A fragilização do Governo Dilma Rousseff (PT), imerso em corrução, desaprovado de forma esmagadora pela opinião pública e sem sustentação confiável no Congresso Nacional, produz a possibilidade de um impeachment.
Mas afinal de contas, é possível que a presidente Dilma seja afastada do poder?
É possível e até provável.
Por muito menos acusações, o então presidente Fernando Collor de Mello foi catapultado do poder no início dos anos 90.
Apesar de ser um processo que obedece a um trâmite legal, a partir da Câmara dos Deputados, ele se sustenta sobretudo em aspectos políticos.
Como se diz numa fábula muito antiga: “O rei está nu”. No caso, a presidente Dilma está despida de maior força política consistente, respaldo popular e uma conjuntura econômico-administrativa favorável.
Poderá resistir até o final do seu mandato, mas certamente “sangrando”.
Se o processo de impeachment não foi sacramentado ainda, é porque os próprios aliados e adversários não conseguiram ainda fechar a equação do poder pós-Dilma.
Nessa engenharia nos intramuros do Congresso Nacional, há de tudo, mas muito pouco de interesse público.
Da mesma forma, os escândalos revelam que o Estado brasileiro tem sido de muitos, menos dos brasileiros.































