“A amizade é uma alma com dois corpos.”
Aristóteles
Jornalismo com Opinião
“A amizade é uma alma com dois corpos.”
Aristóteles
Por Josivan Barbosa
Aos poucos a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos da Prefeitura Municipal de Mossoró vai aplicando os recursos do empréstimo de R$ 147 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF) em importantes obras para o município. As ruas, avenidas e bairros que estão sendo contemplados adquirem uma nova realidade no aspecto de urbanismo. Como exemplo, podemos citar os bairros Três Vinténs, Pousada dos Termas, Costa e Silva, Alto do Sumaré, Bela Vista entre outros.
As novas ruas pavimentadas são feitas, quando possível, em vias duplas com critério de qualidade atendendo aos projetos de meio-fio com material pré-moldado de bom acabamento e durabilidade, canteiro central, calçadas e acessibilidade para pessoas com deficiência de mobilidade. Além disso, as avenidas são dotadas de um espaço lateral para que o contribuinte possa plantar uma pequena faixa de grama ou, ao seu critério, um outro tipo de paisagismo.
Claro que o ideal seria que a Prefeitura tivesse condições de fazer esse investimento sem ter que recorrer a empréstimos em bancos oficiais ou privados, mas, quem conhece o atual orçamento municipal sabe que não há como fazer milagre. A opção pelo empréstimo foi a única forma da municipalidade não deixar caminhar para um colapso na infraestrutura.
Infraestrutura do município II
A municipalidade está também recuperando a malha viária que após o último longo período chuvoso (janeiro a julho) ficou em péssimas condições. Há exemplos de bairros, como o Abolição III, que estava praticamente inviável para o trânsito de veículos e que aos poucos está sendo recuperado.

Calçamento no conjunto Vingt Rosado, feito há poucos dias, já está profundamente deteriorado (Foto: cedida)
Claro que não há condição para uma recuperação total em apenas um semestre porque como se trata de uma obra pública, precisa de uma supervisão criteriosa por parte dos fiscais da PMM para que a obra tenha durabilidade.
É melhor demorar um pouco na recuperação do que acelerar sem preocupação com a qualidade. Nesse caso, qualidade é melhor do que quantidade e a responsabilidade do gestor tem que ser direcionada para tal.
Infraestrutura do município III
Um outro aspecto importante na infraestrutura do município é a recuperação contínua das estradas vicinais. Já está passando do tempo para que a municipalidade avance no tipo de contrato que precisa ser feito para esse tipo de estrada. Nesse caso precisa ser copiado o Programa de Recuperação e Manutenção Rodoviária (CREMA) do Governo Federal lançado em 2008. O importante para as comunidades rurais é a recuperação contínua dos trechos de estradas vicinais que representa muita coisa no município de Mossoró.
Para isso, o processo licitatório teria que estabelecer como critério básico a manutenção por quilômetro da estrada vicinal em plenas condições de trafegabilidade. O processo licitatório com o objetivo de apenas recuperar o trecho não resolve o problema. Pelo contrário, acentua as reclamações por parte dos usuários, pois em alguns trechos a recuperação só funciona no período da seca. Um exemplo disso, é a conhecida Estrada de Alagoinha que foi totalmente recuperada no meio do período de chuvas e no final do inverno já estava em péssimas condições.
Construção civil
Há um setor da economia em Mossoró e região que está em pleno desenvolvimento, mesmo diante da pandemia da Covid-19. Trata-se da área de construção civil. Há algumas extensões de bairros em Mossoró em pleno crescimento, como exemplo temos o Parque Verde como uma extensão do Santa Delmira e o Por do Sol como uma extensão dos novos conjuntos habitacionais Américo Simonetti (Abolição 5) e Santa Júlia (Abolição VI).
Há também um amplo desenvolvimento de unidades habitacionais nos loteamentos Campos do Conde e Bela Vista, ambos localizados no entorno do Partage Shopping.
Engenharia de Energia
A nova gestão da Universidade do Semiárido vai ter que repensar sobre o fechamento do curso de Engenharia de Energia se quiser continuar integrada ao desenvolvimento regional em termos de geração de energia sustentável. O curso foi fechado e transformado em Engenharia Elétrica na atual gestão diante do argumento de que o Conselho Regional de Engenharia e Agricultura (CREA/RN) tinha dificuldade no reconhecimento da profissão e que as empresas não conheciam o potencial dos engenheiros de Energia. Mais uma vez a instituição fez a opção pelo mais cômodo, não envidou esforços para avançar com o incremento da profissão, cuja responsabilidade number one era da Ufersa.
O curso de Engenharia de Energia da Ufersa foi o terceiro a ser criado no país e a justificativa para a sua criação foi embasada no desenvolvimento de novas fontes de energia no Semiárido, como a eólica, solar e das marés. A importância desse curso pode ser exemplificada pela valorização dos profissionais dessa área que atuam nos parques eólicos da região. Hoje são mais bem remunerados dos que os engenheiros de petróleo.
Um engenheiro de energia que planeja parques eólicos chega a ter salário de R$ 25 mil mensais. Portanto, não há outro caminho que não seja a reativação do curso de Engenharia de Energia sem o fechamento do curso de Engenharia Elétrica. Ambos podem funcionar sem qualquer problema, mesmo porque os docentes inicialmente contratados para o curso de Engenharia de Energia podem lecionar conteúdos programáticos em ambos os cursos.
Hospital Universitário
A nova gestão da Universidade do Semiárido terá um grande desafio já nos primeiros dias de setembro. Abrir processo licitatório para a elaboração do projeto de engenharia do Hospital Universitário, o qual precisa está pronto até o final do ano para que possa viabilizar uma Emenda de Bancada para iniciar a sua construção.
Nesse aspecto, a reitoria não precisa inventar a roda. Basta seguir o modelo do que fez a Universidade Federal do Amapá que conseguiu avançar e com o pragmatismo da bancada federal daquele Estado construiu um hospital modelo para toda a região Norte. Além de atender aos discentes dos cursos de Medicina do município, o hospital universitário de Mossoró preencherá uma importante lacuna nos serviços de saúde e captará centenas de vagas de concurso para os profissionais da área através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Na próxima semana falaremos sobre a opção que a Ufersa precisa adotar para que, enquanto o hospital não seja construído, o discente não seja prejudicado por falta de local para as atividades práticas do curso de Medicina.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Por Odemirton Filho
“Pau dos Ferros, o cigano chegou”. (Aluízio Alves, em discurso)
As campanhas eleitorais de Aluízio Alves, nos idos de 1960, são memoráveis, conforme aqueles que viram e ouviram o “cigano feiticeiro”. Por onde ele passava arregimentava multidões. Era a Cruzada da Esperança.
Mas por que o apelido de “cigano”? Porque, segundo o próprio Aluízio, o seu adversário afirmou que Aluízio passava o dia pelas estradas, não almoçava nem jantava na casa de líderes políticos que o apoiavam e, se dormia, era nas estradas. Aluízio, então, adotou a alcunha e, depois, acrescentou o “feiticeiro”, de acordo com uma música composta para ele.
Assim, em quase toda cidade, havia aqueles eleitores que acompanhava o “cigano feiticeiro”, como todo partidário apaixonado por política e pelo seu líder.
Em Mossoró não poderia ser diferente. Seu Pedro, conhecido como “o homem do carneiro verde”, era um desses fiéis eleitores. Todos os dias o carneiro ficava amarrado ao tronco de um pé de castanhola que fazia sombra na frente da residência.
Ali o carneiro ficava à exposição das pessoas. O animal recebia um banho de verde da marca xadrez e ficava preso em um cabresto, quando acompanhava as caminhadas e as passeatas de Aluízio Alves.
Era comum, quando chegava a Mossoró, Aluízio Alves ir à casa do “homem do carneiro verde”, que ficava na rua Felipe Camarão, para tomar um café e prosear sobre política.
À noite havia o grande comício na praça do Codó, a qual ficava lotada até altas horas da madrugada. O povo ia aos comícios segurando nas mãos um lenço verde ou um galho de árvore. As músicas da campanha, “Marcha da esperança”, “Frevo da Gentinha”, entre outras, eram entoadas pelos adultos e crianças.
Em seu livro, O que eu não esqueci, Aluízio Alves nos conta que: “os comícios e passeatas atravessavam a noite e a madrugada. No começo, de 20 horas até 6 horas da manhã. (…) Dia e noites inteiras, o povo cantando e famílias esperando nas estradas, para receber um lenço que eu atirava de cima do caminhão da esperança”.
E acrescenta o cigano feiticeiro:
“Foi a primeira vez na história da República que a campanha política deixou de ser um encontro de chefes e os ajuntamentos da cidade, para invadir todos os bairros, os sítios, o povo nas estradas só para receber um cumprimento ou um lenço” (…)
Não era nascido à época. Aliás, lembro-me somente a partir da campanha eleitoral de 1982. Infelizmente não cheguei a conhecer Seu Pedro e o famoso “carneiro verde”. Assim, perdoe-me o leitor eventuais omissões e erros na narrativa.
Para escrever esta crônica me socorri da leitura das reminiscências de Aluízio Alves e do amigo Rocha Neto, do Restaurante Prato de Ouro, que me passou valorosas informações.
Me disse Rocha Neto que “nos comícios todos ficavam esperando pela grande preleção política do gênio chamado Aluízio Alves, que era tão amado e odiado pelos que habitavam a terra de Santa Luzia”.
Enfim, “o homem do carneiro verde”, sem dúvida, faz parte da história das campanhas eleitorais de Mossoró. E Aluízio Alves, “o cigano feiticeiro”? Foi um dos grandes líderes políticos do Estado, admire-se ou não a sua trajetória política e de homem público.
Ah, e “veio do sertão lá do Cabugi”. . .
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
* Fotos cedidas pela página Relembrando Mossoró (Lindomarcos Faustino)
Por Marcos Araújo
“Mundo, mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo (…)”.
Carlos Drummond de Andrade
Mês que passou, foi estabelecida uma polêmica nos meios culturais e políticos do Estado após ser divulgada a apresentação de um projeto de lei da iniciativa do Deputado Nelter Queiroz, objetivando trocar o nome da Universidade do Estado do RN (UERN) para “Universidade Estadual Raimundo Soares de Souza”. O propósito era marcar o centenário do nascimento do ex-prefeito de Mossoró Raimundo Soares de Souza, um dos criadores da universidade.
Contudo, devido a uma manifesta resistência no ambiente acadêmico, o deputado proponente retirou o projeto, sem que tal fato represente qualquer demérito ao ilustre alcaide.
É fato que o Rio Grande do Norte teve – e tem! – muitos RAIMUNDOS que marcaram o seu microuniverso cultural, artístico, político e social.
Aqui em Mossoró, rapidamente podemos recordar de três RAIMUNDOS do passado que muito contribuíram para sua edificação social, a saber:
1) RAIMUNDO Soares de Souza, Prefeito de 1963 a 1968, foi quem furou os primeiros poços profundos garantindo o abastecimento de água da cidade; depois, trouxe a energia elétrica; estruturou a rede municipal de ensino e criou a primeira Faculdade (que viria a se transformar na UERN);
2) RAIMUNDO Soares de Brito (Raibrito), pesquisador, historiador, arquivista, biógrafo, escreveu mais de quarenta títulos sobre fatos históricos e pessoas do Estado, principalmente de Mossoró e região Oeste, detendo em seu acervo mais de 15.000 biografias; e,
3) RAIMUNDO Nonato da Silva, escritor, historiador, folclorista, memorialista, pesquisador, professor, magistrado, jornalista, técnico em assuntos educacionais, autor de várias obras, um etnógrafo, embora martinense de nascimento, viveu boa parte de sua vida em Mossoró, até se mudar para o Rio de Janeiro, onde faleceu aos 86 anos de idade.
No presente, temos o professor RAIMUNDO Antonio de Souza Lopes, um genial escritor, poeta, biógrafo, editor, um ativista cultural que vem revolucionando o nosso Estado no mundo das letras, publicando suas obras e auxiliando novos escritores na compilação de dados, organização, revisão e publicação dos seus trabalhos.
Um RAIMUNDO também grafou o seu nome com letra de ouro na área do Direito no Rio Grande do Norte. Falo do jurista RAIMUNDO Nonato Fernandes, um dos maiores administrativistas que o país já teve. Foi ele Procurador do Estado e Consultor-Geral do Estado em seis governos diferentes (Dinarte Mariz, Aluizio Alves, Monsenhor Walfredo Gurgel, Tarcísio Maia, José Agripino em dois períodos), demonstrando ser detentor de uma confiança apartidária muito rara.
Tímido e humilde por excelência, lia, escrevia e falava francês fluentemente, sem nunca se vangloriar da sua poliglotia. Como administrativista de escol, conhecia nos originais a doutrina francesa de Maurice Hauriou, Léon Duguit, André de Labaudere, Louis Josserand e Georges Vedel, porém, nos seus pareceres se referia com maior frequência aos autores brasileiros, dentre eles Caio Tácito, Hely Lopes Meirelles e Seabra Fagundes, este último também um ilustre norte-riograndense, autor da teoria do controle dos atos administrativos.
O Prof. RAIMUNDO Nonato Fernandes tinha uma “memória de elefante”. Numa época em que não existia internet, ele lia diariamente o Diário Oficial da União e o Diário da Justiça, anotava em fichas todas as mudanças legislativas e os julgados dos Tribunais Superiores, chegando a possuir cerca de cem mil decisões catalogadas. Sempre era consultado pelos outros Procuradores do Estado, e sucessivamente incomodado pelos Consultores-Gerais que lhe sucederam com pedidos para tirar alguma dúvida.
Outro RAIMUNDO muito impactou minha noção de mundo: o meu avô RAIMUNDO Nonato do Rêgo. Um homem simples, semianalfabeto, um sertanejo honrado, um sábio que proferia diariamente orientações sentenciais que eram verdadeiras tiradas filosóficas sobre a existência humana. Seu pensamento sobre o que é o justo e o certo era muito mais sólido e concreto do que a Teoria da Justiça do filósofo norte-americano John Rawls (1971).
Esse seu estoicismo pragmático parecia ser uma réplica do pensamento filosófico do romano Lucrécio (Da Natureza das Coisas). Desprovido de apego material, era um epicurista, por assim dizer, feliz com o pouco que tinha. Falando sobre a natureza humana, parecia ter lido Hobbes, destacando que “a pessoa quando não presta, começa de pequeno, pois espinho logo depois de nascido já começa a furar”.
Dele aprendi sobre o quanto é efêmera a fama e a glória. Pedia sempre que eu lembrasse que tudo passa, e que um dia todas as pelejas e torneios sociais cairão na mais vil das inutilidades. Também com ele aprendi a lição de que o mais importante nessa vida são as pessoas e o sentimento de afeto que nos une, e pedia para nunca perder de vista o olhar humano para o inenarrável milagre da compreensão e do amor ao próximo.
A importância desses RAIMUNDOS – e de outros não citados aqui por falta de espaço – na história da nossa cidade e do nosso Estado é indescritível. O nome diz muito. Raimundo tem origem a partir do germânico Ragnemundus, formado pela união dos elementos ragin, que significa “conselho”, e mundo que quer dizer “proteção”, e significa “sábio protetor”, “aquele que protege com seus conselhos”.
Sou muito grato a esses RAIMUNDOS.
Ave, Raimundos!
Marcos Araújo é professor e advogado
A Polícia Federal e a Receita Federal anunciam a maior apreensão de cocaína este ano no Porto de Natal – que há tempos virou entreposto comercial da droga a caminho da Europa.
O flagrante aconteceu à noite desse sábado (15). Pelo menos 703,95 kg da droga foram encontrados dentro de um contêiner com carga de manga, com destino ao continente europeu.
As investigações agora terão prosseguimento com o objetivo de se identificar a autoria desse crime de tráfico internacional de drogas, cuja pena varia de 7 a 25 anos de reclusão.
Desde 2019 até o presente momento, a Receita Federal já apreendeu, em cooperação com a PF e somente no Porto de Natal, mais de 5 toneladas de cocaína.
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Por Aílson Fernandes Teodoro
Na última quinta-feira, 13 de agosto, o jornalista Carlos Santos, editor-chefe desse espaço, que na realidade é “Nosso Blog”, publicou matéria com o seguinte título: “Oposição precisa cativar povão e mexer com o egoísmo da elite“.
Li, achei interessante a análise e me senti instigado a escrever um artigo sobre o tema, onde deixo minhas impressões sobre o papel dos mossoroenses nas eleições que serão realizadas dia 15 de novembro.
Pois bem. Eis minha opinião: Considero a elite social e política local uma das mais conservadoras e corporativistas do país. Não consegue aceitar nem digerir quem ascende social e politicamente se não for da terra; principalmente se não fizer parte de alguma família tradicional da cidade. Financeiramente também são conservadores, olham com desconfiança e indiferença para quem consegue amealhar vultoso patrimônio, mesmo que adquirido honestamente.
No campo político, é ainda pior.
Ajuda a manter no poder e a perpetuar um modelo, representados por uma prefeita desgastada política e administrativamente, fruto de uma gestão desastrosa que não consegue resolver as obrigações mais básicas que competem a um gestor de um município do porte de Mossoró. Uma prefeita que saiu do Governo do Estado avaliada como a pior chefe do executivo estadual do país, à época.
Sequer teve amparo do seu partido, o DEM, para tentar a reeleição em 2014. Em Natal, por exemplo, virou persona non grata.
Mas, a “doutora Rosalba Ciarlini (PP)”, como é chamada com a boca cheia por bajuladores, amigos, asseclas, admiradores, detentores de sine curas e outros que fazem parte da fauna política mossoroense, tem um diferencial: é de família tradicional e, dois anos depois, conseguiu retornar com relativa facilidade à titularidade do Palácio da Resistência, sede do executivo municipal.
O que me deixa constrangido e triste, é ver uma expressiva quantidade de pessoas, de todas as áreas, mas principalmente da classe médica, salvo raríssimas exceções, “passando pano” – gíria que está na moda nas redes sociais e significa “encobrir coisas ruins feitas por colegas ou pessoas que gostamos” – para a prefeita. Só e somente só, por conservadorismo e corporativismo. Algo inato às castas na tentativa de preservação do poder. Ou das espécies.
Se reeleita, muitos atribuirão a vitória de Rosalba a bairros como Santo Antônio, Barrocas e Belo Horizonte, redutos de grande concentração popular, onde a prefeita já possuiu maior densidade eleitoral. Mas na verdade, aqueles que formam o PIB da cidade, em sua quase totalidade, votarão na atual chefe do executivo – por se sentirem representados na pompa e na mediocridade não assumida. Casa e botão.
Se fizer, hoje, uma pesquisa nos condomínios mais luxuosos da cidade, sejam eles compostos de casas ou apartamentos de médio e alto padrão, “A Rosa”, epíteto também atribuído à prefeita por alguns sabujos, aparecerá com mais de 80% de preferência entre os mais abastados financeiramente.
Não aceitam um jovem deputado como Allyson Bezerra, nascido na ‘roça’, filho de lavradores e originário da escola pública, tornar-se prefeito. Nem uma mulher, como Isolda, natural de Patu e criada em Upanema, concebida nas lutas sociais, desde a vida estudantil até se tornar militante e representante das minorias no legislativo municipal.
A eleição de dois deputados estaduais que não fazem parte das corriolas do vinho, das viagens europeias e spas chiques, que não moram em casarões luxuosos (muitos igualmente de péssimo gosto arquitetônico), mexeu com os brios dos donos da cidade. Julgavam-se vencedores e acreditavam em vitória fácil, por conta da estrutura que tinham à disposição.
Ouvi muita gente falando após o resultado 1. Turno, em 2018, a seguinte frase:
– “Como é que o povo de Mossoró deixa de eleger Larissa Rosado, para eleger esse Allyson e essa vereadora do PT? ”.
Falavam como se uma eleição municipal tivesse sido encerrada. E pasme, ponderavam sobre o assunto, como se Allyson e Isolda Dantasfossem os responsáveis pela derrota de Larissa, deputada estadual e candidata apoiada pelo executivo municipal.
Fechadíssimo clube é a elite política, social e financeira mossoroense. Cláudia Regina sabe disso. Foi eleita em 2012 com apoio do rosalbismo, mesmo sem possuir e desfrutar da ampla e irrestrita confiança dos atuais donos do poder e de grande parte da elite financeira e social.
À época governadora, Rosalba Ciarlini, com apoio do esposo e tutor político Carlos Augusto Rosado, usou e abusou da máquina estadual, através de falsas promessas e outras ardilosidades com o escopo de eleger sua candidata. E conseguiram o feito. Cláudia, que podia perder, foi eleita. Rosalba é que não podia ter sua candidata derrotada.
Depois, inúmeras cassações, o resto da história todo mundo conhece, inclusive quem é da elite política e acompanhou a forma que abandonaram Cláudia. Só não sabem exatamente como foi essa mágica que permitiu Rosalba sair ilesa legalmente. Bem, aí são outros quinhentos.
Lembro, à época, como foi renhida a disputa municipal em 2012. Inúmeras pessoas das classes média e alta, expunham: “Eu vou deixar de votar em Larissa Rosado, que é de Mossoró, para votar em Cláudia, que nem é daqui”. Desse jeito. Diziam sem pudicícia alguma. De forma torpe. Desonestidade intelectual grande.
Todos sabem que Cláudia Regina reside em Mossoró há décadas; é tão mossoroense quanto os que aqui nascem. Mesmo que não tenha sido condecorada com o título de cidadã mossoroense, uma das formas mais hipócritas que o legislativo encontrou para bajular pessoas ilustres, principalmente membros do Judiciário e Ministério Público, ou empresários ricos, forma de paparicar a elite. E mais nada.
Isolda, que é Dantas; Allyson, que é Bezerra, e outros pré-candidatos como Gutemberg Dias, Ângela Schneider e outros, nem sequer podem, na visão de alguns, sonhar em ganhar a eleição municipal dia 15 de novembro. Aliás, ver os intrusos Allyson e Isolda eleitos em 2018, já foi demasiadamente duro para muitos.
Ainda existem feridas não cicatrizadas.
A derrota de Larissa Rosado e Cadu Ciarlini (filho de Rosalba, que a mãe tentou empregar como vice-governador) foram duas das maiores vergonhas políticas dos Rosados e seus apaniguados nas últimas décadas. E, agora, fazem de tudo para não passar um vexame ainda maior: Rosalba não pode perder de jeito algum para os párias da oposição, que não têm sangue nobre.
A elite sabe onde, quando e como conversar com o grupo da prefeita. Conhece o caminho. No verão, frequenta os mesmos alpendres. E quando consegue o que quer, recolhe-se a seu valhacouto. Volta a cumprir seu papel subalterno de súdito.
Se a oposição deseja ganhar a eleição, o caminho é conversar com o povão. É essa fração vulnerável que vive em nossa cidade, que mais precisa dos serviços básicos da municipalidade.
É mostrar a essa massa, que é só é vista pelo executivo a cada 2 anos, intervalo entre uma eleição municipal e estadual, alternativas para se livrar da servidão.
Em 2018, o grupo da prefeita sofreu um grande baque eleitoral. De todos os seus candidatos e todos movidos à alta combustão da máquina pública, apenas Beto Rosado se reelegeu à Câmara Federal e, assim mesmo, no “tapetão”. Foi graças a um processo judicial lá para as bandas de Brasília, onde o direito não é exatamente o certo, o reto e o justo, que ele pegou a reeleição “pelo rabo“.
Essa derrota foi gerada pelo voto do povão; da massa-gente. Esse grande número de eleitores, formado por cidadãos mossoroenses, disse claramente que não estava satisfeito com a prefeita. E é essa fração de eleitores que devem ser procurados pelos prefeitáveis; são essas pessoas que vão decidir os destinos das eleições, contrariando a vontade dessa elite cavilosa, preconceituosa e que arrota caviar depois de beliscar um espetinho.
Durante a ditadura militar, o economista Edmar Bacha, definiu o Brasil como uma “ Belíndia”, resultado da fusão da Bélgica com a Índia. Quem conhece a frase percebe que ela se encaixa com o padrão de alguns bairros de Mossoró.
Existem duas Mossorós; uma rica e sintonizada com o primeiro mundo. Pertence à elite, que não quer mudá-la. A outra é miserável e ineficiente na prestação dos serviços públicos; é arcaica, e reservada a massa-gente.
Espero que em novembro, as classes média e baixa mossoroense, de origem popular, e da qual faço parte, comecem a reescrever uma nova história. A elite política e social, corporativista que é, tentará manter a história como está, seu status quo. Seu egoísmo ignora as necessidades alheias, ou seja, da maioria. A maioria somos nós. Eles não!
Aílson Fernandes Teodoro é bacharel em direito
“As pessoas não querem ouvir a verdade porque elas não querem suas ilusões destruídas.”
Friedrich Nietzsche

Iracema Morais e Adriano Diógenes, vice-prefeita e prefeito eleitos em 2018, num período conturbado (Foto: arquivo)
O prefeito de Guamaré, Adriano Diógenes (MDB), eleito em disputa municipal suplementar no dia 9 de dezembro de 2018 – veja AQUI, anunciou nesse sábado (15) que não disputará a reeleição. Justificou que preferiu completar seu mandato-tampão em momento difícil do município, passando a postulação ao ex-prefeito Hélio Willamy (MDB), que foi cassado em 2018, ensejando justamento o pleito suplementar.
Veja abaixo a íntegra da nota:
No início de novembro de 2018, o meu nome foi posto em apreciação para concorrer à vaga do executivo municipal, fruto do trabalho por nós realizado a frente da Secretaria Municipal de Saúde, onde surgia dessa forma, uma candidatura a prefeito para o pleito suplementar para atender a vontade popular que precisava naquele momento garantir as conquistas do povo de Guamaré (RN), assegurando o desenvolvimento do município.
Vinte meses se passaram de nosso mandato e após muita reflexão, entendi que envolver-me na disputa política significaria deixar de lado a administração da cidade em um momento de grave crise sanitária e também financeira, aliás, pela primeira vez em sua história, o nosso município é inserido neste contexto de incontáveis frustrações de receitas.
Prefiro, portanto, me concentrar na gestão do município de Guamaré para concluir o nosso mandato, pois entendo que o mais importante é trabalhar neste momento para melhorar a cidade, focado na premissa maior de salvar vidas.
Diante de tudo exposto, informo aos munícipes de Guamaré, em especial ao meu grupo político, que não irei para a REELEIÇÃO, mas nosso grupo seguirá firme com a candidatura a prefeito do meu amigo e ex-prefeito, Hélio Willamy, que reconhece o legado do nosso mandato e nos assegurou a continuidade do trabalho em favor do povo e do desenvolvimento de Guamaré.
Antes de tomar esta decisão, conversei com amigos (as), escutei o nosso grupo político, mas ouvi principalmente a minha família! Queremos nos dedicar a partir do próximo ano, a nossa atividade profissional, uma paixão desde os tempos da universidade e a verdadeira responsável por nos trazer a querida cidade de Guamaré, mais que deixamos em segundo plano ao longo dos últimos anos, por estarmos focados na gestão pública municipal, seja enquanto secretário de Saúde ou como prefeito municipal.
Agora é hora de externar os nossos agradecimentos ao POVO que me concedeu o mandato de Prefeito.
A luta não acabou, vou trabalhar por vocês até o último dia do meu mandato e continuarei a disposição de Guamaré para as lutas futuras, ao lado de todos, principalmente dos mais humildes, com o coração cheio de gratidão pela generosidade e acolhida que aqui encontrei.
Muito obrigado a cada cidadão e cidadã que confia no nosso trabalho; aos servidores públicos que torcem e que se empenham para o sucesso da gestão que em apenas vinte meses construiu um legado histórico de conquistas importantes, resgatando dívidas sociais e modernizando a gestão pública municipal.
Gratidão a todos, e, o meu mais profundo respeito a cada munícipe.
Deus abençoe a cada um de vocês. Muito obrigado!
Adriano Diógenes – Prefeito Municipal
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Por François Silvestre
..no socialismo nordestino, da cultura editorial no petismo papa-jerimum, as pesquisas, a incoerência de quem critica Moro pela chantagem da prisão para delação premiada, e agora reclama de não se prender Queiroz para obter a mesma safadeza…
É coisa muita. E cretinice vasta...mas tô cansado agora.
…se tiver saco escrevo depois. Se não, informo que essa bosta toda não tem lado que preste. Só o lado de fora…
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Do Blog Salomão Medeiros
O primeiro prefeito assumidamente homossexual do estado do Rio Grande do Norte, professor Oton Mário (PSOL), fez o anúncio nessa sexta-feira (14) que estará concorrendo à reeleição do município de Jaçanã. Ao fazer o anúncio, Oton Mário também anunciou seu vice: o biólogo Renato Alex (PT).
Até bem pouco tempo, o nome que é anunciado para compor vaga de vice-prefeito na chapa de Oton Mário, era assessor de imprensa da Prefeitura de Jaçanã, e teve que afastar-se da função.
Eleito em 2016, o professor Oton Mário – que já chegou a ganhar prêmio por gestão escolar – nunca escondeu de ninguém sua sexualidade e foi sistematicamente atacado com discursos homofóbicos antes, durante e depois de ter sido eleito.
Jaçanã tem população estimada de 9.133 habitantes, localizando-se na região do Trairi e a 147 quilômetros de Natal. Sua altitude é de 724 metros acima do nível do mar.
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O vereador Emílio Ferreira (PP) recebeu alta hospitalar nessa manhã,
Estava internado no Hospital Wilson Rosado (HWR), após sofrer princípio de infarto e passar por cateterismo no último dia 10.
A recomendação médica para o parlamentar mossoroense de 31 anos e, em primeiro mandato, é para ter repouso por pelo menos mais dez dias.
Emílio Ferreira obteve 1.947 votos em 2016.
Engenheiro civil, ele é filho do anestesiologista Manoel Ferreira Sobrinho e da ex-presidente da Câmara Municipal de Mossoró Maria Lúcia Ferreira.
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Como o Blog Carlos Santos antecipou há 21 dias (dia 25 de julho), o ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN (SEDEC) Jaime Calado (Pros) está de volta ao cargo.
Secretário que pediu exoneração deve retornar ao cargo – noticiamos àquele dia.
Hoje (sábado, 15), portaria assinada pela governadora Fátima Bezerra (PT) nomeia novamente Calado para o cargo.
Até então, o seu adjunto Sílvio Fernandes Torquato estava provisoriamente na titularidade.
Jaime Calado saiu da Sedec dia 5 de junho (veja AQUI), para supostamente se desincompatibilizar à participação na campanha municipal de São Gonçalo do Amarante, onde já fora prefeito. Mas a decisão teve mais sentido profilático e de ‘freio de arrumação’ para organizar seu grupo político local, do que efetivamente ensejar candidatura sua outra vez à municipalidade.
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“Se você passar muito tempo pensando em alguma coisa, nunca vai entender feito.”
Bruce Lee
Em entrevista ao radialista Carlos Cavalcante na Rádio Difusora de Mossoró nessa sexta-feira (14), programa Cidade em Debate, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) destacou o perfil do nome que quer para vice, em sua chapa à Prefeitura Municipal de Mossoró.
– “Será uma pessoa que tenha capacidade para atuar na gestão. Será um profissional que dentro da sua área de atuação seja reconhecido e seja consciente dos problemas da cidade e a consciência de que temos que resolver esses problemas”, afirmou Allyson.
Atributos
O pré-candidato a prefeito de Mossoró também declarou que o vice ou a vice “não deve estar alinhado com o atual sistema político que vem sendo praticado há décadas em Mossoró”.
E reiterou: “São esses atributos que estamos avaliando para compor a nossa chapa e que logo em breve estaremos anunciando o nome”, finalizou Allyson.
O parlamentar lançou sua pré-candidatura no último dia 15 de julho (veja AQUI).
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Ouço mais notícias boas da rádio-web Sal da Terra, comandada pelo radialista Diassis Linhares a partir de Mossoró e ainda em fase experimental.
A emissora alcançou em poucos dias de funcionamento (24 horas/dia), o primeiro lugar em busca na região Oeste e o sexto no estado do Rio Grande do Norte, no sistema Rádios-Web.
– Nosso interesse é que a partir do dia 1º de setembro ela esteja com programação oficialmente no ar – comenta Diassis Linhares.
Você pode sintonizar a Sal da Terra de qualquer parte do mundo clicando nesse endereço AQUI.
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Apesar da crise econômica causada pela pandemia, houve melhora na confiança dos empresários da construção em julho. A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que os índices de expectativa estão mais próximos da linha dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

Setor mostra fôlego em plena pandemia no país, momento extremamente delicado para a economia (Foto ilustrativa)
Isso sinaliza que os empresários esperam estabilidade do nível de atividade (50,1 pontos) e queda menos acentuada no emprego (49,4 pontos), em compras de matérias-primas (49,5 pontos) e em novos empreendimentos e serviços (48 pontos) nos próximos seis meses, já que os índices estão pouco abaixo dos 50 pontos.
A melhora das expectativas em relação a junho, segundo a CNI, deve-se à queda menos intensa e disseminada da atividade no setor. Esse indicador cresceu de 37,1 pontos no mês passado para 44,3 pontos em julho.
O Índice de evolução do emprego foi de 37,5 pontos para 43,4 pontos no período. Já utilização da capacidade de operação subiu para 55% neste mês frente a 53% em julho. A intenção de investimento aumentou 3,8 pontos frente ao mês passado, registrando 34,8 pontos.
Veja AQUI a pesquisa completa.
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A atualização dos dados epidemiológicos mostra que nesta sexta-feira, 14, a taxa geral de ocupação de leitos para pacientes Covid-19 é de 57%.
Por região, a ocupação de leitos é máxima em Pau dos Ferros (100%), seguida do Seridó (73%), Oeste (66%) e Metropolitana de Natal (54%).
Há 380 pacientes internados em hospitais das redes pública, privada e filantrópica – 204 em leitos críticos e 176 em leitos clínicos.
A fila de regulação tem 10 pacientes.
Óbitos
Os casos confirmados somam 57.467, as mortes chegaram a 2.041 (2 nas últimas 24 horas) e há 204 óbitos em investigação.
Em entrevista coletiva nessa sexta-feira em Natal, Maura Sobreira, subsecretária de planejamento e gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), disse que que ainda é preocupante a incidência de casos de Covid-19 nas regiões do Seridó e Oeste.
Segundo ela, apresentam grandes índices nos municípios de Apodi e Jardim de Piranhas, por exemplo. Mesma preocupação também está direcionada a municípios como Areia Branca e Guamaré, que registram índices de mortalidade por Covid-19 acima da média.
Leia também: Mossoró – Hospitais começam a se adaptar à redução da Covid-19.
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Apesar dos efeitos da pandemia ainda persistirem na economia, o Governo do Estado adianta o pagamento do mês de agosto ao funcionalismo neste sábado (15), conforme calendário estabelecido no início deste ano, com depósito de mais de R$ 230,4 milhões. A informação é oficial, passada pela Comunicação Social.
Servidores, entre ativos, inativos e pensionistas que ganham até R$ 4 mil (valor bruto), terão o salário integral depositado já no início da manhã. E ainda 30% adiantado para quem recebe acima desse valor. Também recebe o integral toda a categoria da Segurança Pública.
O Governo liquida o pagamento de agosto, num total de R$ 455 milhões, no próximo dia 29.
Os servidores que ganham acima de R$ 4 mil receberão os 70% restantes e o funcionalismo lotado em pastas com recursos próprios terá seu salário integral depositado nesta data.
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Do Canal Meio e Blog Carlos Santos
A avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu, chegou a 37% dos brasileiros que o consideram ótimo ou bom e, de acordo com o Datafolha, está em seu melhor ponto desde o início do mandato. No levantamento anterior, realizado entre 23 e 24 de junho, 32% dos brasileiros o aprovavam.

Presidente teve 'derrota' em duelo com Rodrigo Maia e acabou tirando proveito da situação (Foto: arquivo)
Caiu ainda mais sua curva de reprovação — de 44% para 34%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Mauro Paulino e Alessandro Janoni, do Datafolha dão maiores detalhes:
– “A maior taxa de aprovação desde sua posse acontece logo depois de o Brasil ultrapassar a marca de 100 mil mortes registradas pela Covid-19 e continuar na segunda colocação do ranking mundial do número absoluto de óbitos em razão da doença. São justamente os que têm maior vulnerabilidade que mais contribuem para o ganho de popularidade do presidente no último mês”.
Melhora no Nordeste
“Dos cinco pontos de crescimento da taxa de avaliação positiva, pelo menos três vêm dos trabalhadores informais ou desempregados que têm renda familiar de até três salários mínimos, grupo alvo do auxílio emergencial pago pelo governo desde abril e que tem sua última parcela programada para saque em setembro. O dado pode explicar em parte a melhora de seis pontos na popularidade do presidente no Nordeste, uma das regiões do país onde a população mais pediu e recebeu o benefício”, avaliam.
O abrandamento do tom autoritário, com adequações na comunicação, combinado à flexibilização da quarentena provocou um refluxo de tendência à reprovação em segmentos estratégicos, como os mais escolarizados, com maior renda e moradores do Sudeste. Nesses estratos, a popularidade do presidente subiu entre cinco e seis pontos percentuais, depois de quedas contínuas desde o início da pandemia.” (Folha)
Futuro eleitoral
Depois que deu um tempo longe do “cercadinho” em Brasília, onde diariamente disparava comentários tresloucados e promovia provocações contra imprensa, adversários e o que imaginasse, Bolsonaro inflou positivamente sua imagem. Isso é visível e a pesquisa deixa claro que a percepção no ‘olho’ bate com os dados científicos.
Outro detalhe, é sua presença em bolsões sociais de baixa renda e em situações mais vulneráveis, ampliando a estratificação do seu eleitor-simpatizante.
Claramente é resultado do assistencialismo injetado através do auxílio emergencial, benefício que chegou numa hora de extrema delicadeza na vida de milhões de pessoas, na pandemia da Covid-19. E o interessante é que, inicialmente, o presidente estava recalcitrante e tinha estabelecido que só repassaria R$ 200 em três parcelas.
Um duelo que perdeu no âmbito da Câmara Federal acabou o ajudando a modificar os índices negativos à sua imagem. Sob liderança do presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), o auxílio emergencial foi inflado para R$ 500.
Como viu que perderia na votação do projeto relatado pelo deputado federal Marcelo Aro (PP-MG), Bolsonaro mudou de posição e esticou o auxílio para R$ 600 em três meses consecutivos, para tentar tirar o protagonismo dos parlamentares.
Essa foi uma “derrota” que lhe fez muito bem. E pode lhe dar frutos mais adiante, nas eleições de 2022, com musculatura para enfrentar adversários num terreno em que estava com dificuldade de entrar. O auxílio emergencial é o seu ‘bolsa família’ eleitoral, um dos anabolizantes do petismo e do lulismo.
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Do Blog Tio Colorau Na quarta-feira, 29 de julho, senti moleza no corpo, indisposição e tive febre de 38,4º C. Já na quinta-feira pela manhã relatei esses “sintomas de gripe” a um médico amigo, que prontamente me sugeriu tomar os medicamentos do protocolo para Covid-19.
“Não podemos perder tempo. Pode não ser, mas pode ser, e o tratamento precoce, muitas vezes, vem sendo o diferencial entre viver e morrer”, defendeu.
Prontamente acatei sua sugestão e, de posse da receita médica, fui à farmácia comprar Azitromicina (500 mg), Ivermectina (6 mg) e Prednisolona (20 mg). Na quinta mesmo comecei o tratamento, que dura cinco dias.
Na quinta e sexta senti alguma indisposição. No sábado e domingo não senti absolutamente nada.
Na segunda-feira (03) amanheci sem olfato e sem paladar. Fui ao hospital relatar a situação e o médico que me atendeu pediu o exame para confirmar se eu estava com a Covid-19. O resultado saiu na quarta-feira (05), POSITIVO.
Como eu já havia tomado os medicamentos, recomendaram-me apenas repouso, isolamento social e muito líquido. Fora a perda de olfato e paladar eu não senti nada de segunda-feira à sexta-feira à tarde, mas aí…
Na sexta-feira (07) após o almoço passei a sentir uma fraqueza extrema e uma total falta de apetite. Não tinha forças para ficar nem sentado, e tinha dificuldades até mesmo para beber água.
Essa aflição durou até o domingo, quando comecei a melhorar após o almoço, inclusive uma melhora surpreendente. Já assisti aos jogos da tarde sentado ao sofá e já jantei sem dificuldades.
Atribuo essa melhora ao banho de Sol que tomei no domingo por volta das 11h. Após 30 minutos exposto ao Sol comecei a me sentir melhor, coincidência ou não.
Desde domingo as melhoras vieram numa ascendente. Até mesmo o paladar e o olfato sinto que já os recuperei.
Hoje, 14, já cumpri o ciclo e sinto que venci a Covid-19.
Vale apontar que em nenhum momento senti dificuldades para respirar ou falta de ar, e que a saturação de oxigênio, aferida via oxímetro, sempre se manteve acima de 94.
À luta…
Nota do Blog – Muito feliz por sua cura, meu amigo querido.
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Equipe que começou a atuar na UTI com 10 leitos, no dia 7 de abril deste ano, numa pose histórica (Foto cedida)
O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) está com apenas cinco pacientes internados em leitos para Covid-19, dos 20 que foram operacionalizados nos últimos meses.
Eles deverão ser removidos para o Hospital São Luiz – empresa privada que foi adaptada para ser Hospital de Campanha em Mossoró, no enfrentamento da pandemia.
A pretensão no HRTM é que os 20 leitos fiquem liberados para atendimento a pacientes de outras patologias (traumas, por exemplo). Enquanto isso, os atuais 9 leitos clínicos devem ficar em stand-by para a Covid-19.
Rafael Fernandes
No Hospital Rafael Fernandes, com 14 leitos para tratamento intermediário da Covid-19, a perspectiva é que devem ser desativados para esse fim nos próximos dias, também em face da baixa demanda.
Eles vão ficar como leitos clínicos e para tratamentos infectocontagiosos, que é o perfil desse hospital.
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O eleitor do Rio Grande do Norte fez uma renovação considerável em termos de nomes à atual legislatura federal, em Brasília. No Senado e na Câmara dos Deputados, é bom sublinharmos.
Mas não se engane. Gente que não sobreviveu às urnas no pleito de 2018 e até quem sequer foi candidato, continuam influindo em Brasília.

José Agripino tentou alternativa de mandato concorrendo à Câmara Federal, mas sem êxito (Foto: Folha de SP)
Seguem abrindo portas, conversando com interlocutores de peso e participando de decisões ou encaminhamento de pleitos importantes.
Podemos citar, por exemplo, o trabalho invisível do ex-senador José Agripino (DEM). Ele foi presidente nacional do DEM e hoje é membro nato de sua Executiva Nacional, presidida pelo prefeito de Salvador-BA – ACM Neto.
Importante destacarmos, que o atual presidente do Senado é do DEM: Davi Alcolumbre (AP). O presidente da Câmara Federal, também: Rodrigo Maia (RJ).
É comum ouvirmos relatos de prefeitos e outros agentes políticos, que revelam como o ex-senador ainda abre portas e faz acontecer em Brasília, mesmo a distância. De seu gabinete na TV Tropical em Natal, com um telefone à mão, é uma voz que segue sendo ouvida.
Senador, ele não concorreu à reeleição em 2018. Viu a inviabilidade eleitoral do projeto e tentou sobreviver politicamente como candidato à Câmara Federal, no lugar do filho e então deputado Felipe Maia (DEM), mas mesmo essa alternativa foi frustrada.
Foram quatro mandatos (1986, 1994, 2002, 2010) que Agripino conquistou ao Senado, número que igualou no RN aos feitos de Dinarte Mariz (1954, 1962, 1970, 1978).
Afirmar que Agripino encerrou a carreira política é precipitado. Ele não possui mandato eletivo. Mas segue político e fazendo política, com muita influência.
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