Foi dada a largada para as eleições municipais de 2008.
Mas os primeiros sinais dessa disputa no RN revelam um triste cenário: as principais lideranças políticas do estado, em nome de seus interesses privados, desmoralizam de vez os partidos. Fazem o eleitor de trouxa. Ou tentam.
Em Natal, ninguém quer ser chamado de "oposição". Uma aliança aqui tem determinado formato; em Parnamirim, outro. Adversários num palanque, aliados noutro. Troca de elogios numa cidade, críticas na outra. Samba-do-crioulo doido.
Muita gente tem saudades do tempo do radicalismo: era o "verde" contra o "encarnado", "bacurau" diante do "bicudo", MDB versus Arena. Apesar do regime militar, era fácil saber quem é quem. Oposição era oposição, governo era governo.
O falecido jornalista Paulo Francis, que fazia comentários para a Rede Globo, dizia o seguinte: "Eleição no Brasil é apenas para se escolher o menos ruim."
* Editorial do Sistema União de Comunicação (30-06-08), dentro do programa "RN Urgente", TV União, às 11h.























