Há meses cerrando baterias contra o pré-candidato adversário, comum, Allyson Bezerra (UB), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT) nos últimos dias voltaram a se ver como contendores. Um do outro.
Em tempos recentes não era bem assim. Pareciam até combinados, numa reprodução do que petistas e bolsonaristas promoveram na campanha municipal de Mossoró há dois anos – com resultado desastroso para ambos (veja AQUI).
Em 2024, os dois lados e coligações andaram de mãos dadas na sucessão municipal mossoroense. Fizeram reuniões (secretas, claro), somaram esforços à judicialização e tocaram até agenda “conjunta” (veja AQUI o que não nos deixa mentir). Daí nasceu inspiração para o neologismo que adesivamos sobre essa associação incomum: o quasímodo político “Bolsopetismo.”
Fica visível para olhos mais atentos e treinados que conhecem os intramuros da política do RN e, um pouco, as razões humanas: agora é guerra. Com a proximidade da campanha oficial e programas de rádio e televisão, Dias e Xavier vão precisar se apresentar como rivais. É pouco ou quase nada repetirem o mesmo discurso, de que a polarização nacional vai levá-los para cima, eclipsando o homem do “chapéu esquisito”, como descreveu o senador Rogério Marinho (PL).
Do contrário, um deles não chegará ao segundo turno.
Se segundo turno houver, diga-se.
Leia também: “Bolsopetismo” de Mossoró é mistura estranha, mas com objetivo claro
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