“Um amigo de verdade é aquele que nos critica na nossa frente e nos elogia na nossas costas.”
Eduardo Galeano
Jornalismo com Opinião
“Um amigo de verdade é aquele que nos critica na nossa frente e nos elogia na nossas costas.”
Eduardo Galeano
A Câmara de Mossoró receberá nessa segunda-feira (2), às 10h, a visita oficial do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”.
O presidente da Casa, Jório Nogueira (PSD), convencionou o encontro com Souza no último dia 21, em Mossoró.
Os dois participaram de reunião que formalizou reativação e escolha de dirigentes da Associação dos Municípios do Polo Costa Branca (AMUCOSTA) – veja AQUI.
Da conversa saiu a definição de data e horário da presença de Souza na Câmara. Ele é o único parlamentar estadual na atual legislatura, eleito pela região de Mossoró.
Por Vicente Serejo
Talvez, e se fosse simplesmente pra repetir, bastaria invocar Mário de Andrade quando queria explicar uns tantos e pequenos mistérios da vida: é defeito de alma. Daí esse destino de guardar coisas velhas, enchendo a casa e a vida. Ou, no jeito sertanejo de Oswaldo Lamartine olhar o mundo, quando dizia que havia nascido com a mesma mania da Casaca de Ouro, o pássaro que, no sertão, leva tudo pro seu ninho, desde que possa carregar no bico. Sai voando, feliz da vida, como se fosse um prêmio.
É como explico essas coisas todas que vivem aqui, nestas salas. Como a revista Status, com a nudez docemente encantada de Dina Sfat meio escondida num resto de pudor. Ou a Playboy com Sônia Braga no esplendor, quando os anos não lhe haviam roubado o viço da carne.
É só por isso, por velhas admirações que teimam viver, que ainda guardo a Veja de agosto de 1978, com a entrevista do cronista José Carlos Oliveira nas páginas amarelas, um homem triste que avisa: ‘Viver é humilhante’.
Devo ao acaso ter conhecido Carlinhos Oliveira aqui em Natal, em 1981, quando veio a convite de Nei Leandro de Castro lançar ‘Um novo animal na floresta’. Na minha vez de pedir o autógrafo, ele escreveu na folha de rosto:
‘Para Vicente Serejo, o cronista que já é ficcionista e não sabe. Um abraço do José Carlos Oliveira, Natal, agosto 81′.
Viu nos meus olhos o espanto, e explicou: ‘Li sua crônica hoje de manhã no jornal. Puxou o exemplar da sua bolsa e pediu que lhe autorizasse usar o argumento.
Naquela manhã de um dia de agosto que não lembro mais, contei a história de um velho sisudo que morava no fim da Rua da Frente, pros lados do Porto do Roçado. Numa pequena casa que substitui por um sobrado para ter um sótão e nele os ratos, todas as noites, na assembleia da assombração.
Ele gostou e citou o detalhe do velho arrastando a sua cadeira de balanço, riscando o chão encardido da calçada. Fiquei vaidoso, mesmo sabendo que ele acabaria perdendo o jornal e esquecendo a história.
Carlinhos já estava com cirrose e mais intolerante do que sempre fora. Hospedara-se na casa de Nei, mas os latidos do cachorro do vizinho mordiam o silêncio e não lhe deixavam dormir. Pediu pra sair e foi para a casa de Emílio Salem, amigo de Nei.
Como queria comprar o Jornal do Brasil, Nei perguntou se o levaria a uma banca. Claro. Levei no meu carro. Comprou o JB, leu a coluna ali mesmo na rua e fui deixá-lo na Xavier da Silveira, na mesma casa onde até hoje mora Ione, a viúva de Emílio.
Em 1978, já era um homem dilacerado, mesmo ainda longe de viver seu grande desespero nos últimos anos de vida, entre 1981 e 1986, quando morre no dia 13 de abril. Ali, naquelas páginas hoje ainda mais amarelas, ele já blasfemava.
O Brasil? Responde: um país de demônios. Deus? Um inimigo do homem. Os ricos? Afia a alma na pedra de amolar: São todos iguais. E atira, como um guerreiro enlouquecido de amargura, depois de confessar que a sua briga é com Deus: Viver é uma humilhação.
Vicente Serejo é jornalista e cronista
Texto originalmente publicado no Jornal de Hoje.
Estão ensarilhadas as armas de dois nomes importantes do esquema governista em Mossoró. O armistício é por duas boas causas: segurança social e estabilidade político-administrativa.
O tenente-coronel Alvibá Gomes, titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil do Município, e o vereador e líder do governismo na Câmara Municipal, Soldado Jadson (SDD), têm diferenças pessoais.
Elas vêm da caserna. Jadson já foi subordinado a Gomes na Polícia Militar.
Depois de um estresse inicial da coabitação, com a posse de Gomes na Segurança, os ânimos foram esfriados. Uma intervenção subliminar do próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) serviu para acalmar principalmente a inquietação de Jadson.
Isso não significa que a animosidade tenha sido superada. Estão, digamos, represadas.
Estreante na Assembleia Legislativa, o deputado Carlos Augusto Maia (PT do B) tem um olho no mandato e outro em 2016.
Parnamirim, a sua principal base eleitoral, é outra prioridade por um motivo bem claro.
Ele enxerga vácuo para ser sucessor do prefeito Maurício Marques (PDT), em faixa própria.
Por Túlio Lemos (O Jornal de Hoje)
Frase do senador José Agripino, em seu twitter, sobre delação premiada em outro contexto:
“Delação premiada é o grande diferencial desta 7ª fase da Operação Lava Jato. O Congresso deve acompanhar de perto os rumos da investigação”.
Fica fácil ser a favor da delação quando o acusado é seu adversário; difícil é ser a favor em qualquer situação.
Por François Silvestre
“Quatro rios há nos espaços tenebrosos e subterrâneos dos Infernos: o Estige, o Aqueronte, o Cocito e o Flegetonte ou Piriflegetonte. Os três primeiros levam suas águas lentas, através de marnéis, pântanos e volutabros infectos, cobertos de tristes plantas aquáticas, a gargantas estreitas, onde o ruído das águas se torna espantoso. O quarto rola ondas de enxofre e fogo, arrastando no seu curso rochedos retumbantes”.
“Às bordas do Estige vêm dar as sombras dos que deixaram os corpos na região das luzes. Sobre a onda imóvel desliza, sem cessar, sem ruídos, uma barca com a madeira podre, suja, dirigida por horrenda criatura”. É Caronte, o barqueiro do inferno.
É assim que Tassilo Spalding inicia o verbete que define e expõe à visão gráfica a figura símbolo do que seria o capitalismo na mitologia.
E informa que o filho de Érebo e da Noite, desconhecido de Homero e de Hesíodo, era um deus ancião, mas imortal. Velho, repugnante, intratável e avaro.
Para realizar a travessia dos mortos à outra banda do Estige ou do Aqueronte, cobrava três óbolos, a menor das moedas, que valia uma sexta parte do dracma.
E só carregava os que tinham merecido a honra do sepultamento. Cujas almas, desligadas, tinham a posse das moedas que lhes garantiam a travessia.
As despossuídas vagavam pelas margens dos rios citados, até que um dia conseguissem o pagamento da travessia.
A descrição de Caronte e suas atribuições compõem o mais perfeito retrato do capitalismo e suas navegações pela história humana, a cobrar de cada um os óbolos de sua ganância e devolver a cada um a travessia no barco podre de Caronte.
Quando vejo um rico perdulário ou muquirana, esbanjador ou mealheiro, enojar-se com a palavra comunismo, eu compreendo. O que não compreendo é ver um pobre esganar-se de admiração ao capitalismo.
O comunismo, minha gente, nada tem a ver com pilantras que se definiram comunistas. O comunismo é Marx, não é Stalin.
O comunismo é São Francisco de Assis, Thomaz de Aquino, Padre Vieira, Portinari, Vulpiano Cavalcanti, Carlos Prestes, não é Chaves, Fidel, Dirceu ou Brejnev.
Caronte não recebia seres vivos na sua barca. O capitalismo não recebe seres livres nos seus negócios. Todos são livres, no capitalismo, para servirem aos capitalistas. Fora daí, a liberdade é apenas uma figura retórica. Onde se avolumam nas margens dos rios podres as almas despossuídas de óbolos.
Caronte pagou com a perda de função, durante um ano, por ter transportado Hércules, ainda vivo, movido pelo medo.
Aí estão os dois instrumentos do aparato capitalista: a moeda e o medo. Sem a moeda e sem o medo, a exploração fracassaria.
Posta indevidamente nos ombros sujos do capitalismo a bandeira das liberdades fundamentais, pelo falso comunismo, o antagonismo do mal se transformou no estandarte justificador do próprio mal.
Té mais.
François Silvestre é escritor
Texto originalmente publicado no Novo Jornal.
Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)
Alô
O senador Agripino Maia (DEM-RN), enrolado na Operação Sinal Fechado, ligou para colegas – da oposição e do governo, à exceção do PT – para dar sua versão sobre a confusão.
Negou tudo, claro.
Hoje é dia de clássicos no Estadual de Futebol do RN, na Primeira Divisão. Em Natal, ABC e América; em Mossoró, Potiguar e Baraúnas.
Veja abaixo os jogos dessa rodada e a atual classificação.
Santa Cruz X Alecrim
Globo X Força e Luz
Corintians X Palmeira de Goianinha
ABC X América
Potiguar-M X Baraúnas
Classificação:
1 América 13
2 ABC 11
3 Globo 10
4 Santa Cruz 9
5 Alecrim 9
6 Baraúnas 7
7 Potiguar-M 7
8 Palmeira de Goianinha 3
9 Corintians 2
10 Força e Luz 0
Movimento silencioso, mas já crescente, sinaliza para formatação de chapa alternativa à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró.
As articulações reagem a uma corrente que quer chapa consensual e à própria pré-candidatura situacionista do contabilista, advogado e ex-secretário municipal Canindé Maia.
As eleições vão acontecer no segundo semestre deste ano.
Na última sexta (27) a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), foi recebida em audiência pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD). A presidenta do Sindicato lhe apresentou a pauta de reivindicações e os encaminhamentos que deveriam ser feitos de acordo com as demandas e interesses dos professores da municipal de ensino.
A entidade buscava uma audiência desde o ano passado.
A presidente Marleide Cunha voltou a reafirmar ao prefeito que a categoria não aceitará um retrocesso nos direitos e avanços já conquistados por esses profissionais.
“Reafirmamos categoricamente ao prefeito que não aceitaremos nenhum retrocesso nos direitos dos professores”, avisou a presidente.
“Exigimos o cumprimento de um terço da jornada para planejamento e estudos para todos os professores independente do nível de ensino”; destacou a presidenta do Sindiserpum.


