domingo - 09/08/2026 - 08:28h

Nem pacífico nem ordeiro

Por François Silvestre

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

A maior fraude antropológica sobre a natureza humana do brasileiro foi a consagração dessa bobagem de que somos um povo ordeiro e pacífico.

Pra começo de conversa nem somos um povo. Somos um pré-povo, em permanente debandada, socialmente desnutrido e culturalmente embotado.

Quem pensou sobre a nossa identidade, não se arriscou ao apontamento do nosso destino. Sérgio Buarque, Gilberto Freire, Darcy Ribeiro, Rui Facó, Câmara Cascudo, Caio Prado, Josué de Castro, Manoel Correia de Andrade, Werneck Sodré e tantos outros só mostraram a nossa face. Às vezes deformada.

Somos violentos e desordeiros. Porém, a “valentia” da nossa índole é de natureza individual. Intrassocial. Em matéria política e de organização coletiva somos cordeiros. Arrebanhados. Valentes no varejo e covardes no atacado.

Todas as ditaduras aqui estabelecidas tiveram o amparo da nossa covardia. Pelo medo ou pela colaboração. E todas elas só caíram após a exaustão da sua própria superação. Nenhuma foi derrubada.

Nunca fizemos uma revolução. Só golpes. Nem reformas nós fazemos. Nossa organização partidária é uma quadrilha cartorial. Cada um em torno de uma legenda que nega o próprio nome e de um programa prostituído de adjetivos.

“A índole pacífica do nosso povo” é uma fraude antropológica. Verso de um poema de vaselina. A entrar no traseiro da incultura.

Fomos descobertos porque estávamos no caminho da ganância dos impérios e da aventura dos corsários. Num entreposto à disposição da ladroagem.

E nunca mais nos libertamos dessa sina. Roubados por portugueses, franceses, holandeses, ingleses e corsários de todos os mares. Depois, dependentes do império americano.

Mas não fica por aí. Os nossos representantes não se prestam à defesa da nossa terra. Pelo contrário, roubam-nos o que sobrou da roubalheira imperial.

Um pré-povo disponível ao saque. Assaltado pelos donos do poder econômico. Pacífico ante os mandões, mas violentos entre si. Ninguém está seguro na pátria da bandidagem. E no falso combate, os fascistas e seus holofotes assinalados.

A criminalidade crescente, sem controle, confirma a negação intrínseca da nossa falsa índole mansa. E quem deveria combater, colabora; na inutilidade festiva da mídia. As ruas são dos bandidos. Encurralados estamos entre a bandidagem e o controle de faz de conta.

Em política, no Brasil, não há correligionários. Há cúmplices. Conchavos eleitorais. Compra e venda. “Eleitos e eleitores” no mesmo forno de assar patifaria. Exuberância de geografia num país de pífia história.

Dizia Darcy Ribeiro que a naturalidade do índio, a tecnologia do europeu e a espiritualidade do africano formariam um grande povo. Resta esperar o futuro.

Constituinte Originária agora ou oportunidade perdida.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado nem 10 de abril de 20-16, há mais de 10 anos.

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Categoria(s): Artigo
domingo - 09/08/2026 - 07:16h

O que leva os jovens ao crime

Por Honório de Medeiros

Alba Zaluar faleceu em 2019 (Foto: Folha)

Alba Zaluar faleceu em 2019 (Foto: Folha)

Em 13 de outubro de 2012 escrevi, e postei, em meu blog (honoriodemedeiros.blogspot.com), um artigo cujo título é “O que leva o jovem ao crime?”

Nele eu dizia o seguinte:

“Uma das consequências possíveis relacionadas com a teoria da Antropóloga Alba Zaluar, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa das Violências (NUPEVI), ligado ao Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de que apenas a pobreza e a desigualdade social não explicam a ida de jovens para a criminalidade, é dar razão ao senso comum do povo quando clama pelo endurecimento da legislação penal.

A teoria, exposta em matéria assinada pelo jornalista Antônio Góis, da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro, apresenta como uma das causas do envolvimento de jovens com a violência a estrutura cultural que induz o surgimento do que ela chamou de ‘etos da hipermasculinidade’, ou seja, trocando em miúdos, ‘a busca do reconhecimento por meio da imposição do medo’.

É algo decorrente da chamada ‘cultura machista’: os filhos homens são criados em ambientes que reproduzem condutas herdadas de desrespeito sistemático às mulheres, aos homossexuais, aos negros, às minorias, e a valorização direta ou subliminar dos ícones da masculinidade distorcida: a música, a tradição oral, o lazer, a literatura, a própria postura passiva das minorias contribuem para a construção desse perfil medíocre e ameaçador.

A antropóloga lembra que ‘se a desigualdade explicasse a violência, todos os jovens pobres entrariam para o tráfico. Fizemos um levantamento na Cidade de Deus (conjunto habitacional favelizado na zona Oeste do Rio de Janeiro) e concluímos que apenas 2% da população de lá está envolvida com o crime’.

É outra comprovação científica que respalda o senso comum: se apenas a pobreza fosse passaporte para o crime, não haveria Sociedade da forma como conhecemos. Melhor, não haveria tantos ricos criminosos.

De posse do trabalho apresentado por Alba Zaluar talvez pudéssemos pelo menos iniciar a discussão em torno da ampliação das penas no Brasil.

Quem sabe instaurarmos a prisão perpétua: não outra punição merece uma quadrilha de assaltantes recentemente presa em São Paulo, todos na faixa dos vinte anos, especializados em condomínios, que se tornaram conhecidos por torturarem suas vítimas, fossem elas novas ou idosas.

Prisão perpétua com alimentação, saúde, lazer, tudo pago com trabalho – há tantas estradas para ajeitarmos, Brasil afora, tanta terra para ser arada…

E o maior empecilho, para aumentarmos a dosagem das penas no nosso país, para criarmos a prisão perpétua, é exatamente esse remorso social – quando não é a defesa em causa própria, como por exemplo, o caso dos nossos congressistas, grande parte respondendo algum tipo de processo – hipócrita que nos corrói a capacidade de enxergar o óbvio agora corroborado cientificamente.

Sempre achamos, segmentos da elite, que a criminalidade tinha ligação direta com a pobreza. Recusávamo-nos a perceber, com o povão, que sofre nas mãos da delinquência e nas mãos da polícia, que não era assim, afinal não se justifica que haja tortura e morte desnecessária em cada assalto realizado: a crueldade é um ritual de passagem na hierarquia do crime, dependente da admiração dos companheiros; quanto mais cruel, mais admirado, quantos mais homicídios, mais enaltecido.

Agora é tempo de ir atrás do prejuízo antes que seja tarde demais: contamos nos dedos as casas e condomínios onde não há cerca elétrica e cães, isolamento e medo.

Fazemos de conta que não há guerra civil em São Paulo e Rio de Janeiro. Iludimo-nos pensando que o Estado é soberano em algumas áreas das grandes cidades do Brasil”.

Em 13 de junho de 2014, voltei ao tema, novamente em meu blog: “Da criminalidade.”

“Diferente da corrente majoritária hoje nas análises sociológicas acerca das causas da criminalidade e suas consequências, defendo uma abordagem, acerca do tema, de caráter darwinista.

Ou seja, penso que está mais que no tempo de superar a falida postura de atribuir às condições sociais, à pobreza, por assim dizer, o surgimento da criminalidade.

A pobreza não é causa, é um dos ambientes do surgimento da criminalidade. Para o senso comum, principalmente o brasileiro, é fácil entender essa hipótese: basta acompanhar, diariamente, o noticiário acerca da corrupção.

Existe uma lógica perversa, típica, por trás da difusão e aprofundamento dessa manobra diversionista que é atribuir á pobreza o surgimento da criminalidade. É uma lógica de gueto, secessionista, da qual se apropriam os interessados em usufruir da confusão que ela origina.

Em relação ao reconhecimento desse ‘ethos da hipermasculinidade’, ou seja, trocando em miúdos, ‘a busca do reconhecimento por meio da imposição do medo’, a literatura também se manifesta, mesmo que obliquamente, no sentido de reconhecê-la como uma das causas da criminalidade.

Dezenas de corpos foram expostos por comunidade após o confronto (Foto: Fabio Teixeira/Anadolu via AFP)

Pelo menos 121 corpos perfurados à bala em em confronto entre policiais e facção no Rio de janeiro em 2025 (Foto: Fabio Teixeira/Anadolu via AFP/Arquivo)

Leiam atentamente o trecho a seguir, pinçado de ‘Maigret Hesita’, do genial Georges Simenon, escrito em 1968:

‘É provável que lá também encontrasse um pobre sujeito que havia realmente matado porque não podia agir de outro modo, ou então um jovem delinquente de Pigalle, recém-chegado de Marselha ou da Córsega, que eliminara um rival para se fazer crer que era um homem’.”

Aí está o senso comum e a literatura mais uma vez mostrando, de forma inequívoca, por qual razão podem e devem essas questões serem pontos-de-partida para o conhecimento da criminalidade.

** Antropóloga e socióloga brasileira que teve seu trabalho voltado ao estudo da violência urbana. Alba fundou em 1997 e coordenou o Núcelo de Pesquisa em Violências (NUPEVI), no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, com pesquisas sobre violências doméstica, policial, urbana, vinculada ao tráfico de drogas. Faleceu em 2019.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 09/08/2026 - 06:46h

Tá bonita demais!

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com uso de recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com uso de recursos de IA para o BCS

Uma tarde dessas fui a Tibau. A última vez, creio, foi no comecinho deste ano. No entanto, pelas redes sociais, eu vi que a prefeitura iluminou um pedaço da praia das Emanuelas. Então, aguçou-me a curiosidade. E fui. Ou melhor, fomos eu e a minha mulher, Morgana.

No finalzinho da tarde pegamos o rumo da estrada; boquinha da noite chegamos à praia. E tá bonita demais. Sentamos à mesa numa das barracas, e ficamos a admirar tão bela paisagem, sentindo a brisa. Trocamos poucas palavras, já que lindeza do que estava a nossa frente, bastava-nos. Para nós, Tibau tem algo especial; lá nos conhecemos, lá começamos a namorar.

Mas, como ia dizendo, a praia tá bonita demais, a posteação clareava, refletindo no mar. Algumas pessoas estavam sentadas na areia, outras, caminhavam; crianças jogavam bola, tomavam banho de mar. Alguns casais saboreavam uma cerveja gelada com tira-gosto.

Sem dúvida, é mais uma oportunidade para os comerciantes locais movimentarem suas barracas, gerando emprego e renda para a população. Talvez, promovam festas, luaus, dando vida nova as noites da cidade, sendo uma excelente opção de lazer. Sem esquecer que a iluminação proporcionará mais segurança aos visitantes e moradores da localidade.

Acredito que todos que ali estavam aprovaram a iniciativa do poder público municipal, pois a cidade-praia carecia desse ambiente noturno à beira-mar.

O que nos chamou atenção foi o vai e vem de veículos. Parecia com o período do veraneio. Tibau, hoje, não fica movimentada somente no mês de janeiro. A quantidade de casas e condomínios que existem, atrai muita gente nos finais de semana. Aliás, estão mais do que certos, uma vez que é inconcebível aproveitar uma praia tão linda uma vez por ano, como era costume tempos atrás.

Para nós foi uma tarde/noite bastante leve, agradável. Contudo, sentimos falta da lua. Ela se escondeu, não deu o ar da graça. Achamos que foi de propósito, um convite pra retornarmos. Convite aceito. Qualquer noite, retornaremos com todo prazer.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 09/08/2026 - 05:48h

Direito, ciência e arte

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA, sobre Estudo Antropométrico Criminalístico do Século XIX, para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA, sobre Estudo Antropométrico Criminalístico do Século XIX, para o BCS

É deveras comum que a arte/literatura ficcional “imite” a vida, incluindo aí a vida “forense/jurídica”. A literatura toma do direito muitos dos seus temas. E, embora não seja bem o papel da literatura explicar tecnicamente o direito (ou outro conhecimento humano/científico), sua contribuição nesse sentido, sobretudo nas dimensões antropológica e sociológica, é inegável.

Um dos temas do direito que mais “encanta” as artes, incluindo aí a literatura, é o do “criminoso nato”, o sujeito disforme, assustador até, vocacionado ao crime, que nos acostumamos também a chamar de “lombrosiano”, em homenagem ao seu idealizador, o dito pai da antropologia criminal, o italiano Cesare Lombroso (1835-1909). Lombroso teve esse mérito de dar azo à imaginação dos literatos no sentido de que os grandes delinquentes, os criminosos cruéis, possuem, para além de uma degeneração psicológica, estigmas morfológicos à moda de Lombroso e da sua antropologia criminal. Durante muito tempo essa ideia persistiu na literatura (e isso de certa forma ainda hoje perdura). As obras literárias “lombrosianas” abundam.

Vide o exemplo célebre de “A besta humana” (1890), do naturalista Émile Zola (1840-1902). Enrico Ferri (1859-1929), outro grande criminologista italiano, aluno de Lombroso, dele lembra em “Os criminosos na arte e na literatura” (Ricardo Lenz Editor, 2001): “A besta humana, esse romance em que Zola, como ele próprio declarou, foi inspirado e guiado pelo Homem criminoso de Lombroso, é um dos mais modernos documentos da solidariedade da arte e da ciência”.

Ferri, entretanto, secundando Lombroso, admoesta o artista Zola por sua representação não inteiramente científica do criminoso nato: “Desde a sua aparição, esse romance – em que falta todavia o estudo direto e pessoal do homem delinquente – torna-se objeto de numerosos artigos de crítica científica ou literária. Dá lugar, entre outros, a dois estudos, um de Lombroso – A Besta humana e a antropologia criminal inserto na Fanfulla della Domenica, de 15 de junho de 1890 – e outro de Hérocourt – A besta humana de Zola e a physiologia do criminoso, publicado pela Revue Bleue, de 7 de junho do mesmo ano. Eis o que diz, em resumo, o sábio criador da antropologia criminal [Lombroso], a quem a estrondosa homenagem prestada à sua doutrina não pode submeter a sua imparcialidade: [Zola], que tão maravilhosamente descreve a plebe envenenada pelo álcool e também a pequena burguesia das aldeias e das cidades, não estudou, na minha opinião, os criminosos de acordo com a natureza. É que, não se os encontra tão facilmente, sem dúvida, e não se pode estudá-los, mesmo nas prisões, a menos que se tenha, como Marro e Ferri, a loucura de aí os observar durante anos. Os criminosos da Besta humana dão-me a impressão de fotografias de quadros a óleo: têm qualquer coisa de delicado e de artificial”.

O problema é que eles, Ferri e sobretudo o próprio Lombroso, talvez devam também ser tachados de “anticientíficos”. Afinal, estaria Lombroso certo nessa sua imagem morfologicamente degenerada do tal criminoso nato? Como pergunta Lemos Britto, em seu “O crime e os criminosos na literatura brasileira” (Livraria José Olympio Editora, 1946): “Será mesmo que os indivíduos de mãos imensas, pesadas ou disformes, são tipos nos quais se observa uma regressão atávica ao homem primitivo, ao selvagem, e que trazem diluída no sangue a vontade mórbida de matar por estrangulamento?”.

A classificação dos professores italianos não resistiu às críticas dos estudiosos. Hoje parece claro que Lombroso exagerou, para dizer o mínimo, no que diz respeito aos caracteres morfológicos dos criminosos. Com a diferença de que, enquanto Zola pretendia fazer arte/literatura, embora de caráter naturalista, Lombroso, esse sim, gabava-se de fazer ciência.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 09/08/2026 - 05:04h
RN

Band RN faz neste domingo primeiro debate para governador

Banner de divulgação da Band RN

Banner de divulgação da Band RN

A partir das 20h, os quatro candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte se encontram pela primeira vez no 1º debate da Band Eleições 2026.

Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL) debatem propostas para o Estado, com mediação de Anna Ruth Dantas.

📺 18h • Prévia do debate
🔥 19h45 • Esquenta na TV
🎙️ 20h • Debate ao vivo, na tela da Band

Assista na TV ou pelo YouTube da Band RN.

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Categoria(s): Política
domingo - 09/08/2026 - 04:28h

Justo

Por Bruno Ernesto

Chico Anísio e seu personagem Justo Veríssimo (Reprodução do Diário Popular-MG)

Chico Anísio e seu personagem Justo Veríssimo (Reprodução do Diário Popular-MG)

É muito difícil encontrar alguém que não goste de um bom humor.

Particularmente, sendo bom, não dispenso uma boa piada, especialmente as sarcásticas e de humor ácido.

A despeito da inteligência artificial estar no ápice das discussões em todos os seguimentos, em especial na produção intelectual e científica, que são as áreas formadoras da sociedade moderna, o que mais preocupa o cidadão comum é se, num futuro muito próximo, o que Karl Marx denominou de classe trabalhadora, ou seja, aqueles que vendem a sua força de trabalho em troca de uma contraprestação para sobreviver, terão seu emprego ou atividade econômica garantidos quando a inteligência artificial se estabelecer como ferramenta autônoma.

Estamos vivendo uma nova corrida espacial, tal qual se deu na década de 1960, quando os Estados Unidos e a União Soviética, travavam uma guerra tecnológica para enviar o homem ao espaço e estabelecer novas fronteiras.

Muitas tecnologias desenvolvidas durante a corrida espacial hoje são utilizadas pelo cidadão comum sem nem mesmo supor a sua origem, e que trouxeram avanços práticos como, por exemplo, o revestimento teflon, que impede que o ovo grude na panela ao ser preparado no café da manhã, ou o GPS que você usa no carro.

Claro que ao falarmos de uma tecnologia tão mais complexa e tão mais impactante para economia de um modo geral, pois é possível que impacte sobremaneira o mercado de trabalho, penso que a inteligência artificial, inevitavelmente, terá o mesmo desfecho.

Entretanto, segundo dizem os especialistas, há dois aspectos cuja inteligência artificial encontra óbice: os sentimentos e a criatividade.

Embora possa ser treinada para ter emoções, o que a inteligência artificial faz é, basicamente, pensamento analítico, o que fará com que o conhecimento seja transformando numa commodity como é o café, arroz, soja ou ferro.

Não por onde, o recente lançamento da inteligência artificial chinesa DeepSeek – que tem o código aberto e foi desenvolvida por uma fração do preço da norte-america ChatGPT – causou, num só dia, um prejuízo de um trilhão de dólares nas empresas de tecnologia norte-americanas, dando um recado claro que o futuro da economia global está indiscutivelmente atrelado à inteligência artificial.

Bem, pelo menos nesse primeiro momento quem suportou o prejuízo foram as empresas e não o trabalhador, para a alegria dos marxistas.

A despeito da piada e do humor ácido, lembro muito bem de um episódio em que o brilhante Chico Anysio interpretava o personagem Justo Veríssimo, um deputado sem meias palavras ou subterfúgios quando o assunto era ter vantagem, e que tinha horror aos pobres e trabalhadores.

Na ocasião, durante uma reunião em que se debatiam as novas perspectivas de emprego, o deputado Justo Veríssimo disse que o futuro era dos robôs.

O interlocutor, apreensivo, retrucou dizendo que as pessoas iriam perder os empregos para os robôs e o deputado, de imediato, retrucou dizendo que era melhor ter robô mesmo trabalhando, pois robô não faz greve, não recebe salário, não precisa de descanso, nem namora a filha do patrão.

Nada mais justo.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 09/08/2026 - 03:52h
Torres Gêmeas

Uma mensagem de amor antes que ‘quase’ tudo seja fim

Melissa Cândida Doi pressentiu que o fim estava próximo (Foto: reprodução)

Melissa Cândida Doi pressentiu que o fim estava próximo (Foto: reprodução)

Em 11 de setembro de 2001, presa no 83º andar da Torre Sul do World Trade Center, sem nenhuma rota de fuga visível, Melissa Cândida Doi pegou o telefone e ligou para o 911. Naquele momento, ela ainda esperava ser resgatada. Mas, à medida que os minutos passavam, compreendeu que talvez aquela ligação tivesse outro propósito: deixar uma última mensagem para a pessoa que mais amava.

Melissa tinha 32 anos. Morava no Bronx com a mãe, Evelyn, trabalhava como analista financeira no World Trade Center e levava uma vida tranquila. Gostava de patinar no Central Park, valorizava os momentos em família e sonhava com um futuro que, naquela manhã de setembro, parecia apenas mais um dia comum de trabalho.

Tudo mudou às 9h03.

O voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul em alta velocidade, provocando uma explosão devastadora. O impacto destruiu vários andares, espalhou combustível em chamas pelo edifício e bloqueou praticamente todas as rotas de fuga acima da zona atingida. Melissa estava presa no 83º andar. Ao seu redor, a fumaça se espalhava rapidamente, o calor aumentava a cada minuto e as chamas avançavam sem que houvesse qualquer saída.

Ela ligou para o serviço de emergência.

Durante vários minutos, conversou com uma operadora do 911. Apesar do caos ao seu redor, sua voz permaneceu surpreendentemente calma. Melissa descrevia o que via: a fumaça cada vez mais espessa, o calor intenso, o fogo se aproximando e pessoas tentando encontrar alguma forma de escapar. Em vários momentos, perguntava se os bombeiros já estavam chegando e se ainda havia esperança de resgate.

Enquanto isso, do lado de fora, centenas de equipes de emergência faziam o impossível para alcançar os andares superiores. Mas ninguém imaginava que restavam apenas alguns minutos.

Aos poucos, Melissa pareceu compreender a realidade.

Foi então que deixou de perguntar sobre o resgate e passou a falar da mãe.

Com enorme serenidade, pediu à operadora que transmitisse uma mensagem para Evelyn caso ela não conseguisse sair dali. Disse que a amava profundamente, que ela era a melhor mãe do mundo e que era grata por tudo o que havia feito por ela durante a vida.

Mesmo diante da morte, sua maior preocupação não era consigo.

Era que a mãe soubesse o quanto era amada.

Essas se tornaram algumas das últimas palavras conhecidas de Melissa Cândida Doi.

Às 9h59, apenas 56 minutos após o impacto do avião, a Torre Sul desabou. Todas as pessoas que permaneciam presas acima da área atingida perderam a vida.

Melissa estava entre elas.

World Trade Center em foto antiga (Reprodução)

World Trade Center em foto antiga (Reprodução)

Sua história, porém, não terminou naquele dia.

Em 2006, durante o julgamento de Zacarias Moussaoui, acusado de participação na conspiração dos atentados de 11 de setembro, diversas gravações das ligações feitas por vítimas presas nas torres foram apresentadas ao tribunal. Entre elas estava a ligação de Melissa.

Sua voz, firme e delicada ao mesmo tempo, emocionou familiares, jurados e todos os presentes. Ela lembrava que por trás dos quase três mil mortos existiam pessoas reais, cada uma com sua própria história, seus sonhos, seus medos e alguém esperando por elas em casa.

Para Evelyn, Melissa nunca foi apenas uma das vítimas do 11 de setembro.

Era a filha carinhosa, trabalhadora e generosa que encontrava felicidade nas coisas mais simples da vida. Ao longo dos anos, ela sempre fez questão de preservar essa lembrança, falando da filha não pelo modo como morreu, mas pela forma como viveu.

O 11 de setembro destruiu edifícios, mudou a história e deixou cicatrizes que permanecem até hoje. Naquela tragédia 2.606 pessoas perderam a vida.

Mas também revelou incontáveis gestos de amor e humanidade em meio ao caos.

Melissa Cândida Doi não ficou conhecida por um ato de heroísmo espetacular.

Ficou conhecida porque, quando percebeu que talvez aqueles fossem seus últimos minutos de vida, escolheu fazer aquilo que para ela era mais importante.

Dizer à mãe que a amava.

E, mais de duas décadas depois, sua voz continua lembrando ao mundo que, mesmo nos momentos mais sombrios, o amor pode ser a última coisa que alguém escolhe deixar para trás.

Nunca esquecer.

Prédios ficaram em ruínas (Foto: reprodução)

Prédios ficaram em ruínas (Foto: reprodução)

*Publicação da página História Perdida

Fontes:

Processo United States v. Zacarias Moussaoui – Exhibit P200016 (documentação oficial do julgamento e gravação da ligação de Melissa Doi ao 911).

Transcrição oficial da ligação de Melissa Doi ao 911 (Wikisource).

The Washington Post, At Moussaoui Trial, Recalling Lives Stolen by 9/11 (11 de abril de 2006).

The Washington Post, More Voices From 9/11: “I’m Going to Die, Aren’t I?” (17 de agosto de 2006).

Melissa Doi – Wikipédia (para dados biográficos gerais).

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Categoria(s): Gerais / O que não está na história
domingo - 09/08/2026 - 03:00h

Selvagem da escrita

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Havia neste espaço um leitor cujo nome não me recordo mais. Sim, havia. Já não existe. Não ao menos que se manifeste de algum modo. Talvez, quem sabe, continue por aqui às ocultas, apenas conferindo o conteúdo do blogue sem dar um palpite a respeito de nada. O referido leitor, que não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, a exemplo de outros que frequentam este espaço de opinião e cultura, acompanhava em particular a minha produção, minhas crônicas. Pois é, o homem falava que me seguia desde o tempo em que atuei em outros periódicos, sobretudo em uma revista impressa que fez muito sucesso em Mossoró e também em Natal.

Tratava-se, a julgar por seus comentários em meus escritos, de um elemento dono de um intelecto acima da média. Isso, obviamente, me deixava um tanto vaidoso. Porque leitor é sempre uma categoria nobre e arisca, uma classe difícil de se cativar com qualquer meia dúzia de parágrafos. Esse, entretanto, deixou logo às claras que não perdia nenhum dos meus textos dominicais.

Comentava, entretanto, que tinha saudade do tempo em que eu, como um selvagem da escrita norte-rio-grandense, escrevia com o ímpeto de uma fera indomável e raivosa. É isso, o senhor Nelson Peixoto, vamos chamá-lo assim, volta e meia me açulava a retomar aquele estilo incivil que só me rendeu muitos desafetos e portas na cara. Naquela época, quando dos meus vinte e poucos anos, é verdade que minha parcela de leitores na dita revista era invejável. Eu me destacava no espaço do veículo destinado a publicar a opinião dos leitores.

A classe das mulheres e dos homens públicos, entenda-se os políticos, sofria um bocado com o meu verbo causticante. No mais das vezes, quando o chumbo era de grosso calibre, eu me escondia por trás de pseudônimos. Nunca fui molestado pelos engravatados, entretanto a revista ganhou alguns processos movidos por gente de poder e destaque no olimpo dos morubixabas e mandachuvas.

Hoje não faço mais isso. Sou agora uma espécie de Tereza Batista cansada de guerra, como na obra de Jorge Amado. Exceto pela adrenalina e aplauso de certo número de leitores, o fato é que não ganhei nada com aquele estilo metralhadora giratória. Não demorou para que os meus alvos ambulantes descobrissem que eu estava me escondendo nos criptônimos. Aí fui convidado a sair de pelo menos dois subempregos que ocupei neste País de Mossoró, suposta terra da liberdade.

A própria revista, sob forte pressão e influenciada por um marqueteiro da família Machado, também me apontou a porta da rua. Ou seja, terminei sozinho, fodido e mal pago. Atualmente, portanto, busco apenas sossego, e vou assim cultivando o estilo paz e amor. Por essas e por outras é que não embarquei na dica do entusiasmado Nelson Peixoto.

É isto. Depus as armas. Aposentei o trabuco e o soco-inglês da minha literatura camicase. Não tenho mais idade nem ânimo para aquela pancadaria toda. Sigo hoje no lirismo e na política da boa vizinhança. Ao prezado senhor Nelson Peixoto, acaso tenha acesso a este relato pacífico, peço desculpas por eu ter me reconciliado com esta cidade e deixado em paz os seus habitantes poderosos.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sábado - 08/08/2026 - 23:00h
Eleições 2026

Audiência Pública definirá horário da propaganda eleitoral

Banner ilustrativo divulgado pelo TRE-RN

Banner ilustrativo divulgado pelo TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) realizará, no dia 21 de agosto, às 9h, a audiência pública com o objetivo de definir o plano de mídia da propaganda eleitoral gratuita para as Eleições Gerais 2026. O evento acontecerá no Plenário Ministro Seabra Fagundes, na sede do Tribunal, em Natal, com transmissão ao vivo pelo canal do TRE-RN no YouTube.

A iniciativa, promovida pelo Tribunal Regional do Rio Grande do Norte, reúne os representantes de partidos políticos, federações, emissoras de rádio e televisão do  Ministério Público Eleitoral. A Audiência tem como objetivo realizar a definição do plano de mídia sobre as propagandas eleitorais gratuitas, etapa que determina como candidatos e partidos vão ocupar o rádio e a televisão nos meses que antecedem a eleição.

O momento será conduzido pela Secretaria Judiciária (SJ), representado pelo secretário João Paulo Araújo, em conjunto com o Cartório Eleitoral da 2ª Zona, representado pela juíza Carmen Verônica Calafange.

A propaganda eleitoral na internet iniciará no próximo dia 16 de agosto e pode ser realizada em sites de candidatas e candidatos, partidos, federações e coligações, bem como em blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais. Já o horário eleitoral gratuito ocorre nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, em emissoras previamente definidas pela Justiça Eleitoral, com programação distribuída entre as candidaturas aos diferentes cargos em disputa.

As datas, horários e a divisão de tempo de propaganda para cada cargo estão detalhados na Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pelas Resoluções  nº 23.732/2024 e nº 23.755/2026.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
sexta-feira - 07/08/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Tenho amigos para saber quem eu sou.”

Fernando Pessoa

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Categoria(s): Pensando bem...
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sexta-feira - 07/08/2026 - 19:36h
Aposentados e pensionistas

Auditores fiscais veem atraso como “uma escolha administrativa”

Banner divulgado pelo Sindifern com síntese do seu posicionamento (Reprodução do BCS)

Banner divulgado pelo Sindifern com síntese do seu posicionamento (Reprodução do BCS)

O Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN) está vigilante quanto ao atraso continuado do pagamento aos servidores inativos do Estado. Na segunda-feira (02) emitiu uma Nota de Posicionamento sobre o assunto (veja AQUI), mas sua postura vai além dessa manifestação formal.

A entidade está mobilizada porque sabe que o problema não é localizado ou passageiro. Pode se alargar também para servidores em atividade. Outro ponto, é a própria discriminação, ou falta de isonomia no pagamento a ativos e inativos. Vitimar aposentados e pensionistas seria “uma escolha administrativa.” Segue aquela máxima popular de que “o pau só quebra nas costas do mais fraco.”

Veja abaixo um trecho da Nota de Posicionamento:

O SINDIFERN reafirma que a superação desse cenário exige transparência, planejamento e responsabilidade fiscal, mas, sobretudo, respeito ao princípio da isonomia. Não é admissível que aposentados e pensionistas continuem suportando, de forma recorrente, o maior ônus das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado.

Mais do que equilibrar as contas públicas, é dever da Administração preservar sua credibilidade institucional, garantir segurança jurídica e assegurar tratamento igualitário a todos os servidores públicos estaduais.

Enquanto não forem apresentados esclarecimentos consistentes sobre os critérios adotados para o pagamento da folha, a gestão das receitas públicas, a política de renúncias fiscais e as medidas efetivas de racionalização das despesas, permanecerá a legítima compreensão de que o atraso no pagamento de aposentados e pensionistas não resulta apenas de limitações financeiras, mas também de escolhas administrativas e prioridades governamentais que precisam ser revistas com urgência.

O SINDIFERN seguirá acompanhando a situação e cobrando soluções que garantam respeito, transparência e, sobretudo, a paridade no pagamento de todos os servidores públicos estaduais, ativos, aposentados e pensionistas.

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sexta-feira - 07/08/2026 - 17:30h
Extremoz

Vereadora do PL recebe Álvaro Dias para reunião política

Damares mobilizou aliados em Pitangui (Foto: Assessoria)

Damares mobilizou aliados em Pitangui (Foto: Assessoria)

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou na noite desta quinta-feira (6), de uma reunião com os amigos e apoiadores da vereadora Damares Sales (Podemos), em Extremoz. O ex-prefeito de Natal deu continuidade às visitas aos municípios da Grande Natal e, acompanhado da prefeita Jussara Sales (PL), ouviu as demandas da população de Pitangui, distrito de Extremoz.

Durante a reunião, a prefeita Jussara Sales destacou a necessidade de recuperação das estradas estaduais que cortam o município, defendendo o recapeamento das vias como uma demanda prioritária da população.

Álvaro também relembrou ações com as quais já havia se comprometido junto à população do município.

“Quero reafirmar também o compromisso que assumi com Extremoz. Não me esqueci da duplicação da Avenida Pedro Vasconcelos nem da necessidade de intervenções no Rio Ceará-Mirim. São compromissos que continuarão sendo tratados em diálogo com a gestão municipal.”

O encontro também contou com a presença da deputada estadual Terezinha Maia (PL); de Geane Sales, secretária-geral do município; de Pablo Sales, secretário de Esportes; e do vice-prefeito Izidoro Filho.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 07/08/2026 - 16:22h
Gigante

Pai pedreiro de 53 anos aprende balé para guiar filhas autistas

Esse é o Joilson. Um pai, pedreiro, do interior da Bahia, que aos 53 anos, começou a fazer balé e aprendeu novos passos para ajudar no desenvolvimento das filhas.

No fim das contas, essa história nem é sobre balé. É sobre um pai que escolheu entrar no mundo das filhas em vez de esperar que elas entrassem no dele.

Família é quem caminha ao nosso lado todos os dias!!

Nota do BCS – Esse pai é um gigante. Amor demais para superar machismo, eventuais críticas públicas e valorizar tempo com muito amor. Aplausos, Joilson!

🎥 @lucianohuck

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sexta-feira - 07/08/2026 - 14:26h
Imprensa

TV Assembleia se instala em Mossoró; Lamonier Araújo dirige redação

Lamonier já atuou em outras empresas de comunicação (Foto: rede social)

Lamonier já atuou em outras empresas de comunicação (Foto: rede social)

Do Blog Saulo Vale

A TV Assembleia inicia o o processo de instalação da sua primeira sucursal no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Mossoró. A seleção dos profissionais já começou e a previsão é que a unidade entre em operação ainda neste mês de agosto.

Com 23 anos de atuação e uma equipe formada por mais de 70 profissionais, a emissora amplia sua presença no estado como parte do projeto de expansão da Rede Legislativa de Comunicação. O primeiro passo dessa iniciativa foi a chegada do sinal aberto da TV Assembleia a Mossoró, em março deste ano, por meio do canal 22.3.

A nova sucursal funcionará à Rua Manoel Cristiano de Morais, nº 74, bairro Nova Betânia, no Villa Nova, em Mossoró. A implantação da unidade permitirá ampliar a produção de conteúdos jornalísticos e institucionais voltados para Mossoró e toda a região Oeste, fortalecendo a cobertura das atividades legislativas e dos principais acontecimentos da região.

Lamonier Araújo

O comando da nova unidade ficará a cargo do jornalista Lamonier Araújo, que assume a chefia de redação da sucursal. Com ampla experiência na comunicação potiguar, Lamonier construiu sua trajetória em importantes veículos de imprensa, tendo passado pela TCM, Inter TV Costa Branca e por diversos veículos de comunicação da capital e do interior do estado. Sua chegada reforça a proposta da emissora de investir em uma cobertura regional qualificada e de proximidade.

Embora os nomes dos demais profissionais que integrarão a equipe ainda não tenham sido divulgados oficialmente, já se sabe que os colaboradores serão de Mossoró. A iniciativa também representa um fortalecimento do mercado local de comunicação, com a valorização da mão de obra da cidade e a geração de novas oportunidades para profissionais da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sexta-feira - 07/08/2026 - 11:30h
Finalmente...

Por sobrevivência, Álvaro e Cadu começam a se ver como adversários

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Há meses cerrando baterias contra o pré-candidato adversário, comum, Allyson Bezerra (UB), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT) nos últimos dias voltaram a se ver como contendores. Um do outro. E vice-versa.

Em tempos recentes não era bem assim. Pareciam até combinados, numa reprodução parcial e crescente do que petistas e bolsonaristas promoveram na campanha municipal de Mossoró há dois anos – com resultado desastroso para ambos (veja AQUI). Foram destroçados nas urnas.

Em 2024, os dois lados e coligações andaram de mãos dadas na sucessão municipal mossoroense. Fizeram reuniões (secretas, claro), somaram esforços à judicialização e tocaram até agenda “conjunta” (veja AQUI o que não nos deixa mentir). Daí nasceu inspiração para o neologismo que adesivamos sobre essa associação incomum: o  quasímodo político “Bolsopetismo.”

Fica visível para olhos mais atentos e treinados que conhecem os intramuros da política do RN e, um pouco, as razões humanas: agora é guerra. Questão de sobrevivência.

Com a proximidade da campanha oficial e programas de rádio e televisão, Dias e Xavier vão precisar se apresentar como rivais. É pouco ou quase nada repetirem o mesmo discurso, aquela ladainha de que a polarização nacional vai levá-los para cima, eclipsando o homem do “chapéu esquisito”, como descreveu o senador Rogério Marinho (PL).

Do contrário, um deles não chegará ao segundo turno.

Se segundo turno houver, diga-se.

Leia também: “Bolsopetismo” de Mossoró é mistura estranha, mas com objetivo claro

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sexta-feira - 07/08/2026 - 10:26h
Cultura

Tom na Fazenda terá duas exibições no Teatro Municipal Dix-huit Rosado

Armando Babaioff em Tom na Fazenda (Foto: Victor Pollak)

Armando Babaioff em Tom na Fazenda (Foto: Victor Pollak)

Com realização do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, através da Lei Rouanet, a temporada Brasil de Norte a Sul do espetáculo Tom na Fazenda chega a Mossoró em setembro. Serão duas exibições, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, nos dias 12 e 13 de setembro.

Em cena, força e sensibilidade presentes em diálogos que apontam para questões estruturais e convidam o público a refletir sobre a homofobia, o patriarcado e as consequências impostas pelo preconceito.

Com texto do dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, tradução de Armando Babaioff e direção de Rodrigo Portella, o enredo é desenvolvido por Armando Babaioff, Denise Del Vecchio, Iano Salomão e Camila Nhary. O cenário, uma fazenda, onde os personagens dividem a dor e aprendem sobre si, sobre os próprios sentimentos e experimentam o peso do segredo e os prejuízos da discriminação e do prejulgamento.

É nesse ambiente que Armando Babaioff interpreta Tom, um jovem publicitário da cidade, que viaja ao interior para o sepultamento do seu companheiro. As cenas são compartilhadas com Denise Del Vecchio, que dá vida à matriarca Agatha, sogra de Tom, que desconhece sua existência e nem imaginava que o filho era gay. Ao contrário, ela espera a chegada de Helen, que ela acredita ser sua nora. Mas a suposta nora é, na realidade, Sara, interpretada por Camila Nhary, que faz parte de uma farsa criada para convencer Agatha da heterossexualidade do filho. O drama conta ainda com Iano Salomão, que desempenha o papel de Francis, o truculento irmão do falecido e autor da trama em que Tom se envolve, estabelecendo com a família relações complexas.

O cenário possui poucos elementos, mas suficientes para refletir as tensões presentes nas cenas. Para isso, o diretor Rodrigo Portella utiliza uma lona rústica, revestida de lama e água, fazendo referência ao solo rural. A montagem tem o objetivo de provocar também a estabilidade do elenco, que se des(equilibra) durante a peça, em atenção e conexão com os próprios corpos e com os corpos dos colegas no palco, onde o que se sobressai são as sutilezas das relações propostas pelo texto.

“Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós e traz o problema para dentro das casas, para o núcleo familiar mais íntimo, que todos nós conhecemos”, explica o diretor Rodrigo Portella.

Com essa narrativa, Tom na Fazenda está em cartaz há nove anos. A estreia foi em março de 2017, no Rio de Janeiro. Desde então, o espetáculo foi exibido em São Paulo e esteve em cartaz fora do país, onde alcançou diversos prêmios.

Os ingressos para conferir esse espetáculo premiado que será exibido em Mossoró estão à venda no Sympla (//bileto.sympla.com.br/event/123938/d/400354?share_id=1-copiarlink).

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  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 07/08/2026 - 07:30h
Saúde do homem

Hospital Municipal passa a fazer nova modalidade de cirurgia eletiva

Posição do MPRN é por identificar quadro de colapso na saúde, com investimentos baixos e falta de credibilidade para compras (Foto ilustrativa)

HMFC tem realizado mais de 100 cirurgias por mês; equipamento foi inaugurado dia 15 de janeiro deste ano (Foto ilustrativa)

Na semana em que se comemora o Dia dos Pais (domingo, 9), o Hospital Municipal de Mossoró Francisca Conceição da Silva (HMFC) cumpre nova etapa de avanço em cirurgias eletivas. Começou procedimentos urológicos nessa terça-feira (4), o que amplia mais ainda o seu leque de atendimento. Agora, o foco é especialmente na saúde do homem.

Enquanto na rede Estadual de Saúde as cirurgias eletivas foram paralisadas por falta de pagamento aos prestadores privados, em Mossoró elas são executadas no HMFC. Esse equipamento foi inaugurado pelo então prefeito Allyson Bezerra (UB) em 15 de janeiro deste ano; dia 16 passou a funcionar – veja AQUI.

São realizadas, atualmente, mais de 100 cirurgias eletivas por mês no Hospital Municipal, totalizando quase 700 delas desde o início das atividades.

Dentre as cirurgias gerais estão as de colecistectomias (retirada de pedras na vesícula), herniorrafias (correção de hernias em umbigo e virílha), cirurgias ginecológicas, tais como histerctomias, miomectomias (retirada de útero/miomas) e perineoplastias (cirugias em região íntima feminina) .

O prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) destaca que um dos diferenciais do atendimento, é o alto grau de satisfação de pacientes e familiares. “Cumprimos um protocolo rígido, com acompanhamento que equipe de saúde e área social desenvolvem. São cuidados no antes, durante e depois de cada procedimento,” comemora.

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sexta-feira - 07/08/2026 - 07:00h
Brasília ferve

Planalto age para conter crise entre Mendonça e Polícia Federal

André e Andreis: uma tensão com múltiplos interesses em jogo (Fotos Rosinei Coutinho/STF e Andressa Anholete/Agência Senado)

André e Andreis: uma tensão com múltiplos interesses em jogo (Fotos Rosinei Coutinho/STF e Andressa Anholete/Agência Senado)

Do Canal Meio e outras fontes

Após semanas de crescente tensão entre o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Planalto decidiu entrar em campo para evitar que os atritos se transformassem em uma guerra declarada. Nesta quinta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, se encontraram com Mendonça numa tentativa de colocar panos quentes na crise em torno das investigações sobre as fraudes do INSS, que incluem inquéritos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Na reunião, Mendonça manifestou preocupação com a independência da Polícia Federal na condução dos inquéritos. Wellington Silva afirmou que a autonomia da corporação será respeitada e que não haverá interferência nas investigações. Ficou combinado entre Wellington, Messias e Mendonça que o ministro da Justiça vai buscar definir com Andrei Rodrigues as condições necessárias para preservar o trabalho dos policiais sem criar ruídos com o relator das investigações. (Globo)

Entenda a crise entre a PF e Mendonça. (g1)

A desconfiança mútua entre Mendonça e Andrei Rodrigues se estende ao caso Master, de que o ministro do STF também é relator. De um lado, há a suspeita de vazamento das investigações para o senador Jaques Wagner, expressa na decisão de Mendonça sobre a retirada do sigilo do caso. Do outro, investigadores comparam o tempo que Mendonça levou para aprovar a busca e apreensão de Cláudio Castro no caso Master (dois meses e meio) com o da realizada sobre Jaques Wagner (nove dias). Mendonça também estaria represando ações contra integrantes do Centrão já pedidas há algumas semanas. (Globo)

A crise atingiu seu ápice também nesta quinta-feira, quando os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em defesa de Rodrigues. No documento, os superintendentes reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e manifestam apoio à condução da corporação. (Metrópoles)

Lula passou a acompanhar de perto a crise entre André Mendonça e a Polícia Federal. De acordo com interlocutores próximos ao presidente, Lula demonstrou insatisfação com a atuação do ministro da Justiça por considerar que a pasta vinha adotando uma postura discreta diante do impasse. O presidente teria cobrado maior protagonismo do ministro para conter a crise. (Globo)

Ato contínuo, o governo federal informou que irá ampliar o efetivo da Polícia Federal responsável por investigações de corrupção. A medida foi apresentada por Wellington Silva e Jorge Messias ao ministro André Mendonça. A ideia é de que parte do reforço será composta por novos policiais que atualmente participam do curso de formação. A avaliação do governo é de que o aumento das equipes permitirá acelerar o andamento dos inquéritos. (g1)

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sexta-feira - 07/08/2026 - 06:24h
João Pessoa

Cassiano Arruda prestigia debate de candidatos paraibanos

Cassiano Arruda Câmara em sua sala de trabalho, em Natal (Foto: Instagram)

Cassiano Arruda Câmara em sua sala de trabalho, em Natal (Foto: Instagram)

Professor, publicitário e jornalista com mais de 50 anos de atividade contínua, Cassiano Arruda Câmara pega a estrada nesta sexta-feira (07) para João Pessoa-PB.

“CAC” é convidado especial da produção do primeiro debate eleitoral entre os candidatos ao governo paraibano, às 20 horas de hoje. Um observador privilegiado e respeitado, que se diga.

Prestígio além das divisas do RN.

O debate é promovido pela FGTV, MRTV, Portal Fonte83 e Blog do Márcio Rangel.

Reunirá os concorrentes Cícero Lucena (MDB), Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL).

Nota do BCS – CAC representa-me.

Motorista, alivie o pé.

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quinta-feira - 06/08/2026 - 23:44h

Pensando bem…

“De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.”

Adélia Prado

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
quinta-feira - 06/08/2026 - 11:44h
Pleno

Lista tríplice para membro do TRE-RN é definida pelo TJRN

Pleno fez as escolhas (Foto: Reprodução)

Pleno fez as escolhas (Foto: Reprodução)

O Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) definiu a formação da Lista Tríplice para a vaga de Membro Titular do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), classe jurista, em decorrência do término do biênio do juiz eleitoral titular Daniel Cabral Mariz Maia, previsto para novembro deste ano.

Foram escolhidos os advogados Daniel Cabral Maia, Rúbia Lopes de Queirós e Luciano de Morais Rabelo Soares, respectivamente 1°, 2° e 3° lugares na lista. Os três escolhidos terão os nomes enviados para o TRE-RN, que transmitirá para a Presidência da República, e posteriormente ocorrerá a nomeação de um dos três advogados para compor a vaga.

No total, seis advogados se inscreveram para concorrer à vaga, sendo eles: Cristina Alves da Silva Braga, Daniel Cabral Mariz Maia, Luciano de Morais Rabelo Soares, Rousseaux de Araújo Rocha, Rúbia Lopes de Queirós e Thales de Lima Goes Filho.

Definição ocorreu em sessão nessa quarta-feira (05).

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quinta-feira - 06/08/2026 - 09:20h
Boa notícia

RN sai da rabeira do ensino e sobe de colocação com o novo Ideb

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Um passo à frente. Ufa! O Rio Grande do Norte registrou nota 4,0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025, no ensino médio da rede estadual. O resultado é o maior da série histórica iniciada em 2005 e representa a primeira vez que o estado alcança esse patamar nessa etapa de ensino.

Em relação à edição de 2023, quando o índice foi de 3,2, o crescimento foi de 0,8 ponto, equivalente a um aumento proporcional de 25%. O Rio Grande do Norte ficou na 18ª posição entre todos os estados federados.

A secretária de Estado da Educação, Socorro Batista, destacou que a nota de 2025 supera em 0,8 ponto os resultados obtidos em 2019 e 2023, ambos de 3,2, que até então eram os melhores desempenhos da rede estadual. Para ela, o crescimento indica não apenas a recuperação da queda registrada em 2021, quando o estado obteve nota 2,8, mas também um novo patamar de desempenho.

Segundo a secretária, o IDEB combina o desempenho dos estudantes em avaliações nacionais com as taxas de aprovação escolar. Ela atribuiu o resultado ao monitoramento das escolas e das diretorias regionais, além das ações voltadas à recomposição das aprendizagens.

O novo desempenho também alterou a posição do Rio Grande do Norte no cenário nacional. Em 2023, a rede estadual tinha a menor nota do país, com 3,2. Em 2025, com nota 4,0, passou a empatar com Acre e Rondônia e a superar Bahia, Maranhão, Amapá, Amazonas, Rio de Janeiro, Roraima e Distrito Federal.

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Categoria(s): Educação
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