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Esquerda e direita

Por Cid Augusto

Arte ilustrativa (Reprodução)
Arte ilustrativa (Reprodução)

 

Desde o advento do bolsonarismo, o brasileiro quebra a cabeça com as concepções de “esquerda” e “direita”, sem descuidar do “centro” com as suas oscilações pendulares, “pra lá… para cá… pra lá, pra cá, pra lá”, como na musiquinha infantil. A Folha de S.Paulo até criou um teste on-line prometendo ajudar a resolver crises ideológicas de identidade. Usei a ferramenta, mas fiquei encafifado com a resposta. Segundo o jornal, eu seria de “centro-esquerda”: esquerda na pauta de costumes e liberal em temas econômicos.

Faz algumas semanas – embora obstinado a comprar apenas livros digitais, para fazer jus ao investimento no Kindle –, adquiri, em papel, Direita e Esquerda – razões e significados de uma distinção política, de Norberto Bobbio. Finalizada a leitura, apaziguei-me. A inquietação tem razão de ser, e eu, que nem entendo do assunto, estava certo: não existem dois lados definidos, delimitados em bolhas homogêneas. São várias as direitas e esquerdas, todas flutuantes no tempo e no espaço.

Extrema esquerda, esquerda moderada, centro-esquerda, liberais socialistas, progressistas, anarquistas, comunistas, socialistas, esquerda autoritária. Extrema direita, direita moderada, centro-direita, conservadorismo, teocracia, fascismo, liberalismo, nazismo, direita democrata. Do mesmo modo, as bandeiras partidárias, muito além da simples alteração do nome – Arena, PDS, PFL, Democratas, União Brasil – tremulam ao sabor dos ventos definidores de suas pautas no tabuleiro do jogo do poder.

Quando pesquisei sobre o perfil dos proprietários do O Mossoroense, na primeira fase do periódico – 1871 a 1876 –, observei que eles eram filiados ao Partido Liberal, considerado vanguardista em oposição ao Partido Conservador. O PL assumia o papel da esquerda no século XIX, ao defender a abolição da escravatura, as eleições diretas, as liberdades religiosa, intelectual, política e individual. Agora, do lado de baixo do Equador, a mesma agremiação é associada ao extremo conservadorismo.

Lembrei-me agora do meu flerte com o comunismo. Foi por volta dos 11 anos de idade, quando o Brasil ainda vivia a ditadura iniciada com o golpe de 1964. O general João Batista Figueiredo presidia a Nação. Havia dois partidos principais, PDS e PMDB, que, em Mossoró, todavia, desdobravam-se em quatro. De um lado, o PDS 1 de Tarcísio Maia e o PDS 2 de meu avô Vingt Rosado. Do outro, o PMDB que detestava os Rosados e o PMDB que, em agradecimento a eles pelo “Voto Camarão”, defendia o “Voto Cinturão”.

Devo explicar essa história de “Camarão” e “Cinturão” antes de retornar ao comunismo? Sim? Pois vamos lá! No pleito de 1982, o voto era vinculado, ou seja, o eleitor só podia sufragar candidatos do mesmo partido, dispostos assim na chapa eleitoral: governador, senador, prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereador. Tentando a reeleição a deputado federal, Vingt queria, mas não podia pedir voto para os candidatos a governador e senador do PMDB, pois a mistura anularia a cédula.

A saída foi pedir o voto em branco para governador e senador. Como tais cargos estavam na cabeça da lista, surgiu o apelido “Voto Camarão”. Para constar, geralmente, arranca-se e não se come a cabeça desse saboroso crustáceo. Figueiredo, inclusive, foi a Mossoró para dizer que comeria camarão com cabeça e tudo. Não dobrou Vingt. Em contrapartida, os peemedebistas agradecidos pediam o “Voto Cinturão”, o sufrágio em branco para prefeito, cargo situado na cintura da cédula eleitoral.

De volta ao comunismo. Justamente naquela época, contei ao meu pai, Laíre Rosado, que decidira ser comunista, influenciado sabe-se lá por quem. Com a tranquilidade que lhe é peculiar, ele se dirigiu à prateleira – estávamos na biblioteca –, arrastou um livro da estante e me entregou dizendo: “Leia, aprenda o que é comunismo para ser um comunista consciente”. Não vou fingir costume. Entendi bulhufas! E, pior: nem me lembro do título. Só sei que era fininho e tinha na capa uma foto de Karl Marx.

Descobri, depois, que papai tinha a mania de difundir “obras subversivas”. Chegou a responder a um Inquérito Policial Militar (IPM) no 16º Batalhão de Infantaria Motorizado de Natal (16 RI), sob a acusação quase verdadeira de disseminar literatura de países da Cortina de Ferro no RN. Digo “quase” porque a intimação do Exército para esclarecer os fatos antecedeu – e frustrou – a chegada de livros que ele pedira, por carta, a embaixadas de vários países, sem observar se os governos eram de esquerda ou de direita.

Luiz Alves Neto, ex-preso político cuja companheira, Anatália Melo Alves, foi “suicidada” no DOPS do Pernambuco, contou-me que o seu ingresso no comunismo se deu, entre outros fatores, pela leitura de livros que Laíre lhe doou. As obras proibidas já não existem. Dona Iracema, uma das irmãs de Lulu, disse-me, em determinada ocasião, que enterrou tudo no quintal de casa ao receber a notícia de que o irmão militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) havia sido capturado.

Não aderi ao comunismo, apesar do apreço pelas leituras marxistas, incluindo o próprio Marx, Foucault e Bakhtin. Aliás, nunca desejei filiação partidária, ainda menos agora, diante da volatilidade do pensamento ideológico ocidental. Desde quando Bolsonaro reacendeu o orgulho da extrema direita, no Brasil, sufocando as outras direitas, lançaram-se luzes sobre a fragmentariedade do campo político. Assim, dizer-se esquerda ou direita soa ingênuo na liquidez da modernidade. Qual esquerda? Qual direita?

Se eu tivesse que me autodeclarar, dir-me-ia de esquerda moderada, aquela que admite a economia de mercado, sem, contudo, descuidar dos direitos dos trabalhadores e dos consumidores; que promove o bem-estar social por meio de políticas afirmativas, da defesa do meio ambiente, do provimento das necessidades básicas do ser humano; que faz justiça fiscal, a partir de políticas tributárias equitativas; que diverge dentro das leis e disputa o poder pelas vias democráticas.

A Folha quase acerta. Perdeu o gol por não perceber que, entre as barras laterais da trave existem fatores aquém e além do goleiro. Bem assim, nas páginas da história, não há somente a mancha de impressão entre as margens do papel. Há textos, subtextos, imagens. Gritos! Silêncios… Discursos, interdiscursos. Há subjetividades em trânsito por linhas e entrelinhas capazes de se refletir e se refratar, de convergir e de se opor, de morrer e de renascer – do nada como a onda autoritária que aterroriza o mundo democrático.

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Da série, faça você mesmo, seguem testes que prometem revelar o seu perfil ideológico:

1) //www1.folha.uol.com.br/poder/teste-esquerda-direita-centro/

2) //especiais.gazetadopovo.com.br/quiz-politico-ideologico/?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=dinamico&gad_source=1&gad_campaignid=20802200119&gbraid=0AAAAADlVTPeofzII6LYkj2-0wYz5Ono99&gclid=CjwKCAjwobnGBhBNEiwAu2mpFCOHdC3JIZRqir4tes-A2iKXlS-RxWYdE2j4roCIUyiSbciPCr_KXRoCQ6kQAvD_BwE

3) //infograficos.oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2024-esquerda-centro-ou-direita-descubra-seu-perfil-ideologico.html

Cid Augusto é jornalista, advogado, professor e poeta

Fátima junta simpatizantes e sua base política no fim de semana

Governadora dedicou agenda especial para interagir com forças políticas e amigos na região (Fotomontagem do BCS)
Governadora dedicou agenda especial para interagir com forças políticas e amigos na região (Fotomontagem do BCS)

Andar é preciso.

A governadora Fátima Bezerra (PT) aportou o fim de semana em Mossoró/Tibau/Grossos.

Cumpriu agenda administrativa com entrega da pavimentação da avenida litorânea Dehon Caenga entre Tibau e Grossos, conversou com setores produtivos e, principalmente, reuniu-se com sua base política e outros convidados.

No sábado (18), na casa do advogado Lindocastro Nogueira. No domingo (19), na residência do casal Laíre Rosado-Sandra Rosado, ex-deputados federais. Ambos compromissos em Tibau, a 42 km de Mossoró.

Nas confrarias, além dos anfitriões, presenças ainda da vereadora Marleide Cunha (PT), ex-deputada estadual e ex-vereadora Larissa Rosado (PSB), ex-candidato a prefeito de Mossoró Lawrence Amorim (PSDB), reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) Rodrigo Codes, Franklin Robso (ex-candidato a vereador pelo Avante em Mossoró), ex-vereadora em Mossoró Carmem Júlia (MDB), ex-secretário de Educação do RN Pedro Almeida Duarte, jornalista social Chrystian de Saboya, deputada estadual Isolda Dantas (PT), deputado estadual Ivanilson Oliveira (UB), Tetê Bezerra (irmã da governadora) etc.

Andar é preciso.

Ex-deputado Laíre Rosado é internado e passará por cirurgia

Laíre Rosado, 72 anos, estava de plantão em UPA do Belo Horizonte quando foi preso por agentes da PF (Foto: Web)
Laíre Rosado tem cirurgia agendada para a próxima segunda-feira (Foto: Web)

Do Blog Saulo Vale

O médico e ex-deputado federal Laíre Rosado está internado na UTI do Hospital Wilson Rosado, desde a sexta-feira (23).

Exames de rotina apontaram necessidade de uma cirurgia de ponto de safena (cardíaca).

O procedimento cirúrgico está agendado para a próxima segunda-feira (26).

Saúde. Vai dar certo.

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Sandra Rosado anuncia que não será mais candidata

Do Blog Carol Ribeiro

Sandra Rosado participou de programa da TV Cabo Mossoró (Foto: Reprodução)
Sandra Rosado participou de programa da TV Cabo Mossoró (Foto: Reprodução)

Em entrevista concedida ao Conversa de Alpendre – programa da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, a ex-deputada e ex-vereadora Sandra Rosado (União Brasil) deixou claro: não vai mais disputar nenhum cargo político.

Frisa que é política por vocação, que vai fazer política até o último dia da vida, mas está em um momento muito especial. “Laíre (Rosado, seu marido e ex-deputado estadual e federal) vinha há muito tempo me convidando a viver a paz de não ter mandato”.

Sandra diz que hoje assiste ao contexto tenso da política nacional de forma tranquila. “Vejo determinados fatos e posições, pessoas que agridem, que se jogam numa luta muitas vezes que inclui traição, e eu pacificamente estou assistindo tudo isso”.

No programa, Larissa (filha e vereadora) e Sandra Rosado abriram as portas do apartamento onde mora a ex-deputada federal e conversaram com o jornalista Vonúvio Praxedes sobre a história política da família e mostraram um pouco do acervo que conta a trajetória. Assista na íntegra aqui.

Nota do Canal BCS – Sandra convenceu o pai Vingt Rosado (deputado federal por sete mandatos), que não a queria na política como candidata, a ser candidata. Foi vice-prefeita do tio Dix-huit Rosado, prefeita com a morte desse em 22 de outubro de 1996, três vezes deputada estadual, três vezes deputada federal e uma vez vereadora.

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Rosados sinalizam que podem ter nova “união” política

Em seu Twitter (rede social), o ex-deputado federal Laíre Rosado postou agora à tarde um resumo de “encontro casual” com os adversários Carlos Augusto Rosado (PP)-ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).Laíre fala de encontro casual com carlos e rosalba, com perspectiva de conversa sobre futuro 20-11-2022

Segundo ele, um tête-à-tête fugaz, “sem condições de avaliar o quadro político futuro de Mossoró.”

Porém, também salienta em sua postagem pública, “de qualquer forma, uma demonstração que podemos conversar sobre a sucessão futura do prefeito de Mossoró.”

Os dois grupos familiares ficaram separados e foram adversários por mais de 30 anos. Em 2016, a “união”. Que foi ótima pro sistema do casal ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado-Rosalba e, péssima, pro grupo de Laíre e da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB).

Em 2020, logo após as eleições municipais, cada um foi pro seu lado, com pesadas perdas, em face da derrota de Rosalba à reeleição.

Agora em 2022, o desabamento comum: foram derrotados e somaram votações humilhantes à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Mas, 2024 está bem aí, batendo à porta.

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Caminhos da política

Laíre faz relatos desconhecidos do público (Foto: arquivo)
Laíre faz relatos desconhecidos do público (Foto: arquivo)

Por Laíre Rosado (O Mossoroense)

O ex-senador Garibaldi Alves afirmou que rompeu política e familiarmente com o ex-deputado Henrique Alves. Quando do rompimento de Carlos Augusto com os tios, Dix-huit declarou que, em política, o primeiro que apodrece é o sangue. Na aliança política entre familiares o vínculo se mantém enquanto atende ao interesse de todos.

Em 2006, Garibaldi nos fez passar por vexame semelhante ao que está expondo Henrique. Acreditava que o apoio de Rosalba Ciarlini era fundamenta para sua eleição ao Senado. Foi assim que, pelo telefone, marcou encontro comigo e com Sandra, em nosso apartamento na capital do estado, no cruzamento das ruas Antônio Basílio com Rui Barbosa.

Uma visita do grande líder Garibaldi deveria ser motivo de alegria, mas não foi o que aconteceu. Depois dos cumprimentos iniciais, sem arrodeio, disse que estava precisando do apoio da ex-prefeita de Mossoró e avisava que eu e Sandra, então deputada federal, deveríamos buscar outro partido, deixando o PMDB, partido a que estávamos filiados há vários anos. De maneira enfática, repetiu que não teríamos mais espaço para disputar novas eleições filiados ao partido onde tivemos grandes vitórias.

Ponderei que poderíamos conviver com Rosalba em um mesmo partido. Não havia necessidade de cancelamento de nossa filiação ao PMDB, partido que amávamos e onde nos sentíamos confortáveis. Pedi somente que, caso ele concordasse, queria que o anúncio dessa nova composição fosse feito por nosso intermédio, para evitar uma reação maior dos correligionários. Fiquei surpreso com a reação de Garibaldi, afirmando não havíamos entendido sua decisão e que tínhamos que sair do PMDB. E completou, quanta ironia meu Deus, que entenderia qualquer posição que assumíssemos.

Perguntei sobre o diretório municipal do PMDB em Mossoró e ele respondeu que esse assunto não era mais de minha responsabilidade. Perguntei ainda se Rosalba assinaria ficha de filiação partidária e, mais uma vez, ele não me respondeu. Sempre fui muito tranquilo em minhas reações emocionais, mas não suportava a decepção profunda que tomou conta de Sandra

NÃO PROCUREI O DEPUTADO HENRIQUE ALVES acreditando que, mesmo se não concordasse com Garibaldi, não o enfrentaria, quando a justificativa era sua eleição ao Senado. Procuramos Geraldo Melo, além de correligionário, nosso amigo, com provas de solidariedade desde o tempo de Vingt Rosado. Contamos da visita de Garibaldi e ele demonstrou perplexidade, sem querer acreditar no que estava ouvindo. Perguntou se nós concordaríamos em um novo encontro, dessa vez com a sua presença. Geraldo seria candidato ao Senado nessas eleições e tinha interesse em manter unido a base de apoio. Viajei até Brasília e, no apartamento de Sandra, conversamos novamente com Garibaldi, com a participação de Geraldo Melo.

Sandra deixou um muito claro a Garibaldi que estávamos atendendo a uma sugestão de Geraldo, mas não acreditava que Garibaldi reconsiderasse sua decisão de não nos querer no PMDB. Em poucos minutos, diante da frieza e Garibaldi, Geraldo foi acometido de uma crise de enxaqueca que o obrigou a usar medicamentos para concluir o diálogo.

Não havendo mais nada a acrescentar, Garibaldi despediu-se de mim e de Sandra e convidou Geraldo para descerem juntos no elevador, para analisar algum detalhe da conversa, disse ele. Geraldo lhe respondeu que, diante das colocações que havia escutado, não havia mais espaço para nenhuma conversa.

Foi então que Sandra, olhando para os dois, disse “Geraldo, hoje, nós somos os traídos, mas amanhã você é quem será enganado por Garibaldi. Há indícios seguros de que ele já fechou com a candidatura de Rosalba Ciarlini ao Senado.” Ao que parece, Geraldo imaginou essa hipótese inteiramente impossível, mas foi o que aconteceu.

Poucos dias depois de Garibaldi formalizar o apoio a Rosalba como candidata ao Senado, encontramo-nos com Geraldo que foi se dirigindo a Sandra e afirmando, “amiga, você tinha toa razão. E eu não quis acreditar que isso pudesse acontecer”.

No final, Sandra foi reeleita deputada federal. Rosalba foi eleita senadora, com o apoio de Garibaldi. Geraldo não conseguiu voltar ao Senado e o próprio Garibaldi foi derrotado por Wilma de Faria, eleita governadora do estado. Passado o período eleitoral, Garibaldi chegou a reconhecer que tinha cometido um erro político ao trocar o apoio de Sandra e Laire por Rosalba e Carlos Augusto. Não somente por conta de votos, mas pelo desequilíbrio que isso provocou em Mossoró e Região Oeste.

Quem sabe, no futuro Garibaldi Alves volte a admitir ter incorrido em outro erro político, desta vez mais grave que o primeiro. Afinal de contas, como ele mesmo declarou, é um rompimento familiar e político.

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Lembranças da campanha eleitoral de 1988

Por Odemirton Filho 

Aqui ou acolá, boquinha da noite, eu vou à Casa Guaxinim, ali, na rua do antigo Horto Florestal, ouvir uma boa música e tomar uma. É um local agradável, na beira do rio Mossoró.

Fica vizinho ao “Sítio Cantópolis”, local de reunião da ex-prefeita Rosalba Ciarlini com os seus correligionários, principalmente, na época das campanhas eleitorais.

Rosalba participou de sua primeira campanha vitoriosa em 1988, como nesse comício em agosto daquele ano (Foto: reprodução BCS)
Rosalba em sua primeira campanha em 1988, como nesse comício em agosto daquele ano (Foto: reprodução BCS)

Pois bem. Dias desses, estando na Casa Guaxinim, lembrei-me da campanha eleitoral de 1988 à prefeitura de Mossoró.

Naquele ano, o resultado da eleição foi o seguinte:

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%). (Fonte Blog Carlos Santos).

Entretanto, a campanha eleitoral que terminou com a vitória de Rosalba Ciarlini não foi fácil. Na realidade, foi disputada e emocionante, inclusive nos bastidores. Porém, trago ao leitor, tão somente, as minhas lembranças.

O favorito era Laíre Rosado, genro do deputado federal Vingt Rosado. À época, o prefeito de Mossoró era Dix-Huit Rosado. Dix-Huit apoiou a candidatura de Rosalba, Vingt, a de Laíre.

A campanha eleitoral “pegou fogo”. Eu, no junho da minha vida, gostava de ver os comícios com os amigos. Juntos, saíamos numa camionete ou num Jeep. Era bebida até altas horas.

As campanhas eleitorais de antigamente não tinha tanto rigor, pois as leis eleitorais eram mais brandas. Era permitida a contratação de atrações musicais, muitas de prestígio nacional, para animar os comícios. Os trios elétricos sonorizavam as passeatas, o povo numa alegria só.

Havia a distribuição de bebidas, lanches, camisas e bandeiras para animar a galera. Aliás, existia leitor que, não se não ganhasse uma camisa, não votava no candidato. Muitos eleitores gostavam de “arengar” uns com os outros, não muito diferente dos dias de hoje. Alguns, apostavam nos seus candidatos.

Rosalba Ciarlini, a cada pesquisa, conseguia diminuir a vantagem de Laíre Rosado. Então, faziam-se mais e mais comícios. Mais e mais atrações musicais. Uma verdadeira multidão acompanhava as passeatas e os comícios de ambos os lados. A maioria das pessoas, na verdade, gostava era da folia.

Lembro-me de dona Edith Souto acompanhando as passeatas sentada sobre o capô de um Opala. Dos ônibus levando os eleitores pra lá e pra cá. Dos comícios no Largo da Cobal, do Jumbo, na Coelho Neto e no Ferro de Engomar. Quando se recepcionava alguma autoridade “de fora”, o governador por exemplo, a passeata saía do Aeroporto de Mossoró. A concentração “pra descer o alto” era na Churrascaria o Laçador, onde o pessoal já “carregava as baterias”.

Ah, também não se pode esquecer da “Força Jovem”, um braço forte na campanha eleitoral de Rosalba. Uma ruma de rapazes e moças. A turma animava pra valer. Na adolescência, eu ia a todos os comícios, dependendo, é claro, da atração musical.

Jingles animavam os comícios de Rosalba Ciarlini. “Vote, vote, vote pra ganhar, é a força do povo que vai governar”. Doutro lado, a música “Ilariê”, tocava nos comícios de Laíre Rosado. A candidatura do PT, também, tinha o seu jingle: “Chagas Silva, Zé Estrela, tome nota pra votar”.

Foram quase três meses de campanha eleitoral. Um “moído” medonho. Terminada a eleição, escutamos, ansiosos, a apuração pelo rádio. Mas não deu outra. No final da contagem dos votos, Rosalba Ciarlini venceu Laíre Rosado.

Ainda me Lembro do mar de gente descendo a avenida Presidente Dutra. Uma verdadeira festa. “Uma surra de saia”! Como diziam alguns homens vestidos com essa roupa no comício da vitória.

Foi uma deliciosa página da minha juventude.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Lawrence sofre ataque antecipado em disputa que só ocorrerá em 2022

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade), consegue um feito incomum nesses tempos de mudança no protagonismo da política de Mossoró.

Em menos de 72 horas, ele foi alvo de sete postagens em sequência, o atacando, em uma única página virtual controlada pelo rosalbismo.

Nome que se encaminha à ocupação de espaço, Lawrence começa a ser atacado cedo e freneticamente (Foto: Marcos Garcia/De Fato/Arquivo
Nome que avança à ocupação de espaço, Lawrence é atacado freneticamente (Foto: Marcos Garcia/De Fato/Arquivo

Superou até mesmo o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), vítima diária e obrigatória de notas/matérias/comentários depreciativos em endereços anônimos (fakes), onde não se poupa sequer sua família e honra pessoal. Coisa da esgotofera.

A blitz contra Amorim tem uma explicação ou, justificativa, para quem a promove: o vereador é pré-candidato à Câmara Federal e deverá polarizar com o rosalbista e atual federal Beto Rosado (PP) em Mossoró. Prioridade é desmanchá-lo antecipadamente.

Na campanha de 2018, Beto não teve adversário direto equivalente em Mossoró e empalmou 16.241 (14,79%) votos. Tinha atrás de si a superestrutura da municipalidade, onde sua tia-afim Rosalba Ciarlini (PP) estava aboletada. Foi o mais votado. O segundo colocado foi Natália Bonavides (PT) com 11.558 (10,53%) votos.

Lawrence Amorim ficou em terceiro com 10.153 (9,25%) votos, ou seja, apenas 6.088 votos a menos do que Beto.

O embate caseiro entre os dois mossoroenses à Câmara dos Deputados promete esquentar em 2022. Entretanto, será diferente do que ocorreu durante várias eleições.

Rosado x Rosado

A partir de 1994, quando o antagonismo no mesmo campo político local já era estritamente familiar – entre Rosado x Rosado -, as duas bandas da família que se dividiu a partir dos anos 80 tiveram frente a frente os primos Laíre Rosado (PMDB) e Betinho Rosado (PFL). Ambos saíram vitoriosos na luta federal.

A fórmula deu certo para os dois lados ainda em várias eleições: em 1998 (Laíre e Betinho), 2002 (Sandra Rosado e Betinho), 2006 (*Sandra e Betinho*) e 2010 (Sandra e Betinho). Começou a ruir em 2014, quando  Sandra não se reelegeu após três mandatos consecutivos e Betinho não pode concorrer devido impedimento legal, colocando o filho Betinho Segundo, o “Beto” Rosado, em seu lugar.

A anemia eleitoral acabou se agravando em 2018. Sandra sequer tentou retornar à contenda (já cooptada pelo grupo familiar adversário) e Beto conseguiu novo mandato em meio a ruidosa celeuma judicial, conhecida como “Caso Kerinho” (veja AQUI).

Que venha agora 2022.

  • Em 2006, Betinho não se reelegeu, mas foi beneficiado com o falecimento do reeleito Nélio Dias (PP) em 20 de julho de 2007, assumindo a titularidade.

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Ex-deputada recebe alta após apreensão com a Covid-19

Larissa e Sandra: boa nova (Foto: redes sociais)
Larissa e Sandra: boa nova (Foto: redes sociais)

A ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) recebeu alta hospitalar nesse sábado (6).

Estava internada no Hospital Wilson Rosado (HWR) com Covid-19.

Ela estava em tratamento desde o dia 22 passado, assim como o marido (médico) e também ex-deputado federal Laíre Rosado.

Fazendo parte do grupo de risco em decorrência da hipertensão e do diabetes, ela foi internada preventivamente na segunda-feira (1º) – veja AQUI, seguindo orientação médica. Laíre teve sintomas leves e não precisou de igual cuidado especial.

Nas suas redes sociais, a vereadora e filha de Sandra e Laíre, Larissa Rosado (PSDB), deu a boa notícia e comemorou a recuperação dela.

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Ex-deputada Sandra Rosado é internada com Covid-19

Laíre, Larissa e Sandra: preocupação (Foto: redes sociais)
Laíre, Larissa e Sandra: preocupação (Foto: redes sociais)

Em postagem em suas redes sociais, a vereadora Larissa Rosado (PSDB) comunica que seus pais e ex-deputados federais Laíre Rosado e Sandra Rosado estão com Covid-19. No caso de Sandra, maior preocupação.

Veja abaixo o que Larissa postou, com texto subscrito também por seus irmãos Lahyrinho Rosado Neto e Cid Augusto:

Queremos dividir com vocês notícias sobre a saúde de nossos pais, Laíre e Sandra Rosado, que estão em tratamento contra a Covid desde 22 de fevereiro.

Nosso pai apresenta apenas sintomas leves. Nossa mãe também, mas, fazendo parte do grupo de risco em decorrência da hipertensão e do diabetes, foi internada preventivamente ontem à noite no hospital Wilson Rosado, seguindo orientação médica.

Ela passa bem, respira sem a necessidade aparelhos e deve ter alta nos próximos dias.

Agradecemos a todos pelas orações e palavras de conforto. Do mesmo modo, nossa família está solidária e ora por todas aquelas que enfrentam o drama da pandemia.

Cid, Larissa e Lahyre.

Nota do Blog – Estamos na torcida pela recuperação de ambos e, também, na fé e luta por todos, dos mais conhecidos e próximos àquelas pessoas anônimas.

Amém!

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Sandra Rosado reúne governismo em torno de Ezequiel Ferreira

O presidente do PSDB no RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, registrou em suas redes sociais a estada em Tibau (42 quilômetros de Mossoró), para almoço promovido pela vereadora mossoroense e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB). O evento social e político aconteceu nesse domingo (19)

Sandra, Laíre, Rosalba, Ezequiel e Larissa posam para fotos em evento nesse domingo em Tibau (Foto: redes sociais)

“Encontro de veraneio com amigos e lideranças do Oeste Potiguar. Agradecer a amiga e ex-deputada Larissa Rosado, a vereadora Sandra Rosado, Laíre Rosado (ex-deputado federal) e Lahyrinho Rosado (secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró) pela recepção”, postou o parlamentar.

“Hoje conversamos e abraçamos os amigos deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB), deputado federal Beto Rosado (PP), ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP), os vereadores João Gentil (Rede), Maria das Malhas (PSD), Emílio Ferreira (PSD), Zé Peixeiro (PTC), Francisco Carlos (PP), o ex-prefeito de Baraúna Aldivon Nascimento e o vice-prefeito Robertão”, acrescentou.

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Juiz absolve Laíre, Sandra e Larissa, mas condena seis

Saiu a sentença em primeiro grau quanto à denúncia sob o número 0000862-84.2015.4.05.8401 (veja AQUI), ajuizada junto à 10ª Vara da justiça Federal em Mossoró, pelo Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2015.

Laíre, Larissa e Sandra tiveram sentença favorável em caso bastante polêmico (Foto: De Fato)

O juiz titular dessa vara, Lauro Henrique Lobo Bandeira, inocentou as ex-deputadas federal e estadual Sandra Rosado (PSDB) e Larissa Rosado (PSDB), além do ex-deputado federal Laíre Rosado – por ter 70 anos e os crimes atribuídos a ele terem prescritos.

Ao todo, 15 pessoas tinham sido denunciadas pelo MPF. Porém o juiz condenou seis delas, que têm direito a recurso judicial. A decisão do magistrado foi prolatada na quarta-feira (18) e publicada nessa quinta-feira (19).

Condenados

– Francisco Andrade da Silva Filho (ex-marido de Larissa) – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

– Maria Goreti Melo Freitas Martins: Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

Andrade: reclusão (Foto: reprodução)

– Manuel Alves do Nascimento Filho – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

– Maria Alves de Sousa Cavalcante – Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

– Damião Cavalcante Maia – Cinco anos e seis meses de reclusão e pagamento de multa relativa a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

– Maria Melo Forte Cavalcante- Quatro anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 100 (cem) dias-multa.

O caso

De acordo com o MPF, o total dos desvios, em valores atualizados à época da denúncia, passariam de 2,7 milhões. As investigações do Ministério Público Federal se inciaram a partir de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS).

O trabalho realizado pelo Denasus apontou diversas irregularidades nas licitações deflagradas para utilização dos recursos repassados por meio de convênios, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Vingt Rosado e Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (APAMIM), instituições vinculada à família de Laíre Rosado, Sandra e Larissa.

Veja AQUI síntese da denúncia e qual seria o papel de cada um no esquema, segundo apontou o MPF.

Veja AQUI a sentença na íntegra.

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Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição

Prefeita de Mossoró pela quarta vez, Rosalba Ciarlini (PP) repete um cacoete que virou marca de sua gestão e está adesivada à sua vida pública como nódoa: ela é incansável e sistemática em se desviar da verdade, sintoma clássico da “mitomania”. Com o tempo, a psicopatologia só se agravou. Contamina inclusive seu grupo e auxiliares próximos. Quem não mente, esquiva-se da imprensa para não ter que mentir.

Já em pré-campanha para tentar seu quinto mandato como prefeita, Rosalba enfrenta descrédito atestado até mesmo em pesquisa de opinião pública. “Para 60% dos ouvidos ela não fala a verdade”, apontou Pesquisa Seta/Blog do Barreto (veja AQUI), veiculada dia 17 de abril deste ano.

Sua palavra virou risco nágua. Na dúvida, melhor não acreditar. Os antecedentes a condenam.

No atual governo, prometeu enxugar número de cargos comissionados “em até 50%”, mas amplificou o quadro de contratados para números que hoje quase ninguém é capaz de numerar (veja AQUI). Algum vereador governista saberia afirmar quantos cargos em comissão existem na municipalidade? Alguém da imprensa arriscaria? Do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou Ministério Público? Seriam 600, 700, 800, 900, mil? Quem sabe?

Família em primeiro lugar

Garantiu que faria uma reforma administrativa, mas acabou criando nova secretaria (com mais 41 cargos), além de empregar dois filhos e outros familiares no município. Virou notícia nacional: Rosalba segue luta contra desemprego (em sua família). Tentou, por exemplo, aboletar uma irmã em cargo na Cultura, sem sequer publicar portaria correspondente. Mas foi flagrada e teve que recuar: Irmã de Rosalba assume cargo sem portaria; prefeitura nega.

Folha de São Paulo tomou Rosalba como um dos péssimos exemplos no início de novas gestões - janeiro/2017 (Reprodução)

É a mesma gestora que tentou se apropriar da retomada dos voos comerciais diários no Aeroporto de Mossoró, numa manobra para usurpar o mérito do então governador Robinson Faria (PSD) e outros atores: Rosalba volta a assumir realização que não lhe pertence.

Alardeou que 400 cirurgias ortopédicas seriam feitas mensalmente, sob a batuta da prefeitura, em parceria com o Governo do Estado. Outra ação meia-boca. Pouco mais de 166 foram realizadas em cerca de dois meses e até hoje esse compromisso nunca deslanchou. Leia: Prefeitura vai dizer por que não começou cirurgias eletivas.

Educação, saúde e cultura de “referência”

É a prefeita que chegou a discursar no dia 26 de dezembro de 2017 em evento do segmento empresarial, atestando que “Mossoró é uma referência em educação, saúde e cultura no país“. Até hoje repete essa invencionice. Leia: Relatório prova sucateamento de sistema de Saúde de Mossoró. Leia: Desabastecimento de remédios é situação generalizada.

Mandou publicar no dia 30 de dezembro de 2017, que com sua influência tropas federais desembarcariam em Mossoró, à melhoria da segurança pública (veja AQUI). Ninguém lhe avisara que essa era uma prerrogativa do governador do estado, que a usou. Valeu a máxima do se colar, colou.

Praça Vigário Antônio Joaquim foi "obra" denunciada sem contestação por esta página há poucos dias (Foto: BCS)

Mal começou 2018 e saiu por aí assinando ordens de serviços e divulgando que estaria entregando mais de 65 obras. Era ano eleitoral, só para refrescar a memória. Algumas delas não se têm notícia de que tenham sequer começado. Há casos de “realizações” que não passam de gambiarras e umas estão paradas ou quase parando.

Há casos emblemáticos. Dois deles o Blog Carlos Santos documentou à semana passada: o lengalenga nebuloso de duas obras na mesma praça Vigário Antônio Joaquim no centro da cidade, inconclusas há mais de um ano e seis meses (veja AQUI AQUI) e a Celso da Costa Rêgo (veja AQUI), no Conjunto Liberdade I (Alto do Sumaré).

500 empregos em milhares de enganados

Ano passado, entre outros ‘feitos’, pulverizou na imprensa e redes sociais que a indústria Revestimentos Cerâmicos Ltda. reabria sua produção e ofereceria 500 empregos diretos e indiretos (veja AQUI), como se suposta recuperação judicial da empresa – que até hoje não se consumou, fosse mérito de seu governo. Tudo não passou de um engodo com foco eleitoral, visto que seu filho Kadu Ciarlini (PP) era candidato a vice-governador.

Milhares de pessoas fizeram fila para entregar currículo à municipalidade, sem saberem que estavam sendo enganadas.

Em ano eleitoral, como 2018, a promessa de 500 empregos ludibriou milhares de pessoas (Foto: PMM)

Anote nesse rol de faz-de-conta, a propaganda do salário em dia e valorização do servidor. Nenhuma das duas tem amparo na realidade. O pagamento remuneratório continua fatiado de um mês para o outro. Reajuste do piso do professorado ficou abaixo de 4,17%, mas prefeita vende tese de que cumpre a lei. Foi desmentida.

Sistematicamente se recusa a receber sindicatos e comissões de funcionários municipais.

Sem puxar muito a memória, logo aparece a imagem da então governadora Rosalba (2011-2014) posando ao lado de quadro com maquete do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão). Ludibriou milhares de eleitores-torcedores de Potiguar e Baraúnas, antes do pleito municipal de 2012. Não botou sequer uma pá de cal por lá. É o maior estelionato eleitoral que Mossoró testemunhou.

Maquete foi apresentada em outubro de 2011, se transformando no maior estelionato eleitoral de Mossoró (Foto: arquivo)

O Teatro Lauro Monte Filho foi outra “melada” da mesma época (veja AQUI). Juntou o mundo cultural no prédio onde funcionara o Cine-teatro Cid, assinou ordem de serviço e espalhou divulgação. Quem fez de verdade o empreendimento foi o governador Robinson Faria.

Com outra campanha próxima, é previsível que a prefeita volte a tirar da cartola uma série de promessas, como a duplicação da Avenida Francisco Mota (que anuncia desde o século passado) e despoluição do rio Mossoró (do mesmo século).

150 milhões e avalanche de ordens de serviço

Difícil, contudo, que encontre algo mais surreal  do que levantou em sua primeira campanha eleitoral em 1988, contra o então deputado estadual Laíre Rosado (marido de sua aliada de hoje, vereadora Sandra Rosado-PSDB): prometeu fim da inflação que cumulativamente atingiu a 1.037,56% àquele ano no Brasil.

Com expectativa de ter R$ 150 milhões em empréstimo, tudo pode acontecer. Tecnicamente é pouco provável que possa concluir algum empreendimento em 2020, mas a enxurrada de ordens de serviços deve ser o forte na construção dessa narrativa. Em 2018, o enredo prometia mais de 65 obras. Agora, faça as contas…

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Exposição lembra na AL os 30 anos da Constituição do RN

Mostra foi aberta hoje (Foto: João Gilberto)

Os 30 anos da Constituição do Rio Grande do Norte estão sendo lembrados com uma vasta programação iniciada hoje (terça-feira, 08) pela Assembleia Legislativa e um dos pontos altos é a mostra fotográfica que retrata os 27 deputados que exerciam mandato à época.

A exposição foi aberta oficialmente pelo presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e acontece no Salão Nobre Iberê Ferreira de Souza.

Entre os 27 constituintes, quatro parlamentares exercem mandato na atual legislatura, é o caso de José Dias (PSDB), Vivaldo Costa (PSD), Raimundo Fernandes (PSDB) e Getúlio Rêgo (DEM). Além destes, atuaram durante a Constituinte de 89 os deputados Amaro Marinho; Ana Maria Cavalcanti; Arnóbio Abreu; Carlos Augusto Rosado; Carlos Eduardo Alves; Cipriano Correia; Francisco Miranda; Gastão Mariz; Irami Araújo; José Adécio; Kleber Bezerra; Laíre Rosado; Leônidas Ferreira; Manoel do Carmo; Nelson Freire; Nelson Queiroz; Patrício Junior; Paulo de Tarso Fernandes; Paulo Montenegro; Ricardo Motta; Robinson Faria; Rui Barbosa e Valério Mesquita.

A exposição segue aberta até a próxima sexta-feira (11), no horário das 8h às 15h.

Após essa data, poderá ser visitada no Memorial da Casa.

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Veja números de quatro eleições de Rosalba à prefeitura

Veja os números finais das quatro eleições municipais de Mossoró, em que a atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita.

Rosalba participou de sua primeira campanha em 1988, como nesse comício em agosto daquele ano (Foto: reprodução)

Foram quatro disputas e quatro vitórias, que começaram em 1988, ou seja, há 31 anos.

Os dados fazem parte de um cabedal de informações e postagens analítico-opinativas do Blog Carlos Santos sobre a política paroquial, para alimentar o bom debate.

Eleições 2016

– Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
– Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
– Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
– Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
– Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
– Branco – 2.974 (2,06%)
– Nulo – 9.416 (6,54%)
– Válidos – 131.988 (91,40%)
– Eleitores Aptos – 167.120
– Abstenção – 22.683 (13,59%)
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Eleições 2000

– Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
– Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
– Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
– Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
– Brancos – 1.757 (1,59%);
– Nulos – 4.395 (3,97%);
– Abstenção – 17.168 (13.42%)
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Eleições 1996

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
– Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
– Brancos – 1.549 (1,69%);
– Nulos – 3.802 (…);
– Abstenção – 17.227 (15.08%)
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Eleições 1988

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Abstenção – 5.180 (…%);
– Maioria Pró-Rosalba Ciarlini – 7.081 (9,5%).

Leia também: “Efeito Peixoto” pode tornar muito possível vitória de Rosalba.

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“Vício processual” anula sentença contra Sandra e outros réus

HMAC/CSDR é o foco da polêmica que virou processo anulado hoje no TRF5 em Recife (Foto: HMAC)

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede Recife-PE, acaba de anular sentença condenatória contra a vereadora e ex-deputada federal mossoroense Sandra Rosado (PSDB) e outros quatro réus. A decisão foi à unanimidade, em sessão à tarde desta terça-feira (26).

Relator da matéria, o desembargador Lázaro Guimarães acolheu arrazoado da defesa que apontava para a existência de “vício processual” insanável na sentença em primeiro grau, prolatada pelo juiz da 8ª Vara Federal de Mossoró, Orlan Donato Rocha (veja AQUI), em 10 de maio de 2017. Houve “nulidade absoluta” da decisão anterior, ou seja, integralmente.

Lázaro Guimarães foi acompanhado no voto pelos demais componentes da Quarta Turma, desembargadores Rubens Canuto e Élio Siqueira.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) apontava que a partir de emenda orçamentária de Sandra Rosado na Câmara Federal, no exercício de 2002, teria ficado materializado “um conluio” para desvio de R$ 719.779,00 de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A verba era destinada à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), administrados pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) – controlada pelo grupo familiar da parlamentar.

Emenda em 2002

A defesa de Sandra e outros réus, feita pelo advogado Marcos Lanuce, já tinha assinalado na primeira instância (8ª Vara Federal) que ela não poderia ser tratada como ré. Apontara que à época do manejo da emenda, “a parlamentar tinha mandato na Assembleia Legislativa e não na Câmara Federal. Isso estava bastante claro”, comentou o advogado há poucos minutos em entrevista ao Blog Carlos Santos.

A emenda na verdade tinha sido alocada pelo então deputado federal Laíre Rosado (então no PMDB), marido de Sandra, que em 2002 não tentou a reeleição. Ele foi candidato a vice-governador na chapa de Fernando Freire (PPB), sendo derrotado pela chapa Wilma de Faria (PSB)-Antônio Jácome (PSB). Já Sandra concorreu à Câmara Federal, só assumindo mandato em fevereiro de 2003.

Sandra tinha sido condenada a nove anos e dois meses de prisão. Os demais condenados em primeira instância, que a exemplo dela foram beneficiados pelo julgamento de hoje, são Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado; Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado; Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto; e Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos em regime aberto.

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Falece em Natal a jornalista e advogada Ilná Rosado

Ilná Rosado (Foto; Web)

Faleceu nesse sábado (09) em Natal a jornalista e advogada Ilná Rosado.

Ela teve uma perfuração de intestino decorrente de problemas com uma alça.

Fez a cirurgia mas como já tinha a saúde debilitada, acabou surgindo um processo infeccioso que a levou a óbito.

Ilná era irmã do médico-advogado, ex-deputado estadual e ex-deputado federal Laíre Rosado, além dos médicos Laete Rosado e Lairson Rosado, ambos já falecidos.

Seu velório começa às 7h no Centro de Velório São José em Natal e missa às 15h.

O sepultamento acontecerá no Morada da Paz em Emaús (Parnamirim), às 16h.

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Falece em Mossoró o médico Laete Gurgel Rosado

Laete: sepultamento hoje (Foto: Web)

Faleceu à madrugada deste domingo (23), no Hospital Wilson Rosado (HWR) em Mossoró, o médico Laete Gurgel Rosado, 73.

Seu velório acontece no Centro de Velório Sempre, à Rua Melo Franco, 197, Bairro Doze Anos, próximo à unidade do Tiro de Guerra.

O sepultamento acontecerá às 16 horas de hoje no Cemitério São Sebastião, Centro.

Laete estava internado há vários dias, enfrentando um câncer.

Era irmão dos médicos Lairson (falecido), Laíre e jornalista e advogada Ilná.

Que descanse em paz.

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Depois de eleger quatro deputados, Mossoró tenta ‘voltar’ à AL

Mossoró já chegou a determinar a eleição de quatro deputados estaduais num único ano. Foi em 1974, há 44 anos. Um feito raro. Poderá ser repetir este ano? Difícil.

Mas não será por falta de candidatos, pois pelo menos 21 nomes originários do município, em diversos partidos, foram inscritos à disputa de assentos na Assembleia Legislativa do RN neste ano.

Assis Amorim (Caricatura de Túlio Ratto)

Ao longo de décadas, a cidade sempre teve nomes na Assembleia Legislativa, o que não ocorreu em 2014. À ocasião, não elegeu ninguém.

Os dois deputados que tentaram a reeleição à época, Larissa Rosado (PSB, hoje no  PSDB) e Leonardo Nogueira (DEM), não obtiveram êxito. Uma engenharia política posterior é que permitiu que Larissa, como suplente, fosse empossada e efetivada em 2017.

Quatro nomes

Em 1974, foram eleitos João Newton da Escóssia (Arena) e Alcimar Torquato (Arena), com apoio do deputado federal Vingt Rosado (Arena). O primeiro, cunhado do parlamentar; o segundo, natural de Luís Gomes, mas que há mais de uma década atuava na medicina local.

Luís Sobrinho (MDB) e Assis Amorim (MDB), apoiados pelo ex-governador cassado Aluízio Alves (MDB), também foram eleitos no mesmo ano a partir de Mossoró.

Eleitos de 1974 a 2014  tendo Mossoró como base

1974 – João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho;

1978 – Carlos Augusto Rosado

1982 – Jota Belmont e Carlos Augusto Rosado

1986 – Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado

1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado

1994 – Frederico Rosado e Francisco José (pai)

1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini

2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini

2006 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2010 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2014 – Nenhum.

Em 1974, de “lambuja”, ainda aconteceu a reeleição do médico Dalton Cunha (Arena). Era mossoroense da gema, mas tinha como base principal de votos o município de Apodi e adjacências.

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Mossoró volta a ter dois nomes a vice em disputa por governo

A campanha estadual deste ano no Rio Grande do Norte traz uma novidade que não ocorria há vários pleitos.

Outra vez, duas chapas ao Governo do Estado trazem nomes a vice oriundos de Mossoró. Ocorrera em 2002, ou seja, há 16 anos.

Em 2018, Carlos Eduardo Alves (PDT) tem como vice o filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Kadu Ciarlini (PP).

Wilma, cabeça de chapa, venceu dois adversários que tinham conterrâneos como vice (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria (PSD) importou o empresário e ex-candidato a prefeito Tião Couto (PR).

Em 2002 foi assim

– Fernando Freire (PPB), governador, contou com deputado federal Laíre Rosado (PMDB) como vice. Obtiveram 404.865 votos (30,89%).

– O senador Fernando Bezerra (PTB) teve a companhia do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL). Somaram 261.225 votos (19,93%).

A chapa vencedora tinha uma mossoroense na cabeça: Wilma de Faria (PSB). O seu vice foi o deputado estadual Antônio Jácome (PSB), paraibano de Sousa.

Venceram com 492.756 votos (37,59%) no primeiro turno, indo para o segundo turno contra Fernando Freire-Carlos Augusto.

Segundo Turno

A chapa Wilma de Faria-Antônio Jácome empalmou 820.541 (61,05%) e a perdedora com Fernando Freire e Laíre Rosado não passou de 523.614 (38,95%).

“Eu vou vencer as eleições. Meus adversários são muito fracos”, previu Wilma de Faria em fase preliminar da campanha daquele ano, quando chegava para evento na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró, em interlocução com o empresário Genivan Batista.

Acertou em cheio.

Em 2006 ela obteve reeleição, tendo o deputado federal Iberê Ferreira (PSB) como vice.

Mas aí já é outra história.

Depois a gente conta.

Leia também: A “maldição” de ter vice de Mossoró (15 de junho de 2010). Nessa postagem, há mais de oito anos, traçamos um histórico de vice de Mossoró, que vem desde os anos 50, pós-regime do Estado Novo no país.

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Laíre Rosado deixa CDP do Apodi e vai para regime semiaberto

O ex-deputado Laire Rosado deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi e já está em seu apartamento em Mossoró. Saiu do CDP sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por volta de 18h10 deste sábado (30), em veículo de sua família.

Laíre atendeu apenados na prisão (Foto: arquivo)

À saída, teve a companhia da mulher-vereadora Sandra Rosado (PSDB), além dos filhos deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) e jornalista-advogado Cid Augusto.

Ele poderá trabalhar normalmente durante o dia, recolhendo-se à noite ao seu domicílio, ou seja, entre 5 e 20h.

No último dia 18 de junho, Laíre Rosado teve pena reduzida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), caindo de 11 anos e dois meses para 6 anos e 8 meses de prisão.

Condenação

O médico, ex-deputado federal e ex-deputado estadual Laíre Rosado Filho (PSB), 72 (28 de agosto de 1945), foi preso por volta de 12h20 de 22 de março deste ano, em Mossoró. Ele estava em serviço de plantão na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Raimundo Benjamim Franco, no bairro Belo Horizonte (veja AQUI).

O mandado de prisão foi expedido pela 7ª Vara da Justiça Federal do Mato Grosso. Deriva ainda do rumoroso caso denominado de “Máfia dos Sanguessugas”, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal em 2005.

No período de cárcere, Laíre Rosado participou de programa de remissão de pena, como a leitura de livros (com produção de resenha), cursos online e clinicou em favor de outros apenados. A propósito, quando estava à saída do CDP, vários detentos o aplaudiram.

Acompanhe o caso nos links abaixo:

Leia também: Ex-deputado tem rotina com leitura em prisão;

Leia tambémLaíre Rosado terá tratamento com “respeito e dignidade”;

Leia tambémLaíre Rosado é transferido de Mossoró para Apodi;

Leia tambémFamília de Laíre diz em nota que confia na justiça.

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“O Livro de Jô” é a companhia de Laíre Rosado no CDP

“O Livro de Jô – Uma biografia desautorizada” – volume I.

Esse é o livro que se tornou entretenimento diário do ex-deputado federal Laíre Rosado Filho, 72, na cela em que está preso desde a noite de 22 de março último, no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi (341 km de Natal e 79 de Mossoró, região Oeste do RN).

Leitor contumaz, Laíre debulha agora esse título com mais de 500 páginas, escrito pelo humorista, escritor e apresentador de televisão Jô Soares, junto com o editor e jornalista Matinaz Suzuki Júnior, da Companhia das Letras.

Ele também tem recebido visitas de advogado, familiares e poucos amigos.

Leia tambémPolícia Federal prende ex-deputado Laíre Rosado;

Leia tambémFamília de Laíre diz em nota que confia na justiça;

Leia tambémLaíre Rosado é transferido de Mossoró para Apodi;

Leia também: Laíre Rosado terá tratamento “com respeito e dignidade”.

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