Vi manifestações diversas sobre uma tragédia que envolveu adolescente, em Mossoró, nessa semana. O caso me abala profundamente. Podia ser minha filha ou neta.
Sinto e carrego todas as dores do mundo num episódio dessa natureza. Nunca a vi, jamais a verei. Não sei quem são seus pais. Queria abraçá-los em silêncio.
Sinto profundamente que ela tenha resolvido se despedir tão jovem.
É compaixão? É empatia? Não sei, não sei descrever esse turbilhão de sentimentos.
Sinto-me mal, preciso me refazer, sabedor da fragilidade de ser. Do ser.
Não coleciono deduções sobre culpas, não aponto o dedo em sentença para ninguém.
Nesse cadafalso está a humanidade: desumana, indiferente. Lacradora. Perversamente sádica e predatória.
Sobre todos nós cintila e tremula a espada de Dâmocles.
A qualquer momento ela pode descer sobre qualquer um. Inclusive eu.
Deixem essa moça descansar em paz.
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