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Após ‘uma vida’ com rosalbismo, comunicador migra para outro prefixo

Do Blog Regy Carte

Agenor Melo, uma voz representativa do rosalbismo, busca novos ares (Foto: redes sociais)
Agenor Melo, uma voz representativa do rosalbismo, busca novos ares (Foto: redes sociais)

O radialista Agenor Melo, após quase vinte anos de Rede Potiguar de Comunicação (RPC-AM), estreará em novo prefixo: FM 93.7 – do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB).

A partir de 2 de janeiro, comandará o programa FM 7 Horas, um dos mais populares da grade da emissora.

Nota do Canal BCS – Sucesso ao Agenor, que tirando todos os defeitos é gente boa.

Há esvaziamento continuado e acelerado da estrutura e militância do rosalbismo, com a trilha de insucessos nas urnas desde 2018.

A partir de 2023, com fim do mandato do deputado federal Beto Rosado (PP), não lhe sobrará qualquer representatividade popular institucional. Porém, antes disso, o grupo começou desmobilização, deixando muita gente à deriva, ilhada ou sem acesso mínimo a seus líderes.

Parece que jogaram mesmo a toalha.

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Agora, só sobrou Larissa Rosado, mesmo minada pelo rosalbismo

Que ironia do destino e das urnas, hein!? A vereadora Larissa Rosado (União Brasil), candidata outra vez sem êxito à Assembleia Legislativa do RN, será o único mandato eletivo do clã Rosado a partir do próximo ano.

Larissa é vereadora, enquanto o rosalbismo, depois do fogo amigo de 2018 e 2020, ficou sem nenhum (Foto: reprodução/2022)
Larissa é vereadora, enquanto o rosalbismo, depois do fogo amigo de 2018 e 2020, ficou sem nenhum (Foto: reprodução/2022)

Ninguém mais.

A outra banda política da família, denominada de rosalbismo, trabalhou para de novo minar seus votos – assim como o fez nas eleições estaduais em 2018 e nas municipais de 2020. Mas, acabou não elegendo ninguém também.

Na medida em que buscou – e não conseguiu – a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP), o rosalbismo investiu na postulação do ex-prefeito de Governador Dix-sept Rosado Anax Vale (União Brasil), para suplantar Larissa.

Dr. Anax sequer teve seus votos contabilizados oficialmente: 16.821. Seguem sub judice. Larissa estacionou na quarta suplência com 10.665 votos.

Acordo quebrado em 2018

Na campanha de 2018, “unidos”, os dois grupos Rosados em tese teriam Larissa como única candidata à Assembleia Legislativa. O acordo foi esse, inclusive para que a então vereadora à época, ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB, hoje no União Brasil), desistisse de ser candidata à Câmara dos Deputados, apoiando Beto.

Rosalba recebeu Nina, quebrando acordo com Larissa e Sandra Rosado (Foto: arquivo; 24 de agosto de 2018)
Rosalba recebeu Nina, quebrando acordo com Larissa e Sandra Rosado (Foto: arquivo; 24 de agosto de 2018)

Contudo, o rosalbismo chegou ao acinte de trazer a vereadora natalense Nina Souza (PDT) para sua meca política, o Sítio Cantópolis, apresentando-a como outro nome à Assembleia Legislativa. A própria Larissa estava presente.

Ela e seu grupo estrilaram (veja detalhes AQUI), lembrando que os candidatos da terra é que conheciam a realidade local. Mesmo assim, Nina ainda fez campanha na cidade e zona rural àquela campanha, sob o manto do rosalbismo. Obteve 554 votos, enquanto Larissa somou 17.753 em Mossoró.

Pleito municipal

Na campanha municipal de 2020, Larissa esteve a ponto de perder a vereança que almejava, substituindo a mãe Sandra. Outra vez sentiu na pele o fogo familiar. O rosalbismo apostou todas as fichas na eleição da então vereadora Aline Couto (PSDB) para superar Larissa.

A ex-deputada foi salva por um lapso de sorte capitalizando-se com 2.516 votos. Com a desistência de Emílio Ferreira (PP) da tentativa de reeleição à Câmara Municipal, boa parte dos apoios dele migraram para Larissa, na intermediação de um assessor do vereador. Foi por pouco. Muito pouco mesmo.

Agora, realmente só sobrou Larissa.

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Ex-prefeita e seu grupo apostam em dois candidatos a estadual

O rosalbismo trabalha em duas frentes com dobradinhas para fortalecer a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP) em Mossoró e região.

Rosalba (de blusa rósea) e Jorge (de verde) estiveram promovendo reunião no Sumaré domingo (Foto: divulgação)
Rosalba (de blusa rósea) e Jorge (de verde) estiveram promovendo reunião no Sumaré domingo (Foto: divulgação)

Além de Anax Vale (União Brasil) – veja AQUI, ex-prefeito de Governador Dix-sept Rosado, o grupo aposta também no empresário e ex-candidato a vice-prefeito local Jorge do Rosário (Avante). Os dois concorrem à Assembleia Legislativa no mesmo espaço geopolítico.

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) desdobra-se em reuniões na periferia e zona rural, para possibilitar o maior engajamento possível na campanha de Beto, que é uma questão de vida ou morte para o grupo.

A divisão de apoios é inédita no rosalbismo. Sempre houve aposta num único candidato a deputado estadual. Em 1998, por exemplo, estimulou o então vereador e presidente da Câmara Municipal Vicente Rêgo a ser candidato “único”. Porém, à porta das convenções partidárias Rosalba fincou pé e lançou a irmã Ruth, deixando o vereador inviabilizado.

Em 2018, Beto Rosado somou 16.241 em Mossoró. Porém, Rosalba era prefeita. Agora, numa realidade diferente, tenta-se impedir ao máximo uma queda abissal desse patamar de votos. Paralelamente, há grosso investimento em diversos municípios. Nas eleições passadas, o parlamentar somou 71.019 votos no estado. Depois de Mossoró, Caraúbas foi quem mais destinou votos a ele com 3.263, seguido de Portalegre com 2.067 votos.

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Campanha faz dos Rosados coadjuvantes em sua própria terra

As movimentações políticas de rua no fim de semana, em Mossoró, mostraram nova realidade que quebra um ciclo de mais de sete décadas no município: o fim do protagonismo do clã Rosado em sua própria terra.Sombras, passado, espectro

Na sexta-feira (2) ruas e avenidas da cidade foram tomadas por carreata comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT) – veja AQUI, candidata à reeleição. Já no sábado (3), o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI, puxou outra ainda mais expressiva, com seus nomes no pleito deste ano: Jadson (Solidariedade), nome a estadual; lawrence Amorim (Solidariedade), federal; Rogério Marinho (PL), Senado; e Fábio Dantas (Solidariedade), candidato ao governo.

Na sexta-feira, a banda Rosado comandada pela candidata à Câmara dos Deputados, Sandra Rosado (União Brasil), foi coadjuvante na movimentação de Fátima. Acomodou-se como apoiadora.

O grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), nem isso. Apenas assistiu de longe as duas mobilizações.

Com duas semanas de campanha, em prol de seus candidatos a deputado estadual e federal, Anax Vale (União Brasil) e deputado federal Beto Rosado (PP), que tenta a reeleição, o sistema da ex-prefeita é quase invisível: aposta em redes sociais, pequenas reuniões segmentadas e recruta pessoal para propaganda de rua e catequese nos bairros e zona rural, casa a casa.

Os tempos são outros. E a luta é por sobrevivência ou subsistência política.

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Major Brilhante pode ser o Paulo Wagner na vida de Beto Rosado

Major Brilhante já aparece à frente de Beto e pode repetir Paulo Wagner (Fotomontagem Canal BCS)
Major Brilhante já aparece à frente de Beto e pode repetir Paulo Wagner (Fotomontagem Canal BCS)

Na caudalosa série de pesquisas eleitorais que povoa a imprensa e redes sociais do RN, para alegria ou contrariedade de muitos, o nome de um oficial da Polícia Militar do RN, Inácio Brilhante de Araújo Filho, o “Major Brilhante”, aparece em continuada ascensão. Passou a ser comum sua aparição entre os mais lembrados à Câmara Federal.

Inscrito no Progressistas para fazer ‘esteira’ ao deputado federal mossoroense Beto Rosado, Major Brilhante pode ser mais do que isso e fugir ao script estabelecido pelo parlamentar, que comanda o partido. Duvidar, quem há de? Bom não.

Em algumas pesquisas, Brilhante já desponta à frente de Beto Rosado (veja AQUI). Ainda não se pode falar em tendência, mas com certeza é um sinalizador de preocupação para o deputado e seu grupo, o rosalbismo, que luta desesperadamente à manutenção de seu mandato, único após perda da Prefeitura de Mossoró.

Major Brilhante pode ser mais um daqueles fenômenos eleitorais nascidos do nada e, teoricamente, tratado como alguém a cumprir papel de coadjuvante, que acaba saltando ao estrelado. Ou seja, à eleição.

Para quem não lembra, o RN tem um exemplo bem marcante desse tipo de engenharia política planificada por Beto e o rosalbismo, que acabou dando errado. Em 2010, o vereador, apresentador de televisão e radialista Paulo Wagner, natural de Areia Branca, foi convocado pela então prefeita natalense Micarla de Sousa (PV) para ser esteira de sua irmã, Rosy de Sousa, em chapa à Câmara dos Deputados.

Contas erradas

Estava tudo certo, arrumado, pronto e definido. Âncora de programa de grande audiência na TV Ponta Negra, que o projetava como figura cômica e muito popular, Wagner aceitou a missão de forma despretensiosa. Era mais uma tarefa profissional do que política, que lhe era entregue pela ‘patroa’ (Micarla é uma das sócias da TV até hoje).

As contas dela acabaram dando errado. Paulo Wagner foi eleito com 55.085 votos e Rosy ficou na primeira suplência com 32.341 votos. Ela só experimentou um gostinho de ser parlamentar com afastamento de Paulo Wagner no fim do mandato, por problemas de saúde.

O agravante para Micarla na mesma eleição, é que igual fórmula ela tentou para deputado estadual com o então marido Miguel Weber (PV). Ele não se elegeu.

Beto e seu grupo já estão ressabiados, para não serem a nova versão do ‘efeito Paulo Wagner’. Se tudo der certo, contudo, como o esquadrinhado, o major é quem será seu principal ‘eleitor’.

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Reeleição de Beto Rosado é um tudo ou nada

Veja trecho de bate-papo no programa PodFalar da Super TV, nessa última quarta-feira (10), às 20h.

A conversa agradável demais com o jornalista Saulo Vale e o Advogado Jailton Magalhães, âncoras do programa, teve vários assuntos em pauta, da vida pessoal à política, além da atividade jornalística.

Nesse trecho, eu falo sobre importância para o rosalbismo da reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP).

E também rabisco reflexão sobre os ciclos da vida.

Espaço para falar do entendimento pessoal de que preciso “estirar o tapete” para o novo e valorosos talentos do jornalismo.

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Senado gera impasse para anúncio do rosalbismo em favor de Fátima

Faltam pequenos detalhes para a ex-senadora, ex-governadora e ex-prefeita de Mossoró quatro vezes Rosalba Ciarlini (PP) anunciar publicamente o que está fechado há tempos: o apoio seu e de seu grupo ao projeto de reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT).

Chegada da "Rosa" ao Governo de Fátima Bezerra é muito mais do que você imagina (Foto: arquivo 2018)
Chegada da “Rosa” ao Governo de Fátima Bezerra é muito mais do que você imagina (Foto: arquivo 2018)

O impasse está na extensão desse reforço. A governadora Fátima espera também do rosalbismo o vínculo à candidatura ao Senado do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), a quem Rosalba apoiou em 2018 contra a própria petista.

O deputado federal Beto Rosado (Progressista), sobrinho-afim da “Rosa”, não quer se desvincular da candidatura do ex-ministro Rogério Marinho (PL).

A mudança de vez e completa para a sombra de Fátima Bezerra e do PT é uma alteração muito radical, à sua vista, podendo causar sérios danos à sua tentativa de reeleição.

Rosalbismo já apoiou Fátima

Em 2014, vale lembrar, Rosalba era governadora do Estado e avaliada como a pior gestão do país, mas em Mossoró mobilizou suas forças para eleição de Fátima Bezerra ao Senado (veja AQUI), anunciando que era sua candidata no dia 29 de setembro daquele ano. “Para senado eu decidi pela educação. Pelo desenvolvimento dos jovens do RN. Por isso voto em Fátima Bezerra (PT),” justificou.

Portanto, a união de ambas agora, não deve causar estranheza. Não faltam afinidades, pasme.

Na pré-campanha, Rosalba esteve a ponto de se filiar ao PV e compor federação partidária comandada pelo PT e ainda composta pelo PCdoB. Acabou não avançando a ideia, devido o desgaste com a versão corrente de que o petismo a protegeu na CPI da Arena das Dunas, poupando-a até mesmo de ser convocada para prestar depoimento.

No dia 29 de setembro de 2014, Rosalba anunciava seu apoio á Fátima (Foto: redes sociais)
No dia 29 de setembro de 2014, Rosalba anunciava seu apoio à Fátima (Foto: arquivo do Canal BCS)

Leia também: As razões de Rosalba para apoiar a ‘companheira’ Fátima (30/09/2014).

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Progressistas faz convenção, mas começará campanha sob tensão

O Partido Progressistas (PP) realizou sua Convenção Estadual nesse domingo (24), na sede do América, em Natal. Chapa à Câmara Federal. Partido não formou chapa à Assembleia Legislativa nem participa com nomes disputa ao Governo do RN e Senado. Candidatos estão liberados à escolha de apoios.

PP fez convenção no América em Natal nesse domingo (Foto: divulgação)
PP fez convenção no América em Natal nesse domingo (Foto: divulgação)

A nominata à Câmara Federal é ess: Beto Rosado, nome à reeleição; do ex-vereador de Natal, Cícero Martins; do influenciador digital de Caicó, Jerônimo do Sertão; de dentista Karla Veruska, do candidato Kerinho de São José de Mipibu; da seridoense Mara Costa; do ex-prefeito de Currais Novos, Zé Lins; e dos policiais militares Major Brilhante e Sgt Cláudia. Durante a convenção, todos os candidatos oficializados tiveram seu momento para se apresentar, falar sobre propostas e agradecer o apoio dos presentes.

A convenção contou com a presença da ex-governadora, ex-senadora e ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini, ex-deputado federal Betinho Rosado, do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado e da ex-titular da Cultura do RN e de Mossoró Isaura Amélia Rosado.

Reeleição

O Progressista do RN entra na campanha sob tensão. Vai para um tudo ou nada, com o grupo que o controla, o rosalbismo.

Aposta todas suas fichas na tentativa de reeleição de Beto Rosado (único cargo eletivo de seu grupo). Contudo, foi obrigado pela Executiva Nacional (veja e entenda AQUI) a coligar-se com o Solidariedade na chapa ao Governo do RN, encabeçada pelo ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade).

O sistema político de Beto foi derrotado nas eleições municipais pelo Solidariedade, do prefeito eleito Allyson Bezerra. São antagônicos, o que é óbvio demais.

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Governadora segue receita de ‘bolo’ de Lula em Mossoró

A governadora Fátima Bezerra está com um arco multifacetado e amplo de apoios à sua reeleição em Mossoró. De quase tudo, um pouco. Receita de ‘bolo’ do companheiro Lula (PT), ex-presidente da República.

À saída de evento na CDL-Mossoró, dia passado, Fátima possa com alguns aliados locais (Foto: redes sociais)
À saída de evento na CDL-Mossoró, dia passado, Fátima possa com alguns aliados locais (Foto: redes sociais)

Mantém sua base partidária e legendas agregadas como o PCdoB e PSB do vereador Pablo Aires.

Recebeu de braços abertos o vice-prefeito neo-oposicionista Fernandinho das Padarias (Republicanos).

Alguns vereadores rompidos com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) já batem ponto em programação da governadora.

Teve garantia há poucas semanas de apoio do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (União Brasil) e de sua filha, vereadora Larissa Rosado (União Brasil).

Rosalbismo não está descartado

Não está descartada – ainda – a hipótese do rosalbismo lhe mandar aquele abraço nas urnas, como na campanha ao Senado em 2014, quando a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) pediu voto para ela: “Para senado eu decidi pela educação. Pelo desenvolvimento dos jovens do RN. Por isso voto em Fátima Bezerra,” proclamou Rosalba no dia 29 de setembro de 2014.

Há poucas semanas, Rosalba esteve a ponto de se filiar ao Partido Verde (PV), para compor federação partidária encabeçada pelo PT de Fátima. Conversou com a própria Fátima Bezerra em Natal. Ficou a janela aberta para o diálogo.

Até o momento, não tem ninguém fazendo oposição à governadora em Mossoró. Leia o que postamos no dia 31 de dezembro do ano passado sobre o assunto: Fátima caminha para vitória certa e ampliada em Mossoró.

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Sem segurança à candidatura, Rosalba caminha à outra aposta

Mergulhada após fim do prazo para mudança partidária, a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) dá sinais de que não deva concorrer à Assembleia Legislativa. Essa é uma hipótese cada dia mais presente.

Rosalba não se viabilizou no grupo de Fátima Bezerra e teve restrição no PSDB, mas Jorge está em nominata viável (Fotomontagem Portal do Oeste/2020)
Rosalba não se viabilizou no grupo de Fátima Bezerra e teve restrição no PSDB, mas Jorge está em nominata viável (Fotomontagem Portal do Oeste/2020)

No seu partido, é atrofiada a possibilidade de se montar uma nominata que permita sua eleição, além do custo financeiro exponencial para esse fim. Ser candidata para perder é um risco que seu grupo não quer correr minimamente. O tombo do pleito municipal de 2020 ainda lhe deixa zonza.

A prioridade é mesmo reeleger o sobrinho-afim Beto Rosado (PP).

Mas, a faixa de deputado estadual tem uma alternativa que ganha corpo: aposta no empresário e seu ex-candidato a vice-prefeito em 2020, Jorge do Rosário (Avante).

Está cada dia mais evidente a dobradinha Beto-Jorge, federal-estadual, sob as bençãos da “Rosa”.

Rosalba não se viabilizou na federação partidária (PT-PCdoB-PV) que vai ser formada, apoiando projeto de reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). Tentar, tentou. Chegou a ser recebida pela governadora no mês passado e a costura por pouco não avançou.

Contudo, houve temor do petismo de ela levar uma vaga e do desgaste de imagem governista, devido o estranho fim da CPI da Arena das Dunas, onde a ex-prefeita e ex-governadora era suspeitíssima e implicada, mas sequer foi ouvida. Elementar, meu caro Watson!

Nossa página assinalou ainda ano passado que tinha caroço nesse angu (veja AQUI). No alvo, com a precisão de um sniper!

Estagnação

Também sofreu restrição do chapão do PSDB. Por lá, os 12 deputados já estão devidamente tensos e em luta interna à reeleição e não querem mais problemas. Rodou, rodou e parou onde já estava: no PP, o Progressistas. Entretanto, Jorge está em nominata viável no Avante e intercomunicando-se em dobradinha com Beto Rosado. Bom para os dois.

O rosalbismo estagnou e começa a definhar, sem ter feito sucessor familiar, como é da tradição oligarca-raiz mossoroense. Jorge pode ser a aposta em meio a enormes perdas eleitorais, de espaço político e desnutrição da estrutura do grupo.

Ele passeou pela oposição como candidato a vice-prefeito em 2016, como um antioligarca de pouca convicção, mas se reencontrou nesse sistema em 2020, como vice da então prefeita mossoroense. Não é estranho lá. Está no ninho onde de fato foi chocado politicamente ao longo de muitos anos.

Leia também: Rosalba para salvar Beto admite até não ser candidata (1º/04/2022);

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Beto Rosado monta nominata recorrendo de novo a “Kerinho”

O deputado federal Beto Rosado (PP-Progressistas) anunciou nesse domingo a nominata do seu partido para disputa de vaga à Câmara dos dos Deputados.

"Kerinho" (camisa listrada), de novo na soma de Beto (centro) na luta por reeleição (Foto: redes sociais)
“Kerinho” (camisa listrada), de novo na soma de Beto (centro) na luta por reeleição (Foto: redes sociais)

Tentará a reeleição na própria legenda com pessoas conhecidas publicamente, com vivência em política e estreantes.

Chama a atenção, entretanto, o nome de Kericlis Alves Ribeiro – “Kerinho”, ex-PDT. Ele foi pivô da discussão político-eleitoral e judicial que mantém até hoje o parlamentar mossoroense no mandato, graças a decisão ‘provisória’ da Justiça Eleitoral (veja série de matérias AQUI).

No anúncio dos vitoriosos após o pleito de outubro daquele ano, Beto não apareceu, mas sim o então deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Kerinho estaria em situação política irregular na Coligação 100% RN, a mesma de Beto Rosado. Porém, seus votos a deputado federal – 8.990 – acabaram sendo contados, favorecendo o político de Mossoró.

Em redes sociais, Beto Rosado apresentou quem estará em sua chapa, para colaborar à sua reeleição: “Mara Costa, Kerinho, Major Brilhante, Jerônimo do Sertão, Karla Veruska, José Lins e Vavá. Uma representação forte de todas as regiões. Vamos juntos fazer o Rio Grande do Norte cada vez mais forte!”, disse.

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Rosalba e Beto seguem com dificuldades para viabilização eleitoral

Rosalba e Beto já tiveram dificuldades de montar nominata para vereador, com ela prefeita, em 2020 (Foto: 02/04/20-arquivo)
Rosalba e Beto já tiveram dificuldades de montar nominata para vereador, com ela prefeita, em 2020 (Foto: 02/04/20-arquivo)

O rosalbismo segue sua angústia por formação de nominatas que viabilizem a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP) e a eleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Até ontem à noite, a via crucis continuava.

Existe até a possibilidade de abandonarem o Progresssitas nesse projeto. Caminho pode ser a ex-prefeita no PSDB. Ou não.

Ela prometeu comparecer nessa quinta-feira (31) – veja AQUI – a evento de filiação dos tucanos em Natal, sob o comando do presidente Ezequiel Ferreira, deputado presidente da Assembleia Legislativa do RN.

Rumos diferentes

Já Beto tenta atrair alguns nomes para o próprio partido e estuda outro caminho. O chapão que se forma no PL é possibilidade, a princípio, descartada.

À mesa há a hipótese crescente de que cada um siga em legendas diferentes, pro tudo ou nada.

Também em discussão, recuo de postulação de Rosalba a deputado estadual, para concentração de forças na reeleição do seu sobrinho-afim.

Não está fácil. Em 2020, na campanha municipal, houve avant-première (pré-estreia) quando o Progressistas não conseguiu preencher a nominata com 35 nomes a vereador em Mossoró, mesmo Rosalba sendo prefeita. Só foram oficializados 15 candidatos.

Ô luta medonha!

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Carlos Augusto Rosado dá suporte à ‘nova oposição’

Carlos Augusto tem dois interesses urgentes, vendo na 'nova oposição' a chave de resolução (Foto: reprodução/arquivo)
Carlos Augusto tem dois interesses urgentes, vendo na ‘nova oposição’ a chave de resolução (Foto: reprodução/arquivo)

Do Blog da Chris

O ex-todo-poderoso prefeito de fato de Mossoró Carlos Augusto Rosado resolveu agir e agir rápido nas sombras, onde é realmente um mestre. Passou a dar suporte a novos oposicionistas na Câmara Municipal de Mossoró.

Carlos tem auxiliares de confiança assessorando alguns vereadores com dois objetivos bem claros.

Primeiro – Profissionalizar a oposição ao prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), aquele mesmo que sua mulher e então prefeita de direito de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), menosprezou com o apelido de “Menino pobrezinho”, na campanha de 2020.

Segundo – Somar votos para garantir aprovação de contas da ex-prefeita no legislativo, o que só será possível com votos unidos da oposição original e o chamado G6, ex-governistas, que estão no bloco “Diálogo e Respeito”.

Com um ano delicado como esse, é compreensível que Carlos vá mesmo para o tudo ou nada.

Perdido por um, perdido por mil.

Nota do Canal BCS – Ah, tá! Agora entendi, entendi…

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Beto e Rosalba procuram uma janela para o céu

desespero, fuga, janela, aviãoO deputado federal Beto Rosado (Progressistas) está a caminho de outra legenda.

A ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini e sua tia-afim, do mesmo partido, também.

No Progressistas (PP), eles não conseguem alavancar a montagem de nominatas a deputados federal e estadual, mesmo com a sigla nas mãos.

Ninguém, praticamente ninguém, topa ser ‘esteira’ à tentativa de reeleição dele e de eleição dela à Assembleia Legislativa do RN.

Qual a saída?

O PSDB do deputado estadual Ezequiel Ferreira, que também preside a AL, é a mais forte opção hoje. O PL do deputado federal João Maia, idem.

Porém, a maior tendência mesmo é que apenas Rosalba desembarque no PSDB. Beto pode ir para outra sigla. O PL, por exemplo.

Só lembrando que o tempo urge e ruge:  termina dia 1º de abril o prazo para a chamada “janela partidária”, para saltar de uma legenda para outra.

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Rogério visita prefeito de Mossoró, mas não é convincente

Marinho: outra postura (Foto: Marcelo Camargo/arquivo)
Marinho: outra postura (Foto: Marcelo Camargo/arquivo)

O ministro da Integração Regional Rogério Marinho (PL) esteve no Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, nesta quinta-feira (3).

Indócil e arredio a contatos com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) durante todo o ano passado, quando priorizou alinhamento com o grupo rosalbista, Marinho tenta escrever outra história. Quer passar uma borracha e tê-lo como aliado.

Pré-candidato ao Senado, Rogério Marinho sonha com apoio do prefeito à sua postulação, depois que o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), desistiu de concorrer com ele à indicação.

Até aqui, Rogério Marinho não foi convincente.

O compromisso do prefeito era com Fábio Faria, em função do papel que passou a exercer no Planalto, intermediando e carreando recursos milionários para obras, insumos e serviços pro município (veja AQUI).

Sem Fábio no páreo, Allyson não tem qualquer compromisso ao Senado.

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Carlos Augusto trabalha aprovação de contas de Rosalba

Calculadora, dinheiro, soma, contas, comércioDepois de conseguir se livrar do faz de conta da CPI da Arena das Dunas na Assembleia Legislativa, onde sequer foi ouvida, graças a tratativas insondáveis e inconfessáveis de bastidores, a ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) tem outra tarefa hercúlea pela frente.

Trabalha para aprovação de contas de sua última gestão. Processo passará obrigatoriamente pela Câmara Municipal.

A operação começou cedo e está bem avançada, inclusive em relação a vereadores governistas.

O líder do grupo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, sabe que existem muitas situações delicadas que podem comprometer o futuro político de sua mulher.

Francisco José Júnior

Em toda sua história, a Câmara Municipal de Mossoró só reprovou as contas de um ex-prefeito: Francisco José Júnior. O fato ocorreu dia 19 de fevereiro de 2020, ano eleitoral – veja AQUI.

O rosalbismo precisava desse “troféu” (entenda AQUI) para levar à campanha municipal e trabalhou a reprovação com sua maioria parlamentar. Para o ex-prefeito, tudo não passou de “uma manobra política” (veja AQUI).

Leia também sobre aspectos legais dessa decisão AQUI e AQUI.

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O grande feito de um comandante e um time escalado para vencer

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL) divulgou no dia 23 de dezembro passado uma pesquisa administrativa com várias avaliações sobre gestões públicas federal, estadual e local. Entre os números, a “aprovação” do governo municipal de Allyson Bezerra (Solidariedade) com 73,8% (veja AQUI) – segundo números do Instituto TS2.

Sem dúvidas, um feito. Sobretudo por ser o primeiro ano de uma gestão que não teve direito a transição de poder, formada por uma equipe sem vivência na municipalidade e comandada por um jovem eleito aos 28 anos: o prefeito Allyson.

Prefeito e equipe encerram apresentação de realizações de governo em 2021 (Foto: 21/12/2021/Web)
Prefeito e equipe encerram apresentação de realizações de governo em 2021 (Foto: 21/12/2021/Web)

O êxito exponencial do primeiro ano desse time é algo surpreendente. Contraria as ‘cassandras’ da oposição que previam, torciam e prepararam a máquina pública para implodir em poucas semanas. A bomba-relógio foi desarmada a tempo.

O novo baque político dos adversários é equivalente ao resultado das urnas de 2020. É a segunda e mais retumbante derrota do rosalbismo, seus próceres e apêndices.

Para os donos do poder – há décadas – foi uma hecatombe perder eleições ‘certas’. Porém, perceber um ano depois que o governo sucessor funciona, tem aprovação popular maciça e traciona com robustez para o segundo ano, é de causar calafrios. A tentativa de sabotagem vai continuar, com ações ‘endógenas’ e ‘exógenas’, como diria um especialista em biologia.

Sob outra ótica, a administrativa, e não tão somente a política, o nome que aparece em relevo (com justiça) nessa façanha de plena superação em 2021, é do prefeito Allyson Bezerra. Figura emergente na política local e do RN, até 2018, ele era um desconhecido em sua própria casa – Mossoró. Um invisível como tantos outros milhares de cidadãos.

Contudo, o elenco de auxiliares que formou para acompanhá-lo na missão hercúlea de botar nos trilhos uma máquina desgovernada, diz muito sobre esse sucesso, que é o seu sucesso. Compreensível.

Escalou gente de matizes ideológicos distintos, da direita à esquerda, indo buscá-la sobretudo na inteligência universitária local. Moveu peças, reordenou posições, distribuiu tarefas, cobrou resultados. E todos sabem: ninguém é ‘imexível’ ou ganhou passaporte para passar quatro anos na administração. Com certeza, não nomeou qualquer pessoa que não tivesse força para exonerar, regra geral para quem governa.

Um detalhe: Allyson é quem realmente governa. Não tem tutores, “prefeito de fato” ou eminências pardas por trás da cortina ou na sala contígua ao gabinete em que despacha no Palácio da Resistência, algo raro na história recente da municipalidade mossoroense.

Talvez outro grande diferencial para fazer essa tropa ‘rodar’ no ritmo do seu comandante, é o fato de ele ter escolhido um a um, realmente por critério técnico. Nenhum aliado ou grupo impôs preferidos. Paralelamente, está aí uma de suas principais dificuldades no período, ou seja, justamente conciliar as injunções administrativas com as demandas, cobranças e amuos de aliados, sobretudo vereadores.

Se o governo tem avaliação gerencial notável como a própria pesquisa CDL-TS2 atesta, o mesmo não se pode dizer da performance política. Nessa área tão delicada, não faltaram abalos, defecções e choques internos e externos. Não conhecer a política ou “não ser político”, como se definem alguns auxiliares, não resolve arestas com aliados, por exemplo. Tudo desaba nos ombros do prefeito. Ele é político.

Para o segundo ano de governo que está apenas começando, período eleitoral, Allyson e seu time serão novamente testados, encouraçados pelos desafios de 2021 e crédito popular recebido. São outros enfrentamentos. Se o primeiro ano foi de conhecimento e controle, como destacamos na avaliação dos primeiros 100 dias de gestão (veja AQUI), 2022 será de teste de força.

É provável que Allyson Bezerra não esteja familiarizado com a história de Andrew Carnegie (1835-1919), imigrante escocês que venceu na América (Estados Unidos). Transformou-se num industrial bilionário, mecenas e filantropo com realizações que chegam a nossos dias. É dele uma frase lapidar para quem é líder, perfil que parece estar em permanente e acelerada maturação no prefeito mossoroense:

– À medida que envelheço, presto menos atenção ao que as pessoas dizem; simplesmente observo o que fazem.

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Fátima caminha para vitória certa e ampliada em Mossoró

Nome certo à disputa ao governo estadual agora em 2022, tentando a reeleição, a governadora Fátima Bezerra (PT) não deve ter maiores apreensões quanto a Mossoró. Caminha para repetir de forma ampliada a vitória que teve em 2018. Voo de cruzeiro.

Naquela disputa, concorrendo contra sete adversários, entre eles o então governador Robinson Faria (PSD) e o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), Fátima Bezerra venceu no primeiro e segundo turnos no município, mesmo com os principais contendores tendo nomes locais como vice.

Resultado do primeiro turno em Mossoró deu maioria de 9,391 votos (8,66%) para Fátima (Arquivo Canal BCS)
Resultado do primeiro turno em Mossoró deu maioria de 9,391 votos (8,66%) para Fátima (Arquivo Canal BCS)

Robinson atraiu o empresário e ex-candidato a prefeito em 2016 Tião Couto (PR, hoje PL); Carlos contou com Cadu Ciarlini (PP), filho da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Nenhuma chapa foi páreo para Fátima-Antenor Roberto (PCdoB).

Na campanha, Fátima esteve cerca de cinco vezes em Mossoró no primeiro turno e no segundo só participou de uma carreata fugaz, à noite. Praticamente não teve palanque nem contou com militância numerosa a lhe arrimar.

Seus adversários foram à exaustão com tudo que tinham e podiam e tiveram derrotas emblemáticas, sobretudo o governismo municipal liderado por Rosalba. Perdeu tudo que disputou/apoiou.

No segundo turno, Fátima voltou a vencer com maioria de e fazendo apenas uma carreata (Arquivo do Canal BCS)
No segundo turno, Fátima voltou a vencer com maioria de 10.568 e fazendo apenas uma carreata (Arquivo Canal BCS)

Ela só livrou o mandato federal do deputado Beto Rosado (PP) no campo judicial, com decisão ‘provisória’ que sustenta em Brasília.

E 2022?

O que se desenha para 2022 em Mossoró quanto às forças políticas mais tradicionais e novas, não aponta para qualquer prioridade em relação à chapa majoritária (Governo e Senado). Cada um, em seu quadrado, tem objetivos mais modestos, porém muito importantes.

O rosalbismo quer pelo menos a reeleição de seu único membro com mandato, o deputado federal Beto Rosado, e um foro privilegiado para Rosalba, com eleição a deputado estadual. Não tem fôlego para mais do que isso, após sucessivas derrotas (2018 e 2020).

'Unidas' em 2018, Sandra Rosado e Rosalba Ciarlini não foram páreo para Fátima em Mossoró (Foto: arquivo)
‘Unidas’ em 2018, Sandra Rosado e Rosalba Ciarlini não foram páreo para Fátima em Mossoró (Foto: arquivo)

Mera força auxiliar do rosalbismo em 2018, de quem se desgarrou paulatinamente após as eleições do ano passado, o rosadismo – liderado pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) – não tem qualquer aspiração mais ousada e consistente. No máximo contará com a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) na corrida à Câmara Federal, cumprindo missão partidária do líder Ezequiel Ferreira, presidente de sua sigla e da Assembleia Legislativa.

Os números falam: a ‘união’ com o rosalbismo no pleito municipal de 2016 lhe causou atrofia politico-eleitoral acentuada e, até o momento, insanável.

Força emergente

Força emergente e avassaladora na política de Mossoró em curto espaço de tempo, o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) nem fala sobre sucessão estadual. Suas apostas são nomes à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

Jadson, Allyson e lawrence, após eleições de 2018, um salto mais ousado (Foto: arquivo)
Jadson, Allyson e Lawrence, após eleições de 2018, e agora num salto a mais, novamente juntos (Foto: arquivo)

Ele privilegia respectivamente os pré-candidatos Soldado Jadson, ex-vereador, e o atual presidente da Câmara Municipal local, Lawrence Amorim (Solidariedade). Fátima Bezerra não lhe é um problema político e muito menos pessoal.

Eleito deputado estadual em 2018 e prefeito em 2020 contra tudo e contra todos, Allyson Bezerra planifica formação de um grupo seu, hoje ainda seminal, em que ele é a gênese.

Nem um neologísmo a imprensa cunhou até aqui para defini-lo, – é o “Alyssismo?”, o “Bezerrismo?” -, mas não pode mais ignorá-lo.

Suas conquistas falam mais alto.

Quanto à governadora Fátima Bezerra, ela concentra maior empenho para enfrentar o último bastião de resistência à sua reeleição: a Grande Natal. Mossoró não será problema.

Leia também: Ele mesmo, Carlos Eduardo Alves.

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Rosalbismo estuda mudança partidária para 2022

mudança, direção, trânsito, reta, alteração, sinal,Contagem regressiva para o rosalbismo mudar de endereço partidário.

O Progressistas já não é mais o mesmo para o clã da ex-prefeita Rosalba Ciarlini e há necessidade de sobrevivência política com conquista de mandatos logo em 2022.

A formação de nominata a deputado estadual e à Câmara dos Deputados tem sido tarefa sofrível e inglória até o momento.

A grande aposta é partir para outra legenda onde seja montado chapão para Rosalba se eleger à Assembleia Legislativa e o atual deputado federal Beto Rosado consiga a reeleição.

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“Allyson tinha tudo para escolher a mulher como candidata e não quis”

Da Super TV

Em entrevista dada pelo jornalista Carlos Santos ao programa programa PodFalar, da Super TV, ele analisou o porquê do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) trabalhar os nomes do ex-vereador Soldado Jadson (Solidariedade) e o atual presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade), respectivamente a deputado estadual e deputado federal.

“Allyson tinha tudo para escolher a própria mulher e não quis (…), se fosse por vaidade e individualismo (…)”, disse. Sob essa ótica, o nome a estadual ou federal seria da primeira-dama Cínthia Pinheiro, fundamentou o editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos).

“Ele não escolheu Cínthia para não quebrar o discurso e mostrar às pessoas que estão em torno dele, participando da tessitura de um grupo, que não podem conjugar o verbo na primeira pessoa do singular (eu)”, comentou.

“O prefeito (Allyson Bezerra-Solidariedade) passa pelo primeiro grande teste político dele, como homem que está construindo uma liderança e formando grupo”, estimou.

Veja mais esse trecho da entrevista ao programa PodFalar, da Super TV. O programa foi ao ar nesta quarta-feira, 24 de Novembro, às 20h, pelo canal aberto 14.1, Brisanet 173 e pelas redes sociais.

O PodFalar é comandado pelo jornalista Saulo Vale e o advogado Jaílton Magalhães.

Veja também“Larissa nunca foi candidata de Rosalba a deputado estadual.”

Veja Também“Lawrence é um nome forte à Câmara Federal com apoio de Allyson”.

Veja também: “Henrique e Agripino têm mais influência do que maioria da bancada do RN.”

Veja entrevista completa clicando AQUI.

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Dois vereadores formam bancada que nem é oposição nem é governo

Os vereadores Zé Peixeiro (Progressistas) e Didi de Arnor (Republicanos) instituíram a bancada da minoria na Câmara Municipal de Mossoró, segundo eles, em alternativa às bancadas de governo e de oposição.

Zé Peixeiro e Didi de Anor não se adaptaram ao novo governismo (Foto: Edilberto Barros)
Zé Peixeiro e Didi de Anor não se adaptaram ao novo governismo (Foto: Edilberto Barros)

Eles requereram a criação do novo bloco à Mesa Diretora, na sessão ordinária desta quarta-feira (20). O pedido foi admitido pela Presidência da Casa, com base no artigo 48 da Lei Orgânica.

Assim, o vereador Zé Peixeiro passa a ser líder da minoria no Legislativo. Ao evocar essa condição, terá direito diferenciado à palavra nas sessões, equivalente às lideranças do governo e da oposição.

Em caso de ausência, será substituído pelo vice-líder, Didi de Arnor. “O bloco da minoria terá orientação de independência”, assegura Zé Peixeiro. Ele e Didi são dissidentes da bancada governista atual. Foram reeleitos no arco de alianças do rosalbismo em 2020, formado em apoio à então prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP).

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Possível disputa entre Larissa e Beto angustia ainda mais o rosalbismo

A possibilidade crescente e iminente de que a ex-deputada estadual e atual vereadora, Larissa Rosado (PSDB), concorra a uma vaga à Câmara Federal (veja AQUI), amplifica mais ainda a dificuldade à reeleição do primo e hoje adversário Beto Rosado (PP). Vão concorrer no mesmo campo político e colégio eleitoral primário de ambos: Mossoró.

Adversários históricos por cerca de 30 anos, os grupos político-familiares de Larissa e de Beto fizeram um arranjo de “união” em 2016, em torno da campanha à Prefeitura de Mossoró da então ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP). O entendimento durou a curta existência da corrida eleitoral daquele ano até o fim do mandato da eleita, em dezembro do ano passado.

Em 2018, Beto contou com apoio satisfatório de Larissa e seu grupo; em 2022, não ((Foto: arquivo)
Em 2018, Beto contou com apoio satisfatório de Larissa e seu grupo; em 2022, não o terá ((Foto: arquivo)

Em 2018, na luta pela reeleição por seu segundo mandato de federal, Beto contou com o recuo da ex-deputada federal e mãe de Larissa, Sandra Rosado (PSDB), na pretensão propagada de candidatura à Câmara Federal (veja AQUI, AQUI, AQUI, AQUIAQUI e AQUI). O temor da época do seu sistema político era o mesmo que paira agora: embate por votos no mesmo espaço e campo geopolítico.

Àquele ano, vereadora, Sandra forçava o rosalbismo a casar a dobradinha Beto-Larissa (federal-estadual). Contudo, de verdade mesmo, a sua desistência (de uma pré-candidatura natimorta, que se diga) só beneficiou Beto Rosado, que se reelegeu, apesar de sub judice até hoje, graças a recurso de operação judicial.

Polarização fratricida

Larissa teve apoio meia-boca de Rosalba e seu esquema. Na apuração dos votos, não passou da segunda suplência em sua coligação. Não foi prioridade, ao contrário do primo, para conseguir vitória nas urnas.

Confirmando-se a candidatura de Larissa, ela e Beto Rosado podem ter uma polarização fratricida em reduzido contingente votante. Possível candidato governista do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), o presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (Solidariedade), caminha para ocupar faixa própria e mais ampla no eleitorado, sem maiores obstruções, contando – se assim continuar – com a alta aprovação do governante (veja AQUI).

Allyson e Lawrence marcham em faixa própria e ampla (Foto: Arquivo/26-11-2018))
Allyson e Lawrence marcham em faixa própria e ampla (Foto: Arquivo/26-11-2018))

É pouco provável que Beto e Larissa repitam duelos que o clã Rosado fermentou no passado com candidatos à Câmara Federal de um lado e de outro, criando uma ‘rivalidade’ que fazia bem aos dois lados. Exemplo de 2010, só para ilustrar: o pai de Beto, Betinho Rosado (DEM, á época), teve vitória nas urnas com 109.627 votos no estado, enquanto Sandra Rosado (no PSB) conseguiu o mesmo êxito com 92.746 votos.

Em Mossoró, Betinho empalmou 32.245 votos (28,17%) e teve atrás de si a prima Sandra com 25.072 votos (21,9%). Ou seja, os dois somaram quase 50% dos votos válidos à Câmara Federal, no município.

A ‘Caldeira’

Nas eleições anteriores, em 2006, Betinho tinha totalizado 28.709 votos (25,43%) e Sandra chegou a 19.859 votos (17,59%)  em Mossoró.

Para 2022, sem o rosalbismo ser alimentado pela ‘caldeira’ da Prefeitura Municipal de Mossoró, o comum durante várias eleições, será bastante difícil Beto Rosado ultrapassar a barreira dos 16.241 votos (14,79%) recebidos em 2018 em sua terra natal. O rebaixamento pode se acentuar.

Larissa Rosado, que contabilizou com 17.753 votos (15,08%) a deputado estadual nesse mesmo pleito, é franca atiradora, não tendo muito a perder ao assumir uma missão partidária (PSDB).

O primo Beto e seu grupo, com certeza gostariam de rebobinar a história para contar com ela e Sandra Rosado de lado, mais uma vez. Foram úteis em 2016 e 2018.

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