domingo - 31/08/2025 - 11:46h

Não se preocupem, amigos

Por Bruno Ernesto

Torta de café Foto do autor)

Torta de café (Foto do autor)

Dia desses, entre um compromisso e outro, desviei do caminho por quarenta minutos e parei para tomar um copo de água com gás, uma rodela de limão – apenas uma –, gelo – bastante –, e três cafés expressos com torra média. Sim, três. Um atrás do outro. Como um dependente químico que precisa manter-se entorpecido.

Por hábito, sempre que possível, prefiro sentar no mesmo local. Isso é péssimo pois, não raro, flagro alguém desavisado nele. Enfim, tenho que procurar outro o mais próximo possível do ar condicionado.

Nesse dia, por sorte, a minha mesa preferida estava desocupada e pude aproveitar para debelar um pouco o calor descomunal que fazia, e ali fiquei bebericando minha água bem gelada e tomar meus cafés enquanto lia algumas notícias e dava uma olhada nas redes sociais.

Como é comum – infelizmente -, por vezes, você se depara com alguém conversando com o volume muito acima do adequado para o ambiente, de modo que acaba por escutar todo tipo de conversa. Engraçadas, tristes, fofocas, assuntos profissionais, aleatórios e desabafos.

Nesse contexto, duas mulheres conversaram efusivamente na mesa em frente, quando uma delas pegou o telefone e efetuou uma ligação e passou a conversar no viva-voz.

Muito embora tentasse não ouvir a conversa, a propagação do som teimou em ser obediente às leis da física e todos os presentes tiveram o desprazer de ter que escutar toda aquela conversa.

Aparentemente, o esposo da dita interlocutora estava tendo um sério problema na obra que tocava, pois tentava convencê-la de várias escolhas de materiais que ela insistia em dizer que, mesmo após instalados, não tinha gostado.

Entre muitos vocativos carinhosos, fofos e melosos, para – aparentemente – convencer o marido de que não estava satisfeita, contabilizei o desacordo em relação à cor do piso, o tamanho de uma pia e a cor de uma porta.

Pude escutar o desespero do pobre homem naquela estridente ligação no viva-voz, que tentava justificar a escolha, dizendo que já estava tudo finalizado e que foi feito da forma que havia sido por ela escolhida, e que ela própria havia jurado ter adorado o projeto arquitetônico, apresentado cinco meses antes na tela com resolução 4K, pela renomada arquiteta.

Tudo em vão. A mulher levantou a mão, pediu mais uma fatia de torta, e, com a voz trêmula, disse:

– Amor, não gostei. Estou cansada dessa obra, amor. Tem como refazer?

Como precisei ir embora, não pude escutar o fim daquela boa conversa. Muito embora, pelo pouco que pude involuntariamente escutar, me lembrei do que o filósofo moralista francês Jean Rostand disse:

– “Não se preocupem, amigos. Não se preocupem. Não se preocupem. Não acontecerá nada do que vocês têm medo. Acontecerá coisa muito pior.”

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 31/08/2025 - 10:28h

A recente influência do common law

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

A conformação do direito brasileiro, assim como da grande maioria dos países do Novo Mundo, é o resultado de uma mistura de herança histórica, filosofias sucessivamente em voga e disposições legislativas, antigas e recentes.

No início da história do Brasil, as antigas normas importadas de Portugal ofereciam soluções satisfatórias para a maioria das questões jurídicas da nova colônia e, em seguida, do novo país. Entretanto, o direito brasileiro foi progressivamente se adaptando à nossa realidade. Um direito rudimentar foi desenvolvido no Brasil durante o período do Primeiro Império. Surgiram as nossas primeiras codificações. O direito brasileiro foi sendo fortemente influenciado pelo direito produzido em países da Europa Continental, levando-o à histórica ligação com a tradição romano-germânica ou do civil law, cujos conceitos aqui prevalecem sobre a prática do common law. Vários ramos do direito brasileiro são codificados, embora as leis não codificadas também desempenhem um papel substancial na estrutura do sistema jurídico.

Entretanto, se o direito brasileiro acabou optando por uma associação com o civil law (lembremos que os códigos e as leis ainda são a nossa primeira fonte formal para a aplicação do direito), ele não ficou, sobretudo nos últimos 30 ou 40 anos, imune à influência do common law.

Como bem já explicava Cândido Rangel Dinamarco (em “Fundamentos do processo civil moderno”, Malheiros Editores, 2002), uma das tendências mais visíveis em toda a América Latina é “a absorção de maiores conhecimentos e mais institutos inerentes ao sistema da common law. Plasmados na cultura europeia-continental segundo os institutos e dogmas hauridos primeiramente pelas lições dos processualistas ibéricos mais antigos e, depois, dos italianos e alemães, os processualistas latino-americanos vão se conscientizando da necessidade de buscar novas luzes e novas soluções em sistemas processuais que desconhecem ou minimizam esses dogmas e se pautam pelo pragmatismo de outros conceitos e outras estruturas.

O interesse pela cultura processualista dos países da common law foi inclusive estimulado por estudiosos italianos que, como Mauro Cappelletti e Michele Taruffo, desenvolveram intensa cooperação com universidades norte-americanas. Os congressistas internacionais patrocinados pela Associação Internacional de Direito Processual contam com a participação de processualistas de toda origem e isso vem quebrando as barreiras existentes entre duas ou mais famílias jurídicas, antes havidas como intransponíveis. Ainda há o que aprender da experiência norte-americana das class actions, das aplicações da cláusula due process of law, do contempt of court e de muitas das soluções do common law ainda praticamente desconhecidas aos nossos estudiosos – mas é previsível que os estudos agora endereçados às obras jurídicas da América do Norte conduzam à absorção de outros institutos”.

De fato, nos últimos decênios, colocando como ponto de partida a adoção e o desenvolvimento das ações coletivas, o legislador brasileiro tem se voltado progressivamente para os países que adotam o common law a fim de buscar ideias para o aprimoramento da sua legislação e do seu direito, especialmente em áreas como o direito processual. No Brasil contemporâneo, devido à globalização, a absorção dessas práticas do common law – incluindo um uso mais amplo e criativo de precedentes vinculantes nos tribunais – intensificou-se visivelmente.

Há até quem diga – e eu mesmo questionei isso na minha tese de doutorado/PhD no Reino Unido, no King’s College London – KCL, intitulada “The Brazilian Model of Precedents: a New Hybrid between Civil and Common Law?” (em português, algo como “O modelo brasileiro de precedentes: um novo híbrido entre o civil law e o common law?”) –, com fundamento na atual relevância do uso dos precedentes como fundamento para os nossos pronunciamentos judiciais, que o sistema jurídico brasileiro provavelmente se tornará, no futuro, no que toca ao balanço leis/precedentes, um exemplo do que apelidamos de “sistema jurídico híbrido ou misto”.

Aliás, a própria questão da existência de sistemas jurídicos híbridos ou mistos mundo afora deve ser assunto para um outro papo nosso. Aguardem. É palavra de escoteiro.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 31/08/2025 - 09:02h

Patriotismo reacionário não é nacionalismo

Por Christian Lynch

Foto ilustrativa de Nelson Almeida da AFP

Foto ilustrativa de Nelson Almeida da AFP

Na longa duração, nota-se uma tendência irreversível à integração pela mundialização e à democratização das relações entre países e no interior de cada um — formas políticas cada vez mais livres e igualitárias. À ordem de impérios e colônias sucederam os Estados-nação; às autocracias, as democracias liberais. O processo, porém, não é linear. Alterna fases de expansão — globalização, animada por ideologias cosmopolitas e idealistas — e de retração — desglobalização, guiada por ideologias particularistas e “realistas”. Renascimento, Iluminismo, Belle Époque e pós-Guerra Fria foram fases de expansão; Contrarreforma, Restauração e o “curto século 20” (1914-1989), de retração.

Nos últimos dez anos consolidou-se novo ciclo de desglobalização, conduzido por setores outrora dominantes que se julgam prejudicados pelo nivelamento anterior. No plano internacional, querem conter novas potências; no doméstico, frear grupos historicamente subalternizados. É nesse cenário que florescem ideologias nacionalistas nos EUA e na Europa, potências que se percebem em declínio. A extrema direita recorre a revisionismos históricos para reabilitar hierarquias étnicas, culturais e religiosas — a chamada “guerra cultural”.

Esses movimentos, contudo, variam conforme o contexto. Nos EUA, fala-se em “nacionalismo cristão”: projeto de restauração da glória nacional, que legitima governos de exceção e políticas imperialistas agressivas, sustentado na mística do Destino Manifesto. Parte da ideia de que a decadência decorreu do abandono da matriz europeia, cristã e empresarial que, no século 19, fez do país uma superpotência, substituída no pós-guerra por políticas cosmopolitas voltadas a negros, mulheres e hispânicos. A solução seria restaurar antigas hierarquias.

Esse nacionalismo integra a chamada Internacional Facho-Reacionária, que articula governos e militantes autoritários — de Netanyahu e Orbán a Milei e Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a violência do imperialismo norte-americano desperta resistências que também se expressam em nacionalismos.

No Brasil, dizer que o lulismo arrebatou a bandeira nacionalista da extrema direita é erro. O patriotismo bolsonarista nunca foi nacionalista e, até onde eu saiba, nunca reivindicou esta condição, nem esta palavra. Disseram-se sempre “patriotas”, e com razão.

Nacionalismo quer dizer valorização da nação como expressão de uma entidade nacional singular por suas características culturais. Mas ele se apresenta de forma diversa nos países cêntricos e nos países periféricos. Nestes últimos, o nacionalismo não se apresenta na forma de uma mística de superioridade cultural, nem como tradução no exterior de uma política imperialista. Ao contrário, nacionalismo se apresenta tradicionalmente como uma reação voltada para garantir a sobrevivência da nacionalidade num contexto de agressão do imperialismo estrangeiro.

Nada melhor do que recorrer aqui àquele que pode ser considerado o pai do nacionalismo brasileiro, Alberto Torres. O patriotismo era definido por ele em 1914 como o sentimento de solidariedade entre os brasileiros, o elo afetivo que ligava as pessoas numa história comum. O nacionalismo era o passo seguinte: transformar esse sentimento em programa de ação, disciplinando a sociedade, fortalecendo as instituições, protegendo a economia e conservando as riquezas naturais. Em Torres, portanto, patriotismo e nacionalismo não se opõem — complementam-se. O primeiro é sentimento; o segundo, doutrina prática. O sentimento patriótico leva ao nacionalismo, movimento político que põe a nação acima de tudo. É neste sentido que falam os nacionalistas brasileiros, quando se referem inclusive ao que querem dizer por patriotismo.

Pergunta-se : é possível falar em nacionalismo cristão?

Em regra, não. Trata-se de um oxímoro, ou seja, uma junção de palavras cujos significados são contraditórios. Um nacionalismo cristão seria aquele que consagraria o cristianismo como a característica suprema da cultura nacional, devendo seus mandamentos prevalecer na tomada de toda e qualquer decisão política. A política fica assim sujeita à sanção última de autoridades religiosas e não daquelas representativas da particularidade da nação. E o cristianismo é, por definição, universalista, porque foi Deus que criou o universo e incumbiu depois sua igreja, centralizada no Vaticano e tendo o papa como seu representante supremo, de preservar a integridade da ordem por Ele criada. É por isso que em regra não se pode falar de nacionalismo cristão, porque o cristianismo é universalista e o nacionalismo, por óbvio, não.

Há, porém, duas exceções possíveis. A primeira é a Itália, que pode falar em nacionalismo cristão, ao menos de matriz católica, porque o Vaticano fica dentro do seu território, em Roma. Da mesma forma, pode-se falar de nacionalismo cristão nos Estados Unidos, potência cuja matriz religiosa é originariamente protestante. Suas autoridades eclesiásticas supremas estão dentro do país, e os católicos que o seguem não reconhecem a autoridade papal desde que a Igreja deixou de ser reacionária na década de 1960. Principal potência mundial, a autoridade religiosa última dos reacionários norte-americanos está hoje reunida naquela de seu atual chefe de Estado: Donald Trump. Trump é o chefe da Internacional Reacionária, que faz hoje as vezes de uma igreja ou congregação universal, da qual figura como papa. Não à toa, por ocasião da eleição do papa Leão XIV, Trump se fez apresentar em suas redes sociais paramentado como sumo pontífice em seu lugar.

O presidente dos Estados Unidos, para os reacionários, é ao mesmo tempo autoridade religiosa máxima do mundo. Por isso mesmo, no resto do mundo, não se pode falar em nacionalismo cristão. Os reacionários brasileiros não podem ser “nacionalistas”, porque colocam a religião e, por extensão, a autoridade da igreja acima da nação e das autoridades seculares que representam.

E a autoridade suprema da igreja, como centro decisório último da política legítima, está fora do território nacional, assentado na Casa Branca. Como universalistas, porém, os reacionários podem ser “patriotas”, exigindo como pressuposto de patriotismo, porém, que seu amor ao Brasil decorra primariamente de seu pertencimento ao cristianismo.

Não por acaso, um dos mais célebres doutrinários reacionários do século 20 brasileiro, Gustavo Corção, foi um crítico virulento do nacionalismo, tal como entendido por Alberto Torres. O patriotismo exigia que a pátria fosse cristã, e cristãos os cidadãos da pátria. O nacionalista era um vicioso, que não amava a pátria real, mas uma invenção abstrata do que a pátria deveria ser. Idolatrava uma pátria futura e se fechava à justiça universal de Cristo, cujo supremo guardião era o papa assentado no Vaticano. O patriotismo, ao contrário, era uma virtude moral, prolongamento do amor e reverência à autoridade do pai de família e de fidelidade ao passado, baseado em uma ordem supostamente natural representada pela família, pela paróquia, pelas instituições corporativas municipais. Dispensável acrescentar que Corção foi um dos maiores entusiastas do golpe militar de 1964.

Daí por que o patriotismo bolsonarista, orientado por um universalismo periférico reacionário, não é nacionalista, mas universalista de tipo entreguista, não tendo qualquer escrúpulo em recorrer à intervenção estrangeira para garantir que o Brasil seja governado de acordo com os princípios divinos do nacionalismo cristão… dos norte-americanos. Assim como, para os reacionários do passado, não era demérito nenhum que o Brasil fosse uma província de Roma, com o papa dando as ordens na nossa política interna, para os reacionários de hoje, também não é nenhum demérito ser satélite ou província dos EUA, como são o Panamá ou Porto Rico.

É desse barro que é feito o tal patriotismo da extrema direita brasileira.

Christian Lynch é cientista político, editor da revista Insight Inteligência e professor do IESP-UERJ

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Categoria(s): Artigo / Opinião
domingo - 31/08/2025 - 08:24h

Tocando em frente

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

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Nesses tempos de intolerância, nos quais não se escuta o que o outro tem a dizer, e todos são donos da razão, procuro me blindar da toxicidade das redes sociais. Não sei você, mas eu tento manter a calma para enfrentar as batalhas da vida. Que são muitas.

Na verdade, não sei como alguém consegue viver permanentemente em guerra; não sei como o coração suporta, a alma aguenta. Sendo assim, ante as dificuldades impostas pela, procuro respirar fundo, pedindo sabedoria a Deus para superar as adversidades.

Certamente não é uma tarefa fácil. No entanto, é preciso tecer em nossas vidas um caminho que possa ser percorrido com discernimento e paz. A escolha certa depende, sobremaneira, de um matutar sereno ou, quem sabe, de uma oração singela que ilumine as nossas decisões.

Cada um tem os seus desafios, uns mais, outros, menos. Contudo, para vencê-los, é preciso diminuir o ritmo do dia a dia, procurando arejar a cabeça. Decisões atabalhoadas, irrefletidas, levam-nos a atitudes inconsequentes, às vezes, sem volta.

Por exemplo: qual a vantagem de continuar um debate quando o interlocutor entende que suas convicções são imutáveis? Ora, se ele tem sempre razão, torna-se infrutífero qualquer diálogo. Assim, não há argumento, por mais verossímil que seja, que faça o intransigente mudar de opinião.

Por isso, em certas ocasiões, é preciso ensarilhar as armas, saber a hora de recuar. Para vencer uma guerra é fundamental ter estratégia, ou seja, é preciso refletir para, somente depois, avançar.

Enfim, “penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente”. Buscando paz.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 31/08/2025 - 06:38h

O Efeito Casulo – Dia 14

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Hoje, entre as oito e as nove, fui de novo ao mercado. Cedinho, considerando que o comércio só abre às oito. Contrariando o costume, levantei-me alguns minutos após as seis. Antes, contudo, busquei me tranquilizar, equilibrar o meu aspecto psicológico. Não topei com nenhum vizinho ao sair, detalhe que me agradou. Não havia muitas coisas na minha listinha de compras. Poucas, para dizer a verdade. Os produtos que mais me interessavam eram pães, manteiga, um bolo de macaxeira, umas bolinhas de queijo e café. Café e a manteiga foram comprados só para aproveitar a viagem, pois os tenho com sobra, além de um número razoável de víveres adquiridos recentemente: umas latas de atum, de sardinhas, açúcar, macarrão e massa de milho. Há também aqueles que conservo na geladeira, a exemplo das sobrecoxas de frango, frutas, legumes e verduras. Não precisarei comprar produtos de higiene e limpeza agora.

Nesse horário uma grande parte dos caixas estava quase vazia. Olhei para a esquerda e para a direita e me encaminhei para um caixa em que havia só uma mulher na minha frente com uma cesta de plástico vermelha. Não senti nenhum desconforto, nada parecido com o assomo de pânico que me acometeu da última vez em que eu estivera naquela loja. Não pude deixar de notar a simpatia e beleza do rapaz no atendimento. Vi sinais de que fosse homossexual, que gostasse de se relacionar com homens: discretos indícios, trejeitos afeminados que não possuo.

Era uma figura bem-apessoada, repito, talvez medindo um metro e oitenta. Olhos e cabelos negros, baixos no rodapé, mas com uma cabeleira cheia, sobretudo a parte que pendia formando um topete sobre a testa alva, encimando aquele rosto angélico com rala barba raspada com esmero. Não tenho por que negar que a beleza do moço me deixou ligeiramente tonteado. Quando chegou minha vez, para o meu espanto, ele me deu um bom-dia e me chamou por meu nome: “Bom dia, senhor Fernando. Como vai? Ainda trabalha naquela loja de peças?”.

Fiquei pasmo, atrapalhado diante desse homem na faixa dos trinta anos que me reconhecera e me identificou com segurança. Percebendo que eu não sabia de quem se tratava, cuidou logo de se identificar com um sorriso perfeito, encantador, que lhe formou duas igualmente graciosas covinhas nos centros das bochechas. Só então pude me dar conta, colocar-me a par daquele jovem deveras agradável. Tratava-se de Leopoldo Nunes, tipo discreto e organizado que trabalhou na loja de peças durante um mês no setor de almoxarifado, cobrindo as férias de outro funcionário. Depois do período de trinta dias, o almoxarife retornou para o seu posto, e Leopoldo foi dispensando com a promessa de uma contratação efetiva.

Isso não aconteceu. Passaram-se uns dois anos e agora ele estava diante de mim com ar de satisfeito por me reencontrar. Vestia o uniforme do supermercado, obviamente, e mostrava competência na função que desempenhava. Revelou, como mencionei, que se sentia feliz por aquele reencontro. Virou-se para um colega também do caixa e me apresentou ao rapaz, outro jovem simpático, todavia não tanto quanto Leopoldo. O amigo dele, não menos educado, respeitoso, disse: “Muito prazer, senhor Fernando”. Então me senti duplamente bem tratado naquele ensejo. Leopoldo, não bastasse a fidalguia com que me recebera, ainda narrou de modo satisfeito e conciso o fato de havermos trabalhado na mesma empresa. Eu não tinha qualquer lembrança disso, entretanto ele destacou o seguinte: “O senhor sempre foi um bom sujeito”.

Ao ser indagado se ainda trabalho na loja, respondi-lhe, com certo embaraço, que atualmente estou afastado porque venho cuidando de um problema de saúde. De doença, melhor dizendo. “O senhor está mais magro”, comentou ao mesmo tempo em que ia passando minhas compras sem pressa alguma. “Pois é, perdi peso. Isso tem a ver com a enfermidade. Mas está tudo sob controle. Ao menos foi o que meu médico afirmou após os últimos exames que apresentei na semana passada”, respondi sem olhar nos olhos dele, desconfortável pela mentira que acabara de apresentar. Não poderia, porém, em um breve e casual encontro como aquele, revelar ao jovem e belo Leopoldo que me restam poucos meses de vida. “Eu moro aqui pertinho. Tão perto que às vezes deixo minha bicicleta em casa e venho fazer algumas compras a pé. Minha residência fica na Pedro Velho, diante de uma academia de musculação. Acho que a menos de um quilômetro. Local tranquilo, sem roubos e furtos”.

Acrescentei isso por falta de nada melhor que pudesse dizer. Para minha surpresa, ele respondeu que também reside na Pedro Velho. “Um bocado mais para baixo, no Santo Antônio”. Por felicidade, o movimento no mercado àquela hora era mínimo. Durante esse tempo em que se deu nossa conversa não surgiu nenhum outro cliente com o seu carrinho ou uma cesta de compras.

“O número de minha casa é o 513. Se quiser me visitar qualquer dia, a gente pode tomar um cafezinho e conversar mais tranquilamente. Aqui não dispomos de muitos minutos, bem pouca conveniência, não acha?”, lancei o convite tentando não parecer afoito nem revelar segundas intenções, embora o meu intuito era justamente cativá-lo de alguma maneira o quanto antes, considerando que a chance que se apresentara no supermercado tinha que ser aproveitada naquele exato momento. “Claro, senhor Fernando. Será um grande prazer”. Nesse instante procurei logo quebrar aquele protocolo sem serventia e meio restritivo. “Olha, Leopoldo; não precisa me chamar de ‘senhor’. Fernando já basta. Até porque já nos conhecemos de outro lugar, e nossa diferença de idade não é tão ampla”. Ele concordou: “Sim, claro! Você está correto. Chamarei apenas Fernando. Falei dessa forma mais pelo costume aqui no trabalho”.

De olho se algum cliente se aproximava do caixa, perguntei quando ele estaria de folga. Respondeu que na terça e quarta da próxima semana. Para mim era oportuno, visto que estávamos no sábado; eu teria tempo de sobra para dar uma arrumada na casa. Acertamos os detalhes com a rapidez que a situação exigia. Então, justo no momento em que ia encostando um casal com um carrinho cheio de mercadorias, acertamos o horário para as dezessete horas e trinta minutos da terça vindoura. Trocamos os números do WhatsApp e um aperto de mãos, ambos sorridentes. Fui embora com o revigorante sentimento de que aquela talvez fosse a oportunidade de conseguir um substituto no meu peito para Ricardo Gurgel, já morto e enterrado. Além de atraente, Leopoldo Nunes vivia às próprias custas. Eu não seria explorado como antes.

Como se tratava de pouca coisa, acomodei as compras em uma mochilinha de náilon verde-claro que costumo usar, principalmente, para o transporte de pequena quantidade de objetos. Deixei a loja com dois sentimentos extremamente antagônicos. O primeiro, relativo ao meu reencontro com Leopoldo e o convite para o café na terça e um bate-papo que talvez gere outros frutos. O segundo, deprimente e devastador, tem forte vínculo com minha doença. Este último me devora o bem-estar, otimismo e possibilidade de me relacionar, conhecer alguém especial. De qualquer modo, ainda que eu tenha que expor toda a história de meu câncer para ele em algum momento, vou me preparar, fazer uma faxina, arrumar a casa para recebê-lo.

Marcos Ferreira é escritor

Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 1

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Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 3

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Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 5

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Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 10

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Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 12

Leia tambémO Efeito Casulo – Dia 13

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Categoria(s): Conto/Romance
sábado - 30/08/2025 - 23:48h

Pensando bem…

“Numa sociedade bem organizada os bons devem servir de modelo e os maus de exemplo.”

Louis Bonald

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  • Repet
sábado - 30/08/2025 - 23:44h
Série D

América perde primeiro jogo decisivo

No primeiro jogo das quartas de final da Série D, Brasileirão 2025, na Arena Pernambuco, o América foi derrotado pelo Santa Cruz de Recife-PE. O jogo foi neste sábado (30). O tricolor fez 1 X 0 com Ariel, aos 42 minutos do segundo tempo.

Próximo confronto entre ambos será domingo (07), na Arena das Dunas, em Natal.

Alvirrubro natalense precisa ganhar com pelo menos dois gols de diferença para avançar e ficar entre os quatro semifinalistas, classificado para a Série C 2026. Se vencer por placar mínimo haverá decisão nos pênaltis.

Se houver empate ou vitória do Santa Cruz por qualquer placar, o clube pernambucano conquistará a classificação.

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sábado - 30/08/2025 - 23:34h
Rebaixado

ABC é derrotado no Estádio Frasqueirão e vai para a Série D

O ABC está rebaixado para a Série D 2026. Em jogo neste sábado (30) no Estádio Frasqueirão, em Natal, foi derrotado pelo Itabaiana-SE por 0 X 1, gol de Dione de falta, nos acréscimos do primeiro tempo.

O time natalense teve o goleiro João Paulo expulso aos dez minutos do primeiro tempo. Com um a menos, o ABC não conseguiu superar o adversário.

Alvinegro não venceu sequer uma partida jogando em Natal e terminou classificação rebaixado ao lado do CSA-AL, Retrô-PE, e Tombense-MG.

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sábado - 30/08/2025 - 19:34h
Roberto Freire

“País precisa superar a tóxica polarização”, diz ex-senador

Freire esteve em Mossoró para evento da ACJUS (Foto: Reprodução da TCM)

Freire esteve em Mossoró para evento da ACJUS (Foto: Reprodução da TCM)

Por Vonúvio Praxedes (Diário Político)

O advogado, escritor, ex-ministro e ex-senador/deputado estadual/deputado federal por Pernambuco Roberto Freire, 83, esteve em Mossoró para participar do Fórum de Debates “Pensando o Brasil”, promovido pela Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS), na sexta-feira(29). Em entrevista ao Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM), Canal 10, na quinta-feira (28), Freire revisitou marcos da política nacional, cobrou prioridade para investimentos em infraestrutura, defendeu harmonia entre os Poderes e pediu um pacto pela superação da polarização.

“O Brasil desperdiçou recursos no consumo e investiu pouco em infraestrutura. Em 2025, ainda lutamos por duplicações de rodovias essenciais. Isso atrasa o desenvolvimento”, afirmou, ao citar a BR-304 como exemplo do déficit estrutural do Rio Grande do Norte e do Nordeste.

Freire avaliou que o Congresso tem se afastado do debate estratégico do país ao priorizar a liberação de emendas. Segundo ele, a pulverização de recursos “retira a capacidade de planejamento nacional” e compromete obras estruturantes.

Ele destacou, por outro lado, que a Reforma Tributária (com a criação do IVA) tende a ampliar receitas municipais de forma automática, reduzindo a dependência de peregrinações por verbas: “Distribuir no consumo fortalece a autonomia local”.

Judiciário e liberdade de expressão

O ex-parlamentar criticou o que considera intervencionismo político do STF e defendeu que o tema seja enfrentado institucionalmente, preservando o equilíbrio previsto na Constituição.

No campo digital, Freire pediu respeito à liberdade de expressão e respaldo ao artigo 19 do Marco Civil da Internet, que condiciona a retirada de conteúdo à ordem judicial:

“Plataformas são o novo espaço público. Remoções administrativas ferem a democracia.”

Ao discutir rótulos ideológicos, Freire afirmou que esquerda e direita precisam ser relidas à luz de um novo modo de produção, marcado por automação e inteligência artificial.

“Há setores que reagem ao mundo digital como antigos ‘quebradores de máquinas’. Não é ser de esquerda negar o novo, e sim orientá-lo com valores de liberdade, justiça e fraternidade.”

Questionado sobre o governo federal, Freire disse não dar “nota”, mas registrou que votou em Lula no segundo turno por rejeição a Bolsonaro e que mantém baixa expectativa:

“O Brasil precisa de um estadista. O populismo voltado à reeleição não enfrenta os problemas de fundo.”

Freire encerrou com um apelo à moderação e ao diálogo:

“A mensagem é cada um de nós ter a expectativa e a esperança de que a gente pode fazer um mundo melhor e, portanto, também o Brasil. Mas é uma coisa: ninguém pensa que o que você pensa é o que é o melhor, até porque muitos pensam, pensam diferente e a gente vai ter que ter a capacidade de diálogo. O Brasil está precisando muito disso. Uma das questões fundamentais e que eu poderia dizer é que o Brasil precisa encontrar uma alternativa para superar essa tóxica polarização que não resolve nenhum problema e, ao contrário, cria um sentimento de quebra de solidariedade que você vive na base do atrito e da intolerância. E a gente precisa ter um momento em que, mesmo na nossa divergência, a gente pense o Brasil melhor para todos nós”.

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Categoria(s): Política
sábado - 30/08/2025 - 18:22h
Luto

Morre no RS o escritor Luis Fernando Veríssimo

Luís Fernando Veríssimo morreu em Porto Alegre (Foto: Mateus Bruxel/Agência  RBS)

Luís Fernando Veríssimo morreu em Porto Alegre (Foto: Mateus Bruxel/Agência RBS)

O escritor Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos, na madrugada deste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto. A causa da morte foi complicações decorrentes de uma pneumonia, informou a instituição.

Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, o escritor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.

O escritor deixa a mulher, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.

A despedida ocorrerá no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do RS. Veríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como “O Tempo e o Vento”, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.

“O pai foi um dos primeiros escritores brasileiros a escrever de uma maneira mais informal. E eu acho que herdei um pouco isso. Essa informalidade na maneira de escrever”, disse sobre o pai.

A carreira começou no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde começou como revisor em 1966. No Rio de Janeiro, trabalhou como tradutor.

O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. Ao todo, Verissimo teve mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.

O escritor também escrevia colunas para os jornais “O Estado de S.Paulo”, “O Globo” e “Zero Hora”.

Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.

O escritório onde Erico trabalhava é conservado intacto pela família. Cercado de livros, Luis Fernando tinha o costume de escrever em outro cômodo da casa, onde também guardava o saxofone e dezenas de discos e CDs de jazz.

Metódico, só interrompia o trabalho quando a mulher, Lúcia, o chamava para o almoço. Já à noite, parava para assistir ao Jornal Nacional. Quando queria curtir seu estilo de música preferido, o fazia sem distrações. “Música é sentar e ouvir”, disse em entrevista em 2012.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 23:58h

Pensando bem…

“Nós não somos anjos ou demônios. Somos os dois.”

Carl Gustav Jung

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sexta-feira - 29/08/2025 - 22:36h
Setembro

Programa Agora Tem Especialistas destinará 32 médicos para o RN

Áreas de maior vulnerabilidade receberão os médicos (Foto: Governo Federal)

Áreas de maior vulnerabilidade receberão os médicos (Foto: Governo Federal)

O Ministério da Saúde selecionou 501 médicos que vão atuar em todo o país pelo programa Agora Tem Especialistas. Distribuídos em 212 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, eles serão destinados a regiões onde há falta desses profissionais. Para o Nordeste, que historicamente conta com menor número de médicos especialistas, serão destinados 260 profissionais.

Todos os nove estados nordestinos serão contemplados. O Rio Grande do Norte receberá 32 médicos, para os seguintes municípios: Ceará-Mirim (oito), Mossoró (sete), São José de Mipibu (seis), Caicó (quatro), Alexandria (três), Santa Cruz (um), São Miguel (um), Assú (um) e João Câmara (um). O Ceará receberá 64 médicos, e a Bahia, 48. Já para o Maranhão serão destinados 43 profissionais; Piauí, 27; Pernambuco, 17; Paraíba, 14; Alagoas, 10; e Sergipe, 5.

Do total de médicos selecionados, 67% vão reforçar o atendimento no interior do Brasil em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. Assim, ampliarão a assistência à saúde da população, reduzindo o deslocamento para os grandes centros urbanos. Considerando as regiões remotas do país, 25,7% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade; 20% na região da Amazônia Legal; e 9% em áreas de fronteira.

Esses profissionais integram a primeira chamada de edital inédito do Agora Tem Especialistas que, pela primeira vez, selecionou médicos que já são especialistas para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). Com 12 anos de experiência em média, eles vão reforçar o atendimento em 258 hospitais, policlínicas, centros de apoio diagnóstico e outras unidades da rede pública nas cinco regiões do país.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 21:26h
Setembro vermelho

Energia elétrica terá adicional de R$ 7,87 por cada 100 quilowatts

Consumo de energia pode ter mais redução, com bom uso de equipamentos, diz Cosern (Foto ilustrativa)

Consumo de energia precisa de moderação com tarifa mais elevada (Foto ilustrativa)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, nesta sexta-feira (29/08), que a bandeira tarifária que estará em vigor em setembro é a Vermelha patamar 2.

Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 7,87 (sete reais e oitenta e centavos) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão abrange todos os estados brasileiros e, segundo a Aneel, a medida foi adotada em razão da continuidade do risco hidrológico provocado pela diminuição do volume de chuvas nas áreas onde estão instaladas as hidrelétricas.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 20:34h
TJRN

Justiça na Praça tem ações de cidadania e serviços no Alto Oeste

TJ realizou programa em evento bastante movimentado com presença de vários desembargadores (Foto: TJRN)

TJ realizou programa com presença de vários desembargadores (Foto: TJRN)

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) realizou o programa Justiça na Praça nesta sexta-feira (29), em Portalegre, Alto Oeste do RN. O evento, sediado na Escola Municipal Filomena Sampaio de Souza, reuniu a população em busca de serviços gratuitos nas áreas de justiça, saúde, educação, assistência social e cidadania.

A segunda edição do programa no município de Portalegre foi uma das maiores já registradas nos seus 18 anos de existência e resultou em 3.634 atendimentos ao final do dia, sendo 821 na área da saúde.

Criado pelo Núcleo de Ações Socioambientais (NAPS) do TJRN, o Justiça na Praça tem como objetivo oferecer, em um só espaço, a maior quantidade de serviços à comunidade, com rapidez e proximidade.

Programação

Ao longo do dia, foram realizados atendimentos à população, abrangendo desde emissão de documentos e audiências de conciliação até consultas médicas, vacinação, saúde bucal, oficinas para crianças, palestras e ações voltadas à agricultura, meio ambiente e proteção animal.

Público alcançado foi bastante expressivo (Foto: TJRN)

Público alcançado foi bastante expressivo (Foto: TJRN)

A programação cultural teve como destaque a apresentação da Orquestra Filarmônica 8 de Dezembro, que emocionou o público com um repertório especial preparado para a ocasião.

A ação, coordenada pelo desembargador Saraiva Sobrinho e pela juíza Fátima Soares, contou com a participação dos desembargadores Amaury Moura, Vivaldo Pinheiro e Glauber Rêgo; além do prefeito do Município, José Augusto Rêgo (UB); do presidente da Câmara de Vereadores, Adalberto Rêgo; e a colaboração dos magistrados Cleanto Pantaleão, Fábio Ataíde, Welma Menezes e João Henrique Bressan nos atos processuais.

A mobilização envolveu diversos parceiros, como Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal Regional do Trabalho, OAB, Procon, secretarias municipais, forças de segurança e demais instituições.

Título de cidadania

Câmara Municipal concedeu cidadania a alguns desembargadores, a Walter Alves e outras pessoas (Foto: TJRN)

Câmara Municipal concedeu cidadania a alguns desembargadores, a Walter Alves e outras pessoas (Foto: TJRN)

Como parte da programação, a Câmara Municipal de Portalegre realizou uma sessão solene para conceder o Título de Cidadão Portalegrense aos desembargadores Cornélio Alves, Glauber Rêgo, Saraiva Sobrinho, Vivaldo Pinheiro, vice-governador Walter Alves (MDB), dentre outras autoridades.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 19:18h
IBGE

RN cresce 1,6% e chega a 3,4 milhões de habitantes

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (28) a Estimativa da População de todos os municípios e estados brasileiros para o ano de 2025.

O estudo mostra que Natal teve a segunda maior queda populacional entre as capitais do Brasil, -0,14%, atrás apenas de Salvador (-0,18%). A população estimada para a capital potiguar foi de 784.249 pessoas, 1.119 residentes a menos que no ano passado. Em todo o país, 2.079 municípios apresentaram taxas negativas de crescimento.

A redução populacional em capitais é uma novidade das Estimativas de 2025, fato não observado na década passada. Salvador (-0,18%), Belo Horizonte ( 0,02%), Belém (-0,09%), Porto Alegre (-0,04%) e Natal (-0,14%) são as capitais que apresentaram diminuição da população em relação à Estimativa publicada em 2024.O decréscimo reflete a tendência observada no Censo Demográfico 2022.

Por outro lado, a população do estado do Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 1,6%, alcançando 3.455.236 pessoas neste ano. O segundo município mais populoso do estado segue sendo Mossoró, com 278.587 residentes.

Os dados da pesquisa são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico. A pesquisa considera alterações de limites territoriais que ocorreram após o último Censo.

Os dados têm como data de referência o dia 1º
de julho de 2025. Além de apresentar o contingente populacional e a taxa de crescimento de todos os municípios e unidades da federação do país, o estudo traz a quantidade de habitantes por regiões metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento.

A Região Metropolitana de Natal apresentou um crescimento de 0,40%, com uma população de 1.613.858 pessoas em 2025.

Além de Natal e Mossoró, os outros cinco municípios mais populosos do estado estão localizados na Região Metropolitana, e todos tiveram aumento populacional, sendo eles Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceara-Mirim e Extremoz.

Mais populosos no RN – 2025

1. Natal: 784.249
2. Mossoró: 278.587
3. Parnamirim: 271.713
4. São Gonçalo do Amarante: 124.495
5. Macaíba: 87.056
6. Ceará-Mirim: 83.543
7. Extremoz: 68.584
8. Caicó: 63.338
9. Assú: 59.099
10. São José de Mipibu: 50.053

Menos populosos no RN – 2025
1. Viçosa: 1.900
2. João Dias: 2.073
3. Ipueira: 2.090
4. Galinhos: 2.159
5. Monte das Gameleiras: 2.345
6. Bodó: 2.360
7. Taboleiro Grande: 2.409
8. Timbaúba dos Batistas: 2.424
9. Jardim de Angicos: 2.488
10. Pedra Preta: 2.495

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sexta-feira - 29/08/2025 - 16:28h
Sertão Central

Lajes promove a 29ª Expolajes e a 9ª Flilajes neste fim de semana

Banner de divulgação

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Evento realizado pela Prefeitura Municipal de Lajes, em conjunto com o Governo do Estado e instituições parceiras, a 29ª Expolajes acontece neste final de semana a partir de de hoje (sexta-feira, 29), com encerramento no domingo (31). O evento ocorre no Parque de Exposições Nélio Dias.

A programação múltipla consagra a ovinocaprinocultura como eixo de desenvolvimento econômico do Sertão Central e fortalece outros negócios agregados na região.

No Parque Nélio Dias às margens da BR 304, a programação se estenderá com palestras, oficinas, concursos, julgamento de animais, feira da agricultura familiar, e atrações musicais como Júnior Viana na sexta (29) e Lagosta Bronzeada no sábado (30).

Ainda no sábado (30) a Expolajes se funde ao Festival Literário de Lajes (FLILAJES), que realiza sua 9ª edição desde terça-feira (26) na Estação das Artes Poeta Antônio Cruz, dando destaque à literatura e saberes culturais.

No encerramento previsto para mesmo sábado, o Flilajes promove uma mostra folclórica dentro da Expolajes e um encontro de cordelistas com a presenca do poeta mossoroense Antônio Francisco.

No Domingo, a Expolajes 2025 conclui com o tradicional ‘pega bode’ no Parque de exposições Nélio Dias.

“Este ano tivemos a sorte de unir parte de dois grandes eventos como a feira de exposições e o festival literário o que ficou muito bom para todos os públicos que virão a Lajes neste final de semana”, comenta o prefeito Felipe Menezes (PP).

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sexta-feira - 29/08/2025 - 15:30h
Em Brasília

Petras Vinícius recebe reconhecimento nacional por Lei de Inclusão

Medalha Top Legislativo premia Petras por proposição transformada em lei Foto: divulgação)

Medalha Top Legislativo premia Petras por proposição transformada em lei Foto: divulgação)

O vereador mossoroense Petras Vinícius (PSD) recebeu nesta quinta-feira (28), em Brasília, a “Medalha Top Legislativo”, a maior premiação nacional concedida pela União dos Vereadores do Brasil (UBV), entidade de representação política do país. O parlamentar foi reconhecido pelo seu trabalho voltado às Pessoas com Deficiência (PcD), com destaque para a Lei nº 4.200, de 27 de junho de 2025, instituiu em Mossoró o “Espaço da Inclusão”.

“Receber este prêmio enche o nosso coração de alegria, porque muito mais do que um reconhecimento nacional, é a prova de que o trabalho pela inclusão das Pessoas com Deficiência sempre vai valer a pena. Essa não é uma luta individual, e a conquista da medalha também não: ela é de todos que diariamente se dedicam para garantir uma sociedade com mais acessibilidade, com mais direitos, mais respeito”, pontuou o vereador, que cumpre agenda em Brasília desde o início da semana, participando do Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais.

O projeto premiado, “Espaço da Inclusão”, é uma iniciativa de Petras que garante um ambiente seguro, acessível e confortável para as Pessoas com Deficiência prestigiarem eventos festivos realizados em Mossoró. Em 2025, mais de 1 mil pessoas já foram beneficiadas, em eventos como o “Mossoró Cidade Junina”, “Mossoró Sal e Luz” e “Festa do Bode”.

Sobre o prêmio

A “Medalha Top Legislativo” é destinada a agraciar vereadores e vereadoras, assessores, diretores, procuradores, servidores de Câmaras Municipais, entidades legislativas, assessorias, pessoas jurídicas e físicas que se destacam com condutas positivas na defesa e na valorização do Poder Legislativo Municipal e do municipalismo.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 14:28h
Justiça determina

Estado tem 15 dias para mostrar solução a desabastecimento hospitalar

Walfredo Gurgel sofre com rotina da falta de medicamentos e insumos (Foto: reprodução)

Walfredo Gurgel sofre com rotina da falta de medicamentos e insumos (Foto: reprodução)

A Justiça Estadual acatou um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e determinou que o Governo do RN apresente, em 15 dias, um plano para solucionar o desabastecimento da rede hospitalar do estado. A decisão, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, impõe a suspensão de pagamentos de despesas não essenciais e multa pessoal a autoridades estaduais caso o prazo não seja cumprido.

O cumprimento de sentença é resultado de uma ação civil pública, que condenou o Estado a garantir o abastecimento contínuo de medicamentos e insumos essenciais. Segundo o MPRN, a situação se agravou nos últimos anos, com dados que apontam reduções orçamentárias e falta de itens básicos.

Entre os dados apresentados pelo MPRN, estão a redução de 26,63% nos empenhos, o que representa um déficit de R$ 395.469.361,77, e de 67,90% nas despesas liquidadas, com um déficit de R$ 943.616.744,66. Neste cenário, o Rio Grande do Norte ocupa a penúltima posição nacional em gastos próprios com a saúde.

Medidas que devem ser apresentadas

A decisão judicial lista uma série de informações que o Estado deve apresentar, como um organograma de decisões para as questões emergenciais de abastecimento, um relatório detalhado do cumprimento de medidas judiciais anteriores e um cronograma para a regularização dos problemas. O Estado também deverá informar o percentual de abastecimento de cada hospital, a relação de medicamentos e insumos em falta, o valor necessário para regularização imediata dos estoques e as medidas concretas que serão implementadas nos próximos 90 dias.

A decisão ressaltou que o Estado se manteve omisso, não apresentando informações sobre as providências adotadas para cumprir as ordens judiciais. Também destacou que uma audiência de conciliação somente será marcada se as informações forem apresentadas integralmente e houver interesse efetivo do Poder Público Estadual em resolver a situação.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 13:50h
Avanço

Tecnologias estão ficando cada vez mais inclusivas

Tecnologia crescente a serviço de pessoas especiais (Foto: Freepik)

Tecnologia crescente a serviço de pessoas especiais (Foto: Freepik)

Nos últimos tempos, a tecnologia tem avançado rapidamente. Contudo, a inclusão por meio dessas inovações nem sempre acompanha o mesmo ritmo.

Para se ter uma ideia, em plena Era 5G, menos de 1% dos sites brasileiros se preocupam com a acessibilidade digital, segundo estudo conduzido pela BigDataCorp, em parceria com o Movimento Web para Todos. Com aplicativos e sistemas em geral, isso não é muito diferente, comprometendo seriamente o atendimento das pessoas com deficiência.

Felizmente, novas soluções e iniciativas estão surgindo para criar um ambiente mais inclusivo e justo, levando em conta as diversas necessidades individuais. Elas não apenas ampliam o acesso às tecnologias, mas também promovem uma sociedade mais igualitária.

Plataforma para educação

Assim, sistemas de Gestão Acadêmica e Secretarias Digitais vêm evoluindo para garantir mais inclusão no ambiente educacional. Um exemplo é o JACAD, plataforma desenvolvida pela SWA e voltada à gestão da educação, que acaba de passar por melhorias para ampliar sua acessibilidade. Usada por alunos, professores e gestores, a ferramenta agora oferece opções de personalização que atendem diferentes necessidades de acesso.

“Já contávamos com funcionalidades voltadas à acessibilidade, mas agora tornamos o sistema mais robusto e único”, afirma Leandro Scalabrin, fundador da SWA. “Ao acessar a plataforma, os usuários podem adaptá-la para pessoas surdas, idosos, pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), baixa visão, entre outras condições que exigem atenção diferenciada.”

Para mais informações, acesse: //www.jacad.com.br/

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Categoria(s): Educação / Gerais
sexta-feira - 29/08/2025 - 12:46h
ALRN

Assembleia e Você chega a Campo Redondo na próxima segunda-feira

Múltiplo atendimento ocorrerá segunda e terça-feira (Foto: ALRN)

Múltiplo atendimento ocorrerá segunda e terça-feira (Foto: ALRN)

O programa Assembleia e Você desembarca em Campo Redondo nos próximos dias 1 e 2 (segunda e terça-feira) , marcando mais uma edição. A iniciativa itinerante da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) oferece uma vasta gama de serviços gratuitos à população local, promovendo saúde, cidadania, educação e cultura.

Na área da saúde, os moradores terão acesso a atendimentos clínicos, pediátricos, nutricionais e cardíacos. Serviços de cidadania incluem regularização de documentos — CPF, carteiras de identidade pelo ITEP, carteira de trabalho via SINE e segundas vias de certidões — além de assistência jurídica e atendimentos do Procon.

Na esfera educacional e cultural, o evento oferece atividades recreativas, contação de histórias, pintura, jogos, encontros culturais e o espaço do Memorial Legislativo.

O presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), destaca o braço social do programa: “Não se trata apenas de levar serviços, mas de fortalecer a cidadania e criar oportunidades para quem mais precisa”.

Com o Assembleia e você a ALRN reafirma o seu compromisso com a inclusão social, garantindo que o poder público esteja próximo das comunidades que mais necessitam.

A passagem por Campo Redondo sucede o atendimento em Guamaré, que se iniciou ontem (28) e se encerra hoje, fortalecendo a presença do Legislativo em todo o estado. Ao promover atendimento direto à população, o Assembleia e Você reforça sua função de ser uma ponte entre a sociedade e o Parlamento potiguar — e um instrumento de transformação social efetiva.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 08:46h
Operação Carbono Oculto

Políticos graúdos devem ser alcançados em esquema financeiro do PCC

Avenida Faria Lima - centro financeiro de São Paulo e do Brasil (Foto: Sérgio Souza - Unplash)

Avenida Faria Lima – centro financeiro de São Paulo e do Brasil (Foto: Sérgio Souza – Unplash)

Do Canal Meio, O Globo, CNN, Metrópoles, G1 e outras fontes

Segundo noticiou o jornalista Lauro Jardim de O Globo, “a Operação Carbono Oculto também vai alcançar uma outra ponta — os políticos. Não qualquer político, mas alguns que estão no topo de alguns partidos políticos, todos mais à direita.”

E acrescentou: “Políticos do Centrão estão com a respiração presa.

A Carbono Oculto ocorreu nessa quinta-feira (28) – veja AQUI vídeo e material textualizado.

Seu objetivo é investigar e desbaratar um esquema bilionário de fraude comandado pelo PCC e tem como alvos 18 distribuidoras de combustíveis, bancos e gestoras de investimentos.

A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (28) atingiu a Faria Lima e algumas das principais instituições do centro financeiro de São Paulo e do Brasil, como Reag Investimentos, Banco Genial, Trustee e Buriti.

Além das mais conhecidas, também há centenas de outras instituições que são alvo das operações, grande parte de fundos de investimento imobiliário, multimercado e multiestratégia (veja lista AQUI).

Segundo a PF, a estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas.

Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.

Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.

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sexta-feira - 29/08/2025 - 07:54h
Primeira instância

Justiça Eleitoral cassa vereador por fraude na cota de gênero

Diego Américo de Carvalho pode recorrer da decisão no mandato (Foto: reprodução)

Diego Américo de Carvalho pode recorrer da decisão no mandato (Foto: reprodução)

Da 98 FM de Natal e BCS

A Justiça Eleitoral da 50ª Zona Eleitoral de Parnamirim decidiu, nesta quinta-feira (28), cassar o mandato do vereador Diego Américo de Carvalho (DC), eleito em 2024 no município de Parnamirim. A decisão foi tomada pela juíza Ilná Rosado Motta, que reconheceu a existência de fraude à cota de gênero praticada pelo Partido Democracia Cristã (DC) durante as últimas eleições.

Com a nulidade dos votos do Democracia Cristã, a Justiça Eleitoral fará a recontagem que deve alterar composição da Casa. Contudo, a decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), com vereador no mandato.

A decisão atinge ainda as candidatas Paula Danielly de Souza Barros, Yzabel Sulamita Oliveira Santos e Zenilda Pinheiro de Oliveira Fiori, apontadas como candidatas fictícias. De acordo com a investigação, elas não realizaram atos efetivos de campanha, obtiveram votações irrisórias e apresentaram prestações de contas zeradas ou padronizadas.

As três foram declaradas inelegíveis por oito anos. Já Diego Américo, embora tenha sido o principal atingido, não foi considerado inelegível, pois o tribunal entendeu que não houve provas de sua participação direta na fraude.

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