O jornalista gaúcho Tuca Viegas despediu-se do "Mossoró Notícias" da TV Mossoró, à noite de quinta (5). Era seu editor e âncora.
Ao final do programa, abriu parêntese no noticiário factual para uma nota particular, de agradecimento, umectada de mensagens implícitas.
Leia abaixo:
Nunca se deve encobrir ao público notícia alguma, qualquer que seja o inconveniente de sua divulgação. São com essas palavras que hoje me despeço de vocês, telespectadores.
Após 11 meses e 19 dias à frente do "Mossoró Notícias", estou deixando a emissora. O importante é termos a consciência de que procuramos sempre levar até você a verdade, acima de tudo a verdade.
Espero ter contribuído de alguma forma para o crescimento do jornalismo em Mossoró. Continuo acreditando que jornalismo deve ser feito por jornalistas.
Como mensagem para vocês, cito Nelson Mandela:
"Nosso maior medo não é sermos inadequados, nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos além do que podemos imaginar. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta.
Nós nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, quem é você para não ser?
Você pensando pequeno não ajuda o mundo.
Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor. Todos nós fomos feito para brilhar como as crianças brilham. Isso não ocorre somente em agluns de nós, mas em todos.
Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo. Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros."
Acreditem em vocês acima de tudo.
Muito obrigado pelo tempo que ficamos juntos.
Tuca Viegas – Jornalista
Nota do Blog – Meu caro, creio que sua contribuição só será dimensionada adiante.
É a distância no tempo, como uma lente grande angular, que tem o poder de captar o que somos e nosso legado.
Você, como outros que passaram pela imprensa de Mossoró, é imperfeito. Ainda bem. De gênios já estamos superlotados. Nem bom nem mal: humano.
Como jornalista, capaz; mas também aprendiz.
Faz-me lembrar de Giovanni Rodigheri, meu amigo querido que implantou a TV Cabo Mossoró (TCM), mas fez mais do que isso: deu-nos lições de companheirismo, compaixão, humildade e talento sem afetação.
Também imperfeito. Ainda bem.
"Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias." (Andrew Carnegie).

























