Felipe Menezes venceu mulher do deputado federal Benes Leocádio (Foto: Reprodução)
Do Diário do RN
A Justiça Eleitoral cassou pela segunda vez o mandato do prefeito reeleito de Lajes, Felipe Menezes (MDB), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. A juíza Gabriela Edvanda Marques Félix também o declarou inelegível por oito anos. O vice-prefeito José Carlos Felipe (PT) teve o mandato cassado, mas sem inelegibilidade.
A decisão, publicada nessa quarta-feira (7), aponta uso indevido da máquina pública para distribuir casas, poços, cestas básicas e outros benefícios durante o ano eleitoral.
Cabe recurso ao TRE-RN, mas, se mantida a decisão, novas eleições podem ser convocadas. Esta é a segunda cassação de Felipe Menezes pela 17ª Zona Eleitoral.
Reeleito em 2024 com 53,56% dos votos válidos, Felipe Menezes venceu por uma margem de 672 votos sobre a candidata Ana Karina (União Brasil), esposa do ex-prefeito e atual deputado federal Benes Leocádio. A ação que levou à cassação foi movida pela coligação de Ana Karina, formada por União Brasil e pela federação PSDB-Cidadania.
Escóssia apresenta pontos de avanço para entidade (Foto: divulgação)
O engenheiro Pedro Escóssia foi reeleito presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mossoró (SINDUSCON Mossoró), nesta quarta-feira (04.12.2024).
Ele foi reconduzido para um novo mandato (2025-2028) à frente da entidade, em chapa única. De 37 votantes, 35 votaram. Mandato começa dia 1º de janeiro de 2025 e entidade não promoverá evento de posse.
Pedro Escóssia destacou que a gestão que ele está prestes a concluir foi marcada pela ampliação da base sindical, que passou de 20 para 43 empresas filiadas; garantia da prestação de serviços para facilitar a atividade das empresas associadas e iniciativa para aumento da abrangência geográfica de representatividade.
“Estou, assim como os demais integrantes da diretoria, feliz com os resultados deste período e esperançoso para que possamos continuar com resultados cada vez mais significativos”, afirmou o presidente reeleito.
Diretoria Executiva
Presidente: Pedro Augusto da Escóssia Chaves
Vice-Presidente: Christiano Tito de Medeiros Jacome
1º Secretário: Tallys Wagner Duarte Cunha
2º Secretário: Frederico Eduardo de Mendonça Rosário
1º Tesoureiro: José Zélito Nunes Júnior
2º Tesoureiro: Leopoldo Cabral de Medeiros
Diretoria Técnica
1º Diretor de Obras Públicas: Edgard Cesar Burlamaqui de Lima
2º Diretor de Obras Públicas: Cláudio Augusto da Escóssia
1º Diretor de Mercado Imobiliário: Marcelo Conrado Lopes Fontes
2º Diretor de Mercado Imobiliário: Halan Vieira de Queiroz Tomaz
1º Diretor de Mercado e Assuntos Sindicais: José Zelito Nunes
2º Diretor de Mercado e Assuntos Sindicais: Charles Jean Costa
1° Diretor de Habitação de Interesse Social: Alan Vieira de Lima
2° Diretor de Habitação de Interesse Social: Einstein Preston Cordeiro Leite
Após solenidade no Teatro Municipal Dix-huit Rosado nesta quarta-feira (16), quando apresentou elenco de obras do programa Mossoró Realiza e assinou ordens de serviços e processos licitatórios (veja AQUI), o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) recebeu sua bancada de vereadores.
Conversa foi no Palácio da Resistência, sede de municipalidade.
Reunião fechadíssima para tratar de nominatas, siglas e variadas dúvidas e busca por caminhos à reeleição dos 15 vereadores da base.
Chapão ou chapões?
Eis a questão. Tudo está sendo estudado.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Isolda teve mandato dirigente renovado automaticamente (Foto: redes sociais)
O PT reconduziu a deputada estadual Isolda Dantas à presidência do Diretório Municipal em Mossoró.
A eleição protocolar aconteceu nessa sexta-feira (2o).
Por recomendação da Executiva Nacional, os comandos dirigentes em todo o país devem ser mantidos nesse momento, evitando disputas internas.
Também foi confirmada realização de uma plenária com a militância para o dia 07 de outubro, quando serão tratadas prioritariamente questões quanto às eleições municipais de 2024.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Com o fim do ciclo do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2023, o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) passa a cuidar de seu futuro partidário. Além da gestão, política.
Uma nova legenda deverá ser escolhida para seu projeto de reeleição.
Há um leque muito reduzido de opções e elas estão restritas por certos fatores, como a questão de tempo de televisão/rádio para uma campanha municipal.
União Brasil e PSD são legendas já apresentadas ao prefeito.
Até à próxima semana ele deverá se pronunciar sobre qual vai preferir.
Acompanhe o Blog Carlos Santos (Canal BCS) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Um passeio. Foi assim a vitória da governadora Fátima Bezerra (PT) à reeleição no RN, logo primeiro turno. Nesse ponto as pesquisas majoritariamente acertaram, tamanha a distância entre ela e os adversários.
Fátima teve vitória tranquila, sem qualquer sobressalto, como foi toda campanha sem adversários (Foto: arquivo/2019)
Em síntese, praticamente se confirmou um “WO” (veja AQUI o que postamos dia 15/09 último). A governadora não teve em campanha e não viu nas urnas, adversário algum, tamanha a fragilidade dos principais adversários, Fábio Dantas (Solidariedade) e o senador Styvenson Valentim (Podemos).
O senador Jorge Kajuru (Podemos) protocolou recentemente uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de acabar com o instituto da reeleição para o cargo de presidente da República, governador e prefeito. A PEC prevê, também, um mandato único de 05 (cinco) anos.
Senador Kajuru traz à baila um tema sempre polêmico e delicado à política do país (Foto: Senado)
Segundo o senador, “sucessivas eleições, na vigência da Carta de 1988, nos revelam a existência de obstáculos legais importantes à renovação dos mandatos eletivos. No caso específico do Poder Executivo, a regra da reeleição demonstra a cada pleito, a enorme vantagem do Presidente, dos governadores e prefeitos em exercício sobre os demais candidatos. A concorrência entre os mandatários e os demais candidatos é desigual e a derrota dos candidatos à reeleição ocorre apenas em circunstâncias muito particulares”.
Como se sabe, o instituto da reeleição ingressou no ordenamento jurídico brasileiro através da Emenda Constitucional n. 16, a qual permitiu que o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos possam ser reeleitos para um único período subsequente.
Mencionada Emenda Constitucional foi gestada ainda no âmbito do governo de Fernando Henrique Cardoso, sob a acusação de práticas nada republicanas para a sua aprovação. Passando ao largo dessa celeuma, o fato é que a reeleição não fez, e não, bem ao país.
O mandatário que se encontra aboletado na cadeira do Poder Executivo, no âmbito federal, estadual ou municipal, seja quem for, com direito à reeleição, faz de tudo para conseguir o seu intento. Usa e abusa da máquina pública para atingir o seu projeto.
Percebe-se que o gestor, no seu primeiro mandato, até faz uma administração mediana. Todavia, no segundo mandato, geralmente a “coisa” desanda.
O que se observa é o abuso de poder político, econômico e a prática de condutas vedadas por parte dos agentes públicos. Há um desequilíbrio imenso na disputa eleitoral entre os concorrentes a Chefia do Poder Executivo. Quem está à frente do Poder tem uma larga vantagem em relação aos seus oponentes. É fato.
Existem exceções, é claro, mas na maioria dos casos é dessa forma que acontece.
Contudo, não creio na aprovação da PEC com o fim da reeleição, e nem em eleições a cada cinco anos, o que seria salutar. O Congresso Nacional nunca fez uma mudança profunda na legislação eleitoral, apenas modificações pontuais.
Tempos atrás, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu um artigo sobre a aprovação da reeleição:
“Devo reconhecer que historicamente foi um erro: se quatro anos são insuficientes, e seis parecem ser muito tempo, em vez de pedir que no quarto ano o eleitorado dê um voto de tipo “plebiscitário”, seria preferível termos um mandato de cinco anos e ponto final”.
Pena que o ex-presidente só reconheceu o erro após a sua reeleição.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Lawrence (centro) posa ao lado de vereadores de variados partidos, inclusive de oposição (Foto:Edilberto Barros)
O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (SD), foi reeleito gestor da Casa, nesta terça-feira (6), para o biênio 2023/2024. Com 21 votos a favor e 1 contrário, ele encabeçou chapa única, composta pelos vereadores Ráerio Araújo (1º vice-presidente); Gideon Ismaías (2º vice-presidente); Marckuty (1º secretário); Marleide Cunha (2ª secretária); Paulo Igo (3º secretário) e Lamarque oliveira (4º secretário).
Votaram a favor da reeleição de Lawrence os vereadores Marckuty, Carmem Júlia, Edson Carlos, Didi de Arnor, Costinha, Wiginis do Gás, Genilson Alves, Gideon Ismaias, Isaac da Casca, Zé Peixeiro, Naldo Feitosa, Lamarque Oliveira, Larissa Rosado, Lawrence Amorim, Lucas das Malhas, Marleide Cunha, Omar Nogueira, Paulo Igo, Raério, Ricardo de Dodoca e Cabo Tony Fernandes. O rosalbista Francisco Carlos votou não.
Pablo Aires estava ausente na hora da votação, mas apareceu em plenário logo depois e pediu para que constasse em ata que era a favor.
Agradecimento
O presidente Lawrence Amorim agradeceu a confiança dos vereadores e assegurou a continuidade da gestão, independentemente de apoio ou não ao seu nome.
“Sou grato aos colegas parlamentares pelo reconhecimento do nosso trabalho. Continuaremos juntos, com transparência e irmanados no compromisso de servir à população de Mossoró”, afirma.
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos)pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A presidente da Câmara Municipal de Mossoró e dirigente local do MDB, Izabel Montenegro, expôs a dificuldade da legenda em formar nominata às eleições municipais deste ano, o que dificulta seu projeto de reeleição.
Saulo e Izabel: alternativas (Foto: BSV)
Em entrevista ao Enfoque Político (Super Tv) da sexta-feira (28), a parlamentar admitiu trabalhar com três possibilidades quando se fala em candidatura sua à reeleição.
“O plano A é formar nominata competitiva no MDB, que possibilite ao partido a eleição de mais de um vereador. Já o plano B seria, em não conseguindo a nominata, tentar um chapão de partidos ou mesmo receber [o MDB] a filiação de outro vereador. O terceiro é não sermos candidata, se não tivermos condições de estar numa disputa competitiva, já que essa eleição será uma espécie de laboratório, devido ao fim das coligações”, admitiu.
Janela partidária
Durante a entrevista, Izabel ainda confirmou a saída do vereador Alex Moacir da legenda, o que deve acontecer no período de janela partidária, que vai de 5 de março a 3 de abril.
Conversei longamente com o deputado federal Beto Rosado (PP) ao final da tarde de hoje (quarta-feira, 14), por telefone.
Falamos sobre esse intrincado processo (veja AQUI) que trata da contabilização (ou não) dos votos de Kericlis Alves Ribeiro (PDT), o “Kerinho”, candidato a deputado federal pela Coligação 100% RN, assim como ele, no pleito de 7 de outubro último.
Mussi aguarda relatório sobre mídia de Kerinho (Foto: TSE)
Se a Justiça Eleitoral aquiescer aos argumentos e somar os 8.990 votos de Kerinho, a reeleição de Beto Rosado estará sacramentada em vez de ensejar a eleição de Fernando Mineiro (PT), atual deputado estadual, concorrente na Coligação Do Lado Certo.
Até esse momento, o eleito é Mineiro. Ponto. Mas não é ponto final.
– Eu estou com esperança de que seja provado que Kerinho entregou dentro do prazo legal todas as certidões – comentou Beto.
Sistema criptografado
O ministro Jorge Mussi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou no último dia 8 (veja AQUI), que “a Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) dessa corte” verificasse se na mídia com sistema criptografado (codificado) sobre documentação de Kerinho, consta as certidões exigidas.
Mas ele foi mais além. Mussi também asseverou em seu despacho, que sejam esclarecidas “as razões de ordem técnica que impediram a sua visualização nos autos do processo 0600778-27”.
Dia passado (terça-feira, 13), a STI do TSE atestou recebimento da decisão, correndo o prazo de cinco dias para seu cumprimento.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI e FacebookAQUI.
Apesar da notoriedade de ser um dos mais atuantes vereadores da atual legislatura, além de muito articulado, Genivan Vale (PDT) não conseguiu se reeleger à Câmara Municipal de Mossoró no domingo (2). Não significa que esteja longe de desembarcar de novo na Casa em 2017.
Ele poderá ser deslocado para o Legislativo, se um dos vereadores governistas for chamado para o secretariado da futura prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
Ele admite que essa hipótese não deixa de permear seu pensamento, mas sem intoxicá-lo pela obsessão.
– Qualquer primeiro suplente pensaria assim – justifica.
“Chapão”
No bastidores, fala-se na possibilidade do vereador reeleito Francisco Carlos ser convocado à equipe de Rosalba, como secretário. Ele já compôs equipe da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), que na campanha deste ano se distanciou do grupo de Rosalba, apoiando a candidatura adversária de Tião Couto (PSDB).
Genivan ficou como primeiro suplente do chamado “chapão” formado por PP, PMDB, PDT e PSB, obtendo 1.993 votos. Essa coligação empalmou 20.729 votos cumulativamente.
Elegeu Izabel Montenegro (PMDB), Alex Moacir (PMDB), Sandra Rosado (PSB) e Francisco Carlos (PP).
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.
Quero agradecer, a cada um de vocês, pelos 2.171 votos que recebi na eleição de domingo passado e que asseguraram a minha reeleição a vereador.
Fui o quinto candidato mais votado e o primeiro em minha coligação.
Mereci de todos vocês uma votação expressiva e, por si mesmo, suficiente para fortalecer ainda mais a minha atuação na Câmara Municipal. Com a grata multiplicação dos votos cresce também a minha responsabilidade como político e homem público preocupado em combater as injustiças e em reduzir as desigualdades sociais.
Com a votação que vocês me honraram, tenho certeza de que, a partir de janeiro de 2017, quando serei empossado no meu terceiro mandato, poderei fazer mais pela população mossoroense.
Não posso abraçar cada um dos meus 2.171 eleitores, mas sinto a força de cada um. Porém, sintam-se todos cumprimentados.
Caminhamos juntos, marchamos juntos, entrando em ruas, becos e vielas, levando nossa mensagem de fé e de esperança a todos cidadãos deste município. O sucesso nas urnas jamais modificará meu jeito de ser, simples, tranquilo e sincero como um amigo para todas as horas, sobretudo as mais difíceis.
Disse em entrevista ano passado ao programa Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM), repeti há poucos dias no mesmo programa e reitero aqui:
– Não acredito que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) seja candidato à reeleição.
Mesmo tomando várias providências que sinalizam isso, como montagem de uma base ampla com cerca de 12 partidos, priorizado uma nominata a vereador com nomes de sua preferência e investido em propaganda, além de algumas ações de Governo, as ruas não respondem ao “comando”.
Se realmente for candidato, será terceiro ou quarto colocado, dependendo do elenco de disputantes.
Tem que escolher: passar vergonha eleitoral ou tentar concluir mandato com menor estrago.
“Silveira”, como o prefeito é conhecido desde a infância, faz uma espécie de antimarketing na gestão municipal, construindo contra si um conjunto de ações que funciona com maior eficiência contra sua imagem, do que qualquer campanha oposicionista.
Se ele conseguir superar tudo isso e, ainda for reeleito, precisaremos revisar mais de 2.500 anos de ciência política, amontoar todo esse estudo multissecular em praça pública e queimá-lo. Tudo sem valor, de Platão a Maquiavel.
Em seguida, chamemos Francisco José Júnior para escrever um compêndio sobre a Nova Ciência Política e o Marketing Político e Eleitoral, tamanha sua genialidade.
Aguardemos, pois.
Acompanhe o Blog pelo Twitter e veja postagens mais ágeis AQUI.
A reeleição continua no MP/RN. Veja lá no PortalNoAR.
O custo da festa da reposse, com um edital recheado de arranjos e floretês, ao custo de 42.000 reais, num flagrante desrespeito à crise financeira que nos atinge.
Imagine se essa festa, com todas as exigências florais do edital, fosse realizada por alguma prefeitura ou outro qualquer órgão do Executivo.
Deve entrar em pauta hoje, em mais uma sessão ordinária da Assembleia Legislativa, projeto de resolução que dispõe sobre a reeleição da mesa diretora.
A matéria, em síntese, pode viabilizar novo mandato do atual presidente Ezequiel Ferreira (PMDB), para o segundo biênio dessa legislatura, ou seja, 2017/2018.
Na ótica do juiz de direito, ex-juiz eleitoral em Mossoró, professor e escritor forense José Herval Sampaio Júnior, “o Presidente da Câmara Municipal, na função de interinidade como Prefeito, não precisa se desincompatibilizar, justamente porque só pode se candidatar uma vez, ou seja, a sua candidatura é compreendida como reeleição para um único período subsequente.”
Francisco José (camisa amarela) e Herval (de paletó) reeleição consumada (Foto: Wilson Moreno, Gazeta do Oeste)
Essa sua interpretação se encaixaria, por inteiro, no que pode viver adiante o atual prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD). Herval levanta essa tese com base no artigo 224 da Legislação Eleitoral. Bate de frente com o que pensa o especialista em Direito Eleitoral e professor de Direito Eleitoral, Márcio Oliveira (veja AQUI).
Os dois promovem um debate relevante sobre o tema, no site Novo Eleitoral.
Herval, que prolatou sentenças em série na campanha municipal de 2012 em Mossoró, sacramentando cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), volta a alimentar polêmica. Sustenta raciocínio que nas eleições de 2016, Francisco José Júnior estaria impedido de aproveitar o instituto da reeleição.
“Aberração”
Sua avaliação, é de que na prática a prerrogativa da reeleição o atual prefeito já aproveitou, quando foi eleito no ano passado. Ele era interino ao disputar o pleito suplementar, oriundo da Câmara Municipal, que presidia.
“Para nós, se a referida autoridade tem intenção em concorrer mais uma vez, acaso venha a ser eleito no processo que concorreu a primeira vez, aí sim precisaria ter de se desincompatibilizar, justamente para não incidir na vedação constitucional que se chama atenção neste texto”, diz Herval Júnior em seu artigo (veja na íntegra AQUI).
“Portanto, devemos entender que o fato de um Prefeito interino ter concorrido sem ter se desincompatibilizado significa que sua pessoa concorreu à reeleição, já que era o prefeito à época do pleito suplementar e realmente não pode enfrentar duas eleições estando à frente do cargo, ou melhor, como dissemos no inicio, não deveria nunca puder concorrer no cargo (…)”, sustenta Herval no mesmo texto.
O juiz, com experiência de mais de 16 anos como magistrado eleitoral, enxerga que o direito à reeleição em si já é “uma aberração”. É praticamente impossível, a quem exerce o cargo executivo e busca outro mandato consecutivo, não violar a legislação.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) vai disputar a reeleição, afirmou o secretário-chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado (DEM), principal artífice político da chefe do Executivo. A confirmação foi dada ao site da Revista Bzzz.
“Respeito as estatísticas, mas em política nada é impossível”, declarou Carlos Augusto, se referindo às estatísticas que catapultam a governadora a altos índices de rejeição.
A confirmação da candidatura de Rosalba já vinha sendo ventilada desde que sua equipe começou a montar uma agenda positiva.
A governadora tem, nos últimos meses, se empenhado em realizar ações que deverão ter repercussão eleitoral, tais como o início das obras do programa Sanear RN e outros projetos amplamente divulgados ligados à pasta de Assistência Social.
A hipótese da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) continuar no mandato até o final e não ser candidata à reeleição, no próximo ano, passou a ser listada no governismo e entre aliados de peso. Seu governo está fragmentado, sem qualquer sinalizador de reação ou de apoio popular.
Rosalba é refém do PMDB e do grupo Alves. Depende deles, mais do que nunca, para ganhar sobrevida ou até mesmo sonhar com uma pouco provável reeleição.
Permanecer no Governo do Estado até o final dos quatro anos, pode ser o possível e algo até honroso, diante de tudo que tem vivido e ainda pode se meter.
Sua compensação viria adiante, com ingresso em nova sigla aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), em caso de reeleição dela, tendo espaço num alto cargo da República.
Os “pauzinhos” estão sendo mexidos para formatação de um conjunto de interesses, que aposta na manutenção do poder, mesmo que com algumas sequelas e defecções.
Claro que nessa “arrumação”, o senador José Agripino, visceral adversário de Dilma, não está incluído.
Na oposição, lideranças do PSB, PT e PSD parecem que finalmente se tocaram.
Depois de muito esperarem pelo PMDB, procuram se mexer na montagem de uma aliança alternativa à Rosalba e às vontades dos líderes peemedebistas.
Infelizmente, para o cidadão comum potiguar, nada parece diferenciado, arrojado e digno de galvanizar a massa.
Quem tem alguma vivência da política, como é praticada nas pequenas e médias comunidades do interior de São Paulo (nos outros Estados não deve ser diferente), sabe que um dos mais graves equívocos políticos recentes foi a instituição da reeleição nos municípios, uma vez que nesse nível o controle social é, paradoxalmente, muito difícil.
Oito anos ininterruptos são em geral suficientes para organizar e estratificar um mecanismo de corrupção local que tende a se autoperpetuar.
No primeiro “round” elege-se o prefeito e -com ele-, no segundo, elegem-se vereadores seus “velhos” secretários. Estes logo voltam à administração, deixando na Câmara seus suplentes, que passam a obedecer ao Executivo.
Neutraliza-se, assim, o poder fiscalizador do Legislativo.
Graças à “acumulação” de recursos feita com tranqüilidade pela ausência do controle legislativo, o poder incumbente acaba controlando também a imprensa (escrita, radiofônica e televisiva) local, eliminando o pequeno controle social que restava.
O processo reforça-se a cada nova eleição, a não ser em casos catastróficos: ou de rapinagem tão extravagante que chama a atenção do Ministério Público ou de alguém da “família” que, inconformado com a distribuição dos “lucros”, resolve abandonar a lei do silêncio…
Em 2003 a Controladoria Geral da União (CGU) iniciou um interessante programa de controle de gastos, selecionando ao acaso alguns municípios e submetendo suas contas a auditoria com relação ao uso dos fundos federais que receberam.
No último número do “Quarterly Journal of Economics” (May 2008: 703-745), dois economistas, Cláudio Ferraz (do Ipea) e Frederico Finan (da Universidade da Califórnia) publicaram um artigo sofisticado e interessantíssimo, com o título “Expondo Políticos Corruptos: o Efeito da Publicidade das Auditorias no Resultado Eleitoral”.
Suas conclusões: 1) a publicidade de procedimentos corruptos reduz muito pouco a probabilidade de reeleição mesmo quando há reincidência, o que não deixa de ser decepcionante; e 2) a penalização do incumbente é maior nas comunidades onde a mídia é mais agressiva e menos indulgente.
O artigo mostra, por outro lado, o papel fundamental da mídia local (não controlada pelo poder incumbente) como fator do eventual sucesso da oposição. A divulgação pela mídia local da corrupção tende a melhorar (ainda que lentamente, como mostra o trabalho) a qualidade dos administradores.
O grande problema, entretanto, é que é a própria reeleição que produz a “miopia” da mídia local…
Antônio Delfim Netto é economista, professor, ex-deputado federal e ex-ministro da República
* Texto originalmente publicado no Folha de São Paulo, dia 9 de julho de 2008. Continua atualíssimo.
A prefeita de Natal, jornalista Micarla de Sousa (PV), surtou de vez. E não falta quem lhe incentive a acreditar que poderá ser reeleita.
Ela deverá anunciar nos próximos dias que tentará a reeleição.
Seu maior trunfo: a hipotética eliminação do ex-prefeito e desafeto Carlos Eduardo Alves (PDT) do processo sucessório, após sua manobra para reprovação de contas dele na Câmara Municipal.
Esse é mais um caso típico de delírio pessoal, que encontra amparo na “corte”. A rainha está nua e ninguém tem coragem ou distanciamento crítico para lhe avisar. Deixam-na pagar mico, para tirar proveito do que resta de poder.
Uma avaliação sem muito esforço mostra, claramente, que a estratégia de “amputação” do nome de Carlos não ajuda em nada à prefeita. O caso de reprovação de seu governo e rejeição pessoal que conseguiu atrair são tão superlativos, que Micarla precisa ser candidata única – e olhe lá – para vencer. Seria por “W.O”.
Qualquer nome representativo da oposição à prefeita, ligado a Carlos e à ex-governadora Wilma de Faria (PSB), se ele realmente não puder ser candidato, tem condições de causar um estrago desmedido na postulação de Micarla. A prefeita não percebeu que seu problema não é Carlos Eduardo ou Wilma: é ela mesma.
Quem chegou a ter mais de 90% de repulsa popular, não pode continuar procurando explicações e justificativas nos outros.
Para Micarla, tirar Carlos de cena é muito mais uma obsessão pessoal do que uma estratégica político-eleitoral. Falta muito mais para granjear a simpatia – novamente – dos natalenses. A governante perdeu o tempo e o bonde da história. Agora, apenas esperneia e delira com o aplauso de sua entourage que vive os últimos meses de poder.
Veja adiante, também, que Micarla aposta no crescente desgaste da ex-aliada Rosalba Ciarlini (DEM) para crescer nas pesquisas, transferindo responsabilidades.