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O quinteto fantástico

Por Marcos Ferreira

Marcos Ferreira, Genildo Costa, Caio César Muniz, Cid Augusto e Rogério Dias (Fotomontagem e edição de imagem do BCS)
Marcos, Genildo, Caio, Cid e Rogério (Fotomontagem e edição de imagem do BCS)

Agora estou aqui a cismar com os meus botões sobre os antigos e os novos rumos de minha vida até o presente instante. Penso com carinho, e também de forma saudosa, nos vínculos de amizade estabelecidos ao longo de minha trajetória. Avalio essas questões e constato o quanto me distanciei fisicamente (ou nos distanciamos) de algumas pessoas queridas. Sim, apenas do ponto de vista físico, sem aquele calor fraterno e cotidiano de outrora.

Hoje estamos, como se diz, distanciados. Aqui e acolá nos avistamos nas esquinas das redes sociais, nos recantos da blogosfera.

Por uma razão ou por outra, manipulados pelos destinos que a vida nos reserva ou impõe, fomos na direção de outros horizontes e prioridades. Apesar desse afastamento físico, o nosso elo permanece, sobreviveu à diáspora que envolve a busca pelo pão. O papo tête-à-tête tornou-se raro, contudo volta e meia a gente se abraça através dos filamentos “internéticos”, recursos como (por exemplo) WhatsApp e Instagram.

Uma vez ou outra me aparece aqui um Túlio Ratto e mexemos no baú do passado, bebemos café, catamos retalhos de memórias ainda do tempo da Revista Papangu em papel, recordações com cheiro de naftalina, “pensamentos idos e vividos”, como clássico soneto “A Carolina”, de Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho.

É isto. Já não existe aquela nossa interação amiúde, tão intensa e salutar. Dessa época de ouro, mágica e extremamente profícua em nosso universo de verdes sonhos e primordiais atividades literárias, quero me dirigir com um abraço bem caloroso a quatro indivíduos dos quais nunca me esquecerei. Refiro-me aos senhores Rogério Dias, Genildo Costa, Cid Augusto e um tal de Francisco Caio César Urbano Muniz.

Formávamos, naquela metade dos anos noventa para os anos dois mil em diante, o que ora denomino de Quinteto Fantástico. Apenas para afrontar a Marvel.

Caio César Muniz foi o cara que me tirou da minha toca no Santa Delmira, num tempo em que eu tinha muito pouco acesso àquela Mossoró das letras, da cultura, da prosa, da poesia. Fomos apresentados pelo então poeta underground Cid Augusto e daí por diante Muniz (assim como Cid) me mostrou o caminho das pedras. Na sequência, por sermos articulistas do Caderno 2 do Jornal O Mossoroense, topamos com o trovador Genildo Costa.

Pouco após, por intermédio de Genildo, Cid e Caio, fui apresentado ao publicitário, poeta e artista plástico Rogério Dias. Eu e Muniz visitávamos o QG, a “oficina irritada” e multicor de Rogério quase que diariamente. Rogério é o sujeito do pavio mais curto, o tipo mais sensível e fascinante que já conheci.

Desempregado à época, pois ainda não havia conseguido o trabalho de revisor e copidesque no jornal, eu não tinha um tostão furado. Caio César Muniz pagava até mesmo as minhas passagens de ônibus para irmos ao Centro. Noutras ocasiões ele também não tinha grana, vinha a pé lá do Conjunto Integração e de minha casa a gente se mandava a pé para O Mossoroense ou para o ateliê de Rogério.

No mais das vezes eu primeiro manuscrevia meus textos e depois passava a limpo em uma bela Olivetti Línea 88 que ganhei de Rogério. A seguir entregava os poemas ou crônicas ao jornal. Daí a pouco, então, formamos isso que hoje denomino de Quinteto Fantástico. Cid era o crânio, o Homem Elástico. Rogério era o Coisa, o Homem de Pedra, porém com um coração de manteiga.

Muniz era o Tocha Humana, o elemento que incendiava nossos ânimos, tocava fogo no circo, inflamava plateias nos bares, escolas públicas, particulares e universidades, sempre audaz, intrépido. Eu, naturalmente, era o Homem Invisível, mais tímido do que uma jovenzinha recém-chegada a um lupanar. Isso no tempo em que ainda existiam essas casas de tolerância.

Foi nesse período que nos deparamos com figuras emblemáticas da poesia, da cultura mossoroense e potiguar, personagens de grande relevo como Luiz Campos, Apolônio Cardoso, Onésimo Maia, Lenilda Santos, Nonato Santos, Tony Silva, Augusto Pinto, Crispiniano Neto, Luiz Antônio, Raimundo Soares de Brito, Vingt-un Rosado, Aluísio Barros, Leontino Filho, Zenóbio Oliveira, Laércio Eugênio e o vate Zé Lima. Uma elite intelectual que nós olhávamos com reverência.

Genildo Costa era (ainda é) um músico e tanto. Naqueles primórdios, sem dúvida, ele representava o grande menestrel do grupo, autêntico cantador, dono de uma voz poderosa e ótima presença de palco. Artista nato, oriundo de uma família de excelentes escultores do verso, musicou alguns poemas de minha autoria, em especial o soneto “Caminhos Opostos”, os poemas “Minha Casa” e “Cores e Caminhos”. Este último Genildo usou para intitular o CD que ele conseguiu lançar na marra.

Além de mim, o mossoroense de Grossos musicou poesias de Luiz Campos, Rogério Dias, de Caio César, Cid Augusto, Maurílio Santos, Antônio Francisco e Crispiniano Neto. Em suma, é justo dizer que o Costinha gravou uma verdadeira antologia poética.

Reacendemos a chama da Poesia nesta vila, levamos a arte do verso para os coretos e vários outros pontos culturais da urbe. Naquela vitrine do Caderno 2, encontravam-se poetas e prosadores como Kalliane Amorim, Gustavo Luz, Líria Nogueira, Francisco Nolasco, Jomar Rego, Margareth Freire, Ricarte Balbino, Fátima Feitosa, Airton Cilon, Goreth Serra, Gualter Alencar, Silvana Alves, Clauder Arcanjo, Antônio Cassiano, Graciele Callado, Tales Augusto, Kézia Silmara, Misherlany Gouthier, Symara Tâmara e o nosso hoje estelar cordelista Antônio Francisco.

Eram poetas e prosadores às pampas. Tantos e tantas que esta minha memória de Sonrisal em copo d’água não consegue abarcar. Temos hoje antigos e novos talentos que coexistem de maneira harmoniosa. Indivíduos de uma quadra remota ao lado de uma turma jovem e não menos talentosa. Então, apesar da eterna falta de incentivo por parte dos governos municipal e estadual, a literatura ainda resiste. “Se foi assim, assim será”. Como na famosa canção do Milton Nascimento.

Marcos Ferreira é escritor

Eita bixiga taboca… isso só tem no sertão

Por Zenóbio Oliveira

Foto: Gustavo Bettini
Foto ilustrativa de Gustavo Bettini

Xarope de Malvarisco,
Pra curar tosse puxada,
Um rosário na portada,
Pra proteger de corisco,
Um cordão de São Francisco,
Pra frear assombração,
Catuaba com limão,
Pra animar velho coroca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Um pirão de Sabaru,
Na hora da gororoba,
Café de Mangirioba,
Com o mel do Capuxu,
Melador de Cumaru,
Pra curar constipação,
Uma piraca a carvão,
Pra espantar muriçoca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Uma tigela de fuba,
Peneirada em urupemba,
Um cavalo de catemba,
De talo de carnaúba,
Reza braba que derruba,
Mau-olhado e maldição,
Duas moças num pilão,
Caçulando uma paçoca
Eita bixiga taboca
Isso só tem no sertão.

O povo escutando um jogo,
Num rádio antigo da SEMP,
Um bule em riba da trempe,
Com café pegando fogo,
Uma galinha com gogo,
Babando que só o cão,
Um galo ciscando o chão,
Doido pra achar minhoca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Tarrafa malha miúda,
Pra pesca de sabaru,
Banha de tejuaçu,
Pra dor de garganta aguda,
O chá da folha de arruda,
Pra descer menstruação,
Ninho de palha no chão,
Pra deitar galinha choca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Um baú na camarinha,
E um monte de troço dentro,
Uma horta de coentro,
No terreiro da cozinha,
Um poleiro de galinha,
Nos dois ganchos dum pinhão,
E o roçado de feijão,
Precisando duma broca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Quixó, fojo, landuá,
Arataca e arapuca,
Tocaia, facho, cumbuca,
Mundé de pegar preá,
Anzol, rede de pescar,
Negaça, sangra, alçapão,
Garrucha, funda, facão,
E espingarda de soca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Batata de macambira,
Pra fazer ração bovina,
Uma cerca de faxina,
Amarrada com embira,
Cortiço de Jandaíra,
Pendurado no oitão,
Um pinto na plantação,
Pinicando tamboroca,
Eita bixiga taboca,
Isso só tem no sertão.

Zenóbio Oliveira foi jornalista, repórter cinematográfico, poeta e escritor falecido dia 12 de julho do ano passado (veja AQUI)

Despedidas

Por Zenóbio Oliveira

Foto de Zenóbio Oliveira, veiculada pelo portal Mossoró Hoje no dia de sua morte
Foto de Zenóbio Oliveira, veiculada pelo portal Mossoró Hoje no dia de sua morte

Muitas vezes me chamam para despedidas, as alegres, mas não gosto delas, seja qual for a sua natureza. Foram tantas em minha vida, as tristes, que já poderia até ter-me acostumado. Algumas inesperadas de tal forma, que até hoje não se estabeleceram como uma verdade consciente em mim.

Por muito tempo concordei com uma asseveração popular sobre o amadurecimento da alma pela amargura, até esbarrar na primeira despedida triste e grave da minha vida para compreender que ela, essa tal amargura, é elemento que descende justamente de acontecimentos como a despedida, na genealogia geral dos sofrimentos.

Eu fujo delas.

Não quero que o momento de sua ocorrência seja o ponto de relação referencial das minhas lembranças. Não aceito que meu pensamento constitua uma simbolização imagética do seu acontecimento triste, como indício categórico da memória, porque isso toldaria cada instante da convivência predominantemente alegre que o precedeu.

Se bem que a despedida nem é tão pungente quando o apartamento não é efetivo. Hoje principalmente, pois com toda essa disponibilidade tecnológica na comunicação, as distâncias estão cada vez mais encurtadas. A mediação da palavra, escrita ou verbalizada, produz essa ilusão de constância, quando compartilhada diariamente nesses suportes virtuais. Mas uma relação, seja de qual tipo for, carece mais que isto.

Necessita substancialmente da presença física, porque carrega no bojo elementos peculiares, que a palavra, por si só, não consegue traduzir. O olhar, o abraço, o carinho, por exemplo, não são coisas que possam viajar no espaço cibernético e isso faz com que a ausência do ente querido continue amargurando os corações distanciados.

Mas a despedida é doída mesmo quando é peremptória, quando termina uma relação de vida, porque transforma a esperança do reencontro em saudade irremediável.

De todo modo não sou afeito a despedidas, mesmo as que encerram a promessa do reencontro.

E me agarro na filosofia de “que a gente não precise das despedidas para lembrar o quanto gostamos de quem está perto. Que a gente não precise da saudade para lembrar o quanto gostamos de quem está longe.”

 E me valho da poesia para pedir aos meus que: “se acaso algum dia eu cismar de partir, me peça pra ficar”.

Zenóbio Oliveira foi jornalista, cinegrafista, editor de imagens, escritor, poeta, que faleceu dia 12 de julho deste ano

Leia também: Zenóbio Oliveira, a partida de quem poderia ficar mais um bom tempo

O palhaço do cruzamento

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Por Zenóbio Oliveira

Concentrado no semáforo esperando o sinal ficar verde, nem dei fé daquele palhaço esmolambado ao lado do carro, com cara de choro, toda pintada e feia. Esperei a anedota, o gracejo, mas nenhuma sílaba, nenhum trejeito cômico, apenas a mão estendida, num gesto de súplica, a implorar minha piedade.

Longe da magia das luzes e das cores e sem a ilusão do picadeiro.

No espetáculo da sobrevivência, o palco da rua não oferece o abrigo da lona colorida, mas a causticidade de um sol a pino, ardendo no couro a quarenta graus.

O corpo já lhe nega forças para as cabriolas e piruetas e as desgraças da vida roubaram-lhe as graças do rosto, hoje marcado pelas carquilhas, que nem a maquiagem consegue mais esconder. Não tem a alegria dos palhaços das minhas lembranças, não provoca o riso, mas causa a compaixão.

Chamam-no “Queima-roda”, cognome esdrúxulo, alcunha humilhante, denotativo de baitolagem, chacota que a modernidade apelidou de bullying.

Há dias não vejo o palhaço esmolando entre os carros nas intermitências do sinal vermelho. Soube que estava hospitalizado, vítima de assalto, ferido por adolescentes, como os que alegrou em seus tempos áureos, mas ignorantes da fascinação e do encanto que envolvem esse artista circense.

Sempre dediquei minha percepção semiológica ao signo palhaço como uma representação, fiel, da alegria e do contentamento. Hoje, assusto-me quando esse mesmo signo me remete ao significado de condolência e sofrimento, manifestados no palhaço triste daquele cruzamento.

Uma generalização injusta, a contradizer a história de que a primeira impressão é a que fica.

A verdade é que esta situação comove para além do embate semiótico das minhas concepções, ensinando que alegria e tristeza nos são comuns e que até para os palhaços, a vida reserva o tempo de fazer rir e de fazer chorar.

Zenóbio Oliveira é poeta, jornalista e ex-cinegrafista da InterTV Cabugi

*Texto originalmente publicado nesta página no dia 24 de dezembro de 2017 (veja AQUI). Nossa singela homenagem ao amigo e, autor da crônica, falecido na última quarta-feira (12). Descanse em paz, Zé.

Verbo sertanejo

Por Marcos Ferreira

Zenóbio Oliveira faleceu na última quarta-feira (Foto: cedida)
Zenóbio Oliveira faleceu na última quarta-feira (Foto: cedida)

Escrevi, talvez há três semanas, uma pequena crônica que intitulei de “Vida fugaz” (veja AQUI). Tratava, obviamente, sobre o quanto a nossa despedida deste plano terreno pode ser precoce e repentina. Ou seja, discorri acerca de algo que todo mundo está careca de saber. E por qual motivo (indagarão) volto a requentar esse tema? Retomo tal assunto porque na quarta-feira passada, como foi divulgado pela imprensa, perdemos mais um poeta relevante: o jornalista e cinegrafista Zenóbio Oliveira (veja AQUI).

Sim, a arte poética está de luto. Arrebatado por um infarto inapelável, o autor de Verbo sertanejo, seu primeiro e único livro de poesia, partiu e deixou por aqui um sem-número de admiradores e amigos. Pois, além de homem de letras e competente repórter cinematográfico, Zenóbio era uma figura humana das melhores, benquista em todos os segmentos sociais e profissionais por onde passou.

Pena que somente hoje estou repetindo o que é público e notório. Com o mesmo atraso com que outros indivíduos teceram justos e oportunos depoimentos sobre o profissional e vate das Aguilhadas. Temos (salvo pequenas exceções) essa lamentável tradição de só louvarmos, valorizarmos os nossos artistas depois que estes são chamados para o além-túmulo. Então, a exemplo de alguns, findei não dizendo ao sonetista de “Trajetória”, não ao menos com a merecida ênfase, quanto respeito e admiração eu tinha por sua pessoa e arte da escrita. Deixei isso para depois e depois.

É verdade que vez por outra me deparei com ele nas redes sociais, de maneira que nossa relação nunca foi próxima fisicamente. Melhor dizendo, jamais sentamos à mesa para um café e trocar umas ideias, bater um papo. Permito-me dizer, entretanto, que nutríamos um pelo outro, sobretudo enquanto sonetistas, gênero que Zenóbio Oliveira cultivava com rara mestria, uma estima recíproca.

Então, para desfalque de nossa literatura, perdemos o escritor de Verbo sertanejo. Era bom no que se propunha a realizar. Em especial na debulha do verso. Seus sonetos e sextilhas, entre outras formas versíficas, estão aí para comprovar o que digo e todos admitem. Sabia rimar e metrificar de verdade. Não era (aqui não aponto ninguém) autor de cordéis do pé-quebrado. Até qualquer dia, poeta!

Marcos Ferreira é escritor

Dia de despedida e nada mais

Vou fechando o dia em marcha lenta, produção mínima, ânimo pequeno.

Hoje, despedida de mais um amigo; algo que tem-se tornado frequente nos últimos anos.

Dessa vez, Zenóbio Oliveira (veja AQUI).

Cinegrafista, jornalista, poeta, figura de coração boníssimo…

Amanhã será um novo dia.

Espero.

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Zenóbio Oliveira, a partida de quem poderia ficar mais um bom tempo

Zenóbio, uma partida sentida demais, porque poderia ter ficado mais um bom tempo (Foto: redes sociais)
Zenóbio, uma partida sentida demais, porque era muito mais do que um amigo (Foto: redes sociais)

Começo mais um dia impactado por grande perda. Morreu o cinegrafista, jornalista e poeta Zenóbio Oliveira, que atuou por muitos anos na Inter TV Cabugi, além de passagem pela TV Cabo Mossoró (TCM Telecom) e em diversas produções audiovisuais,

Segundo relatos, o óbito aconteceu por volta de 7h30 da manhã desta quarta-feira (12), em sua sala de trabalho na Uern TV, Centro de Mossoró.

Comentou com colegas que sentia dor no peito, logo desmaiando. Sofreu infarto fulminante.

Ainda recebeu socorro para reanimação, além de ter sido acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Mas, não foi possível devolvê-lo à vida.

Depois traremos detalhes sobre velório e sepultamento de Zenóbio “Das Aguilhadas”, como gostava de se apresentar, remetendo-se à origem rural em Governador Dix-sept Rosado.

Nota do BCS – Ah, meu amigo, que dor estou sentindo por sua partida. Em décadas de amizade, nenhum senão. Generosidade, afeto, empatia, disponibilidade para ensinar e ouvir. Gratidão por ter compartilhado um pedacinho de sua vida e ter feito parte da minha. Esse é um adeus sentido demais, porque você poderia ter ficado mais um bom tempo por aqui. Vá em paz, meu caro.

Governadora embargou a voz relatando a luta pela autonomia financeira da Uern (Foto: Canal BCS)
Meu amigo, de costas, é o primeiro plano de foto que fiz ‘dele’, na assinatura de lei da autonomia da nossa querida, também, Uern (Foto: 29 de dezembro de 2021)

P.S – O velório ocorre a partir das 17h desta quarta-feira na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Centro de Mossoró. A previsão é que o corpo seja levado para Governador Dix-Sept Rosado às 19h. O sepultamento deve ocorrer em sua cidade natal amanhã, às 7h.

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“Vozes do Semiárido” fala por 27 milhões de brasileiros

Cerca de 27 milhões de brasileiros vivem numa região cada vez mais importante para o Brasil, e principalmente para o Nordeste: o Semiárido. Ocupando cerca de 12% do território nacional, abrangendo mais de 1 mil municípios, o semiárido brasileiro é o que possui o maior número de habitantes do mundo.

Fabiano, Danilo, Daniel, Zenóbio e Esdras, parte da produção da série (Foto: divulgação)
Fabiano, Daniel, Danilo, Zenóbio e Esdras, parte da produção da série (Foto: divulgação)

Para falar sobre realidades desta região e contar as histórias de quem nela vive, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio do Laboratório de Narrativa Hipermídia (HiperLAB/UERN), criou o “Vozes do Semiárido”. O projeto de extensão do curso de Jornalismo é uma série audiovisual com seis episódios, também chamada “Vozes do Semiárido”.

Estreou no final de semana passado, durante a Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária (FENAFES), ocorrida no Centro de Convenções, em Natal.

Com produção do HiperLAB e da Uern TV, e apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar, e da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN), a série mostra histórias de agricultores potiguares que têm apostado na agricultura familiar e na economia solidária e tem sido atores importantes ao desenvolvimento sustentável do semiárido potiguar.

Episódios

Todos os episódios estão disponíveis gratuitamente no canal do youtube da Uern TV e serão transmitidos também em emissoras de TVs públicas. Veja todas abaixo:

Agricultura familiar

Feiras agroecológicas

Economia solidária

Algodão agroecológico

Sementes crioulas

Juventude rural

“Essa é a primeira temporada de um projeto de 12 episódios. Lançamos os 6 primeiros e, ao final do ano, entregaremos os seis restantes. Em todos eles, voz e vez para as mulheres e homens que fazem a diferença no semiárido potiguar”, comentou o professor Fabiano Morais, diretor geral do documentário.

A série Vozes do Semiárido tem direção geral de Fabiano Morais, coordenação institucional de Esdras Marchezan, imagens de Zenóbio Oliveira, edição, montagem e finalização de Danilo Queiroz, som direto de Daniel Frota, e identidade visual de Lucas Galvão.

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Zenóbio Oliveira abre a grande angular do conhecimento

Zenóbio: muita experiência (Foto: arquivo)

Profissional de grande experiência no telejornalismo, além de formação acadêmica, o jornalista e repórter cinematográfico Zenóbio Oliveira prepara cursos dirigidos a um público diversificado. Alinha providências para anunciar em breve detalhes dessa iniciativa.

Segundo Zenóbio, a proposta é passar esse cabedal de conhecimentos a estudantes de Comunicação, pessoal de agências de propaganda e outros interessados na produção de vídeos para diversos fins, “desde aquele com conteúdo institucional à divulgação de profissionais liberais, além de filmetes para uso em redes sociais etc.”.

Ele trabalhará aspectos práticos e teóricos.

Qualidade

Quer passar como deve ser usada uma câmera, da mais amadora possível (num smartphone) a um equipamento de última geração. “Iluminação, filmagens externas e aéreas, shows, em ambientes fechados, edição, sonorização, produção de documentários e outros aspectos a gente pretende abordar de forma bastante didática”, comenta.

Com passagem pela Inter TV Cabugi e outras experiências profissionais vitoriosas, Zenóbio relata que a popularização de redes sociais e o surgimento de novas plataformas virtuais e variados equipamentos à filmagem/fotografia formam uma outra realidade. “Mas tudo pode ser melhor aproveitado e potencializado para atender aos interesses de cada um, do profissional ao amador que gosta de algo bem feito”, justifica.

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Programa Vida Rural estreia na TCM neste domingo

Ana Clara e Zenóbio: no campo (Foto: divulgação)

“Vida Rural” vai estrear no próximo domingo (31).

O programa semanal terá espaço na TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), Canal 10, a partir das 9h30, com reprise no sábado seguinte, às 8h30.

Levará ao telespectador as informações sobre assuntos ligados à atividade no campo e suas ramificações.

É estruturado em quadros informativos e reportagens com a proposta de mostrar o trabalho do pequeno, médio e grande produtor rural, o desempenho e as dificuldades do homem do campo, na agricultura e na pecuária, procurando auxiliá-lo com dicas e pesquisas sobre produção de alimentos, criação animal, agroindústria, comercialização de produtos e a aplicabilidade de novas tecnologias para o setor.

Também se propõe a acompanhar o calendário de eventos, com a divulgação de feiras, festas e exposições em todo o estado do Rio Grande do Norte.

Quem apresentará o Vida Rural é a jornalista Ana Clara Oliveira. A reportagem será de Rafael Irineu. “O Vida Rural vai contar as histórias, as curiosidades, as crenças, os costumes, a culinária e o modo de vida desse povo nobre e bravo do sertão”, explica Zenóbio Oliveira, idealizador e diretor do programa.

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Presidência pode levar Paulinho Freire a novo patamar

Por Carlos Santos

Presidente da Câmara Municipal do Natal a partir de janeiro próximo, o vereador Paulinho Freire (PSDB) ocupará o cargo numa fase delicada da política estadual e nacional. No plano municipal, também.

Paulinho passará a ocupar posição estratégica no tabuleiro político da capital (Foto:TN)

É um cenário completamente novo, sem o peso de antigos e influentes personagens que fizeram a política da capital nas últimas décadas – ditando suas regras, como a ex-prefeita e ex-governadora Wilma de Faria (falecida).

Fragilizados, mesmo que ainda na ativa, estão lideranças como os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB), derrotados nas urnas 2018. O desterro do ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) e interrogações quanto à gestão aliada do prefeito Álvaro Dias (MDB) e de Fátima Bezerra (PT), governadora a ser empossada, fazem parte dessa narrativa.

Fora do jogo sucessório por ser inelegível, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) é outra interrogação quanto à força de sua participação numa campanha daqui a pouco mais de um ano e oito meses.

Paulinho conhece bem a cadeira da presidência: presidiu esse poder anteriormente. Depois teve mandato na Assembleia Legislativa e compôs chapa vitoriosa à municipalidade em 2008, encabeçada por Micarla de Sousa. Foi prefeito por alguns dias, com o afastamento dela. Portanto, não lhe falta experiência.

Contudo não custa lembrar, que sua eleição à presidência aconteceu de forma antecipada em 28 de junho do ano passado, sob outras circunstâncias e longe da tsunami das urnas de 2018. A Natal de 2020 pode ser outra também, favorável ou não a novos voos seus.

PRIMEIRA PÁGINA

Enredo esquisito precisa de esclarecimento consistente – Está esquisito esse enredo de motorista com mais de R$ 1,2 milhão em conta, transferindo grana para conta da futura primeira-dama. Não votei em Jair Bolsonaro (PSL), mas torço demais que acerte. Tenho o direito de desconfiar que tem algo de muito errado nessa história, da mesma forma que não acredito que Lula da Silva (PT) seja inocente em boa parcela das acusações que o soterra. Ah, tem o princípio da presunção de inocência em jogo, não é verdade? Tem, deve ter. Sempre. Para um e para o outro. Mas nosso juízo de valor como cidadão começa a se formar antes de qualquer sentença, quando as interrogações são mais fortes do que as certezas. Até o vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB) já disparou sua língua solta, cobrando esclarecimento consistente.

Judicialização será próximo passo de processo político em município – Pródiga em cassações de prefeitos, Guamaré elegeu prefeito e vice-prefeito em pleito suplementar nesse domingo (9) – veja AQUI – e é provável que conviva com outro processo de judicialização. Em plena campanha, os eleitos Adriano Diógenes (MDB)-Iracema Morais (MDB) conviveram com graves denúncias de compra de votos em favor de sua chapa (veja AQUI). Vamos aguardar.

Ex-secretário está inscrito no Partido Novo – O diretor Comercial do Hotel Thermas & Resort e ex-secretário de Turismo do município de Mossoró Gabriel Barcellos foi convidado pela direção local e aceitou integrar o Partido Novo. Gabriel assinou ficha de filiação ao partido há mais ou menos um mês, e está bem empolgado com a linha e ideológica do Novo. Será um dos nomes e apostas do partido para as eleições 2020!? (Do Blog da Chris).

Intervenção federal no Rio Grande do Norte não vinga – Começou nesta segunda-feira (10) a intervenção federal no estado de Roraima. Neste período, a governadora Suely Campos (PP) ficará afastada do cargo e assume como interventor o governador eleito, Antonio Denarium (PSL). Denarium pediu prorrogação da intervenção por mais 60 dias (até fevereiro de 2019) no sistema prisional do Estado. a intervenção foi motivada pelo caos financeiro/segurança que o estado enfrenta. Daí, muita gente comenta nas redes sociais que essa seria a saída – ou salvação para o RN. Nosso estado tem crise de ordem financeira, mas as peculiaridades em Roraima são um pouco diferente do que acontece no estado potiguar. Por lá, esse “remédio” pode estancar provisoriamente a conturbação da ordem pública, mas não é uma panaceia.

Dois momentos delicados no combate ao crime – No último dia 5 (veja AQUI), numa ação temerária, policial matou assaltante que tinha idosa como refém em Valença (RJ). Foi aplaudido até pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Na sexta-feira (7), no Ceará, tiroteio polícia x assaltantes deixou 6 reféns mortos de um total de 14 pessoas (veja AQUI). Algum aplauso ou mea culpa? A regra é atirar em quem tiver um fuzil à mão? A doutrina que prospera por aí, advogando que primeiro se atira para depois perguntar quem é, ainda vai produzir muitas outras tragédias. Uns as tratarão como “acidente” e “azar” das vítimas. Normal, numa guerra, dirão. Infelizmente.

Foro privilegiado vai pro beleléu no começo do ano – Só para lembrar, gente: o foro privilegiado do  governador Robinson Faria (PSD) termina dia 31 deste mês. Daí por diante, o duelo é na planície. Em relação ao deputado estadual Ricardo Motta (PSB), a sobrevida com esse escudo vai até o final de janeiro de 2019. Vão conviver com enormes problemas.

EM PAUTA

Shows – Marília Mendonça, Zé Neto & Cristiano, Cavaleiros e Raniery Gomes são as atrações da noitada na área de shows do Partage Shopping em Mossoró, no próximo dia 12 (quarta-feira). Promessa de grande público.

Solidariedade – Os taxistas Chico Lopes (84) 9972-7119 e João Pereira (84) 99917-1043 que fazem percurso diário Mossoró-Natal-Mossoró colocaram em prática a promoção “Dezembro Solidário”. Com doação de 1kg de alimento não perecível a ser doado ao Lar da Criança com Câncer de Mossoró, o passageiro terá passagem com redução para R$ 70,00. Parabéns pela iniciativa.

Elza – O Musical Elza, que retrata vida e carreira artística da cantora Elza Soares, vai desembarcar em Natal para duas apresentações no Teatro Riachuelo, dias 12 e 13 de janeiro 2019, respectivamente às 21h e 20h.

Elza: janeiro (Foto: divulgação)

Oratório e TV’s – A TV Cabo Mossoró ( TCM), TV Terra do Sal e TV Cidade Oeste cobrem ao vivo todas as noites, a temporada 2018 do “Oratório de Santa Luzia”. A encenação acontece no adro da Catedral de Santa Luzia, em Mossoró, após o novenário. Cobertura das TV’s locais valoriza sobremodo a festa da padroeira local e os artistas nativos.

Zenóbio – O cinegrafista, jornalista e escritor Zenóbio Oliveira lançará seu primeiro livro no próximo dia 14 (sexta-feira), às 20h, no Rustcafé do Memorial da Resistência em Mossoró. A música de Genildo Costa vai reforçar a noite de autógrafos do título “Verbo sertanejo”.

Voz e bandolim – A cantora Camila Masiso e o instrumentista Diogo Guabanara, que residem em Portugal, farão show conjunto no próximo dia 26 na Casa da Ribeira em Natal, a partir das 20h30. Os artistas potiguares estão há mais de um ano atuando em palcos lusitanos e europeus.

SÓ PRA CONTRARIAR

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

O Quintal Bistrô no centro de Mossoró, ao lado do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, está com espaço aberto para confraternizações natalinas. O agendamento pode ser feito por este número: (84) 98723-0304.

Obrigado à leitura do Nosso Blog Alcimar de Almeida (Natal),  Tiago Moreira (Assu) e Regy Carte (Mossoró).

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Salvação do RN não aparece no vazio de sua pré-campanha

Por Carlos Santos

Nenhum pré-candidato ao governo do RN tem qualquer esboço de plano de governo à mão. As evasivas vão desde clichês retóricos à fuga física de entrevistas, em que possam ser cobrados. A prioridade é falar de pessoas, em vez de ideias.

Ninguém espere que esse cenário mude, seja alterado, com a elevação de debate (que não existe nessa pré-campanha). Daí, para pior.

A crise vivida pelo Rio Grande do Norte tem explicações diversas, que se intercalam, mas a principal é a incapacidade de nossa classe política em tratar a gestão pública como prioridade e com eficiência.

Nessa fase da disputa, a pré-campanha, o mais interessante é produzir críticas ou acusações – caso do governador Robinson Faria (PSD) e ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT).

Já a senadora Fátima Bezerra (PT) evita se desgastar com qualquer pronunciamento ou posicionamento. Opta por mexer apenas com questões nacionais e do interesse partidário.

O vice-governador dissidente Fábio Dantas (PSB) segue cada dia mais atrofiado, mas já se arriscou a promessas mirabolantes, como acabar com déficit previdenciário de uma canetada e defender o fim das oligarquias (ele, integrante de uma delas).

Bate desânimo. Não é pessimismo, mas retrato de observações de fácil percepção. Estamos ferrados.

PRIMEIRA PÁGINA

O “não voto” se confirma mais uma vez – O segundo turno das eleições suplementares ao Governo do Estado do Tocantins ratificou o que parece ser mesmo uma tendência capaz de alcançar seu ápice nas eleições gerais de outubro próximo no país. O “não voto”, soma de votos nulo-branco com abstenções, atingiu 527.868 votos (51,84%). Mauro Carlesse (PHS), governador interino que foi eleito, e Vicentinho Alves (PR), seu adversário, receberam 490.461 votos (48,16%) do eleitorado tocantinense (veja AQUI). Estavam aptas a votar na eleição do Tocantins 1.018.329 pessoas. No primeiro turno, a revolta popular com políticos, partidos e a política já tinha sido expressiva. Leia o que esta página tem antecipado há tempos: Eleitor diz no Tocantins o que está “guardado” para outubro.

Aliança entre PT e PR não tem apoio de Tião e Jorge – O diálogo aberto entre PT e PR com vistas à campanha deste ano no estado não deve prosperar. Pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa pelo PT, os ex-candidatos a prefeito e vice de Mossoró Tião Couto e Jorge do Rosário, respectivamente, não demonstram animação com o enlace. Freiam seu avanço.

Tião e Jorge: veto (Foto: Arquivo)

Estimativa de quociente eleitoral à Câmara Federal precisa ser revista – Refaça suas contas, comece ou recomece a fazê-las a partir de patamares realistas. Em 2014, últimas eleições, o quociente eleitoral à Câmara Federal foi de 197.608 votos. Os campeões de voto foram dois estreantes: Walter Alves (PMDB) – 12,09% (191.064) e Rafael Motta (PROS, hoje no PSB) – 11,15% (176.239). Fábio Faria (PSD) – 10,53% (166.427) – obteve Reeleição. Salve o surgimento de algum fenômeno ou deslocamento de algum campeão de votos (como os senadores José Agripino-DEM e Garibaldi Filho-MDB) para essa faixa de disputa, o quociente terá boa baixa.

Wilma de Faria atrai atenção em memorial – Vai até o próximo dia 30, de 10 às 22h, no Shopping Midway Mall em Natal a exposição Memorial Wilma de Faria. Começou no último sábado (23), após ter percorrido vários municípios do estado, com várias peças e documentos que mostram a trajetória política da ex-governadora do RN.

Agripino e Jácome podem alterar chapa majoritária – O jornal Tribuna do Norte deste domingo (24) noticiou que o senador e presidente estadual dos Democratas (DEM), José Agripino (DEM), não tentará a reeleição ao Senado Federal. Será mesmo candidato a deputado federal. A decisão será anunciada oficialmente nos próximos dias. Com a decisão de José Agripino, o deputado federal Antônio Jácome (Podemos) seria um dos candidatos ao Senado na coligação PDT, MDB e DEM. A chapa majoritária ficaria Carlos Eduardo (PDT) para o governo, Garibaldi Alves Filho (MDB) e Antônio Jácome (Podemos) para o Senado. E mais, o deputado Felipe Maia (DEM) ficaria fora das eleições de 2018, abrindo espaço para a médica Carla Dickson (PROS), vereadora em Natal e esposa do deputado estadual Albert Dickson (PROS), concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Assim, Carla iria em busca de conquistar as bases de Antônio Jácome no segmento evangélico. (Do Blog da Chris).

Antônio Jácome quer surpreender como no passado – O atual deputado federal Antônio Jácome (Podemos) pode ser apresentado como nome ao Senado, na chapa a ser encabeçada pelo pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT). Em 2002, ele foi o vice de Wilma de Faria (PSB), uma chapa vista como fragil, mas TB, mas terminou eleito ao lado dela ao governo estadual. Nesse momento, o cenário é outro e com outros objetivos, como garantir reeleição do filho Jacó Jácome (PSD) à Assembleia Legislativa. Jácome tem a corrida à Câmara Federal comprometida pela concorrência de Carla Dickson (PROS) na faixa dos evangèlicos, além de outros fatores.

EM PAUTA

Carlos Cavalcante – Âncora do Cidade em Debate na Rádio Difusora de Mossoró, o radialista Carlos Cavalcante vai estrear programa com mesmo nome no próximo dia 2 (segunda-feira), às 18h, na TV Cidade Oeste (sistema cabo Brisanet), Canal 172. Sucesso.

Literatura – O XVI Seminário Literário do Colégio Mater Christi (Mossoró) será lançado no próximo dia 30, com cortejo literário saindo às 8h da Praça dos Esportes em direção ao Mater Christi. Já no período de 02 a 06 de julho de 2018, haverá apresentações elaboradas pelos alunos por turmas no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Zenóbio: foco poético (Foto: Web)

O livro de Zenóbio – “Verbo Sertanejo” é o título do livro do jornalista e cinegrafista Zenóbio Oliveira, o “Zenóbio das Aguilhadas”, a ser lançado no mês de agosto próximo. O prefácio será do jornalista Sérgio Farias, com diagramação do poeta e jornalista Caio César Muniz. O livro contém sonetos, cordéis e outros estilos poéticos. As vendas estão sendo antecipadas. Quem desejar garantir o exemplar basta depositar a quantia de 30 reais nas seguintes contas: Caixa Econômica Federal, Agência – 0560, Operação – 013, Conta poupança – 00068949-9. Banco do Brasil, Agência – 3526-2, Conta Poupança – 36.732-X, Variação – 051. As duas em nome de Zenóbio Francisco de Sousa Oliveira.

Religiosidade sertaneja – O presidente do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará (GECC), pesquisador Ângelo Osmiro Barreto, convidou o professor Benedito Vasconcelos Mendes para fazer uma palestra sobre “Religiosidade Sertaneja”, no próximo dia 5 de julho (quinta-feira ), na reunião mensal do GECC, que se realizará no apartamento do professor-doutor e renomado cientista brasileiro, Melquíades Pinto Paiva, em Fortaleza.

Programa na TV – O jornalista Saulo Vale é nome cogitado para compor programa jornalístico na TV Terra do Sal (Canal 14 aberto e 173 na Brisanet), em Mossoró.

Frete e sal – O setor salineiro do Rio Grande do Norte e, em especial da região de Mossoró, está asfixiado com o impasse quanto ao frete rodoviário, desde a paralisação nacional dos caminhoneiros. O escoamento da produção está seriamento comprometido. Queda de mais de 50% no fluxo do produto para os centros de consumo, pela via rodoviária.

SÓ PRA CONTRARIAR

Não existe impossível na política, mas o improvável.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Acontece nessa terça-feira(26), a missa de um ano pela morte do professor e engenheiro José Henriques Bittencourt, na Igreja de São Camilo de Lellis, às 19h, bairro de Lago Nova em Natal. Ele foi um dos fundadores da Escola de Engenharia em Natal e membro-fundador da Academia Norte-Riograndense de Ciências do Rio Grande do Norte, da qual foi presidente.

Obrigado à leitura do Nosso BlogJosé Antônio Nunes (Pau dos Ferros), Raimundo Nonato Sobrinho, o “Cinquentinha” (Mossoró) e Vagner Araújo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (18/06) clicando AQUI.

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O palhaço do cruzamento

Por Zenóbio Oliveira

Concentrado no semáforo esperando o sinal ficar verde, nem dei fé daquele palhaço esmolambado ao lado do carro, com cara de choro, toda pintada e feia. Esperei a anedota, o gracejo, mas nenhuma sílaba, nenhum trejeito cômico, apenas a mão estendida, num gesto de súplica, a implorar minha piedade.

Longe da magia das luzes e das cores e sem a ilusão do picadeiro.

No espetáculo da sobrevivência, o palco da rua não oferece o abrigo da lona colorida, mas a causticidade de um sol a pino, ardendo no couro a quarenta graus.

O corpo já lhe nega forças para as cabriolas e piruetas e as desgraças da vida roubaram-lhe as graças do rosto, hoje marcado pelas carquilhas, que nem a maquiagem consegue mais esconder. Não tem a alegria dos palhaços das minhas lembranças, não provoca o riso, mas causa a compaixão.

Chamam-no “Queima-roda”, cognome esdrúxulo, alcunha humilhante, denotativo de baitolagem, chacota que a modernidade apelidou de bullying.

Há dias não vejo o palhaço esmolando entre os carros nas intermitências do sinal vermelho. Soube que estava hospitalizado, vítima de assalto, ferido por adolescentes, como os que alegrou em seus tempos áureos, mas ignorantes da fascinação e do encanto que envolvem esse artista circense.

Sempre dediquei minha percepção semiológica ao signo palhaço como uma representação, fiel, da alegria e do contentamento. Hoje, assusto-me quando esse mesmo signo me remete ao significado de condolência e sofrimento, manifestados no palhaço triste daquele cruzamento.

Uma generalização injusta, a contradizer a história de que a primeira impressão é a que fica.

A verdade é que esta situação comove para além do embate semiótico das minhas concepções, ensinando que alegria e tristeza nos são comuns e que até para os palhaços, a vida reserva o tempo de fazer rir e de fazer chorar.

Zenóbio Oliveira é poeta, jornalista e ex-cinegrafista da InterTV Cabugi