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PL comunica oficialmente que Jorge será vice de Rosalba

Dirigentes do Partido Liberal (PL) no RN e em Mossoró anunciaram oficialmente à noite dessa quinta-feira (10), que a legenda vai compor aliança majoritária com o PP da prefeita Rosalba Ciarlini. O empresário Jorge do Rosário será, como já noticiado, candidato a vice.

Rosalba concorre à reeleição, com a companhia do ex-adversário que muda de lado, saindo da oposição (Foto: reprodução BCS)

Veja a nota abaixo:

Segue a nota:

O Partido Liberal do Rio Grande do Norte tem consciência do ambiente político existente no País atualmente e que esse ambiente exige de todos uma ampla disposição para o diálogo e a construção coletiva de projetos que contemplem o desenvolvimento, a geração de emprego e renda e a retomada econômica neste momento de superação que as cidades e os estados estão atravessando nos dias atuais.

Em Mossoró, o PL já anunciou que estava dialogando com o Progressistas em torno das bandeiras que defende na cidade. Este diálogo foi bastante produtivo com o nosso partido expondo a sua visão e o seu propósito de executar ideias e um projeto que crie mais desenvolvimento, mais emprego, renda e oportunidade para todos em Mossoró.

Percebemos claramente a disposição do Progressistas em agregar tais ideias no seu plano de governo para que Mossoró alcance novos patamares de crescimento, desenvolvimento e ofereça mais oportunidades a todos os mossoroenses.

O Progressistas demonstrou o desejo de executar um plano de ação em conjunto com o nosso partido com foco em acelerar o desenvolvimento com políticas públicas que tragam mais prosperidade aos trabalhadores, à classe produtiva e à toda a cidade.

Da mesma forma o PL reconhece o esforço de reequilíbrio e recuperação da cidade e da máquina pública feito pela atual administração atestado até por órgãos como o Tesouro Nacional, que autorizou mais crédito para a cidade realizar mais para os seus munícipes. Logo, o diálogo mantido e já anunciado publicamente pelos dois partidos resultou na decisão de ambos se unirem na eleição municipal e esta aliança será apresentada para os convencionais das duas agremiações partidárias amanhã.

O PL e o Progressistas, portanto, acreditam que o diálogo em torno de projetos, ações e metas de desenvolvimento pode unir, como está unindo, pessoas que desejam o melhor para a cidade e construir juntos novas conquistas e novos avanços para Mossoró e para os mossoroenses.

João Maia (deputado federal)

Presidente do PL/RN

Jorge do Rosário

Presidente do Diretório Municipal do PL

Nota do Blog – A Convenção Municipal do PL acontecerá às 11h em sua sede (veja AQUI), no bairro Alto de São Manoel, nessa sexta-feira (10). Já o PP promoverá a sua às 15 h, na Escola de Artes, no centro da cidade, também nessa sexta-feira.

Em 2016, Rosalba foi eleita com a odontóloga Nayara Gadelha (PP) como vice. Já Jorge do Rosário foi o vice na chapa do também empresário Tião Couto (PSDB, hoje no PL), ficando em segundo lugar.

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João Maia e Jorge faltam ‘combinar’ com o rosalbismo

“Está caminhando bem nessa direção, Carlos Santos. Hoje (terça-feira, 1º) ou amanhã concluem as conversas e decidirão”.

Garrincha, mesmo com russos pela frente, jogou demais e Brasil venceu por 2 x 0 (Foto: Web)

O pronunciamento acima foi feito agora à tarde pelo presidente estadual do Partido Liberal (PL), deputado federal João Maia, em rápida entrevista a essa página, quando estava embarcando no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves (São Gonçalo do Amarante), para Brasília.

Ele preferiu a cautela, não se arvorando em anunciar o que parece certo e insofismável: o empresário Jorge do Rosário (PL) será mesmo o candidato a vice-prefeito na chapa da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PL) – veja AQUI.

– Não é cautela. Algumas conversas ainda não estão concluídas – emendou.

Os “russos”

O Blog Carlos Santos também procurou o próprio Rosário há poucos minutos:

– Fomos convidados, mas pedi um tempinho para ‘combinar com os russos’, no caso nosso grupo – disparou, sorrindo.

P.S – Conta-se que na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, o técnico brasileiro Vicente Feola fazia preleção antes do jogo contra a então União Soviética, dizendo como cada jogador deveria se movimentar até fazer o gol.

Meio incrédulo, o craque Garrincha, ainda com a camisa canarinha no ombro, disparou:

– “Tá legal, sêo Feola! Mas, o senhor já combinou tudo isso com os russos?”

Vem daí essa expressão repetida jocosamente por Jorge do Rosário.

Mas cá para nós: a conversa de Jorge do Rosário, a combinação, é mesmo com o próprio rosalbismo. Até aqui, os ‘russos’.

A propósito, o jogo Brasil x União Soviética foi 2 x 0 para o selecionado verde-amarelo, com dois gols do centroavante Vavá.

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Jorge do Rosário deverá ser o vice de Rosalba Ciarlini

Jorge já era esperado em 2016 (Foto: Portal do RN)

O empresário Jorge do Rosário (PL) deverá ter seu nome anunciado pelo rosalbismo como companheiro de chapa da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), para disputa municipal à reeleição dela.

As conversas entre o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado e a prefeita Rosalba, com o líder do Partido Liberal no RN, deputado federal João Maia, vinham ocorrendo nos últimos dias. Porém, nada estava confirmado.

O casal encontrou-se com João Maia em Natal há poucos dias, mas sem exatamente bater o martelo sobre a decisão.

Rosário chegou a ser esperado para compor a chapa rosalbista em 2016, mas resistiu ao cerco e foi vice à prefeitura do também empresário Tião Couto (PSDB, hoje no PL). Rosalba venceu o pleito com a dentista Nayara Gadelha (PP) sendo uma vice escolhida de última hora.

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Blog Carlos Santos no Programa Show Joãozinho GPS

Atendendo convite do Programa Show Joãozinho GPS da Rádio Difusora de Mossoró (veja AQUI ao vivo), a gente vai conversar sobre política nacional, estadual e municipal.

Vamos responder a perguntas do nosso amigo Joãozinho.

Obrigado pelo Convite.

Até lá!

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Allyson Bezerra avisa que em breve apresentará seu vice

Allyson Bezerra é pré-candidato a prefeito (Foto: cedida)

Em entrevista ao radialista Carlos Cavalcante na Rádio Difusora de Mossoró nessa sexta-feira (14), programa Cidade em Debate, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) destacou o perfil do nome que quer para vice, em sua chapa à Prefeitura Municipal de Mossoró.

– “Será uma pessoa que tenha capacidade para atuar na gestão. Será um profissional que dentro da sua área de atuação seja reconhecido e seja consciente dos problemas da cidade e a consciência de que temos que resolver esses problemas”, afirmou Allyson.

Atributos

O pré-candidato a prefeito de Mossoró também declarou que o vice ou a vice “não deve estar alinhado com o atual sistema político que vem sendo praticado há décadas em Mossoró”.

E reiterou: “São esses atributos que estamos avaliando para compor a nossa chapa e que logo em breve estaremos anunciando o nome”, finalizou Allyson.

O parlamentar lançou sua pré-candidatura no último dia 15 de julho (veja AQUI).

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Cláudia Regina define perfil para o seu nome a vice-prefeito

Cláudia tem perfil do vice (Foto: reprodução BCS)

“Não há nenhum impedimento político, jurídico ou pessoal para colocar meu nome à disposição”. Essa frase foi dita pela ex-prefeita e pré-candidata (finalmente admitida) à Prefeitura de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), à manhã dessa quinta-feira (13). Foi entrevistada pelo programa Cidade em Debate, apresentado pelo radialista Carlos Cavalcante na Rádio Difusora de Mossoró.

Ela pronunciou-se sobre recente relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto a aspectos de inelegibilidade, em face de sua cassação em 2013 (veja AQUI).

Indagada por um ouvinte quanto ao perfil do seu vice, não citou nomes ou hipotética origem partidária. Preferiu falar subjetivamente:

– Não é só perfil do vice, mas de todas as pessoas que vão fazer parte da gestão. Primeiro tem que ter compromisso com o cidadão.

Partidos

Também adiantou que está conversando com um elenco de partidos para formação de aliança à disputa municipal. Até o fim do mês serão apresentados.

“Pelo menos 9 partidos estão conversando e trabalhando um projeto alternativo para Mossoró”, disse.

A ex-prefeita teceu ainda críticas à gestão Rosalba Ciarlini (PP), de quem já foi aliada e secretária municipal noutra gestão. Em sua ótica, a administração atual é muito diferente do que viu no passado, desconectada da realidade e das necessidades da população.

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Ex-prefeita tenta ser vice, em vão, em chapa à prefeitura

Fátima (de vermelho) e Fafá (de branco), deputada estadual Isolda Dantas, secretário da Sesap Cipriano Vasconcelos, ao lado do vereador Alex do Frango (de preto) estiveram juntos em evento administrativo em Mossoró, dia 27 de setembro de 2019 (Foto: arquivo)

A ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado (PSB) andou se saracoteando para ser vice da deputada estadual Isolda Dantas (PT), pré-candidata a prefeito de Mossoró.

A ideia até foi discutida internamente, de Natal a Mossoró.

Mas acabou sendo rejeitada ostensivamente.

Ano passado, partidários remanescentes da ex-prefeita andaram plantando notícia e fotos dela (veja AQUI) ao lado da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), com a versão fantasiosa de que seria uma chapa em gestação para as eleições deste ano.

Pouca gente levou a sério, claro.

Como agora.

Fafá tem um cargo comissionado de terceiro escalão no Governo Fátima Bezerra (PT) – veja AQUI, desde setembro de 2019. Até acompanhou a governante em programação administrativa em Mossoró.

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Disputa municipal é luta de um Golias contra alguns Davis

Nessa sexta-feira (7), a gente participou de um bate-papo com o jornalista Saulo Vale na Super TV, dentro do programa “Enfoque Político”.

O vídeo constante dessa postagem é a íntegra da nossa conversa.

Falamos sobre disputa à Câmara Municipal de Mossoró, sucessão municipal mossoroense, reformas da Previdência Social em Mossoró e no Estado, o possível vice da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), enxurrada de pré-candidatos a prefeito na oposição, a força da estrutura pública na disputa, hipótese de união oposicionista, além da luta desproporcional entre a postulação oficial da prefeita Rosalba Ciarlini e os oposicionistas.

Nitidamente uma luta entre um Golias e vários Davis.

– Nós teremos uma força descomunal em favor de Rosalba e os adversários se virando – assinalamos.

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Rosadismo avalia quadro político e incertezas em 2020

O grupo político liderado pela vereadora Sandra Rosado (PSDB) andou discutindo internamente nessa última semana, o cenário político de Mossoró.

De certo, certo mesmo, hoje, seu projeto de se reeleger à Câmara Municipal.

Nutre sonho – não correspondido – de que sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) possa ser vice da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), em substituição à odontóloga Nayara Gadelha (PP).

Em 2016, já existia essa esperança, que foi descartada e compensada de outra forma. Foi viabilizada a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, com a costura da chapa em Natal que teve o então deputado estadual Álvaro Dias (MDB, hoje no PSDB) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) – veja AQUI.

Larissa era suplente imediata dele.

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Agripino faz política do ‘abre portas’

O ex-senador José Agripino (DEM) tem disparado algumas ligações telefônicas pontuais, que diretamente estão relacionadas à sucessão municipal de Mossoró.

Vem intermediando e abrindo portas para a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM).

Conversa aqui, conversa acolá.

Pah! Aí Cláudia aparece para prosear, puxar um fio de conversa com o interlocutor sondado.

José pavimenta caminho para ela se viabilizar à prefeitura outra vez.

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Quem pode e quem não pode perder as eleições a prefeito

O raciocínio é simples, apesar de parecer pueril, quando fazemos essa pergunta:

– Quem pode e quem não pode perder as eleições à Prefeitura Municipal de Mossoró em 2020?

Pelo menos duas pessoas não podem perder as eleições. Não apenas pelo dissabor do insucesso, mas por razões particularmente distintas.

Rosalba Ciarlini (PP), a atual prefeita, precisa se eleger a qualquer custo (‘qualquer custo’ não é força de expressão), por tudo que seu grupo e familiares precisam do poder e por planos futuros, como sonho de pleito ao Senado em 2022.

Rosalba, Cláudia e a então prefeita Fafá Rosado em 2012, numa história que segue sua tessitura (Foto: Ricardo Lopes)

Também pelo fato de necessitar da considerável imunidade que o cargo oferece. Ela convive com sérios problemas judiciais, sempre se esquivando com a destreza de um contorcionista. Dois processos relativos ainda ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, só para não esticarmos a lista, adormecem como répteis fossilizados nas comarcas de Mossoró e Natal, sem que ela seja molestada.

Uma dessas demandas teve citação entregue à então ex-governadora, após mais de um ano de despacho judicial. Era como se a “Rosa” não tivesse residência fixa em Mossoró, Tibau ou Natal. Supõe-se que vivia em alguma caverna na insular Tasmânia, ao lado de aborígenes com arco e flecha, ou perambulasse em arquipélagos da Indonésia, protegida por exemplares do dragão-de-komodo.

Esse hipotético compadrio com a elite judicial e fiscalizadora é-lhe mais importante do que o capital eleitoral abstrato que possui. Provavelmente, não teria sido sequer candidata a prefeito em 2016 se fosse uma pessoa comum na política. Mas o será agora de novo.

Com um mandato tudo fica melhor, lógico.

Cláudia Regina, ex-vice-prefeita e ex-prefeita cassada antes do fim do primeiro ano de seu mandato, também tem suas razões para só entrar na disputa (o que formalmente não anunciou, que se diga), se tiver consistência à vitória.

JOGADA ÀS FERAS PELO PRÓPRIO ROSALBISMO para ser deletada da política, visto que passou a ser uma ameaça, ela renasceu do ostracismo com a decisão de adiamento das eleições para 15 de novembro, o que abriu uma brecha à eventual postulação a prefeito ou vice.

A volta à política da ex-prefeita não é um movimento tangido pelo lema olímpico do Barão de Coubertin, de que “o importante não é vencer, mas competir com dignidade!” Nem tem o poder de cessar guerras e aplacar mágoas, como as olimpíadas na Grécia da antiguidade. Para Cláudia Regina, é uma forma de redenção pessoal. Se ganhar.

E, vencer Rosalba, é ainda mais simbológico. O inverso, também: a derrota. Seria um segundo desterro em vez de exorcismo da dor sofrida.

Os demais pré-candidatos e supostos pré-candidatos, não têm o que perder. Em tese.

Uns se apresentam para engordar currículo de modo bizarro, ou seja, com expectativa de votações ridículas. Outros não passam de balão de ensaio jocoso. Há quem trabalhe para tentar puxar eleição de nominata a vereador e fortalecer imagem pessoal e de legenda. Contudo, ninguém estranhe se aparecer alguma candidatura quinta-coluna, financiada pelo governismo para fracionar mais ainda os votos da oposição.

Na disputa

Existem também os que realmente concorrem, casos dos deputados estaduais Allyson Bezerra (Solidariedade) e Isolda Dantas (PT), praticamente sem ônus em jogo. Eles só não podem ter votações esqueléticas, o que é improvável que aconteça para qualquer um deles. Fácil perceber no olhômetro e em diversas pesquisas que tivemos acesso nos últimos meses.

Porém, os dois, precisam também estabelecer se é importante somar à ocupação de espaços no campo da oposição ou concorrer indiretamente à vitória de quem aspiram suplantar nas urnas. Cada um a seu modo, com conjunto de informações e avaliações à mão, hoje, sabe que Rosalba tem achatamento no capital de intenções de votos num comparativo com igual período de 2016. Mas é o suficiente para ela vencer.

Importante que fique claro, ainda: eleição não é um tribunal judicial, ao contrário do que o discurso popularesco ou de marketing triunfalista costuma propagar; por mais que muitas vezes possa ter característica plebiscitária. Eleição é eleição.

E, no Brasil, mais do que caráter de afirmação da cidadania e de evidência de uma suposta democracia, o voto por vezes é uma ferramenta à confirmação de dolo contra a coisa pública e escravismo do próprio povo, manada inocente útil. Mossoró não é diferente, apesar da mitologia de laboratório que sua elite política criou, de que nesse lugar existe um ‘país’ à parte.

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Prefeita e governo tracionam para fugir de zona perigosa

Nas últimas duas semanas, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) passou a imprimir uma mudança em sua postura política. Fabrica meios para estar numa zona de maior segurança na corrida eleitoral à própria sucessão.

Sua assessoria resolveu tirá-la da redoma blindada à imprensa (foram raras entrevistas em toda a gestão) e a levou a espaços no rádio para entrevistas técnicas, falando em especial sobre a Covid-19 e o papel de sua gestão. Vale estar na mídia, não necessariamente polemizar.

Prefeita passou a ter mais presença em ruas, ações publicas e redes sociais, tentando puxar imagem (Fotomontagem BCS)

Também se jogou nas redes sociais numa maior frequência, mesmo que claramente não se sinta confortável em dialogar com internautas e sofra para parecer natural.

Repetindo o que lhe é mais comum a cada período eleitoral, incrementou visitas a obras, espaços públicos e equipamentos da municipalidade onde possa ser vista e consiga interagir pessoalmente com populares. É um ‘corpo a corpo’ diferente em época de pandemia.

Noutra frente, a propaganda do município ganhou mais volume e aproximou-se de padrão tipicamente eleitoral. Jogam-se mensagens subliminares ou diretas, tentando criar aura de dinamismo e eficiência do governo.

Já sua militância, órgãos de imprensa sob seu guarda-chuva e detentores de cargos comissionados vão ao ataque contra adversários.  A ordem é desconstruir, moer, desqualificar. Ridicularizar.

Start

O start (começo) dessa nova fase tem pelo menos três motivações. Todas, claro, de olho nas urnas:

1 – Pesquisas para consumo interno apontam necessidade de ela saír de um patamar perigoso em termos de avaliação popular, bem abaixo do que estava em 2016, em igual período;

2 – Decisão do Congresso Nacional de adiar eleições para 15 de novembro, o que obriga o governismo e o rosalbismo a refazerem planejamentos;

3 – A pouca eficácia até o momento na pulverização de obras de visibilidade (restauração de calçamento, tapa-buraco, asfaltamento de ruas e avenidas e reformas de praças) à melhoria do capital eleitoral da prefeita.

A ordem é ter uma presença mais agressiva na imprensa convencional, redes sociais e ruas. Precisa tracionar para arrancar. Logo. Logo!

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“Irmã Ceição” é outro nome posto à Prefeitura de Mossoró

"Irmã Ceição" teve candidatura a deputado estadual em 2018, como último teste eleitoral (Foto: reprodução BCS)

O PRTB em Mossoró apresenta o nome de Maria da Conceição Cesário, a “Irmã Ceição”, como mais uma opção à prefeitura.

Irmã Ceição já foi candidata a vereador e a deputado estadual.

Em 2008, obteve 130 votos a vereador pelo PSL. Acabou assumindo poucos dias assento no legislativo local, em face de afastamento de Maria das Malhas, sendo empossada dia 5 de dezembro de 2012.

Na pré-campanha das eleições suplementares de 2014, em Mossoró, ensaiou postulação a prefeito. Acabou se compondo com o então prefeito interino e candidato à reeleição, Francisco José Júnior (PSD).

Eleições em 2018

Em 2018, ela foi candidata a deputado estadual pelo PT.

Conseguiu 412 votos em Mossoró e 627 no estado.

O PRTB é comandado no RN por Heronildes Bezerra, o “Bispo Heró”, que em sua juventude atuou no movimento estudantil mossoroense.

Em Mossoró, a legenda tem um vereador – Manoel Bezerra -, mas que deverá sair para compor chapão governista, grupo em que já está.

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Cláudia Regina vai participar ativamente do pleito 2020

Do Blog Saulo Vale

Conversei essa semana com a presidente municipal do Democratas, ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina.

Óbvio que política fez parte da conversa. Resumo trecho minúsculo do diálogo, que teve um tom coloquial, sem o formalismo de uma entrevista.

Foi um bate-papo.

– Onde você estará nas eleições municipais de 2020? – questionei.

– Eu vou participar ativamente do pleito – restringiu-se a responder.

Faz sentido.

Mesmo com a cassação, Cláudia participou de todas as eleições, sejam municipais ou gerais.

A sua inelegibilidade termina em outubro deste ano.

O Dem, partido que ela é também vice-presidente estadual, é oposição ao governo Rosalba Ciarlini (PP), e tem o mandato do vereador Petras Vinícius como referência.

Nota do Blog Carlos Santos – Cláudia Regina é quem melhor conhece as entranhas sociais de Mossoró. Sua curta passagem pela municipalidade também tem identidade própria e seu banimento da política, paradoxalmente, não significou um ostracismo.

Caso inverso, por exemplo, da ex-prefeita Fafá Rosado (PSB), que apesar de plenos direitos políticos, não tem qualquer vitalidade eleitoral ou representatividade, não obstante dois mandatos como executiva local.

Cláudia tem-se reinventado e deixa claro que segue no jogo, mesmo com limitações legais.

Está viva.

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Carlos Augusto trabalha para engolir adversários em rádio e TV

Carlos: tempo e fragilização adversária (Foto: arquivo)

Em sua casa em Tibau (a 42km de Mossoró), no apartamento de Mossoró no bairro Nova Betânia ou na sede do Partido Progressista (PP) no centro da cidade, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado promove verdadeiro rally para apressar decisões à campanha deste ano.

Uma das prioridades é fechar um arco de partidos para coalizão majoritária. Para isso, a propósito, não mede distância com incursões que vão além dos limites do município e divisas do RN.

Trabalha sob raciocínio bifurcado em duas frentes: juntar para somar o máximo de tempo de rádio e TV, bem como impedir paralelamente, que eventuais adversários consigam enfileirar partidos com espaço suficiente para palanque eletrônico que desnude a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Um terceiro interesse é acomodar candidaturas de vereadores governistas. Entre eles, algumas prioridades. A maioria, não. Vire-se.

Em 2016

Em 2016, a ex-governadora Rosalba Ciarlini, com a Coligação Força do Povo, foi eleita à prefeitura pela quarta vez com o total de sete partidos: PP, PSB, PDT, PMDB, PTB, PTdoB e PHS.

Quem mais somou nessa missão em 2016 foi o então candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), da Coligação Liderados pelo Povo.

Fizeram fila com ele a ‘ruma’ de 14 siglas: PSD, PEN, PMB, PMN, PPL, PPS, PRB, PROS, PRTB, PSC, PTC, SDD, PTN e PV.

Mesmo assim, acabou desistindo de concorrer em plena campanha.

Tempo precioso

Em termos de tempo de rádio e televisão, a disputa nas eleições municipais de 2016 colocou os cinco candidatos a prefeito com esses espaços, diariamente:

Rosalba Ciarlini (PP) – 3min 39seg
Tião Couto (PSDB) – 2min 17seg
Fco José Júnior (PSD) – 2min 08seg
Gutemberg Dias (PCdoB) – 1min 34seg
Josué Moreira (PSDC) – 19seg

Leia também: Pré-campanha reforça uso de tática do quanto maior, melhor.

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Apesar de dividida, oposição pode vencer Rosalba

Do Portal do Oeste

A união da oposição em torno de uma única candidatura à Prefeitura de Mossoró neste ano está praticamente descarta. É possível que os partidos que não farão aliança com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) lancem até três nomes.

Isolda lembra Fátima (Foto: Portal do Oeste)

Mesmo com a divisão da oposição, a deputada estadual Isolda Dantas, pré-candidata a prefeita pelo PT, acredita que é possível derrotar a atual prefeita. Para isso, a parlamentar aposta nos resultados recentes e no chamado voto útil.

“Fátima Bezerra (PT) derrotou Rosalba no primeiro e segundo turnos em Mossoró, com o filho da prefeita sendo candidato a vice da outra chapa”, observou Isolda, em entrevista ao Jornal do Oeste da FM 98.7.

A deputada reiterou que está aberta para conversar com todos os partidos, exceção ao PSL, que também não quer conversa com o PT e demais partidos de esquerda.

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Empréstimo ‘multiuso’ também serve para neutralizar oposição

O rosalbismo tenta ao máximo evitar surpresas desagradáveis nas eleições municipais deste ano. Conseguir liminar (veja AQUI) que viabilize tomada de empréstimo “de até R$ 150 milhões” para obras de infraestrutura, acabou sendo a mais importante conquista de 2019 para seus planos.

É um empréstimo “multiuso”, visto como imprescindível para alavancar e assegurar a campanha.

A candidatura à reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) pretende ratear ao máximo as ordens de serviço desse crédito com o setor empresarial local. Vale lembrar, que quem preside o Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) de Mossoró é o engenheiro Sérgio Freire Filho, namorado de Lorena Ciarlini – secretária do Desenvolvimento Social do município e filha da prefeita.

Mas há também nesse jogo político de bastidores um empenho para evitar composição sólida e viável na oposição, com outros expedientes. Um dos focos, é neutralizar participação direta ou indireta da dupla Tião Couto (PL)-Jorge do Rosário (PL).

Jorge do Rosário

Candidatos a prefeito e vice, eles assustaram na reta final da disputa de 2016 – em que Rosalba Ciarlini foi eleita.

O engenheiro e construtor Jorge do Rosário chegou a ser sonho de vice para Rosalba em 2016, mas resistiu às cantadas. Para 2020, o seu nome é outra vez especulado, mas tem resistências praticamente intransponíveis no governismo (veja AQUI).

O argumento alternativo para deixá-lo de fora e “neutro”, é a pressão do segmento da construção civil para partilha das futuras obras. Ele candidato a prefeito ou vice, o setor não estaria à vontade e livre para apoiá-lo, pelo compromisso com a “Rosa”. Indiretamente, raciocina-se, também tirariam de cena Tião Couto.

Caminho livre à reeleição, praticamente sem adversários.

Leia tambémRosalbismo faz caixa e atua em várias frentes para campanha.

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O sol, os alpendres e os russos

Algo bem démodé por essa época é a crença de que a política de Mossoró está sendo resolvida sob o sol de Tibau e em seus alpendres, em mais um veraneio.

Bobagem!

Foi-se o tempo em que por lá se definia quem seria e quem não seria candidato, acertos, conchavos, partilhas, vetos, ascensão ou amputação de nomes.

Agora é um pouco diferente: falta combinar com os russos.

Os russos estão em Mossoró.

Apenas uma parte deles veraneia em Tibau.

Mas em outubro próximo vão decidir a parada.

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Rosalbismo faz caixa e atua em várias frentes para campanha

A postulação à Prefeitura Municipal de Mossoró na busca do seu quinto mandato local, é propósito obsessivo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu marido e líder rosalbista Carlos Augusto Rosado.

Mas isso terá um custo altíssimo: multimilionário.

Com expectativa de contar de 14 a 16 partidos aliados, além de mais de 320 candidatos a vereador, o governismo municipal faz caixa e há tempos começou a trabalhar esse investimento colossal. Mexe-se em várias frentes.Largada foi dada desde o fim das eleições do ano passado, quando o casal teve o filho Kadu Ciarlini Rosado (PP) como candidato a vice-governador na chapa do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT).

O insucesso de Kadu – com chapa derrotada em Mossoró nos dois turnos – acendeu o sinal amarelo do grupo. O esforço do governismo ganhou  até procedimento incomum, pois antecipou em pouco menos de dois anos a “campanha”, algo que em outras jornadas eleitorais jamais aconteceu.

Cooptar o máximo de partidos, montar nominatas a vereador, recrutamento de militantes virtuais, ataque a montagem de lista de pré-candidaturas a vereador em legendas adversárias, ocupação de espaços maciços em vários veículos de comunicação e promoção de campanhas subliminares contra potenciais adversários (sobretudo em redes sociais) fazem parte dessa operação político-eleitoral.

Leia também:

Pré-campanha reforça tática do quanto maior, melhor

Outra faceta desse jogo é aparentemente desconectada da eleitoral, mas na verdade tem relação direta. É imprescindível. Um estudo mesmo superficial do Jornal Oficial do Município (JOM) revela a impressionante quantidade de dispensas de licitação, aditivos e processos licitatórios para contratação de centenas de trabalhadores terceirizados.

Não se deve esquecer também o empenho fervoroso para aprovação de projeto de lei à contratação de empréstimo “de até R$ 150 milhões” para desencadear obras físicas (calçamentos, praças, pavimentação asfáltica etc.). É o pulo do gato.

Rosalba termina o ano com pagamento de remuneração de servidores com seguidos atrasos, dezenas de bloqueios de contas para pagamento de credores e saúde em frangalhos.

É renitente ainda a reprovação popular de seu governo, situação que perdura há mais de dois anos, com um agravante: “Para 60% dos ouvidos ela não fala a verdade”, apontou Pesquisa Seta/Blog do Barreto (veja AQUI), veiculada dia 17 de abril deste ano.

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Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição.

Paralelamente, convive com situações de imagem pessoal e familiar que agravam esse quadro, como presença da Polícia Federal (veja AQUI) há poucos dias em apartamentos seus – devido escândalo de corrupção relacionado à Arena das Dunas e condenação do seu marido noutro caso (veja AQUI).

O rolo-compressor que está em movimento não é por acaso. É pro tudo ou nada.

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Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar.

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Polarização Bolsonaro x Lula interessa aos dois lados

Nessa segunda-feira (2), participamos do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), Canal 10.

Batemos papo sobre política nacional, estadual e municipal com os apresentadores Vonúvio Praxedes e Carol Ribeiro, além da participação de telespectadores e internautas.

Nesta postagem, em três boxes com vídeos, está a íntegra do programa.

Nele falamos sobre gestão Jair Bolsonaro (sem partido), as relações do Governo Federal com congressistas, oposição ao Governo Fátima Bezerra (PT), dificuldades dessa mesma gestão e sucessão mossoroense.

Polarização política no Brasil entre Bolsonaro e Lula, a possibilidade de chapa competitiva na oposição à disputa do pleito sucessório em Mossoró e a pré-candidatura da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) à sua própria sucessão estiveram em pauta.

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Enfoque Político recebe Blog Carlos Santos hoje às 18h45

Saulo receberá Nosso Blog (Foto: arquivo)

O jornalista Saulo Vale receberá o Blog Carlos Santos à noite desta quarta-feira (20), no programa Enfoque Político.

Será às 18h45 na Super TV,  Canal 14.1 aberta em Mossoró, 2 em Pau dos Ferros e 13 em Baraúna.

Também pelo 173 do sistema cabo Brisanet e da Fanpage Super TV (AQUI).

Âncora desse jornalístico carro-chefe da emissora, Vale vai papear conosco sobre política (nacional, estadual e municipal).

Até lá.

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Larissa tenta colar em Rosalba; prefeita a exclui até de foto

Em meio à programação no sábado (9) no Sítio Hipólito (zona rural) do projeto “Família em Foco”, da Prefeitura Municipal de Mossoró, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) tentou colar sua imagem à prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem é aliada desde a campanha municipal passada (2016).

Em suas redes sociais, Larissa pulverizou fotos ao lado da governante e líder popular do rosalbismo.

Rosalba, no centro, posa com Larissa bem à sua esquerda em postagem da ex-deputada no Instagram (Reprodução BCS)

Já a prefeita fez o inverso no seu Instagram próprio. Só para exemplificar: em nenhuma postagem aparece ao seu lado a ex-deputada e ex-adversária em quatro pleitos municipais. Deu-lhe sumiço.

Duas fotos são emblemáticas (colocadas nesta matéria).

Numa divulgada por Larissa Rosado, ela aparece em pose com a prefeita compondo elenco de fotografados.

Em outra, sobre mesmo evento e local físico, Rosalba está imponente ao lado de servidores da municipalidade que prestam “serviço gratuito” (como ela mesma escreveu) para a comunidade. Cadê Larissa?

Ambas posturas são compreensíveis. São facilmente explicáveis.

O grupo de Larissa tenta viabilizá-la como vice de Rosalba no próximo ano. É algo que Rosalba e o guru do seu agrupamento, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não querem nem ouvir falar.

Anexaram o rosadismo ao seu sistema em 2016, transformando-o em subgrupo. Isso é fato.

Estratégia

Quanto à Larissa, a estratégia de se associar à prefeita é no sentido de tentar produzir um conceito de empatia que torne essa composição palatável ao eleitor e ao casal Rosalba-Carlos.

Parte desse estratagema é pressionar o rosalbismo, divulgando a possibilidade de que Larissa Rosado seja candidata a prefeito, como nome do PSDB e do presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza.

As duas hipóteses não são impossíveis, mas são bastante improváveis. Rosalba deverá ter outro nome a vice; o esquema de Larissa e de sua mãe, vereadora Sandra Rosado, continuará onde está por falta de fôlego para uma aventura em faixa própria.

A prefeita Rosalba, em seu Instagram, fala sobre mesmo assunto, mas bota foto excluindo Larissa (Reprodução BCS)

O rosadismo e o rosalbismo duelaram por mais de 30 anos no mesmo campo político em Mossoró, fechando brechas para surgimento de qualquer novidade que os importunasse. Em 2016, sentiram que era necessária a “união”, engolindo sapos, ressentimentos e diferenças diversas. Tudo por uma questão de sobrevivência.

Cláudia X Larissa

Em 2012, houve sinalizador de que pudesse acontecer essa afinação, quando Larissa foi candidata a prefeito pela terceira vez, contra a então vereadora Cláudia Regina (DEM), nome do rosalbismo.

Eu não vou entregar a prefeitura à Sandra – bateu na mesa na Residência Oficial do Governo do Estado, em Natal, a então governadora Rosalba Ciarlini. A partir daí, usou todos os esforços e estrutura oficial para impor derrota ao grupo da prima Sandra Rosado, então deputada federal.

Em 2014, na campanha às eleições suplementares à prefeitura, após cassação de Cláudia e do vice Wellington Filho (MDB), outra vez foi ventilado apoio do rosalbismo à Larissa contra o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

– É para votar nele. Vamos derrotar Sandra – ordenou a prefeita a seus seguidores/eleitores. Com os votos do rosalbismo, Francisco José Júnior atropelou Larissa Rosado, que colecionou sua quarta derrota à prefeitura.

Rosalba derrotou mãe e ajudou a derrotar filha

Rosalba x Sandra (1996)

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

– Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
– Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
– Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua vitória, num comparativo com Rosalba em 1996 contra Sandra Rosado (PSB, na época PMDB).

A opção do rosalbismo por Francisco José Júnior tinha duas razões de lógica política bem própria do pragmatismo e frieza do casal Rosalba-Carlos: estavam se distanciando de Cláudia e do líder do DEM, senador José Agripino; precisavam impedir que a municipalidade caísse nas mãos dos principais adversários.

Havia a premonição de cassandras, de que Francisco José sangraria no curso do mandato, tornando possível a retomada do Palácio da Resistência – o que ocorreu em 2016.

Sem mandatos

Sandra e Larissa ficaram sem mandatos (federal e estadual em 2014) e acabaram capitulando, como presas fáceis à cooptação ao pleito de 2016. No acordo feito, não lhes coube, por exemplo, indicar o vice de Rosalba. A compensação seria viabilizar a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, numa costura política que envolveu a montagem da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal- veja AQUI.

Assim, com eleição de Álvaro, a suplente Larissa foi içada de volta à AL, mas não se reelegeu em 2018.

Para 2020, uma chapa Rosalba-Larissa é tudo que o rosalbismo outra vez não quer. Por uma questão de sobrevivência, é tudo que o grupo de Sandra e a ex-deputada estadual precisam.

O cenário que se avizinha não recomenda brincar com a própria sorte. Rosalba e Carlos sabem disso e tratam do assunto com cortes e ajustes que começam numa simples foto. Pragmatismo político. Poder em jogo.

Uma imagem diz mais do que muitas palavras. Pura semiótica. Duas fotos, então…

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