O prefeito Álvaro Dias (Republicanos) foi vaiado numa noite de Carnaval em Natal, precisamente no domingo (19), no Baile das Kengas. O vídeo logo foi espalhado em escala industrial em redes sociais, mostrando o incidente.
Plateia vaia e empina o “L” (Foto: reprodução)
Na verdade, superdimensionamento programado e esperado. Nesse caso, a vaia não foi uma pura manifestação de insatisfeitos, mas de gente com outra preferência ideológica, gestual e de nomes.
Tão somente.
A vaia partiu de quem estava no local para vaiar mesmo, empinando o “L” (de Lula, do PT) com os dedos polegar e indicador.
O contrário, seria como esperar que a torcida do América exaltasse um jogador do ABC e vice-versa.
A pré-campanha a prefeito pelos lados do Partido dos Trabalhadores (PT) começou na capital do RN.
Há pressa em desconstruir Dias.
Compreensível.
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Para conquistar a Prefeitura do Natal, o Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Norte tem que melhorar muito, muito mesmo, seu desempenho na capital.
O histórico é ruim nas pelejas municipais de Natal.
Nas dez eleições municipais desde o início do processo de reabertura democrática do país, o PT teve desempenho que ficou longe do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura do Natal: 1985, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020. Em duas delas, sequer teve candidato, em 1985 e 1988.
*Essa foi a primeira eleição direta para prefeito da capital potiguar, após o fim da ditadura militar. *Wilma ainda tinha o sobrenome Maia, originário do casamento com o ex-governador Lavoisier Maia (PDS). *Garibaldi era deputado estadual e venceu seu primeiro pleito majoritário. *O prefeito à época, de ascensão indireta obtida durante o regime militar, era Marcos Formiga (PDS). *O PT não teve candidato a prefeito ou vice-prefeito. *A contenda eleitoral teve quatro chapas à prefeitura.
*Corrida eleitoral teve quatro chapas concorrendo à municipalidade. *O PT não teve candidato próprio à prefeitura, compondo chapa do PSB com Hugo Manso de vice.
1992
Henrique Alves (PMDB) – 39,32% (primeiro turno) e 49,79% (segundo turno)
Aldo Tinoco (PSB) – 26,98% (primeiro turno) e 50,21% (segundo turno) foi o vencedor
Ana Catarina Alves (PFL) – 21,35%
Júnior Souto (PT) – 6,89%
Pedro Lucena (PSC) – 5,45%
*Natal teve cinco candidatos a prefeito.
*Wilma de Faria (PSB) era prefeita e não existia o instituto da reeleição. Ela apostou à sua sucessão no engenheiro sanitarista Aldo Tinoco, imberbe em disputas, para vencer o favorito deputado federal Henrique Alves, a quem já tinha vendido em 1988. *Aldo Tinoco venceu o segundo turno por apenas 961 votos, num universo de 225.025 votantes no segundo turno. Ele somou 112.993 votos, enquanto Henrique chegou a 112.032 votos.
*Disputa teve ao todo sete candidatos à prefeitura.
* Carlos Eduardo foi reeleito. Chegou à prefeitura em 2002 com renúncia de Wilma de Faria (PSB) para concorrer e vencer Governo do RN.
*A capital potiguar chegou ao recorde de 13 candidatos a prefeito. * Álvaro Dias tinha sido eleito vice de Carlos Eduardo em 2016 e, com renúncia desse, para concorrer ao Governo do RN em 2018, cumpriu restante do mandato como titular e venceu o pleito de 2020.
O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão dedicou nesse domingo (20) – veja AQUI – longos minutos em reportagem especial dedicada ao perfil da senadora Simone Tebet (MDB-MT). A superexposição só reforça incômodo que sua presença e luz própria provocam em nomes influentes do PT.
Simone teve espaço privilegiado no Fantástico, quando destacou importância da Frente Ampla (Reprodução do Canal BCS)
A chamada Grande Imprensa começa a noticiar dificuldades até mesmo para ela ocupar espaço ministerial, como já aventado pelo presidente eleito Lula (PT).
“A composição do governo começa a gerar atritos em quem já pensa nas eleições de 2026. Setores no PT são contra a nomeação da senadora Simone Tebet, que participou ativamente da campanha de Lula no segundo turno, para o Ministério do Desenvolvimento Social (atual Cidadania)”, registra O Globo nesta segunda-feira (21).
O temor é que Tebet agigante-se e ganhe capilaridade social por todo o país, haja vista ser essa a pasta controladora de uma máquina de fazer votos: o Auxílio Brasil, que vai voltar a se chamar Bolsa Família. Tebet, por sua vez, não teria interesse nas pastas da Agricultura e da Educação.
A chamada “Frente Ampla”, consórcio suprapartidário denominado por Lula, que lhe deu apoio na campanha, será um balaio de gatos na luta por espaços e de olho nas futuras eleições.
Nota do Canal BCS – O PT, por sua natureza, adora apoio e tem profunda dificuldade em conviver com nomes e aliados que possam lhe eclipsar. Compreensível. Mas, Lula sabe que não venceria só e não governará sozinho, apenas com os companheiros barbados, ‘devotos’ e envelhecidos. O próprio resultado das urnas mostrou isso.
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Foi mixuruca a movimentação desse domingo (12), aqui e ali, no país, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Pouca gente nas ruas e avenidas do país, nos poucos lugares em que houve mobilização.
Luta por impeachment de Bolsonaro envolve Lula, mas o ex-presidente está longe e fora dessa cruzada ((Reprodução Web)
Algumas cenas que se propagaram pelas redes sociais são até constrangedoras para quem se meteu na organização.
Em São Paulo-SP, por exemplo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública estimou que não passavam de pouco mais de 6 mil pessoas o aglomerado.
A mobilização do Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, acabou servindo também para hostilizar o ex-presidente Lula.
O pouco barulho foi uma tentativa de sinalizar para terceira via na política brasileira, estancando a polarização entre lulistas e bolsonaristas. Contudo, na verdade, apenas confirmou que esse duelo está mais vivo do que nunca e caminha para ser ‘celebrado’ nas urnas.
Um precisa do outro e vice-versa.
Morta-viva
A oposição de centro-direita segue como zumbi, morta-viva. E olhe que às ruas foram lideranças de peso como o governador João Doria Júnior (PSDB-SP) e o controverso Ciro Gomes (PDT).
Soou engraçado até, convocação deles para que o PT aparecesse e encorpasse o movimento.
O PT e Lula não abrem mão do protagonismo no enfrentamento ao bolsonarismo. Tem razão de pensar assim, até aqui. E quem luta por uma terceira via tem que pavimentar seu próprio caminho.
Não adianta ser como Ciro Gomes, que na Avenida Paulista defendeu “um acordo com a direita e um centro democrático”, pelo impeachment de Bolsonaro.
Se não se exceder muito mais na verborragia e apostar na ruptura a qualquer custo, Jair Bolsonaro vai seguir até o fim, para o juízo final das urnas. A inteligência estratégica de Lula quer assim. A saída dele por impeachment poderia ser um mal maior aos planos político-eleitorais dessa esquerda.
Michel Temer, o ex-presidente que negociou armistício (veja AQUI e AQUI) entre o seu sucessor e o Supremo Tribunal Federal (STF), não estará no palanque de Bolsonaro no próximo ano. Ele e o seu MDB, sabemos, é novamente um sonho de consumo de Lula, mesmo com calafrios de muitos próceres e militantes Brasil afora.
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Isolda apresentou 40 projetos de lei nesse período levantado (Foto: AL)
A deputada estadual Isolda Dantas (PT) foi a parlamentar mais produtiva na Assembleia Legislativa no primeiro semestre deste ano, encerrado nesta quinta-feira, 22. Isolda apresentou 412 proposições, sendo 40 projetos de lei e 372 requerimentos, durante os seis primeiros meses de 2021.
Além disso, a deputada também passou a ocupar a presidência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e é relatora da CPI da Arena das Dunas, que está com os primeiros depoimentos marcados para o dia 3 de agosto, no retorno do recesso parlamentar.
Futuro
“Tudo isso só foi possível graças ao trabalho intenso da nossa equipe, que o tempo todo está preocupada com o futuro do povo do Rio Grande do Norte”, declara a deputada.
Entre as propostas apresentadas por Isolda no seu terceiro ano de mandato, se destacam projetos de lei como o de igualdade de vagas entre mulheres e homens nos concursos da Polícia Militar, de segurança para trabalhadores de aplicativos, o de criação de fundo estadual para financiar a cultura do Rio Grande do Norte e o de incentivo à ciência nas escolas.
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O mês de julho foi marcado por flagrantes de desrespeito às regras de isolamento social e, consequentemente, pelo aumento no número de casos Covid-19 no Seridó. Em Ouro Branco, a prefeita Fátima Silva comandou ao lado de secretários, auxiliares e militantes encontros com aglomeração de pessoas nas ruas.
Fátima (no detalhe) fez movimentação política que ignorou o básico em termos de segurança à saúde (Fotomontagem BCS)
O evento finalizou em frente a casa do secretário de Esportes.
Nas imagens deste domingo (2), aparecem algumas pessoas reunidas com a prefeita. Abraços, bebidas e antecipação da campanha de rua. O Ministério Público Eleitoral da 23a Zona ainda não se pronunciou.
Vídeos, fotos é até uma motocada sem capacetes e sem máscaras aconteceu nas ruas de Ouro Branco.
Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Publica (Sesap), o município tem 24 casos confirmados e uma taxa de incidência de 498,8 por 100 mil habitantes.
Nota do Blog Carlos Santos – A prefeita Maria de Fátima Araújo da Silva, odontóloga, governa município com 4.812 pessoas, que fica distante 267,6 quilômetros de Natal. Ela e seu vice Francisco Lucena de Araújo Filho (PSB) chegaram a ser cassados em primeiro grau, por suposto abuso do poder econômico no pleito de 2016, mas decisão foi reformada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN).
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Busca por lista completa é quase impossível (reprodução)
A bancada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) derrubou por 9 votos contra seis requerimento para pedido de informações sobre ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura Municipal de Mossoró. A proposição era do vereador Gilberto Diógenes.
Ele pedia a “lista discriminativa dos Cargos Comissionados da Prefeitura de Mossoró/RN, contendo: Nome completo do ocupante do cargo, atribuições, funções e salários, discriminando, ainda, se o ocupante do cargo é funcionário concursado ou não”.
Justificou, que “apesar do Portal da Transparência divulgar as informações sobre os servidores, para o cidadão acessá-las precisa ter conhecimento prévio do nome completo do servidor. Não pode, por exemplo, ter acesso à lista dos comissionados e dos servidores efetivos, o que dificulta a busca e fiscalização”.
Ele exemplificou em seu pedido, um exemplo bem próximo de como deve ser um portal. “No Portal da Transparência da Câmara Municipal de Mossoró é possível fazer a pesquisa por órgão/ lotação, além de publicizar lista separada com o nome completo de todos os cargos comissionados, efetivos, vereadores, e ainda, lista de assessores de cada Gabinete Parlamentar”.
Rosalba já empregou irmã sem portaria
Lei Complementar 122/2016 (gestão Francisco José Júnior) estabelece que municipalidade tem 702 cargos em comissão disponíveis, tratando minuciosamente dos seus perfis e números.
No início de sua gestão, Rosalba baixou decreto de número 5.025/2017 e prometeu reduzir total de comissionados “em até 50%”. O teto seria de 351 cargos. Ainda no primeiro ano chegou a 555 (veja AQUI) e hoje quase ninguém sabe informar quantos são, quem são, onde estão lotados e quanto faturam.
Entre os muitos casos esdrúxulos, uma irmã da prefeita – Rosina Ciarlini – chegou a ser aboletada na cadeira de diretora da Escola de Artes de Mossoró (veja AQUI), foi saudada por servidores e agradeceu a recepção, sem ter sequer uma portaria oficializando a nomeação. Denunciada, vazou.
No fim de 2019 ainda emplacou projeto oficializando 30 cargos (veja AQUI).
Rosina foi fotografada em sua sala como "diretora", sem ter qualquer nomeação e ficou por isso mesmo (Foto: reprodução)
Nota do Blog – A gestão municipal mantém páginas públicas como verdadeiro Labirinto de Creta. No Jornal Oficial do Município (JOM), por exemplo, há a mesma dificuldade. Se alguém colocar no sistema de Busca o nome de “Rosalba Ciarlini” só aparece a citação dela no expediente da publicação.
O Portal da Transparência e o JOM são preparados para dificultar e assim vão continuar. Infelizmente, Mossoró é uma terra sem lei ou da lei de quem manda, obrigando à CMM, MP, Tribunal de Contas, Judiciário e imprensa a usar antolhos e brida. Se estrebucharem, os donos do poder puxam as rédeas e deixa claro quem manda.
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Em depoimento inédito, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do caso que ficou conhecido como escândalo do “Mensalão”, afirma que o ex-presidente Lula da Silva (PT) deu aval para pagar a chantagista que iria apontá-lo como envolvido no assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT).
Celso Daniel teria sido morto como queima de arquivo, em 2002 (Epitácio Pessoa-Estadão Conteúdo)
Em um depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais, a que VEJA teve acesso, o Valério declarou ter ouvido do empresário Ronan Maria Pintoque o ex-presidente foi o mandante do assassinato.
Celso Daniel foi morto a tiros em meio a um nebuloso sequestro, em 2002.
Até hoje, a morte do prefeito é vista como um crime comum, sem motivação política, conforme conclusão da Polícia Civil. Apesar disso, o promotor Roberto Wider Filho, por considerar graves as informações colhidas, encaminhou o depoimento de Valério ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, que o anexou a uma investigação sigilosa que está em curso.
Na manhã desta sexta-feira (5), 545 panfletos, adesivos e santinhos irregulares foram apreendidos em um comitê de campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade de Currais Novos. O material apresenta a menção ao ex-presidente Lula (PT) como candidato à Presidência.
O mandado de busca e apreensão foi determinado pelo juízo da 20ª Zona Eleitoral foi cumprido pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria de Justiça da cidade, com apoio da Polícia Militar.
Luiz Inácio Lula da Silva teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou, os juízes auxiliares da propaganda eleitoral – em todo o país – a mandar apreender qualquer material que constatassem nessa condição, ressalvados, porém, os impressos em que Lula aparece apenas como apoiador, a exemplo do que utiliza o slogan “Haddad é Lula”.
Inúmeras denúncias
Em alguns estados foi detectada a continuidade da utilização e da distribuição do material proibido, mesmo depois da decisão do TSE.
No Rio Grande do Norte, inúmeras denúncias têm chegado ao Ministério Público Eleitoral, inclusive instruídas com vídeos e fotografias do material verificado.
Os encaminhamentos dessa apreensão serão adotados no âmbito da investigação, que transcorre na Promotoria Eleitoral da 20ª Zona Eleitoral.
Com informações do MPE/RN.
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A prefeita de Mossoró e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) fez discurso agressivo no conjunto Redenção, à noite desse sábado (15). É o que informa com postagem e gravação em vídeo o portal “Mossoró Hoje”, neste domingo (16). Ela diz que Fátima Bezerra (PT) “está em pele de cordeiro”, mas compõe um “partido de lobos”.
Mãe do candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP), integrante da chapa encabeçada pelo candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT), Rosalba chega até a insinuar que o PT estaria por trás do atentado contra Jair Bolsonaro (PSL), ocorrido no último dia 6 em Juiz de Fora (MG).
“Hoje essa candidata está em pele de cordeiro, mas todos sabem que pertence a partidos de lobos”, disse Rosalba. “Vejam aí o que vem acontecendo no Brasil. Vejam os noticiários? O que foi que aconteceu com Bolsonaro? Quiseram tirá-lo do caminho, tirando sua vida. Não foi assim?” – provocou.
Assessoria da candidata Fátima Bezerra foi abordada sobre o caso. Adiantou que o pronunciamento da prefeita será tratado pela via judicial.
Sob a ótica política, o entendimento é de que suas palavras revelam angústia e “desespero”, por não conseguir fazer decolar a chapa Carlos-Kadu em sua área de influência: Mossoró.
Em 2014, Rosalba pensava e agia de forma diferente
No dia 29 de setembro de 2014, à noite, portanto há quase quatro anos, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, à época) tinha outros conceitos sobre Fátima Bezerra e o PT. Os tempos e os interesses não eram os mesmos. Anunciou seu apoio à ela ao Senado e mobilizou seus seguidores e militantes em reunião no Sítio Cantópolis, em Mossoró: “Para Senado eu decidi pela educação. Pelo desenvolvimento dos jovens do RN. Por isso voto em Fátima Bezerra (PT)” – veja AQUI.
No dia 29 de setembro de 2014, Rosalba anunciava seu apoio á Fátima (Foto: redes sociais)
Vetada por seu partido à própria sucessão, quando não teve legenda para concorrer e com altos índices de reprovação administrativa (passaram de 80%), Rosalba àquela campanha trabalhou explicitamente em favor da deputada federal Fátima, que foi eleita.
O apoio declarado de governadora à “adversária” foi substrato de uma vingança e não de preferência. Ela trabalhou para a derrota ao Senado da ex-governadora Wilma de Faria. Leia: As razões de Rosalba para apoiar a ‘companheira’ Fátima.
Apoio a Robinson Faria
Já ao governo estadual, ela optou por apoio nos bastidores a Robinson Faria (PSD), seu vice-governador dissidente. Fizeram as pazes, discretamente. A “Rosa” precisava de apoio político dele na Assembleia Legislativa para conseguir terminar a gestão com menos problemas; Robinson, de uma “força” a mais em Mossoró para ser eleito governador. E assim aconteceu.
Quem gosta de política lembra-se, com saudade, das campanhas eleitorais de outros tempos.
Em minha memória guardo a campanha ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte, em 1982, entre Aluízio Alves (Cigano Feiticeiro) e José Agripino (Jajá).
Ainda criança, lembro-me da magia que cercava aqueles momentos, levado pelos meus pais para acompanhar essas movimentações políticas.
Decerto não entendia nada, gostava era de ver as figuras que faziam a alegria das movimentações políticas. Ramos de árvores nas mãos dos eleitores, o homem do carneiro verde, discursos inflamados, passeatas com uma multidão a perder de vista.
Candidato ao Senado Carlos Alberto de Sousa, governador Lavoisier Maia, ex-governador Tarcísio de Vasconcelos Maia e José Agripino Maia com o filho Felipe Maia nos braços na campanha eleitoral de 1982 no RN (Foto: autoria não identificada)
A tradicional descida do Alto de São Manoel sempre foi o ponto alto das campanhas em Mossoró. O candidato que conseguisse reunir maior número de pessoas estava a um passo de ser eleito, segundo a lenda eleitoral.
Era, sem dúvida, uma festa popular.
A campanha de 1986 entre João Faustino (João do Coração) e Geraldo Melo (o Tamborete) foi memorável. Ali, já adolescente, me envolvi com maior atenção, pois tínhamos tido, recentemente, a redemocratização do país.
Até hoje não ouvi uma música de campanha que embalasse tanto os eleitores como as do “tamborete”, que “soprava o vento forte”.
Existia, em Mossoró, o chamado Largo do Jumbo, onde hoje se localiza o Ginásio de Esportes Engenheiro Pedro Ciarlini Neto.
Naquela época era possível a realização dos showmícios. O candidato que contratasse um cantor de nome nacional conseguiria impressionar, pois reuniria um número maior de pessoas, não necessariamente seus eleitores.
Simultaneamente tínhamos dois comícios. Um realizado no Largo do Jumbo e o outro no Largo da Cobal. As pessoas, então, ficavam circulando entre um e outro, para ver qual tinha mais gente e curtir as atrações musicais.
Em 1988 a disputa foi entre Laíre Rosado, o favorito, e Rosalba Ciarlini, a novidade. Em uma campanha acirrada que teve a adesão do prefeito Dix-Huit Rosado, a “Rosa” sagrou-se vencedora.
Mais uma vez acompanhei tudo de perto. Naquela campanha o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou Chagas Silva/Zé Estrela a prefeito e vice-prefeito de Mossoró.
Em um arroubo de minha juventude, depois de uns goles a mais, fui repreendido pelo meu saudoso avô Vivaldo Dantas, comunista histórico, quando menosprezei uma movimentação do PT que se fazia em frente à sua residência.
Na campanha de 1989 votei pela primeira vez. Era o “Caçador de Marajás”, Fernando Collor, contra Lula, em sua primeira disputa à Presidência da República.
Em 1992 tudo caminhava para a vitória de Luiz Pinto, candidato de Rosalba, contra o ex-prefeito Dix-Huit Rosado. Porém, apresentando toda sua força, o “velho” alcaide mostrou que era a grande liderança de Mossoró e foi eleito para um terceiro mandato.
Para mim essas campanhas eleitorais são inesquecíveis.
Com o passar dos tempos a alegria dos comícios foi substituída pela responsabilidade que deveria ter ao escolher os meus representantes. Era mais do que uma festa.
Sem dúvida, nas cidades interioranas todos têm suas campanhas favoritas. Quanto menor a cidade, maior o acirramento. Move-se pela paixão, não pela razão.
No dia de eleição, ao sair às ruas, se as cores do seu partido estivessem em maioria, provavelmente o candidato ganharia. A pesquisa, nas cidades pequenas, era feita de acordo com a quantidade de camisas no dia da eleição.
Quem não se lembra das vigílias na véspera do dia da eleição? Os correligionários dos candidatos passavam à noite percorrendo os bairros da cidade, “vigiando” os adversários para que não praticassem a compra de voto.
As pessoas ficavam nas calçadas durante toda a madrugada a espera de um agrado dos candidatos.
Hoje a realidade é outra. As campanhas eleitorais saíram das ruas e estão nas redes sociais. O medo de ir às ruas para acompanhar uma movimentação política impede uma maior concentração de eleitores.
Ademais a sociedade encontra-se em desalento, pois há tempos que vem sendo manipulada pelas falsas promessas que ano após ano se repetem.
A intolerância é marca registrada da campanha eleitoral deste ano. A violência campeia. Chegamos ao absurdo de um candidato ser esfaqueado e uma mobilização de outro ser alvejada por tiros disparados a esmo.
Outros tempos. A festividade de outrora perdeu o brilho.
O rigor da legislação eleitoral, para se evitar os muitos abusos que eram praticados, arrefeceu as mobilizações políticas.
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mossoró, vereadora Isolda Dantas, defendeu o nome do ex-candidato a prefeito de Mossoró Gutemberg Dias (PCdoB), para indicação de vice na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT).
Isolda Dantas e Fátima Bezerra estão em evento político agora em Mossoró (Foto: divulgação)
“Seria um excelente vice”, afirmou em entrevista à TV Cidade Oeste, ponderando logo após que a decisão depende dos partidos.
Nota do Blog Carlos Santos – Só para lembrar: no momento, Gutemberg Dias é pré-candidato a deputado estadual, assim como Isolda. Ambos têm Mossoró como sua principal base eleitoral.
* À manhã de hoje (sábado, 26), Isolda Dantas faz lançamento de sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa no auditório do Hotel VillaOeste em Mossoró, com a presença da senadora e pré-candidata ao governo, Fátima Bezerra.