domingo - 10/05/2026 - 06:28h

Perdidos no tempo

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Assim como todos, embora sem dizer uma palavra ao longo de vários anos, sinto falta de certas pessoas que um dia pertenceram ao meu estreito círculo de amizades. Gente com quem eu mantinha um contato regular, quase que diário. Mas eis que algumas coisas sucedem e, quando menos nos damos conta, já se passou uma década ou duas sem que reencontremos aquele velho amigo extraviado.

Suponho que não tenho contato algum com o jornalista e escritor Vicente Serejo há uns dezessete anos. Senão um pouco mais; minha memória vai de mal a pior. Torço que esteja bem, gozando de boa saúde. Éramos bastante chegados naquela época mágica da Revista Papangu, versão impressa. Mestre notável no gênero da crônica, vez por outra soltava umas notinhas de incentivo a estes meus escritos sem estilo ou estilística.

Um dia, no entanto, sem que eu me desse conta nem soubesse o porquê, Serejo desapareceu do meu radar e do meu mapa afetivo. E vice-versa. Foi isso: perdemos o vínculo de repente; da noite para o dia. Súbito, portanto, nos tornamos dois confrades que seguiram direções opostas. Deve, obviamente, ter as suas razões para se manter silencioso e distante esse tempo todo. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, diria o filósofo e matemático francês Blaise Pascal. Nunca mais tocou no meu nome, sequer uma vírgula. Nem toquei no dele. Hoje, contudo, ele me vem de novo à lembrança e me permito evocá-lo aqui. Sim, decidi lançar este sinal de fumaça.

Entre outras gentilezas, Vicente Serejo me presenteou com um exemplar de seu belo Canção da Noite Lilás, volume de crônicas que já não tenho. Doei todos os meus poucos livros quando minha casa (apenas um endereço, aliás) foi ao chão. Esse pequeno acervo está hoje nas mãos de Elias Epaminondas. Abandonei o hábito, o prazer de acumular livros físicos. Gosto de ler, continuo com a preferência pela forma tátil, assim mesmo costumo me livrar das brochuras quando termino de ler determinada obra.

Aqui ainda guardo, acomodados em uma cadeira, mais ou menos uns dez títulos de boa literatura. Inclusive um Dostoiévski. As três estantes de ferro também foram doadas na época em que a casa foi demolida. Os cupins desapareceram. Aqueles trezentos ou quatrocentos tomos eram perseguidos amiúde pelos devoradores de papel e madeira. Felizmente, graças à bondade de uma porção de amigos, foi erguida outra moradia. Projeto conciso, porém aconchegante. A anterior era algo inóspito.

Eis a situação em que eu e o craque da Cena Urbana nos encontramos atualmente: perdidos no tempo. Quiçá não esteja mais no Brasil. É um literato de talento cosmopolita, deveras universal. A sua bela escrita fará sucesso em qualquer parte do planeta. Produzo estas linhas, todavia não almejo com isso cobrar nada ou reatar aquela amizade não menos efêmera do que intensa. Foi eterna enquanto durou.

Torço, volto a dizer, que o senhor Vicente Serejo esteja em paz e com saúde. Não duvido de que tenha afivelado as malas e se mandado para Lisboa, Nova Iorque ou Londres. Também não me surpreenderá se tiver pegado um foguete do Elon Musk para Saturno, Marte ou Júpiter. A vida aqui na Terra vai se tornando cada vez mais insustentável.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 10/05/2026 - 04:10h
Conversando com... José Dirceu

“É perigoso escolher o Congresso como inimigo do povo”

Por Flávia Tavares do Canal Meio, especial para o BCS

"Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado", afirma Dirceu (Foto: Canal Meio)

“Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado”, afirma Dirceu (Foto: Canal Meio)

Do congresso da juventude do PT a um almoço com faria limers, José Dirceu está em plena atividade política. Foi responsável pela reformulação do programa do partido que ajudou a criar, no ano em que seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, deve disputar sua última eleição. Enquanto isso, debate com economistas liberais a natureza da dívida pública; com caciques partidários uma possível reforma política; com o genro motoboy os desejos dos autônomos e empreendedores. E ainda prepara sua pré-campanha a deputado federal por São Paulo.

Protagonista da esquerda há seis décadas, Dirceu é uma das figuras mais bem posicionadas para fazer análise política, porque, mesmo preso, nunca perdeu o ímpeto de seguir fazendo justamente isso, política. Aos 80 anos, repete algumas das noções norteadoras do partido nascido em São Paulo, mas reconhece o desafio enorme de atualizá-las em tempos de, como ele define, profundo “mal-estar” da sociedade. Em uma conversa generosa com o Meio, tratou dos rumos da esquerda, da campanha de reeleição de Lula, de caso Master e de frente ampla, além de política externa e governabilidade. “Da ideia de que o Congresso é inimigo do povo eu tenho medo, porque tem muita gente que gostaria de fechar o Congresso e governar o Brasil sem ele”, diz o ex-ministro da Casa Civil de Lula 1. A íntegra da entrevista pode ser vista em vídeo no streaming do Meio. Confira abaixo os principais trechos.

O PT é criticado por não conseguir projetar novas lideranças e atualizar a conversa com o público mais jovem. Como o senhor enxerga essa crítica?

O mundo e o Brasil mudaram. O PT também mudou. Já vem mudando, porque em 2024, nas eleições municipais, nós elegemos um conjunto de jovens, em diferentes capitais e cidades do Brasil, como vereadoras e vereadores. Há um esforço muito grande no PT de renovação geracional. O partido há 12 anos fez paridade de gênero e começou uma política de cotas para incentivar a participação dos negros e negras, dos povos indígenas, de toda a comunidade LGBT, que é principalmente da juventude. Teve um congresso recente da juventude do PT muito concorrido. E há um esforço também de uma agenda ligada à juventude. Tanto a juventude que trabalha, por exemplo, de motoboy, como a que trabalha no comércio, nos serviços. O exemplo mais claro é a luta pelo fim da escala 6×1, que mais de 70% dos brasileiros apoiam. Ontem mesmo eu estive numa construção na Barra Funda com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, lá a imensa maioria era de jovens. E o apoio ao fim da escala 6 x 1 é muito grande.

Mas essa agenda não inclui os autônomos e empreendedores.

Ao contrário do que dizem, temos uma agenda de conexão também com os trabalhadores de aplicativo. Posso falar desse assunto, porque tenho um genro que é motoboy. Veja, não há precedente histórico de que uma categoria de trabalhadores aceite trabalhar em péssimas condições com baixo salários, horários de 12, 14 horas e que não começa a lutar. Quando cheguei à Assembleia Legislativa como funcionário em 1981, eu tinha voltado da clandestinidade com a redemocratização, e começou aquele processo selvagem de terceirização. Selvagem porque as mulheres, as mães, por exemplo, não tinham direito nenhum. Alguns anos depois, elas ocuparam o plenário da Assembleia e conseguiram registro, piso salarial, uniforme, vale-refeição, vale-transporte. No Brasil, está se vendendo uma ideia de que uma parcela importante dos trabalhadores não aceita a CLT. Da mesma maneira que fizeram uma campanha contra os sindicatos. Mas os motoboys já iniciaram um processo de luta.

De que maneira?

No fundo, o quilômetro rodado é um piso salarial. O descanso semanal, o adicional noturno, o que eles estão reivindicando é o que está na CLT. Mas há uma propaganda deliberada contra. E há também um sentimento num setor da juventude, não podemos desconhecer isso, que não quer trabalhar registrado. Porque a economia basicamente é de serviço. É natural que o MEI, o empreendedor, o autônomo surjam. O que não podemos aceitar é a fraude. A pejotização é uma espécie de fraude, que acaba arcando com o déficit da previdência. Depois vem a gritaria de que a previdência dá déficit. Mas a previdência dá déficit no mundo todo. Agora, sem previdência, nós teríamos milhões de idosos nas ruas. O país tem de fazer opções e uma das opções que o PT fez é de defender os trabalhadores. Tem de ter seus direitos assegurados, porque é a maneira de eles participarem da riqueza nacional. Por isso também nós propusemos a reforma tributária.

Ainda assim, a popularidade do presidente Lula segue baixa.

O PT tem procurado entrar em sintonia com as demandas atuais. Agora, é natural que um partido que passou tanto tempo sendo reprimido — e essa é a verdade — de 2013 a 19, foram seis longos anos, que eu mesmo passei na prisão. E o presidente Lula ficou preso 582 dias. A presidente Dilma sofreu um processo de impeachment que nós consideramos um golpe jurídico-parlamentar. Esse período e as mudanças tecnológicas no mundo do trabalho, com automação, robotização, precarização… A reforma trabalhista e a previdenciária não resolveram o problema do Brasil de déficit público, nem do juro alto. E quem perdeu foi a classe trabalhadora. Quando se diz que hoje há milhões de brasileiros trabalhando de maneira precária, intermitente, sem direitos, isso é produto daquela reforma trabalhista, previdenciária e sindical. A reforma sindical tirou o financiamento dos sindicatos, enquanto os sindicatos patronais têm financiamento, têm o sistema S, veja a diferença.

O PT já governou o Brasil cinco vezes. O senhor acredita que haja um desgaste de material do discurso do PT e do presidente Lula em particular? O que o PT ainda pode oferecer de fresco neste momento?

O PT disputou as eleições de 89, 94, 98, só venceu em 2002 sob a liderança do presidente Lula. Em 14, 18 e 22 perdemos uma e ganhamos por muito pouco as outras duas. A de 18 nem dá para incluir porque Lula foi impedido de fazer campanha. Se ele tivesse feito campanha, talvez tivéssemos evitado o período Bolsonaro. E em 22 nós ganhamos com o Alckmin e com uma frente ampla. Não é novidade para nós essa situação e nem acho que haja fadiga de material. Vamos lembrar que nós governamos com minoria na Câmara e no Senado, que quatro partidos de direita fazem parte do governo, não da base parlamentar. A explicação é que a insatisfação é real, nós reconhecemos. Ela tem razão de ser porque não conseguimos dar resposta para problemas importantes, porque não temos maioria no Congresso. Não é porque nós não queremos. Quando nós podemos, nós realizamos.

Que realizações o senhor considera importantes?

Com muito esforço, começamos a Nova Indústria Brasil, começamos a trazer o Brasil para a inovação tecnológica através do BNDES e do Ministério do Comércio. Fizemos o PAC, mesmo sem poder investir os 4, 5% do PIB que sempre se investiu no Brasil, na infraestrutura do país. Fizemos todo o apoio às concessões de saneamento. Também avançamos em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos no Brasil nesses últimos 20 anos. Se o Brasil cresceu tanto, se a produção agrícola hoje é 10 vezes maior, é porque a infraestrutura do país também cresceu. E fizemos um esforço também que é muito importante para não envolver o Brasil numa guerra. Os bolsonaristas, o Flávio Bolsonaro, o ex-presidente, o filho que está lá nos Estados Unidos, eles apoiam abertamente a política do presidente Trump, inclusive com relação ao Brasil, ao tarifaço. Conseguimos superar o tarifaço e qualquer conflito com o governo Trump que poderia prejudicar muito a economia brasileira. E a democracia é um fator fundamental, termos evitado um governo autoritário.

São esses os temas que vão aparecer na campanha?

Não podemos pensar que o eleitor vai votar em nós só pelo que fizemos e dizemos que vamos fazer. Se nós não mostrarmos pros eleitores o que significa Flávio Bolsonaro governando Brasil por quatro anos, as consequências… Que projeto Bolsonaro está apresentando para o país? Privatizar o Banco do Brasil, Caixa Econômica, a Petrobras, o BNDES, desvincular o salário-mínimo da previdência, eliminar o piso salarial de saúde e educação para resolver o problema do déficit fiscal. E a renúncia fiscal de R$ 600 bilhões? E os 2% de brasileiros que não pagam imposto sobre lucros e dividendos, sobre grandes fortunas, nem sobre a riqueza nem sobre o patrimônio? O cidadão vai ter de tomar decisões.

O senhor sente que esses temas atendem a insatisfação dos eleitores?

Por que essa insatisfação? Por que esse mal-estar na sociedade brasileira? Primeiro, por causa do mundo em que estamos vivendo. A geração que tem entre 25 e 35 anos está vivendo a crise climática, o risco de uma guerra real. Nosso debate com a sociedade é por que o Brasil não cresce? Por causa da concentração de renda, da estrutura tributária e do juro alto. Como é que o Brasil pode ter taxa de 15% quando os próprios bancos sabem que 8%, 9% estaria excelente? Por que está todo mundo insatisfeito com o endividamento? É natural o endividamento no capitalismo. É por causa dos juros. A dívida pública está entrando em crise por causa dos juros, não por causa do déficit público. Se você pegar de 1998 até hoje, o Brasil não teve praticamente déficit público. E se o sistema tributário não funciona, está de ponta-cabeça, quem tem de pagar não paga e quem não tem que pagar paga, você derruba o consumo. A economia não cresce. Nós vamos ter de debater com a sociedade os problemas: custo de vida, insegurança, o transporte, o excesso de trabalho, as dificuldades do mundo atual, das grandes cidades brasileiras.

O governo tem políticas para isso?

Tem. Mas nós precisamos de recursos. Flávio Bolsonaro vai resolver o problema da alimentação, se ele é contra a agricultura familiar? O agronegócio não alimenta a mesa dos brasileiros. A educação integral, toda mãe hoje quer o filho na escola o dia inteiro. O Piauí já está com 70%, São Paulo com 40%. Creche universal, economia de cuidados, sistema de transporte tarifa zero ou uma radical mudança no sistema de transporte. Em todos os setores, nós vamos apresentar a proposta, principalmente de como fazer o país crescer. Mas precisa crescer num ambiente sustentável, senão vamos destruir a possibilidade de a humanidade de continuar existindo. Precisa crescer distribuindo renda.

José Dirceu na juventude: militância política e estudantil, exílio, prisão... (Foto: reprodução Web)

José Dirceu na juventude: militância política e estudantil, exílio, prisão… (Foto: reprodução Web)

O presidente Lula fez campanha em 2022, dizendo que não se candidataria à reeleição. E havia uma expectativa de alguns setores, até mesmo da esquerda, de que ele formasse um sucessor. Muitas dessas mensagens que o PT defende não atravessam a barreira do antilulismo. Por que o presidente decidiu se candidatar à reeleição?

Não apareceu um sucessor nem no campo da esquerda nem no da direita. Flávio Bolsonaro é o Bolsonaro. Ele já disse que o pai vai ser indultado e vai subir a rampa e governar com ele, o irmão vai ser ministro de Relações Exteriores, a madrasta vai ser senadora, o irmão vai ser senador, o outro irmão vai ser deputado federal. É uma família que vai governar o Brasil. Nesse sentido, eu acredito que o presidente Lula, do ponto de vista de qualidade e de viabilidade, de possibilidade histórica, tem mais condições de governar o Brasil. Nós temos que discutir as questões concretas. Não surgiu sucessor, porque não surgiu. O presidente Lula entregou ministérios importantes para grandes para lideranças novas: Camilo Santana, Wellington Dias, Fernando Haddad. Poderia ser o Haddad o candidato a presidente? Ele já foi candidato. Mas quem representa melhor o Brasil desde a era Getúlio? Poderia ter sido outro, poderia, mas não surgiu. Nós vamos de Lula. Se Lula tomar outra decisão, aí é outra questão. Mas ele não tomou essa outra decisão de apresentar outro nome.

O senhor acha que Lula pode ganhar mesmo com a rejeição que tem?

Eu não vejo a sociedade brasileira prisioneira disso. Com todas essas circunstâncias históricas, o antipetismo pesa muito, é uma realidade, mas ele foi construído. Faço questão de repetir que durante 10 anos a direita ficou livre para fazer política no Brasil, porque nós estávamos reprimidos. É preciso ver a dimensão do que aconteceu conosco, que abriu espaço para que a ideologia de direita penetrasse e se consolidasse em amplos setores da sociedade, que são conservadores, são liberais, às vezes são fundamentalistas. Não vejo que nesse período que estamos vivendo no mundo e no Brasil houvesse possibilidade de termos construído um outro nome. Lula tem condições de continuar sendo presidente.

Uma nova frente ampla vai ser construída?

O PT fez um esforço grande nesse sentido. Para você ter uma ideia, nós temos 27 estados no Brasil. Em 15 estados nós estamos apoiando candidatos de centro-direita. Em 15. Temos quase metade do MDB conosco, quase um terço do PSD. Pela primeira vez, temos todos os partidos de centro-esquerda conosco, PDT, PSB, PSOL, Rede, PV, PCdoB, além do PT. Então, a mensagem que vamos apresentar para o país atende à expectativa, porque reconhecemos esse mal-estar na sociedade, a insatisfação com os serviços públicos, com o modo de vida. Agora, são problemas estruturais e o mal-estar é geracional. Todos os países passam por isso. Como eu tenho filhas de 15 anos e de 47, e como eu ando muito, converso muito, eu vejo. Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado.

Entre os feitos da sua carreira política, está a construção de uma aproximação do PT com partidos de centro e de centro-direita no Lula 1. Hoje, há quem diga que o Lula 3 não foi de frente ampla. O que foi, na sua opinião, a frente ampla neste Lula 3? E que cara teria uma coalizão num Lula 4?

Primeiro, uma observação. Eu não fui o responsável lá atrás. Hoje mesmo é aniversário da morte do Luiz Gushiken, que eu considero muito superior a mim como intelectual, quadro político e estrategista. Também tínhamos o Marco Aureliano Garcia. Éramos uma orquestra. O Lula era o regente e eu era, vamos dizer, o subregente. Nós vamos crescer o PT com deputados e senadores. PSD, PL e outros têm de disputar 300 votos entre os partidos deles. Dizer que vai fazer 80 deputados, bem, vamos conferir. Nós temos condições de crescer as bancadas dos partidos de centro-esquerda. Agora, o governo entregou tudo que se comprometeu na frente ampla.

De que forma?

Primeiro, o Alckmin foi o vice e foi um um dos principais ministros do governo, junto com Fernando Haddad e com o Mercadante no BNDES. Os bancos públicos jogam um papel fundamental naquilo que interessa para o país. Segundo, nós evitamos o retrocesso democrático. Evitamos que o Brasil perdesse sua soberania e que o Brasil deixasse de crescer, caísse numa recessão, em desemprego, a inflação estourasse. Garantimos a liberdade. Qual era o maior medo das classes médias que entraram na frente ampla? A ditadura. Perder a liberdade. Fizemos o esforço de reforma tributária. A ideia de que é necessária uma reforma tributária no Brasil quase não existia, fazendo uma caricatura. Mas hoje 80% são a favor de cobrar impostos dos BBBs, bancos, bets e bilionários. Isso é uma coisa extraordinária, já que essa classe média quer eliminar a pobreza, a desigualdade. Ela pode discordar de nós nos caminhos. Muitos brasileiros de direita também querem diminuir a desigualdade.

Não há autocrítica sobre a frente ampla, então?

Pode haver um sentimento de que não houve diálogo. Isso, sim, eu reconheço, que não houve acolhimento, não houve espaços para opinar, para discutir. Agora, que a política tenha sido esquerdista, para simplificar, e não atendeu os reclames das camadas médias brasileiras, pelo contrário. Nós fizemos um esforço sobre o endividamento, o financiamento habitacional, a própria estrutura tributária, para minorar a situação das classes médias de média, baixa ou alta renda. Fizemos uma política agressiva mesmo com relação ao agronegócio. Respeito muito a senadora Tereza Cristina, mas ela dizer que somos contra o agro, levantando duas questões, a do armazenamento e do juro alto… É verdade, mas se quer baixar o juro, o agronegócio devia apoiar a nossa política contra o aumento de juro. Agora, nós somos a favor da agricultura familiar e da reforma agrária. A França está defendendo o quê? A Polônia, a Romênia, a China e a Índia se sustentam com que tipo de agricultura? Talvez sejam centenas de milhões de propriedades agrícolas para os 3 bilhões de chineses e indianos. Por que nós não podemos sustentar uma agricultura orgânica familiar?

Por que o senhor acha que as medidas do governo não repercutem com os eleitores?

Há um sentimento grave numa parcela grande do eleitorado pêndulo que me preocupa muito. Eles comparam o governo do Lula atual com o segundo governo do Lula e não com o governo Bolsonaro. E muitos acham que a situação econômica do governo Bolsonaro foi melhor do que é agora. É verdade que o endividamento é um problema sério, que a segurança é um problema sério. Agora, o que os bolsonaristas fizeram pela segurança pública? Nada, zero, ao contrário, eles promoveram, incentivaram e protegeram o nascimento das milícias. Nós erramos. Há 10, 15, 20 anos, devíamos ter criado o Ministério do Interior de Segurança Pública, por causa do narcotráfico, do crime organizado. Mas agora adotamos a PEC da Segurança Pública, além do PL antifacções, da Operação Carbono Oculto. O que que eles oferecem para nós? Operações especiais que matam 50, 100, 200 jovens, criminosos ou não. Queremos reestruturar as polícias, reformar os sindicatos e mudar totalmente a concepção de segurança pública no Brasil. A direita não tem proposta. A proposta do Caiado é matar. Mas a experiência história já provou que em lugar nenhum do mundo isso funcionou. É melhor olhar a experiência do favela bairro que o César Maia começou, a experiência de Medellin, e começar a construir uma política.

Que papel o senhor imagina que vai desempenhar, caso eleito deputado, tanto na base do governo, caso Lula se reeleja, quanto na oposição, caso Flávio se eleja?

Primeira coisa que eu vou defender como pré-candidato é reforma política. São Paulo teria que ter 111 deputados, tem 70 e ninguém fala nada. Os paulistas não se levantam contra isso. Minas teria que ter mais 15, 20 deputados. Segundo, o Brasil não tem fidelidade partidária. Se você falar no exterior que tem um mês em que deputado pode mudar de partido, ninguém acredita. Nós aprovamos a cláusula de barreira e o Supremo disse que era inconstitucional. Isso nos atrasou 12 anos. E quem viabilizou a infidelidade partidária foi o Supremo também, com um monte de situações em que o político pode sair. Não, não pode sair. Se sair, tem de cumprir quatro anos de quarentena. Também precisamos do voto em lista. Tudo isso para fortalecer os partidos. E partidos têm de exigir que as decisões sejam tomadas pelos filiados. Quem escolhe candidato são os filiados, não é a direção do partido. Partido no Brasil é uma farsa, é uma mentira. Agora, eu quero que me mostre onde no mundo a democracia funcionou sem partido. Precisa de partido, de programa. Pode criticar o PT em tudo, mas o PT sempre teve programa. Quem votou no PT sabe que a gente tem ideias, as forças básicas são ideias históricas. E as outras ideias que defendo são a da reforma do Judiciário e priorizarmos a ciência, a educação e a questão da segurança pública.

O que faz o senhor acreditar que vai ser possível debater reforma política a partir de 2027, tendo em vista a degradação da qualidade do Legislativo e das relações entre os Poderes?

Aí a sociedade brasileira, o povo brasileiro, os eleitores vão ter de passar por essa experiência e vão ter que ir se formando correntes políticas, ideias. É uma luta. Vamos examinar o governo do presidente Lula 3. Ele fez com o Congresso mudanças importantíssimas para o país. Tem o lado “dark” do Congresso, vamos dizer, com emendas impositivas, fisiologismo, denúncias de uso indevido ou de desvio de recursos de emendas parlamentares, lobbies, defesa de interesses muito corporativos. Agora, o Congresso aprovou a reforma do IVA, o Plano Nacional de Educação. O Congresso aprovou todas as medidas que o presidente Lula pediu na reforma tributária. Só não avançamos na cobrança de lucros e dividendos. Essa coisa de “Congresso inimigo do povo” é perigosa. Uma coisa é você denunciar que a maioria do Congresso está se opondo aos interesses populares. Eles podem dizer que estão defendendo os interesses populares. Quem vai decidir é o eleitor. Mas da ideia de que o Congresso é inimigo do povo eu tenho medo, porque tem muita gente que gostaria de fechar o Congresso e governar o Brasil sem ele.

Ainda assim, esse é um slogan que está ficando cada vez mais forte na campanha do governo.

A opinião pública sente uma aversão ao Congresso por causa das práticas e muito por que o Congresso não defende certos interesses, né? Mas, por exemplo, o Congresso vai aprovar o fim da escala 6 x 1. O Congresso aprovou a isenção do imposto de renda. É verdade que foi por pressão popular e pelas pesquisas. O deputado tem de mediar, entre os interesses legítimos que ele defende — o interesse do agro, dos banqueiros, qualquer um tirando os interesses ilícitos ou de autobenefício —, mas cada deputado tem legitimidade para defender interesses de determinados setores. Nunca, na minha vida parlamentar, eu questionei um deputado porque ele é de direita. Ele tem a mesma legitimidade que eu, ele tem o direito de falar, de propor, o mesmo que eu tenho. Eu posso não concordar com a proposta dele, mas não deslegitimar. Isso não é democracia.

Um dos pontos de crítica do centro e dos liberais a Lula é a sua política externa, particularmente no caso da guerra na Ucrânia e em Israel. Como o senhor avalia isso?

Dirceu: de carro chega à PF em Curitiba pra ser preso (Foto: Ramon Pereira/RPC/Arquivo)

Dirceu: de carro chega à PF em Curitiba pra ser preso (Foto: Ramon Pereira/RPC/Arquivo)

A política externa do presidente Lula seguiu a tradição da política externa e da Constituição brasileira. Nós condenamos a invasão da Ucrânia. Nós temos que condenar. A nossa Constituição nos proíbe de não condenar, porque o Brasil defende a autodeterminação, a não intervenção nos assuntos internos, a solução passiva dos conflitos internacionais e o não uso da guerra. Como nós estamos criticando o presidente Trump e como criticamos Israel. Então, no caso da Ucrânia, o que eu sempre digo, como eu conheço profundamente o tema, é que foram feitos os Acordos de Minsk. Se eles fossem respeitados, teriam equacionado o problema da Ucrânia. Putin vinha deixando claro que não ia aceitar subverter ali e depois ver os adversários apoiando a oposição dentro da Rússia para derrubá-lo. Nós condenamos a invasão, mas temos que ser fazer justiça às razões que a Rússia tem, apesar que não podemos concordar com a guerra.

Com relação a Israel, o Brasil sempre reconheceu o direito de Israel existir, a segurança de Israel e o direito de Israel se defender. Agora, nós reconhecemos também o Estado Palestino. Nosso governo condenou o que aconteceu no 7 de outubro, quando o Hamas invadiu Israel e cometeu todos aqueles crimes. Outra coisa é querer chamar o Hamas de terrorista, porque o exército de Israel foi fundado em cima de três organizações terroristas que combatiam os ingleses e faziam atentado, derrubavam hotéis, assassinavam autoridades britânicas. Então, o Mandela era terrorista? Não. O Brasil nunca deixou de defender o direito de existência do Estado de Israel, das fronteiras seguras, o direito de Israel se defender. E nunca nós estimulamos qualquer tipo de antissemitismo. Nunca.

O Brasil está diante potencialmente do maior escândalo de corrupção da história, o caso Master. Por que o senhor acha que a pecha de corrupto pega mais no PT do que em outros partidos? Como é que o senhor entende que o presidente Lula e o PT podem superar essa essa mácula? É possível que esta seja a grande pauta de 2026.

Se o Brasil transformar o debate político eleitoral de 26 na corrupção, o país está perdido. O Jânio Quadros ia acabar com a corrupção. A ditadura foi contra a corrupção e a subversão. E nunca houve tanta corrupção como na ditadura. O Collor ia acabar com a corrupção. Depois, o Bolsonaro. Isso não quer dizer que a corrupção não seja um problema grave no Brasil. É. Por outro lado, não tem nenhuma sustentação factual, nem indícios de que o escândalo Master tenha ligação com a esquerda. E os fatos vão provar isso, né? Mas as coincidências são assustadoras. De uma hora para outra, foi arquivado o processo contra o Ibaneis [Rocha] de 8 de janeiro. Todo mundo ficou estupefato. E aparece essa questão do ministro Alexandre Moraes e do contrato com o escritório da esposa dele. Agora se vai desvendando um escândalo que envolve a CVM, o Banco Central e o próprio mercado financeiro. Como é que os bancos — BTG, XP —, sendo que em novembro de 24 já se questionava se aquilo não era uma pirâmide… E agora você já vê na TV Mercado Pago oferecendo 140% [no CDI]. Tem uns 30 Master por aí. Talvez o maior erro tenha sido o consignado. Pensa bem, cobrar 50% de juro de um trabalhador, um aposentado, com a inflação de 4,5%? É um verdadeiro roubo, assalto à mão armada. Mas nós não temos nenhuma responsabilidade no escândalo do Banco Master.

Tem questões com o PT da Bahia.

Aí eu vou explicar. Nós privatizamos lá na Bahia, eles privatizaram, o CredCesta. Mas eles não fizeram, nenhum município do PT, nenhum governo do PT fez com o Master acordos de consignado de qualquer outro tipo. Não tem PT nisso. Porque o governo da Bahia vendeu o CredCesta, ou porque o Jacques Wagner recebeu dividendos, lucros, renda, das aplicações financeiras dele, não pode dizer que ele tem envolvimento com o Master. Essa tentativa de colocar o Master com relação com a esquerda não tem sentido nenhum, não tem sustentação nos fatos. Agora, é preciso dar o direito de defesa, o ônus da prova é de quem acusa, respeitar o devido processo legal. Não pode já julgar que o Ciro Nogueira é um criminoso. É grave, ele vai ter que se explicar. Os fatos precisam ser investigados, eu não estou acusando ninguém. Mas como é que o Banco Central e a CVM e o próprio sistema financeiro deixaram? São R$ 50 bilhões. Se fossem R$ 5 milhões já seria grave. Eu poderia comparar que o caso do mensalão eram R$ 4,5 milhões de empréstimo. Não se trata disso, se trata que se foi Caixa 2 era crime e ponto final. Tanto é que nós respondemos por isso, fomos condenados e cumprimos pena. Eu cumpri pena. E eu era inocente.

Como o senhor lida com essa condenação hoje?

Eu era inocente e não há nenhuma prova de que eu tinha participação. Eu não fui acusado nem de lavagem de dinheiro, nem de formação de quadrilha, que eu fui absolvido, nem de peculato. Foi o domínio do fato. Como não tinha prova contra mim… E depois veio aqui o alemão que criou o domínio de fato, o Claus Roxin, e disse que não tinha nem pé nem cabeça o que foi feito, que não tinha nada a ver a forma como foi aplicado em mim. O instituto dele é que depois que você condena quatro, cinco pessoas, vai fazer a dosimetria, e quem tinha o domínio de fato tem o agravamento da pena. Quem só seguiu ordens tem uma atenuação da pena. Não estou querendo minorar nenhum problema. Eu quero dizer o seguinte: o governo do presidente Lula, a CGU, a Polícia Federal, mesmo no caso do INSS, foram iniciativas do governo que levaram a desvendar. É a Polícia Federal que está investigando. Bolsonaro falou: “Eu demito o delegado do inquérito, demito diretor da Polícia Federal e demito o ministro da Justiça para proteger meu filho”.

O filho do Lula está sendo investigado. Lula falou: “Ele tem que responder. É o CPF dele aqui, ele tem que responder”. E ele está respondendo com os advogados. Também não pode pré-julgar e já condenar. Eu fui condenado, cumpri a pena, não fugi do país, não falei que o Supremo tinha que ser fechado, que tinha que fazer impeachment de ministro. Aceitei a justiça do meu país, apesar de me considerar inocente, e cumpri a pena toda. Todo mundo se esqueceu do que foi a Lava Jato. Foi um sistema de perseguição atroz, violento e que não poupou nada. Mas nunca alguém me viu com orgulho, com espírito de vingança, nada. Eu simplesmente tinha tranquilidade, porque eu sabia o que eu tinha feito na vida.

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domingo - 10/05/2026 - 00:24h
É luta

Reitora da Uern defende universidade após pronunciamento de Álvaro

Uern, dirigida por Cicília Maia, consome apenas 3,08% do orçamento anual do Estado (Foto: redes sociais)

Uern, dirigida por Cicília Maia, consome apenas 3,08% do orçamento anual do Estado (Foto: redes sociais)

Do Blog Saulo Vale

A reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Cicília Maia, reagiu à fala do pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL) ao ser questionado sobre ideia de federalização/privatização da instituição.

Ao cumprir nesse sábado (10) agenda em Mossoró, onde está situado o campus central da Uern, Álvaro foi questionado sobre a questão (veja AQUI).

“São assuntos que precisam de aprofundamento e estudo técnico para, posteriormente, tomarmos uma decisão”, afirmou.

O fato de Álvaro ter deixado em aberto a sua posição repercutiu negativamente nas redes sociais e causou reação.

Em conversa com o Blog Saulo Vale, na noite deste sábado, sem se referir diretamente à fala do pré-candidato, a reitora Cicília Maia reforçou a sua defesa dos investimentos feitos na Uern.

“Nossa postura primeira é a da defesa permanente da nossa universidade, sempre. Postura de trabalho, apresentação de resultados concretos de desenvolvimento do estado, de apresentar cada vez mais a nossa qualidade institucional e de defender o que nossa comunidade realiza dia a dia, seja no ensino, na pesquisa e na extensão. Qualquer pessoa ou projeto que fale contra a Uern não será aceito por nossa comunidade, assim como pelas milhares de famílias potiguares que sabem o impacto transformador da Uern. Continuaremos defendendo quem defende a Uern. Porque nós somos prova viva da transformação que a educação causa na vida das pessoas. Vamos com coragem, assim como os reitores e reitoras que me antecederam, defendendo o maior patrimônio vivo do povo potiguar: a nossa Uern”, destacou.

Tanto Cicília Maia quanto os reitores que a antecederam rechaçam qualquer ideia de privatizar ou federalizar a Uern numa posição já consolidada há quase uma década pela instituição. O caminho apontado é o de investimentos e parcerias em prol da Educação.

Números

Dados do Tesouro Estadual mostram que a Uern consome apenas 3,08% do orçamento anual do Estado.

Além disso, mais de 90% dos professores estaduais e municipais da região de Mossoró são oriundos da Uern.

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sábado - 09/05/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Mudar, por pouco que seja, faz parte da nossa pequena guerra individual e cotidiana.”

Lya Luft

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sábado - 09/05/2026 - 23:44h
Agenda de governo

Entrevistas de Rogério Marinho definem orientação seguida por Álvaro

Como o próprio pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL) reforçou em Mossoró, em entrevista coletiva neste sábado (09), ele segue “orientação” do senador Rogério Marinho (PL).

Sem viabilizar seu plano de se candidatar ao governo, o dirigente estadual do PL passou missão a Álvaro Dias, mas com pauta igual à sua.

Em entrevistas à imprensa nos últimos meses, alguns pontos ficaram bem claros.

O senador Rogério Marinho (PL) assinalou no dia 11 de julho de 2025, à 98 FM de Natal, que não pretendia dar aumento real aos servidores e adotaria medidas amargas para reorganizar as contas do Estado. “Eu não vou dar aumento real. Não é possível dar aumento real a servidores no Estado do Rio Grande do Norte”, disse.

Dia 28 de novembro último, também deixou claro na mesma emissora, que partiria para privatizações e Plano de Demissão Voluntária de servidores (PDV).

São questões Rogério Marinho colocou e foram aceitas, para aceitar postulação de Álvaro Dias.

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sábado - 09/05/2026 - 22:28h
Medidas duras

Álvaro diz que segue pauta de Rogério Marinho para Governo do RN

Na polêmica entrevista concedida à imprensa, em Mossoró, nesse fim de semana (veja AQUI), o pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL) afirmou que segue a pauta do líder de sua legenda, senador Rogério Marinho.

Freio a questões como fim da jornada de trabalho 6 X 1, privatizações e outras como enxugamento de despesas do Estado estão em pauta.

Rogério Marinho era o no PL ao governo, mas não se viabilizou.

Mas, seu substituto promete levar a termo a agenda partidária e de Marinho.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 09/05/2026 - 21:24h
Gestão estadual

Álvaro admite estudo para tirar ‘peso’ da Uern do orçamento do governo

A programação de pré-campanha ao governo do RN que o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (PL) resolveu encetar em Mossoró e região, entre ontem (sexta-feira, 08) e hoje (sábado, 09), ia protocolarmente bem, até um detalhe: quando ele abriu a boca para falar de temas delicados,  como possibilidade de livrar o orçamento do Estado do peso da Universidade do Estado do RN (UERN), entre outros temas polêmicos.

Federalizar ou privatizar a Uern é assunto que causa péssima imagem de qualquer um que empreenda essas bandeiras em Mossoró. E não tem sido diferente com Dias, um seridoense que há décadas faz política em Natal, e que raramente andou por Mossoró e região.

Durante entrevista à imprensa, o pré-candidato garantiu que equipe competente trabalha a questão da Uern, como também sobre possibilidade de privatização da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN).

Com o redemoinho provocado por suas palavras, ele reagiu com vídeo negando que tivesse afirmado qualquer coisa nesse sentido e disse que tudo não passava de fake news (notícia inverídica) de adversários.

Também emitiu nota sobre a questão, mas noutro tom. Veja abaixo:

O pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, esclarece que em nenhum momento defendeu ou citou a privatização ou federalização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Durante entrevista, Álvaro apenas mencionou que o tema da educação superior estadual, assim como diversas áreas estratégicas da administração pública, vem sendo analisado por técnicos responsáveis pela construção do seu plano de governo.

Qualquer interpretação diferente disso não corresponde ao que foi efetivamente dito pelo pré-candidato.

Álvaro Dias reafirma seu respeito à UERN, instituição fundamental para o desenvolvimento educacional e social do Rio Grande do Norte, e destaca que todo debate sobre o futuro do Estado deve ocorrer com responsabilidade, seriedade e compromisso com a verdade.

Álvaro Dias também reafirma seu respeito pela instituição educacional, destacando que em sua própria equipe conta com formados pela Universidade Estadual, reforçando seu respeito pela instituição.

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sábado - 09/05/2026 - 00:22h
Inverno 2026

Noite de muita chuva

Sextou do jeito que o sertanejo gosta: com chuva caindo em Caicó e renovando a esperança do nosso povo.

Cada gota que chega traz vida, alegria e aquele sentimento bom de que Deus nunca abandona o sertão.

Que seja um fim de semana de paz, gratidão e muitas bênçãos para todos.

🎥 @blogwllanadantas

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sexta-feira - 08/05/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“As pessoas são responsáveis e inocentes em relação ao que acontece com elas, sendo autoras de boa parte de suas escolhas e omissões.”

Lya Luft

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sexta-feira - 08/05/2026 - 23:44h
RN

Chuvona só da boa para fecharmos essa sexta-feira

Chuvona deliciosa, só da boa, agora à noite de sexta-feira (08) em Riacho da Cruz, Oeste do RN.

🎥 @riachodacruzrn

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sexta-feira - 08/05/2026 - 22:54h
Ditadura militar

Relatório diz que Juscelino Kubitschek teve ‘acidente’ de morte forjado

Da CNN e Correio Braziliense

Juscelino Kubitschek foi levado por agentes do regime militar na noite da promulgação do AI 5 (Foto: Arquivo CB/D.A Press)

Juscelino Kubitschek  morreu dia 22 de agosto de 1976 num ‘acidente’ de carro (Foto: Arquivo CB/D.A Press)

A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) elaborou um relatório apontando que o ex-presidente Juscelino Kubitschek teria sido vítima de um assassinato, e não de um acidente de carro, como havia sido concluído anteriormente pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014.

O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e está sendo examinado pelos conselheiros do colegiado, com votação prevista para o próximo encontro do grupo. O ex-presidente perdeu a vida no dia 22 de agosto de 1976, por ação do Regime Militar, entende a historiadora. Na narrativa, o carro em que Juscelino viajava pela Via Dutra (BR-116), entre o Rio de Janeiro e São Paulo, não sofreu um acidente. A relatora conclui que houve uma ação externa que provocou a saída do veículo da pista e a posterior colisão com uma carreta que trafegava no sentido contrário, e que ela aponta como de responsabilidade do regime à época.

Em dezembro de 2013, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara de São Paulo, já havia concluído que JK e seu motorista foram vítimas de uma conspiração e de um atentado político. Essa conclusão, no entanto, foi contrariada pela Comissão Nacional da Verdade no ano seguinte.

Durante o programa Hora H desta sexta-feira (8), o analista de Política Pedro Venceslau contou que conversou com o ex-vereador Gilberto Natalini, responsável por conduzir as investigações na Comissão Municipal da Verdade.

Segundo Venceslau, Natalini classificou o caso como uma conspiração e o situa no âmbito da chamada Operação Condor, com possível aval dos EUA. O ex-vereador por São Paulo afirmou que “foi feita a justiça histórica” ao se chegar a essa conclusão.

Avaliação

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, o estudo se encontra em processo de avaliação. O relatório é composto por 114 itens que fundamentam a tese de que a morte de JK teria sido causada por um assassinato, e não que ele tenha sido vítima de um acidente.

Entre os pontos centrais da tese, Natalini destaca o fato de que três líderes políticos — JK, Carlos Lacerda e João Goulart — morreram em circunstâncias consideradas muito misteriosas no período de um ano. Os três estavam se aproximando e se unindo com vistas a disputar o colégio eleitoral, em um momento em que os militares temiam que a articulação resultasse no fim do regime.

O relatório aponta ainda que, dez minutos após o ‘acidente’, o médico do general Golbery Couto e Silva chegou ao local, sem que se soubesse explicar a rapidez de sua chegada. Segundo Natalini, esse médico teria retirado do local pertences de JK, entre eles os diários do ex-presidente. Há também questionamentos sobre o veículo em que as vítimas estavam, que poderia ter sido sabotado.

Após o golpe de 1694, o presidente Castelo Branco cassou os direitos políticos de Juscelino Kubitschek por cerca de dez anos. Um dos motivos apontados para a perseguição contra JK seria a popularidade muito elevada do ex-presidente, que era o favorito para retornar à presidência em 1965, caso houvesse uma eleição direta.

A expectativa, agora, é de que o relatório seja votado e que a conclusão reconheça oficialmente a morte de JK, segundo a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, como resultado de uma operação com o aval dos Estados Unidos, voltada a neutralizar políticos de oposição aos regimes militares da época.

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sexta-feira - 08/05/2026 - 22:52h
Natal

Paulinho apresenta 17 vereadores e 30 suplentes a Álvaro e Babá

Paulinho posou ao lado de vereadores e dos pré-candidatos (Foto: divulgação)

Paulinho posou ao lado de vereadores e dos pré-candidatos (Foto: divulgação)

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (UB), foi o mestre de cerimônias em evento político na manhã desta sexta-feira (08), em Natal, bairro Petrópolis. Num café da manhã, ele apresentou 17 vereadores e cerca de 30 suplentes da capital em mais um movimento de fortalecimento da pré-campanha do ex-prefeito Álvaro Dias (PL) e de Anteomar Pereira da Silva (PL), “Babá Pereira”, a governador e vice.

Coordenador-geral da campanha de Álvaro, Paulinho apresentou nomes da base que o apoia na Câmara Municipal.

Além de consolidar apoio à chapa, o encontro reforçou o alinhamento político do grupo e ampliar a mobilização em torno das articulações para 2026. A presença massiva de vereadores e suplentes também foi interpretada como um sinal da capilaridade política de Paulinho Freire dentro da Câmara Municipal e nos bastidores da capital.

Durante o encontro, Álvaro Dias afirmou que vem ouvindo diversos setores da sociedade para elaboração de propostas e defendeu mudanças para o estado.

“Com a população, com os técnicos e acatando então muitas propostas e muitos planos enviados e sugeridos pela população e por todos esses segmentos que nós estamos ouvindo, como a CDL, comércio, a Fiern e várias entidades representativas da sociedade civil organizada, possamos então ter aí o melhor caminho a seguir para implementar essas mudanças e mudar o nosso Estado”, declarou.

O evento ocorreu em clima de unidade política e fortalecimento da pré-campanha, consolidando Paulinho Freire como principal articulador do grupo de Álvaro Dias na capital potiguar.

Confirmaram apoio a Álvaro Dias e Babá: Ériko Jácome (presidente da Câmara), Daniel Santiago, Cleiton da Policlínica, Léo Souza, Luciano Nascimento, Aldo Clemente, Preto Aquino, Chagas Catarino, Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes, Daniel Rendal, Sub tenente Eliabe, Tony Henrique, Anne Lagartixa, Hermes Câmara, Camila Araújo e Nina Souza.

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sexta-feira - 08/05/2026 - 19:50h
Pesquisa O Potiguar/Seta

No RN, Lula lidera com 55,8% contra 24,9% de Flávio Bolsonaro

No RN, Lula segue com folga em relação ao bolsonarismo representado por Flávio (Montagem de arte do Metrópoles)

No RN, Lula segue com folga em relação ao bolsonarismo representado por Flávio (Montagem de arte do Metrópoles)

Do blog O Potiguar

Pesquisa do Instituto Seta sobre a corrida presidencial no Rio Grande do Norte aponta ampla liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário estimulado. De acordo com o levantamento, Lula aparece com 55,8% das intenções de voto entre os eleitores potiguares.

Na segunda colocação surge o senador Flávio Bolsonaro, com 24,9%. Em seguida, empatados com 1,1%, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Também foram citados no levantamento Renan Santos, com 0,8%, Augusto Cury, com 0,5%, Samara Martins, com 0,3%, Cabo Daciolo, com 0,2%, além de Aldo Rebelo e Edmilson Costa, ambos com 0,1%.

O percentual de entrevistados que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos foi de 8,5%. Já os que disseram não saber ou preferiram não responder somam 6,5%.

A pesquisa do Instituto Seta foi realizada entre os dias 3 e 5 de maio, com 1.500 entrevistados em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-08914/2026 e RN-01809/2026.

Leia tambémAllyson totaliza 38,4%; Álvaro soma 20,7% e Cadu 13,3%

Leia tambémStyvenson lidera com 45,5%, Zenaide tem 41,7% e Coronel Hélio 19%

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sexta-feira - 08/05/2026 - 19:00h
Pesquisa O Potiguar/Seta

Styvenson lidera com 45,5%, Zenaide tem 41,7% e Coronel Hélio 19%

Styvenson tem folga para reeleição tranquila e Zenaide ocupa segundo lugar (Fotomontagem Web)

Styvenson segue à frente, mas com Zenaide Zenaide próxima (Fotomontagem Web)

Do blog O Potiguar

Levantamento do Instituto Seta sobre a corrida para o Senado Federal no Rio Grande do Norte mostra o senador Styvenson Valentim (Podemos) na liderança da soma das intenções de voto no cenário estimulado, com 45,5%. Logo em seguida aparece a senadora Zenaide Maia (PSD), que registra 41,7%.

Na sequência da disputa surge Coronel Hélio (PL), com 19% das intenções de voto. O deputado federal Rafael Motta (PDT) aparece com 16,2%, enquanto Samanda Alves(PT) soma 10,7%.

Também foram citados no levantamento Luciana Lima, com 6,6%, Sandro Pimentel, com 3%, e Rosália Fernandes, com 2,7%.

O percentual de entrevistados que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos foi de 22,4%. Já os que disseram não saber ou preferiram não responder somam 32,2%, demonstrando que parte significativa do eleitorado ainda não definiu seu posicionamento para a disputa.

A pesquisa do Instituto Seta foi realizada entre os dias 3 e 5 de maio, com 1.500 entrevistados em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-08914/2026 e RN-01809/2026.

Leia tambémAllyson totaliza 38,4%; Álvaro soma 20,7% e Cadu 13,3%

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sexta-feira - 08/05/2026 - 15:30h
Pesquisa O Potiguar/Seta

Allyson totaliza 38,4%; Álvaro soma 20,7% e Cadu 13,3%

Allyson aparece em 1º lugar; Álvaro é segundo e Cadu bem distante (Fotomontagem do BCS)

Allyson aparece em 1º lugar; Álvaro é segundo e Cadu bem distante (Fotomontagem do (BCS)

Do blog O Potiguar

Levantamento do Instituto Seta sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte mostra que o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) lidera o cenário estimulado da corrida eleitoral de 2026. De acordo com os números, Allyson aparece com 38,4% das intenções de voto.

Na segunda colocação surge o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), com 20,7%. Em seguida aparece Cadu Xavier (PT), que registra 13,3% das intenções de voto no cenário estimulado.

Os demais nomes citados na pesquisa aparecem com percentuais abaixo de 1%. Robério Paulino soma 0,9%, enquanto Dário Barbosa registra 0,7%. Já Karlo Rodrigo Vieira aparece com 0,4%.

O levantamento também mostra que 11,3% dos entrevistados afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados. Outros 14,3% disseram não saber ou preferiram não responder, indicando que ainda há uma parcela significativa do eleitorado em processo de definição.

A pesquisa do Instituto Seta foi realizada entre os dias 3 e 5 de maio, com 1.500 entrevistados em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-08914/2026 e RN-01809/2026.

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sexta-feira - 08/05/2026 - 11:52h
Prefeitura de Natal

MPF entra com ação para obras emergenciais de “engorda”

Engorda virou um grande problema (Foto: reprodução)

Engorda virou um grande problema (Foto: reprodução)

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra o município do Natal (RN) para garantir a reestruturação integral do sistema de drenagem pluvial da praia de Ponta Negra. A ação traz um pedido de liminar para obrigar a realização de obras emergenciais que evitem o agravamento das inundações, diante da proximidade do período chuvoso.

No processo, o MPF destaca que Ponta Negra, cartão-postal da capital potiguar, sofre com alagamentos constantes após a obra de aterro hidráulico (“engorda”) da praia, concluída em 2025. As apurações demonstram que a falta de drenagem traz prejuízos para o turismo, risco iminente à saúde pública e potencial para acelerar a erosão do Morro do Careca e reduzir a nova faixa de areia.

Mesmo sem adotar medidas efetivas para conter os alagamentos, a prefeitura anunciou a realização de um concurso para contratação de projeto de paisagismo e urbanização da orla. Os procuradores da República Ilia Freire, Victor Mariz e Camões Boaventura afirmam que a falta de drenagem tornou-se “uma gravíssima crise socioambiental e técnica”. Eles defendem que “a intervenção judicial é inadiável para evitar que novas obras de urbanização consolidem um passivo ambiental irreversível.”

Urgência

A ação pede liminarmente a execução de obras emergenciais de manutenção, limpeza e desobstrução semanal das bocas de lobo e dissipadores, com prazo de início em até 30 dias, assim como a interdição e o isolamento de áreas de risco e da base do Morro do Careca. O MPF quer a proibição de novas licenças urbanísticas até a solução definitiva da drenagem e, se a liminar for acatada, o município deverá ainda fornecer todos os documentos técnicos sobre o sistema de drenagem e dados mensais de volumetria da areia da “engorda”, em até 15 dias.

Caso as medidas sejam descumpridas, o MPF requer a aplicação de uma multa diária de R$ 5 mil. Além disso, o órgão pleiteia que a sentença estabeleça uma indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 500 mil. O objetivo final da ação é que o sistema de drenagem seja integralmente reestruturado, com novos projetos detalhados, funcionamento pleno dos dissipadores e cronograma sistemático de manutenção preventiva e limpeza.

Risco

ação destaca estudos técnicos da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e da perícia do MPF, que constataram a ineficiência do sistema de drenagem, com tubulações falsas e galerias bloqueadas com concreto e rochas. As análises demonstraram que os 16 dissipadores existentes não cumprem a função de dispersar as águas pluviais, gerando acúmulo da água da chuva misturada à rede de esgotos, favorecendo a proliferação de vetores de doenças.

Além disso, os levantamentos enfatizam que as inundações podem acelerar o processo erosivo do Morro do Careca e causar perda da faixa de areia recém-ampliada. Os estudos indicam também que o deságue inadequado próximo à base da duna está carregando sedimentos e já causou danos físicos, como a derrubada de cercas de proteção do morro.

Em chuvas recentes, no mês de abril, uma vala foi aberta próxima ao morro, em razão da força da água das chuvas que vai de encontro ao mar, também arrastando a areia da “engorda”. A perícia concluiu que é necessária a manutenção preventiva e corretiva, sob o risco “de prejuízo financeiro vultoso pelo refazimento da ‘engorda’ e a abreviação da vida útil do empreendimento”.

Documentação

O MPF buscou obter, várias vezes, a documentação necessária para a avaliação técnica da drenagem que está em andamento na praia, mas a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal (Seinfra) não forneceu os referidos registros. O órgão ministerial também tentou realizar extrajudicialmente a fiscalização da obra, mas não obteve êxito.

Para os procuradores da República responsáveis pelo caso, o município falhou ao priorizar a execução do aterro hidráulico antes da conclusão do sistema de drenagem e foi omisso na fiscalização de ligações clandestinas, na apresentação de projetos fidedignos e na manutenção dos dispositivos.

A ação destaca a relevância social e a importância turística e econômica da praia de Ponta Negra para todo o estado. O MPF acompanha há mais de uma década a necessidade de ações mitigadoras do processo erosivo na área, ressaltando que todas as intervenções precisam seguir as normas técnicas e ambientais para evitar novos prejuízos.

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sexta-feira - 08/05/2026 - 04:30h
Imunização

Saiba onde se vacinar em Mossoró no próximo sábado, 09

atendimento especial ocorrerá em duas áreas urbanas distintas (Foto: Arquivo)

atendimento especial ocorrerá em duas áreas urbanas distintas (Foto: Arquivo)

A Prefeitura de Mossoró, mais uma vez, ofertará o serviço de vacinação, no próximo sábado (9). Dois pontos extras de imunização funcionarão para atender à população mossoroense que busca proteção contra doenças e agravos, ampliando os índices de cobertura vacinal no município.

Um dos locais de vacinação será a Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Chico Costa, no bairro Santo Antônio. O equipamento funcionará das 8h às 16h, com serviços de imunização.

No mesmo dia, a vacinação será disponibilizada na Escola Municipal Senador Duarte Filho, no bairro Walfredo Gurgel, das 8h às 14h. O serviço será ofertado como parte de uma ação social realizada pelo Grande Oriente do Brasil (GOB).

“Convidamos a população para participar das nossas ações de imunização neste sábado. Estaremos com o serviço em dois bairros diferentes do município. É mais uma oportunidade para atualizar o esquema vacinal. Por isso, a nossa orientação é que verifiquem os cartões de vacina e busquem colocar em dia, se necessário”, declarou Etevaldo Lima, coordenador de Imunizações do município.

As vacinas serão aplicadas em cada faixa etária, público e grupos, conforme orientações do Ministério da Saúde. Vale ressaltar que a campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento e está disponível para os grupos prioritários.

Durante a semana, a vacinação continua nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os equipamentos funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

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quinta-feira - 07/05/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Uma maneira de preservar sua própria imagem é não deixar que o mundo invada sua casa. Foi um modo que encontrei de preservar ao máximo meus valores.”

Ayrton Senna

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quinta-feira - 07/05/2026 - 20:00h
Operação Compliance Zero

PF chega ao “andar de cima” da classe política no caso Banco Master

Ciro Nogueira foi o principal alvo da nova fase de investigação (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Ciro Nogueira foi o principal alvo da nova fase de investigação (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Da CNN e outras fontes

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (07) mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A investigação aponta que o parlamentar atuava como um “braço legislativo” de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em troca de pagamentos.

O banqueiro ordenava a retirada de projetos de lei pelo senador para serem “ajustados” por seus funcionários antes de retornarem ao gabinete.

Além disso, a PF aponta que a emenda proposta pelo senador para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão foi redigida pela assessoria do Master.

Como recompensa, o ex-dono do Master bancava viagens e hospedagens de luxo do parlamentar. Ciro Nogueira também recebia depósitos de R$ 300 mil a R$ 500 mil todos os meses de Vorcaro.

Dados consistentes

A quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira, reduz ainda mais as chances do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, fechar um acordo de colaboração premiada.

A avaliação de fontes a par da investigação é que já há dados consistentes sobre a fraude financeira, o que permitiu à PF deflagrar uma operação contra o chamado “andar de cima” da política. A ação desta quinta-feira (7) – veja AQUI – foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da ação penal do caso Master.

Saiba mais AQUI.

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quinta-feira - 07/05/2026 - 18:38h
Cachoeira do Mocó

Uma beleza pouco conhecida

Por Ranilson Silva

TBT de um lugar lindo que fui conhecer.

No último domingo (03) estive na Cachoeira do Mocó, no Sítio Bom Jesus, zona rural de Upanema.

A beleza desse lugar impressiona ainda mais de perto.

Se você ainda não conhece, assiste esse clipe até o final e veja um pouco dessa paisagem incrível que o sertão guarda.

🎥 @ranilson_silvasouza

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quinta-feira - 07/05/2026 - 17:54h
Saúde estadual

Luiz Eduardo vê aumento de cirurgias pendentes e critica gestão

Deputado aponta que existem cerca de 50 mil cirurgias (Foto: João Gilberto)

Deputado aponta que existem cerca de 50 mil cirurgias acumuladas (Foto: João Gilberto)

Durante a sessão plenária desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) fez pronunciamento abordando a situação da saúde pública estadual. Em sua fala, o parlamentar rebateu declarações do deputado Francisco do PT, que havia defendido a rede estadual de saúde, apesar de reconhecer falhas e mencionar dificuldades herdadas de gestões anteriores.

“O governo não pode administrar olhando para o retrovisor”, declarou.

O deputado destacou o aumento no passivo de cirurgias eletivas como um dos problemas. Segundo ele, em 2023 o estado tinha cerca de 15 mil procedimentos acumulados, número que atualmente chega a 50 mil.

Luiz Eduardo também citou dificuldades em áreas específicas da saúde, como o atendimento a pacientes queimados e a oftalmologia, além de outros gargalos enfrentados pela população. Ele cobrou providências por parte do Executivo estadual para enfrentar a situação.

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 07/05/2026 - 17:26h
Chapa majoritária

Matreiro, partido tucano evita tomar posição agora

Arte ilustrativa exclusiva para o BCS com recursos de IA

Arte ilustrativa exclusiva para o BCS com recursos de IA

Matreiro, o PSDB do RN está assuntando, assuntando…

Também espia pesquisas para consumo interno. E o que tem folheado recomenda prudência e permanência num lugar seguro: o “muro.”

Só depois, mais adiante, lá para frente, vai se posicionar quanto ao apoio à alguma chapa majoritária.

Por enquanto, está tudo solto, com hipótese muito forte de que sua nominata a estadual fique livre para voar e pousar no palanque de qualquer candidato a governador.

Esse “tucano” não quer correr risco de fazer escolha hoje que possa significar um desastre amanhã.

Matreiro, repita-se.

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Categoria(s): Política
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