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Uma campanha sem disputa que se desgarra do passado

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

A campanha eleitoral deste ano em Mossoró tem poucas semelhanças com a anterior, em 2020, quando houve acirrada competição. Praticamente não existe disputa pelo voto em 2024.

Há um candidato à reeleição em patamar de extrema vantagem (veja AQUI), o prefeito Allyson Bezerra (UB). Mesmo assim, ele impõe-se rotina diária exaustiva de busca pelo voto, tendo aprovação administrativa maciça e expressivo carisma pessoal.

Os adversários seguem lá atrás, muito atrás, sem proximidade mínima e anêmicos na relação com a gente massa. Não conseguiram sequer romper a barreira dos 10 pontos percentuais de intenções de voto, a menos de 20 dias do pleito.

O fenômeno é novo na política de Mossoró, sempre marcada pela polarização. É uma fratura entre o modelo que perdurou durante décadas com a onipotência da família Rosado, e uma realidade sem qualquer protagonismo de seus principais atores ou herdeiros.

Tudo tem começo, meio e…

A campanha deste ano se desgarra do passado. As eleições serão rescaldo do que emergiu no fim da primeira metade do século XX e sobreviveu até o pleito de 2020, com a derrota da ‘imbatível’ prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP).

Sem votos, amedrontados, nomes proeminentes da política de outrora preferiram evitar vexame. Um ou outro emergente achou melhor não se arriscar também.

Sobraram candidatos que cumprem missões que não são suas, mas delegadas. Não é caso de coragem, que se diga. Ou de ambição vesga – cega. Nem os trate como estúpidos. Cada um tem suas próprias razões. E, fique certo: nem às paredes eles confessam.

Depois vamos analisar e fomentar o bom debate sobre o tema, com maior profundidade, números, fatos, bastidores, depoimentos etc.

Aguarde.

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Sem Rosados divididos e sem Rosados unidos, apenas sem Rosados

Por Christianne Alves

Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)
Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016: união de ocasião (Foto: arquivo)

As eleições municipais já batem à porta, e está bem perto de fechamento de chapas, ou seja, definição de nomes; e um fato incomum na política de Mossoró está prestes a acontecer: nenhum Rosado concorrerá à prefeitura e, ao que tudo indica, nem ao menos integrará como vice qualquer chapa entre as pré-candidaturas já anunciadas.

O rosadismo, que por décadas comandou a segunda maior cidade do estado, não tem, atualmente, sequer um representante no legislativo municipal. A última tentativa de se manter no poder veio em 2020 com a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que disputou a reeleição com o então deputado estadual Allyson Bezerra (SDD), tendo este vencido, jogando assim o que pode ter sido a última pá de cal no rosadismo em Mossoró, que teve que se contentar com Larissa Rosado (PSDB, hoje no PSB) eleita vereadora.

Esse ano, o grupo da pediatra Rosalba Ciarlini, quatro vezes prefeita, ex-senadora, ex-governadora, liderado pelo seu marido, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, até demonstrou intenção de ir mais uma vez ao embate com o prefeito Allyson Bezerra (UB), mas, não encontrando condições mínimas para seu intento, desistiu. Ou seja, não obteve o apoio que desejava, não irá.

É o que indica o quadro atual até o fechamento dessa postagem. Essa semana, o Blog Carlos Santos publicou (veja AQUI) que o deputado federal João Maia, presidente estadual do Progressistas, partido que abriga a ex-prefeita, afirmou que ainda faria a última tentativa de convencer Rosalba a ir à disputa. Entretanto, alguns interlocutores ligados ao casal Carlos Augusto e Rosalba garantem que tal possibilidade é próxima de zero. Então, dentro de poucos dias, Rosalba deverá anunciar apoio a alguma candidatura de oposição. Ao menos é que se espera.

O ex-deputado federal Beto Rosado, sem mandato, hoje vice-presidente do Progressistas no estado, não esboçou intenção nenhuma de concorrer ao Executivo. O nome de sua esposa, Katherine Bezerra, surgia em conversas, ora para o Executivo, ora para o Legislativo. Tudo descartado pelos dois.

Já o grupo liderado pela ex-deputada Sandra Rosado, o Sandrismo, este ano não lançará nome para concorrer à Câmara Municipal de Mossoró. Larissa Rosado, que teve seu mandato de vereadora cassado em maio de 2023, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não conseguiu em tempo hábil um partido para se filiar.

Hoje, Larissa comanda o PSB em Mossoró, que poderá compor a vaga de vice na chapa com Lawrence Amorim, já que seu partido decidiu pelo apoio a pré-candidato tucano, mas, segundo familiares, essa é uma possibilidade descartada. Ou seja, o Sandrismo para as eleições de 2024 jogou a toalha.

A ex-prefeita Fafá Rosado até demonstra vontade de voltar à cena, mas é brecada por parte de sua família, que não a quer mais em disputas eleitorais.

Hoje, o único Rosado dado como certo na disputa a uma vaga na Câmara Municipal é o ex-vereador Vingt-un Neto (PL), mas não é ligado a nenhuma ala da família, nem rosalbista e nem sandrista. Corre em raia própria.

Série Eleições Municipais 2024

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Para uma família que estava no poder desde 1948, quando das eleições de Dix-sept Rosado a prefeito e seu irmão, Vingt Rosado, a vereador, exatos 72 anos de poder, é um baque e tanto, não é mesmo? Quem se acostumou com o poder, agora precisa desacostumar, o que é bem mais difícil.

A lição que tiramos disso tudo é que assim como na vida tudo passa, e tem seu momento, e que a política é também feita de ciclos. Concorda?

Christianne Alves é editora do Blog da Chris Alves

Grupo de Sandra e Larissa ainda não definiu apoios

Paciência, calma, tempo, dia a dia , cotidiano - foto ilustrativaReunidas com correligionários e antigos seguidores, as ex-deputadas Sandra Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB) pediram um tempo.

Depois comunicarão quem vão apoiar às eleições municipais deste ano em Mossoró.

Todos fiquem em compasso de espera.

Ninguém do rosadismo será candidato a cargo eletivo em 2024.

Isso está definido.

Depois do expurgo de Rafael Motta, PSB é repassado no RN

Sandra e Larissa tentaram e não conseguiram PSB com Rafael: PT resolveu parcialmente o problema (Fotomomontagem do BCS/Foto de Brunno Martins: 2022)
Sandra e Larissa tentaram e não conseguiram PSB com Rafael: PT resolveu parcialmente o problema (Fotomomontagem do BCS/Foto de Brunno Martins: 2022)

Como o BCS antecipou dia passado (veja AQUI), o PSB virou mercadoria de disputa com o expurgo do seu presidente até então, no RN, ex-deputado federal Rafael Motta. Negociações entre as cúpulas nacionais do PT e do PSB resultaram na saída dele – dois dias antes do fim do prazo (veja AQUI) – para mudanças partidárias e filiações.

Segundo noticia o jornal Diário do RN,  em matéria assinada por Carol Ribeiro, no âmbito de Mossoró o partido vai ficar nas mãos da ex-deputada federal Sandra Rosado e da sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado, pré-candidata à vereança. No plano estadual a presidência sob indefinição. Questão a ser vista adiante.

Até há alguns dias, elas diligenciavam em duas frentes na busca da sobrevivência política, em movimento pendular. Sem êxito. Não conseguiram acomodação na Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) e não receberam aval para seguirem no União Brasil, liderado pelo prefeito Allyson Bezerra. Nem oposição nem governismo locais.

A bota-fora no PSB reascendeu esperança e agora precisam correr contra o tempo para montagem de uma nominata – teto de 22 nomes a vereador em pouco menos de 40 horas.

Nominata do PSB será ‘transplantada’

Dia 26 de fevereiro, o partido tinha sido entregue ao grupo do prefeito (veja AQUI), o que aborreceu Sandra e Larissa, que apoiaram Motta ao Senado em 2022. Elas questionaram o ex-deputado sobre a escolha-exclusão. Porém, a costura petista negociada em Brasília é que forçou e abriu a porta do pesebismo para ambas.

O PT do RN desejava a legenda fora do arco de apoios a Allyson Bezerra em Mossoró e sem arrimo à postulação de Rafael Motta a prefeito de Natal, contra a petista Natália Bonavides.

A operação articulada pelo petismo foi parcialmente exitosa. É provável, que nenhum dos pré-candidatos a vereador escalados pelo grupo do prefeito, no PSB, espere a chegada de mãe e filha. A marcha conjunta é na direção de outro partido, o que foi definido à noite passada. A nominata inteira será transplantada.

E Rafael segue pré-candidato, agora pelo Avante (AQUI). O PSB virou terra-arrasada, com insegurança à nominata ou qualquer candidatura majoritária em toda parte do RN.

Sandra, Larissa e seu grupo comandaram durante vários anos o PSB, saltando em seguida para o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa – Ezequiel Ferreira. Mas, em 2022, o rosadismo abandonou a sigla (veja AQUI) à porta da campanha eleitoral, filiando-se ao União Brasil (veja AQUI), decepcionando “Ezequielzinho.”

Ele contava com Sandra na chapa à Câmara Federal e Larissa na nominata a estadual do PSDB. Foram cumprir o mesmo papel no União Brasil, onde chegaram em 2022, primeiro do que Allyson Bezerra e seu grupo. O UB fez a escolha pelo prefeito. Compreensível.

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Sem saída, rosadismo e rosalbismo sonham com a sombra do PT

Ilustração mptendas
Ilustração mptendas

Depois que ‘se uniram’ em 2016 (veja AQUI), após 28 anos de confrontos eleitorais municipais, os grupos Rosado e Rosalbista estão fadados à mesma sombra em 2024. Isso, apesar de não se afinarem mais desde o fim das eleições locais passadas – 2020, quando se distanciaram um do outro.

O palanque do PT terá tenda curta, mas ainda assim o bastante para acomodá-los como apoiadores do nome à Prefeitura de Mossoró pela legenda da governadora Fátima Bezerra. Ou o PT não terá candidato a prefeito?

Terá.

Sem um único mandato eletivo na atualidade, ou meios à disputa majoritária, esses sistemas políticos – vindo de uma mesma raiz familiar – não têm saída.

É pegar ou se largar por aí em alguma aventura.

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Hipótese de volta ao PSB e drama de nominata mexem com rosadismo

Rafael teve apoio de Sandra e Larissa ano passado (Foto: arquivo)
Rafael teve apoio de Sandra e Larissa ano passado (Foto: arquivo)

Até o momento, o grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (União Brasil) e da ex-vereadora Larissa Rosado (União Brasil) não encontrou um rumo partidário para as eleições de 2024.

Aliado da governadora Fátima Bezerra (PT), o rosadismo quer ficar no arco partidário ligado a governante. No União Brasil do prefeito Allyson Bezerra não seguirá.

PT, PCdoB e PV fazem parte da Federação Brasil da Esperança, bloco definido para a campanha municipal.

Mas, não se descarta tentativa de retorno ao PSB do ex-deputado federal Rafael Motta.

Ano passado, mãe e filha declararam apoio ao Senado a Rafael Motta, que lançou candidatura alternativa à de Carlos Eduardo Alves (PDT, hoje no PSD), nome de Fátima Bezerra.

Paralelamente, numa nova sigla e sob seu comando, o grupo precisa de meios para formar nominata que viabilize eleição de candidatura à vereança.

O quebra-cabeça não é fácil.

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Grupo de Sandra e Larissa está a um passo de filiação ao PCdoB

Na ponta da mesa, Rosalba foi principal estrela da noite do Partido Comunista (Foto: redes sociais)
Em evento este ano do PCdoB, em Mossoró, Larissa (calça verde) esteve presente  (Foto: 04-05-2023)

Agora vai dar certo. O grupo da ex-deputada federal e ex-vereadora Sandra Rosado (União Brasil) deverá se filiar ao PCdoB.

Em 2022, meses antes do início da campanha em que ela foi candidata à Câmara dos Deputados e, sua filha, a então vereadora Larissa Rosado, concorreu a deputado estadual, o PCdoB esteve próximo de recebê-las como filiadas. A conversa não evoluiu. Agora é diferente.

O rosadismo saiu do PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, em março daquele ano (veja AQUI), para o União Brasil – presidido pelo ex-senador José Agripino. Mesmo em legenda adversária do PT da governadora Fátima Bezerra, o grupo teve liberdade para fazer campanha com preferências diferentes da orientação partidária.

De olho nas eleições municipais de 2024 e, não querendo se desgarrar da governadora Fátima Bezerra e do PT do presidente Lula, o caminho partidário de mãe e filha é o PCdoB. A legenda faz parte da Federação Brasil da Esperança, composta ainda por PT e PV.

A outra possibilidade seria o PV, hipótese mais remota. Filiação ao PT está descartada, pois a cúpula da legenda impõe veto.

Em conversa com o Blog Saulo Vale, Larissa Rosado admitiu que mudança de sigla está praticamente certa, mas sem adiantar a nova escolha. No União Brasil o rosadismo não ficará, com a chegada do prefeito Allyson Bezerra, que comandará a sigla em Mossoró.

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Agora, só sobrou Larissa Rosado, mesmo minada pelo rosalbismo

Que ironia do destino e das urnas, hein!? A vereadora Larissa Rosado (União Brasil), candidata outra vez sem êxito à Assembleia Legislativa do RN, será o único mandato eletivo do clã Rosado a partir do próximo ano.

Larissa é vereadora, enquanto o rosalbismo, depois do fogo amigo de 2018 e 2020, ficou sem nenhum (Foto: reprodução/2022)
Larissa é vereadora, enquanto o rosalbismo, depois do fogo amigo de 2018 e 2020, ficou sem nenhum (Foto: reprodução/2022)

Ninguém mais.

A outra banda política da família, denominada de rosalbismo, trabalhou para de novo minar seus votos – assim como o fez nas eleições estaduais em 2018 e nas municipais de 2020. Mas, acabou não elegendo ninguém também.

Na medida em que buscou – e não conseguiu – a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP), o rosalbismo investiu na postulação do ex-prefeito de Governador Dix-sept Rosado Anax Vale (União Brasil), para suplantar Larissa.

Dr. Anax sequer teve seus votos contabilizados oficialmente: 16.821. Seguem sub judice. Larissa estacionou na quarta suplência com 10.665 votos.

Acordo quebrado em 2018

Na campanha de 2018, “unidos”, os dois grupos Rosados em tese teriam Larissa como única candidata à Assembleia Legislativa. O acordo foi esse, inclusive para que a então vereadora à época, ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB, hoje no União Brasil), desistisse de ser candidata à Câmara dos Deputados, apoiando Beto.

Rosalba recebeu Nina, quebrando acordo com Larissa e Sandra Rosado (Foto: arquivo; 24 de agosto de 2018)
Rosalba recebeu Nina, quebrando acordo com Larissa e Sandra Rosado (Foto: arquivo; 24 de agosto de 2018)

Contudo, o rosalbismo chegou ao acinte de trazer a vereadora natalense Nina Souza (PDT) para sua meca política, o Sítio Cantópolis, apresentando-a como outro nome à Assembleia Legislativa. A própria Larissa estava presente.

Ela e seu grupo estrilaram (veja detalhes AQUI), lembrando que os candidatos da terra é que conheciam a realidade local. Mesmo assim, Nina ainda fez campanha na cidade e zona rural àquela campanha, sob o manto do rosalbismo. Obteve 554 votos, enquanto Larissa somou 17.753 em Mossoró.

Pleito municipal

Na campanha municipal de 2020, Larissa esteve a ponto de perder a vereança que almejava, substituindo a mãe Sandra. Outra vez sentiu na pele o fogo familiar. O rosalbismo apostou todas as fichas na eleição da então vereadora Aline Couto (PSDB) para superar Larissa.

A ex-deputada foi salva por um lapso de sorte capitalizando-se com 2.516 votos. Com a desistência de Emílio Ferreira (PP) da tentativa de reeleição à Câmara Municipal, boa parte dos apoios dele migraram para Larissa, na intermediação de um assessor do vereador. Foi por pouco. Muito pouco mesmo.

Agora, realmente só sobrou Larissa.

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Campanha faz dos Rosados coadjuvantes em sua própria terra

As movimentações políticas de rua no fim de semana, em Mossoró, mostraram nova realidade que quebra um ciclo de mais de sete décadas no município: o fim do protagonismo do clã Rosado em sua própria terra.Sombras, passado, espectro

Na sexta-feira (2) ruas e avenidas da cidade foram tomadas por carreata comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT) – veja AQUI, candidata à reeleição. Já no sábado (3), o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI, puxou outra ainda mais expressiva, com seus nomes no pleito deste ano: Jadson (Solidariedade), nome a estadual; lawrence Amorim (Solidariedade), federal; Rogério Marinho (PL), Senado; e Fábio Dantas (Solidariedade), candidato ao governo.

Na sexta-feira, a banda Rosado comandada pela candidata à Câmara dos Deputados, Sandra Rosado (União Brasil), foi coadjuvante na movimentação de Fátima. Acomodou-se como apoiadora.

O grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), nem isso. Apenas assistiu de longe as duas mobilizações.

Com duas semanas de campanha, em prol de seus candidatos a deputado estadual e federal, Anax Vale (União Brasil) e deputado federal Beto Rosado (PP), que tenta a reeleição, o sistema da ex-prefeita é quase invisível: aposta em redes sociais, pequenas reuniões segmentadas e recruta pessoal para propaganda de rua e catequese nos bairros e zona rural, casa a casa.

Os tempos são outros. E a luta é por sobrevivência ou subsistência política.

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Sandra e Larissa emplacam cargo no Governo de Fátima Bezerra

Sandra, vice-governador Antenor Roberto, Fátima Bezerra e Larissa: governo reforçado (Foto: Reprodução do Canal BCS)
Sandra, vice-governador Antenor Roberto, Fátima Bezerra e Larissa: governo reforçado (Foto: Reprodução do Canal BCS)

Do Blog do Barreto

O grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (UB) entrou de vez na base da governadora Fátima Bezerra (PT), inclusive emplacando indicações na administração estadual.

O sandrismo indicou Mariana Iasmin Bezerra Soares como diretora-geral do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (IPEM/RN). Ela substitui Theodorico Bezerra Netto, segundo suplente de senador de Fátima nas eleições de 2014.

Até outubro do ano passado Mariana Iasmin estava no gabinete da vereadora Larissa Rosado (UB).

Sandra e Larissa fizeram parte do grupo de pessoas que acompanharam a agenda de Fátima em Mossoró esta semana e atuam dentro do União Brasil para que o partido apoie a petista.

O grupo ficou bem perto de fechar com Fátima em 2020 quando chegaram a discutir o apoio a candidatura da deputada estadual Isolda Dantas (PT) a prefeita de Mossoró.

Nota do Canal BCS – Esperado e natural. Outras indicações vão acontecer. A governadora Fátima está certa em buscar apoios à tentativa de reeleição. Se estivesse absolutamente segura da vitória, não faria cooptação de adversários, como os Rosados e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), deputado federal Walter Alves (MDB) e outros. Os insatisfeitos em seu partido e siglas aliadas que engulam o choro e corram atrás de voto.

O grupo da deputada Sanda Rosado saiu do PSDB (veja AQUI) para o União Brasil (veja AQUI) do senador José Agripino, acordando que apoiaria Fátima Bezerra. E, com a governadora, previamente, teve reunião dia 18 de março (veja AQUI quando noticiamos em primeira mão) para adiantar a migração.

Tentou desembarcar no governo após as eleições municipais de 2020, quando apoiou a então prefeita derrotada Rosalba Ciarlini (PP). Contudo, houve veto da própria deputada Isolda, que agora não teve mais forças para fechar a porta.

O duelo Isolda x Larissa já teve seu primeiro round em Mossoró, essa semana: Aliadas de Fátima lutam palmo a palmo por buracos de avenida.

Leia também: Governadora segue receita de ‘bolo’ de Lula em Mossoró.

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Fátima caminha para vitória certa e ampliada em Mossoró

Nome certo à disputa ao governo estadual agora em 2022, tentando a reeleição, a governadora Fátima Bezerra (PT) não deve ter maiores apreensões quanto a Mossoró. Caminha para repetir de forma ampliada a vitória que teve em 2018. Voo de cruzeiro.

Naquela disputa, concorrendo contra sete adversários, entre eles o então governador Robinson Faria (PSD) e o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), Fátima Bezerra venceu no primeiro e segundo turnos no município, mesmo com os principais contendores tendo nomes locais como vice.

Resultado do primeiro turno em Mossoró deu maioria de 9,391 votos (8,66%) para Fátima (Arquivo Canal BCS)
Resultado do primeiro turno em Mossoró deu maioria de 9,391 votos (8,66%) para Fátima (Arquivo Canal BCS)

Robinson atraiu o empresário e ex-candidato a prefeito em 2016 Tião Couto (PR, hoje PL); Carlos contou com Cadu Ciarlini (PP), filho da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Nenhuma chapa foi páreo para Fátima-Antenor Roberto (PCdoB).

Na campanha, Fátima esteve cerca de cinco vezes em Mossoró no primeiro turno e no segundo só participou de uma carreata fugaz, à noite. Praticamente não teve palanque nem contou com militância numerosa a lhe arrimar.

Seus adversários foram à exaustão com tudo que tinham e podiam e tiveram derrotas emblemáticas, sobretudo o governismo municipal liderado por Rosalba. Perdeu tudo que disputou/apoiou.

No segundo turno, Fátima voltou a vencer com maioria de e fazendo apenas uma carreata (Arquivo do Canal BCS)
No segundo turno, Fátima voltou a vencer com maioria de 10.568 e fazendo apenas uma carreata (Arquivo Canal BCS)

Ela só livrou o mandato federal do deputado Beto Rosado (PP) no campo judicial, com decisão ‘provisória’ que sustenta em Brasília.

E 2022?

O que se desenha para 2022 em Mossoró quanto às forças políticas mais tradicionais e novas, não aponta para qualquer prioridade em relação à chapa majoritária (Governo e Senado). Cada um, em seu quadrado, tem objetivos mais modestos, porém muito importantes.

O rosalbismo quer pelo menos a reeleição de seu único membro com mandato, o deputado federal Beto Rosado, e um foro privilegiado para Rosalba, com eleição a deputado estadual. Não tem fôlego para mais do que isso, após sucessivas derrotas (2018 e 2020).

'Unidas' em 2018, Sandra Rosado e Rosalba Ciarlini não foram páreo para Fátima em Mossoró (Foto: arquivo)
‘Unidas’ em 2018, Sandra Rosado e Rosalba Ciarlini não foram páreo para Fátima em Mossoró (Foto: arquivo)

Mera força auxiliar do rosalbismo em 2018, de quem se desgarrou paulatinamente após as eleições do ano passado, o rosadismo – liderado pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) – não tem qualquer aspiração mais ousada e consistente. No máximo contará com a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) na corrida à Câmara Federal, cumprindo missão partidária do líder Ezequiel Ferreira, presidente de sua sigla e da Assembleia Legislativa.

Os números falam: a ‘união’ com o rosalbismo no pleito municipal de 2016 lhe causou atrofia politico-eleitoral acentuada e, até o momento, insanável.

Força emergente

Força emergente e avassaladora na política de Mossoró em curto espaço de tempo, o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) nem fala sobre sucessão estadual. Suas apostas são nomes à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

Jadson, Allyson e lawrence, após eleições de 2018, um salto mais ousado (Foto: arquivo)
Jadson, Allyson e Lawrence, após eleições de 2018, e agora num salto a mais, novamente juntos (Foto: arquivo)

Ele privilegia respectivamente os pré-candidatos Soldado Jadson, ex-vereador, e o atual presidente da Câmara Municipal local, Lawrence Amorim (Solidariedade). Fátima Bezerra não lhe é um problema político e muito menos pessoal.

Eleito deputado estadual em 2018 e prefeito em 2020 contra tudo e contra todos, Allyson Bezerra planifica formação de um grupo seu, hoje ainda seminal, em que ele é a gênese.

Nem um neologísmo a imprensa cunhou até aqui para defini-lo, – é o “Alyssismo?”, o “Bezerrismo?” -, mas não pode mais ignorá-lo.

Suas conquistas falam mais alto.

Quanto à governadora Fátima Bezerra, ela concentra maior empenho para enfrentar o último bastião de resistência à sua reeleição: a Grande Natal. Mossoró não será problema.

Leia também: Ele mesmo, Carlos Eduardo Alves.

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Combate à pandemia vira guerra política com ‘culpados e inocentes’

Rodou, rodou, rodou e desabou em Mossoró a crise política entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB). Coube a infantaria da governante se apressar em criminalizar alguém, pela escassez e falta da D2 (segunda dose) de vacina Covid-19 em solo mossoroense, escudando Fátima. E, por analogia, reforçando erros ou hipotéticas falhas do executivo de Natal.

Na quinta-feira (22) e sexta-feira (23) passadas, em entrevistas a importantes programas e canais de comunicação como o Jornal da Tarde (Rádio Rural) e Cenário Político (TV Cabo Mossoró), a vereadora Marleide Cunha (PT) avaliava a gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) como boa, em especial na Saúde. Era justamente o combate à pandemia da Covid-19, segundo ela, esse destaque.

– Ele (Allyson) está indo bem, está enfrentando bem os desafios da pandemia; vacinação está fluindo, não estamos perdendo tempo com vacina estocada (…). A gente não tem o que criticar – disse Marleide, textualmente, ao Cenário Político do dia 22 (quinta-feira) – veja AQUI e no boxe acima. Na sexta-feira no Jornal da Tarde, a mesma análise.

No domingo (25), a vereadora surtou. Com a eclosão pública do problema da falta de vacina, ela mudou radicalmente o discurso e a apreciação dos fatos. Orientação vinda da Governadoria levou Marleide a culpar o prefeito e a “falta de planejamento” pelo problema. Saiu de cena aquela vereadora moderada e sensata, para entrar no palco a militante que cumpre ordens cegamente.

Importante assinalar, que nesse período de tensões com a pandemia, Alysson topou o alinhamento com medidas restritivas adotadas por Fátima, mesmo pontualmente pensando diferente. Inclusive, conversou diretamente com vários prefeitos, defendendo necessidade desse esforço comum.

Marleide mudou completamente o discurso, sob pressão da Governadoria (Reprodução BCS)
Marleide mudou completamente o discurso, sob pressão da Governadoria (Reprodução BCS)

Assumiu desgastes com setores produtivos em Mossoró, sem bônus algum e sem compor sistema político de Fátima Bezerra. Não quis jogar para a “plateia”, como parece ser o caso de Álvaro Dias em Natal com atrasos há três semanas.

A comparação Natal-Mossoró que o PT, Marleide e também a deputada estadual Isolda Dantas (PT) tentam fazer, é um mero exercício politiqueiro, sem pensar no todo. Em questão de horas, ambas mudaram de opinião.

Imprescindível passou a ser blindar a governadora, principalmente após pesquisa recente veiculada no final da semana passada, em que o prefeito apareceu com estonteante aprovação em Mossoró.

A mudança do petismo não levou em conta nada além de proteger a Fátima Bezerra e cálculos para 2022. Em momento algum se parou para pensar, por exemplo, na necessidade de se continuar a vacinação. Em tese, essa deveria ser a prioridade.

Rosadismo e rosalbismo

A pressão político-partidária e social para se utilizar a segunda dose da CoronaVac também fez parte do arsenal do rosadismo e do rosalbismo. Botou sua tropa amestrada para culpar o prefeito, insinuando até que o município não o utilizava àquele momento, por pura ‘maldade’.

O vereador Francisco Carlos (PP) empunhou bandeira para uso da reserva técnica. Veja no print abaixo (dia 1º de abril) uma de suas postagens. A vereadora Larissa Rosado (PSDB) foi outro nome a advogar essa tese, cobrando o prefeito. Em redes sociais, militantes foram ao ataque de forma orquestrada, jogando opinião pública contra Allyson Bezerra.

Vereador rosalbista, Francisco Carlos cobrava utilização de todas as vacinas e pressionava governo (Reprodução BCS)
Vereador rosalbista, Francisco Carlos cobrava utilização de todas as vacinas e pressionava governo (Reprodução BCS)

Agora, muitos dos que adotaram essa posição de ataque, calam-se. Fazem pose de estátua.

Outros, acabam adotando o discurso lavrado na Governadoria, como se fosse um memorando.

E tem os que apenas estão preocupados em promover o caos, espalhar cizânia e solapar qualquer coisa que possa funcionar minimamente no município. O povo que se dane.

Solução nacional virou problema

No dia 19 de março, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) mandou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ao então indicado para o ministério, Marcelo Queiroga. Pedia que pelo menos 90% das doses da CoronaVac pudessem ser usadas para a primeira dose.

Dia 20 de março Governo Federal dá orientação que hoje preocupa (Reprodução BCS)
Dia 20 de março Governo Federal dá orientação que hoje preocupa (Reprodução BCS)

Acabaram atendidos além disso. Poderiam utilizar 100%, segundo o Governo Jair Bolsonaro. Pouco mais de um mês depois o cenário é outro.

No dia 20 de março (veja AQUI), textualmente o Governo Federal proclamou orientação a estados e municípios para que não guardassem a segunda dose. Podiam utilizá-las que não faltariam os imunizantes.

Já dia passado, segunda-feira (27), o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu preocupação com o que tinham decidido em março.

O problema vai se agravar por mais alguns dias, falou:

Leia também: Governo não tem CoronaVac e lamenta ter estimulado uso da 2ª dose.

A falta da D2 não está restrita a Mossoró e Natal. Vários outros municípios, centenas e provavelmente milhares, no país, entraram na mesma situação.

Veja outro caso dessa anomalia nacional: o município de Nova Santa Rita no Rio Grande do Sul, com pouco menos de 30 mil habitantes, queixa-se publicamente de falta de vacinas. Está com paralisação no serviço e cobra o Governo Federal pelo problema.

Em Mossoró, o culpado é o prefeito, segundo o PT e a banda Rosado da oposição.

No RS encontraram outro culpado (Reprodução BCS)
No RS encontraram outro culpado (Reprodução BCS)

O prefeito do município gaúcho é  Rodrigo Battistella (PT), vale lembrar.

Lamentavelmente, no caso de Mossoró a politicalha ocupa o lugar da razão e da negociação elevada, como vinha ocorrendo diretamente entre o prefeito e a governadora.

Prioriza-se o sofisma.

Muda-se de opinião e joga-se a opinião pública contra A ou B, por oportunismo. Puro cinismo. Favor não confundir com “desonestidade intelectual”, eufemismo produzido nas academias para suavizar condutas de má-fé.

Agilizar vacinação, como foi feito em Mossoró, inclusive sob elogios de quem agora amaldiçoa seus responsáveis, foi diligência diferenciada – assim falavam os detratores de agora.

Leia também: Mossoró vacina 2.348 pessoas, mas não tem estoque à 2ª dose.

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Substituto de Larissa Rosado é indicação do seu grupo

Diego é indicação da própria Larissa (Foto: Web)

O psicólogo Diego Drauzio Melo de Araújo é o novo chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do RN.

Passa a substituir a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), que ocupava o cargo até dia passado.

Ele foi indicado pelo grupo da própria Larissa Rosado ao presidente da Casa e do seu partido, deputado estadual Ezequiel Ferreira.

É sobrinho de Otávio Lopes, longevo e fiel colaborador do rosadismo.

Leia também: Ex-deputada se desincompatibiliza para poder ser vice.

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Larissa tenta colar em Rosalba; prefeita a exclui até de foto

Em meio à programação no sábado (9) no Sítio Hipólito (zona rural) do projeto “Família em Foco”, da Prefeitura Municipal de Mossoró, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) tentou colar sua imagem à prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem é aliada desde a campanha municipal passada (2016).

Em suas redes sociais, Larissa pulverizou fotos ao lado da governante e líder popular do rosalbismo.

Rosalba, no centro, posa com Larissa bem à sua esquerda em postagem da ex-deputada no Instagram (Reprodução BCS)

Já a prefeita fez o inverso no seu Instagram próprio. Só para exemplificar: em nenhuma postagem aparece ao seu lado a ex-deputada e ex-adversária em quatro pleitos municipais. Deu-lhe sumiço.

Duas fotos são emblemáticas (colocadas nesta matéria).

Numa divulgada por Larissa Rosado, ela aparece em pose com a prefeita compondo elenco de fotografados.

Em outra, sobre mesmo evento e local físico, Rosalba está imponente ao lado de servidores da municipalidade que prestam “serviço gratuito” (como ela mesma escreveu) para a comunidade. Cadê Larissa?

Ambas posturas são compreensíveis. São facilmente explicáveis.

O grupo de Larissa tenta viabilizá-la como vice de Rosalba no próximo ano. É algo que Rosalba e o guru do seu agrupamento, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não querem nem ouvir falar.

Anexaram o rosadismo ao seu sistema em 2016, transformando-o em subgrupo. Isso é fato.

Estratégia

Quanto à Larissa, a estratégia de se associar à prefeita é no sentido de tentar produzir um conceito de empatia que torne essa composição palatável ao eleitor e ao casal Rosalba-Carlos.

Parte desse estratagema é pressionar o rosalbismo, divulgando a possibilidade de que Larissa Rosado seja candidata a prefeito, como nome do PSDB e do presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza.

As duas hipóteses não são impossíveis, mas são bastante improváveis. Rosalba deverá ter outro nome a vice; o esquema de Larissa e de sua mãe, vereadora Sandra Rosado, continuará onde está por falta de fôlego para uma aventura em faixa própria.

A prefeita Rosalba, em seu Instagram, fala sobre mesmo assunto, mas bota foto excluindo Larissa (Reprodução BCS)

O rosadismo e o rosalbismo duelaram por mais de 30 anos no mesmo campo político em Mossoró, fechando brechas para surgimento de qualquer novidade que os importunasse. Em 2016, sentiram que era necessária a “união”, engolindo sapos, ressentimentos e diferenças diversas. Tudo por uma questão de sobrevivência.

Cláudia X Larissa

Em 2012, houve sinalizador de que pudesse acontecer essa afinação, quando Larissa foi candidata a prefeito pela terceira vez, contra a então vereadora Cláudia Regina (DEM), nome do rosalbismo.

Eu não vou entregar a prefeitura à Sandra – bateu na mesa na Residência Oficial do Governo do Estado, em Natal, a então governadora Rosalba Ciarlini. A partir daí, usou todos os esforços e estrutura oficial para impor derrota ao grupo da prima Sandra Rosado, então deputada federal.

Em 2014, na campanha às eleições suplementares à prefeitura, após cassação de Cláudia e do vice Wellington Filho (MDB), outra vez foi ventilado apoio do rosalbismo à Larissa contra o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

– É para votar nele. Vamos derrotar Sandra – ordenou a prefeita a seus seguidores/eleitores. Com os votos do rosalbismo, Francisco José Júnior atropelou Larissa Rosado, que colecionou sua quarta derrota à prefeitura.

Rosalba derrotou mãe e ajudou a derrotar filha

Rosalba x Sandra (1996)

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

– Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
– Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
– Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua vitória, num comparativo com Rosalba em 1996 contra Sandra Rosado (PSB, na época PMDB).

A opção do rosalbismo por Francisco José Júnior tinha duas razões de lógica política bem própria do pragmatismo e frieza do casal Rosalba-Carlos: estavam se distanciando de Cláudia e do líder do DEM, senador José Agripino; precisavam impedir que a municipalidade caísse nas mãos dos principais adversários.

Havia a premonição de cassandras, de que Francisco José sangraria no curso do mandato, tornando possível a retomada do Palácio da Resistência – o que ocorreu em 2016.

Sem mandatos

Sandra e Larissa ficaram sem mandatos (federal e estadual em 2014) e acabaram capitulando, como presas fáceis à cooptação ao pleito de 2016. No acordo feito, não lhes coube, por exemplo, indicar o vice de Rosalba. A compensação seria viabilizar a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, numa costura política que envolveu a montagem da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal- veja AQUI.

Assim, com eleição de Álvaro, a suplente Larissa foi içada de volta à AL, mas não se reelegeu em 2018.

Para 2020, uma chapa Rosalba-Larissa é tudo que o rosalbismo outra vez não quer. Por uma questão de sobrevivência, é tudo que o grupo de Sandra e a ex-deputada estadual precisam.

O cenário que se avizinha não recomenda brincar com a própria sorte. Rosalba e Carlos sabem disso e tratam do assunto com cortes e ajustes que começam numa simples foto. Pragmatismo político. Poder em jogo.

Uma imagem diz mais do que muitas palavras. Pura semiótica. Duas fotos, então…

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Prefeitura é o trampolim de Rosalba para volta ao Senado

As próximas eleições em Mossoró vão colocar rosalbismo e rosadismo em luta por diferentes interesses, alguns conflitantes, mas outros perfilados e consensuais. O principal foco é a disputa à Prefeitura.

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita em seu quarto mandato, marcha célere como favorita para tentar o quinto, mas com outros planos inconfessáveis e inalcançáveis à compreensão do eleitor comum. A sua nova eleição é, na verdade, um projeto-ponte para tentar catapultá-la a outro mandato dois anos depois, em 2022, preferencialmente o Senado.

Ou seja, se reeleita em 2020, não completaria o mandato, passando o cargo ao vice.

Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)

A outra ala governista, o rosadismo, personificado pela vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) e sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), tem planos teoricamente menos arrojados: quer encaixe na chapa encabeçada por Rosalba, como já tentara em 2016, quando trabalhou o nome do vereador Lahyrinho Rosado Neto (PSB, hoje no PSDB), sem êxito.

Larissa é esse nome. Nome a vice que pode se transformar em prefeita, se todos os planos derem certo, sobretudo nas urnas.

Existe um Plano B do rosadismo. Entretanto é pouco provável que seja operacionalizado, em caso de fracasso na indicação do vice: seria a candidatura de Larissa pela quinta vez à prefeitura, enfrentando a própria Rosalba.

As duas alas da família Rosado ficaram cerca de 30 anos se digladiando, até firmarem composição em 2016. É uma “união” instável, com partilha desigual de bens e sem aparente sucessão.

Aposentadoria no Senado e renascimento do rosadismo

Rosalba já esteve no Senado. Foi eleita em 2006 com maioria microscópica de apenas 11.131. Derrotou o senador Fernando Bezerra (PTB). Venceu pela obstinação e cartesianismo de uma campanha cheia de nuances de bastidores; Bezerra foi engolido pela própria soberba.

Para retornar à denominada Alta Câmara, mais uma vez ela precisa ter a municipalidade em mãos e bem azeitada, para projetá-la e espargi-la por todo o estado, como aconteceu anteriormente. Mas claro que tratamos de dois tempos distintos, com peculiaridades próprias e um governo estadual no meio desse enredo.

Governadora eleita em 2010, Rosalba teve passagem sofrível pelo cargo e sequer viabilizou postulação à reeleição em 2014. Saiu desgastada até em seu habitat, Mossoró. Foi ressuscitada politicamente em 2016, ao ganhar eleição municipal surfando na gestão caótica de Francisco José Júnior (PSD à época), seu principal cabo eleitoral.

A Rosalba de hoje convive com desgaste político-administrativo que precisa reverter. Corre contra o tempo e adversidades, para confirmar favoritismo e tentar o salto seguinte. Sem renovar o mandato, o sonho da aposentadoria no Senado estará praticamente descartado.

Quanto ao rosadismo, ter um vice na chapa vencedora no pleito do próximo ano pode representar seu renascimento. Hoje, se resume ao mandato de Sandra na Câmara de Vereadores. É apêndice do rosalbismo e dele depende sobremodo, para evitar a própria extinção como neologismo e grupo político.

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Entrincheirados, Rosados veem adversários em todos os lados

A campanha municipal do próximo ano é decisiva para os Rosados como grupo político-familiar. Seu apogeu já passou, está bem distante, fora mesmo do retrovisor empoeirado. Recorrendo-se a uma analogia, é como o ciclo do petróleo na região mossoroense: já foi, mesmo que continue existindo o ‘ouro negro’ em seu subsolo, por mais e mais tempo – décadas ou séculos.

O pleito 2020 será de subsistência, bem longe do paroxismo de sucessos de alguns tempos atrás. É vencer ou vencer.

Chegaram a ter o governo estadual, dois mandatos (e até três) simultâneos de deputado federal, Prefeitura e controle de Câmara Municipal, tudo ao mesmo tempo. Obtiveram assentos no Senado (direta e indiretamente) e sempre foram próceres do Palácio do Planalto.

Em 2018, Sandra e Rosalba enfurnaram-se na periferia e zona rural, mas não evitaram derrotas humilhantes (Foto: arquivo)

A última vez que elegeram alguém para a Assembleia Legislativa foi há nove anos, em 2010 (Larissa Rosado-PSDB). Ela própria, certamente o melhor quadro político Rosado-raiz em atividade, coleciona quatro derrotas à municipalidade e duas a estadual.

Na Câmara dos Deputados, Beto Rosado (PP) reelegeu-se a duras penas, tendo que duelar nos escaninhos da Justiça Eleitoral.

Em termos de Governo do RN, o clã aboletou Kadu Ciarlini (PP) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) em 2018, mas perdeu nos dois turnos. Em Mossoró, a derrota foi ainda mais dolorosa, mesmo com a prefeita e mãe de Kadu, Rosalba Ciarlini (PP), enfurnando-se na periferia e zona rural com toda estrutura municipal à mão.

Estão entrincheirados no Palácio da Resistência (nome bem adequado à sede da municipalidade) com o mandato da “Rosa” e um assento no Legislativo (vereadora Sandra Rosado-PSDB). É muito pouco. E para tentar voltar a ter tamanho além dos limites de Mossoró, precisa desesperadamente vencer o embate de 2020.

Para os seus eventuais adversários, a chamada oposição não-rosado, essa não será uma eleição de vida ou morte.

Será diferente.

É a segunda campanha paroquial que vão ter, nessa nova configuração, após décadas de Rosado x Rosado polarizando no mesmo campo político.

O rosadismo/rosalbismo não tem adversário até o momento, mesmo com profundo desgaste em imagem, números e votos recentes, mas vê fantasmas com rostos disformes em todos os lados. O comportamento é obsessivo.

Compreensível essa inquietação. Pela forma como o grupo começa a ‘perseguir’ esses inimigos, da mídia à política, percebe-se que a patologia está se acentuando perigosamente.

Tática espontânea ou planificada, o fato de na oposição ninguém – à exceção do PCdoB de Gutemberg Dias – se apresentar como pré-candidato, deixa o governismo ainda mais indócil, impaciente e sem saber para onde atirar.

Na dúvida, ataca tudo que se mexa ou possa representar uma ameaça.

Com pesquisas regulares em mãos, o governismo sabe que a qualquer momento pode surgir uma chapa competitiva, capaz de catalizar uma multidão “do contra”: contra os Rosados, contra o rosalbismo, contra o establishment, contra Potiguar e contra o Baraúnas. Do contra.

Em 2016, essa insatisfação já tinha aflorado no pleito municipal, quando do nada surgiu uma multifacetada ala oposicionista. Em 2018 houve visíveis decepções nas urnas. Então, compreensível, que 2020 cause tantos calafrios.

Lá, no próximo ano, os Rosados estarão outra vez misturados porque ficaram fracos, desnutridos. A “união” é paradoxalmente um sinal de debilidade, não de força.

Os fatos, números eleitorais recentes e pesquisas (atuais) que possuem mostram isso. Eles sabem que eu sei que eles sabem. O webleitor menos atento agora também sabe.

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Rosadismo tenta abrir caminho, de novo, com Larissa Rosado

O nome da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) é novamente trabalhado pelo rosadismo, seu grupo, com vistas a uma campanha eleitoral. Dessa feita, o foco aparente é outra vez ser prefeita de Mossoró em 2020.

Mas também há o “Plano B”, que pode ser na verdade o “Plano A”: colocá-la como vice de Rosalba Ciarlini (PP), de quem são aliados recentes, há menos de quatro anos.

Importante lembrarmos: a última vez que Larissa venceu uma eleição faz quase nove anos.

Foi em 2010, quando se reelegeu à Assembleia Legislativa.

De lá para cá, acabou derrotada pela terceira vez na disputa municipal de 2012 e empilhou o quarto insucesso paroquial no pleito suplementar de 2014.

Rosalba, Sandra, Lahyrinho, Larissa em anúncio de apoio à chapa de Rosalba em 4 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)

O agravante veio em duas outras campanhas. Ainda em 2014 e ano passado, não conseguiu novo mandato de deputado estadual.

Nesse espaço de tempo, a ex-deputada ainda se aliou à ferrenha adversária Rosalba Ciarlini (PP), numa ‘união’ que de verdade nunca se consagrou. Boa parte do seu eleitorado já deixou nítida a antipatia ao acerto de ocasião, achatando sua votação.

Em 2014, ela empalmou 24.585 votos (24,35%) à AL em Mossoró; em 2018, não passou de 17.753 votos (15,08%).

Ela, seu grupo, até hoje estão misturados com o rosalbismo. Juntos, não.

São penduricalhos, apêndice apenas. Não dividem espaço e comando com a prefeita Rosalba Ciarlini e seu marido Carlos Augusto Rosado.

Foram cooptados, não agregados.

OS ‘BEM NASCIDOS’

O rosalbismo, nascido da ‘costela’ do grupo Rosado, não é afeito à divisão de poder. Com o rosadismo, em essência, ocorre o mesmo. Uma suposta diarquia (governo exercido por dois soberanos) é algo impensável de um lado e do outro.

Os dois são uma oligarquia, produto da mesma célula-mãe. Fechados, herméticos, ortodoxos na crença da eugenia política, ou seja, plena superioridade em relação a tudo e a todos. São os “bem nascidos”, portanto merecedores do topo.

Nessa cissiparidade (fenômeno biológico da divisão de uma célula), em que ficam claros método e mentalidade, há temor, lado a lado, de cessão de espaços e partilha do despojo político.

Está aí parte da dificuldade em Larissa ser ungida como vice de Rosalba. Impossível, não, que se diga. Pouco provável.

Em 2016, a líder do rosadismo, então ex-deputada federal Sandra Rosado (hoje no PSDB), tentou aboletar o filho e vereador Lahyrinho Rosado (à época no PSB) como vice de Rosalba. Foi vetado. Carlos Augusto considerou ‘pesado demais’ dois Rosados na chapa. “O seu problema já está resolvido em Natal”, asseverou.

Um arranjo político arquitetado em Natal para o então deputado estadual Álvaro Dias (MDB) ser vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) à reeleição (veja AQUI), permitiria a volta de Larissa Rosado à AL (veja AQUI), em face de ser a suplente imediata. A vitória da chapa Carlos-Álvaro era dada como certa. E assim aconteceu.

Para 2020, Rosado e Rosado numa mesma chapa? Pouco provável. Impossível, não, que se diga.

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Rosalbismo pode “bancar” falsa oposição para facilitar vitória

Entre as estratégias estudadas pelo Palácio da Resistência para enfrentar a dura campanha sucessória que o espera, no próximo ano em Mossoró, uma hipótese em maturação é a de fomentar (bancar) outras candidaturas na oposição.

O raciocínio dos atuais inquilinos do poder, o rosalbismo, é bastante lógico. Os cardeais Jules Mazzarino e Richelieu entenderiam, como o também célebre cortesão Nicolau Maquiavel.

Precisa ter um fracionamento e pulverização de chapas na oposição para diluir os votos “do outro lado”.

Como Mossoró não tem segundo turno, a missão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) à reeleição ficaria um pouco menos árdua.

Em 2016, o estratagema foi diferente.

Mesmo diante de um adversário extremamente fragilizado, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD, hoje sem partido), com mais de 74 por cento de reprovação logo no início do ano, o rosalbismo não quis correr risco. Fechou uma coligação com sete partidos e tomou outra medida mais cirúrgica.

Atraiu parentes e adversários históricos liderados pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) e sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), transformando o chamado “rosadismo” em um apêndice/satélite seu. Assim, subtraiu forças da oposição.

Com pesquisas em mãos, o rosalbismo identificou que o grupo de Sandra e Larissa era um estorvo, mas causaria menos prejuízo sob seu tacão do que na fileira adversária, mesmo sem fôlego algum.

Paralelamente, por erro de cálculo, não imaginava que a imberbe chapa Tião Couto (PR, à época no PSDB)-Jorge do Rosário (PR) fosse oferecer maior perigo. Assustou.

Leia também“Efeito Peixoto” pode tornar muito possível vitória de Rosalba;

Leia tambémFátima e Bolsonaro e o peso de cada um nas eleições 2020.

Em 2020, o latifúndio da oposição continuará lá, podendo ser alargado ou retraído, conforme uma série de fatores, como a composição de uma chapa competitiva.

Em suas sequentes pesquisas, o rosalbismo sabe que não é impossível perder as eleições. A avaliação da prefeita e seu governo continua sofrível, além de ter caído bastante (veja AQUI e AQUI) sua aprovação.

Maquinar como superar as dificuldades e garantir o quinto mandato de prefeito da “Rosa”, faz parte da engenharia político-eleitoral do grupo.

A oposição que se cuide e se vire.

Mossoró não é para amadores.

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Grupo Rosado sai destroçado de eleições no primeiro turno

O grupo político-familiar Rosado sai destroçado das eleições em primeiro turno do Rio Grande do Norte em 2018. Os números das urnas reduziram sua força eleitoral até mesmo em sua comuna, Mossoró, onde teve desempenho sofrível.

Reunificado pelo temor de ser engolido no pleito municipal de 2016, após mais de 30 anos de polarização, a “união” dos Rosados por necessidade não foi suficiente para sustentar pelo menos um mandato federal e outro estadual no pleito de 2018.

Rosalba e seus candidatos foram derrotados “em casa”, por adversários quase invisíveis (Foto: arquivo)

A partir de janeiro de 2019, esse clã terá apenas os mandatos de Rosalba Ciarlini Rosado (PP) e da sua prima e vereadora Sandra Rosado (PSDB). Uma volta ao passado em termos de poder, há 70 anos. Em 1948, o sogro de Rosalba – Dix-sept Rosado – era prefeito de Mossoró; Vingt-Rosado, pai de Sandra, vereador. Dix-duit Rosado, irmão de ambos, tinha sido eleito deputado estadual constituinte (1947 a 1951).

Os primos Beto, Larissa e Kadu

Candidato à reeleição à Câmara Federal e apoiado pela prefeita e tia-afim Rosalba Ciarlini, Beto Rosado ficou apenas na primeira suplência da “Coligação 100% RN”, nas eleições deste ano.

Já a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), filha da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado, somou a sua segunda derrota consecutiva à Assembleia Legislativa. Lá está desde 2017, graças a um acordo político engendrado pelo então deputado federal Henrique Alves (MDB).

Outro dissabor eleitoral veio da própria casa da prefeita Rosalba: seu filho Kadu Ciarlini (PP), integrante da chapa ao Governo do RN do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), foi derrotado em Mossoró. Pelo menos vai para o segundo turno, onde existe fio de esperança de conquista eleitoral.

Números

Em Mossoró, Beto Rosado empalmou apenas 16.241 votos (14,79%), o que lhe garantiu o primeiro lugar – mas não a reeleição. Trabalhava para obter 30 mil no município. Em 2014, quando se elegeu, obtivera 15.321 (15.37%) e ficara atrás de Sandra Rosado (então no PSB), que somou 18.271 (18,33%) àquela ocasião, não se reelegendo.

No estado, Beto alcançou 71.092 (4,42%). Em 2014, eleito, 64.445 (4,08%).

Quando à Larissa, a queda foi abissal. Também foi primeira colocada em Mossoró, mas atrofiou bastante. Teve 17.753 (15,08%) este ano. Em 2014, ela chegou a 24.585 (24,35%).

No cômputo geral no estado, a deputada amealhou 25.909 (1,54%). Em 2014, a parlamentar tinha somado 32.876 (1,98%).

Chapa da “Rosa” perde para adversária sem palanque

O caso mais representativo da desnutrição de poder dos Rosados, que por anos se dividiu nos neologismos “rosalbismo” (de Rosalba) e “rosadismo” (sob comando de Sandra), é a contenda ao governo estadual.

A chapa Carlos Eduardo Alves-Kadu Ciarlini foi derrotada por Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB) em Mossoró, mesmo com avassaladora força da estrutura do município e o capital político da “Rosa”. Importante ser destacado, que Fátima-Antenor não teve sequer um palanque representativo e escassas vezes “passou” pela cidade no primeiro turno.

Mesmo assim, venceu o pleito local com 46.634 (43,02%). Carlos-Kadu totalizou 37.243 (34,36%). Maioria de 9,391 votos (8,66%). O estrago foi até ameno, que se diga. Não fosse o intenso trabalho do governismo municipal na periferia e zona rural, seria bem pior.

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Antirrosalbismo ganha corpo numa campanha de “exclusão”

“(…) É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem”. Belchior, Como Nossos Pais.

Encorpa-se em Mossoró um espontâneo e crescente movimento que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) com o carisma pessoal, militância, mídia amestrada e a máquina pública não está conseguindo refrear: o antirrosalbismo. A angústia aparece em seu rosto crispado e em palavras cada dia mais amargas e raivosas (veja vídeo ao final desta postagem).

É importante que fique sublinhado: esse fenômeno não é artificial, repentino ou circunstancial. Não é “coisa de adversário”, tão somente. A própria “mistura” ou “união” da família Rosado nas eleições de 2016 deixou patente essa agonia, que recrudesce nesse momento, dois anos depois.

São sinais que há muitos se formam para espelhar um diagnóstico que não tem como ser escamoteado: aproxima-se o fim de um ciclo.

Rosalba discursa no Sítio Cantópolis para um público com poucos jovens e repetindo retórica surrada (Foto: cedida)

Ao se amontoarem no mesmo palanque, após cerca de 30 anos de beligerância e acordos tácitos, os Rosados deram uma demonstração de fraqueza em vez de materializarem ampliação de força.

Antes, rachavam a cidade ao meio para ficarem com o todo. Hoje, são parte de uma porção em atrofia.

A vitória de Rosalba nas urnas em 2016, ao lado da prima, ex-deputada e ex-adversária Sandra Rosado (PSDB), representou uma tentativa de resistência e manutenção de um protagonismo que pode mudar de mãos, lado e tendência em breve.

Vexame

Ela e seu grupo talvez amarguem um vexame homérico em 2018. Todas as pesquisas já divulgadas e outras tantas de consumo interno apontam para um grande embaraço paroquial: a chapa ao governo encabeçada por Carlos Eduardo Alves (PDT), com seu filho Kadu Ciarlini (PP) a vice, está longe de ganhar o pleito “em casa”.

Caminha para perder para a petista Fátima Bezerra, que sequer tem palanque e apoios expressivos em Mossoró.

Porém é importante frisarmos, que o papel da “oposição” nesse cenário não compreende o sentido político-partidário da palavra, mas sua essência etimológica, derivada do latim. Temos uma onda de contrariedade e incompatibilidade catalisando a sociedade.

O governo parece paralisado, incapaz de funcionar com o minimo de eficiência e ninguém inspira um pingo de confiança. A própria conjuntura nacional dá sua parcela de contribuição a esse inferno astral.

Há uma massa cada dia mais indócil, questionadora e capaz de fazer sua própria revolução por segundos e bites, diante da tela de um smartphone/tablet/computador. Essa é a oposição que asfixia Rosalba e o rosalbismo. Sem sigla, sem rosto, sem líderes, inorgânica e avassaladora. Talvez, incontrolável. Capaz de votar contra, para deixar claro que não é a favor. Não por outra opção, mas para exclusão.

O perigo da oposição social

Em 11 de abril de 2017 antecipávamos esse quadro para 2018 e alertávamos a própria prefeita, ao postarmos a matéria O perigo da “oposição social” que ronda Rosalba Ciarlini. “O problema que ganha corpo de forma lenta, gradual e expressiva é a “oposição social”, muito mais letal do que a político-partidária. É a voz das ruas”, assinalamos.

Rosalba e cia. enfrentam em seu reduzido espaço geopolítico de influência (Mossoró), um ranço parecido com o espectro do antipetismo nacional. Guardam certas semelhanças, mas com algumas peculiaridades próprias.

Pesquisas dizem que a base antirrosalbista borbulha nas classes médias, avança entre emergentes e passou a germinar em cinturões de pobreza, como no antes intocável “Santontõe” (vício de linguagem para o bairro Santo Antônio), tido como o “Canteiro da Rosa” (veja AQUI em nota na última Coluna do Herzog desta página).

O grupo e seus seguidores envelheceram; as ideias e métodos dos seus líderes, mais ainda. Não conseguem fazer uma leitura eficiente desses novos tempos, teimam em não se adaptar e acreditam que a repetição do que “sempre deu certo” dará certo sempre. Pecado mortal. Não está dando mais certo. 

Paralelamente, pela primeira vez desde os anos 70, época do bipartidarismo consentido entre Arena x MDB, os Rosados enfrentam uma oposição partidária com o mínimo de organização, quadros e disposição de luta. Seus principais atores pegam o vácuo deixado pela banda de Sandra Rosado, depois que ela virou neorosalbista.

Como não se modernizaram, não se reciclaram, não se oxigenaram e não têm mais o poder de controlar quase tudo nesse espaço, do juiz ao gari, Rosalba e seu rosalbismo entram em parafuso.

“O novo sempre vem”, escreveu o compositor cearense Belchior.

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Sandra Rosado emplaca mais um cargo no primeiro escalão

Almeida: Administração (Foto: Eduardo Mendonça)

Como o Blog Carlos Santos antecipou nominalmente em duas postagens recentes (veja AQUI e AQUI), o grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB) assegurou mais um cargo no primeiro escalão da Prefeitura Municipal de Mossoró. Foi uma das exigências para que ela desistisse de uma candidatura à Câmara Federal.

O professor Pedro Almeida Duarte, é o novo titular nomeado para a Administração e Recursos Humanos do governo Rosalba Ciarlini (PP). Ele é ex-secretário municipal e do Estado do RN, além de antigo seguidor do rosadismo.

Erbênia Rosado acumulava o cargo cumulativamente com a pasta de Finanças.

No início da gestão de Rosalba, Pedro era “nome certo” para o secretariado, mas sobrou – gerando um dos primeiros desentendimentos entre os grupos de Rosalba e de Sandra, que se juntaram politicamente em 2016, após cerca de 30 anos de racha político e vários embates eleitorais.

O rosadismo agora tem Pedro Almeida e o ex-vereador Lahyrinho Rosado (PSDB) no secretariado municipal.

Lahyrinho é titular da pasta do Desenvolvimento Econômico.

Leia também: Primas garantem junção familiar e apoio à chapa Carlos-Kadu.

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Rosadismo quer duas secretarias; uma é para Lahyrinho

O rosadismo quer duas secretarias no Governo Rosalba Ciarlini (PP), em Mossoró.

Até aqui, ninguém que represente o grupo foi anunciado oficialmente.

Mas através da imprensa em Natal, a vereadora eleita e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) já mandou recado hoje. E chegou rápido, que se diga.

Ela deixou claro que uma secretaria é para seu filho Lahyrinho Rosado (PSB), que concluirá mandato de vereador no dia 31 próximo.

O “anúncio” foi hoje através do blog de Heitor Gregório:

– Ele ajudou muito na campanha de Rosalba – justificou ela.

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