A campanha eleitoral deste ano em Mossoró tem poucas semelhanças com a anterior, em 2020, quando houve acirrada competição. Praticamente não existe disputa pelo voto em 2024.
Há um candidato à reeleição em patamar de extrema vantagem (veja AQUI), o prefeito Allyson Bezerra (UB). Mesmo assim, ele impõe-se rotina diária exaustiva de busca pelo voto, tendo aprovação administrativa maciça e expressivo carisma pessoal.
Os adversários seguem lá atrás, muito atrás, sem proximidade mínima e anêmicos na relação com a gente massa. Não conseguiram sequer romper a barreira dos 10 pontos percentuais de intenções de voto, a menos de 20 dias do pleito.
O fenômeno é novo na política de Mossoró, sempre marcada pela polarização. É uma fratura entre o modelo que perdurou durante décadas com a onipotência da família Rosado, e uma realidade sem qualquer protagonismo de seus principais atores ou herdeiros.
Tudo tem começo, meio e…
A campanha deste ano se desgarra do passado. As eleições serão rescaldo do que emergiu no fim da primeira metade do século XX e sobreviveu até o pleito de 2020, com a derrota da ‘imbatível’ prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP).
Sem votos, amedrontados, nomes proeminentes da política de outrora preferiram evitar vexame. Um ou outro emergente achou melhor não se arriscar também.
Sobraram candidatos que cumprem missões que não são suas, mas delegadas. Não é caso de coragem, que se diga. Ou de ambição vesga – cega. Nem os trate como estúpidos. Cada um tem suas próprias razões. E, fique certo: nem às paredes eles confessam.
Depois vamos analisar e fomentar o bom debate sobre o tema, com maior profundidade, números, fatos, bastidores, depoimentos etc.
Aguarde.
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Por Tárcio Araújo (95 FM Mossoró, especial para o BCS)
Souza Luz nasceu em Areia Branca e faleceu aos 65 anos (Foto: Relembrando Mossoró)
Neste dia 07 de Novembro, quando se comemora no Brasil o Dia do Radialista, o Blog Carlos Santos (BCS) registra a data mergulhando num passado distante da radiofonia mossoroense. Num quadrante de tempo do século passado, a gente resgata a figura de José Maria de Souza Luz (1927-1992, 65 anos), radialista que dava voz ao programa “O Prato do Dia”, que entre as décadas de 50 e 60 teve seu ápice na Rádio Tapuyo (hoje, RPC).
Parte desse conteúdo é extraído do livro a ser lançado no início do próximo ano – “Memórias do rádio mossoroense” (Tárcio Araújo). O trabalho reúne pesquisa de 05 anos, num mergulho em fontes primárias e labirintos diversos, passando por livros, revistas, áudios, jornais antigos, bem como inúmeras entrevistas com familiares e ex-radialistas de Mossoró.
O Prato do Dia foi o programa político mais efervescente do rádio mossoroense durante a década de sessenta. Veiculado ao meio-dia pela Tapuyo, era apresentado pelo polêmico radialista areia-branquense “Souza Luz,” seu nome artístico e adotado no cotidiano da sociedade. Teve início em meados de 1956.
O seu nome sugestivo foi idealizado pelo notável jornalista e escritor Jaime Hipólito. Era dele que vinha o editorial diário lido e interpretado pela voz inconfundível de Souza Luz. Eram crônicas e artigos com duração média de 05 minutos, tendo como alvo preferencial os políticos adversários dos irmãos Rosado (Vingt e Dix huit), figuras mais proeminentes desse clã, desde a morte do governador Dix-sept Rosado em 1951 – irmão de ambos.
Jaime esquentava o texto para Souza Luz tocar fogo (Foto: Relembrando Mossoró)
Dupla com Jaime Hipólito
Aluízio Alves, que veio a ser governador do RN, tinha cadeira cativa no programa, sendo objeto das críticas, eventuais denúncias e questionamentos. O programa foi um caso de amor e ódio em razão de sua linha editorial ácida e impetuosa. De um lado, milhares de ouvintes seguidores dos Rosados; do outro, adversários.
Naquela época o Rio Grande do Norte vivenciava o tempo da política a ‘ferro e fogo’, e não havia limites para as hostilidades. A crônica mordaz de Jaime Hipólito se potencializava na voz ressoante de Souza Luz com sua dramatização impecável, robustecida de ênfases, pausas estratégicas e transpirações que passavam uma ‘imagem’ do que era focalizado. Numa analogia coloquial, Jaime acendia o fogaréu e Souza Luz espalhava as brasas.
“(…) O locutor Souza Luz, que não tinha o timbre aveludado de Jorge Ivan Cascudo Rodrigues, nem como este escandia sílabas, lendo a crônica denominada ‘Boa noite para você’, nem o timbre cristalino da voz de Genildo Miranda, estrela da emissora concorrente, fazia com sua voz roufenha leituras verdadeiramente memoráveis, abusando da ironia, pontuando palavras, valorizando pausas e acentuando imagens dramáticas,” lembra o escritor Tarcísio Gurgel, um ouvinte diário à época.
Texto e voz que se casavam na Rádio Tapuyo, nesse ‘prato’ diário servido à mesa do mossoroense, era mesmo recheado de ironias, imitações jocosas de políticos e comparações com criaturas do reino animal. A receita era um grande sucesso.
“O ex-senador Teodorico Bezerra, por exemplo, era reportado no programa como Rato Branco”, conta o radialista J.B de Andrade que trabalhou como operador de áudio da rádio Tapuyo neste período.
O ápice de O Prato do Dia foi nos anos de superlativo sucesso político nas urnas, na comunicação e no apelo de massas de Aluízio Alves, no governo estadual. O ‘cigano feiticeiro’ ameaçava o domínio dos irmãos Rosados em Mossoró e expandia no município uma crescente força que precisava ser combatida à moda daquele período: de forma radical, claro.
“(…) É fato que durante a campanha de 60 e depois da campanha, Aluízio dividia as famílias. A gente via casos de rompimento entre pai e filho por conta do acirramento político daquela época, e o Prato do Dia retratava bem isso aqui em Mossoró. Quem era partidário de Aluízio odiava o programa. Mas quem era contra o governador se deleitava com as crônicas narradas por Souza Luz,” rememora Laíre Rosado, genro do deputado estadual Vingt Rosado.
O ‘resgate’ de Souza Luz
Durante a campanha eleitoral para o governo do Estado em 1960, o radialista Souza Luz recebera constantes ameaças de surras dos eleitores de Aluízio Alves revoltados com as críticas que ele desferia ao político. Quando estava próximo ao encerramento da contagem dos votos, o resultado apontava vitória do candidato ‘bacurau’ contra Djalma Marinho. Nessa ocasião, Souza Luz transmitia a apuração do primeiro andar do prédio da União dos Artistas Mossoroenses, na praça Antônio Vigário Joaquim.
Do lado de fora, uma multidão se aglomerava em frente ao edifício ameaçando linchar o radialista. Era uma espécie de vingança coletiva pela campanha difamatória impetrada pela rádio Tapuyo durante todo o processo eleitoral, tendo Souza Luz como figura mais representativa. Para sua sorte, alguns soldados do Exército, que garantiam a segurança do pleito, foram acionados pela direção da emissora, conseguindo resgatá-lo. Souza Luz desceu rindo, escoltado, e sob xingamentos impublicáveis.
O fim
Em 1978, o então governador Tarcísio Maia escolhera o primo Lavoiser Maia para o substituir no poder, num tempo em que a ascensão à governadoria era indireta, sob nomeação do regime militar. Os nomeados eram denominados de “governadores biônicos.”
Dix-huit, candidato ao Senado em 1958, tem Souza Luz ao microfone (Foto: Cedida)
Essa decisão gerou enorme insatisfação para Dix Huit Rosado que também pleiteava o posto. No rosadismo, a sua escolha era vista como “natural” e certa, tamanho seu currículo. Ex-deputado estadual Constituinte, ex-senador, ex-prefeito de Mossoró, Dix-Huit encomenda uma crônica inflamada contra Tarcísio Maia e encaminha o conteúdo para que Souza Luz a apresentasse no programa.
Mossoró inteira sabia que a voz e a interpretação de Luz ampliavam o poder da mensagem. E Dix-Huit Rosado tinha convicção de que o conteúdo da crônica só alcançaria o efeito desejado se fosse transmitido na voz do locutor-âncora da Tapuyo.
Para não desagradar nenhuma das partes, Souza Luz se recusou a narrar a crônica, mesmo a mando do patrão. Pediu para o colega François Paiva executar a missão, e foi embora pra casa passo a passo.
Ao tomar conhecimento que não era Souza Luz quem estava na apresentação, Dix-Huit, ordena a suspensão imediata do programa e o convoca à conversa olho no olho.
No entanto, apesar dos apelos, o radialista manteve a posição e por consequência desse fato deixou o trabalho na Tapuyo. Encerrava assim uma carreira de 23 anos dedicados à emissora.
“Dias depois Tarcísio Maia o procurou para agradecer a solidariedade. Noguchi Rosado (sobrinho de Dix-huit e Vingt Rosado) também foi lá em casa pedir pra ele voltar ao trabalho, mas ele já estava decidido. Meu pai não queria se indispor com nenhum dos lados. Tinha uma boa amizade e consideração pelos dois, tanto Tarcísio quanto Dix Huit, que se sentia traído naquele momento. Foi uma decisão muito coerente da parte dele,” relata o filho do comunicador Souza Luz, José Maria de Souza Luz Filho, o “Zezinho.”
Depois disso, o radialista decidiu não atuar por outra emissora da cidade, apesar dos convites. Sua vida e trajetória estavam intimamente ligadas a rádio Tapuyo desde a fundação da emissora em 1955.
Nos anos 60, o radialista e o prazer, também, da Lambreta (Foto: cedida)
Três paixões
“Meu pai tinha três grandes paixões: a família, a política e a rádio Tapuyo,” aponta Zezinho.
Depois de deixar a rádio Tapuyo de forma prematura, aos 48 anos, Souza Luz deu sequência à atividade profissional de servidor público na coletoria do Estado. Permaneceu ligado politicamente à família Rosado até sua morte no ano de 1992.
Souza Luz foi um dos grandes nomes do rádio local, atuando no jornalismo político daqueles tempos, ao seu modo e de acordo com o método de comunicação exigido para a época.
Quer saber mais sobre histórias como essa, aguarde em 13 de Fevereiro de 2024 (quando se comemora o Dia Mundial do Rádio), o lançamento do nosso livro ‘Memórias do Rádio Mossoroense.
O ex-vereador Lahyrinho Rosado Neto é voto vencido na família, mas mantém posição firme: para ele, o grupo Rosado deve priorizar suas empresas e vida pessoal noutras esferas.
A política partidária… já deu.
Sua mãe e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) marcha em sentido oposto. Procura viabilizar candidatura da filha, a ex-deputada estadual e ex-vereadora Larissa Rosado (PSDB).
O foco é outro mandato na Câmara Municipal de Mossoró.
A política está no sangue, apesar das contrariedades.
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Com a cassação da vereadora Larissa Rosado (União Brasil) no último dia 9 (veja AQUI), o rosadismo estuda os próximos passos e o que fazer na campanha municipal de 2024.
Apesar de estar elegível, não obstante a perda de mandato, Larissa pode não ser candidata novamente.
Hipótese em estudo é nova postulação do seu irmão, o ex-vereador Lahyrinho Rosado.
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A cúpula do grupo Rosado saiu cedo de Mossoró nesta quarta-feira (10) com destino a Natal. Corre contra o tempo.
Foto ilustrativa
Tenta frear materialização do Agravo Interno no Recurso Especial (RESPE) 060012297 julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ontem à noite. Colegiado à unanimidade cassou o mandato da vereadora Larissa Rosado (União Brasil) – veja AQUI e AQUI.
Tarefa difícil.
Com a publicação do acórdão (julgamento do colegiado) do TSE, a diplomação e posse do suplente de vereador Adjailson Fernandes Valdeger, “Marrom Lanches”, do partido Democracia Cristã (DC), poderá acontecer ainda nessa semana.
– A nossa luta continua. E tudo que for possível será feito para que a gente possa continuar trabalhando em defesa da população, especialmente das mulheres – disse Larissa Rosado numa gravação em vídeo que publicou hoje em redes sociais.
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As movimentações políticas de rua no fim de semana, em Mossoró, mostraram nova realidade que quebra um ciclo de mais de sete décadas no município: o fim do protagonismo do clã Rosado em sua própria terra.
Na sexta-feira (2) ruas e avenidas da cidade foram tomadas por carreata comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT) – veja AQUI, candidata à reeleição. Já no sábado (3), o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI, puxou outra ainda mais expressiva, com seus nomes no pleito deste ano: Jadson (Solidariedade), nome a estadual; lawrence Amorim (Solidariedade), federal; Rogério Marinho (PL), Senado; e Fábio Dantas (Solidariedade), candidato ao governo.
Na sexta-feira, a banda Rosado comandada pela candidata à Câmara dos Deputados, Sandra Rosado (União Brasil), foi coadjuvante na movimentação de Fátima. Acomodou-se como apoiadora.
O grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), nem isso. Apenas assistiu de longe as duas mobilizações.
Com duas semanas de campanha, em prol de seus candidatos a deputado estadual e federal, Anax Vale (União Brasil) e deputado federal Beto Rosado (PP), que tenta a reeleição, o sistema da ex-prefeita é quase invisível: aposta em redes sociais, pequenas reuniões segmentadas e recruta pessoal para propaganda de rua e catequese nos bairros e zona rural, casa a casa.
Os tempos são outros. E a luta é por sobrevivência ou subsistência política.
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Ex-secretária municipal de gestão Rosalba Ciarlini, ex-vereadora, ex-vice-prefeita e ex-prefeita de Mossoró, Cláudia Regina Freire é outro importante quadro do ex-Democratas a dizer adeus à legenda que se transformou no União Brasil (ao se fundir ao PSL).
Comunicado, despedida e agradecimento hoje (Reprodução do Canal BCS)
Em postagens nessa manhã em suas redes sociais, ela faz o comunicado. É uma despedida.
Agradece a convivência partidária por mais de 30 anos, em especial ao ex-senador José Agripino (dirigente do novo partido), mas não sinaliza qualquer outro rumo quanto à sigla.
Petras tem trabalho como ativista social de suma importância(Foto: arquivo)
Ex-chefe de Gabinete da gestão Cláudia Regina (2013), ex-vereador e ativista social, Petras Vinícius desgarrou-se do União Brasil.
A legenda que nasceu da fusão do Democratas (onde era filiado desde sempre) com o PSL não é a casa partidária sonhada por ele.
Em Mossoró, o grupo comandado pela ex-deputada federal Sandra Rosado ficará com o controle da legenda.
“Vou continuar sem partido. Não tenho pressa alguma. Meu trabalho e meu foco independem de mandato e sigla partidária agora. Tudo a seu tempo”, comentou ele nesta manhã, em conversa com nossa página.
Nota do BCS – Tranquilo, meu caro. Você é uma figura admirável que conheço desde sua adolescência, sempre engajado em grandes causas, do bem, um exemplo como cidadão e como político.
Tudo a seu tempo, com certeza.
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Sandra e Larissa: opções invertidas (Foto: arquivo)
Troca de posições na chapa que o grupo Rosado pretende apresentar às eleições deste ano no RN.
A princípio definida para ser nome à Câmara dos Deputados, a vereadora Larissa Rosado concorrerá mesmo à Assembleia Legislativa.
Já sua mãe e ex-deputada federal Sandra Rosado disputará vaga novamente para mandato nesse poder.
A filiação de ambas e seu grupo ao União Brasil à semana passada (veja AQUI) proporcionou reordenamento das escolhas. Tudo foi reavaliado.
A própria Sandra Rosado por estar em tratamento de saúde, no momento, não era uma prioridade de candidatura. Seu filho e ex-vereador Lahyrinho Rosado é que chegou a ser posicionado como pré-candidato a deputado estadual.
O rosadismo estava filiado ao PSDB do também presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
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Larissa Rosado é atualmente vereadora em Mossoró (Foto: Edilberto Barros)
O desembargador Cláudio Santos concedeu limitar à desfiliação partidária da vereadora Larissa Rosado, do PSDB.
Ela protocolou esse pedido na última sexta-feira (25).
Previamente, Larissa e seu grupo político negociaram com o presidente do PSDB no RN, deputado Ezequiel Ferreira, uma saída consensual.
Ex-deputada estadual, Larissa Rosado vai ser candidata a deputado federal. Em seu sistema político a intenção é de que seu irmão, ex-vereador Lahyrinho Rosado, concorra à Assembleia Legislativa.
Caminho
Quanto à legenda, eis o mistério. A princípio, seria o PCdoB na federação a ser formada por PT, essa legenda e o PV. “Sim, é verdade que o PC do B está em diálogo com Larissa Rosado”, confirmou à reportagem da AgênciaSaiba Mais, o presidente estadual da sigla, Divanilton Pereira.
Porém, também já sinalizador do União Brasil como possibilidade de filiação. Esse partido é presidido pelo ex-senador José Agripino.
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Lahyrinho, Larissa, Ezequiel e Sandra: PSDB já é passado (Foto: Arquivo/0512/2020)
Decisão tomada no âmbito do grupo Rosado: a vereadora Larissa Rosado será candidata à Câmara dos Deputados e seu irmão e ex-vereador Lahyrinho Rosado à Assembleia Legislativa do RN.
A ex-deputada federal Sandra Rosado, mãe de ambos, não concorrerá a nenhum cargo eletivo este ano.
Prioridade é cuidar de sua saúde.
A família pediu desfiliação do PSDB, liderado no RN pelo presidente da AL – Ezequiel Ferreira.
Eleger um deputado federal Rosado não é apenas objetivo político, vaidade ou demonstração de força para o clã rosadista que já chegou a ter três integrantes na Câmara dos Deputados simultaneamente, nos anos 90.
O deputado federal retroalimenta esquema eleitoral e empresarial, azeitando o grupo de meios à perpetuação do poder. É uma máquina que precisa estar azeitada.
Depois explico em números.
Recapitulo histórias.
Veremos.
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Hoje (sábado, 8), participei de um bate-papo sobre politica, imprensa, jornalismo político etc.
Foi às 10h, no programa Radar do RN, transmitido em cadeia pela Rádio Difusora de Mossoró e Rádio FM Costa Branca 104.3 de Areia Branca, com apresentação de Jessé Rebouças.
O programa foi ao ar pelas duas emissoras e várias plataformas e endereços virtuais.
Veja a íntegra no vídeo constante dessa postagem. Fui instigado a falar sobre eleições em Mossoró, gestão municipal e oposição, projeções políticas para 2022, disputa ao Senado, nomes à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, Governo Fátima Bezerra (PT) e adversários, e questões correlatas.
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As lideranças estaduais do PSDB querem migrar para o PP (Progressistas).
Para tanto, desejam o comando da sigla, atualmente com os Rosados.
Nas tratativas, o PP nacional ajuda o deputado federal Beto Rosado a salvar o mandato e, em troca, o comando vai para o novo grupo.
Nota do Blog – Sem a Prefeitura de Mossoró e mandatos seguros a duras penas, os Rosados terão que se desdobrar para nova etapa de sobrevivência ou sobrevida política. Estão seriamente avariados após as eleições de 2018 e as municipais do ano passado.
Hoje, apenas possuem um mandato de vereador em Mossoró (Larissa Rosado-PSDB) e o federal com Beto. Mas, não se pode afirmar que estejam unidos e uníssonos. Não estão e podem estar em palanques diferentes em 2022, mais uma vez. E dependem de outras forças políticas, pois estão com fôlego rarefeito.
Depois trataremos desse tema. Aguarde.
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Para os que se apressam em análises sobre o papel da oposição em Mossoró na pré-campanha 2020, sua força ou falta de vigor, união ou fracionamento, é preciso uma pausa para conhecer minimamente a história.
Além disso, entender o elementar em política e da politica paroquial. De saída, uma observação visível: os Rosados são políticos profissionais e vivem da política, pontificando no município de forma contínua desde o fim dos anos 40, perdendo apenas dois pleitos à municipalidade em quase 72 anos.
A oposição não-Rosado que segue espalhada e tenta formar chapa (ou chapas) competitiva vai para sua segunda eleição consecutiva como protagonista e polarizadora num pleito, inclusive reforçada por novos personagens como os deputados Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (Solidariedade). Até então, ela (a oposição) era apenas figurante com voz ativa (franco-atiradora), mas sem votos ou mínima chance de êxito.
Literalmente amadora e às vezes até caricata.
Está aprendendo a andar, andando.
A primeira campanha em que oposicionistas fora desse círculo familiar conseguiram se sobressair nas últimas décadas foi mesmo a passada, em 2016. Praticamente não existiam.
Eleições caseiras e familiares
Até então, desde 1988 (há 31 anos), todas as eleições municipais foram caseiras e familiares, entre Rosados e Rosados, primos e primas. Era o grupo da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSDB) contra o grupo do primo Carlos Augusto Rosado.
Uma exceção é a eleição suplementar de 2014, quando o prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) venceu a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB). Ele era governo e teve o apoio subliminar de boa parcela dos eleitores do rosalbismo, estimulados pela hoje prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), que precisava derrotar a filha da prima Sandra Rosado.
O último confronto municipal em que uma chapa de oposição não-Rosado tinha tentado se confrontar à altura com esse sistema familiar e oligárquico tinha sido em 1982 (há quase 38 anos).
Naquela disputa, o ex-senador Dix-huit Rosado (PDS) e o empresário Sílvio Mendes de Souza (PDS) foram eleitos prefeito e vice-prefeito, derrotando adversários do sistema Maia e do aluizismo.
Entretanto é preciso se contextualizar essa disputa, para se entender como essa campanha foi atípica e não representou, de verdade, um embate entre Rosados e não-Rosados.
* O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.
Em 1982 também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.
Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito. Foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, ainda aparentemente unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.
“Voto Camarão” e “Voto Cinturão”
Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.
A chapa de oposição municipal mais forte contra os Rosados, com o professor João Batista Xavier (MDB) e Rogério Dias (MDB), foi cristianizada pelo próprio líder peemedebista e candidato a governador Aluízio Alves. Ele trabalhou para derrotá-la.
Vamos ao porquê: Aluízio recebia em troca o apoio do grupo Rosado e do líder Vingt Rosado (PSD), na tentativa de derrotar os Maias no estado. Vingt Rosado defendeu o denominado “Voto Camarão” (seu eleitor deixaria o voto a governador em branco, na cabeça da chapa).
Assim, o líder Rosado contribuiu indiretamente com a vitória do ex-adversário histórico Aluízio Alves, em Mossoró. Em troca, Alves deu apoio velado à eleição de Dix-huit – sucessão do prefeito Alcides Belo.
Os votos que João Batista-Rogério Dias tiveram foram reação dos aluizistas mais puros contra o “acordão” dos dois líderes (Aluízio e Vingt).
Importante ser assinalado, que a legislação eleitoral tinha dispositivo que tornava nula a chapa impressa de votação, caso o eleitor votasse em candidatos de outros partidos. Todos os votos teriam que ser para nomes de uma mesma legenda. Era o voto vinculante. Por isso, que a alternativa de Vingt e Aluízio para burlarem a norma foi essa manobra com Voto Camarão e o “Voto Cinturão” (eleitor de Aluízio deixaria em branco o voto a prefeito, que aparecia no meio da chapa).
Mossoró Melhor
Em meados de 2015, 33 anos depois, o movimento “Mossoró Melhor”, nascido pelas mãos dos empresários Michelson Frota, Tião Couto e Jorge do Rosário, foi um alento à mudança no ambiente político-familiar de Mossoró. Nenhum dos articuladores nunca estivera no front político.
A partir de discussões e articulações preliminares, além de pesquisas quantitativas e qualitativas, surgiu a chapa Tião (PSDB, hoje no PL) e Jorge (PL) em 2016, a prefeito e vice, que protagonizou prélio de verdade entre Rosados e não-Rosados, depois de décadas.
Mesmo imberbes em política e estreando numa campanha, tiveram desempenho que chegou a assustar o favoritismo de Rosalba e sua vice Nayara Gadelha (PP). Nas mesmas eleições ainda houve a boa performance do empresário Gutemberg Dias (PCdoB) e de sua vice Rayane Andrade (PT).
Os números finais das eleições de 2016 revelam que o campo político da oposição deu uma resposta positiva aos principais nomes e chapas que se apresentaram como opção fora do eixo Rosado-Rosado. A maioria de Rosalba sobre Tião, segundo colocado à prefeitura, foi de 15.486 (11,73%).
Entre seus seguidores, a aposta no início da campanha é de que teria vitória acachapante acima dos 40 mil votos de maioria. Erraram feio.
Tião e Jorge em 2016 assustaram Rosados (Foto: arquivo)
Diferença deu mostras de que a família que brigou por mais de 30 anos não podia mais estar em palanques contendores, trocando farpas. Estão quase esgotados; trabalham por sobrevida.
O apogeu já passou.
Quando o clã Rosado resolveu se reagrupar, com todas suas diferenças e antipatias mútuas, o fez por uma questão de preservação da espécie e consciência de visível perda de força.
O que há de mais verdadeiro entre eles é uma sincera hipocrisia – repetimos há tempos.
Porém um racha nesse momento se repetiria como farsa. O jeito é se aguentarem.
Multidão silenciosa e maioria modesta
Mas descuida-se quem pensa que as eleições de 2016 passaram. Precisam ser melhor estudadas.
Um dado que passa despercebido à maioria, é que no cumulativo dos candidatos oposicionistas, em comparação com os 67.476 (51,12%) votos de Rosalba, o triunfo dela foi por apenas 2.362 votos. Em termos percentuais, 51,12% sobre 49,38%.
A soma de votos branco, nulo e abstenções chegou a 35.073 eleitores.
Uma multidão que ignorou nomes, partidos e a própria eleição. Não levou a sério Rosalba e deu as costas para os candidatos oposicionistas.
Uma massa silenciosa que não se sabe, hoje, que rumo poderá tomar em 4 de outubro de 2020 – data das próximas eleições municipais.
A política em Mossoró reserva algumas surpresas que podem gerar efeitos à campanha eleitoral no estado. Até o fim do prazo das convenções partidárias, dia 5 de agosto, pode acontecer de tudo.
Ou nada.
Fique atento aos movimentos sísmicos, mesmo os mais tênues, que envolvem membros do clã Rosado/Ciarlini.
Ninguém se surpreenda com alguma desistência ou com eventual pré-candidatura-surpresa.
Os intramuros políticos estão em ebulição.
A contabilidade é simples: se o clã Rosado/Ciarlini tiver duas candidaturas à Câmara Federal em palanques distintos, como está posto até o momento, tem enormes possibilidades de não eleger ninguém.
É possível ainda não aboletar qualquer representante na Assembleia Legislativa, como em 2014, algo que não ocorria há décadas.
A combalida Prefeitura Municipal de Mossoró pode muito, mas não pode tudo.
Os tempos são outros.
Anote, por favor.
Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.
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Em contato com o Blog do Barreto, a vereadora Sandra Rosado (PSDB) confirmou seguir a orientação partidária no apoio a Robinson Faria (PSD) para o Governo do Estado.
“Acompanho meu partido, que ainda não realizou sua convenção”, justificou.
Sobre a possível desistência da tentativa de voltar à Câmara dos Deputados, Sandra disse desconhecer qualquer acordo de desistência firmado para apoiar a reeleição de Beto Rosado (PP) em troca do apoio palaciano à filha, deputada estadual Larissa Rosado (PSDB).
“Não tenho conhecimento desse comentário. Sou candidata a deputada federal e Larissa a estadual pelo nosso partido o PSDB”, frisou.
A tucana informou que nada disso interfere na parceria política com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP). “Continuo a apoiar na CMM”, frisou.
Claro que isso causa mal-estar e prejuízo à “união” do seu grupo com o rosalbismo. Afinal de contas, estarão em dois palanques, com dois candidatos ao governo e duas candidaturas à Câmara Federal.
Mas até a data da convenção do PSDB, poderemos ter novidades.
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O empresário Tião Couto, ex-candidato a prefeito de Mossoró pelo (PSDB) em 2016, ainda não fechou seu novo destino partidário após pedir desfiliação da legenda, um pouco antes da chegada do grupo da vereadora Sandra Rosado (ex-PSB) – veja AQUI.
Tião conversou com vários partidos até aqui e dificuldades de definição foram aumentando paulatinamente (Foto: arquivo)
Mas o anúncio será feito hoje (quarta-feira, 4), provavelmente à noite. A princípio, tende a migrar para o PR – controlado no estado pelo ex-deputado federal João Maia e pelo empresário Marcelo Rosado em Mossoró.
Afina entendimento.
O PR é o partido de Jorge do Rosário, seu vice em 2016, pré-candidato a deputado estadual.
Tião Couto já conversou com várias siglas até aqui, sem êxito: PHS, PRB e Solidariedade, por exemplo.
Nada.
Ele tem até o dia 7 próximo (sábado) para pousar em alguma sigla e tentar ser candidato a algum cargo eletivo este ano.
A princípio, cogitou campanha ao governo, admitiu disputa ao Senado e após rechaçar ideia de concorrer à Câmara Federal, aquiesceu a essa possibilidade.
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Há tempos o comando do PSDB do RN isolou o empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró Tião Couto (PSDB). É uma postura recheada de episódios que devem levar Tião a sair do partido por “livre e espontânea pressão”.
Vira-lhe as costas, desdenha-o e anula-o, mesmo com o capital eleitoral que o empresário amealhou na eleição municipal de 2016: 51.990 (39,39%) votos, em sua estreia nas urnas. Enfim, um profundo desrespeito.
Ezequiel, Tião e Rogério Marinho dia 14 de maio do ano passado: promessa para lubidriar (Foto: arquivo)
Confirmando-se o desembarque do grupo da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) na legenda – veja AQUI, sob o apadrinhamento do presidente tucano e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, teremos mais outro ato desse enredo de humilhações.
No último sábado (10), por exemplo, Tião Couto participou de evento ao lado do deputado federal Rogério Marinho (PSDB) no Seridó – veja AQUI, posando a seu lado, e não foi sequer citado em release (matéria oficial) do parlamentar distribuído á imprensa.
Alerta e promessa
Antes, dia 6, viabilizou a presença do presidenciável Flávio Rocha (sem partido) em Mossoró para lançar o “Movimento Brasil 200” (veja AQUI), mas a cúpula do PSDB não lhe prestigiou.
No dia 14 de maio de 2017, na Convenção Municipal do PSDB em Mossoró, Rogério Marinho avisou que Tião seria o nome do PSDB ao governo em 2018. Promessa para ludibriá-lo. Nos dias e meses seguintes o PSDB foi tirando o ‘chão’ do ex-candidato a prefeito.
As situações embaraçosas não param por aí. Vá anotando.
No dia 7 de janeiro deste ano (veja AQUI), Ezequiel e o também deputado tucano Gustavo Carvalho aportaram na casa de praia da deputada Larissa Rosado e de sua mãe e vereadora Sandra Rosado (PSB), para participarem de almoço político. Ambas, adversárias de Tião, além da própria prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP), que o derrotou em 2016 e prestigiou o convescote.
Ezequiel (centro) prestigia adversárias de Tião (Foto: Arquivo)
Contudo no dia 20 de dezembro de 2017, Tião e o seu vice em 2016, empresário Jorge do Rosário (PR), promoveram o “Encontro de Articulação Política RN Melhor” em Mossoró e não tiveram a presença de Ezequiel ou qualquer dirigente estadual da sigla. Seria o pontapé da pré-campanha dele ao governo potiguar, mas que se revelou um fiasco.
Semanas antes, Ezequiel passara por Mossoró para um compromisso político e não fez sequer um contato com o importante correligionário tucano. Nem um alô pelo “zap-zap” (WhatsAPP).
Disparate
A assessoria de Tião Couto ‘plantou’ tentou reagir à ‘cristianização’ do empresário. Espalhou tese na imprensa de Mossoró, Natal e redes sociais de que a direção nacional do PSDB e o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) acabariam por referendar sua postulação ao governo, com ou sem apoio de Rogério e Ezequiel. Um disparate que sequer publicamos nesta página.
O que ocorre foi antecipado pelo Blog Carlos Santos – Tião caminha à disputa estadual desconectado da realidade – ainda ano passado (25 de julho de 2017). Voto é um “ativo” frágil e a política exige ações proativas de quem quer ser protagonista. Tião está sendo tangido pelos donos do PSDB-RN.
Êeee, Tião!
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O caminho da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) será mesmo o PSDB, partido do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, em quem a deputada deposita total confiança.
Ezequiel é 'padrinho' de Larissa (Foto: Eduardo M.)
Aliás, Ezequiel é uma espécie de conselheiro para os deputados.
Sua cotação entre seus pares é altíssima.
Nota do Blog Carlos Santos – A prisão do ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) em 6 de junho do ano passado fez o grupo da parlamentar recuar do compromisso que tinha de retornar ao emedebismo e ficar ao lado dos Alves em 2018.
Foi graças a Henrique que se fechou a chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal em 2016, permitindo que a vitória nas urnas viabilizasse a volta de Larissa (veja AQUI) à Assembleia Legislativa. Ela não tinha se reelegido em 2014.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz, migrou do PDT para o PMDB para ser o vice de Carlos. Estava “certo”. Acabou descartado para que Larissa e seu grupo pudessem ser beneficiados.
O acordo passou também pelo crivo do rosalbismo, que não queria nenhuma indicação de nome a vice da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), mãe de Larissa, à chapa encabeçada por Rosalba Cirlini (PP) à Prefeitura de Mossoró, no mesmo ano.
Rosalbismo e rosadismo, “unidos”, deveriam dar a contrapartida ao grupo Alves agora em 2018. Mas a política não é uma ciência exata. A campanha deste ano é sobretudo de sobrevivência.
A iminente possibilidade do grupo da vereadora Sandra Rosado (PSB) migrar para o PSD e assumir o seu comando em Mossoró, já provocou alvoroço interno na sigla.
Ontem mesmo começaram reações em contrário.
Pode acontecer debandada em massa filiados, caso esses fatos se materializem.
O Blog ouviu manifestação dessa natureza de pelo menos três nomes representativos do PSD mossoroense.
O PSD é o partido do governador Robinson Faria e era presidido pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido).
Leia também: Grupo de Sandra ‘cola’ em Robinson à cata de saída eleitoral AQUI;
Leia também: Grupo Rosado e Robinson precisam um do outro em Mossoró AQUI;
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