Garrido vê que docentes ratificaram mudança de rumo e mentalidade na Aduern (Foto: Site William Robson)
Por William Robson (Site William Robson)
O professor Jefferson Garrido e a professora Magda Fabiana Amaral foram reeleitos (veja detalhes AQUI) nesta quarta-feira (28) para continuarem a gestão da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN). Ele disputava o cargo contra o professor Gutemberg Dias. Venceu com 429 votos, enquanto Gutemberg Dias obteve 253.
O professor Jefferson concedeu uma rápida entrevista ao site WILLIAM ROBSON em que fala dos novos desafios à frente da instituição e das prioridades da categoria.
Como você vê este resultado e sua recondução à presidência da Aduern?
A categoria docente da UERN já conhece duas formas de fazer movimento sindical na ADUERN. Um modelo que se revezou em todas as gestões durante 43 anos e a nosso modelo que foi, além das pautas de luta, prioriza o acolhimento, o cuidado, as práticas esportivas, a integração social e a inclusão. A categoria decidiu por nosso modelo.
Qual o maior desafio agora?
A pauta será a luta pela repactuação da autonomia financeira e os avanços da campanha salarial: novos auxílios, calendário da pecúnia, edital para o concurso de professor titular, questões relativas aos pedidos de progressão entre outras de valorização da atividade docente.
Quais são as prioridades para os docentes da Uern e que a Aduern pretende encampar?
Além desses tópicos relativos à campanha salarial, vamos ampliar nossas parceiras com estabelecimentos que ofereçam produtos ou serviços aos nossos sócios, implantaremos o ADUERN VIDA SAUDÁVEL nos campi e criaremos o ADUERN CULTURA, continuaremos com a Assessoria Jurídica na Estrada, visitando os campi, e pretendemos instalar Subsedes nos cinco campi. Nossa próxima diretoria terá um membro de cada campus da nossa UERN.
Duvidar, não duvido. Pois decerto existe no Brasil e no mundo quem desconheça o significado da nossa familiar sigla BCS, tão notória, por exemplo, quanto SUS, FBI, CIA, ONU ou a temida e extinta KGB, agência de espionagem e polícia secreta da igualmente morta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Alguém ariscará dizer, entre outros equívocos, que se trata de Banco Central da Suíça. É possível, portanto, que existam indivíduos neste planeta que nunca tenham ouvido falar no Blog Carlos Santos (BCS). Além disso, alguns terráqueos não têm conhecimento (ignorância não menos grave) do rol de colaboradores do referido Blog.
Todo domingo, desde tempos imemoriais, cabeças singulares da intelectualidade mossoroense e de além fronteiras do RN exibem as suas tintas neste ilustrado espaço de opinião, arte e cultura. Temos aqueles que marcam presença de modo bissexto, esporádico, contudo há um punhado de articulistas que muito raramente deixam uma lacuna nestas manhãs domingueiras que contam ainda com o brilho e categoria de um sem-número de leitores e comentaristas de alto nível.
Os habitantes do BCS, tanto os cronistas, os poetas, os ficcionistas e, repito, o precioso rol de leitores e comentaristas, mantêm uma sintonia e fidelidade admiráveis. Encontramos neste gueto das palavras várias cucas talentosas, beletristas de responsa. Ninguém pode se queixar da produção intelectual que os homens de engenho deitam dominicalmente entre as quatro linhas desta vitrine da prosa, do verso e, como não poderia deixar de ser, com informes do atacado e do varejo da política norte-rio-grandense, nacional e mundial. Aqui, no tocante à informação e à cultura como um todo, os leitores dispõem de grande sortimento de ideias e debates.
Sendo um pouco indiscreto, permito-me citar os nomes de expressivos escribas que têm concorrido para o brilho e sucesso do BCS. Falo, entre outros, de malhadores de teclados como o próprio Carlos Santos, Marcelo Alves Dias de Souza, Honório de Medeiros, David Leite, William Robson, Marcos Pinto, Odemirton Filho, Bruno Ernesto, François Silvestre, Marcos Araújo e, mais recentemente, surge para enriquecer o escrete um tal de Ayala Gurgel. Este último, a meu ver, representa uma das mentes mais engenhosas e prolíferas da nova ficção norte-rio-grandense.
Quem quiser que diga que estou puxando o saco do BCS e dos seus habitantes dominicais. Não tem problema. O aplauso e a vaia são livres. Vivemos (ao menos até o momento) num país democrático. Sim. A democracia esteve seriamente ameaçada no governo anterior, todavia não sucumbimos ao golpismo.
Creio que em breve o “mito” (o espírito de porco, a degradante alma sebosa que infectou o Brasil, fez pouco-caso dos mortos pela pandemia e zombou de famílias enlutadas) está prestes a conhecer as acomodações de Bangu 8 ou da Papuda. Deixem estar.
Voltando à audiência e relevância do Blog, penso que não existem por aí muitos espaços assim, com tantos e tão bons poetas e prosadores. É um ambiente digital dos mais procurados pelo público leitor. Enfim, agora parodiando aquele frevo do Caetano Veloso, digo que só não vai atrás do BCS quem já morreu.
Luckas é um nome que não para de se destacar (Foto: reprodução)
Do Blog William Robson
A 66ª edição do Prêmio Jabuti aconteceu no Auditório Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, na noite desta terça-feira (19). A premiação literária mais tradicional do Brasil contou com 22 categorias na sua edição de 2024 — abrandendo os eixos de Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Na noite desta terça-feira, a Câmara Brasileira do Livro anunciou que “Como Pedra”, quadrinho de Luckas Iohanathan publicado pela Editora Comix Zone é o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Histórias em Quadrinhos.
O quadrinho tinha forte concorrência de Damasco da Brasa Editora, Black Orion da Editora Mino, Jeremias da Maurício de Sousa Produçõese O Filho do Norte da Editora Veneta, mas venceu a disputa ao contar a luta pela sobrevivência de uma família no semi-árido do nordeste.
Com um total de 4.170 obras inscritas, a edição deste ano contou com a nova categoria Escritor Estreante — Poesia, no Eixo Inovação, destinada a autores que publicaram seu primeiro livro em língua portuguesa no Brasil, no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023.
O quadrinista mossoroense Luckas Iohanathan ganhou destaque na edição desta quarta-feira (29) do jornal O Globo. Luckas Iohanathan nasceu em 1994 na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte. Formou-se em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, mas sua verdadeira paixão são as histórias em quadrinhos.
Capa de trabalho premiado (reprodução)
Como Pedra recebeu Menção Honrosa no 1º Prêmio Latino-Americano de Quadrinhos, em 2022. O Monstro Debaixo da Minha Cama, sua primeira obra, foi publicada gratuitamente na internet em 2020 e indicada ao 33º Troféu HQMix nas categorias Publicação Independente de Edição Única e Novo Talento Roteirista, e venceu a 2ª edição do Prêmio Geek de Literatura em 2023.
Atualmente, ele mora em Rosário, na Argentina, com sua noiva. Trabalha como diretor de arte e ilustrador freelancer há quase dez anos.
É possível pensar o bolsonarismo e o petismo juntos? Não falando exatamente da coligação que ocorre em 85 cidades brasileiras, onde o PT e o PL são aliados. Trata-se de cooperação de dois campos políticos antagônicos, quando a água e o óleo se misturam na pior das hipóteses. Em Mossoró, bolsonaristas e petistas andam de mãos dadas em situações políticas extremamente complexas.
Na cidade, a aliança é denominada de “bolsopetismo” e se manifesta de várias formas. A primeira delas deu-se quando o PT abriu mão de sua candidatura (mesmo com o suporte dos governos federal e estadual) para apoiar um candidato que foi da linha de frente da campanha do arquirrival. O presidente da Câmara, Lawrence Amorim (PSDB), pediu votos para Bolsonaro em 2022, não se identifica com o PT e até afirmou à época:
“Fui prefeito durante seis anos do governo do PT e sei que os municípios tinham muita dificuldade”, relatou em vídeo nas redes sociais, apagado após o acordo. “Os prefeitos estavam de pires na mão em Brasília. Hoje [com Bolsonaro], a realidade é outra, nenhum município tem salários em atraso, porque existe hoje mais Brasil e menos Brasília”.
Quando a governadora Fátima Bezerra (PT) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT) apertaram a mão de Lawrence, em junho, selando o enlace, o vídeo desapareceu de suas redes. Outros, no mesmo diapasão, também.
O “bolsopetismo” celebrado irritou parte do petismo mais puro, a exemplo da secretária de Juventude do PT Mossoró, Ana Flávia, demonstrando total contrariedade (veja AQUI). Foi voto vencido. Até mesmo a vereadora Marleide Cunha (PT), feroz lutadora antibolsonarista, encarregou-se de dar um tapa no visual de Lawrence, suavizando suas convicções, a ponto de tentar dobrá-lo delas:
“Essa mentira será desconstruída, porque Lawrence é do time de Lula”, referiu-se em comício, há poucos dias, sem fazer qualquer alusão às recentes posturas do agora aliado.
Bolsonarismo e petismo se unem por conveniência e por fins que fazem ambos se tornarem palatáveis entre si. A rigor, o ex-presidente Bolsonaro tem seu candidato em Mossoró. É o empresário e ex-vereador Genivan Vale (PL). Lula, por sua vez, emerge no horário eleitoral pedindo votos para Lawrence. Parecem candidaturas adversas até perceber-se a patente união.
É o caso das vices de ambos os candidatos, que cumpriram agendas juntas e até recorreram ao “collab”, ferramenta do Instagram que permite a mesma publicação em contas diferentes. A bolsonarista-raiz Nayara Gadelha (PL), vice de Genivan, e a vereadora Carmem Júlia (MDB), vice de Lawrence, são “oponentes” que fazem campanhas unidas (veja AQUI). Ou seja, falam a mesma língua e expõem o projeto bolsopetista em que há apenas um inimigo.
Neste núcleo complexo, o inimigo é o prefeito Allyson Bezerra (UB). A expressão “inimigo” pode ser pesada, porém foi aplicada pelo agrupamento para classificar o gestor atual.
Por outro lado, o campo progressista, do qual o PT mossoroense abriu mão, segue ocupado pelo candidato Victor Hugo (UP). Ele foi o maior destaque do debate da TCM, a ponto de relacionar os candidatos bolsopetistas aos acordos mais distintos: com grupos antagônicos, oligarquias e até mesmo de integrar a gestão que agora criticam por quase sua totalidade.
“Todos aqui são farinha do mesmo saco e se passam por oposição”, afirmou ele.
Victor lembrou que Genivan é apoiado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), e que Lawrence “faz parte de uma família que manda no Alto Oeste há quase 60 anos (…) e querem (sic) também mandar aqui”. Assim, não poderiam propor algo novo.
Por fim, a aliança bolsopetista agora ameniza as falas bolsonaristas de Genivan — antes considerado radical, negacionista e antivacina. E, na mesma trincheira, Lawrence virou a “esperança” lulista. Deu para entender?
Allyson Bezerra assediado por dezenas de participantes do Boca da Noite 2024 (Foto: BCS 29/06/2024)
Terminado o Mossoró Cidade Junina (MCJ) e o balé de drones do Alok, as atenções se voltam para a campanha e para as eleições municipais. Alguns movimentos foram dados neste primeiro semestre, sobretudo, da oposição, no intuito de se organizar, algo que tem se mostrado desafiador. Os nomes que surgiram até agora não emplacam nas pesquisas recentes. Isso não quer dizer que o cenário está cristalizado. Será uma eleição fácil para o atual prefeito, Allyson Bezerra? A composição da oposição pode ajudar a entender.
Na última sondagem, publicada em maio pelo jornal natalense Agora RN, realizada pelo Instituto Exatus, Allyson alcançou 73% das intenções de voto. Todos os demais candidatos somados (sete ao todo) tiveram 19,38%. O detalhe deste levantamento é que o nome do presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim, também foi submetido ao escrutínio. Apareceu com 1,63% das intenções de voto. Porém, é provável que, nas próximas pesquisas, ele surja em situação um pouco mais favorável.
Um pouco melhor, porém nada surpreendente diante das alianças firmadas por ele. Lawrence apareceu no Pingo da Mei Dia, no começo deste mês, de mãos sobrepostas com a governadora Fátima Bezerra e a deputada estadual Isolda Dantas. O que a imagem demonstrava, no olhar semiótico, foi confirmada em seguida. Isolda deixou sua condição de pré-candidata para apoiar o candidato tucano, movimento aprovado pelo seu partido, embora com forte resistência interna.
O passado “bolsonarista” de Lawrence, ao apoiar abertamente a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, e críticas contundentes ao PT, gerou cisma entre integrantes da legenda.
Rapidamente Lawrence se movimentou para apagar o passado nas redes sociais. A vereadora Marleide Cunha, que referendou o acordo, foi para o rádio passar um sabão. “Já pensou se eu tiver que rotular 45 mil pessoas que votaram em Bolsonaro e não puder dialogar com elas? Lawrence fez campanha, votou em Bolsonaro, mas ele não tem o perfil”, suavizou, em entrevista ao jornalista Saulo Vale na Rádio Rural, no último dia 21. Ela ainda reforçou seu argumento em defesa desta união. O objetivo é enfrentar a “ameaça à democracia”, ou seja, o prefeito de Mossoró pode, segundo ela, ser protagonista de ruptura institucional no país.
Marleide teve coragem de submeter-se ao constrangimento. Isolda ainda não. A retirada de sua candidatura foi motivada por agravante que recairá sobre as costas de Lawrence: sua alta taxa de rejeição. Ela é a mais rejeitada entre todos os candidatos, segundo a última pesquisa da Exatus. Por esta razão, anunciou apoio a Lawrence no estilo envergonhado.
Isolda dividiu o PT e Lawrence seus eleitores, sobremaneira, os mais conservadores. Isso não deve implicar em erosão de votos baseados na última sondagem da Exatus. O apoio da governadora e até da diminuta parcela da esquerda há de dar um respiro ao presidente da Câmara. Não se sabe se o suficiente para uma polarização. O que se vê nos bastidores é que a governadora começou a fechar alguns acordos diante da nova aliança, como a substituição na supervisão regional do Detran, agora sob o comando de Lawrence e seu grupo, liderado pelo tio e deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (PSDB).
O fator Lula pode influenciar? O presidente foi o campeão de votos em Mossoró, mas se isso fosse considerado, a candidata seria Isolda, não Lawrence. Embora no melhor momento para o PT local, sob anteparo dos governos estadual e federal, a deputada não incorporou a aura do líder maior. Amarga dobrar-se a quem pediu voto para o seu arquirrival visceral.
Mesmo assim, está demonstrada até aqui esta oposição como a mais proeminente. Coalizão inusitada a qual suas lideranças buscam se ajustar, sobretudo, o campo da esquerda ao impor nova narrativa aderente à direita.
Por outro lado, será que a ex-prefeita Rosalba Ciarlini tenderá a se integrar a este acordo, como cogitada, tornando o quadro ainda mais exótico? Isso porque o rosalbismo, em flerte com o PL de Genivan Vale, parece ter retrocedido. Genivan, por sua vez, apresenta sinais vitais ao contratar o marqueteiro João Maria Medeiros para a sua campanha. Correndo por fora, Zé Peixeiro (Republicanos) ainda segura sua pré-candidatura (ainda).
Robinho e sua banda têm agenda sempre cheia (Foto: Divulgação)
Por William Robson (Bolsa de Discos)
Robson Régis está na cena musical há muitos anos, passando por várias bandas em que sempre se destacava com sua voz potente. Também se arriscava no violão, instrumento que deixou um pouco de lado, para efetivamente se tornar um lead vocal. Com a Robinzband consegue imprimir mais do que isso, adicionando forte presença de palco, figurinos variados e apostando na interação com o público.
Robinzband hoje é o maior expoente da cidade entre os grupos cover. Tem agenda sempre requisitada, parcerias em avanço e novos projetos de ingressar no circuito dos buffets, dos casamentos, aniversários e formaturas. Sempre como uma banda cover, sem abrir mão, mesmo com composições próprias no forno, que devem ser lançadas dentro de alguns meses em projeto paralelo.
Robinho relembra o início da banda, dos projetos para este ano e dos destaques e reconhecimento que vem alcançando, nesta exclusiva ao BDD. A Robinzband, formada ainda por Juan (baixo), Kecinho (bateria), Ruann e Juninho (guitarras), Luiza e Alana (backing vocals) e Carlos (teclados), é relativamente nova.
Foi formada em 2019, mas com a pandemia no ano seguinte, muita coisa precisou ser mudada. Ele também fala disso.
Agora a banda está a todo vapor, com músicos azeitados e uma dupla de backing vocals, Luiza e Alana, que Robinho faz questão de ressaltar como “vozes supremas”. Além de deixar bem claro o compromisso do grupo, ao afirmar que o projeto é sério, empolgante e que sempre se diverte nos shows.
Antes de você começar detalhando os novos projetos, fale um pouco da Robinzband.
Em 2019, surge a Robinzband e nossa pretensão inicial era dar continuidade a um projeto que tínhamos anteriormente de fazer alguns shows para motociclistas, tocar em pubs, fazer os pop-rock, mas com a intenção de incrementar uns dances também. Queríamos uma banda nova mesmo. E foi incrível. Nos primeiros shows, rapidamente, a banda formou uma agenda. A gente começou a ter uma agenda tecnicamente mensal e, depois, bimestral. 2019 foi o ano que a gente mais tocou. Fizemos mais de cem shows.
E continuou nesta pegada?
Sim, em 2020 tínhamos agenda até abril e maio, mas vem a pandemia e tora as pernas de todo mundo. Nossa classe musical foi afetada logo no começo e no fim também. Ficamos naquela loucura. Quando a gente volta em 2021, ainda com todos aqueles cuidados, fizemos duas lives via TCM. A banda arrecadou bem e começamos a entrar numa campanha para ajudar a todos os demais músicos. Mas, a gente estava morrendo de saudades de voltar aos palcos e, segundo dizem, um ponto forte da Robinzband é a interação com o público. E quando a gente volta, percebemos a sede desta interação das pessoas.
Então, já tinha um público fiel nos shows?
Por incrível que pareça, as pessoas achavam que a Robinzband não era daqui de Mossoró. A gente era pouco conhecido. Em 2019 e 2021, por exemplo, foram os anos que tocamos muito em outros lugares e pouco aqui. Foi quando pensamos ser necessário tocarmos mais em Mossoró para que as pessoas pudessem conhecer nosso trabalho. Em, 2022, tínhamos o desafio de fazer a banda acontecer, porque é uma banda grande (numericamente falando).
São sete componentes, além do pessoal de apoio. Mas, tínhamos as barreiras dos locais de Mossoró que estavam se adaptando para palcos menores, para bandas pequenas ou apenas para voz e violão. Aí, pensamos: como vamos entrar? Porque nos divertimos muito, mas o projeto é serio. A gente sorri seriamente (risos). Temos muita qualidade. Sou apaixonado pela musicalidade de nossos músicos, de cada um deles e delas – com suas vozes supremas. Eu me encanto, me divirto e me emociono sempre.
Os bares foram uma forma de tornar a banda conhecida?
Isso. Nos quatro cantos da cidade, quando a gente falava da Robinzband, a galera da cena não nos conhecia. Em 2023, a gente resolveu tocar muito aqui para resolver isso, mantendo a pegada do rock, pop e dance. E deixar claro que a Robinzband é uma banda genuinamente mossoroense.
Robinho fala em parcerias (Foto: Divulgação)
Há perspectivas de incluir algum trabalho autoral ou mesmo ampliar o repertório com mais músicas?
Autoral não, porque acreditamos que a identidade da banda, de forma orgânica, é cover. Vamos neste trilho, Se a gente colocasse uma música autoral no meio das covers, soaria estranho e não saberíamos como o público iria compreender. Poderia ficar confuso. Mas, eu, Robinho, tenho músicas autorais e penso em lançar em 2024 alguma coisa. O nosso baixista Ruan Mendonça também tem músicas autorais, puxando mais para o indie. Luísa [backing vocal] idem. Nossos integrantes têm trabalhos autorais paralelos à banda, mas da minha parte talvez lance algo em seis meses, por ai. No caso da Robinzband, não.
E como vocês se organizam em termos de repertório e shows?
Como eu disse, a gente é muito orgânico, bem natural. Foi assim como os componentes, com nosso set list, com os shows, com o número de seguidores da banda. Os nossos seguidores participam, comentam, opinam, sugerem. E a gente sempre responde. Nas nossas redes sociais, principalmente o Instagram, temos esta interação maior. Tudo na banda é muito natural.
Quais os novos projetos, então, para este ano?
Em 2024, já entramos com uma parceria firme com a CYM Iluminação e já estamos engatinhando no circuito das formaturas, aniversários, casamentos… Alguns eventos, como o último que fizemos em Tibau no Senset, já teve esta pegada de eventos de médio e grande porte. Claro que não vamos abandonar os barzinhos, mas a banda está focando neste novo caminho em 2024. Vamos remando nessa.
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Baterista em ensaio fotográfico (Foto: divulgação)
O baterista Francisco Filho dos Santos, mais conhecido por Gonzaga, morreu nesta quinta-feira (16) em decorrência de complicações hepáticas. Ele aguardava um transplante de fígado e estava internado no Hospital Rafael Fernandes, mas faleceu em sua residência, ao lado de familiares. O músico tinha 65 anos. A informação foi confirmada ao BDD por um parceiros de palco, Jhonas Filho.
Tido como um dos principais nomes da bateria em Mossoró, Gonzaga também enfrentava dificuldades financeiras, mas há poucos meses recebeu uma excelente notícia. Gonzaga teve, enfim, direito a um benefício pago pelo Governo Federal. O tema foi abordado pelo BOLSA DE DISCOS.
O músico chegou a tocar no Alfa Centauro, Bárbaros, em orquestras em Belo Horizonte (PE). Autodidata e atuante nas bandas-baile dos anos 80, fugiu em um circo na cidade de Pesqueira (CE),
Devido aos seus problemas de saúde, o baterista não estava mais tocando profissionalmente. Fazia pontas em apresentações diversas e, em algumas ocasiões, convidado por músicos da cidade. É o caso do guitarrista Márcio Rangel.
“Gonzaga tinha uma técnica rebuscada, com um estilo limpo, intenso, firme, possuia um extremo bom gosto. Passando pela música brasileira, rock, pop… com maestria. Tinha a capacidade de alternar, durante a música, de momentos de mais profunda intensidade, com momentos de poesia e leveza transmitindo emoção através de suas “batidas””, explicou o músico, que acompanhou os últimos momentos do artista. “Jamais será esquecido”.
Músicos lamentaram a sua morte. Foi o caso do violonista Jhonas, que chegou a dividir palco com Gonzaga. “Vá na Luz meu Parceiro querido, muitíssimo grato por momentos musicais maravilhosos que passamos juntos, mestre Baterista, nosso Passarinho Gonzaga. Que Deus te receba”, afirmou em suas redes sociais. “Ele tocou em muitas bandas, tinha grande talento” , acrescentou em entrevista ao BDD.
Gonzaga será velado no Centro de Velório Plasp, no Centro da cidade, por trás do Museu Lauro da Escóssia, até às 15h. O enterro está previsto para ocorrer em Areia Branca. Familiares e músicos estavam recolhendo recursos para o baterista e organizavam um evento para este sábado no Varandas.
Nota do BCS – Vá em paz, meu caro. Boas lembranças ficam de suas baquetas.
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Bartô e sua banda em apresentação no MCJ 2023 (Foto: Célio Duarte)
Bartô Galeno aguardava a sua vez para se apresentar no Mossoró Cidade Junina (MCJ), em camarim montado para ele por trás do palco do Arraiá do Povo. Milhares de pessoas cantavam e dançavam ao som de Waldonys, enquanto a próxima atração era assediado por fãs e pela imprensa. O BOLSA DE DISCOS estava lá para conversar com um dos grandes nomes da música brega brasileira.
Em nova fase, Bartô não quer apostar na sorte outra vez. Agarra-se na nova chance que recebeu da vida, após fase tenebrosa em que ele revelou chegar ao fundo do poço. Mesmo na fase baixa da carreira, os fãs nunca deixaram de acompanhá-lo e sua retomada de shows pôde comprovar isso.
As milhares de pessoas ao som de Waldonys não arredaram o pé. Ficaram para ver Bartô Galeno, a última atração daquela noite.
Para o Bolsa de Discos, Bartô falou do ritmo de shows nesta nova fase, agora com 73 anos completados em maio, dos momentos difíceis e revela que não está vivendo apenas dos sucessos do passado. Músicas novas virão ai em álbum que deve ser lançado até o final do ano. Seu último trabalho é de 2009: “Paixão Errante”.
E como, para eles, não faz mais sentido fabricar CDs, em baixa no mercado, a aposta está no streaming e nos LPs. Quatro discos do Bartô estão na lista: “Só Lembranças” (1975), “Pelo Menos uma Palavra” (1977), “No Toca Fita do Meu Carro” (1978) e “Tudo é Nada sem Você” (1979).
Você enfrentou problemas de saúde e agora retoma a série de shows. Como está sendo isso?
Agora está bom, graças a Deus e ao bom Jesus. Saí do álcool, do cigarro e agora melhorou muito. Minha saúde está boa e só tenho a agradecer. Eu estava no fundo do poço.
Este fundo do poço que você se refere, como influenciou em sua carreira?
Atrapalhou muito e perdi muita coisa também. Perdi shows, dinheiro, carro importado, meu contrato com a Warner. Hoje recuperei tudo.
Até os direitos de suas músicas?
Bartô prepara novo trabalho fonográfico (Foto: Célio Duarte)
Tenho músicas com muitas gravadoras, entre elas a Som Livre. Falta para estas gravadoras organizar melhor o pagamento da gente. Tá faltando só isso.
Quatro LPs seus da década de 70 serão relançados em vinil pela Tapecar. Como está sendo esta negociação?
Foram discos lançados pela Tapecar e eles abriram uma plataforma em que estão realçando e refazendo todos os trabalhos, os sucessos das antigas, remasterizando tudo com um som maravilhoso.
E sua volta a Mossoró?
Está sendo legal. Tenho uma banda aqui em Mossoró que está comigo há mais de dez anos e são músicos muito bons. Tocam naquele ritmo romântico, apaixonado.
Há perspectivas de novas composições e de disco?
Sim, inclusive já estou gravando o disco novo. Pode aguardar que vem música nova por aí. Ainda não tem nome, estamos pensando, a gente vê depois. Tenho em torno de nove, dez músicas compostas para este disco. A perspectiva é de lançar no fim do ano. São quase 20 discos lançados.
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Está no ar o site Bolsa de Discos, uma revista digital dedicada à música e à cultura de Mossoró e do RN. Trata-se de uma publicação jornalística de caráter colaborativo, em que especialistas da música e de outras áreas comentam discos, shows, bandas e outros temas. O Instagram também está em funcionamento (@bolsadediscosbr)
“Este espaço nasce da necessidade de movimentar a cena da música e da cultura pop em Mossoró e no RN. Há muitas publicações que buscam analisar discos, shows, entrevistas bandas e artistas, destacar notícias que interessam à audiência do mundo cultural, porém, em Mossoró, o Bolsa de Discos vem com um ingrediente a mais: olhar para os talentos mossoroenses, composições, shows, agenda e propostas musicais”, explicou o jornalista William Robson, idealizador e editor do Bolsa de Discos.
Gêneros diversos
O site busca influências em tradicionais revistas do gênero e que já foram descontinuadas no âmbito nacional.
O Bolsa de Discos não vai tratar apenas de rock ou das bandas alternativas. Tudo cabe nesta revista digital. Do forró ao brega, do progressivo ao grunge, tudo estará neste espaço (claro, em muitos casos, com o olhar crítico dos nossos especialistas).
“Cinema, teatro, litetura, outras manifestações artísticas serão notícia também. Para complementar, o Bolsa de Discos contará com vídeos semanais no Youtube, trazendo entrevistas, debates com músicos e artistas, análises de shows e interação com a audiência”, disse William.
Manuelito deixou acervo com mais de 40 mil fotos (Reprodução)
Num texto escrito em 17 de agosto de 1975, o jornalista Emery Costa se referia aos cinquenta anos de profissão do fotógrafo Manuelito: “Ele conseguiu, em quase meio século de vida profissional como artista da fotografia, sintetizar num slogan o atestado maior de sua fama com um atelier dos mais bem montados no interior nordestino”. Emery escreveu no mesmo dia em que Manuelito Pereira dos Santos Magalhães Benigno completava 65 anos de vida
Significando muito para a história de Mossoró, registrando os principais acontecimentos da cidade, Manuelito era um fotógrafo marcante e com força para influenciar. Prestes a se completarem 18 anos da sua morte, amanhã, o profissional é sempre lembrado.
O material de Manuelito é quilométrico. Pelo menos 40 mil fografias foram doadas ao Museu Municipal Lauro da Escóssia pela filha Maria Manolita Pereira Maia, isso sem contar com os milhares de negativos e equipamentos utilizados pelo artista. A particulandade de Manuelito era o tratamento que dava as fotografias.
Desenvolveu um aparelho que iluminava o negativo, a ponto de ele poder fazer o retoque nas fotos e também dava cores a elas quando era dictado “Considero Manuelito como o maior fotógrafo em preto e branco que o Estado já teve”, diz Elias Júnior, da Color Filme.
Pavilhão Vitória ficava na Praça Rodolfo Fernandes (Fotomontagem BCS)
O museu se preocupou em oferecer um espaço somente para mostrar um pouco de Manuelito. Afora suas máquinas fotográficas e inúmeras lentes, ainda há livros do acervo pessoal que costumava ler. “Ele gostava muito de ler romance e tinha vários livros”, relembra a filha Maria Manolita. Não apenas de ler, mas de escrever também. Pouco tempo antes de morrer, Manuelito preparava sua autobiografia.
“Nós não somos fotógrafos, porque Manuelito fazia a foto e nós não conseguimos”, declara o fotógrafo Cézar Alves, da GAZETA, referindo-se à técnica que tinha em registrar as imagens em vidros, que serviriam de negativo. “Ele usava um pó de potássio que entrava em funcionamento, quando o flash explodia como um tocha”.
Em duas folhas datilografadas, o fotógrafo – considerado o n°1 de Mossoró – falava de seu nascimento em Fortaleza (CE), de sua iniciação na profissão em 1930, de sua chegada a Mossoró (veja texto nesta edição), além de fazer uma análise das técnicas fotográficas “Fazer um comparativo da arte fotográfica de 1930 a 1977 seria uma longa explanação”, dizia ele, no texto intitulado “Quase Meio Seculo Fotografando”, de 1977. “Contudo, vale ressaltar a diferença das técnicas e recursos durante essas quatro décadas. Acompanhei de perto essa evolução”.
Mossoró fazia parte da vida de Manuelito
“Fotografel a vida e a morte. Alegrias e tristezas”. Manuelito pôde afirmar que viveu as várias metamorfoses da cidade, bem como de sua profissão. O fotógrafo tinha um objetivo em mente: fotografar para deixar marcado na história a vida de Mossoró no passado.
Inauguração da primeira ponte no Centro da cidade (Reprodução)
O material de Manuelito, que está no Museu Municipal Lauro da Escóssia, registra fatos politicos importantes e passagens pela cidade de presidentes da República, como Juscelino Kubtischek, Getúlio Vargas, João Goulart, entre outros.
“Cliquei também ministros de Estado, governadores, prefeitos, politicos em geral, misses e diversas personalidades do mundo artistico e cultural”, disse em sua autobiografia.
Fotografar Mossoró era muito mais que um compromisso com a cidade, mas consigo mesmo. Para Manuelito, o arquivo que conseguiu montar não tem preço, porque fazia parte de sua vida. “Ele adorava Mossoró e não trocava por cidade nenhuma”, afirma a filha do fotográfo, Maria Manolita.
Considerando o seu trabalho como um Muscu da Imagem, Manuelito tinha o propósito de manter viva a história mossoroense. Che-gou a se dispor para qualquer um que mostrasse interesse em realizar uma pesquisa sobre a cidade nos últimos 40 anos. “Esta obra de grande valor estará sempre à mostra daqueles que desejarem conhecer”, dizia o profissional, que também desenhava e coloria as fotografias com tintas especiais importadas.
Fotógrafo veio de Fortaleza a pedido dos Escóssia
Quando Manuelito chegou a Mossoró, em 4 de outubro de 1933, a cidade não dispunha de fotógrafo. Para ser um fotógrafo não era como hoje, tão simples. “Antigamente eram poucos fotógrafos porque o equipamento não era de acesso fácil”, conta a filha Maria Manolita. Manuelito veio de Fortaleza a pedido da família Escóssia.
Antigo Hospital da Caridade de Mossoró, depois Hospital Duarte Filho (Reprodução)
Manuelito já era profissional da fotografia havia três anos. Sua competência era incontestável bem como sua preocupação em dar tons artísticos a seu trabalho. Por isso, rapidamente conseguiu instalar seu próprio negócio na Praça Vigário Antônio Joaquim e ser reconhecido como o fotógrafo número 1 de Mossoró.
O estúdio foi arrendado no finalzinho dos anos 70 e vendido poucos anos depois. O comprador foi Elias Júnior, hoje proprietário da Color Filme. Ao ser arrendado, Manuelito ficou vivendo de sua aposentadoria e fotografava por puro prazer. “Fotografia é uma coisa que me empolga e faz a gente gostar e se apaixonar pelo que ela pode dar e ensinar”, acreditava.
Um infarto fulminante no dia 10 de agosto de 1980 dava fim à trajetória de Manuelito. Seu legado nunca foi esquecido, bem como o seu talento. Fotos históricas, que marcaram a cidade, estão em exposição permanente no Museu Municipal Lauro da Escóssia.
*Reportagem especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 9 de agosto de 1998, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo” (veja AQUI).
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Reprodução de página veiculada em 1997 (Foto: Carlos Costa)
Acreditando na força do seu trabalho, o empresário Luiz Teotônio de Paula Neto (o Paulinho da Honda), 52, conseguiu fazer da Motoeste — concessionária Honda em Mossoró — uma importante empresa mossoroense. Neste ano, a Motoeste completa 20 anos. Surgiu há alguns meses após a instalação da fábrica da Honda no Brasil.
No início, em 77, poucos acreditavam no sucesso do empreendimento de Paulinho da Honda. Na época, ele vendeu dez motos, mas o crescimento foi inevitável. Em 96, comercializou 2002 motocicletas, sendo 75% delas do modelo Titan 125. Nessa entrevista para a série “Conversando Com…”, Paulinho fala de vários assuntos, enfatizando o mercado de motos – sua especialidade. Destaca o seu pai, José Pereira de Souza, que também foi um importante comerciante em meados do século e fala das pretensões da Honda para 97.
Paulinho da Honda, em reprodução da página da Gazeta. Clique e baixe a página completa em pdf (foto: Carlos Costa).
Você começou com seu pai, que era comerciante. Como foi isso?
PAULINHO DA HONDA – Meu pai era cearense. Veio para Mossoró com oito anos de idade. Chegando aqui, foi crescendo até montar um pequeno comércio e ser funcionário da Shell durante dez anos. Foi dispensado da firma quando começou a ter uns problemas de coluna. Recebeu uma indenização, com a qual conseguiu algumas representações. Tudo isso aconteceu em 1959. Meu pai foi representante da Shell e das Tintas Ypiranga e, com a experiência que adquiriu quando estava na empresa, teve um acentuado crescimento. Chegamos a financiar combustível para a construção da barragem de Mendubim e Pau dos Ferros. Mas, com o advento da Petrobras, o produto tinha de ser comprado a ela e o nosso trabalho de distribuição começou a declinar. Para compensar, meu pai entrou no ramo de peças, onde ficou até falecer. Naquela época, existiam umas cinco lojas de peças. Hoje, esse número tem em apenas uma rua.
E quando foi que você começou a trabalhar com seu pai?
PH – Em 64. Quem começou com ele foi meu irmão Ney, já falecido. Fiquei com ele até 86, quando me desliguei para cuidar da Honda. A gente tem a concessão da marca desde 77. O interessante é que eu era sócio do meu pai no negócio dele e ele era meu sócio no meu negócio. A gente apartou a sociedade, mas tudo dentro da amizade.
Como foi para você conseguir a concessão da Honda?
PH- Foi bem interessante. Sempre gostei de motocicleta. Foi herança do meu pai, que também era motociclista. No início de 76, adquiri uma moto de 500 cilindradas da Honda e fui a Natal fazer um passeio e uma revisão na concessionária. Naquele tempo, motos da Honda eram todas importadas. A fábrica foi montada no Brasil em outubro de 76. Conheci o importador em Natal, que veio para Mossoró à procura de representante para revender as motos Honda. Ele percorreu todas as concessionárias de automóveis da cidade, a Volkswagen, a Ford, a Chevrolet… Então, ele me explicou que estava procurando alguém para revender as motos e não tinha encontrado e me perguntou se eu conhecia alguém que pudesse assumir o negócio. Eu disse: “A pessoa indicada sou eu. Aceito agora”. Impus a condição de colocar papai como sócio e iniciamos a firma.
Então, ele me explicou que estava procurando alguém para revender as motos e não tinha encontrado e me perguntou se eu conhecia alguém que pudesse assumir o negócio. Eu disse: “A pessoa indicada sou eu. Aceito agora”.
A Honda em Mossoró começou de que maneira?
PH – Nossa cota inicial era de dez motos por mês. Muitas pessoas não acreditavam no nosso negócio e achavam que nós iríamos devolver as motocicletas. Isso porque antes, o doutor Gabriel, da Agrotec, conseguiu uma concessão da Honda em Mossoró, que não deu certo. Inclusive, houve um fato que contribuiu para a descrença das pessoas. Os meus três primeiros clientes morreram, dois de acidentes, com as motos que eu vendi a eles.
As motos eram fabricadas no Brasil?
PH – Eram porque nós montamos a concessionária um ano após a instalação da fábrica da Honda no Brasil. Na época, éramos 40 revendedoras. Hoje, somos 400. A Motoeste começou bem simples, com quatro pessoas: um mecânico, um gerente, um responsável pela contabilidade e outro no setor de peças. Eu não dava tanta assistência à empresa. Comparecia eventualmente. Quando o negócio começou a evoluir, passei a dar uma maior atenção. A coisa cresceu tanto que eu tive de decidir. Ficar com o meu pai na empresa dele ou me desligar para ficar na Honda. Preferi ficar na Honda. Fiz um acordo com papai, dividimos a sociedade, peguei minha mulher que trabalhava no Banco do Brasil há doze anos para ficarmos cuidando do que era nosso.
Explique sobre o crescimento do mercado da Honda em Mossoró?
PH – Como falei, começamos em 77, com uma cota de 10 unidades. Em 79, a Honda promoveu um concurso nacional entre as concessionárias, dividindo em regiões. Era para incentivar as vendas. Os cinco primeiros ganhariam uma viagem a Europa. Ficamos em segundo lugar, atrás apenas de uma empresa de Fortaleza (CE). Vendemos naquele ano 250 motocicletas. Mas, tivemos momentos ruins, de não comercializarmos quase nada. No governo Collor, a Honda produzia apenas 5 mil motos por mês. Estamos atualmente num bom tempo. Vendemos 2002 motos em 96, que dá uma média de 166 por mês. Mas, nos últimos três meses, a nossa média foi de 250.
A quem o senhor atribui esse grande número de vendas?
PH – Ao Plano Real. Antes, no Plano Collor, a Honda estava numa situação muito difícil. Alguns concessionários estavam optando por outras alternativas de vida, porque ninguém queria moto. No Plano Cruzado, em 86, a empresa estava numa ótima fase, até a chegada do Plano Collor. Com o Real, o preço da moto não sobe há 34 meses. Hoje, matuto não anda mais em jumento, anda de moto.
O consórcio e o financiamento colaboraram muito no sucesso da Honda?
PH – É verdade. O consórcio e agora o financiamento com o Banco do Brasil estão tendo boa repercussão. A procura está muito boa e a perspectiva de vendas é cada vez melhor. Para se ter uma ideia, basta ver os números. A Honda fabricou no ano passado 245 mil motos. A previsão no inicio do ano era de faturar 210 mil. Para 97, a previsão é de 330 mil. Essa projeção está com uma antecipação de dois anos. Quer dizer, a Honda estava esperando vender isso em 99. No ano 2000, a perspectiva é de 500 mil motos.
Como você tem visto a economia de Mossoró?
PH- Eu poderia falar no contexto geral, mas prefiro falar baseado no mercado de motos. Nisso, com o advento do Plano Real, a classe baixa ficou com um melhor poder aquisitivo e a média caiu um pouco. Como a moto não sobe de preço há 34 meses, a classe baixa está podendo possuir uma moto. Para você ter uma idéia, antigamente, o salário mínimo tinha valor equivalente ao preço de uma cota de consórcio de 50 meses de uma 125 cc. Hoje, com um salário mínimo, compra-se duas cotas e ainda sobra dez reais. E nem sempre uma família vive só de um salário. Outro detalhe: no início do Plano Real, a moto custava RS 3.200 e o carro popular, RS 7.500. Hoje, a motocicleta continua com o mesmo preço e o carro subiu para R$ 12 mil.
E a chegada da concorrência?
PH – A concorrência é muito saudável para o consumidor e para as empresas. Com a concorrência, a solução é procurar sempre melhorar. É muito normal e eu aceito com a maior naturalidade. Olha, o mercado de motos no Brasil ainda é virgem. Há campo para todo mundo. Em Mossoró vai chegar a Suzuki e uma importadora. A concorrência é muito boa, não tem problema algum. Vai dar para todo mundo e ainda sobra. Quem colocar motos na cidade, venderá.
E essa estabilidade no preço da moto Honda tem trazido algum beneficio para a fábrica?
PH – Houve uma mudança de direção da Honda no Brasil. Entrou um gerente comercial muito competente e a principal meta dele é a estabilidade. Ele não quer nem ouvir falar em aumento no preço das motos. Está preocupado é com o aumento da produção. Por isso, a moto ainda pode ficar mais barata. Do início do Plano Real até hoje, a Honda aumentou as vendas de 5 mil para 24 mil unidades/mês. A fábrica não aumentou o preço e está ganhando muito dinheiro, porque ganha em cima do volume de vendas.
Fale do comércio de motos em Mossoró.
PH – A moto Titan, que é o nosso carro-chefe, representa 75% das vendas de motocicletas na Motoeste. Vendemos aproximadamente 140 unidades por mês. Não vendemos mais porque a Honda não atende o nosso pedido. A Motoeste tem mercado para comercializar 20 motos CBX 200, mas a Honda só manda dez. Vendemos dez NX, por mês. A C-100 está tendo uma boa aceitação. A nossa previsão é de vendermos 20 unidades da nova XLR.
Para terminar, o senhor pode falar dos objetivos da Motoeste para 97?
PH – Esperamos crescer igual à fábrica ou um pouco mais. Percentualmente, temos sempre crescido um pouco, ainda mais quando ampliamos para algumas cidades da região Oeste. Abri a filial em Pau dos Ferros, Apodi, Umarizal, Assu, que respondem com pouco mais de cem unidades por mês.
Empresa nos primórdios em quadro do artista Careca (Reprodução)
*Entrevista especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 19 de janeiro de 1997, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo”. Veja AQUI, AQUI e AQUI as matérias anteriores.
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O Clube Aceu, antes das ruínas em que se encontra atualmente, foi palco de muitas alegrias. Antes denominado Ipiranga, o clube abrigava os ricos da época em grandes festas.
Prédio está em ruínas, diferente do glamour de décadas anteriores (Reprodução)
O prédio foi construído nos anos 30 para auxiliar no trabalho amador do time de futebol. E foi crescendo até começar a derrocada nos anos 60/70.
Quando o Ipiranga perdeu o seu glamour de outrora, o prédio ficou praticamente abandonado. Até que dois convênios passaram o patrimônio do extinto clube de futebol para a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
A sociedade mossoroense acreditava que a entidade, passando para a Uern, seria soerguida e as atividades socioculturais retomadas.
No inicio, parecia que iria dar certo. Até meados dos anos 80, atividades culturais e recreativas aconteciam com frequência, mas os anos 90 marcaram um triste capitulo na história do clube.
O prédio for abandonado e hoje serve apenas de depósito de material, arquivo e como sede do Sindicato dos Funcionários da Uern (SINDIFURRN).
O abandono é tanto que no inicio deste ano parte do pavimento superior caiu e deixou os funcionários apreensivos.
Foi feita uma inspeção e constatou que o prédio não poderia ser utilizado por não oferecer segurança Mas o atual reitor da Uern, Walter Fonseca, parece não se importar.
O clube Ipiranga é um dos mais tradicionais de Mossoró. O historiador Ra imundo Soares de Brito relembra os momentos das grandes festas e bailes pro- movidos no local onde hoje funciona a Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU).
O lugar abrigava festas grandiosas e chegou a ser reduto da aristocracia mossoroense. Mas o que levou ao surgimento da Aceu foi mesmo o futebol. “Existia uma rivalidade entre dois clubes importantes na época: o Ipiranga e o Humaitá”, disse o historiador. Ambos não existem mais.
Do Ipiranga, restam apenas escombros da sede social, que estão à disposição da Uern.
Um dos sócios-fundadores, Enéas Negreiros, em entrevista à GAZETA, disse desconhecer as fórmulas de como todo o patrimônio passou para o nome da Uern, sem que os mais de 200 associados tomassem conhecimento.
Com a rivalidade no futebol, os diretores do clube resolveram, então, montar a sua sede. A principio, o futebol praticado pelo Ipiranga era considerado amador. O time não fazia parte do esquema profissional, nem seus jogadores tinham remuneração, mas o sonho de levantar uma sede social era grande, principalmente pelos dirigentes.
Houve uma certa facilidade de levantar o empreendimento. Os diretores do Ipiranga eram empresários respeitados e detentores de influência na sociedade.
Antes, o clube funcionava num prédio alugado na Praça da Redenção, mas o sonho de ver o Ipiranga um time profissional era grande. A Prefeitura apoiou a iniciativa, doando o terreno. “O padre Mota foi um dos grandes responsáveis pela construção do clube”, disse Raimundo Soares.
Enéas Negreiros explicou que a empreitada para levantar o Clube Ipiranga recebeu o apoio de pessoas como Dix-neuf Rosado, Pedro Fernandes Ribeiro e Manoel Fernandes Negreiros. “Eles se mostraram muito solícitos para apoiar a iniciativa”, comentou.
Prédio foi construído por forte patrocinador
O padre Mota doou o terreno para a construção do clube Ipiranga. Este clube, antes funcionando num prédio alugado, estava com mais de duzentos sócios cadastrados, e isso mostrava a importância que era não apenas para o futebol amador, mas para o entretenimento mossoroense.
Com a doação, seriam necessárias as campanhas para arrecadação de mate- rial de construção para levantar o prédio. Alguns abnegados começaram, então, a pedir apoio. Até mesmo os alto-falantes, muito utilizados no início do século.
Mas os apoios não eram suficientes para tocar a obra adiante. Até que o empresário Badeu Fernandes de Negreiros foi contatado.
Badeu era representante das Tintas Ipiranga em Mossoró. Ele e um grupo de abnegados do Ipiranga.
Usaram um argumento que pesou muito na hora de fechar o negócio: o clube existia em função da marca da tinta. O patrocínio foi fechado e doado uma grande quantidade.
A doação foi tão grande que apenas 20% das tintas davam para pintar todo o prédio. Os 80%, segundo Enéas Negreiros. foram vendidos e transformados em material de construção. O clube ficou pronto em meados dos anos 30.
Cessão à universidade é questionada
Um dos fundadores do Clube Ipiranga, Enéas Negreiros, em reportagem publicada na GAZETA no final do mês passado, questiona a forma como o antigo clube Ipiranga passou a ser propriedade da Uern. “Não recebi qualquer comunicação como sendo um dos sócios. Nem eu, nem ninguém”, disse.
Enéas Negreiros foi um dos fundadores (Foto: Familiar)
Na época da transição, nos final dos anos 70, o Ipiranga contabilizava mais de 200 sócios, mas o clube vivia momentos difíceis por causa da fracassada administração.
Assim, os projetos culturais do Clube Ipiranga foram se enfraquecendo até chegar ao abandono do prédio.
Não parecia mais o Ipiranga dos anos 50 com as grandes festas e carnavais e a forte concorrência com a ACDP e AABB.
O presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADFURRN), Carlos Filgueira, disse que a entidade vai se mobilizar para que o prédio – agora abandonado pela atual gestão da Uern – possa ser reformado. “E lamentável o estado em que se encontra o clube Aceu atualmente”, desabafou Carlos Filgueira
Segundo ele, que acompanhou o processo de cessão da estrutura do Aceu para a Uern, a sociedade local acreditava que a universidade pudesse zelar pelo patrimônio e reativar as atividades cultural e esportiva do clube. “Infelizmente isso terminou não acontecendo”, relatou.
Adfurrn protestará contra o abandono da Uern
A Adfurrn vai mobilizar a categoria para pressionar o reitor Walter Fonseca a iniciar os trabalhos de restauração do prédio da Aceu.
A última recuperação no edifício foi em 85, quando o processo de revitalização estava em andamento e o Diretório Acadêmico e outras entidades trabalhavam com atividades socio-recreativas no clube. Mas na década de 90 a Aceu não recebeu mais incentivo algum. Pelo contrário. Tornou-se um prédio abandonado, que mais serve de dispensa que para a sociedade mossoroense.
No inicio, as pessoas achavam que a Aceu serviria como antigamente, para festas e atividades culturais, mas não for isso que aconteceu. Agora, a Aceu é tratada com desdém”, disse o presidente da entidade Carlos Filgueira.
A Adfurm prepara um documento protestando contra o abandono. “Não se pode deixar um prédio daquele cair. Deveria ser tombado como patrimônio histórico. Ele existe há mais de 60 anos e conta uma história bonita de Mossoró, relata Filgueira. “Estamos prontos para encampar a luta. Não entendo por que os dirigentes da Uem não se importam com as tradições da Aceu, se é deles a responsabilidade”.
Sociedade confiou que Uern zelaria Aceu
O Clube Ipiranga estava mal das pernas nos anos 70, e a administração do clube era considerada desastrosa. Não havia mais atividades culturais no local e, aos poucos, tudo foi ficando abandonado.
Até que um convênio entre o clube e a então FURRN for assinado pelo reitor da época, João Batista Cascudo Rodrigues, para administrar a quadra de esportes, no fundo do clube.
Alguns anos depois, o convenio se estendeu a todo o prédio. Os sócios não foram comunicados do convênio, nem houve uma assembleia para definir o destino do Ipiranga, mas mesmo assim o acordo for fechado. Segundo um dos sócios na época, o professor Carlos Filgueira, a sociedade mossoroense acreditava que o Ipiranga pudesse ser revitalizado e voltar as movimentações de outrora.
“O convenio com a universidade era considerado como algo bom para quem não queria ver as tradições do clube morrerem”. disse ele. No inicio, o Aceu foi revitalizado, mas aos poucos foi esfriando, até ser definitivamente abandonado.
Prédio está em ruínas
O prédio da Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU) está em ruinas. O edifício, que não recebe manutenção desde 85, pode a qualquer momento vir abaixo.
E, com ela, toda a história da cultura local, do esporte e de atividades, como os da Luízas de Marilac – que promoviam eventos para angariar fundos para os pobres e idosos
Em maio, a parte superior caiu e o laudo constatou que o prédio não tem condições de uso. Mas isso parece não intimidar o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Walter Fonseca.
Mesmo sabendo da ameaça da parte superior cair novamente, os funcionários do Sindicato dos Funcionários da Uern (SINDIFURRN) continuam trabalhando normalmente, e claro, apreensivos.
Vice-reitor diz que instituição espera Governo
O vice-reitor da Uern, Lúcio Ney, disse que o “abandono” do clube Aceu não é mais problema da instituição. Segundo ele, foi enviado um documento à Secretaria Estadual de Infra-estrutura relatando todos os problemas na estrutura do prédio.
Em maio, parte do andar superior do Aceu veio abaixo. Daí, o reitor da Uern, Walter Fonseca, determinou a inspeção do prédio. Foi constatado que caiu por falta de manutenção. “Pessoalmente fui a Natal entregar os laudos sobre o Aceu”, disse o vice-reitor. No laudo, ficou constatado que a parte superior não tinha as mínimas condições e que precisa de reforma urgente.
“Até o momento não há uma sinalização de quando será”, disse Lúcio Ney, acrescentando que um engenheiro fez todo levantamento dos curso da reforma, mas o valor não foi fornecido. “O prédio está sem condições”, garante. Mesmo com o perigo iminente, não houve qualquer interdição, e os funcionários da Uern continuam trabalhando normalmente.
Na Aceu, funciona o Sindicato dos Funcionários da Uern, o arquivo e o almoxarifado. “A situação é pior porque não temos recursos”, disse Lúcio Ney.
O clube Ipiranga, nas primeiras décadas do século passado (Acervo do IBGE)
*Reportagem especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 19 de dezembro de 1999, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo” (veja AQUI).
A Internet se tornou uma necessidade em Mossoró, de uns meses para cá. Somente em 99, três novos provedores surgiram, entre eles os dois maiores do pais. Isso mostra que o mercado local é promissor para o comércio virtual. Muitos lojistas estão de olho na idéia. A rede mundial de computadores fascina crianças, jovens e adultos.
Tela do Mirc, onde estava o Canal Mossoró (Reprodução de arquivo do Gazeta do Oeste)
Acredita-se que mais de dois mil computadores estão conectados à rede somente em Mossoró. Um número impressionante, que deverá aumentar, de forma considerável, nos próximos anos. A Embratel estima que, em 2003, serão oito milhões de computadores brasileiros na Internet. Hoje, são quatro milhões.
Esse meio de comunicação chegou para revolucionar o mercado e, o que é melhor, gerar mais empregos. A Internet possibilita que muitos mossoroenses trabalhem, seja na criação de sites, ou na parte técnica, ou ainda nos serviços oferecidos pelos provedores.
Internet abre inúmeras oportunidades de trabalho
Muitos mossoroenses estão fazendo da internet a sua profissão. E estão se dando bem. Além dos proprietários de provedores, a internet possibilitou a criação de mais empregos como os chamados webdesigners (aqueles que criam os sites) ou programadores, que simplesmente atualizam o conteúdo das home-pages.
Cliff Oliveira é webdesigner (Reprodução: Arquivo Gazeta do Oeste)
Um dos webdesigners mais requisitados em Mossoró é Cliff Oliveira (www.serv2000.com.br/cliff). Ele trabalhava na Rádio Rura, mas se desligou a fim de se dedicar à criação de sites. Chegou a receber grandes encomendas e, ao mesmo tempo, terminou contratado por muitas empresas para fazer o trabalho de atualização. Agora, foi convidado para trabalhar na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), cuidando das empresas filiadas, em Natal.
“O mercado de Internet em Mossoró é uma tendência inevitável”, comentou Cliff. O técnico em Internet, José Luís, que trabalha no provedor Netrn (www.netrn.com.br) disse que a linguagem do futuro será a Internet. “Antes, a preocupação era adaptar o computador à vida cotidiana. Agora é a rede”, disse.
Outro envolvido com Internet é o webdesigner conhecido como DJ Papa. Ele elaborou a página do concurso de moda Top Face, que recebeu mais de 1.500 visitas em menos de 15 dias. “Sou viciado em Internet”, disse.
Zé Maria, um dos coordenadores do IRC Mossoró (sala de bate-papo entre internautas mossoroenses), também faz sucesso com sua página de variedades e dedicada aos jovens locais. O endereço é www.nextway.com.br/zemaria.
Este ano foi marcado no campo da Internet com a chegada de dois dos mais importantes provedores de acesso do Brasil. O Universo On Line (UOL, www.uol.com.br) e o Zaz (www.zaz com br) se instalaram em Mossoró no segundo semestre deste ano. com a intenção de aboca- nhar uma fatia dos consumidores virtuais. O Universo On Line (UOL) é o maior provedor do Brasil e responde por 65% dos internautas do pais. O Zaz é o segundo maior, e pertence a um grupo de comunicação do Rio Grande do Sul.
Em Mossoró, o Universo On Line (UOL) aproveitou os equipamentos de um provedor já instalado, a Servpro. “Não se trata de um serviço de franquia”, deixa bem claro o diretor Hélio Duarte. “Na verdade, é uma parceria entre nós e o provedor paulista”. Com a chegada do Uol, houve um crescimento impressionante de usuários no Servpro. “Temos a perspectiva de dobrar no ano que vem”, comentou Hélio, em recente entrevista à GAZETA.
A parceria consiste na cessão dos equipamentos da Servpro para o Uol. O Uol, por sua vez, faria uma intensa campanha de divulgação e cuidaria de atrair novos assinantes Hélio explicou que o assinante paga ao Uol, que remete um percentual à Servpro.
No caso do Zaz, não se trata de uma parceria, mas de uma franquia. O Zaz no Estado é administrado pela CabugiSat, que percebeu um avanço no mercado virtual em Mossoró O provedor foi instalado há menos de um mês e já contabiliza mais de 50 usuários cadastrados A responsabilidade do Zaz em Mossoró é do comerciante Paulo Maia, que há tempos trabalha com informática.
Zaz, uma franquia de provedor, um dos primeiros a atuar em Mossoró (Reprodução: Arquivo do Gazeta do Oeste)
Linha 321 dificulta acesso à rede
A linha 321 da Telemar vem se transformando num pandemônio para os usuários de Intemet. Os especialistas no assunto disseram que ela não e apropriada à rede mundial de computadores. Ciente disso, a Telemar já iniciou o processo de mudança do prefixo Acontece que o 321 estava provocando muitas quedas na conexão e demora no carregamento dos sites. “Isso faz com que qualquer usuário perca a paciência”, disse o diretor da Nextway, Wadih Asfora
Um dos que perderam a paciência foi o comerciante Porfírio Negreiros. Ele instalou Internet em sua empresa, mas percebeu que a conexão era constantemente interrompida. “Logo liguei para a Telemar e eles fizeram a mudança para um 316”, contou.
O 321 e uma das linhas telefônicas mais antigas de Mossoró e seu processo de funcionamento ainda é analógico. Para a Internet, as linhas apropriadas são as digitais, que oferecem mais resistência e rapidez. “A transmissão de dados na linha 321 e lenta, por isso os sites demoram a carregar (aparecer na tela do computador)”, explicou Wadih. Quanto às quedas o modem não suporta o alto nível de ruído da central 321”.
Para se ter uma ideia de como o 321 é lento para a internet, os provedores calculam a velocidade de acesso em bps Com a linha 321, a velocidade é de 28 800 bps. Com linhas digitais como o 316, 318 ou 312, passa a ser de 50 600 bps.
Internautas mossoroenses promovem festas pela net
Grande parte dos usuários de Internet gosta de Internet para trocar e-mails (correspondências eletrônicas) ou entrar nos chats (salas de bate-papo). Existe uma infinidade de salas na Internet. Mas, para o público mossoroense, existe uma que recebe uma média de 150 pessoas por dia. É o Canal Mossoró, que através da Internet promove até eventos de cultura e lazer, como aconteceu ontem à noite no Complexo Calimar
Um dos coordenadores do canal é o internauta Zé Maria. Ele organiza eventos, marca reuniões e promove uma confraternização entre os usuários do canal. “É interessante porque as pessoas acabam se identificando muito com outras através do computador”, diz. Os usuários não costumam usar seus nomes verdadeiros. Usam pseudônimos, que são chamados no mundo virtual de “nickname”. “Nas festas, muita gente fica conhecida pelos nicks”, diz Zé Maria, cujo nick é zZzZz.
Para poder acessar o canal e preciso ter o programa “The Seven Deadly Sins”, facilmente encontrado na página da Nextway. Depois de instalar, é só criar um nick, escolher o canal Mossoró (#mossoro) e conversar com as pessoas. Por esse programa e possível o bate-papo reservado em salas particulares.
Provedores oferecem vantagens a assinantes
Provedores em Mossoró em 1999 (Reprodução: Arquivo Gazeta do Oeste)
Os provedores cobram uma taxa mensal para que seus assinantes possam “viajar” pela Internet. Em compensação, oferecem, além do serviço de conexão, uma série de outras vantagens exclusivas. O Universo On Line, por exemplo, disponibiliza todo o conteúdo de jornais e revistas Quem não é assinante, não tem acesso. No Uol, existe também o “discador automático”, que procura linha desocupada.
Mas o Uol é o que cobra mais caro a taxa de acesso ilimitado (sem limite de horas). Custa R$ 34 mensais, mas há planos mais baratos. No caso da Nextway, cuja tarifa de acesso ilimitado é de R$ 30, o cliente pode usufruir de alguns privilégios, como hospedagem de domínio próprio, montagem e manutenção em rede com plataforma Windows 95/NT e desenvolvimento de software personalizados e serviços on line.
“O mercado está cada vez mais competitivo e ganha o provedor que oferecer mais vantagens”, comentou José Luis, da Netrn, que coloca o usuário na Internet por R$ 29,90 (acesso ilimitado). O Zaz, que cobra em Mossoró R$ 34,00, vai sortear computadores com seus assinantes.
Empresas locais estão aderindo à nova fórmula
Algumas empresas mossoroenses estão um passo a frente dispondo seus produtos ao consumidor via Internet. Outras planejam entrar no esquema até o próximo mês. Existem muitas, como a Refimosal, lojas de informática como a Logus, locadora como a Visão Vídeo (que vai abrir um sistema de aluguel pela net) e de automóveis e motos, como é o caso da Motoeste.
“Isso mostra que muitos empresários estão com uma visão de futuro e eles sabem que isso é uma nova modalidade de venda”, diz o internauta Glauber Alves, que está estudando a criação da página da Glênio CD na Internet. “Esta página seria um catálogo do acervo da loja. O cliente pediria, nós deixaríamos em casa e discutiríamos a melhor forma de pagamento”, explicou. O empresário Glênio Soares é simpatizante da idéia e acredita que esta será uma nova fórmula de venda de discos, já que no Brasil as maiores vendas on line são do mercado fonográfico
Hoje, o comércio de Mossoró utiliza a Internet em escala impressionante Os negócios feitos a prazo levavam dias na análise do crédito do consumidor. Através da Internet, a análise é feita em dez minutos. “Isso é um avanço e mostra que temos que entrar nesta nova modalidade de venda o quanto antes”, disse Glauber.
Crescimento em 2000 deve ficar em 20%, prevê especialista
Segundo Wadih Asfora, as empresas estão sentindo a necessidade de se conectarem à Internet. “Hoje não faz sentir você possuir um computador e não ter internet”, disse. A Nextway, que foi instalada em Mossoró há três meses, é considerado um dos grandes provedores de Mossoró, mesmo diante dos maiores que chegaram recentemente.
A necessidade de Internet vem surgindo, em maioria, dos empresários locais, porque eles perceberam que através da rede poderiam divulgar seus produtos de uma forma mais completa e bem mais barata. Uma página na Internet custa em média R$ 300, variando de acordo com a qualidade gráfica apresentada.
Mas o crescimento de computadores domésticos também é grande “Temos um grande número de usuários que têm seus computadores em casa mesmo”, disse o diretor da Nextway. Ele acredita que no ano que vem haverá um aumento de novas conexões em torno de 15% a 20%. A Embratel informou que existem conectados em todo o país 4 milhões de com- putadores e que este número vai dobrar até o ano 2003.
“Os recursos que a Internet oferece são impressionantes. Tem tudo que você possa imaginar. E acaba saindo bem mais barato e cômodo para o usuário”, disse Wadih.
*Reportagem especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 12 de dezembro de 1999, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo” (veja AQUI).
William Robson é jornalista de longo curso, além de doutor nesse campo (Foto: divulgação)
O jornalista William Robson, que milita na imprensa mossoroense há uns 30 anos, passará a publicar em seu blog (veja AQUI) matérias importantes que fez nos anos 90 e 2000.
Temas como a morte de Eliseu Ventania, cobertura de micaretas, inauguração da ETFRN, hoje IFRN etc.
Excelente ideia.
Nota do Canal BCS – William começou no Gazeta do Oeste, onde cheguei um pouco antes. Também fomos parceiros no Jornal de Fato.
Além de jornalista-doutor, é professor com largo cabedal de conhecimento teórico e na prática, o que faz uma diferença enorme na hora de fomentar o saber.
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O jornalista e professor-doutor em jornalismo, William Robson, teve artigo de sua autoria publicado na Folha de São Paulo.
Gabriela Biló é fotojornalista da Folha de S. Paulo, autora da foto feita com técnica de múltipla exposição
Ele faz abordagem analítico-opinativa sobre polêmica foto veiculada por essa mídia impressa/virtual, sob o título “Quando a imagem jornalística recorre ao fake”.
Nota do Canal BCS – Independentemente de concordar ou discordar da visão analítica de William, manifesto minha alegria por essa projeção nacional do colega de redação desde os tempos do Gazeta do Oeste, no início dos anos 90.
Valeu, By! Você merece.
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A convite dos jornalistas William Robson e Bruno Barreto, o editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos) foi convidado especial do programa Resenha Moscow, na plataforma YouTube, nessa segunda-feira (26).
A sala virtual de conversa girou, lógico, em torno de política e eleições 2022.
Acompanhe a íntegra dessa resenha e o que falamos sobre sucessão estadual, disputa ao Senado, nomes que podem se eleger à Câmara Federal, nominata a estadual e eleição presidencial.
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O jornalista Carlos Santos do Canal BCS (Blog Carlos Santos) é o convidado para participar do programa Resenha Moscow desta segunda-feira (26), onde fará uma avaliação do cenário eleitoral a pouco menos de uma semana para a votação. O Resenha começa às 20h no canal da Agência Moscow no Youtube.
Será conduzido pelos jornalistas William Robson e Bruno Barreto.
Exibido sempre às segundas-feiras, o Resenha traz a análise semanal de um jornalista convidado. Já passaram nomes como Saulo Vale, Thiago Medeiros, Diógenes Dantas, Wellington Morais, entre outros, que imprimem sua visão sobre o processo eleitoral, analisam pesquisas, candidatos e apontam tendências.
Carlos Santos é um dos mais experientes jornalistas potiguares em atividade, com foco no jornalismo político.
Acompanhe o bate-papo clicando neste endereço AQUI.
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O jornalista e professor William Robson vai estrear projeto de curadoria jornalística, em forma de coluna, nesta segunda-feira (21), em seu blog williamrobson.com.br. A coluna “Contracapa” destacará notas curtas, informações dinâmicas, que serão atualizadas durante o dia inteiro.
William tem larga experiência em comunicação e lança novo projeto (Foto: divulgação)
Segundo ele, vai servir como um apêndice das análises que já são feitas na primeira página do blog. “Por isso, eu adotei este nome de contracapa, que faz alusão ao jornal impresso, mas também é a continuidade do site”, explicou.
Mesmo assim, a coluna “Contracapa” terá vida própria, com twitter e Instagram específicos para aqueles que querem ficar acompanhando o conteúdo, através do canal @contracapa_jor em ambas as plataformas. “Logo também ganhará versão em newsletter para Whatsapp, pela manhã, com o conteúdo publicado no dia anterior, que se chamará ´Da Contra´”, adianta o jornalista.
O projeto se assemelha às tradicionais colunas jornalísticas, recorrendo a notas curtas, foto-legendas, frases, como também trazendo rápidas análises do noticiário local e da grande mídia. “Diante de tanto conteúdo que circula na rede, a proposta tende a selecionar as discussões mais importantes”, explica. “Tem um pouco de hard news nisso, é verdade, porém, com foco na curadoria jornalística, algo importante neste tempos”.
“Contracapa” já está no ar em caráter experimental. O jornalista William Robson, que também é doutor em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), foi editor dos jornais Gazeta do Oeste e Jornal de Fato, e atualmente conduz o programa “Foro de Moscow”, ao lado do jornalista Bruno Barreto”, pelo Youtube.
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Carlos e Fátima vão anunciar o que já está definido entre as partes ( Fotomontagem/arquivo)
Do Blog do Barreto
O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) declarou ao Foro de Moscow, apresentado pelos jornalistas Bruno Barreto e William Robson, que a aliança entre o PT e o PDT deve ser formalizada ainda neste mês de março.
“Creio que este mês poderemos anunciar a chapa majoritária”, disse, durante entrevista nesta terça-feira (15).
Sinal verde
Ainda segundo o pedetista, a governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu sinal verde para formalizar alianças com partidos que possuem outros candidatos a presidente.
A decisão afeta diretamente a situação dele no Rio Grande do Norte por ser um apoiador do ex-ministro Ciro Gomes.
“Essa situação (aliança com apoiador de Ciro) a governadora Fátima já conversou cm a direção nacional do PT e a direção nacional deu sinal positivo de que não há incompatibilidade de alianças com quem tem candidatos a presidente diferente”, frisou.
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Mesmo com a promessa de nova retomada Porcellanati, as operações não recomeçaram. E não há mais tempo. O prazo final termina nesta quinta-feira (4), e foi apresentado pela própria direção da empresa. Ou seja, a empresa ofereceu novo prazo para reabertura e não conseguiu cumprir o calendário que ela mesma estipulou.
Porcellanati é uma das maiores fraudes cometidas contra o povo de Mossoró com apoio de setores igualmente criminosos da política (Foto: arquivo)
As operações não foram reativadas. Sequer a ligação de gás natural para funcionamento da unidade também. Para justificar a retomada, a Porcellanati contratou em torno de 40 funcionários, mas a quantidade é bem inferior à necessidade da indústria para que funcione plenamente.
Acredita-se que, sob esta condições, a previsão é de que o empreendimento não retome suas atividades nem se fosse até o final deste mês.
A rigor, a Porcellanati não está funcionando desde 2014. No ano seguinte, a Prefeitura pediu o terreno, mas nas promessas de retomada, a situação foi levada com a barriga por seis anos. Nem a nova promessa não cumprida deve impedir a Prefeitura de Mossoró a pedir o terreno o quanto antes. Há propostas para a instalação de outras empresas no local, gerando em torno de 600 empregos inicialmente, sendo uma fábrica de beneficiamento de castanha e uma indústria de premoldados.
O fato de a Porcellanati continuar na cidade desde 2014 sem qualquer serventia foi favorável para estratégias de gestões municipais anteriores para fins eleitoreiros. Na última das investidas, centenas de mossoroenses se aglomeram em longas filas formadas na tentativa de conseguir uma vaga de emprego, em 2018, durante a gestão de Rosalba Ciarlini.
A Porcellanati, ao não cumprir o seu próprio prazo, e montando uma estrutura como pretexto para permanecer no local, tenta emplacar nova esperança de que estaria no seu deadline funcionando a todo vapor. Claro, isso é mais uma promessa.
Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Se existe alguém que desde o princípio, desde sempre, afirmou categoricamente que tudo não passava de vigarice (outra, mais uma, novamente), fui eu. Essa corriola, com o suporte de gente influente do RN, tenta segurar patrimônio que não lhe pertence a qualquer custo, para adiante levantar mais alguns milhões em bancos públicos.
Está passando da hora de botarmos esse magote de vigaristas para correr. Vaza. Já temos pilantras demais por aqui, inclusive políticos que os ajudam sem aparecer. Paguem os milhões que devem ao setor financeiro, ex-empregados, prestadores de serviços e comércio local.
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A notícia em primeira mão é do jornalista William Robson, em seu Twitter:O prefeito eleito Allyson Bezerra (Solidariedade) vai reunir no próximo sábado (19) todos os vereadores eleitos e reeleitos de Mossoró.
O local e horário não foram detalhados pelo jornalista.
Será a primeira reunião com a composição da futura legislatura.
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O programa jornalístico online Foro de Moscow, exibido diariamente ao meio-dia via Youtube (canal Agência Moscow) e comandado pelos jornalistas Bruno Barreto e William Robson, realizará uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Mossoró. Será entre os dias 2 e 9 de novembro.
O objetivo principal é oferecer a oportunidade para a apresentação de propostas, discutir ideias e o futuro da cidade com o intuito de oferecer condições de avaliação pelo eleitor.
As entrevistas serão transmitidas ao vivo, ao meio-dia, via Youtube. As assessorias dos candidatos já foram comunicadas e cada um terá uma hora de programa para responder às questões dos jornalistas e da audiência.
Allyson, Cláudia, Ceição, Isolda, Ronaldo e Rosalba estão na disputa municipal deste ano (Fotomontagem: BCS)
Elo
“Todos serão tratados com muito respeito e moderaremos as perguntas da audiência para evitar exageros ou agressões. Nossa intenção é estabelecer um elo entre os candidatos e o público de forma muito honesta”, explicaram os jornalistas.
A audiência poderá participar do programa em tempo real, enviando questões via Superchat do Youtube ou se tornando membro do canal da Agência Moscow através do link: //bit.ly/2SX0dFH .
“É uma forma de prestigiar a nossa audiência qualificada que sempre tem apoiado as iniciativas do Foro de Moscow”, contou William Robson.
“Realizamos um sorteio na edição do Foro desta sexta-feira (8), para estabelecermos a ordem das entrevistas”, disse Bruno Barreto.
O sorteio foi transmitido ao vivo e a ordem ficou definida da seguinte maneira:
2/11 – Cláudia Regina (DEM)
3/11 – Isolda Dantas (PT)
4/11 – Rosalba Ciarlini (PP)
5/11 – Allyson Bezerra (SD)
6/11 – Ronaldo Garcia (PSOL)
9/11 – Irmã Ceição (PTB)
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