quinta-feira - 19/02/2026 - 17:48h
Mossoró

Hospital Municipal realizou cerca de 20 cirurgias durante o Carnaval

Atendimento aproxima-se de 200 cirurgias eletivas (Foto: PMM)

Atendimento passou de 200 pequenas cirurgias e quase 100 eletivas (Foto: PMM)

Durante o Carnaval, o Hospital Municipal de Mossoró Francisca Conceição da Silva (HMFC) seguiu seu fluxo de funcionamento com cirurgias eletivas. Neste período, cerca de 20 cirurgias foram realizadas, atendendo demanda reprimida e casos que estavam há meses à espera de intervenção.

Desde sua inauguração, dia 15 de janeiro último, o complexo hospitalar já realizou quase 100 cirurgias eletivas. Além disso, mais de 200 pequenas cirurgias. Procedimentos importantes que promovem bem-estar aos pacientes e reduzem a fila de espera – salienta o município.

“Durante o período de Carnaval, o hospital seguiu funcionando normalmente, realizando cirurgias e cuidando da nossa população. É gratificante ouvir os relatos de quem foi atendido, perceber a transformação na vida das pessoas e ter a certeza de que tudo o que foi feito é pelo bem do povo de Mossoró. Seguimos firmes, trabalhando com responsabilidade e compromisso com o povo”, declarou Morgana Dantas, secretária municipal de Saúde.

“Durante o Carnaval funcionamos normalmente, as cirurgias gerais e ginecológicas ocorrendo perfeitamente, tudo sob controle, e também estamos com consultas e ultrassonografias. Hoje, temos cerca de 80 ultrassonografias, manhã e tarde, e também temos o atendimento com o médico-cirurgião”, informou Tamara Barreto, diretora do HMFC.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 19/02/2026 - 17:12h
Maravilha!

“Operação Carnaval 2026” tem pleno êxito em todo o RN

Coletiva resumiu a atuação das forças de segurança (Foto: Governo do RN)

Coletiva resumiu a atuação das forças de segurança (Foto: Governo do RN)

O Rio Grande do Norte viveu, em 2026, um dos carnavais mais seguros desde 2019, consolidando um dos melhores resultados em segurança pública dos últimos oito anos. O balanço da Operação Carnaval 2026, divulgado nesta quinta-feira (19), demonstra redução nos principais índices de criminalidade e reforça a estratégia integrada das forças de segurança. Foram mais de 8 mil agentes mobilizados em todas as regiões do estado e investimento superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais.

Entre os resultados mais expressivos está a ausência de registros de homicídios nas áreas oficiais de festa durante todo o período carnavalesco. Também não houve registro de feminicídios nem de latrocínios no estado durante a operação, dados considerados históricos pelas forças de segurança. Além disso, houve redução nas ocorrências de crimes contra o patrimônio e diminuição nos registros de violência interpessoal em comparação aos anos anteriores.

“Realizamos um dos carnavais mais seguros desde 2019, com um dos melhores resultados dos últimos oito anos na segurança pública do nosso estado. E o dado mais emblemático e histórico: não registramos feminicídio nas áreas oficiais de festa durante todo o Carnaval. Também não houve homicídio nem latrocínio no estado durante a operação. Isso significa vidas preservadas, famílias protegidas e um ambiente de paz para o nosso povo brincar”, enfatizou a governadora Fátima Bezerra.

Ao todo, 850 ocorrências policiais foram registradas pela Polícia Civil, com a lavratura de 120 autos de prisão em flagrante, 61 Termos Circunstanciados de Ocorrência e o cumprimento de 34 mandados de prisão, evidenciando a presença policial ostensiva e preventiva e a pronta resposta das equipes em todo o estado.

Ações voltadas à proteção de grupos em situação de vulnerabilidade também foram realizadas, com foco no combate à violência contra mulheres, na proteção da população LGBTQIAPN+ e no enfrentamento à exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes. Somente a Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos Vulneráveis registrou 71 boletins de ocorrência e 77 solicitações de medidas protetivas.

A PC também intensificou ações educativas e preventivas por meio das campanhas “Não é Não”, “Pule, brinque e Cuide” e “Carnaval sem Preconceitos”, promovendo conscientização e respeito nos espaços de folia. 

Policiamento ostensivo 

Em comparação com o ano passado, a Polícia Militar registrou uma redução de 54% no volume comparativo de registros operacionais. Além disso, houve queda de 72,5% na lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência. Isso significa menos conflitos, menor incidência de infrações e um ambiente mais controlado nos polos carnavalescos.

Importante destacar que 71% das ocorrências formalizadas referem-se a consumo pessoal de drogas, ou seja, infrações de menor potencial ofensivo. Não houve concentração relevante de crimes graves. Ao todo, a PM registrou 28 TCOs, com pouquíssima quantidade de drogas e sem armas apreendidas em polos de Carnaval. 

Lei Seca

Na Operação Lei Seca, aproximadamente 13 mil veículos foram fiscalizados, com a realização de mais de 9 mil testes de bafômetro. Deste total, 365 motoristas se recusaram a fazer o teste e foram autuados. Outros 31 condutores foram presos em flagrante por embriaguez ao volante.

De acordo com o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), coronel Francisco Araújo, o resultado é reflexo direto da integração e do planejamento operacional. “A atuação integrada das nossas forças permitiu um emprego mais eficiente do efetivo, com presença estratégica nas áreas de festa dentro dos municípios e ao longo de mais de 400 quilômetros de orla. Trabalhamos com inteligência, tecnologia e planejamento antecipado para garantir que o cidadão pudesse aproveitar o Carnaval com segurança”, destacou. 

Litoral monitorado

Operação Carnaval 2026 também teve atuação no litoral (Foto: Governo do RN)

Operação Carnaval 2026 também teve atuação no litoral (Foto: Governo do RN)

O litoral do Rio Grande do Norte contou com reforço no monitoramento durante o Carnaval 2026, com atuação intensa do Corpo de Bombeiros Militar por meio do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático. Ao longo do período, foram registradas mais de 6.700 atividades nas áreas de praia.

A maior parte das ocorrências correspondeu a ações preventivas, como orientações a banhistas e advertências em situações de risco. Já as ocorrências operacionais somaram 50 atendimentos, incluindo 17 casos de afogamento — todos sem registro de óbitos — além de atendimentos pré-hospitalares, casos de queimaduras provocadas por caravelas e registros de crianças perdidas.

Os dados reforçam a importância da atuação preventiva nos 26 postos de guarda-vidas distribuídos em 21 praias do estado. A presença constante das equipes foi decisiva para evitar o agravamento de situações de risco e garantir mais segurança aos veranistas e foliões que aproveitaram o litoral potiguar durante o período carnavalesco. 

Suporte aéreo

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) teve atuação estratégica na Operação Carnaval 2026, reforçando o esquema de segurança com o emprego das duas aeronaves da unidade. Os helicópteros Potiguar 01 e Potiguar 02 somaram mais de sete horas de voos de patrulhamento e apoio às forças policiais, garantindo monitoramento aéreo ao longo do litoral e em áreas de grande concentração de foliões.

As aeronaves também foram empregadas em duas missões aeromédicas de urgência. Pacientes dos municípios de Mossoró e Caicó foram transportados para atendimento hospitalar em Natal, assegurando rapidez no deslocamento e suporte especializado nos momentos críticos. 

Conscientização

No período carnavalesco, a Polícia Científica focou na prevenção ao golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” — quando drogas ou medicamentos são adicionados à bebida da vítima, reduzindo sua capacidade de reação e facilitando crimes como furto, roubo e violência sexual. Por este motivo, foram realizadas campanhas móveis de orientação à população. Equipes em escala de plantão também atuaram durante todo o carnaval nas unidades da PCI em Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. 

Operação Carnaval 2026

A Operação Carnaval 2026 contou com mais de 8 mil agentes mobilizados em todas as regiões do estado e investimento superior a R$ 10 milhões para garantir tranquilidade aos foliões. O reforço no efetivo, aliado ao planejamento estratégico e ao uso de tecnologia, foi determinante para ampliar a presença ostensiva e preventiva nos principais polos carnavalescos.

Trabalho contou com mais de 8 mil agentes de segurança (Foto: Governo do RN)

Trabalho contou com mais de 8 mil agentes de segurança (Foto: Governo do RN)

Atuaram de forma integrada a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A força-tarefa também contou com o apoio da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guardas Municipais e agentes de mobilidade urbana, fortalecendo o monitoramento em áreas de grande circulação e nas rodovias estaduais e federais que cortam o estado.

Barreiras de fiscalização, centrais de videomonitoramento e ações preventivas foram intensificadas para assegurar um ambiente de festa com segurança. A atuação integrada e o planejamento antecipado foram apontados como fundamentais para o sucesso da operação.

Além dos resultados positivos na área da segurança pública, o Carnaval 2026 também impulsionou o turismo e a economia local, atraindo visitantes para diferentes regiões do estado. O desempenho alcançado consolida o Rio Grande do Norte como destino seguro para grandes eventos e reforça a tendência de melhoria contínua nos indicadores de segurança pública.

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  • Repet
quinta-feira - 19/02/2026 - 16:30h
Rio de Janeiro

Planalto faz pesquisas que mostram desastre de Carnaval para Lula

Escola de Samba acabou sendo rebaixada na pontuação dos jurados (Foto: Ricardo Stuckert)

Escola de Samba acabou sendo rebaixada na pontuação dos jurados (Foto: Ricardo Stuckert)

Deu na coluna de Lauro Jardim em O Globo:

Todas as pesquisas e trackings (modalidade de pesquisa de forma contínua) a que o Palácio do Planalto teve acesso apontam numa só direção: foi catastrófico para o presidente Lula (PT) o desfile da Acadêmicos de Niterói, em que ele foi homenageado no Carnaval do RJ.

A ala que representou a ‘família tradicional’ dentro de uma lata de conservas está sendo vista no próprio governo como o símbolo do desastre.

Já a Folha noticiou:

Na Marquês de Sapucaí, o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem a Lula e acabou sendo rebaixada para a Série Ouro, foi alvo de críticas da oposição, que apontou propaganda eleitoral antecipada a favor do presidente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a liminar que pedia a proibição para evitar risco de censura prévia.

Correio Braziliense e CNN focalizaram o seguinte:

As redes sociais repercutiram as críticas à escola, em especial a uma das alas, chamada “neoconservadores em conserva”. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que deve entrar com uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra Wallace Palhares, presidente da escola de samba, por intolerância religiosa. (Correio Braziliense e CNN Brasil)

O The News lembra para o BCS:

Em 2006, também ano eleitoral, vereadores do PT de São Paulo entraram com uma ação na Justiça para impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera desfilasse com homenagens a Geraldo Alckmin e José Serra, figurões do PSDB. A propósito, hoje Alckmin é vice-presidente do próprio Lula da Silva.

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quinta-feira - 19/02/2026 - 15:52h
CNBB

“Fraternidade e Moradia” é o tema da Campanha da Fraternidade 2026

Cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade 2026 / (Foto: Francisco Coelho – Canção Nova)

Cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade 2026 / (Foto: Francisco Coelho – Canção Nova)

A Campanha da Fraternidade 2026 foi aberta oficialmente nesta Quarta-feira de Cinzas, 18, em cerimônia na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília. O tema deste ano é “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Papa Leão XIV enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade, que foi lida pelo secretário-executivo de Campanhas, padre Jean Poul Hansen, no início da cerimônia. O Pontífice expressou seu desejo de que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradias gere a consciência sobre a necessidade da partilha.

Logo em seguida, o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026. Ele explicou que o lema deste ano remete ao centro da fé cristã. “Deus não permaneceu distante. Ele entrou na história. Ele fez da humanidade a sua casa. E é precisamente por isso que a questão da moradia se impõe como uma urgência ética, social e espiritual”, afirmou.

Natal

A Arquidiocese de Natal lançou, nesta quarta-feira (18), a Campanha da Fraternidade (CF) 2026, durante a missa da Quarta-Feira de Cinzas, na Catedral Metropolitana de Natal. A celebração foi presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso.

Mossoró

Em Mossoró, a Campanha da Fraternidade 2026 será lançada no domingo (22), conforme anúncio feito pela Diocese local, durante Missa da Quarta-feira de Cinzas, às 19 horas de ontem, na Catedral de Santa Luzia.

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  • Art&C - PMM - Fevereiro de 2026
quinta-feira - 19/02/2026 - 15:20h
Mossoró

Sinte cancela baile carnavalesco devido quadro de saúde de associada

Reprodução da nota do Sinte

Reprodução da nota do Sinte

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do RN (SINTE/RN), Regional de Mossoró, cancelou seu evento de pós-Carnaval – o Baile “Piado da Coruja”, que promove há vários anos.

Em comunicado oficial, o Sinte justifica a decisão tomada nessa quarta-feira (18), à noite, após internamento hospitalar da associada.

O evento seria realizado no Sábado (21), na sede do Sinte/RN, Regional de Mossoró, no Abolição II.

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quinta-feira - 19/02/2026 - 14:38h
Sistema renal

Secretário tem instabilidade de saúde durante o Carnaval

Rogério foi internado na segunda-feira de Carnaval (Foto: Diário Político/Arquivo)

Rogério foi internado na segunda-feira de Carnaval (Foto: Diário Político/Arquivo)

O secretário de Serviços Urbanos de Mossoró, Miguel Rogério de Melo Gurgel, passou por atribulações em sua saúde durante o Carnaval.

Foi internado na segunda-feira (16) no Hospital Wilson Rosado com alteração no sistema renal.

Após exames e outros procedimentos, o secretário recebeu alta.

Recomendação é para que retome gradualmente a sua rotina.

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  • Art&C - PMM - Fevereiro de 2026
quinta-feira - 19/02/2026 - 13:56h
Justiça

Mãe de criança com autismo ganha direito à isenção do IPVA

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) reconheceu o direito à isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em favor da mãe de uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como determinou a restituição dos valores pagos indevidamente. A sentença foi proferida no âmbito do 2º Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró.

Na sentença, a juíza Gisela Besch destacou que o benefício fiscal decorre diretamente da lei e não depende de ato discricionário da Administração Pública, uma vez preenchidos os requisitos legais. Segundo a magistrada, a isenção tem natureza declaratória, pois “apenas reconhece situação jurídica preexistente assegurada em lei”, produzindo efeitos retroativos à data em que o contribuinte passou a atender às condições previstas na legislação.

O processo foi ajuizado pela representante legal de uma criança diagnosticada com TEA, que utiliza veículo automotor para deslocamentos diários relacionados a terapias, atendimentos médicos e atividades escolares. Nos autos, ficou comprovado que o automóvel é essencial para garantir a locomoção da criança, o que se enquadra na finalidade da norma que prevê a isenção do IPVA para pessoas com deficiência ou seus representantes legais.

Legislação

Ao analisar o caso, a magistrada ressaltou que a legislação estadual permite expressamente a concessão do benefício fiscal para veículos utilizados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista, ainda que registrados em nome de seu representante legal. Para a juíza, exigir que o veículo esteja em nome do próprio beneficiário, quando se trata de menor incapaz, configuraria restrição indevida e afrontaria os princípios da isonomia tributária e da dignidade da pessoa humana.

A sentença também afastou a exigência de laudo médico emitido exclusivamente por junta oficial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), ao reconhecer que a deficiência pode ser comprovada por outros meios idôneos de prova, como laudos médicos apresentados nos autos, em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

Com isso, a Justiça declarou a isenção do IPVA a partir da data em que o veículo passou a atender às condições legais, além de condenar o Estado do Rio Grande do Norte à restituição dos valores pagos indevidamente, acrescidos de correção monetária e juros, observada a taxa Selic. A sentença extinguiu o processo com resolução do mérito.

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quinta-feira - 19/02/2026 - 13:44h
Natal

Paulinho Freire é hospitalizado, mas já se recupera em sua residência

Paulinho Freire foi empossado em solenidade no (Foto: Thiago César/Inter TV)

Paulinho fará leitura de mensagem na segunda-feira (Foto: Thiago César/Inter TV/Arquivo)

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), já está em sua residência, após ser hospitalizado nessa quarta-feira (18), com sintomas de forte virose.

O governo municipal emitiu nota sobre o quadro de saúde do prefeito.

Hoje, quinta-feira (19), ele faria a leitura da mensagem anual do seu governo na Câmara Municipal, no horário das 9 horas..

A sessão foi adiada para a próxima segunda-feira (23).

Veja nota oficial:

O prefeito Paulinho Freire foi hospitalizado na noite desta quarta-feira (18), com sintomas de virose.

O quadro impossibilita a participação na Sessão de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para amanhã.

A Câmara Municipal do Natal agendará uma Sessão Especial para a próxima segunda-feira, dia 23/02, às 09h, quando será realizada a leitura da Mensagem Anual pelo Prefeito.

José Serafim da Costa Neto
Secretário Municipal de Governo

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quinta-feira - 19/02/2026 - 13:02h
Novo estresse

Alexandre de Moraes investiga até a Receita Federal e irrita Congresso

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli: STF novamente em cena (Foto: AFP)

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli: STF novamente em cena (Foto: AFP)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de determinar a investigação do vazamento de dados da Receita Federal de ministros e de seus familiares foi alvo de críticas de parlamentares. Na terça-feira, a Polícia Federal realizou uma operação contra quatro suspeitos, autorizada pelo ministro após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio e Bahia.

Também foram determinadas medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.

Os quatro também estão impedidos de entrar nos prédios do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Receita.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse nas redes sociais que Moraes “abriu inquérito por conta própria para proteger interesses pessoais e de familiares, usando o STF como escudo”. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que “combater vazamentos e venda de dados sigilosos é importante, mas não deve servir como cortina de fumaça para ocultar patrimônios injustificados ou crimes praticados por figuras importantes da República”. (Folha)

A reação não é só no Congresso. Como conta Malu Gaspar, ministros do próprio STF ficaram irritados por não terem sido consultados ou comunicados da operação por Moraes, já que a ação os envolve. Nos bastidores, integrantes da Corte avaliam que o real objetivo do ministro é identificar quem vazou a existência de um contrato de quase R$ 13 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. (Globo)

A investigação é um novo desdobramento do controverso inquérito das Fake News, criado em 2019 para apurar ataques a ministros do STF. Moraes ordenou que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo os atuais 10 integrantes da Corte, bem como suas esposas, filhos, irmãos e todos os ascendentes.

A investigação aponta que houve acesso sem autorização aos dados da esposa do ministro por um servidor do Serpro. O filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de IR devassada sem autorização judicial. O relatório deve ser apresentado ainda esta semana. (Metrópoles)

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quinta-feira - 19/02/2026 - 12:38h
Improbidade administrativa

Ministério Público do RN pede bloqueio de bens de prefeito

Felipe Menezes venceu mulher do deputado federal Benes Leocádio (Foto: Reprodução)

Felipe Menezes é visado a partir de Ação Civil Pública (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Lajes, Felipe Menezes (MDB), e a empresa Auto Posto São Tomé Ltda. Em caráter liminar, a Promotoria de Justiça da Comarca requer a indisponibilidade de bens dos requeridos para garantir o ressarcimento de R$ 335.304,34 ao cofre público municipal.

A investigação ministerial teve origem em um inquérito civil que analisou a dispensa de licitação emergencial número 003/2021 e o contrato administrativo número 002/2021. Ambos destinados ao abastecimento de veículos oficiais da cidade. Esses fatos ocorreram a partir de janeiro de 2021 quando Felipe Ferreira já era prefeito de Lajes.

Um laudo pericial contábil elaborado pela Central de Apoio Técnico Especializado (Cate/MPRN) revelou que o Município efetuou pagamentos totais de R$ 866.026,63 à empresa. O montante supera em mais de R$ 335 mil o valor efetivamente liquidado, que foi de R$ 530.722,29. Além disso, a perícia constatou que houve um desembolso de R$ 298.995,22 sem a devida correspondência em notas fiscais emitidas.

Na ACP, o Ministério Público ainda detalha que o prefeito, como ordenador de despesas, assinou pessoalmente as ordens de pagamento e os termos aditivos, descumprindo o dever de assegurar a regular liquidação da despesa antes do pagamento. A ação ressalta que houve resistência por parte do gestor em fornecer a documentação contábil durante a fase de investigação, o que motivou inclusive o envio de peças para apuração criminal por desobediência.

Diante dos fatos, o Ministério Público requer a condenação dos envolvidos nas sanções da Lei de Improbidade Administrativa, que incluem o ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

Afronta à lei

O MPRN aponta que o primeiro termo aditivo ao contrato excedeu o limite legal de 25% estabelecido pela legislação vigente à época, alcançando um acréscimo de 26,14% sobre o valor original. A peça inicial destaca que o aditivo omitiu o valor global da prorrogação, apresentando apenas o valor mensal, o que dificultou a fiscalização do excesso.

Outra irregularidade mencionada refere-se à ausência de informações obrigatórias nas notas fiscais, como a placa e a quilometragem dos veículos abastecidos, descumprindo normas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e impedindo o controle do destino do combustível.

Em relação à empresa, o MPRN argumenta que ela se beneficiou diretamente ao receber valores superiores aos faturados. Além disso, foram identificados indícios de direcionamento e praticado sobrepreço em relação aos valores de mercado registrados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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  • Art&C - PMM - Fevereiro de 2026
domingo - 15/02/2026 - 23:59h

Pensando bem…

Emanuel Wertheimer
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domingo - 15/02/2026 - 12:26h
Despedida

Dona Luzia Pinto deixa saudades em Mossoró

Dona Luzia Pinto estava internada há vários dias (Foto: reprodução)

Dona Luzia Pinto estava internada há vários dias (Foto: reprodução)

Faleceu neste domingo (15), no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró, dona Luzia Pinto Leite, 78.

Estava internada há vários dias, em luta contra um câncer.

Que descanse em paz.

Velório e Sepultamento

O velório começa às 14h30, no Centro de Velório Sempre, na Rua Melo Franco, em frente ao Tiro de Guerra. O sepultamento está definido para as 17h, no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró, também hoje.

Nota do BCS – Nossos pêsames ao querido Chico Leite, seu marido, e à sua filha Lariza Leite. Que consigam administrar essa grande perda.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet
domingo - 15/02/2026 - 12:10h

Nem nós

Por Bruno Ernesto

Telefones fixos antigos (Foto do autor da crônica)

Telefones fixos antigos (Foto do autor da crônica)

A despeito da praticidade, os esmartefones serão a nossa desgraça.

A verdade é que gostamos do que nos tira o sono, a paciência, a atenção e atrasa a vida.

Não tente me convencer: você está lendo este texto de um.

Disseram isso também quando Samuel Morse criou o telégrafo em 1837; e o mesmo em 1875 quando Alexander Graham Bell criou o telefone; e o mesmo quando Philo Farnsworth, em 1927, concebeu o que hoje conhecemos como televisor.

Até mesmo a Acta Diurna, criada pelo imperador romano Júlio César, por volta do ano 59 antes de Cristo, e é considerada a precursora do que temos hoje como jornal impresso, já foi ameaçada no início dos anos de 1990 com a criação da internet.

Se bem que ainda lemos jornal impresso.

Aliás, nada mais gratificante como sentir o cheiro de um livro recém-aberto e um jornal recém-impresso.

A desgraça a que me refiro, é que somos diuturnamente atraídos para o que o submundo do crime chama de “O cheiro do queijo”, embora virtualmente.

Vamos checar um e-mail e, do nada, já estamos comentando uma postagem numa rede social.

Vamos verificar se a atendente do consultório médico confirmou a consulta e, do nada, caímos numa notícia espetaculosa sobre uma prévia de carnaval.

Se for um meme viral, até a consulta que acabamos de confirmar, corre o risco de ser perdida.

É bom, é útil, é prático. Porém, ao fim e ao cabo, não vai acabar bem.

Não por onde, quando ponho os olhos naqueles telefones analógicos, que cobrava a ligação por pulso – lembra ? -, lembro como o hábito era outro.

Todos nós daquele tempo, de uma certa maneira, ainda têm a mesma sensação de que não abandonamos totalmente aquele tempo.

Vadim Nikitin, o tradutor e dramaturgo russo-brasileiro, falecido no último dia sete de fevereiro, soube, como ninguém, dizer o que é pertencer a outro lugar.

Numa de suas últimas entrevistas, disse que ao traduzir cada frase, cada expressão ou situação, da língua russa para o português, percebia que, embora tivesse vindo para o Brasil aos quatro anos de idade, sente que, de fato, nunca chegou de Moscou por inteiro.

Nem nós.

Bruno Ernesto é advogado, professor, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM

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Categoria(s): Crônica
domingo - 15/02/2026 - 11:24h
Com Padre Sátiro Dantas

Compromisso com o bem-querer e a inteligência viva

Por Carlos Santos

Eis-me, agachado, para tentar ficar à altura de Sátiro (Fotos: Hildegard Mota)

As fotos que ilustram essa postagem tem um pouco de cabotinismo do editor do Blog. Ou muito.

Está implícita ou escancarada a vaidade de desfrutar da inteligência/cultura, serenidade e da amizade do “padreco” Sátiro Dantas.

À manhã de hoje, em sua sala no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), em Mossoró, cumpri compromisso que já tinha aprazado há algum tempo: atendi a convite seu para botarmos a conversa em dia.

Lá se foram quase duas horas ininterruptas de conversê. Entre nós, as intervenções ‘diocesanas’ de Hildegard Mota e do padre Charles Lamartine.

Sátiro Dantas – dono de uma memória privilegiadíssima – passou quase 20 dias sob cuidados hospitalares. Contudo está aí: firme e forte.

Falamos sobre os meninos arrabaldinos da Capela de São Vicente, nossa República imaginária. Entre eles, Jânio Rêgo, Marcos Porto (já falecido) e Honório de Medeiros.

Nenhum anticristo, penso. Entretanto há controvérsias sobre esse ponto.

Eu, Sátiro e Charles: o bom mestre

Escola 13 de Junho, Diocesano, filosofia, interventores, governadores. Café Filho, os Rosados, conjuntura atual, Estado Novo; Garibaldi Filho, Henrique Alves, Lula, Dilma.

Clérigos e demônios: padre Mota, Lampião.

De rádio, comunicação cibernética e imprensa no geral, também.

Sátiro, quando adentrei à sua sala, manuseava um CD com entrevista que fizera no início dos anos 70, ouvindo Terto Aires, que fora intendente (cargo equivalente à de prefeito) de Mossoró no início de século.

Com o flagrante, um acerto: quero cópia dessa preciosidade. Mas já sei que o jornalista Emery Costa, bem antes, cerca-o por igual trunfo.

Paramos por aqui. Depois a gente retoma a conversa.

Bom revê-lo!

Inté!

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos Santos (Canal BCS)

*Texto originalmente publicado no dia 9 de março de 2015 (veja AQUI), às 14h18, há quase 11 anos. Nosso querido padre Sátiro Cavalcanti Dantas faleceu no dia 27 de novembro de 2023 (veja AQUI). Bateu saudades, meu querido.

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 15/02/2026 - 10:54h

Marcos era um anjo

Por Jânio Rêgo

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Marcos Porto fez uma nesga de dois metros para a boca de sino da calça jeans. Isso mesmo. Marcos era um exagerado.

Quando ele montou na moto cinquentinha lá defronte à casa dele, na lateral esquerda dessa Capela de São Vicente, sob os olhares de grande parte dos cangaceiros do Patamar, o tecido cobriu os pneus, manivela, corrente, mas ele acionou o pedal, acelerou e tomou o rumo sabe Deus de onde.

Marcos depois virou Menino Jesus em procissão da Catedral. Sempre foi performático e criativo.

Ousado, sem limites convencionais.

Uma vez devoramos uma caixa inteira de chocolates Sonho de Valsa debitada na Cooperativa Popular, na conta dos nossos pais. Eu angustiado com culpas, ele se divertindo com leveza de um anjo.

Marcos era um anjo.

Memórias da São Vicente que você não admite. Mas são reais.

Jânio Rêgo é jornalista

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Categoria(s): Crônica
domingo - 15/02/2026 - 10:06h

O freio de arrumação que falhou – a barbárie do pós-pandemia

Por Marcello Benevolo

Arte ilustrativa com recursos da Inteligência Artificial para o BCS

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Durante a pandemia, confinados pelo medo e cercados pelo luto, nutrimos uma esperança coletiva: a de que a crise sanitária mundial serviria como um “freio de arrumação” para a humanidade.

Acreditávamos que a dor em escala global nos obrigaria a parar, repensar nossas ações e mudar nossa relação com o próximo e com o meio ambiente. A promessa repetida à exaustão era a de que sairíamos pessoas melhores.

A realidade, no entanto, atropelou a teoria. Não saímos melhores; saímos profundamente danificados. O que se vê hoje é uma sociedade adoecida, imersa em uma epidemia silenciosa de depressão, ansiedade e suicídios. O tecido social parece ter perdido sua elasticidade. Tornamo-nos uma coletividade intolerante e agressiva, onde qualquer faísca gera uma explosão. Uma simples discussão no trânsito ou um desentendimento entre vizinhos, que antes terminaria em palavras ríspidas, hoje vira crime de homicídio.

A capacidade de dialogar desapareceu. Nas redes sociais, o debate de ideias foi substituído pela beligerância pura e simples. Pensar diferente tornou-se uma ofensa intolerável. Pessoas atacam umas às outras gratuitamente, transformando qualquer postagem ou comentário em um tribunal implacável onde o outro é sempre o inimigo a ser abatido.

É nesse cenário de adoecimento crônico que a barbárie ganha contornos trágicos no mundo real. A imprensa noticia atônita o caso de um pai que, diante da suspeita de uma traição conjugal, decide assassinar os dois filhos menores e cometer suicídio em seguida. É o ápice do desespero humano, a aniquilação total de uma família motivada pela incapacidade absoluta de lidar com a dor e a frustração.

Como se não bastasse a tragédia adulta, vemos o espelho dessa agressividade refletido na juventude, no recente e revoltante caso do cão comunitário Orelha. Espancado de forma letal supostamente por um grupo de adolescentes, o animal indefeso tornou-se vítima da crueldade banalizada. Quando nossos jovens, que deveriam representar o futuro, agem como algozes por puro sadismo, é sinal de que falhamos miseravelmente na transmissão de valores cristãos básicos de empatia e respeito à vida.

Em que sociedade estamos vivendo? Se a maior tragédia do século não foi suficiente para nos fazer repensar nossos atos, que outro alerta precisaremos receber? Precisamos urgentemente resgatar a nossa humanidade, reaprender a debater e a tolerar. Caso contrário, o freio de arrumação nunca virá, e continuaremos acelerando rumo à nossa própria destruição.

Marcello Benevolo é advogado e jornalista

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 15/02/2026 - 09:20h

Vou de filme

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Já disse aqui algumas vezes que é meu costume, antes de viajar para o exterior, ler um livro cuja história/estória esteja ambientada na cidade/país para onde eu vou. É muito bom, asseguro.

Não seria diferente neste verão, já que tinha/tenho uma viagem programada, para o período do Carnaval, com destino ao Marrocos. Portanto, em janeiro, fui para Pirangi/RN misturado na seguinte lógica: litoral, praia e calor. Marrocos: litoral, praia, deserto e, talvez, até mais calor. Mas não achei o livro ideal sobre o Marrocos. Então, escolhi um livro ambientado na Argélia. São países alegadamente com geografia e urbanização comuns, litorâneos, vizinhos, calorentos, ali no Magrebe africano.

O livro escolhido: “La peste” (1947), de Albert Camus (1913-1960), nesse caso com o adendo de ser uma edição em francês (edição de poche da coleção “Folio” da editora Gallimard, 2003), o que, de quebra, ajudaria na proficiência desse idioma ainda falado por aquelas bandas. Daria certo. Afinal, como consta do primeiro parágrafo deste clássico de Camus: “Os curiosos acontecimentos que são o tema desta crônica ocorreram em 194., em Oran. (…) À primeira vista, Oran é, crucial que se diga, uma cidade comum, nada mais que uma administração francesa no litoral argelino”.

“A peste”, rivalizando com “O estrangeiro (1942), é o mais badalado romance de Albert Camus. É muito provavelmente o mais célebre romance sobre “epidemias”. O título ajuda bastante, é verdade. É impactante. Mas o conteúdo é também excepcional.

Em 1940, substituindo os horrores da 2ª Guerra Mundial, uma peste bubônica devasta a cidade de Oran, na costa argelina. A verdadeira Oran foi outrora tomada por outras pragas, a bubônica e a cólera entre elas, mas a narrativa de Camus supera os fatos. Namora com o absurdo. Romance existencialista, é a crônica de uma luta, a dos habitantes da cidade, subjugados pela natureza humana e pelo destino, contra a doença que se torna cada dia mais assustadora. E, claro, há o prestígio do autor.

Camus, argelino, órfão de pai, crescido entre o mar e o sol, resistente francês, diretor da revista Combat, filósofo e ficcionista, prêmio Nobel de literatura em 1957 e falecido muito jovem, em 1960, em um acidente de carro tão absurdo como foi sua própria vida. Tudo isso junto faz de “A peste” um clássico das letras francesa e universal.

Ledo engano. A praia e o calor de Pirangi não estavam propensos à leitura, sobretudo de um livro em francês de um autor existencialista. Cansei nas primeiras páginas. Fui tomar banhos de mar com o pequeno João e, quando podia, “pernas pro ar”, que ninguém é de ferro. No mais, divaguei, xeretei, pensei e me lembrei de Casablanca, a cidade (que seria/será a primeira parada do nosso périplo pelo Marrocos) e, em especial, do filme homônimo. Fui de filme. Ingrid Bergman

Casablanca é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, um clássico do ano de 1942 (direção de Michael Curtiz e vencedor de três Oscars), um drama romântico que busca, em tempos de guerra, traçar a saga dos que tentavam fugir da Europa e África, ocupadas pelos nazistas, para regiões livres do mundo. E talvez nada no filme chame mais atenção do que o fato de a personagem de Humphrey Bogart (Rick) abrir mão do amor de Ingrid Bergman (Ilsa), sob um aparente sentimento patriótico, que ele parecia não possuir. “Sempre teremos Paris”, disse. É um tanto revoltante. Só podiam ser tempos de guerra...

De toda sorte, pesquisando sobre Casablanca” (o filme), descobri num curioso livro que possuo, “Film Facts” (Aurum Press, 2001), de Patrick Robertson, o seguinte: “Crédito único para uma única versão de Casablanca é o caso da violação de Copyright por João Luiz Albuquerque. O dito cineasta brasileiro recortou o filme para uma exibição privada no antigo FestRio. Na célebre cena do aeroporto, Ingrid Bergman não toma o avião que deixa Casablanca e, sim, volta para os braços de Humphrey Bogart”.

Bom, assim irei ao Rick’s Cafe Americain de Casablanca na (vã) esperança de que despedidas eternas nunca mais aconteçam.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 15/02/2026 - 08:00h

Sobre o cotidiano

Por Odemirton Filho

A retratada em pose com o autor da crônica (Foto: Marcos Ferreira)

A querida “Juju”, cria do escritor Marcos Ferreira, já foi retratada por ele em crônicas diversas (Foto: Marcos Ferreira)

Entregar aos webleitores um bom texto, por vezes, torna-se uma difícil missão, hercúlea, diga-se. Até o nosso competente cronista, contista, romancista e poeta, Marcos Ferreira, padece da falta de inspiração, vez ou outra, como já confidenciou. Sei que me faltam o conhecimento jurídico do professor Marcos Araújo, a bagagem histórica do advogado Bruno Ernesto, os textos reflexivos do escritor Honório de Medeiros e a sensibilidade literária do Procurador da República, Marcelo Alves. Sem esquecer do editor deste Blog, exímio jornalista e cronista.

Desse modo, eu escrevo sobre o cotidiano e, de vez em quando, resgato fatos do passado. Escrevo sobre o que parece banal, o simples da vida. Às vezes, quando estou andando pelas ruas, vejo algo que me chama atenção, inspirando-me, a exemplo de um voo de um pássaro, como faziam as andorinhas da Igreja de São Vicente, ou um homem que caminha, apressado, rumo ao seu destino, como se não tivesse tempo a perder.

Por falar nisso, ao parar em um posto de combustível, lá em Areia Branca, terra do saudoso cronista José Nicodemos, pedi um pouco de chá ao frentista. Ele me olhou e disse: “você sabe trabalhar o tempo, né”? Confesso que fiquei espantado com a afirmação. Creio que ele quis dizer que eu não perdia tempo, pois eu estava esperando pra abastecer o carro, conferindo os mandados judiciais a serem cumpridos e tomando chá num pequeno copo descartável.

Eu gosto de escrever sobre o cotidiano, sobre sentimentos, sobre o passado. Na verdade, ao escrever neste Blog cada colaborador deixa um pouco de si. Desnudamos nossa alma, entregamos textos que refletem um pouco de nós, o que somos e pensamos.

Enfim, “o professor Antônio Cândido definiu o cronista como um cão vira-lata, livre farejador do cotidiano, e a crônica como a vida aos rés do chão, pela sua busca ao comum. Exige-se estilo, graça, uma voz própria e todos os demais adereços inerentes à insustentável leveza de ser crônica”. (prefácio do livro Um século em cem crônicas, por Joaquim Ferreira dos Santos).

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Fevereiro de 2026
domingo - 15/02/2026 - 06:30h

Popular não é sinônimo de menor

Por Tácito Costa

Jorge Amado em sua casa, escrevendo em sua velha máquina datilográfica (Foto: reprodução)

Jorge Amado em sua casa, escrevendo em sua velha máquina datilográfica (Foto: reprodução)

O preconceito é uma desgraça mesmo. E, ao contrário do que muita gente imagina, não mora apenas entre ignorantes ou fanáticos. Ele também circula entre letrados, acadêmicos, gente com diploma na parede. Pensei nisso depois de ler Gabriela, Cravo e Canela, a segunda obra de Jorge Amado que encaro e que me encantou.

Durante décadas, parte da crítica o classificou como popular demais: narrador “fácil”, mais contador de histórias do que estilista. Folclorizava a Bahia, exotizava o regional, fazia literatura “para exportação”, diziam. No fundo, operava ali uma hierarquia silenciosa: de um lado, a “alta literatura”, formalmente inovadora; de outro, a narrativa ampla, marcada pela oralidade e pelo coloquial.

Eu comprei essa conversa sem perceber. Demorei a chegar a ele por causa desse preconceito herdado, que já foi mais forte na academia. Pesava também sobre ele — e sobre outros autores nordestinos — o rótulo de “regionalista”, muitas vezes usado como diminutivo crítico, como se toda grande literatura não nascesse de um lugar específico e não alcançasse o universal justamente a partir dele.

Jorge Amado não é um experimentalista da linguagem, como Clarice ou Guimarães Rosa. É um grande narrador social, com vocação épica e popular. E eu gosto desse tipo de literatura. Isso talvez diga mais sobre mim do que sobre ele: sou leitor de histórias antes de ser leitor de experimentações formais.

Há aí também uma questão sobre como se constroem reputações literárias. Quando se fala no cânone nordestino, lembram logo de Graciliano, José Lins, Rachel, José Américo, Ariano. Jorge está ali — reconhecido, estudado, traduzido no mundo inteiro. Ainda assim, curiosamente, some das conversas literárias informais.

O preconceito literário muitas vezes nasce desse gesto automático: não ler a obra — e repetir o que disseram sobre ela.

Tácito Costa é jornalista

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Categoria(s): Crônica
domingo - 15/02/2026 - 04:16h

Quando menos esperamos

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Transitória. Fugaz. Assim é a vida. Então é preciso viver cada dia com a maior intensidade. Como se diz popularmente, não deixemos para amanhã (ou depois de amanhã) o que podemos fazer hoje. De repente, quando menos esperamos, a gente se depara com a notícia de alguém que, de maneira natural ou trágica, despediu-se deste plano físico, terreno. Pois é. Nunca sabemos, não fazemos ideia de qual será o dia de cerrarmos os olhos para sempre. Aproveitemos o agora ao máximo. Ainda que esse máximo signifique boas horas de simples repouso, ou ócio criativo. Mas abracemos aquele amigo (decerto no plural) enquanto podemos. Não aprontamos as malas, entretanto, como é de praxe, o nosso passaporte já está carimbado.

Sei, e isto é uma grande obviedade, que estou chovendo no molhado. Não há nada de novo na minha advertência, nesta página carregada de uma saudade recorrente. Todos temos ciência disso. Espero que minhas palavras tenham ao menos o valor de um lembrete, de um carinhoso puxãozinho de orelha. Recordo-me de que outro dia meu xará Marcos Araújo escreveu acerca da frieza contida nessas figurinhas abreviadoras do WhatsApp. Ou seja, eliminamos até as palavras, uma mensagem de texto concisa, curtinha. Estamos sempre tão apressados, tão cheios de afazeres, de compromissos, sem tempo para abraçar familiares e indivíduos que estimamos. Vamos nos contentando só com os aplicativos das redes sociais. Sem calor humano.

Tenho amigos que vez por outra me dizem algo desse tipo: “Hoje eu vou tomar aquele cafezinho com você.” Depois de alguns minutos ou horas, porém, enviam uma mensagem de áudio ou texto desmarcando o encontro. Porque, segundo justificam, surgiu um imprevisto, qualquer coisa mais importante, urgente, certa situação impeditiva. Aí me sinto um tanto frustrado. Pois não raro dou uma arrumada na casa, mesmo às pressas. Removo a poeira fininha da mesa, deixo-a limpa; preparo as xícaras e canecas para receber a visita muito bem-vinda. Há ocasiões em que mais de um amigo se compromete para comparecer a esta Casa Branca da Euclides Deocleciano, 32, aqui no periférico Walfredo Gurgel. Todavia, por motivo justo, não vêm.

Assim, por uma razão ou por outra, postergamos o abraço afetuoso, o bate-papo leve, descontraído. Apesar disso, da ausência de pessoas às quais quero bem, tenho plena certeza de que estamos conectados, embora à distância. Sei que a nossa amizade é sólida e benéfica não só de corpo presente. É verdadeira, edificante. Contudo, volto a dizer, nossa existência é imprevisível. Vivemos sob a ameaça da Moça da Foice. Está à espreita, de tocaia. Súbito, implacável, sem pena, sem dó, a Indesejada nos alcança, põe termo aos nossos planos, intenções, projetos, sonhos. Vou ficando por aqui. A reflexão está exposta. Torço que nos reencontremos em breve. Antes que a cortina do palco da vida desabe, desça em definitivo. Aí será tarde demais.

Marcos Ferreira é escritor

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sábado - 14/02/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“As coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.”

Carlos Drummond de Andrade

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sábado - 14/02/2026 - 18:50h
Viagem

Alunos da rede municipal de Mossoró farão intercâmbio em Londres

Alunos passam por preparo intenso para viagem do programa “De Mossoró para o mundo” (Foto: Wilson Moreno)

Alunos passam por preparo intenso para viagem do programa “De Mossoró para o mundo” (Foto: Wilson Moreno)

Mais um programa inédito criado pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), dentro do programa “Mossoró Cidade Educação”, está prestes a ser posto em prática. Na manhã desta quinta-feira (12), alunos selecionados para realizarem o intercâmbio internacional do programa “De Mossoró para o Mundo” participaram da última aula do curso de inglês que faz parte do programa.

O curso de inglês foi ofertado a 200 alunos da Rede Municipal de Ensino, numa parceria entre a Prefeitura de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio da Faculdade de Letras e Artes (FALA). “Eu quero agradecer a oportunidade que a Prefeitura de Mossoró está dando à nossa Universidade em participar desse programa magnífico de conexão da juventude com a educação. O programa vai levar de Mossoró para o mundo 10 jovens que, com certeza, terão a oportunidade de vivenciar outra cultura, conhecerem outras pessoas e trazerem na bagagem muito conhecimento e quero dizer que todas as parcerias que dizem respeito à educação para fortalecer à juventude nós estaremos sempre de portas abertas”, destacou a reitora da Uern, Cicília Raquel Maia.

A primeira viagem do programa “De Mossoró para o Mundo” será para Londres – Inglaterra e neste último dia do curso de inglês, os professores prepararam uma aula especial onde os alunos tiveram a oportunidade de ver alguns dos principais pontos turísticos de Londres. A última aula foi toda ministrada em língua inglesa, para que os alunos pudessem treinar o idioma que vão precisar falar durante os 17 dias do intercâmbio em Londres.

Investimentos

Secretário municipal de Educação, Leonardo Dantas reforça a importância dos investimentos feitos na educação pública municipal com a criação de programas voltados para garantir ensino público de qualidade no âmbito municipal.  De acordo com o secretário, o programa “De Mossoró para o Mundo“ tem um significado muito grande para a educação do município. “Esse programa foi muito bem pensado e ganhou uma robustez que a gente nem consegue dimensionar. Inicialmente nós pensamos em um curso de inglês e num intercâmbio e agora nós temos 10 alunos que vão para Londres e será uma vivência que vai ficar marcada na vida desses alunos que também vão passar a mensagem para os outros alunos de que é possível. E tudo que é preciso fazer para participar é estudar”, explicou o secretário Leonardo.

Secretário Leonardo Dantas mostra força do investimento (Foto: WIlsono Moreno)

Secretário Leonardo Dantas mostra força do investimento (Foto: WIlsono Moreno)

O intercâmbio internacional do programa “De Mossoró para o Mundo” é todo custeado pela Prefeitura de Mossoró. Do curso de inglês a todas as despesas com a viagem quem incluem passagens de avião, hospedagem, traslado, alimentação, uniforme padronizado, moletons e malas para todos os alunos e para a comitiva que vai acompanhar o grupo.

A data e os detalhes da primeira viagem do intercâmbio internacional do programa “De Mossoró para o Mundo” serão divulgados durante a cerimônia de entrega dos certificados de conclusão do curso de inglês. A solenidade certificará os primeiros duzentos alunos que participaram do curso e acontecerá no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, no próximo dia 23.

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Categoria(s): Educação
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