregular.
Amanhã (quinta-feira, 24), Bolsonaro cumprirá agenda no RN, com desembarque em Mossoró por volta de 9h30.
Em seguida cumprirá agenda em Jucuturu e Pau dos Ferros.
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Bolsonaro estará em três cidades do RN (Foto: UOL)
Do Blog Ismael Sousa
O desembarque do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no RN, na próxima quinta-feira, 24, será em Mossoró. Dois helicópteros com parte da comitiva chegam no dia 23 e vão pernoitar no município.
Já no dia 24, dois aviões Embraer 190 pousam na cidade com o restante da comitiva. O horário da chegada do avião presidencial é incerto, mas Bolsonaro embarca de volta à Brasília-DF às 18h.
Agenda
O presidente cumpre agenda no estado visitando a barragem de Oiticica, em Jucurutu e assinando a ordem de serviço do ramal Apodi, última etapa da obra de transposição do Rio São Francisco.
Nota do Blog Carlos Santos – Às 17h12 desse domingo (20) – veja AQUI, o jornalista Vonúvio Praxedes (Diário Político, FM 95 e TV Cabo Mossoró) publicou que teria ocorrido mudança no local de pouso da delegação presidencial. Passaria a ocorrer em Juazeiro do Norte-CE. A nota causou repercussão intensa, multiplicada por outros endereços da mídia, ecoando negativamente no Planalto.
Praxedes confirma a informação, com fontes, em nova postagem agora à tarde (veja AQUI).
O presidente Jair Bolsonaro esteve em Mossoró no dia 20 de agosto do ano passado (veja AQUI e AQUI).
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Com potencial para o desenvolvimento do turismo local, a Serra de João do Vale padece pela falta de infraestrutura de estrada. Localizada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo potiguar-RN e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 275 km de Natal e 130Km de Mossoró, com altitude de 750m acima do nível do mar, o lugar desponta como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte.
Estrada carroçável só é acessível a veículos 4×4, e trechos com asfalto são escassos e semidestruídos (Foto: cedida)
Os prefeitos de Jucurutu, Iogo Queiroz (PSDB), e de Triunfo Potiguar, Darkinha Fonseca (PP), juntamente com outras lideranças regionais do entorno da serra João do Vale, e o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB), solicitaram audiência para a última semana de janeiro de 2021, com a governadora Fátima Bezerra (PT). Eles querem a retomada das obras viárias.
De acordo com o deputado Nelter, há um apelo para que a governadora sinalize uma alternativa viável para a comunidade de João do Vale. “É preciso que o Governo do Estado se interesse pelo projeto. Por isso a gente também apela para a sensibilidade da governadora Fátima Bezerra”, comenta. Em dezembro último, ele esteve em Brasília também tratando do assunto com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
Dificuldades de acesso
O platô do maciço serrano abriga uma comunidade de cerca de 2500 moradores segundo IBGE. Diariamente, um grande número de pessoas descem e sobem a serra em condições precárias e sob risco de acidentes que variavelmente ocorrem.
Nelter esteve com Marinho (Foto: cedida)
“Na época da chuva nem sobe nem desce ninguém, fica todo mundo isolado aqui em cima, até baixarem as águas e a lama secar”, conta o morador Anelsino da Silva, de 56 anos.
Ano a ano cresce a procura por investimentos em imóveis. As áreas de mirantes são as mais cobiçadas para construção de chalés, restaurantes e pousadas. Mas, a falta de uma via asfaltada retarda o desenvolvimento do setor turístico. É o que lamenta o investidor Janúncio Tavares.
– “Vans e ônibus não sobem! Pra subir num carro popular fica muito arriscado, a estrada é íngreme, o terreno muito acidentado. Só vai se for de carro 4×4. A gente fica triste porque já se poderia estar gerando renda na comunidade com atividade do turismo, esse é o futuro que a gente tem aqui. Muita gente querendo investir, mas não temos ação dos governos”, desabafa o empreendedor.
Reivindicação antiga
A reinvindicação da comunidade por estrada é antiga. Teve início na primeira metade dos anos 80 do século passado, quando a Prefeitura de Jucurutu – gestão de Nelter Queiroz – abriu o primeiro acesso por via carroçável e alguns trechos em calçamento. Foram feitos 17Km da cidade até o topo da serra. Após quatro décadas, as condições de trafegabilidade continuam as mesmas.
Somente em 2010, o Governo do Estado assinou um contrato via Departamento de Estradas e Rodagem (DER/RN), para trabalho através da empresa CLC. Porém, apenas um trecho de 03km foi asfaltado naquela ocasião.
Em 2013, as obras foram retomadas na gestão de Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) que construiu mais 07Km até as proximidades da localidade chamada Sitio do Louro no “pé da serra”. Atualmente, está deteriorado devido as intempéries e falta de reparos. O restante da estrada ainda está todo por ser feito, onde são considerados os trechos mais íngremes.
A estrada é municipal e a obra está contratada pelo Governo do Estado desde esse período. As duas etapas dos serviços consumiram cerca de R$ 15 milhões. O custo total gira em torno de R$ 25 milhões, segundo informou o deputado Estadual Nelter Queiroz (MDB) que encabeça um movimento pela conclusão da estrada.
Imagine um lugar onde os seus moradores ainda conservam costumes sociais como sentar todas as tardes e noites no alpendre para prosear; contar histórias, onde a carne de sol é batida no pilão e o almoço preparado na panela de barro em fogo à lenha.
Ecoturismo, contato direto com vegetação preservada e imagens idílicas, revelam potencial da serra (Foto: Francinildo Silva)
Um lugar de religiosidade forte, onde se reza as novenas, tradição que lembra os tempos dos nossos avós e antepassados até mais longínquos. Um lugar onde a natureza ainda dar o tom de verde com árvores nativas que já não vimos mais no sertão catingueiro; onde o canto dos pássaros é a sinfonia que ecoa pelo a brisa úmida das manhãs, com temperaturas que chegam até 14° em alguns meses do ano.
Um lugar onde as pessoas vivem muito tempo; alguns com mais de cem anos. O segredo de tanta longevidade talvez seja o leite e o queijo feitos lá mesmo. Talvez seja a fava sem amargo que brota dos terrenos arenosos, ou quem sabe o clima temperado que predomina durante o ano. E talvez seja o conjunto de todas estas coisas juntas, onde o tempo parece passar em marcha lenta.
Esse é o cenário da Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.
Até hoje sem pavimentação ou asfalto que leve os visitantes até o seu platô, o acesso é feito por estrada carroçável, tanto por Jucurutu quanto por Triunfo potiguar. Em tempos de chuva, esse acesso fica ainda mais difícil, recomendado apenas para veículos 4×4.
A REGIÃO tem sido explorada pelos amantes de todo terreno, o off-road (veja AQUI, AQUI e AQUI). Muitos se aventuram em eventos já reconhecidos e existem aqueles que fazem sua própria rota ou enveredam pela “Trilha do Pacifico”, considerada a mais íngreme e acidenta do Rio Grande do Norte.
Jipieiro desafia a Trilha do Pacífico na Serra de João do Vale (Foto: arquivo/2019)
É somente o barulho dos motores em dias de aventura, que quebra o silencio da localidade. A dificuldade de acesso talvez tenha sido o fator primordial para a preservação dos costumes e da natureza em seu entorno. Um ponto positivo!
Seus primeiros moradores foram os índios Pegas que a denominavam de “Pepetama”. Os Tapuias (Janduís) a conheciam por “Pookiciabo” (informações do livro “Os índios Tapuias do RN”, de Valdeci dos Santos Júnior)..
Depois os holandeses penetraram seus sertões quando da ocupação batava no território potiguar entre 1630 a 1654. Até hoje há vestígios da passagem holandesa.
A partir do domínio português, após a “Guerra dos Bárbaros”, em 1713 a serra ganhou a alcunha de Cepilhada e em 1761 é adquirida em leilão pelo Capitão-Mor João do Vale Bezerra. Seu dono virou topônimo preservado até hoje.
Mortes e abandono
De lá pra cá, a serra teve uma ocupação lenta e foi sempre ignorada pelas autoridades públicas. No final do século XIX, por muito pouco um movimento messiânico liderado pelo religioso Joaquim Ramalho não ganhou contornos de uma versão potiguar do que foi Canudos na Bahia. Esse fato foi registrado pelo escritor Câmara Cascudo.
No século XX, o algodão foi a primeira grande cultura agrária do povoamento. Depois vieram o caju e a fava como fontes de produção e sustento de sua população nativa.
Antonio Francisco da Silva ( sêo Virô) 92, um dos moradores mais antigos. aprendeu a ler e escrever com o Mobral. Sua vó participou do movimento messianico do beato joaquim Ramalho em 1899. (Foto: Francinildo Silva)
Isolados durante séculos, sem acesso e sem estradas, os moradores padeceram de assistência. O lugar é marcado por um passado de mortandade de crianças e de mulheres grávidas que sem atendimento agonizavam até a morte, no parto. Lembranças tristes que permeiam até hoje a memória da comunidade; histórias passadas pela cultura oral de pai para filho, de pai para filho…
No final da década de 70 do século XX, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi o divisor de águas à sua gente. Visto como um programa educacional federal fracassado, no propósito de tirar milhões de adultos do analfabetismo, ao ser extinto em 1985 deixou alguns legados na serra. Muitos aprenderam além do beabá, moradias ganharam melhorias estruturais e sanitárias.
Foi também por meio dessa iniciativa, que foi construída a primeira estrada da comunidade, por volta de 1980. Ligava-a ao que é hoje o município de Triunfo Potiguar.
Atualmente, quase 2.000 mil pessoas moram no alto da serra, distribuídas por 05 comunidades chamadas de “Chãs”. As condições de hoje são melhores do que no passado, com energia elétrica, unidades de saúde e escola para as crianças. No entanto o abastecimento d’água ainda é precário.
Pavimentação
Um outro gargalo é a falta de pavimentação dos 19 km até Jucurutu. É um um pleito da comunidade que já perdura há mais de quatro décadas. Seu custo é estimado em cerca de R$ 25 milhões. Noutra frente, há um acesso por Triunfo Potiguar com cerca de 17 quilômetros, com cerca de um terço tendo pavimentação deteriorada a paralelepípedo.
O futuro que se avizinha é de expectativa para o desenvolvimento do turismo serrano com seu vasto potencial climático e paisagístico. Mas para isso, a construção da estrada é o primeiro grande desafio a ser superado.
Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)
Em outra frente, há estudos e experimentos para instalação de unidades de energia eólica na área, aproveitamento do ecoturismo e do turismo de aventura. Belezas exuberantes não faltam.
Nesta série de 05 reportagens (Especial Serra de João do Vale), vamos trazer as histórias de um lugar rico em cultura e tradições, de personagens reais e de belezas naturais pouco conhecidas. Um cantinho do estado do RN que até parece não existir. Enfim, não existe mesmo no mapa das autoridades e para a enorme maioria dos norte-riograndenses, sequer para aposta num turismo doméstico.
Mas não se engane: a Serra de João do Vale vai ser um destino no roteiro de muita gente que ama a natureza. Quando? Esperamos que não dure mais umas quatro décadas. Todos temos pressa em usufruir, de forma sustentável, desse paraíso em pleno sertão nordestino (veja vídeo abaixo com o amanhecer na serra).
Seja bem-vindo ao Especial Serra de João do Vale. Aguarde as próximas reportagens.
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