O ex-secretário de Energia do Governo Wilma de Faria (PSB) Jean-Paul Prates alerta para decisão tomada pela Petrobras, quanto à Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), que se localiza no município de Guamaré. Segundo ele, “foi oficializada internamente a devolução da RPCC para a Diretoria de Exploração & Produção, que passará a se chamar “Ativo Industrial de Guamaré”.
Acrescenta, que “a medida vinha sendo internamente planejada e discutida, com alto grau de discordâncias, e foi objeto de nossa nota do dia 16 de junho de 2016, alertando para as consequências disso para o RN e para o Nordeste. O que pode parecer apenas uma decisão interna sem maiores consequências, não é.”
Na ótica de Prates, um dos nomes mais conceituados do país e referência mundial em energia, “a Clara Camarão, do alto de suas sucessivas conquistas de aumento de capacidade, aprimoramentos técnicos, investimentos em expansão e gestão técnica e comercial especializada, deixará de ser considerada uma refinaria. Portanto, ficará totalmente excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural (anteriormente denominada Refino e Abastecimento).”
Morte
No entendimento de Prates, presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN), “isso é decretar a morte da nossa refinaria, assim como se decretou recentemente a suspensão das atividades de perfuração terrestre em todo o País e o fechamento da planta de biodiesel de Guamaré – sem que houvesse qualquer entendimento ou conversa com os líderes políticos e empresariais do nosso Estado, que, durante décadas, promoveu, com prioridade, incentivos fiscais, licenças e parcerias sócio-ambientais com a empresa para ajudar a viabilização de seus projetos.”
Para ele, “poderão nos tirar a refinaria simplesmente para alegar uma redução de custos que, na verdade, significará mais um retrocesso do investimento da Petrobras no Estado – o maior de todos.”
Jean-Paul Prates aponta, que “ao contrário do que se está planejando internamente, o que deveria ser feito é justamente o contrário: a incorporação de todo o Pólo Guamaré à nova Diretoria de Refino e Gás Natural, incluindo as UPGNs e os terminais de despacho e recebimento de produtos. Isso sim, seria medida de eficientização das estruturas logísticas e da gestão dos ativos da empresa no RN. E também indicaria, claramente, um caminho de avanço – e não de retrocesso – dos investimentos e da presença da Petrobras na nossa região.”
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