Marina Silva: uma mulher extraordinária (Foto: arquivo)
O Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) aprovou a concessão do Título de Doutora Honoris Causa à atual ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
A decisão foi tomada durante a sétima Reunião Ordinária de 2025, na tarde desta quinta-feira, dia 31 de julho, véspera do aniversário de 20 anos de transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade.
O reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, também presidente do Conselho Superior, ressalta a importância da condecoração. “A ministra Marina Silva é um símbolo potente de coerência e uma defensora aguerrida do Meio Ambiente. Marina se tornou educadora nacional e isso, mais do que qualquer coisa, é credencial à deferência desta Casa. Não há desenvolvimento sem educação, nem progresso sem a proteção dos nossos biomas”, ressalta Codes.
Mais homenagens
O órgão colegiado, instância máxima da Universidade, também aprovou na mesma reunião outras três condecorações. As comendas e honrarias serão entregues no dia 29 de agosto, durante a Assembleia Universitária, que acontece às 19h, no Requinte Buffet, em celebração pelos 20 anos de transformação da ESAM em UFERSA.
O Título de “Professor Emérito” será entregue ao professor doutor José Espínola Sobrinho, aposentado do quadro da Ufersa, e a medalha “Professor Jerônimo Vingt-Un Rosado Maia” será outorgada a Isaura Amélia Rosado de Souza, também professora aposentada da Ufersa.
Já para receber o Diploma de Mérito Administrativo, serão agraciados os servidores técnicos Antônio Aldemir Fernandes Lemos, Marcus Vinícius Rocha Herculano e o professor Josivan Barbosa Menezes Feitosa, ex-reitor.
Nota do BCS – Uma mulher extraordinária. Aplausos, por favor.
Gentil acompanhou Allyson em Brasília em audiência com Marina Silva (Foto: divulgação)
Dirigente estadual do Rede Sustentabilidade, o ex-vereador de Mossoró João Gentil é o novo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Rio Grande do Norte.
Gentil é ligado politicamente ao presidente do PSDB no RN, que também preside a Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Antes, já foi secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Mossoró no governo Francisco José Júnior (PSD) e de Esporte e Lazer de Natal na primeira administração de Álvaro Dias, quando ainda era vereador em Mossoró, em 2020.
O lado político-eleitoral
Sob aspecto político, sua nomeação faz parte de movimento da governadora Fátima Bezerra (PT) para afastar mais um partido do arco de apoios ao prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB). João Gentil mês passado esteve em Brasília acompanhando parte de agenda administrativa do prefeito, inclusive com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede) – veja AQUI.
O Rede foi para onde migrou boa parte da nominata que estava pronta no PSB, até a sigla ser tirada do prefeito, e entregue ao rosadismo (veja AQUI). O mesmo aconteceu com o Podemos, mas dessa feita arrastado pelo PL do senador Rogério Marinho, para longe de Allyson Bezerra.
Natália, com Marina, posa ao lado de demais integrantes de audiência (Foto: divulgação)
A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) se reuniu na manhã desta quarta (10), em Brasília, com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva para tratar dos parques urbanos do Rio Grande do Norte.
“Levamos para a ministra as demandas dos nossos parques urbanos, em especial do Parque Municipal de Mossoró e Parque Nacional da Furna Feia, que cumprem papel importante para a educação ambiental e o lazer da população, e dialogamos também sobre a despoluição do Rio Mossoró. Ofertar à população mais qualidade de vida com políticas casadas com a defesa do meio ambiente é pauta central para o Ministério”, afirmou Natália.
Também estiveram presentes na reunião o vereador de Natal Eribaldo Medeiros (Rede), o presidente do partido Rede Sustentabilidade/RN João Gentil, o deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE) e o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil).
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), da Coligação Brasil da Esperança, receberam nesta segunda-feira (19/09) o apoio de ex-candidatos à Presidência da República em eleições anteriores. Entre os presentes estavam Marina Silva, João Vicente Goulart, Cristovam Buarque, Guilherme Boulos, Luciana Genro e Henrique Meirelles.
Meirelles, último à esquerda de Lula, é um nome de prestígio nacional e internacional (Foto: divulgação)
Talvez, Meirelles tenha maior representatividade entre todos, por simbolizar um segmento de pensamento e referência em termos de política econômica, tanto para o mercado interno como o setor financeiro internacional. Ele foi titular do Banco Central na gestão Lula, após ser eleito em 2002 como deputado federal por Goiás, no PSDB.
Sequer chegou a tomar posse, aceitando a missão no BC, sob reprovação de boa parcela do PT e da esquerda nacional.
Ex-presidente do Bank of Boston, Henrique Meirelles falou do convite e apoio a Lula, recapitulando em suas redes sociais como foi sua passagem pelo governo, sob a ótica econômica. Leia abaixo:
Trabalhei no governo de Lula durante oito anos, de 2003 até 2010, convidado para comandar o Banco Central. Neste período, mais de dez milhões de empregos foram criados no Brasil. Isso é um fato inquestionável. Quarenta milhões de pessoas saíram da linha da pobreza, o que mudou a vida do país por um longo tempo.
Meirelles foi do BC no governo Lula (Foto: Teirrer)
Tivemos no país um crescimento médio de 4%, que é relevante – e o último ano, em 2010, foi de mais de 7%. No período em que a meta de inflação foi de 4,5%, de 2005 até 2010, a inflação média foi de 4,5%. Isso é impressionante, e a longo prazo a inflação na meta é a que gera mais emprego.
No cenário externo, quando assumi o BC, o país tinha baixo nível de reservas cambiais e dívida de US$ 30 bi com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A diretora do FMI à época, Ana Maria Jul, vinha todo ano cumprir a missão de dizer o que o Brasil deveria fazer. Pois bem, eu tive a felicidade de, como presidente do BC, assinar o cheque pagando a dívida e dando adeus ao FMI.
O Brasil decretou sua independência financeira. Ao longo da minha passagem pelo BC, conseguimos acumular quase US$ 300 bilhões em reservas, dando ao país condições de enfrentar situações posteriores difíceis e graves. Encaramos com sucesso a crise de 2008, quando o Brasil teve a menor e mais curta recessão no mundo.
Este é um resumo dos fatos. Isso é, na minha opinião, o que interessa à população, que é emprego, renda, e melhor padrão de vida. E mostrar quem faz, quem realiza.
Essa história de só falatório pode impressionar muita gente, mas eu acredito em fatos. Eu olho e vejo os resultados. Isso me fez participar hoje do evento de apoio ao Lula com tranquilidade e confiança, porque sei o que funciona, e o que pode funcionar no Brasil.
Os secretários estaduais de Fazenda informaram que os seus Estados não têm condições de cumprir o teto de gasto estabelecido pela lei complementar 156/2016, que concedeu um prazo de mais 240 meses para o pagamento das dívidas renegociadas pela União.
Para terem direito ao prazo adicional, os Estados se comprometeram a limitar o crescimento anual das suas despesas correntes à variação da inflação. O teto de gastos valeria nos dois exercícios subsequentes à assinatura do termo aditivo do contrato de refinanciamento das dívidas.
A lei complementar 156 estabelece que, se o teto de gastos não for cumprido, será revogado o prazo adicional de 240 meses para o pagamento da dívida renegociada.
Umas das explicações dos secretários é a de que a inclusão das despesas com saúde e educação no teto dos Estados, que estão vinculadas ao comportamento da arrecadação, compromete a capacidade do Estado de cumprir a determinação da lei complementar 156.
PPS
O PPS deve mudar de nome no próximo mês, quando irá realizar seu congresso nacional e adaptar-se para tentar abrigar filiados do Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva (AC), e de movimentos de renovação política, como o Agora!. O partido poderá passar a se chamar Cidadania. Há uma discussão se o novo nome da legenda terá uma ou duas palavras. O que está cedido é que as expressões “partido” e “socialista” deverão ser eliminadas.
Caminhoneiros
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve herdar mais uma pendência da gestão Michel Temer: o impasse entre caminhoneiros e empresas transportadoras em torno do tabelamento do frete.
Previdência
A equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda não concluiu sua proposta de reforma da Previdência. O sonho de Guedes é caminhar do atual sistema de repartição simples (no qual os trabalhadores da ativa bancam os aposentados) para um sistema de capitalização (no qual cada pessoa tem uma conta e receberá ao se aposentar uma renda equivalente ao seu estoque de contribuições).
Essa ideia, contudo, além de polêmica e altamente complexa do ponto de vista técnico, é vista como muito difícil de prosperar no Congresso Nacional.
Uma parte do governo, incluindo integrantes da atual equipe econômica, aponta que o ideal é tentar avançar pelo menos parte da atual proposta que está no Parlamento e que foi aprovada na Comissão Especial de Reforma da Previdência. O objetivo é fazer com que pelo menos ajustes como a definição de uma idade mínima e regras mais convergentes entre os setores público e privado sejam aprovados ainda no primeiro semestre.
Eduardo Bolsonaro
Para Eduardo Bolsonaro, que tem sido o porta-voz mais eloquente do entorno do pai para questões externas, a China tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil por razões ideológicas. A sugestão é que, por uma escolha do governo petista, as transações comerciais com os chineses foram facilitadas e estimuladas, em detrimento das relações com os Estados Unidos. O argumento desconsidera que o aumento das exportações para a China não é um fenômeno que se restringe ao Brasil. Tampouco contempla o fato de que o crescimento acompanhou a aceleração do PIB chinês a partir do início do milênio.
FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para o perigo de o novo governo tomar partido na guerra comercial. A declaração de FHC vai de encontro ao que disse Bolsonaro Filho. O comentário foi de teor econômico, mas, o peso político da declaração é inevitável, dado os movimentos da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em torno da questão. Enquanto os mercados globais vivem dias de forte sobe e desce em reação ao desenrolar da dança Trump-Xi Jinping, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, não usou meias palavras para defender uma “guinada” do Brasil na área comercial, em favor dos Estados Unidos.
China
É evidente que, ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil não tem força econômica que lhe dê a liberdade de colocar em segundo plano uma parceria econômica como a que tem com a China.
O país asiático é nosso principal parceiro comercial – este ano respondeu por 24% da corrente de comércio total do país, gerando superávit para o Brasil. Como comparação, o comércio com os Estados Unidos representou 16% da corrente total, com déficit para os brasileiros.
Dória
Com as indicações para o primeiro escalão – com seis ministros e ex-ministros de Temer-, o tucano Doria começa a pavimentar sua eventual candidatura presidencial, em 2022.
Henrique Meirelles deve ser a estrela do secretariado. Como forma de dar mais prestígio ao ex-ministro, o tucano afirmou que ele comandará uma “supersecretaria”, que englobará a atual Secretaria de Planejamento e Gestão, e o programa de Desestatização. Doria anunciou Meirelles como “um dos maiores nomes da economia mundial” e disse que ele terá um gabinete no Palácio dos Bandeirantes, além do atual gabinete da secretaria, no centro de São Paulo.
Além de Meirelles, Doria nomeou outros cinco ministros e ex-ministros de Temer: Sérgio Sá Leitão (Cultura), Rossieli Soares (Educação), Gilberto Kassab (Casa Civil), Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Vinícius Lummertz (Turismo). Escolheu também políticos que derrotados nas urnas, como Celia Leão (Pessoa com Deficiência), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional) e Aildo Rodrigues Ferreira (Esporte).
Haddad
O Ex-ministro e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT) resumiu assim sobre o Governo do PSL que assumirá em janeiro: “No Brasil há três núcleos diferentes no governo eleito, um que chamo de fundamentalista, cujo foco são os direitos civis, que une vários ministros de forma coerente. Depois tem o núcleo da economia, que é escancaradamente neoliberal e não está nem aí para direitos civis. Não vai aumentar imposto, então tem duas formas de acomodar: vendendo patrimônios, a agenda de privatizações radical, e cortando na carne. E tem um terceiro núcleo, que é o político, dado basicamente pelo Ministério da Justiça e pelos ministros militares. O destino do governo Bolsonaro vai depender do núcleo político que tem duas possíveis tarefas: a tutela e a intimidação”.
Segurança pública
O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), manifestou-se contrário à redução da maioridade penal, discussão que deve avançar no Congresso no ano que vem, com o apoio do presidente eleito Jair Bolsonaro. Anfitrião do II Fórum de Governadores, Ibaneis divergiu do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, que defendeu a medida para crimes praticados com “extrema violência”.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Styvenson conversou com Marina Silva (Foto: reprodução)
Do Blog Marcos Dantas
Em entrevista ao Jornal Regional (rede de rádios na região Seridó) desta quinta-feira (11), o Capitão Styvenson Valentim (REDE), eleito como o mais votado para o Senado, nas eleições de domingo (07) no RN, não descartou a possibilidade de deixar o REDE Sustentabilidade.
“Isso é uma questão de repensar. Eu conversei com Marina Silva (candidata à presidência da República), agradeci por ela ter disponibilizado a candidatura cidadã. Isso foi muito bom porque era o momento que eu precisava. É uma pena pois não sei se o partido vai continuar ou vai se fundir. Eu sempre disse que não tenho partidos e nem ideologias…”, explicou.
Na mesma entrevista, Styvenson também descartou qualquer possibilidade de declarar, oficialmente neste segundo turno um apoio a qualquer candidato que esteja na disputa. Isso deve valer tanto para o Governo como para a Presidência.
Nota do Blog Carlos Santos – A possibilidade de saída do Rede é compreensível. A legenda não atingiu no pleito 2018 a Cláusula de Barreira da legislação eleitoral, ou seja, eleger pelo menos nove deputados federais ou obter 1,5% dos votos válidos no país ou em nove estados federados. Assim, passa a ficar sem meios de acesso ao Fundo eleitoral, Fundo Partidário, tempo de rádio/TV e outros benefícios. Assim como o Rede, mais 13 legendas estão com esse problema.
Quanto à posição de não apoiar ninguém, segue sua postura no primeiro turno.
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O Ibope divulgou nesta segunda-feira (24) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre sábado (22) e domingo (23).
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Os indecisos foram de 7% para 6% e os brancos ou nulos, de 14% para 12%.
Rejeição
“Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”. Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.
Os resultados foram:
Bolsonaro: 46%
Haddad: 30%
Marina: 25%
Alckmin: 20%
Ciro: 18%
Meirelles: 11%
Cabo Daciolo: 11%
Eymael: 11%
Boulos: 11%
Vera: 10%
Alvaro Dias: 9%
Amoêdo: 9%
João Goulart Filho: 9%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 7%
Simulações do Segundo Turno
Haddad 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)
Bolsonaro 39% x 39% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 4%)
Sobre a Pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 2.506 eleitores em 178 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 22 e 23 de setembro
Registro no TSE: BR-06630/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
Veja AQUI como foi a pesquisa anterior na última terça-feira (18).
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Na primeira eleição presidencial pós-regime militar de 1964, ocorrida em 1989, a disputa do segundo turno confrontou Luiz Inácio Lula da Silva do PT e o ex-governador alagoano Collor de Melo (PRN).
Nome forte àquela disputa, tido como herdeiro político do ex-presidente João Goulart e do trabalhismo de Getúlio Vargas, Leonel Brizola (PDT) acabou sobrando. Nem por isso deixou de participar do segundo turno, quando apoiou o “sapo barbudo”, alcunha que aplicou em Lula.
Brizola e Lula em 1989, união tática em torno do "sapo barbudo" (Foto: RAR/CV)
Mestre dos apelidos, Brizola justificou que assim o definia, porque a política seria “a arte de engolir sapos” e queria ver a elite brasileira engolir “o Lula”, o sapo barbudo.
Na sucessão presidencial 2018, 29 anos depois, Jair Bolsonaro (PSL) parece encarnar esse papel de sapo. Em verdade, o capitão não é barbudo e já não precisa mais ser empurrado goela abaixo de boa parte da aristocracia, plutocracia e burguesia nacionais, que o vê como palatável.
É príncipe e batráquio ao mesmo tempo.
Provoca um turbilhão de sentimentos ambivalentes, muito parecidos com o que Lula instigava àquele tempo e instiga até hoje: admiração e antipatia, paixão e ódio, esperança e temor.
Guardadas as características ideológicas de cada um e tantas outras diferenças, além de conjunturas distintas e contexto, estamos diante de um personagem também controvertido. Surge num momento de desalento e muitos medos.
O que veremos adiante é uma incógnita, em caso de vitória de Bolsonaro. Sobram suposições, como assim acontecia em relação a Lula àquela época. As urnas vão dizer que direção tomaremos, com ou sem o capitão.
PRIMEIRA PÁGINA
Reta final pode reservar surpresas numa campanha – Na reta final da campanha presidencial de 2014, a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a somar 36% de intenções de voto e tinha Marina Silva com 33% em sua cola. Havia empate técnico. Mas aí surgiu Aécio Neves (PSDB) lá de trás, atropelando Marina e encostando em Dilma. Tivemos o segundo turno, com vitória de Dilma. Vale lembrar que Marina emplacou impulso em determinada fase da contenda, ao substituir Eduardo Campos (PSB), falecido em acidente aéreo.
Capitão Styvenson é o segundo fenômeno político na Net no RN – Depois do deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade), certamente o Capitão Styvenson Valentim (REDE), candidato ao Senado da República este ano, é o segundo grande fenômeno político no estado que é fermentado na Internet, pelas redes sociais. É algo que boa parte da classe política ainda não conseguiu aproveitar melhor, repetindo fórmulas surradas de campanha de rua e estratégias que já não alcançam e mexem com o eleitor. Styvenson tende a ser um nome de projeção nacional numa eventual vitória, algo muito difícil de acontecer noutro cenário, num mundo que antes era analógico.
Ciro sendo Ciro coloca em risco de novo seu projeto presidencial – Mais uma vez candidato à Presidência da república, o candidato Ciro Gomes (PDT) coloca em risco a viabilidade de seu nome. De novo, é protagonista de destempero público. Mas um caso para seu vasto acervo de episódios grosseiros. Dessa feita, com dedo em riste (sempre), esculachou e mandou “prender” um jornalista em Roraima. Outro viés analítico chega a atenuar o incidente, dando-lhe conotação de estratégia de marketing eleitoral, para demonstrar que o candidato não aceita provocações e ser emparedado etc. Francamente!
Boa prosa sobre política com Eduardo Mendes – Conheci nesse último fim de semana o Eduardo Mendes, “Dudu”, vereador mirim em Mossoró. Conversa para lá de boa. Inteligente, sóbrio, articulado e com uma bagagem de conhecimento de fazer inveja a muita gente madura, Dudu deixou-me ótima impressão. Abração, meu caro.
Alckmin tem presença protocolar no RN – O candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, teve passagem rápida pelo estado e sem maior desdobramento. Desembarcou na Sexta-feira (14) e teve a companhia de apoios representativos da política no RN, como senador e candidato à Câmara Federal José Agripino (DEM), ex-senador e candidato ao Senado Geraldo Melo (PSDB) e o presidente do PSDB no estado e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Nova rodada de pesquisa do Ibope sairá na próxima sexta-feira – O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) está com trabalho de campo em andamento. Na próxima sexta-feira (21) deverá apresentar os números da disputa estadual dentro da programação da InterTV Cabugi, empresa contratante do serviço. Veja AQUI os últimos números do Ibope ao Governo do RN, divulgados dia 17 de agosto. Veja AQUI os números ao Senado e AQUI a avaliação do Governo Robinson Faria (PSD).
Dama de Espadas esconde buraco ainda maior na Assembleia Legislativa – A delação da ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo ao Ministério Público Federal (MPF), que causou redemoinho na vida pública do estado, poderia ter sido ainda maior se ela tivesse falado tudo que sabe. Foi seletiva e agradou aos procuradores do MPF. Imagine você, se “Ritinha” abre a caixa preta de empréstimos consignados e outras pérolas. Mas tem tempo ainda. É fichinha o rombo de pouco mais de R$ 9,5 milhões que se levantou como desvios através de folha de fantasmas, diante do que foi omitido capciosamente para salvar a boiada restante.
Memória artificial está matando um adágio da política – “O povo tem memória curta.” Esse adágio que se inseriu na cultura política brasileira está seriamente ameaçado de morte. A memória cognitivo/biológica está sendo reavivada pela “memória artificial” do mundo cibernético. As ferramentas de busca como Google trazem à tona declarações, fotos, vídeos e outras manifestações que muitos políticos gostariam de esquecer e torcem para ninguém lembrar. É, os tempos são outros…
“Canteiro da Rosa” virou terra de ninguém – A região dos bairros Santo Antônio, Barrocas e adjacências em Mossoró virou terra de ninguém na atual campanha eleitoral. Já foi o “Canteiro da Rosa”, tratado como possessão do rosalbismo para qualquer conquista eleitoral. Guarda maior contingente de eleitores do município e faz parte de um cinturão de pobreza e precariedade de serviços públicos, que até hoje não foi atenuado a contento. A própria Rosalba Ciarlini (PP) está com dificuldade em pontificar na área. Em recente carreata, a Rosa teve que conviver com a indiferença de muitos e até gestos grosseiros de alguns populares à porta de casa e calçadas. É, os tempos são outros…
Cálculos para estadual e federal estão sendo refeitos – Muitos estudiosos da política do Rio Grande do Norte começam a fazer e refazer contas sobre quociente eleitoral para deputado estadual e deputado federal. O cotidiano da campanha tem demonstrado que o alheamento e a repulsa do eleitor são bem maiores do que esperado. Por isso, muitos candidatos e assessorias admitem contingente superlativo de votos em branco, nulo e abstenções. Em 2014, o quociente para estadual ficou em 69.097. Para federal foi de 197.608. Empurrem esses números realmente para baixo, bem para baixo.
EM PAUTA
TV WR – O empresário mossoroense Wilson Fernandes, que teve nome cotado para ser vice ao Governo do RN, na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT), trabalha na montagem documental e estrutural da TV WR. A emissora deverá ficar entre a Rua Rui Barbosa e Avenida Felipe Camarão, centro da cidade de Mossoró. Fernandes fazia parte do projeto da TV Metropolitano na cidade, mas saiu de sua composição societária.
Advogado – O ex-vereador Joel Canela, de Felipe Guerra, está a pleno vapor em suas atividades como operador do direito. Ocupa elenco de advogados do escritório de Getúlio Andrade em Mossoró e endereço próprio em sua cidade. Atua no Direito Previdenciário, além de áreas Cível, Penal e Eleitoral. Sucesso, meu caro.
Elba e Geraldo – A área de evento do Partage Shopping, de Mossoró, vai receber à noite do dia 3 de outubro (um feriado estadual) a dupla Elba Ramalho-Geraldo Azevedo. A promoção é da Gondim & Garcia. Atrações supimpas, que se diga.
SESAP – A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), com sede à Avenida Deodoro em Natal, vai mudar provisoriamente de endereço para que o imóvel possa passar por séria reforma. A maior parte de sua estrutura ficará à Rua Floriano Peixoto, onde funcionava o Ministério Público. Outra parte continuará no prédio a ser restaurado.
Fenômeno – O alagoano Carlinhos Maia, que tem mais de 9 milhões de seguidores no Instagram, bateu recorde em Mossoró no final de semana. Realizou três apresentações consecutivas à noite de sábado (15) no Teatro Dix-huit Rosado, com casa lotada. Além disso, conquistou ainda mais seus fãs no próprio teatro, hotel e aeroporto, recebendo dezenas deles, incansavelmente. Aplausos, xará. Você merece demais.
Combustíveis – Em Natal, os preços de combustíveis subiram às alturas, em valores muito próximos posto a posto. Odor de cartelização.
SÓ PRA CONTRARIAR
Não conheço um único político que diz duvidar de pesquisa, que não trabalhe com pesquisa.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Gente, de quem foi a ideia de edificar um terminal de passageiros de ônibus no adro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima no abolição II, em Mossoró? Será que não sobrou um pinguinho de bom senso na municipalidade? Caramba! Francamente!
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Alvany Barros (Mossoró), Aldo Medeiros Filho (Natal) e Regina Alves (Apodi).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (10/09) clicando AQUI.
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O Ibope divulgou nesta terça-feira (11) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre sábado (8) e segunda-feira (10).
A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A coleta de dados foi feita entre os dias 8 e 10 de setembro (ontem, segunda-feira). Jair Bolsonaro (PSL) teve crescimento acima da margem de erro, saindo de 22 para 26 pontos percentuais, mantendo folga em primeiro lugar, em relação ao segundo colocado Ciro Gomes (PDT), que oscilou numericamente de 12% na pesquisa passada, para 11% agora.
Os resultados foram os seguintes:
Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Marina Silva (Rede): 9%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 8%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Vera (PSTU): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 19%
Não sabe/não respondeu: 7%.
Rejeição
O Ibope também mediu a taxa de rejeição (candidatos nos quais o eleitor diz que não votará de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Bolsonaro é o campeão de rejeição, mas num comparativo com pesquisa anterior – realizada entre 1ºe 3 de setembro -, caiu de 44% para 41%, além da margem de erro.
Veja os índices:
Bolsonaro: 41%
Marina: 24%
Haddad: 23%
Alckmin: 19%
Ciro: 17%
Meirelles: 11’%
Cabo Daciolo: 11%
Eymael: 11%
Boulos: 11%
Vera: 11%
Amoêdo: 10%
Alvaro Dias: 9%
João Goulart Filho: 8%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 11%.
Segundo turno
Em termos de simulação para segundo turno, Jair Bolsonaro perde para Ciro Gomes (40% x 37%), para Geraldo Alckmin (37% x 36%), empata com Marina Silva (38% x 38%) e ganha de Fernando Haddad (40% x 36%).
Jair Bolsonaro segue em primeiro lugar, mas simulações apontam sua queda em segundo turno (Foto: Web)
O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Pela primeira vez faz apresentação de números sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), que teve registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) semana passada (veja AQUI), reiterado em decisão monocrática pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dia passado (veja AQUI).
Vamos aos números:
Primeiro Turno
Jair Bolsonaro (PSL): 22%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 21%
Não sabe/não respondeu: 7%
Os números do Ibope, levantados entre os dias 1º e 3 de setembro, dá dianteira de Jair Bolsonaro (PSL) sobre todos os adversários, mas com inclinação a ser derrotado no segundo turno para pelo menos três nomes: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB). Só ganha numericamente de Fernando Haddad (PT), posto entre os principais concorrentes.
Ciro 44% x 33% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%)
Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%)
Bolsonaro 33% x 43% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%)
Haddad 36% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%).
Nota do Blog – Há tempos que Bolsonaro tem demonstrado certa fadiga. Talvez tenha atingido seu limite, o teto. A própria rejeição campeã com 44% sinaliza maus presságios. Os principais adversários estão bem abaixo, como Ciro (20%), Alckmin (22%), Haddad (23%) e Marina (26%).
Boa parte do seu fôlego até aqui tem sido mantido por uma polarização que o PT alimenta feroz e burramente em todos os quadrantes e ambientes. Corre o perigo de descer às profundezas com ele, agarrados, juntinhos.
A entrada em cena dos programas do horário eleitoral em rádio e TV, com conteúdo potencializado em redes sociais, pode asfixiar de vez o capitão reformado do Exército.
Caminha para uma vitória no primeiro turno, mas é pouco provável que prospere num segundo. Contenda há tempos que é “todos contra Bolsonaro”.
Quanto ao candidato do PT, pelo visto a vaidade de Lula em insistir com o próprio nome, passou a produzir efeito contrário à estratégia que vinha dando certo. A teimosia e mantê-lo em evidência em vez de fermentar o nome de Fernando Haddad, pode deixar o partido fora do segundo turno e ainda mais distante do Planalto.
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Deputado federal que marcha para tentar o quarto mandato consecutivo, Fábio Faria (PSD) não confirma nem descarta a candidatura do governador Robinson Faria (PSD), seu pai, à reeleição. Em entrevista ao Blog Carlos Santos, garante que “o governo tem o que mostrar”, diz acreditar numa aliança forte à campanha que se avizinha, prega uma “pactuação geral” entre poderes para gestão da coisa pública, além de se pronunciar quanto à disputa presidencial e outros temas.
“Hoje não existe definição de candidatura à reeleição. Ele (Robinson Faria) está trabalhando, fazendo política 24 horas por dia, o que é de sua natureza, mas trabalhando principalmente”, disse o parlamentar ao ser ouvido por nossa página no final de semana.
Fábio Faria afirma que o PSDB é um "grande parceiro" e afinação é maior no RN (Foto: Arquivo)
Segundo Fábio Faria, “o governo tem o que mostrar”, apesar de administrar situações alheias ao seu comando e vontade, como sequência de sete anos de seca, a maior recessão da história recente do país, bem como inesperado fenômeno de aposentadoria em massa e dificuldades de fluxo de caixa do estado.
O deputado federal aponta como “marco zero” e a virada de comportamento do governo, o início deste ano. “O governo não divulgava praticamente nada do que estava fazendo, de suas realizações, estava nas cordas com uma série de problemas, como a crise na segurança. Foi um erro ficar praticamente dois anos sem informar suas realizações”, comentou.
Gestão
O futuro do RN, da gestão estadual, na ótica de Fábio Faria passa por uma “pactuação geral” entre os poderes e a própria sociedade. “Todos precisam fazer uma reavaliação. Entendo que cada um quer salvar o seu, mas chegamos a um momento delicado das contas públicas, da administração, com exiguidade de recursos”, ponderou.
Ele argumenta que as sobras dos poderes devem passar por essas discussões. Mas “quero deixar claro que os poderes têm sido parceiros do governo, colaborado”. E acrescentou: “Não vou apontar o dedo, acusando ninguém”, disse. “O governo está enxuto, tem o menor número de cargos comissionados do país, por exemplo”, acrescentou.
Sucessão estadual
Quanto à sucessão estadual, Fábio Faria não é afirmativo quanto a uma hipotética candidatura à reeleição do governador. Mas dá pista de que ele vai mesmo enfrentar o desafio, não obstante o grande desgaste popular.
Até “linka” os entendimentos no plano nacional entre o PSDB e PSD, para apostar na reprodução dela no plano estadual. “Está praticamente fechada esse aliança e há uma sinergia maior entre os dois partidos, até mais do que nacionalmente”, apontou.
– O PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é um grande parceiro nosso, do governo – emendou.
Ele não vê as potenciais chapas ao governo encabeçadas por Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fátima Bezerra (PT) como capazes de acomodar o PSDB, partido-chave na sucessão estadual. O primeiro, por ter chapas majoritárias praticamente fechadas e o segundo por conflito ideológico.
Sucessão nacional
Sobre a disputa presidencial, Fábio Faria vê uma barafunda de difícil previsão no momento. Mas arriscou alguns palpites.
– Vejo a direita limitada, com teto pequeno para almejar uma vitória. O centro está dividido, com pulverização de pré-candidatos. A esquerda não terá Lula como candidato e ele está muito acima do PT, que dificilmente cederá cabeça de chapa para aliança com outro partido e candidato – analisou.
O parlamentar enxerga que uma chapa com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (REDE) pode surpreender. “Porém é também complicada, pois o PSB em São Paulo e Pernambuco resistem ao próprio nome de Barbosa”, antecipou.
“Ciro Gomes (PDT) corre por fora e é um candidato competitivo, mas a gente espera uma união dos candidatos mais ao centro. Se isso acontecer, ficará forte uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). Ele é conciliador, moderado. Não é popular, mas pode crescer”, estimou.
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O presidente Michel Temer busca consolidar uma aliança para 2018 que reúna os partidos de centro com o objetivo de lançar um candidato competitivo do governo. O ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, que é filiado ao PSD, não era o candidato do governo à sucessão presidencial até agora, mas, com o aval do presidente Michel Temer, acelerou o ritmo de postulante à indicação no fim de semana.
Para que Meirelles conquiste o posto, são necessários, de largada, três fatores: a consolidação da recuperação econômica, com a efetiva retomada da geração de empregos; que a melhora econômica se transforme em realidade no bolso dos eleitores; e que o ministro da Fazenda consiga convencer os eleitores de que é o responsável pelos bons resultados econômicos.
Por enquanto, ele alcança 2% de intenções de voto segundo a última pesquisa Datafolha.
Marina
Finalmente, o Rede Sustentabilidade confirmou no último final de semana a pré-candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República em 2018. Diferentemente dos dois últimos pleitos, a pré-candidatura de Marina Silva mostra-se desidratada e isolada. O partido terá muita dificuldade de sustentar a candidatura.
Psol
No mesmo fim de semana em que a ex-senadora Marina Silva finalmente anunciou sua pré-candidatura à Presidência, na terceira tentativa seguida de chegar ao cargo, o Psol recebeu o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, em sua convenção nacional, mas, sem uma decisão do militante sobre a filiação à sigla e a candidatura, o partido adiou para março a escolha de seu candidato.
Com a situação de Boulos, que discursou no último sábado na convenção, indefinida, outros quatro possíveis candidatos se apresentaram: Hamilton Assis, do movimento negro da Bahia, Sônia Guajajara, da articulação indígena do partido, e os economistas Nildo Ouriques e Plínio e Arruda Sampaio Júnior. Sem garantia de que participará dos debates eleitorais em 2018, a sigla procura nome de expressão nacional para divulgar suas propostas.
Centrão e DEM
PP, DEM, PSD, SD, PR, PTB e PMDB avançaram em negociações para construir uma única candidatura presidencial. Num primeiro momento, o grupo pretende enfraquecer as candidaturas de centro e direita, como a do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ, mas a caminho de se filiar no PEN) e de empresários que tentem se vender como o novo.
O movimento é paralelo ao articulado pelo Palácio do Planalto, que procura um candidato da base aliada para defender o legado do presidente Michel Temer. Segundo três integrantes da cúpula desses partidos, se a popularidade do pemedebista não melhorar e a economia não “decolar”, essa defesa estaria descartada e o grupo sairia com o discurso de que tirou o Brasil da crise, ao apoiar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e garantir uma pauta de crescimento para o país.
PSDB
O acesso dos mais ricos a serviços públicos gratuitos precisa ser reavaliado. O país deve ter um “choque de capitalismo”. O governo federal tem de ampliar as privatizações e concessões, cobrar mais tributos de quem ganha mais e renegociar as dívidas dos Estados e municípios. Essas são algumas das propostas apresentadas pelo PSDB, que servirão de diretrizes para o programa do partido e para o plano de governo tucano na disputa pela Presidência, em 2018. A legenda defende também que o Brasil adote o parlamentarismo, o voto distrital misto e o voto facultativo.
Lei Kandir
A Lei Kandir desonerou as exportações de produtos primários e semielaborados da incidência do ICMS. Com o fim da lei, as exportações desses produtos voltarão a ser taxados pelo imposto. O impacto da PEC é relevante sobre a pauta de exportações, pois, com o fim da Lei Kandir, o ICMS passará a incidir sobre as vendas ao exterior de petróleo bruto, soja, minério de ferro, café e açúcar, entre outros produtos.
Um setor que pode ser duramente afetado é a agricultura irrigada do Semiárido, especialmente os polos de fruticultura, como o Polo RN-CE, onde a exportação sustenta o setor há mais de 30 anos.
A PEC aprovada na CCJ segue agora para apreciação do plenário do Senado. Se for aprovada, irá para apreciação da Câmara. Como se trata de emenda constitucional, o Executivo não tem como vetar o texto aprovado pelo Congresso.
‘Novo’ DEM
O “novo” DEM será lançado numa convenção nacional no dia 14 de dezembro, em Brasília. Está certa a filiação de pelo menos oito deputados federais que são ou eram do PSB.
Além dos pessebistas, o DEM espera filiar outros sete deputados de outras legendas, como PMDB e PSDB, e chegar próximo dos 45 parlamentares federais, número que o aproximaria de PSDB e PP.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Quando no início da década de 1980 um seleto grupo de antigos componentes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) resolveu deixar a sigla para fundar um partido mais de centro-esquerda, não fisiológico, moderno e bem próximo da Social-Democracia europeia – que estava no poder em vários países daquele continente -, abriu-se uma nova e positiva possibilidade de uma superação definitiva, sobretudo, do patrimonialismo que há séculos pautava a política brasileira, ademais de um enorme rosário de questões correlatas e dependentes, como os tantos vícios do sistema eleitoral então vigente, uma pesada herança que remonta à manipulação que as oligarquias costumavam fazer, a exemplo da política do “Café com Leite” com que São Paulo e Minas Gerais mantinham um rígido controle da Presidência da República, com a eleição alternada da paulistas e mineiros, na época da chamada “República Velha” (1889-1930).
Posto que reivindicassem a condição de representantes da Social Democracia aqui nos trópicos, foi inevitável concorrer com outras siglas que por aqui surgiram no mesmo período – o da reforma partidária ocorrida nos estertores da ditadura militar – com perfis ideológicos assemelhados, como o fortíssimo Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado por Leonel Brizola, a refundação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) tendo com uma das figuras de proa o lendário político nordestino Miguel Arrais e mesmo o Partido dos Trabalhadores (PT), que nasceu ligado às alas mais à esquerda do movimento socialista-democrático europeu.
Entretanto, pela qualidade das lideranças que fundaram o PSDB (Mario Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, José Richa, entre outros), a sigla surgiu com grande densidade política, a despeito do fracasso nas urnas da candidatura de Mário Covas, na eleição presidencial de 1989, quando todas as grandes lideranças políticas brasileiras foram derrotadas pelo até então obscuro ex-governador alagoano, Fernando Collor de Mello. Na eleição seguinte, em 1994, foi eleito presidente da República o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, mandato que seria renovado em 1998.
Os oito anos de FHC frente à presidência foram marcados pelo abandono das teses da social-democracia e pela aproximação com o modelo neoliberal da primeira-ministra britânica Margareth Thatcher e, no flanco interno, celebrou alianças com as mesmas forças políticas conservadoras que apoiaram a ditadura militar, num crescendo de descaracterização política que permitiu a retumbante eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, com início de um ciclo de governos petistas que duraria doze anos.
Em suma, o PSDB disputou e perdeu as quatro últimas eleições presidenciais. Foi o inconformismo com essas derrotas que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e lançou o país numa das maiores crises políticas de sua História.
Neste momento, o ninho dos tucanos está desarrumado, muito em função das estrepolias do senador mineiro Aécio Neves, seu presidente nacional. A briga interna dos tucanos, todavia, não se limita à indicação da candidatura para o pleito presidencial de 2018: a presidência nacional do PSDB tem sido alvo de renhida disputa. Com efeito, após a revelação de grave episódio que envolveu o senador Aécio Neves em caso de corrupção, sua permanência à frente do partido tornou-se inviável e desgastante, sobretudo, após o seu afastamento do exercício do mandato, por decisão do STF.
Aécio se afastou do cago e indicou o senador Tasso Jereissati para assumir interinamente a presidência do PSDB. Posteriormente, Jereissati defendeu a renúncia de Aécio Neves do cargo de presidente nacional da sigla e foi mais além ao propor, também, a desfiliação daquele. Foi a gota d’água. Retornando ao mandato senatorial, Neves se sentiu forte o suficiente para reassumir a presidência tucana para novamente se licenciar do cargo, colocando em seu lugar o ex-governador paulista Alberto Goldman. Essa briga ainda vai render, pois o senador Jereissati é forte candidato à presidência do PSDB na eleição a ser realizada a curto prazo e, se eleito, talvez Aécio tenha que buscar um outro ninho.
Neste período que antecede o pleito presidencial de 2018, paradoxalmente, os tucanos do PSDB estão com a casa desarrumada, sobretudo, pelas dificuldades políticas vividas por suas principais lideranças: o octogenário FHC está fora da disputa, por problemas de saúde; os senadores Aécio Neves e José Serra perderam essa condição, também, em razão de graves acusações de participação em esquemas de corrupção; remanescem as figuras do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e do prefeito da capital paulista, João Dória, que travam uma renhida luta interna pela indicação partidária, contudo, ambos aparecem com posições muito tímidas nas pesquisas de opinião até agora realizadas, sendo quase certo que vencedor da disputa no ninho tucano dificilmente emplacará uma vitória na corrida presidencial de 2018.
Claro, embora o ex-presidente Lula mantenha uma boa dianteira nessas pesquisas, onde ganharia a eleição presidencial em quaisquer dos cenários simulados, a sua candidatura igualmente enfrenta enormes dificuldades por ser réu em vários processos da Lava Jato, tornando incerta a sua condição de elegibilidade. Isso, porém, em nada beneficiaria o candidato peessedebista, seja Alckmin ou Dória, o que escapar da briga interna, desse ninho de cancões, ou melhor, de tucanos.
Em suma, não sendo Lula candidato é possível a eleição de alguém nos mesmos moldes de Collor, no pleito de 1989, todavia, dificilmente isso recairia em candidato do PSDB: poderá chegar ao Planalto Marina Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes ou até o narigudo global Luciano Hulk, menos um tucano de asas partidas e bico roto, o que projeta um cenário que não favorece à ideia de uma urgente e necessária superação da crise político-institucional que asfixia o Brasil nestes albores de 2018.
A alagoana e ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Heloísa Helena participou sexta-feira (12), da abertura da segunda Conferência da Rede Sustentabilidade no Rio Grande do Norte, em Natal. Falou de organização partidária, conjuntura nacional e futuro partidário.
Heloísa defendeu candidatura de Marina (Foto: cedida)
“Nós temos que preparar nossa infantaria para ser soldado raso, limpar latrina, fazer trincheira, enfrentar no dia a dia das lutas. Claro que temos que pactuar com outros setores da sociedade para viabilizar uma aliança de Marina Silva para a presidência em 2018, mas a possibilidade grande é que nos saiamos sozinhos, com dez segundos de TV, enfrentando toda essa gigantesca estrutura de poder político, econômico, midiático”, disse Heloísa.
“Nós somos um partido, vamos disputar eleição, mas mesmo se nós formos derrotados eleitoralmente, nós temos que ter a consciência tranquila que somos invencíveis. A rendição da covardia nós não vamos assinar. A gente luta para que as mudanças venham no presente” concluiu a senadora.
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A Rede Sustentabilidade promoverá coletiva de imprensa às 15h30 desta quarta-feira, 22 de junho, no Sindicato dos Agentes da Polícia Civil e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN), na avenida Barão de Rio Branco.
O objetivo é a divulgação da pré-candidatura de Freitas Júnior a prefeitura de Natal e contará com a presença dos porta-vozes nacionais da Rede Sustentabilidade, em especial a ex-senadora Marina Silva.
Ela é a entrevistada de hoje do programa Roda Viva (veja AQUI).
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Na próxima quarta-feira (22), a ex-senadora Marina Silva estará em Natal para o lançamento da pré-candidatura de Freitas Júnior (Rede), a prefeito de Natal.
O evento da Rede Sustentabilidade pretende discutir a atual crise ao qual passa o país e o que o partido pretende apresentar nas eleições deste ano.
Será realizado no Sindicato da Polícia Civil (Sinpol-RN), na avenida Rio Branco,825, a partir das 16h30.
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Duas pesquisas de âmbito nacional (Ibope e Datafolha), divulgadas hoje (véspera das eleições), apontam conjuntamente que o segundo turno da disputa presidencial está confirmado.
Porém a informação mais “quente” é mesmo da vantagem de Aécio Neves (PSDB) sobre Marina Silva (PSB), na reta final da campanha, depois de ter caído vertiginosamente.
Uma recuperação incrível.
Já existiam fortes sinalizadores nos últimos dias de que esse avanço dele ameaçava o segundo lugar de Marina.
O presidente de honra do PSDB no Rio Grande do Norte, candidato a deputado federal Rogério Marinho, comemorou o resultado da pesquisa Datafolha para presidente, divulgada na noite desta terça-feira (30). Divulgação saiu no mesmo instante em que participava de reunião com amigos e lideranças do vereador Aroldo Alves (PDSB) na Cidade da Esperança (Natal).
Marinho esteve com apoiadores na Cidade da Esperança (Foto: divulgação)
“Chegou a onda da razão, é a hora da virada. Eu jamais abandonei Aécio Neves (PSDB), mesmo quando ele caiu nas pesquisas, porque eu tenho convicção de que ele é o único capaz de realizar as transformações que o Brasil precisa. E agora, chegou a hora de todos nós mostrarmos que a vontade de mudança cresceu”, disse Rogério diante de aproximadamente mil pessoas, que lotaram a quadra de esportes do colégio Positivo.
Números
Conforme o levantamento, Marina Silva (PSB) caiu para 25%, enquanto Aécio Neves subiu para 20%. No início de setembro, a vantagem de Marina sobre Aécio chegou a ser de 20 pontos. A presidente Dilma Rousseff lidera a disputa com 40%, sem ter sofrido nenhuma oscilação diante da última pesquisa.
No evento do vereador Aroldo Alves, também estiveram presentes a candidata ao Senado, Wilma de Faria (PSB), e o candidato a reeleição para deputado estadual, Gustavo Fernandes (PSB).
Com informações da Assessoria de Imprensa de Rogério Marinho.