Miguel Nicolelis, paulistano criador do Instituto Internacional de Neurociência, instalado em Macaíba (RN), foi entrevistado no Canal Livre da Rede Bandeirantes de Televisão.
Em nenhum momentos os dois partiram para a politicalha, a fulanização
ou particularização da abordagem sobre ensino, ciência, educação, formação de jovens e adultos, política, construção de uma nação.Nicolelis, um cientista de renome internacional, nascido em São Paulo, mas que adotou o solo potiguar como ambiente de ampliação de seus estudos, maravilhou seus entrevistadores. Mostrou que este país é capaz de fazer ciência, se projetar pela inteligência, ser vanguarda.
Somos inventivos, capazes, curiosos. Faltam-nos meios, uma política de investimentos que nos faça protagonistas e não seres periféricos, ou sub-raça – como muitos ainda nos vêem.
A professora Amanda revelou boa articulação com as palavras, humildade, consciência política e altruísmo. Fez o contrário do seus algozes poderosos da política potiguar, que em vez de admitirem a fragilidade da educação, preferem rebater números e fatos, com a tentativa de vilipêndio e de desconstrução moral.
Sim, estamos no mapa do Brasil. Somos um microcosmos, mas parte dele.
A discussão de nossas mazelas, que são mazelas nacionais, deve nos despertar para o debate elevado, a busca por soluções e o banimento da intolerância como ingrediente de "negociação".
Em vez de rosnar, falar. Falar francamente o que pensamos. Em vez de agredir, ouvir. Ouvir com atenção a voz em contrário.
Nicolelis e Amanda fazem parte de um elenco raro, nesse universo humano multifacetado, de tantos matizes: nos fazem acreditar que podemos mais. Basta que descruzemos os braços, paremos de resmungar e escrevamos nossa própria história.
Sim, nós podemos.

























