Nacízio (abraçado com Styvenson) tem autonomia para conduzir partido (Foto: Rede Social)
Do Blog Saulo Vale
O ex-vereador Nacizio Silva é o novo presidente do Podemos em Mossoró.
Sua posse ocorreu no sábado (16), em Natal, durante encontro do partido, que filiou cinco prefeitos, um vereador da capital e dezenas de pré-candidatos.
Mossoró
O Podemos trabalha uma nominata forte na disputa à Câmara Municipal de Mossoró. Nacizio é um desses nomes.
Na questão majoritária, o partido fechou questão sobre o apoio à reeleição do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), posição que teve aval do diretório estadual e líderes da sigla.
“O Podemos em Mossoró tem autonomia para decidir o (melhor) projeto que abraçará em 2024. As articulações serão conduzidas pela Comissão Executiva Municipal sob a coordenação diligente do ex-vereador Nacizio Silva. A Comissão Estadual vai apoiar as deliberações da Comissão Municipal”, disse o presidente estadual do partido, prefeito de Acari, Fernando Bezerra.
Estiveram presentes no encontro deste sábado o senador Styvenson Valentim (Podemos), além de Fernando Bezerra, dentre outros nomes da sigla.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Lauro teve um mandato como deputado estadual (Foto: Reprodução Web)
Do Tribuna do Norte
Faleceu, na madrugada desta sexta-feira (16), no Hospital São Lucas, em Natal, o professor universitário aposentado, médico e ex-deputado estadual Lauro Bezerra, 90 anos. A causa da morte não foi confirmada.
Lauro Bezerra é irmão do ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra e do falecido Aluísio Bezerra, ex-deputado federal. Teve um mandato de deputado estadual nos anos 1990. Como escritor, foi autor de diversos livros e fez parte de grandes momentos da política potiguar.
Em seu livro “Sic Transit”, lançado em 2014, Lauro Bezerra rememorou sua trajetória, desde a infância em Santa Cruz até o ingresso na política potiguar. Filho do meio do comerciante José Bianor Bezerra e dona Hermila, Lauro Bezerra afirmava que não tinha a mesma vocação empresarial do pai.
O ex-deputado deixa viúva, Dona Luzi, com quem teve três filhos: Bianor, Solange e Suzana.
O velório de Lauro Bezerra acontece no cemitério Morada da Paz, em Emaús, no município de Parnamirim. O sepultamento está marcado para 18h.
Nota do BCS – Conheci Lauro, da entrevista ao bate-papo ameno, de muitas históricas e inteligência; do diálogo moderado e da fidalguia.
Descanse em paz.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Fernandinho não demonstra ter medo de ‘sombra’ em nova gestão (Foto: BCS no Museu Municipal de Acari)
O prefeito de Acari, na região Seridó, Fernando Antônio Bezerra (Solidariedade), o “Fernandinho”, provavelmente não vai modificar composição de chapa majoritária à prefeitura em 2024. A campanha de reeleição terá novamente Ari Bezerra (MDB) como vice.
Sua relação com o vice-prefeito é estável, sem maiores instabilidades. Existe afinação, que se diga.
A oposição que se vire para montar uma chapa competitiva – o que não parece fácil.
Em 2020, Fernando Bezerra teve 3.999 votos (55,99%), enquanto o adversário Gilson Bezerra de Medeiros (PT), o “Gilson da Farmácia”, somou 3.143 votos (44,01%).
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Apesar de desmilinguidos em estrutura e eleitoralmente, os Rosados têm outro embate político-familiar marcado para as urnas em 2 de outubro. Em especial, à Câmara Federal. Isso, como ocorreu durante várias eleições seguidas, desde 1994.
De um lado, a ex-deputada federal Sandra Rosado (União Brasil), que novamente busca mandato. O último na Câmara dos Deputados foi conquistado em 2010, há 12 anos. Em 2014, não se reelegeu e em 2018, refugou para manter a “união” com o grupo da então prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), sua prima e adversária por décadas.
Em 2022, de novo elas estão separadas – mesmo que façam parte do mesmo campo político.
Rosalba, por sua vez, aposta de novo no sobrinho-afim Beto Rosado (PP), que tenta o terceiro mandato consecutivo.
O que ‘junta’ ambos sistema políticos, é a realidade diferente do passado que se distancia. Candidatos à Câmara dos Deputados das duas bandas da família Rosado chegaram a ter mais de 50% dos votos válidos em Mossoró. Eram literalmente donos do pedaço.
Avalanche de votos
Exemplo de 2002, há 20 anos, quando Sandra Rosado e Betinho Rosado (pai do atual deputado federal Beto Rosado-PP) somaram 53,09% dos votos a federal no município. Uma avalanche de 56.481 votos cumulativamente.
Alguns detalhes não podem passar despercebidos nesse pequeno relatório (veja boxe acima) do desempenho dos Rosados, neste século, em sua principal base eleitoral, quando tratamos de disputa à Câmara dos Deputados em 2002.
Em 2002, o marido da prefeita à época, Rosalba Ciarlini Rosado (PFL), ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL), foi candidato a vice-governador do então senador Fernando Bezerra (PTB). Betinho Rosado, seu irmão, concorria à reeleição à Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o deputado federal Laíre Rosado (PMDB), marido de Sandra, foi vice do governador Fernando Freire (PPB), ela sendo candidata em seu lugar.
Betinho e Sandra: avalanche de votos (Fotomontagem/arquivo Canal BCS)
Câmara Federal – Mossoró
2002
Betinho Rosado (PFL) – 28.702 votos (27,4%)
Sandra Rosado (PMDB)– 27.779 votos (26,5%)
Total – 53,09% dos votos válidos de Mossoró
2006
Betinho Rosado (PFL) – 28.709 votos (25,43%)
Sandra Rosado (PSB) – 19.859 (17,59%)
Total – 43,02% dos votos válidos de Mossoró
2010
Betinho Rosado (DEM) – 32.245 (28,17%)
Sandra Rosado (PSB) – 25.072 (21,9%)
Total –49,26% dos votos válidos.
2014
Sandra Rosado (PSB) – 18.271 (18,33%)
Beto Rosado, filho (PP) – 15.321 (15,37%)
Fafá Rosado – (PMDB) – 12.983 (13,02%)
Total –46,72% dos votos válidos.
2018
Beto Rosado, filho (PP) – 16.241 (28,17%) * Nenhum integrante do grupo de Sandra Rosado foi candidato e o subgrupo de Fafá Rosado, ex-prefeita, desapareceu.
O caráter “majoritário” local da contenda gerou polarização como se fosse uma disputa municipal. Os dois lados tiraram proveito. Dividiram-se para somar – literalmente. Mesmo assim, as duas chapas foram derrotadas por Wilma de Faria (PSB), uma mossoroense distante, que fez política em Natal. Elegeu-se ao governo potiguar.
Em nova eleição, em 2014, os Rosados apostaram em três candidatos à Câmara Federal, por esquemas político-partidários distintos. Totalizaram 46,72% dos votos válidos. Contudo, apenas Beto Rosado (substituindo o pai Betinho, que ficou inelegível) foi eleito. Sandra não se reelegeu e Fafá Rosado (PMDB), que vinha de dois mandatos como prefeita, também não vulnerou.
Agora, é 2022. Um teste de fogo para o clã Rosado e seus candidatos. As urnas dirão muito sobre seu futuro.
O pré-candidato ao Senado e ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL) participou de um encontro na manhã desta sexta-feira (15), com os presidentes de federações e associações de municípios do Nordeste. No evento, realizado pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), no Hotel Imirá, Via Costeira, Rogério ressaltou o potencial econômico e a importância de obras que garantam segurança hídrica para a região.
Femurn promoveu encontro para palestra de Rogério Marinho (Foto: Femurn)
“Fizemos um grande esforço para garantir a segurança hídrica da região. E quando falamos em água, não é só para consumo humano. É para permitir a atração de indústrias, de comércio, para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde, para melhorar a qualidade de vida. E o que foi feito neste setor nos últimos três anos não tem comparação com nenhuma outra época da história do nosso país”, disse Rogério Marinho durante palestra.
Organização
O Encontro organizado pela Femurn teve como tema o “Nordeste Unido pelo Desenvolvimento”. Na programação, vários debates sobre assuntos de interesse conjunto dos municípios nordestinos, como obras e ações da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) ou parcerias com o Banco do Nordeste (BNB).
O evento contou com a presença do deputado federal Benes Leocádio (UB), do presidente da Femurn e prefeito de São Tomé, Babá Pereira; presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Seridó Oriental (AMSO) e prefeito de Acari, Fernando Bezerra; presidente da Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (AMLAP) e prefeito de Espírito Santo, Fernando Teixeira; do prefeito de Santana do Seridó e representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Hudson Brito, e do prefeito de Bom Jesus e diretor da Femurn, Clécio Azevedo.
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Faltam praticamente seis meses para a eleição geral de 2022. No RN, somente a reeleição da governadora Fátima Bezerra coloca-se na disputa, além de partidos menores. A oposição está sem definição. O quadro já é consumado? Não. Pode mudar.
Marco Maciel dizia, que “enquanto há prazo, há tempo”.
O que se comenta é o deputado Ezequiel Ferreira de Souza como candidato da oposição ao governo, entretanto sem confirmação oficial. Um bom nome. Mas, será que o “silêncio” dele o beneficia? Ou assemelha-se ao aforisma de Adriana Falcão, roteirista da Rede Globo, quando diz: “Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa”.
O cenário indefinido revela a falta de ações compatíveis com a conjuntura política que vivemos. A classe política local teima em não querer enxergar. Sempre raciocina com base em precedentes passados, que deram certo, tais como, “apoios”, “colégios eleitorais”, “marketing” sofisticado, “nominatas”, “caixa de campanha” e vai por aí.
Atualmente, tais fatores influem na eleição proporcional. Na majoritária, a realidade é outra, totalmente diferente.
Em período pós pandemia e violenta crise econômica, uma campanha política não pode ser unicamente “tática”, mas sim “estratégia”.
Sun Tzu, o chinês, alertava que “tática sem estratégia é o ruído antes da derrota”. Abraham Lincoln dizia, “que nunca se conseguirá convencer um rato de que um gato traz boa sorte”. Pavarotti afirmava que fazer política sem estratégia, é o mesmo que fazer amor por correspondência.
Candidato majoritário competitivo necessita apresentar-se com antecedência e com “algo mais”, que seriam propostas concretas, causando impacto de gestão ao eleitor. Essa exigência acentua-se diante da descrença na classe política. Aliás, há exemplos passados.
Em 1994, no RN, a ex-prefeita de Natal Wilma de Faria candidatou-se ao Governo do Estado como o “novo”. Perdeu a eleição. Fernando Bezerra, senador e candidato a governador, encarnou o empresário novo, líder nacional da indústria e amargou a mesma experiência.
Ambos eram nomes dignos, mas falharam na estratégia. Consideraram-se vitoriosos, antes das urnas abrirem.
Já em 2002, Wilma na largada da campanha era a última colocada nas pesquisas. Montou estratégia ousada, embora não somasse apoio sequer de dez prefeitos. Ganhou a eleição. Vamos esperar e ver como ficarão as coisas em 2022.
Debilitado na economia, o RN dá sinais de colapso político, quase caminhando para o WO na disputa pelo governo, que seria a vitória dada pelo fato do adversário não competir.
No passado, não era assim. O estado era dos mais politizados do país. Recordo que em 1960 recebi convite de Sales da Cunha e Hélio Vasconcelos para presidir um “Comitê” de estudantes, em prol da candidatura de Djalma Marinho, ao Governo do Estado. A primeira providência foi realizar debates para sugerir ideias e propostas ao candidato.
Hoje, existem inegavelmente nomes capazes, mas não se sabe “para onde caminha o RN”. Tudo é escondido em “cúpulas partidárias” hermeticamente fechadas, que não dão chances a ninguém e só favorecem escolhas de algibeira, sem a credibilidade que inspire confiança ao eleitor.
Na falta dessa credibilidade, até na escolha dos vices e suplentes, o naufrágio torna-se iminente e abre portas para aventureiros.
Essa conjuntura estadual reflete o país, transformado em latifúndio privado, com os partidos na defesa de interesses pessoais e de grupos. As siglas são propriedades privadas, custeadas pelo dinheiro público. Praticam crimes de responsabilidade, todos aqueles que, com deveres públicos, cruzaram os braços e facilitam a propagação dessas distorções, por não terem eliminado as causas da doença, através de mudanças políticas.
Quando um dia for indagada a causa desse quadro desolador, a resposta será a omissão da atual classe dirigente. Afinal, no frigir dos ovos, o que foi feito de concreto para combater essa pandemia política? Nada. Absolutamente nada.
Vergonhosamente, o governo e o Congresso Nacional engavetaram a reforma político-eleitoral. E deu no que está dando.
Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado
As próximas eleições em Mossoró vão colocar rosalbismo e rosadismo em luta por diferentes interesses, alguns conflitantes, mas outros perfilados e consensuais. O principal foco é a disputa à Prefeitura.
Rosalba Ciarlini (PP), prefeita em seu quarto mandato, marcha célere como favorita para tentar o quinto, mas com outros planos inconfessáveis e inalcançáveis à compreensão do eleitor comum. A sua nova eleição é, na verdade, um projeto-ponte para tentar catapultá-la a outro mandato dois anos depois, em 2022, preferencialmente o Senado.
Ou seja, se reeleita em 2020, não completaria o mandato, passando o cargo ao vice.
Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)
A outra ala governista, o rosadismo, personificado pela vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) e sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), tem planos teoricamente menos arrojados: quer encaixe na chapa encabeçada por Rosalba, como já tentara em 2016, quando trabalhou o nome do vereador Lahyrinho Rosado Neto (PSB, hoje no PSDB), sem êxito.
Larissa é esse nome. Nome a vice que pode se transformar em prefeita, se todos os planos derem certo, sobretudo nas urnas.
Existe um Plano B do rosadismo. Entretanto é pouco provável que seja operacionalizado, em caso de fracasso na indicação do vice: seria a candidatura de Larissa pela quinta vez à prefeitura, enfrentando a própria Rosalba.
As duas alas da família Rosado ficaram cerca de 30 anos se digladiando, até firmarem composição em 2016. É uma “união” instável, com partilha desigual de bens e sem aparente sucessão.
Aposentadoria no Senado e renascimento do rosadismo
Rosalba já esteve no Senado. Foi eleita em 2006 com maioria microscópica de apenas 11.131. Derrotou o senador Fernando Bezerra (PTB). Venceu pela obstinação e cartesianismo de uma campanha cheia de nuances de bastidores; Bezerra foi engolido pela própria soberba.
Para retornar à denominada Alta Câmara, mais uma vez ela precisa ter a municipalidade em mãos e bem azeitada, para projetá-la e espargi-la por todo o estado, como aconteceu anteriormente. Mas claro que tratamos de dois tempos distintos, com peculiaridades próprias e um governo estadual no meio desse enredo.
Governadora eleita em 2010, Rosalba teve passagem sofrível pelo cargo e sequer viabilizou postulação à reeleição em 2014. Saiu desgastada até em seu habitat, Mossoró. Foi ressuscitada politicamente em 2016, ao ganhar eleição municipal surfando na gestão caótica de Francisco José Júnior (PSD à época), seu principal cabo eleitoral.
A Rosalba de hoje convive com desgaste político-administrativo que precisa reverter. Corre contra o tempo e adversidades, para confirmar favoritismo e tentar o salto seguinte. Sem renovar o mandato, o sonho da aposentadoria no Senado estará praticamente descartado.
Quanto ao rosadismo, ter um vice na chapa vencedora no pleito do próximo ano pode representar seu renascimento. Hoje, se resume ao mandato de Sandra na Câmara de Vereadores. É apêndice do rosalbismo e dele depende sobremodo, para evitar a própria extinção como neologismo e grupo político.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O Blog Carlos Santos apresenta neste domingo (7) de Eleições 2018 em todo o país, um resumo das disputas ao Governo do Estado do RN desde 1982, primeiro pleito direto (ainda no regime militar.
Acompanhe abaixo um resumo dos resultados dos pleitos de 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. São 36 anos de história e números:
Eleições de 1982
– José Agripino (PDS) – 57,58%
– Aluízio Alves (PMDB) – 41,88%
– Rubens Lemos (PT) – 0,47%
– Vicente Cabral de Brito – 0,07%
Eleições de 1986
– Geraldo Melo (PMDB) – 50,11%
– João Faustinho (PFL) – 48,60%
– Aldo Tinoco (PDT) – 0.72%
– Sebastião Carneiro (PT) – 0,57%
Eleições de 1990 (Primeiro turno)
– José Agripino (PFL) – 48,11%
– Lavoisier Maia (PDT) – 39,40%
– Salomão Gurgel (PSB) – 10,97%
– Ana Catarina Alves (PTR) – 1,52%
Eleições de 1990 (Segundo Turno)
José Agripino (PFL) – 52,09%
Lavoisier Maia (PDT) – 47,91%
Eleições de 1994
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – 52,67%
Lavoisier Maia (PDT) – 38,10%
Fernando Mineiro (PT) – 4,80%
Wilma de Faria (PSB) – 3,83%
Eleições de 1998
– Garibaldi Filho (PMDB) – 50,17%
– José Agripino (PFL) – 41,36%
– Manoel Duarte (PT) – 6,73%
– Dário Barbosa (PSTU) – 0,73%
– Roberto Ronconi (PSN) – 0,58%
– Marcônio Cruz (PSC) – 0,43%
Eleições de 2002 (Primeiro Turno)
– Wilma de Faria (PSB) – 37,59%
– Fernando Freire (PPB) – 30,89%
– Fernando Bezerra (PTB) – 19,93%
– Ruy Pereira (PT) – 11,24%
– Sônia Godeiro (PSTU) – 0,18%
– Marcônio Cruz (PSC) – 0,12%
– Roberto Ronconi (PSDC) – 0,05%
Eleições de 2002 (Segundo Turno)
– Wilma de Faria (PSB) – 61,05%
– Fernando Freire (PPB) – 38,95%
Eleições de 2006 (Primeiro Turno)
– Wilma de Faria (PSB) – 49,58%
– Garibaldi Filho (PMDB) – 48,60%
– Sandro Pimentel (PSOL) – 0,92%
– José Geraldo Fernandes (PSL) – 0,38%
– Humberto Silva (PTC) – 0,36%
– Antônio José Bezerra (PCB) – 0,16%
Eleições de 2006 (Segundo Turno)
_ Wilma de Faria (PSB) – 52,38%
– Garibaldi Filho (PMDB) – 47,62%
Eleições de 2010
– Rosalba Ciarlini (DEM) – 52,46%
– Iberê Ferreira (PSB) – 36,25%
– Carlos Eduardo Alves (PDT) – 10,37%
– Sandro Pimentel (PSOL) – 0,68%
– José Walter Xavier “Camarada Leto” (PCB) – 0,13%
– Bartô Moreira (PRTB) – 0,11%
Eleições de 2014 (Primeiro Turno)
– Henrique Alves (PMDB) – 47,34%
– Robinson Faria (PSD) – 42,04%
– Robério Paulino (PSOL) – 8,74%
– Simone Dutra (PSTU) – 0,98%
-Araken Farias (PSL) – 0,90%
Eleições 2014 (Segundo Turno)
– Robinson Faria (PSD) – 54,42%
– Henrique Alves (PMDB) – 45,58%
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Pode ser vítima da “Sindrome de Henrique Alves”, que nunca venceu pleito majoritário executivo.
E parte dessa ameaça de perder uma eleição “certa” se deve à sua estratégia à la Fernando Bezerra – candidato à reeleição ao Senado em 2006: ignorou Mossoró.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Para muitas pessoas que acompanham o noticiário político e esse emaranhado de informações relativas à formação de chapas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, é incompreensível todo esse prélio. Não se entende por que tanta complexidade.
A ideia que vem à cabeça é que tudo não passa de negociata, troca-troca de vantagens financeiras etc. Não é bem assim.
Existem componentes político-partidários, pessoais e legais sendo observados. Não é apenas uma questão de afinidade política ou coesão de projetos, ou o toma-lá-dá-cá.
Escolhas precipitadas na formação de nominatas partidárias e coligações podem determinar a derrota de um candidato.
Este ano, para aumentar ainda mais o tempero dessa caldeirada, a legislação ainda recepcionou a proposta relativa às “sobras” de votos, dos cálculos feitos para eleição de deputados federais e estaduais. É uma forma de “colaborar’ com os pequenos partidos e coligações.
Nas sobras, não é necessário que o partido atinja o quociente eleitoral, para eleger um deputado federal ou estadual. Partido/coligação com maiores médias, independentemente de terem atingido o quociente eleitoral, participam dessa’filtragem.’
Esse cálculo é feito, depois de se formar a lista de eleitos pelo quociente eleitoral. Portanto há possibilidade que tenhamos gente vitoriosa com esse favorecimento da legislação.
Por isso, não estranhe toda essa tensão. Se você estivesse nas discussões e de posse do amplo conhecimento desse labirinto jurídico, não estaria menos inquieto, perturbado e à beira de um ataque de nervos.
* Quociente Eleitoral – soma dos votos válidos dividida pelo número de cadeiras no parlamento.
PRIMEIRA PÁGINA
A real força de Sandra Rosado em favor de Beto Rosado – É preciso que entendamos por que é tão importante para o grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), a retirada da candidatura à Câmara Federal da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB). Ao desistir da postulação na nominata federal do governismo, encabeçada pelo PSD do governador Robinson Faria, ela subtrai potenciais votos que serviriam para ampliar margem de eleitos nessa coligação. Paralelamente, enseja que Beto Rosado (PP), a quem passa a apoiar, tenha maiores chances de se capitalizar à reeleição na coligação do candidato ao governo Carlos Eduardo Alves (PDT). Não é no apoio direto, transferindo eventuais colégios eleitorais para Beto ou discursando em seu favor, que Sandra mais contribui à sua reeleição. Com essa movimentação, Beto pode novamente sonhar com a reeleição, num elenco de três nomes que sua coligação tende a eleger.
A costura e o nó necessários à campanha ao Senado em 2018 – Pesquisa após pesquisa é visível que o “segundo voto” ao Senado pode ser o diferencial numa disputa tão acirrada. Nesse aspecto, Zenaide Maia (PHS) e Geraldo Melo precisam de atenção redobrada, até porque tiveram queda de rendimento com a entrada em cena do Capitão Styvenson Valentim (REDE). Casar voto com quem possa içá-lo (a) é importante. Porém colar em quem está em queda livre, também pode determinar o infortúnio eleitoral. Em 1998, por exemplo, Fernando Bezerra (PTB) era “O senador de Garibaldi”, slogan que foi adesivado no inconsciente popular em sua campanha vitoriosa. O governador Garibaldi Filho (PMDB) concorria à reeleição e ajudou a puxá-lo à reeleição: “É Garibaldi costurando e Fernando dando o nó”, dizia um jingle.
Fernando em 98 colou e foi puxado (Foto: Web)
São Gonçalo tem governismo fracionado em candidaturas – Em São Gonçalo do Amarante, ninguém tem dúvidas de que a primeira-dama Terezinha Maia (PR) marcha para ser um dos nomes campeões de voto à Assembleia Legislativa, numa campanha sob a batuta do prefeito Paulo Emílio (PR). Mas ela não está só na teia governista em se tratando desse segmento de disputa. O presidente da Câmara Municipal, Raimundo Mendes (PMB), foi obrigado a desistir de tentar a Câmara Federal, passando a concorrer a estadual. O vice-prefeito Eraldo Paiva (PT) é candidato também nessa faixa eleitoral. Ainda entra na contabilidade Mada Calado (PT), filha do ex-prefeito Jaime Calado e da deputada federal e candidata ao Senado Zenaide Maia (PHS). Ufa!
Mulher é candidata a federal apenas para cumprir exigência legal – A ex-primeira dama do Assu Vanessa Lopes (PSD) é candidata à Câmara Federal no chapão governista, apenas para atendimento à exigência legal quanto à presença feminina. Na prática mesmo, quem é candidato em sua casa é o ex-prefeito Ivan Júnior (PSD), que concorre a uma vaga à Assembleia Legislativa, com chances reais de eleição, se não perder fôlego na reta final numa nominata bastante pesada.
“Avança RN” sofre efeitos de pressão intensa – A Coligação Avança RN, que a princípio era formada por sete legendas – o “G-7”: PMB, PTC, PPS, PRP, PTB, PMN e Avante-, foi alvejada em cheio por operação de guerra para encaixar o PSB dos deputados federal e estadual Rafael Motta e Ricardo Motta. O PMN, irritado, migrou para a coligação de Carlos Eduardo Alves (PDT). O PMB foi obrigado a deslocar da chapa federal para estadual o seu presidente Raimundo Mendes, vereador em São Gonçalo do Amarante. O PPS descarta nomes também de sua nominata (veja AQUI) a federal, para tentar viabilizar a candidata preferencial Laura Helena à Assembleia Legislativa. Mais baixas podem acontecer, além de demandas judiciais questionando esse encolhe-estica.
Passagem de Fátima Bezerra quase não é percebida – Apesar de ter feito importante movimentação política no final de semana em Mossoró ao lado de sua chapa ao Senado e outros nomes coligados, a candidata ao governo estadual Fátima Bezerra (PT) quase não foi percebida. À exceção de suas redes sociais e de partidários, a divulgação e repercussão do evento denominado de Seminário Regional (veja AQUI) não chegaram sequer à caixa de e-mail da imprensa. E olhe que Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do RN.
Robinson e Ricardo: passado puxado para frente (Foto: AL)
Robinson Faria “rebobina” os Mottas para um ocaso iminente
O esforço sobre-humano empreendido pelo governador Robinson Faria (PSD) para ter os deputados Rafael Motta (federal) e Ricardo Motta (estadual) em seu entorno e coligação, parece um grande gesto altruísta de tentativa de salvação de ambos parlamentares do PSB. É, parece. Mas lógica política fala mais alto. Quer tê-los para atrair mais votos à sua candidatura à reeleição e nominatas a estadual e federal. Essa costura também ocorre num momento de algumas perdas de apoios importantes de ambos parlamentares, levando-os mais desnutridos às suas mãos. Ao ‘rebobinar’ essa relação política, Robinson não deve esquecer de desapontamentos que teve com ambos. Os dois podem estar a caminho do ocaso. O futuro próximo dirá.
Tião Couto ocupa espaços no governo estadual – A indicação de Denise Maria Aragão Melo para Direção Geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, oficializada no final de semana (veja AQUI), é da cota de espaços que o ex-candidato a prefeito e agora candidato a vice-governador Tião Couto (PSDB) empalma no governismo. Ela foi-lhe útil na reta final da campanha municipal em 2016, com trabalho direcionado à pessoal da Saúde Municipal, além de ser irmã do principal executivo do seu grupo empresarial, Everton Aragão.
Antagonismo entre Carlos e Robinson ignora votos e apoios no segundo turno – O extremismo que se acentua gradualmente na luta entre as campanhas de Robinson Faria (PSD) e Carlos Eduardo Alves (PDT) não deve ignorar um detalhes crucial, sobre o segundo turno: lá, onde provavelmente estará Fátima Bezerra (PT), quem sobrar pode favorecer o outro na eleição final. Pelo visto, a candidata petista segue no lucro, pois não é incomodada por ninguém nem mexe com qualquer um deles.
Suplente atua em costura de apoios ao Senado – O empresário e presidente licenciado da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz (MDB), não ostenta papel meramente figurativo na campanha eleitoral 2018. Primeiro suplente do senador Garibaldi Filho (MDB), ele costura apoios da capital ao interior no segmento que conhece bem, com aquele seu jeitão manso e ótima aceitação suprapartidária.
EM PAUTA
Condenação – O engenheiro Marcos Limeira e sua empresa Tecnicenter Engenharia, Comércio e Serviços Ltda. tiveram sentença favorável (danos morais) em primeiro grau contra o Estado do RN, representado pelo general Ernesto Fraxe, dirigente do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER/RN). No dia 26 de fevereiro de 2016, em audiência pública da Assembleia Legislativa em Mossoró, sobre reativação de voos comerciais do Aeroporto Dix-sept Rosado, ele espinafrou Marcos e a Tecnicenter, por suposto atraso/suspensão de obras, sem perceber que quem dera causa aos problemas tinha sido a própria ineficiência do Estado.
Mirante estava sucateado e passou por processo de restauração, sendo reativado para uso turístico/lazer
Mirante – A cidade de Luís Gomes volta a ter em funcionamento o seu mirante. O equipamento de lazer e turismo há tempos estava abandonado e esquecido. Uma boa opção para a região Oeste, também atraindo público da região de Uiraúna-PB, município limítrofe/divisa. Logo, logo apareço por aí.
Maitê – Comandante-em-chefe da FM 96.7 do Natal, Ênio Sinedino está com outra ingente tarefa: ser babão de Maitê, sua neta. A recente natividade o deixa todo prosa.
Gastronomia – Apodi movimenta-se para realizar seu I Festival de Gastronomia. O evento será realizado na praça Dom José Freire, Centro, reunindo outras atrações relativas à cultura. Depois traremos mais detalhes sobre a iniciativa que acontecerá este ano, tendo à frente o Núcleo de Gastronomia da cidade (NUGAP).
Aílton Medeiros – O irrequieto jornalista Aílton Medeiros passará a compor nosso elenco de articulistas e colaboradores. Aqui e ali, aos domingos, ele vai trovejar e rugir no Blog Carlos Santos.
Aílton Medeiros: pode rugir (Foto: Web)
Baú do Forró – Quem gosta do forró das antigas vai se esbaldar dia 15 de setembro na área externa para shows do Partage Shopping de Mossoró. Por lá vão estar Lagosta Bronzeada, Limão com Mel, Mastruz com Leite e Cavalo de Pau no evento definido como “Baú do Forró”.
Magão no Carnatal – A alegria e a sonoridade do Bloco do Magão, célebre no Carnaval de Caicó, vai chegar ao Carnatal este ano – entre os dias 13 e 16 de dezembro. Os músicos vão puxar o “Burro Elétrico”, formado por segmentos da mídia e convidados. Garantia de muita descontração.
Feijoada Maçônica – A Loja Maçônica Jerônimo Rosado promoverá outra edição da “Feijoada Maçônica” em Mossoró. Será dia 26 de agosto a partir do meio-dia, em sua sede no Planalto 13 de Maio. A Banda H será a atração musical.
SÓ PRA CONTRARIAR
Quantos mais vão desistir de candidaturas no RN? Faça suas apostas.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Gostei do Órbita 365, jeito de pub/restaurante á Avenida João da Escóssia no Nova Betânia em Mossoró.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Marcos Antônio Aquino (Caicó), Santana Maria (Mossoró) e Flávio Azevedo (Natal).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (06/08) clicando AQUI.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
A campanha estadual deste ano no Rio Grande do Norte traz uma novidade que não ocorria há vários pleitos.
Outra vez, duas chapas ao Governo do Estado trazem nomes a vice oriundos de Mossoró. Ocorrera em 2002, ou seja, há 16 anos.
Em 2018, Carlos Eduardo Alves (PDT) tem como vice o filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Kadu Ciarlini (PP).
Wilma, cabeça de chapa, venceu dois adversários que tinham conterrâneos como vice (Foto: arquivo)
O governador Robinson Faria (PSD) importou o empresário e ex-candidato a prefeito Tião Couto (PR).
Em 2002 foi assim
– Fernando Freire (PPB), governador, contou com deputado federal Laíre Rosado (PMDB) como vice. Obtiveram 404.865 votos (30,89%).
– O senador Fernando Bezerra (PTB) teve a companhia do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL). Somaram 261.225 votos (19,93%).
A chapa vencedora tinha uma mossoroense na cabeça: Wilma de Faria (PSB). O seu vice foi o deputado estadual Antônio Jácome (PSB), paraibano de Sousa.
Venceram com 492.756 votos (37,59%) no primeiro turno, indo para o segundo turno contra Fernando Freire-Carlos Augusto.
Segundo Turno
A chapa Wilma de Faria-Antônio Jácome empalmou 820.541 (61,05%) e a perdedora com Fernando Freire e Laíre Rosado não passou de 523.614 (38,95%).
“Eu vou vencer as eleições. Meus adversários são muito fracos”, previu Wilma de Faria em fase preliminar da campanha daquele ano, quando chegava para evento na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró, em interlocução com o empresário Genivan Batista.
Acertou em cheio.
Em 2006 ela obteve reeleição, tendo o deputado federal Iberê Ferreira (PSB) como vice.
Mas aí já é outra história.
Depois a gente conta.
Leia também: A “maldição” de ter vice de Mossoró (15 de junho de 2010). Nessa postagem, há mais de oito anos, traçamos um histórico de vice de Mossoró, que vem desde os anos 50, pós-regime do Estado Novo no país.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Em depoimento do Ministério Público Federal, a empresária Mônica Moura declarou que, em 2002, acertou caixa 2 para a campanha de Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao Governo do Rio Grande do Norte. A combinação, segundo a delatora e mulher do marqueteiro João Santana, se deu com o próprio Henrique Alves, ex-ministro do Turismo (Governo Temer).
Mônica Moura relatou que o peemedebista era o candidato de Garibaldi Alves Filho ao governo naquele ano. Segundo a empresária, Henrique Alves deixou a campanha no início, ‘antes de começar o horário gratuito’, e deu lugar a Fernando Freire.
Henrique terminou não sendo candidato a governador àquele ano e o nome foi Fernando Freire (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)
“Essa campanha foi mais ou menos uns 4 milhões, 4,5, 5 milhões o valor acho que do primeiro turno, que foi pago da mesma forma. Esse meu acerto de campanha foi feito com Henrique Alves, porque ele era o candidato, então acertei diretamente com ele e que receberia, e aí, ele pediu para pagar uma parte por fora e uma parte por dentro. Nós tivemos um contrato menor, nessa época, bem menor do que a parte paga em caixa 2. Ele mandou alguém pagar”, declarou.
A delatora disse que após a saída de Henrique Alves, ‘assumiu o Fernando Freire, que era o vice do Garibaldi’.
“Ele virou o candidato de repente e nós fizemos a campanha com ele”, afirmou. “Logo no início, eu não me lembro como foi, o que foi que a gente recebeu durante o pequeno período em que o Henrique Alves foi candidato. Mas logo depois assumiu Fernando Freire, que era o governador, e aí Fernando Freire assumiu o pagamento dessa parte não oficial. Ele mandava gente dele entregar dinheiro a gente no hotel em que a gente estava”, relatou.
O Ministério Público Federal perguntou Mônica Moura sobre o porquê de Henrique Eduardo Alves ter acertado o pagamento dos custos.
“Porque ele ia ser o candidato, ele era o candidato. Ele que ia resolver, ele tinha condições de resolver os pagamentos, né? Eu nunca falei de dinheiro com Garibaldi, foi sempre com Henrique Eduardo Alves”, narrou.
O outro lado
Henrique Alves e Fernando Freire manifestam-se sobre o assunto em pauta, através de suas assessorias:
Nota à Imprensa
Em relação ao trecho da delação de MÔNICA MOURA em que esta teria afirmado que HENRIQUE EDUARDO ALVES teria acertado pagamento de valores por fora para a campanha ao Governo do Rio Grande do Norte no ano de 2002, vimos esclarecer o que segue:
As afirmações da mencionada publicitária sobre fatos ocorridos há quase 15 anos não são verdadeiras.
HENRIQUE EDUARDO ALVES jamais discutiu contrato de propaganda para campanha ao cargo de Governador do Rio Grande do Norte com MÔNICA MOURA. Aliás, o candidato antecipadamente lançado naquele ano pela coligação sequer pertencia ao PMDB.
No ano de 2002 HENRIQUE já chegou à convenção do PMDB, realizada no mês de junho, como candidato a Deputado Federal e sua campanha foi realizada por publicitários do Rio Grande do Norte.
Por estas razões, a defesa repudia veementemente qualquer insinuação de sua participação nos atos ilícitos que lhe foram atribuídos.
Brasília, 16 de maio de 2017. Marcelo Leal de Lima Oliveira – OAB/DF 21.932
Advogado Flaviano Fernandes – que defende Fernando Freire:
“Adotaremos apenas a descrição de nos manifestarmos nos autos se existirem autos que venham apurar esse fato, visto que já se encontram prescritos – faz 15 anos.”
Nota do Blog – A campanha eleitoral de 2002 foi vencida por Wilma de Faria (então no PSB). Ela foi para o segundo turno após vencer as chapas Fernando Bezerra (PTB)-Carlos Augusto Rosado (PFL) e Fernando Freire-Laíre Rosado (PMDB), também. Tinha como vice o deputado Antônio Jácome. Disputou o segundo turno contra Freire.
Henrique era nome “certo” para ser vice na chapa presidencial do senador José Serra (PSDB), mas reportagem da revista IstoÉ (veja AQUI e AQUI) implodiu sua postulação.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.
É estável o quadro de saúde do empresário e ex-senador da República Tasso Rosado, 73.
Ele foi internado às pressas hoje no Hospital Wilson Rosado (HWR) – veja AQUI – em Mossoró, com infarto.
Passou por uma angioplastia (entenda clicando AQUI).
Tasso Rosado, irmão da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), teve rápida passagem pelo Senado entre 2001 e 2002, com licença do titular Fernando Bezerra (que migrou para Ministério da Integração) e renúncia do segundo suplente Agnelo Alves (PDT), que foi empossado na Prefeitura de Parnamirim.
Chegou a ter nome cogitado como opção a vice-governador à época em que seu segmento familiar era ligado ao grupo da hoje vereadora Sandra Rosado (PSB). Mas nunca concorreu a qualquer cargo eletivo.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
O presidente do diretório estadual do PTB, Getúlio Batista, assumiu em Brasília uma cadeira na Executiva Nacional do partido.
Essa é a segunda vez na história do partido que um representante potiguar assume a vaga.
Getúlio agradeceu a oportunidade de lutar pelo partido também em nível nacional.
Ele lembrou que o partido existe no RN há 34 anos e que nesse período apenas Fernando Bezerra, na condição de senador, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), líder do governo e ainda ministro, assumiu a função.
A formalização da posse foi na quinta-feira (1º).
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.
“Aluízio morreu! Aluízio morreu!!” Esse brado de meninos levados e irrequietos, sitiando uma esmoleira insana pelas ruas de Mossoró, anos 70, parecia atestar não apenas o falecimento político do líder popular e populista Aluízio Alves, mas a orfandade patológica da “gentinha”, sua massa de seguidores.
Carlos e Rosalba: tarefa hercúlea para repetir o passado no futuro (Foto: Governo do Estado)
A molecagem que impulsionava a louca a vomitar palavrões às mães dos endiabrados meninos, além de arremessar pedras contra eles, o tempo tratou de sepultar. E, esse mesmo tempo, provou que a meninada errante exagerava: Aluízio não morrera.
Sua cassação política no final dos anos 60, pelo regime militar que apoiara, o deixou por dez anos fora de cena. Parecia morto e sepultado.
Retornou às ruas e a uma disputa ao governo estadual em 1982, sofrendo fragorosa derrota por mais de 107 mil votos de maioria para o engenheiro e ex-prefeito biônico de Natal – José Agripino Maia (PDS). Nos anos seguintes, sua liderança fez crescer seu grupo, colecionando vitórias e expandindo influência.
“Mas Aluízio era Aluízio”, poderia afirmar qualquer estudioso da política potiguar do século passado e deste. Gênio político. Fenômeno. Outra pessoa teria fôlego para tamanha recuperação e saída do desterro obrigatório?
A ex-prefeita mossoroense por três vezes, Rosalba Ciarlini (DEM), caminha para ser cobrada quanto a essa capacidade quase mitológica, de renascer das cinzas.
Governadora do Rio Grande do Norte, com passagem pelo Senado, e “divindade” mercadológica do que se denominou de “rosalbismo”, neologismo que deriva do seu nome, Rosalba está na coxia dos acontecimentos políticos, esse teatro de guerra. Mesmo sendo governadora, está alheia e excluída do próprio processo sucessório.
É pouco provável que sequer seja candidata à reeleição, por força de decisão judicial que a torna inelegível ou por imposição de comando partidário, o DEM, que não a deseja candidata. Ela é um peso, um estorvo para o Democratas.
Entretanto o maior sinalizador desse período de trevas foi a recente campanha municipal suplementar de Mossoró, seu berço político e até bem pouco tempo espécie de possessão. Sequer teve candidatura própria a comandar e apoiar.
Viu-se no papel de figura distanciada do pleito. Obrigou-se a anunciar numa entrevista que estaria cumprindo postura de “neutralidade”, poucas horas antes do dia da eleição.
Abdicou de ser proativa e pontificar onde era seu próprio “reino”.
Para quem se habituou a afirmar em círculos fechados com apaniguados e xeleléus, que “quem manda em Mossoró é Rosalba”, ficar longe das ruas e das urnas foi um choque para a mãe do rosalbismo. Ela até tentou construir uma candidatura, mas pesquisas encomendadas revelaram rejeição assombrosa da quase-ungida Kátia Pinto, sua secretária de Infraestrutura do Estado. Reflexo de sua própria imagem desgastada como governante, que chegou a Mossoró.
Teve que aceitar goela abaixo a imposição de Cláudia Regina (DEM), que não aceitou retirada de postulação, mesmo sendo prefeita cassada, afastada e inelegível para o pleito especial. A “Rosa” terminou sem Cláudia ou qualquer outra candidatura.
Estava entre a cruz e a espada: apoiar a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha da prima e adversária – deputada federal Sandra Rosado (PSB); apoiar o prefeito provisório e ex-aliado Francisco José Júnior (PSD), que assentado na ‘Prefeitura de Rosalba’ resolveu enfrentar quase 70 anos da força oligarca dos Rosado. Acabou optando por sair de cena. Nenhum nem outro.
Após 26 anos participando diretamente de eleições municipais mossoroenses, o rosalbismo ficou fora. Foi um coadjuvante oculto.
Rosalba ficou alijada de um processo no qual tinha interesse direto e indissociável. Em duas eleições estaduais, Mossoró lhe ofertou votações estelares, consagradores e determinantes em sua vitória ao Senado (2006) e Governo do Estado (2010).
Pilatos
Ficar ausente do pleito, mesmo que indiretamente, lavando as mãos com um Pilatos, pode ter sido um atestado de óbito à própria carreira política. Ou não. Enfim, é precipitado se fazer afirmação categórica nesse sentido e nesse instante.
"O Jornal de Hoje" documentou Rosalba agradecendo gestão de Wilma; depois, o racha
Rosalba, sob a liderança inconteste do marido e chefe do Gabinete Civil do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), já tivera outro momento em que se viu obrigada a tomar decisão delicada diante de uma bifurcação aflitiva. Estava também entre a cruz e a espada. Mas assumiu um lado.
Foi em 2002.
Àquele ano, Carlos Augusto era candidato a vice-governador na chapa do então senador Fernando Bezerra (PTB, hoje no PMDB). Sequer foi para o segundo turno. Quem chegou lá foi seu primo e adversário, deputado federal Laíre Rosado (PMDB, hoje no PSB). Era vice do governador Fernando Freire (PP).
Carlos emitiu sinais, que foram claramente entendidos pela candidata Wilma de Faria (PSB). Apoiaram-na e reforçaram seu palanque vitorioso no segundo turno, evitando uma ascensão iminente para o plano estadual, do grupo de Laíre e sua esposa Sandra Rosado.
Fizeram parte do Governo Wilma por alguns meses, exaltando sua gestão, até se incompatibilizarem com ela e seu estilo também impositivo.
Agora, mesmo equidistante e sob “neutralidade”, Rosalba não pode ser vista como um zero à esquerda, peso morto ou completamente alheia ao pleito municipal.
Sobrecarga
Seu silêncio seguiu tendência majoritária de sua militância e eleitores. Nitidamente, houve um descarrego no nome de Francisco José Júnior, ajudando-o sobremodo a alcançar o patamar de 68.915 votos válidos no pleito do último dia 4.
Rosalba e Fafá navegam em águas diferentes e separadas (Foto: Carlos Costa, em abril de 2008, bairro Ilha de Santa Luzia)
O que o futuro reserva para Rosalba e seu rosalbismo, pós-Governo do Estado, é uma incógnita. Há uma sobrecarga de maus presságios por ações e omissões do casal Carlos-Rosalba, além de fatores alheios à sua vontade.
Seu grupo encolheu e ocorreram dispersões (caso da ex-prefeita Fafá Rosado-PMDB, ex-vereador Chico da Prefeitura-DEM). Não se renovou em quadros, até pelo excessivo culto personalista à própria Rosa e pode ter pela frente uma inelegibilidade por oito anos (a contar de 2012), punindo-a e à Cláudia Regina por todo esse período.
Aposta na reeleição do deputado federal Betinho Rosado (PP) no pleito de outubro, mas não tem nomes a estadual até aqui. A ex-deputada e ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini, irmã da governadora, está às voltas com problemas de indiciamento por estelionato e inaptidão à própria política.
O rosalbismo não existe além da própria Rosalba e o comando centralizador de Carlos. Eles não permitem a prosperidade de qualquer outro nome, desde sua primeira vitória em 1988, vencendo a prefeitura como “zebra”, ao superar Laíre Rosado. Cláudia Regina foi um “aborto”. Tiveram que engoli-la, porque ela conseguiu se viabilizar contra a vontade do casal.
Esse grupo sobreviveu a solavancos noutros momentos, como a perda da prefeitura em 1992, com a chapa Luiz Pinto (PFL)-João Batista Xavier (PCB) – derrotada por Dix-huit Rosado(PDT)-Sandra Rosado (PMDB), e o próprio fracasso de Rosalba como candidata a vice-governador de Lavoisier Maia (PDT), em 1994. Contudo renasceu à prefeitura em 1996, em circunstâncias completamente favoráveis.
De 2014 para frente, tudo pode ter outro rumo. A própria estada do prefeito Francisco José Júnior na prefeitura dirá muito sobre o que será o rosalbismo adiante, até mesmo com a hipótese do que parece improvável no momento: a reunificação dos Rosado.
Rosalba, que sempre revelou muita fibra, com incrível poder de recuperação e crescimento em campanhas, tem muito capital próprio ainda. Porém o tempo e atmosfera que se forma, não estão a seu favor.
A história pode ainda nos reservar surpresas e se repetir, ou apenas confirmar um adágio hindu que tem aura de uma verdade absoluta para Rosalba, para Francisco José Júnior e qualquer um de nós, pobres mortais:
– “Tudo passa!”
Veja matérias já publicadas da série “Ecos das eleições suplementares”:
– Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado AQUI;
– Pleito de Mossoró causa efeitos diferentes para jogo estadual AQUI;
– Futuro já começou para Larissa Rosado após 4º insucesso AQUI.
A contenda eleitoral mossoroense, marcada para o dia 4 de maio, está carregada de faz-de-conta, articulações tensas e pesado jogo de bastidores nos campo político e judicial. Vale tudo pela sobrevivência.
Rosalba e "Silveira": afinidades e manutenção de ligações (Foto: Carlos Costa)
As principais lideranças políticas jogam com o desconhecimento de causa da maioria do eleitorado, informações privilegiadas decorrentes de pesquisas para consumo interno e minucioso lobby nos corredores do Judiciário.
A costura de apoios, escolha de candidaturas e alianças, além de organização de campanha são tarefas imprescindíveis, mas não suficientes para as exigências dessa eleição atípida.
Há, ainda, hipótese de se utilizar o “voto útil” nessa guerra pelo poder.
Mas o que é o voto útil e como e por quem ele poderá ser utilizado nesse contexto?
É um artifício eleitoral também conhecido como “voto estratégico” e “voto tático”, em que o eleitor é estimulado a votar em outro candidato, mesmo não sendo de sua preferência, para evitar a vitória de outro.
Esse fenômeno pode acontecer também de forma natural ou quase natural, inoculando-se na sociedade informações distorcidas (ou reais), para fomento do voto de muitos indecisos naquele candidato que estaria em maiores condições de vitória.
Prejuízo menor
Na realidade mossoroense, o voto útil pode ser uma arma de grosso calibre que o rosalbismo, grupo político simbolizado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), venha a usar em “caso extremo”. Apresenta Cláudia Regina (DEM) – veja AQUI -, mas tem seu “Plano B” calibrado.
De que forma?
Para frear uma hipotética vitória iminente da pré-candidata à prefeitura, deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Assim, favoreceria indiretamente o pré-candidato e atual prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD).
“Silveira”, como o prefeito provisório é conhecido, pode ser um “mal menor” para Rosalba. Sua eleição, em lugar de Larissa, daria teoricamente menor prejuízo.
Rosalba e seu marido e líder Carlos Augusto Rosado (DEM) sabem, que a prefeitura nas mãos do esquema de Larissa, sob liderança de sua mãe e deputada federal Sandra Rosado (PSB), é uma ameaça e grande reviravolta no cenário político local. A mesma ou em maior escala, que Carlos operou no distante ano de 1988, quando articulou “inesperada” eleição de Rosalba pela primeira vez à prefeitura.
Orientar votação do seu eleitor fiel, em Silveira, caso veja possibilidade de Larissa vencer o pleito – se for candidata -, não pode parecer estranho na trajetória do rosalbismo e na política.
Rosalba apoiou Wilma
Para quem não sabe, por exemplo, em 2002, no segundo turno das eleições estaduais, o rosalbismo apoiou e votou em Wilma de Faria (PSB) ao Governo do Estado. Procurava impedir que o governador Fernando Freire (PP), avalizado pelo grupo de Henrique e Garibaldi Alves, do PMDB, vencesse o pleito.
No primeiro turno, Carlos fora candidato a vice-governador do senador Fernando Bezerra (então no PTB), mas perdeu o pleito para a chapa com Fernando Freire e Laíre Rosado, deputado federal, candidato a vice-governador.
Ao final, a manobra de Carlos e Rosalba deu certo: Wilma derrotou Fernando e Laíre Rosado (marido de Sandra Rosado, pai de Larissa), adversário local do casal.
Para 2014, nas eleições suplementares, Rosalba e Carlos sabem que a nova “candidatura” de Cláudia Regina à prefeitura é um blefe. Tem formato “laranja”.
Ela cumpre também papel motivacional à militância, em face do capital de imagem e votos que a prefeita cassada e afastada amealhou. Cláudia segura lugar; guarda espaço pro próprio grupo injetar outro nome “em cima da hora”, se for o caso.
Na prática, o casal não tem candidato a prefeito. Seu grupo atrofiou em Mossoró com Rosalba no Governo do Estado, perdendo quadros, não se renovando e definhando em termos de meios à campanha, sem a prefeitura em suas mãos, como acontecia há mais de 16 anos.
Para se ter uma ideia, não tem sequer um vereador na infantaria da “campanha” de Cláudia Regina.
Em números de pesquisas internas, os dados são reveladores de desastre iminente, com a ideia inicial de se ter a secretária estadual da Infra-estrutura, Kátia Pinto (DEM), como candidata a prefeito. Rosalba também não convenceu Cláudia a ser apenas “colaboradora”.
Rosalba e Carlos tiveram que ceder à sua relutância em não abrir mão de postulação outra vez a prefeito, mesmo sem qualquer amparo jurídico. São pelo menos trinta decisões judiciais, nas três instâncias (veja AQUI), contra seu retorno à prefeitura e elegibilidade.
Porta aberta
Rosalba apoiou Wilma para evitar ascensão de grupo de Sandra. Afinação que deu certo.
Um voto útil em Silveira, estando o pré-candidato em condições de vencer Larissa ou outro nome de Sandra Rosado, pode ser a última cartada do rosalbismo.
Em 2002 deu certo. O grupo de Sandra, Laíre e Larissa não chegaram ao poder estadual.
O prefeito provisório, a propósito, não tem qualquer aresta com o grupo da governadora e seu marido. Já fez parte do seu sistema politico e sempre deixou porta aberta à civilidade social e política. Para vencer, os votos rosalbistas são bem-vindos, lógico.
Prova dessa boa convivência, é que sua mãe, Lúcia Bessa, até hoje é diretora do Hospital Rafael Fernandes, órgão da estrutura de saúde do Estado, em Mossoró.
Em sua passagem pelo Senado, Rosalba também teve em seu elenco de assessoria, outro membro do clã “Silveira”.
A própria Cláudia Regina, por sua vez, não viabilizada à prefeitura, pode estar diante de um dilema: cruzar os braços ou facilitar vitória do grupo de Sandra, Laíre e Larissa Rosado?
Portanto…
Acompanhe os bastidores políticos também através do nosso TWITTER, clicando AQUI.
O desfecho da tentativa exumação política do ex-senador Fernando Bezerra (PMDB) foi o esperado. Para quem tem o mínimo de conhecimento sobre a política do Rio Grande do Norte, foi fácil antecipar o óbvio.
Terminou como “laranja”.
Um papel que ele afirmou que não aceitaria.
Um papel que setores da imprensa anteciparam que estava se desenhando.
Um papel que, ao fim, foi o que lhe coube.
E olha que esse Blog postou matéria em primeira mão, há quase dois meses, antecipando que Fernando Bezerra não seria candidato (veja AQUI), por não aceitar esse papel.
Apesar das escaramuças, a matéria nunca teve seu teor contestado oficialmente.
Seguraram declaração pública de Fernando.
Os dias e semanas formaram aquilo que se cantava em prosa, verso e bola de cristal translúcida: o candidato a governador será Henrique Alves (PMDB) – veja AQUI.
Em 1998, o então governador Garibaldi Filho (PMDB) puxou o candidato à reeleição ao Senado, Fernando Bezerra (PMDB), à vitória.
Os dois terminaram eleitos.
Garibaldi: para cima em 98, para baixo em 2006
Em 2006, Garibaldi Filho – senador -, candidato ao Governo do Estado, puxou a ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PFL, hoje DEM) ao êxito na campanha ao Senado.
Mas ele acabou derrotado por Wilma de Faria (PSB), que se reelegeu ao governo.
Em 1986, o deputado federal João Faustino não conseguiu se eleger ao Governo do Estado, mas os dois candidatos ao Senado pelo seu sistema político, José Agripino e Lavoisier Maia, foram vencedores.
Plano Cruzado
Ex-governadores, ambos exerciam papel de força-motriz da campanha de João, mas não conseguiram puxá-lo ao sucesso eleitoral. Deu Geraldo Melo (PMDB) como governador. Ele fez parte do fenômeno do “Plano Cruzado” (programa econômico do Governo do presidente José Sarney, que influiu diretamente no resultado das eleições em praticamente todos os estados. Elegeu 22 dos 23 governadores).
Em 2014, veremos o papel de cada candidato a governador e ao Senado, nessa relação de força e influência no Rio Grande do Norte.
Henrique Alves (PMDB), candidato a governador, puxará Wilma de Faria ao Senado?
Os dois terão forças equivalentes ou um será dependente do outro?
O baixo desempenho de um dos dois poderá forçar o declínio do companheiro (a) de chapa?
Essas perguntas serão respondidas na campanha, com a formalização dessa aliança.
A crise entre o Governo Dilma Rousseff (PT) e o PMDB traz à tona a difícil convivência entre os aliados. Sempre foi disfarçada, que se diga.
Sob outro ângulo, também revela a importância estratégica do presidente da Câmara Federal para o equilíbrio dessa coabitação, o deputado Henrique Alves.
Uma importância que tem efeito direto na política do Rio Grande do Norte. E, neste difícil ano eleitoral, mais ainda.Henrique e Dilma: importância em Brasília
Cabe a Henrique um dos principais papéis no processo de contenção de excessos e liderança no PMDB nacional, na relação com Governo, além de outros aliados e adversários.
Sua experiência e maturidade política são diferenciais que o partido não deve abrir mão.
Essa crise com o Planalto reitera seu valor, como hábil homem de articulação.
Nome em evidência para ser candidato a governador, Henrique tem também mais motivos para repensar projeto ao Governo do Estado. Em face desses solavancos na convivência com governismo, sua postulação a governador passa a não ser prioridade no PMDB nacional. Nunca foi.
Por outro lado, o possível recuo do parlamentar na pavimentação à Governadoria, acaba embaralhando sobremodo a articulação do PMDB para a campanha paroquial, versão 2014. Zera.
PMDB pode tentar revitalizar o natimorto nome do ex-senador Fernando Bezerra (PMDB), tratado pelo senador-ministro Garibaldi Filho (PMDB) como “alternativa”. As bases, entretanto, é que não o desejam e podem cristianizá-lo.
Escolher nome a Governo, formar chapas majoritária e proporcional e definir política de alianças, passam a ser ainda mais difíceis para o peemedebismo.
Ufa! É muito estresse.
A sucessão potiguar começa por Brasília, como esperávamos. Mas seu “The end” é imprevisível.
O senador licenciado e ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), reiterou em sua passagem por Caicó, nessa segunda-feira (10), que “o PMDB vai ter um candidato próprio a governador”. E foi seguro: “Para ganhar”.Garibaldi: Fernando é alternativa
Deixou no ar uma remota hipótese, que volta e meia circula nos intramuros da sucessão estadual, de apoio do PMDB a uma candidatura de outro partido. Porém destacou de novo que prioridade absoluta é candidatura própria.
“Nós pretendemos exaurir esse processo, ouvindo lideranças e continuar conversando com aliados, para pelo menos entrarmos o mês de abril e anunciarmos a decisão”, disse.
O ministro deixou claro, que o partido vai apresentar “um candidato para ganhar e não um anticandidato”.
Cobrança
Garibaldi comentou ainda, que não poderia negar ou camuflar, uma verdade: até o momento, as consultas apontam preferência para candidatura do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), a governador. Mas há um ‘plano B’ posto à mesa.
“Nós temos conversado para que Fernando Bezerra (ex-ministro, filiado ao PMDB) seja uma alternativa”, afirmou. Em função das grandes responsabilidades nacionais assumidas por Henrique na Câmara e com o PMDB, ele pode refrear a cobrança maciça das bases, sendo outra vez candidato à reeleição.
Que fique claro, deixou bem assentado o ministro peemedebista: internamente, o PMDB-RN tem Henrique e Bezerra como nomes a governador. O seu, não.
De novo salientou que não está entre as opções. Caso típico de auto-exclusão.
Zunzunzum em Natal e praias de suas cercanias, que ouvimos em eco até no sertão, aponta que bases do PMDB maciçamente pedem Henrique Alves (PMDB) como candidato a governador.
Nas consultas feitas pelo próprio presidente Henrique, a indicação é uníssona.
Segundo o próprio Henrique, a “consulta” é uma forma de democratizar as decisões do partido, quanto à escolha de nome a Governo, apoio ao Senado e política de alianças.
A partir da clara rejeição ao nome do ex-senador Fernando Bezerra (PMDB) ao Governo do Estado, Henrique vai impor o ex-congressista mesmo assim?
Vai se esquivar de ser o candidato a governador?
E Fernando Bezerra topa, mesmo imolado, se submeter a tamanho constrangimento com forte odor de derrota?
O PMDB do Rio Grande do Norte corre sérios riscos de sair desmoralizado na tática de faz-de-conta de consultas às bases e, posteriormente, nas urnas.