domingo - 05/07/2026 - 10:20h

O “País do Inocoop” entardece…

Por Marcos Araújo

Há países que não constam em atlas nenhum. Não têm assento na ONU, não emitem passaporte, não cunham moeda. E, no entanto, são mais reais do que muitos que figuram nos mapas, porque seus cidadãos os carregam no peito a vida inteira. O meu, chama-se “País do Inocoop”. Ele está encravado num território maior (Nova Betânia), em um pequeno continente chamado Mossoró.

Começou a ser povoado no início da década de 80. Chegamos por lá em 1982, quando os meus pais Ary e Clotilde montaram um pequeno restaurante, sendo uma habitação mista (comércio e residência). Era início da minha adolescência, e o desenvolver da infância dos meus dois irmãos Odinha e Evans.

Tinha fronteiras precisas, aquele país: começava no primeiro poste do lado do poço da CAERN por uma rua projetada que se chamaria depois de Eduardo Mendes, e terminava no último poste posicionado na estrada vicinal que viria ser no presente a Av. João da Escóssia. Meu “país” tinha até governo eleito. Para seu comando, foi criada uma associação, chamada inicialmente de ASCONOBE (Associação dos moradores do Conjunto Nova Betânia), modificada depois para ASNOBE (tiraram o “CO” do “Conjunto” porque uns gaiatos começaram a dizer que a sigla era de “cornos” da Nova Betânia…). E o Presidente e o Vice – seu Álvaro Souza e Teteca (José Belarmino) – se alternavam em mandatos semi-vitalícios, reeleitos sempre à unanimidade dos votos dos eleitores.

Meu país tinha até um “hino”, escolhido por seu Luciano Pedrosa e sua esposa Dodora, cuja execução era obrigatória nos eventos sociais do conjunto. Sempre que eles estavam em uma festa, pediam que tocassem “Perfídia” (bolero composto pelo mexicano Alberto Domínguez em 1939, com versão em português adaptada por Lamartine Babo).

Tinha também sua bandeira, hasteada todo mês de junho em forma de bandeirola de papel de seda num campinho de terra onde hoje existe a praça com o mesmo nome, sendo ali o palco para as festas juninas e os encontros das famílias. Era uma concentração enorme de gente feliz (e bêbada!).

E tinha, sobretudo, povo — porque país nenhum se faz de território; faz-se de gente. Na nossa rua, contando da casa do início, havia Rui Vieira e dona Francisca; o médico Antonio Martins e Fátima; Rodovalho e Conceição; Raimundo Negreiros e Iridea; seu Gilson e dona Irene; caldas Neto e Fátima; Chico da Marpen e esposa; Dona Hélia; Lucinha Gurgel e Bonifácio; os irmãos Tito e Pereira, que viria a casar com Clarissa. Na primeira rua transversal, havia Marlene e Assis Neto; Raimundo e Lúcia; Conceição e Edinardo Jales. Lembro os confinantes dos fundos: Maiza, minha irmã; dona Letinha e esposo; Marconi Amorim e Ângela; José Carlos Barbosa e Dra. Flor de Maria; a Professora Lurdes e filhos; Assis Alves e Graça; Paulo Gameleira e Laurinha; o casal dono da loja Casa dos Parafusos…

Nas ruas adjacentes, residiam Ermano Gameleira e Elisabeth; Canindé Alves e Ivanilda Linhares; Damião e Leomar; Chicozinho, Getúlio e suas irmãs; Gerôncio e Andrea; Sinval e Graça; Dr. Ezequiel e sua irmã; Geraldo Pires e família…Pelas bandas do que hoje é uma praça, formava um quadrilátero de pessoas especiais: Zé Ilo e Lúcia; seu Álvaro e dona Lurdes; Dr. Hugo Brasil e Netinha; Amaral e Fátima; Chibanca e dona Lourdes; Amaury e esposa; Tarcísio e dona Noilde; Teteca e dona Selma; Ladislau e esposa; Dr. Joel de Souza Neto e Fátima; Queiroz advogado e Fátima; dona Salete Fernandes; Padre Américo; Júnior Rego e Cacilda; Elder Heronildes e Zélia. Era a chancelaria do nosso país.

Na zona limítrofe da nação inocopeana, vinha as casas de Domício Couto e dona Isa; Inácio Silveira e dona Assunção; Costa e Ione; Hilton e Nevinha Gurgel; Ferrer e dona Deisinha; dona Chiquita e seu Afonso; Profs. Cristóvão e dona Graça; Emanuel e esposa; Dr. Dauri e Tereza; Lobato vereador e dona Francinete; Getúlio Vale e Regina, entre outros.

Era gente que hoje me parece ter sido posta ali por um romancista caprichoso. Era uma comunidade de afeto e bem-querer. Os vizinhos se ajudavam reciprocamente. Claro que numa diversidade dessas, qualidades e defeitos são inatos a todos os tipos humanos.  Um “país” se forma com vizinhos que sejam: risonhos, alegres, carrancudos, briguentos, bem-humorado(a), intelectual, bom profissional, fofoqueiro(a), prestativo(a), indiferente, e por ai vai. No entanto, eram todos eles almas boas e generosos de coração. Gente que me ensinou a pedagogia do afeto. Os pais dos meus amigos, que eram um pouco pais de todos nós, numa época em que educar era tarefa da rua inteira. No País do Inocoop, criança tinha muitas casas e nenhuma porta fechada.

Fui adolescente naquele país como Carlinhos foi menino no engenho de José Lins do Rego: moldado pela geografia miúda do lugar, pelo cascalho e pedras das ruas de barro; pelos chamboques arrancados dos dedos jogando no campo onde hoje é a praça; nas lamas nas costas no período de inverno, quando vinha de bicicleta rompendo o matagal e as vielas periféricas que davam acesso ao Inocoop. Casimiro de Abreu, que decorei no grupo escolar, já tinha escrito por nós: “Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida”. A aurora da minha vida tinha CEP, e ele ficava no Inocoop.

Contudo, os países envelhecem junto com seus fundadores. E há semanas, como esta que se finaliza (graças a Deus!), em que a notícia atravessa a cidade e vem me encontrar: partiu para o céu mais um morador daquele tempo. Um não, desta vez, foram três. Em uma só semana, choramos a partida de Elder Heronildes, dona Selma Carneiro e Nevinha Gurgel. Três em quatro dias. E cada partida dessas não leva apenas uma pessoa; leva um pedaço do território. Porque aqueles vizinhos eram os marcos da nossa cartografia sentimental: a esquina de Dr. Elder só era esquina porque ele estava nela; a calçada de Dona Selma só era ponto de encontro porque ela vinha sentar-se ali no fim da tarde; a rua de Dª. Nevinha era frequentada pelos eu riso. Quando essas pessoas morrem, o mapa perde referências, e a gente passa a se orientar por lembranças.

Drummond, itabirano incurável, olhava a cidade natal reduzida a um retrato na parede e concluía, em três palavras que valem uma literatura inteira: “Mas como dói!”. Dói assim o País do Inocoop entardecendo. Câmara Cascudo, nosso vizinho de província, gostava de se dizer “provinciano incurável” — e eu entendo cada vez melhor: não se emigra do primeiro país. Gaston Bachelard sustentava que a casa natal fica fisicamente inscrita em nós, nos gestos, no modo de subir uma escada no escuro. Pois digo que o bairro natal também: até hoje meus pés conhecem de cor os desníveis daquelas calçadas.

Penso em Macondo, a aldeia de García Márquez, que só existiu de verdade quando virou memória contada. Talvez seja esse o destino dos países da infância: seu território definitivo é a lembrança, e seus habitantes vão, um a um, mudando de endereço — da rua para a saudade. Guimarães Rosa, porém, deixou dito o que prefiro acreditar: “As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Os moradores do País do Inocoop não partiram; foram promovidos a fundadores eternos, patronos das nossas esquinas, nomes que doravante pronunciaremos como quem pronuncia rua de cidade histórica.

Minha fé me ensina que há um tempo de nascer e um tempo de morrer, e que nenhuma despedida é definitiva para quem espera a manhã da ressurreição. Por isso não escrevo esta crônica como quem lavra um atestado de óbito do meu país, mas como quem renova seu passaporte. O País do Inocoop entardece, é verdade, mas entardecer não é acabar. Acredito piamente que Evans, meu irmão, seus amigos Belarmino, Iuri, Wendell, Dimitri e Winglio, e os seus amigos contemporâneos, reconstruirão uma nova nação.

Pois puxemos as cadeiras da memória. Enquanto um de nós, meninos daquele tempo, contar essas histórias aos filhos e netos, o País do Inocoop terá população, território e soberania. E os que partiram esta semana não serão cidadãos a menos: serão, para sempre, os moradores ilustres de um país que não entrega suas fronteiras à morte.

Marcos Araújo é cidadão nato do País do Inocoop

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Categoria(s): Crônica
domingo - 05/07/2026 - 09:40h

Plano de saúde fúnebre

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Estamos partindo. Uma partida para nunca mais. Não há nisso nenhuma novidade, eu sei. Sempre foi dessa maneira. E dessa forma continuará por tempos infindos. Ultimamente, porém, tenho a sensação de que a Moça da Foice nos ronda mais acintosamente. Nos últimos meses (ou há poucos anos) a Indesejada já levou embora um monte de pessoas as quais desconhecemos, como também aquelas com relevante destaque na sociedade e outras bem próximas de nós: amigos, familiares, vizinhos. É muita gente fazendo a “extrema curva do caminho extremo”, como naquele soneto de Olavo Bilac.

Este verso é o mais perfeito eufemismo que conheço para denominar o fim peremptório, irremediável. Não posso negar que tenho pensado com certa frequência nessa passagem para a outra dimensão, acaso exista uma outra dimensão.

Volta e meia topamos com a notícia de que fulano ou fulana morreu. Aí me ocorre esta inevitável e íntima pergunta: “Quanto tempo será que ainda me resta?” Ou algo desse tipo: “Quando chegará minha hora?” Refletimos sobre nossa idade e, a depender da soma dos anos, recordamos aqueles cidadãos que se foram mais cedo, jovens ainda. Olho para mim mesmo e verifico que sou um indivíduo de meia-idade. Tenho mais passado que futuro. Mas não sinto medo da morte. O que deveras me assusta é morrer. Aqui me refiro àquele tipo de passamento longo e sofrido. Todavia tenho receio de ser pego de surpresa. Um mal súbito pode acometer este escriba.

Considero chato, por exemplo, bater as botas e deixar tanta coisa desorganizada. Olho novamente para meu caso e certos detalhes me vêm à cabeça. Moro só há quase duas décadas e imagino o transtorno de ser encontrado mortinho da silva apenas após alguns dias. Quando enfim entrarem aqui (deixei cópias das chaves com uma vizinha) possivelmente estarei sem camisa, a barriga saliente à mostra, a casa um tanto bagunçada, calçados e roupas largados em lugares impróprios. É mais ou menos assim. Tenho, por mais tolo que isto pareça, certos pudores de como venham a topar com meu cadáver. Possuo um temor enorme de ser encontrado no banheiro, inteira e lastimavelmente nu. Quem sabe até fulminado por um infarto.

Agora me vem à memória o seguinte: uma de minhas irmãs contratou e me incluiu em um plano funerário. À época, desconfortável com essa providência, senti a desagradável sensação de que estavam apressando as coisas. De repente, embora gozando de saúde, um arrepio percorreu a minha espinha. Não posso negar a importância de um serviço dessa natureza. “Viver é muito perigoso”, como escreveu (em Grande Sertão: Veredas) o escritor mineiro Guimarães Rosa. Essa ideia de plano funerário pode representar uma espécie de aceno, algo como se a gente dissesse ao além-túmulo: “Ei, estou aqui! Pode vir. Estou pronto!” Eis o meu desconforto com a proposta de um plano funerário. Poderíamos ao menos chamar de outra forma, como “plano de saúde funerário”. Desse modo, a meu ver, seria uma coisa mais discreta.

Tudo bem, podem dizer que isso é tolice, que não se pode enganar a morte e todo mundo nasce com o destino traçado. Devo concordar. Até hoje ninguém comemorou aniversário de cento e cinquenta ou duzentos anos. De igual modo nenhum sujeito que partiu nunca entrou em contato com os vivos para explicar de fato como é o processo. Dizem que o Nazareno está voltando. Vamos esperar.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 05/07/2026 - 08:14h
Na 2ª Guerra

Por amor e por uma causa

A história de Raymond e Lucie Aubrac revela união do casal e o fervor comum pela liberdade

Da página História Perdida e outras fontes

Raymond Aubrac e Lucie Aubrac; uma história incrível (Fotomontagem: reprodução)

Raymond Aubrac e Lucie Aubrac; uma história incrível (Fotomontagem: reprodução)

Em 1943, a Gestapo finalmente conseguiu prender Raymond Aubrac (1914-2012), um dos principais líderes da Resistência Francesa. Torturado e condenado à morte, tudo indicava que seus dias estavam contados.

A quilômetros dali, sua esposa, Lucie Aubrac (1912-2007), estava grávida de seis meses. Ela poderia ter escolhido fugir, esconder-se ou esperar por um milagre.

Escolheu lutar.

Quando a Alemanha invadiu a França em 1940, Lucie era professora de história e Raymond, um engenheiro civil de origem judaica. Eles se recusaram a aceitar a capitulação francesa e adotaram o sobrenome Aubrac como codinome de guerra para proteger suas famílias — identidade que decidiram manter oficialmente após o conflito.

Eles operaram principalmente na região de Lyon, no sul da França, e integraram o movimento Libération-Sud (Libertação-Sul).

De volta história: sabendo que não conseguiria libertar o marido pela força, Lucie elaborou um plano ousado. Munida de documentos falsos e de uma história cuidadosamente preparada, apresentou-se diante de Klaus Barbie, o temido chefe da Gestapo em Lyon, um homem responsável por torturas e assassinatos que mais tarde ficaria conhecido como o “Carniceiro de Lyon”.

Com uma serenidade impressionante, convenceu Barbie a permitir que visitasse Raymond pela última vez antes da execução.

Mas aquela visita nunca foi uma despedida.

Enquanto conversava com o marido na prisão, Lucie observou cada detalhe. Contou os guardas, memorizou a rotina da prisão, estudou os horários das patrulhas e descobriu o trajeto que seria percorrido pelo caminhão que transportaria os prisioneiros.

Ela saiu dali levando muito mais do que esperança.

Levava um plano.

Durante semanas, reuniu integrantes da Resistência, distribuiu tarefas, escolheu o local ideal para uma emboscada e preparou cada etapa da operação.

No dia 21 de outubro de 1943, o caminhão que levava Raymond e outros 13 prisioneiros deixou Lyon em direção à prisão de Montluc.

Os soldados alemães não imaginavam que estavam entrando em uma armadilha.

Quando o veículo chegou ao ponto escolhido, combatentes da Resistência abriram fogo. O ataque foi rápido, preciso e devastador. Em poucos minutos, os guardas foram dominados e Raymond Aubrac, junto com com os demais prisioneiros, recuperou a liberdade.

A mente por trás de toda aquela operação era uma mulher grávida de seis meses.

Depois da fuga, Lucie e Raymond precisaram viver escondidos. Mesmo perseguidos pelas forças alemãs, conseguiram escapar da captura, abrigando-se em Londres. Pouco tempo depois, Lucie deu à luz sua filha em um abrigo clandestino, enquanto a guerra ainda assolava a França.

Com o fim do conflito, o casal não buscou fama nem vingança.

Raymond e Lucie retomaram à rotina de vida, de sobrevivência digna e à preservação da memória da Resistência, fazendo questão de lembrar o papel fundamental desempenhado pelas mulheres e homens que não aceitavam a opressão e a capitulação.

Membros da Resistência Francesa (FFI) patrulhando as ruas durante os combates de libertação (Fonte - El Pais in English)

Membros da Resistência Francesa (FFI) patrulhando as ruas durante os combates de libertação (Fonte – El Pais in English)

Os dois permaneceram juntos por toda a vida, criaram seus filhos e continuaram compartilhando sua história com as novas gerações.

Anos depois, perguntaram a Lucie o que a levou a desafiar a Gestapo e arriscar tudo para salvar Raymond.

Ela respondeu com a simplicidade de quem nunca se considerou uma heroína:

“Era meu marido. O que mais eu poderia fazer?”

Lucie Aubrac morreu em 2007. Raymond faleceu em 2012.

Eles deixaram um legado que vai muito além da guerra.

Provaram que, mesmo diante de um dos regimes mais cruéis da história, a coragem pode nascer do amor.

Fontes:

Ils partiront dans l’ivresse

Musée de la Résistance Nationale

Nota do BCS – O filme Lucie Aubrac (1997), dirigido por Claude Berri, é um longa que reconstrói minuciosamente a vida do casal em Lyon, a prisão de Raymond por Klaus Barbie e o plano detalhado de Lucie para metralhar a van da Gestapo e libertar o marido. O roteiro foi baseado no livro de memórias escrito pela própria Lucie (Ils partiront dans l’ivresse – “Eles partirão na embriaguez”).

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Categoria(s): O que não está na história
domingo - 05/07/2026 - 07:04h

A avenida Presidente Dutra

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Numa madrugada do último mês de junho, pelas três horas, com sono, e sentindo um tiquinho de frio, levantei-me para ir buscar a minha filha na Estação das Artes, em Mossoró. Ela está no vigor da mocidade e gosta de curtir as festividades juninas que acontecessem.

Então, lá fui eu. Tirei o carro da garagem, atento a qualquer movimento suspeito. Com redobrada cautela, conduzi o veículo pela avenida presidente Dutra, apesar de achar que àquela altura da madrugada as ruas estivessem vazias, sem um pingo de gente.

Sabe de nada, inocente! Havia várias pessoas subindo o grande alto de São Manoel, a pé, retornando das festas. Eram grupos de amigos e amigas, talvez, casais enamorados. Confesso que fiquei surpreso, pois pensava que, diante da insegurança na qual vivemos, as pessoas não cultivavam mais esse costume, e utilizassem o serviço de Uber; eu sei, eu sei, o dinheiro é contado e, na maioria das vezes, só dá mesmo pra tomar umas.

Lembro que na década de oitenta, quando se curtiam as noites da cidade, era comum as pessoas voltarem caminhando, depois dos grandes showmícios, das festas no posto Imperial ou de outros clubes. Cansei de ver inúmeras pessoas voltando para as suas casas, no frescor da madrugada.

Recordo-me que as carreatas/passeatas se concentravam na churrascaria O Laçador, para só depois desceram o grande alto. Várias vezes fiz esse percurso ao lado de amigos, não raro, tomávamos porres de “juntar menino”. Somente anos depois as carreatas das campanhas eleitorais e as comemorações da vitória de um time de futebol começaram a se concentrar no posto de “ceguinho”.

Na época da minha mocidade não existia o famoso Sebosão, nem as conveniências, como hoje em dia. Após as festas, íamos comer na lanchonete de Zecão, que se localizava próximo a uma das pontes, e a resenha dos jovens “boêmios” se estendia pela madrugada.

Por isso, enquanto eu descia a avenida Presidente Dutra naquela madrugada insone, e vi a galera voltando para as suas casas, viajei no tempo; lembrei, com um sorriso, do junho da minha vida. Foi um tempo danado de bom.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 04/07/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“As boas pessoas merecem nosso amor; as pessoas ruins, precisam dele.”

Madre Tereza de Calcutá

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 04/07/2026 - 08:38h
Saúde

Sobrevivente eu sou

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Virose, gripe, como queira. Não importa. Estou há 27 dias torturantes tomado por fadiga/prostração, coriza, falta de apetite etc.

Febre e dor de cabeça foram mínimas; tosses surgiram com maior incidência. Quando penso que estou me desgarrando disso, ledo engano.

Trabalhar e exercitar o físico de canário belga e canelas de talo de coentro não têm sido fácil. Mas espero entrar a nova semana melhor.

Como diria Dona Maura, minha Santa Mãezinha: “Que os anjos da boca mole digam amém.”

Amém.

Sobrevivente eu sou.

Saúde!

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 04/07/2026 - 07:32h
Catedral de Santa Luzia

Missa de 7º Dia de Herbert Oliveira Mota

Reprodução do BCS

Reprodução do BCS

Será amanhã, domingo (05), a Missa de 7º Dia em lembrança do advogado e músico Herbert Oliveira Mota, 64, falecido segunda-feira última.

O ato litúrgico acontecerá na Catedral de Santa Luzia, Centro de Mossoró, às 9 horas.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 04/07/2026 - 06:30h
Legislação

Período de “defeso eleitoral” começa neste sábado

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

A partir deste sábado (4) entra em vigor o chamado período de “defeso eleitoral,” que estabelece restrições à publicidade institucional e à comunicação de órgãos públicos em todo o país. A medida segue a legislação eleitoral e tem como objetivo evitar o uso da máquina pública para promoção de candidatos, partidos ou da gestão em exercício.

Durante esse período, que segue até 25 de outubro, a comunicação oficial do Ministério das Comunicações e de demais órgãos da administração pública federal ficará limitada à divulgação de serviços essenciais, informações de utilidade pública, orientações ao cidadão e comunicados de emergência ou situações de calamidade.

Com isso, conteúdos de caráter institucional, como notícias sobre obras, programas, ações e resultados do governo, não poderão ser amplamente divulgados como forma de comunicação ativa. A medida busca impedir que esse tipo de conteúdo seja utilizado como propaganda indireta em período eleitoral.

Os serviços públicos, no entanto, continuam funcionando normalmente. Programas relacionados à conectividade, expansão de infraestrutura de telecomunicações, inclusão digital, radiodifusão e políticas de internet seguem em execução, sem alterações operacionais.

Equilíbrio 

De acordo com orientações da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, sites de ministérios, autarquias e demais órgãos passarão por adequações durante o período. Nesse contexto, notícias e reportagens serão removidas, permanecendo apenas conteúdos técnicos, como editais, legislação, dados oficiais e informações de atendimento ao cidadão.

O objetivo do defeso eleitoral é garantir equilíbrio na disputa eleitoral, assegurando que a comunicação institucional não influencie o processo político em andamento.

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 04/07/2026 - 03:40h
RN e Mossoró

ACJUS fará VI edição sobre “Caminhos para o Desenvolvimento”

Convite (Cópia)

Convite (Cópia)

A direção da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS) promoverá a VI Edição do “Fórum de Debates Pensando o RN, Pensando Mossoró: Caminhos para o Desenvolvimento.”

Será dia 17 de julho na Casa da Indústria de Mossoró (Av. João da Escóssia, 3373, Nova Betânia, Mossoró), às 19 horas.

O painel contará com esses participantes:

Dr. Vilmar Pereira – 1° Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN – FIERN (Orador de Abertura)

Prof.ª. Dra. Cicília Raquel Maia Leite – Magnífica Reitora da Universidade do Estado do RN (UERN) e Acadêmica da ACJUS

Dr. Gustavo Coelho – Secretário de Estado da Infraestrutura do RN

Nota do BCS – Obrigado pelo convite. Estando na cidade à essa data, com certeza a gente espera participar do evento em epígrafe.

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Categoria(s): Cultura / Economia
sexta-feira - 03/07/2026 - 23:48h

Pensando bem…

“Sozinha com meus pensamentos, ainda existe liberdade.”

Suzanne Spaak

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Categoria(s): Pensando bem...
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sexta-feira - 03/07/2026 - 23:38h
Futebol

Uma Copa do Mundo que surpreende

Argentina 3 X 2 Cabo Verde: jogão (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)

Argentina 3 X 2 Cabo Verde: jogão (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)

A Copa do Mundo 2026 em curso simultaneamente em três países – EUA, México e Canadá -, talvez seja a melhor edição das últimas décadas. Surpreende-me.

Antes da bola rolar, estimava que fosse uma competição sofrível e sem maiores surpresas, sobretudo pela quantidade inédita de seleções: 48. Meu plano era ver um ou outro jogo, para não perder muito tempo.

Mas estou indo bem além.

Tivemos vários jogos empolgantes e diversas surpresas, como a estreante Cabo Verde, que nessa noite foi eliminada na prorrogação pela tradicional e atual campeã Argentina, que sofreu para se sobressair no placar: 3 X 2.

O novo estágio que marca o início dos duelos eliminatórios entre as seleções classificadas, na fase de grupos, denominado de “16 avos de final”, com certeza é um grande diferencial. Torna cada jogo uma decisão à parte. Não tem faltado fortes emoções.

Pipoca e guaraná prontos. Vamos ao próximo duelo.

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Categoria(s): Crônica / Esporte
sexta-feira - 03/07/2026 - 22:50h
Mossoró

Sábado tem boas atrações no Banco do Nordeste Cultural

Congos tem um trabalho ligado à cultura africana (Reprodução)

Congos tem um trabalho ligado à cultura africana (Reprodução)

A programação do Banco do Nordeste Cultural Mossoró deste sábado (04) ocupa o espaço Cafezal Café & Bistrô, na Av. Rio Branco, Centro. Às 18h30 tem apresentação do grupo folclórico Congos de Combate, de São Gonçalo do Amarante.

Guardião da manifestação de matriz afro-brasileira, transmitida entre gerações como expressão de memória, identidade e resistência cultural, com raízes no século XVII, o grupo é referência no Rio Grande do Norte. A apresentação reúne música, dança, teatro popular, canto e ritualidade.

Artistas pretas

A “Roda de conversa com artistas pretas” completa a programação. Lenilda Santos, Tony Silva, Marcia Silva e Ligia Kiss compartilham suas trajetórias, vivências, desafios e conquistas, promovendo um diálogo sobre identidade, representatividade, resistência e transformação social por meio da arte.

A atividade será aberta à participação do público, com espaço para perguntas, troca de experiências e construção coletiva de reflexões sobre igualdade racial, cultura e protagonismo feminino negro no contexto sociocultural de Mossoró.

Teatro Lauro Monte Filho

No Teatro Lauro Monte Filho, às 16h30, tem apresentação da Companhia Palhaça-Ria, de Ceará-Mirim. No espetáculo “2050 Mundo Plástico”, Zé Pescador sai para sua pesca matinal e, em vez de um peixe se debatendo, fisga um peixe de plástico. Surpreso, ele descobre que está no futuro, num aterrorizante mundo dominado pelo Senhor Plástico.

Como único sobrevivente da raça humana, Zé Pescador vai precisar da ajuda das crianças para virar o jogo. O debate sobre sustentabilidade e preservação ambiental traz uma reflexão lúdica sobre o futuro da Terra para a plateia.

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Categoria(s): Cultura
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sexta-feira - 03/07/2026 - 21:28h
Aqui, ó!

Lula mostra dedo “maior de todos” em evento no Planalto

Lula empina o dedo em pleno Planalto (Foto: Cristiano Mariz/ O GLOBO)

Lula empina o dedo em pleno Planalto (Foto: Cristiano Mariz/ O GLOBO)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio (médio, o “maior de todos”) nesta sexta-feira (03) durante um discurso em uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto. O petista fez o gesto ao defender a ampliação do acesso à população de baixa renda a tratamentos de qualidade disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.

— Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles (mostrando o dedo). Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira — declarou.

Na cerimônia do Planalto, o governo anunciou entregas e investimentos nas áreas de saúde, educação e habitação em diferentes estados.

O evento encerra uma semana de agendas do petista às vésperas do início das restrições do calendário eleitoral, que passam a valer neste sábado, quando faltam três meses para o primeiro turno das eleições de outubro.

Nota do BCS – No livro “Do golpe ao Planalto” (Companhia das Letras, 2006), do jornalista Ricardo Kotscho, que foi secretário de Comunicação de Lula, além de ser seu amigo, ele narra diversos episódios dos bastidores com o petista, em que grosserias, palavrões e outras expressões chulas seriam comuns. Daí, bastidores, ao ambiente oficial e público, tal comportamento é injustificável. Como cunhou José Sarney, é preciso zelo à “liturgia do cargo.”

Com informações de O Globo.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 03/07/2026 - 10:30h
Luto

Morre em Natal a ex-reitora da Uern Maria das Neves Gurgel

Nevinha foi reitora da Uern entre os anos de (Foto: Reprodução do Relembrando Mossoró)

Nevinha foi reitora da Uern entre os anos de 1993 e 1997 (Foto: Reprodução do Relembrando Mossoró)

Residente em Natal, a ex-reitora da Universidade do Estado do RN (UERN) Maria das Neves Gurgel (Nevinha Gurgel), 79, faleceu nesta sexta-feira (03), na capital do estado.

Ela estava internada tratando de complicações recorrentes da idade e de comorbidades.

Nevinha ingressou na Uern (então denominada Furrn) em 1971, no Departamento de Educação. Na instituição, ela foi pró-reitora de Graduação, vice-reitora e reitora entre 1993 e 1997.

Velório e sepultamento

O velório e sepultamento serão em Natal. Detalharemos nesta mesma postagem, com atualização de informações.

Nota do BCS – Descanse em paz, professora.

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sexta-feira - 03/07/2026 - 09:00h
Mossoró

Missa de 30º Dia de Falecimento de Anchiêta Alves

Convite missa (Reprodução)

Convite missa (Reprodução)

Será amanhã (sábado, 04), a Missa de 30º Dia de Falecimento do professor, bancário aposentado do Banco do Nordeste do Brasil e ex-secretário municipal de Educação de Mossoró José Anchiêta Alves Lopes.

A liturgia religiosa ocorrerá às 17 horas na Igreja Matriz de São Paulo, bairro Nova Betênia, Mossoró.

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sexta-feira - 03/07/2026 - 08:24h
RN

As águas do rio São Francisco chegaram

Dia passado, na entrega do Túnel Major Sales em Luís Gomes (veja AQUI), trecho do Ramal Apodi da transposição do rio São Francisco, o presidente Lula da Silva (PT) segurou a irritação. Esperava entregar a obra com as águas ocupando o empreendimento, mas um erro de cálculo não permitiu que houvesse esse fluxo pelo túnel com sua presença.

Mas ele encontrou um “atalho” à frustração: entregou a tarefa de lhe comunicar sobre a chegada das águas ao prefeito de Luís Gomes, Carlos Augusto de Paiva (Tututa). E assim foi feito: “Missão dada, missão cumprida”, proclamou Tututa ao lado da prefeita de Major Sales, Maria Elce, à noite dessa quinta-feira (02).

🎥 @tututalg

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Categoria(s): Gerais / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 03/07/2026 - 04:00h
Deficiência

Indústria farmacêutica brasileira precisa tomar remédio

Arte ilustrativa com recursos de IA

Arte ilustrativa com recursos de IA

The News para o BCS

Até maio deste ano, o valor das importações de medicamentos para o Brasil cresceu 14% em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado não está isolado…

Nos últimos 3 anos, o Brasil registrou crescimento anual de dois dígitos na compra de remédios estrangeiros — algo que nos últimos 15 anos só tinha acontecido em 2021, em meio à pandemia.

Mas por que isso está acontecendo? Basicamente, para entender esse aumento, podemos dividir a situação em duas frentes.

Oferta: O oferecimento de remédios pelo Estado e o envelhecimento da população aumentam a demanda por remédios no país. A população com 40 anos ou mais passou de 37% em 2021 para 43,9% no 1tri deste ano.

Demanda: O Brasil não tem estrutura e tecnologia suficientes para suprir a procura nacional. A situação ficou ainda mais complicada depois da pandemia, já que muitos países cresceram nesse setor enquanto a indústria brasileira continuou para trás.

Um exemplo dessa deficiência está nos cinco medicamentos mais vendidos nacionalmente. Entre eles, apenas um é produzido no Brasil: o Glifage XR — um medicamento para diabetes.

Esse cenário gera um déficit na balança comercial de remédios, que em 2025 atingiu US$ 13 bilhões. Apesar do resultado negativo, a alta demanda ainda é uma oportunidade para o Brasil conseguir desenvolver sua indústria farmacêutica.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 02/07/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“O distanciamento é a única resposta diante da falta de respeito. Não reaja, não discuta, não tente provar seu valor para quem escolheu não enxergar.”

Patrick Nilo

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quinta-feira - 02/07/2026 - 18:22h
Enquadrando

Lula se irrita com tentativa de exclusão de Rafael Motta

Em agenda administrativa e política no RN nesta quinta-feira (02), o presidente Lula enquadrou os “companheiros” do PT.

Irritou-se ao ser avisado que o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT), “candidato” ao Senado, não fazia parte do dispositivo, no palanque. Motta foi deixado à margem, em meio a populares.

Microfone à mão, Lula ordenou que ele fosse chamado.

Desde que foi apresentado como segundo nome ao Senado no governismo estadual, Rafael Motta sofre hostilidades e boicotes, muito visíveis em redes sociais.

Solenidade ocorreu pela manhã, no município de Luís Gomes, Alto Oeste do estado. Governo Federal entregava o Túnel Major Sales, que faz parte do Ramal do Apodi da transposição do rio São Francisco, com cerca de 6 Km. Mas o fluxo de água não ocorreu hoje, visto que obra está inconclusa.

Participaram da solenidade: a Primeira-dama do Brasil, Senhora Janja Lula da Silva; a Ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; o Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; o Ministro dos Transportes, Jorge Santoro; o Ministro da Educação, Leonardo Barchini; o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães; o Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; os Deputados Federais Natália Bonavides e Fernando Mineiro; os Deputados Estaduais Isolda Dantas, Francisco do PT e Divaneide Basílio; o Prefeito de Luís Gomes, Carlos Augusto de Paiva (Tututa); a Prefeita de Major Salles, Maria Elce; o Prefeito de José da Penha, Jairo de Souza Mafaldo; e a Vereadora de Natal, Samanda Alves.

🎥 @blogmauriciogurgel

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 02/07/2026 - 16:40h
Dívidas trabalhistas

Doze imóveis e 21 veículos são arrematados em leilão do TRT-RN

A juíza Stella Autran Nunes conduziu o certame (Foto: TRT-RN)

A juíza Stella Autran Nunes conduziu o certame (Foto: TRT-RN)

O leilão do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) realizado nesta quinta-feira (2), no Depósito Judicial, gerou uma arrematação total de R$ 2.746.133,59 para pagamento de dívidas trabalhistas. Os dados foram divulgados pela Central de Apoio à Execução do TRT-RN, que organizou o certame, sob a presidência da juíza Stella Autran Nunes.

Durante o leilão, foram arrematados 33 dos 40 lotes ofertados, sendo 12 imóveis e 21 veículos. Entre os bens mais concorridos estão um caminhão Mercedes Benz que contou com 29 lances e foi finalizado no valor de R$ 79.500,00 e uma Mitsubishi Triton que foi adquirida, após 12 lances, por R$ 76.500,00.

Já os imóveis mais concorridos foram uma loja na Av. Romualdo Galvão, em Natal, que, após 52 lances, foi arrematada por R$ 272.000,00. Também houve concorrência para uma casa no bairro Nova Betânia, em Mossoró, arrematada ao final pelo valor de R$ 309.000,00, além de um terreno em Goianinha, adquirido por R$ 50.500,00, após 33 lances.

Dentre os lotes mais aguardados para pagamento dos créditos trabalhistas nas execuções centralizadas na Central de Apoio à Execução estava um apartamento no Condomínio Spazio Di Mônaco, localizado no bairro de Nova Betânia, na cidade de Mossoró, que foi arrematado após 30 lances por R$ 450.000,00. O bem faz parte do processo da executada Henrique Lage Salineira do Nordeste S/A.

Houve, ainda, a arrematação de sala comercial e duas garagens localizadas no Edifício Harmony Center, no bairro Petrópolis, em Natal-RN, que fazem parte do processo da executada Viação Nordeste LTDA, e foram arrematadas, por R$ R$ 239.599,59 e R$ 25.300,00, respectivamente.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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quinta-feira - 02/07/2026 - 15:30h
Zélia Gattai

Um episódio hilariante que não está nos livros de Jorge Amado

Há 110 anos nascia a escritora Zélia Gattai. Autora de livros de memórias, a imortal se consagrou ao contar histórias da rica infância e da vida ao lado do escritor Jorge Amado.

E nesta quinta (2), a gente relembra um desses momentos inesquecíveis, contado por Zélia no programa “54 minutos”, da TVE-RJ, em 1988.
Amado tinha horror de viagens aéreas.

Sejamos diretos: tinha medo de avião.

Nesse vídeo, Zélia relata história hilariante de um voo Rio de Janeiro-Roma que o casal fez.

Arquivo da TV Brasil.

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Categoria(s): Cultura / Gerais
quinta-feira - 02/07/2026 - 13:22h
Atenção Psicossocial

Prefeitura de Mossoró entrega CAPS II Antônio Herculano

Caps II fica na rua Jornalista Dorian Jorge Freire, no bairro Nova Betânia (Fotos: Rodolfo Fernandes/PMM)

Caps II fica na rua Jornalista Dorian Jorge Freire, no bairro Nova Betânia (Fotos: Rodolfo Fernandes/PMM)

A Prefeitura de Mossoró entregou o prédio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Antônio Herculano Soares de Oliveira. A solenidade ocorreu na tarde desta quarta-feira (1º). O CAPS II está localizado à rua Jornalista Dorian Jorge Freire, no bairro Nova Betânia.

O Centro de Atenção Psicossocial trata-se de um importante equipamento para a comunidade do bairro e vizinhança. O local dará melhores condições de atendimento à população, além de proporcionar a segurança das pessoas que utilizam diariamente esses espaços.

O CAPS II é totalmente estruturado e equipado para oferecer um atendimento de melhor qualidade à população. A área construída é de 762,30 m². O investimento na obra ultrapassa R$ 2,3 milhões.

Jamili Cruz Aguiar Ellery é diretora do equipamento e frisou ser um sonho a inauguração do CAPS Antônio Herculano. Ela ressalta que o local elevará ainda mais a qualidade do serviço ofertado pela Prefeitura de Mossoró à população.

“É uma satisfação imensa estar à frente de um equipamento tão transformador. Estamos vivendo a concretização de um sonho, que era um antigo anseio, tanto dos usuários quanto de nossos profissionais. O que já era positivo será aprimorado, pois, com esta estrutura de ponta e totalmente equipada, poderemos elevar ainda mais a qualidade do nosso serviço”.

Estrutura

O CAPS II conta com recepção, salas de atendimento individualizado, de atividades coletivas, além de quartos coletivos com banheiro acessível, sala de reunião, administração, farmácia, sala de medicação, enfermagem, sala de utilidades, cozinha, refeitório, despensa de utensílios e despensa de alimentos.

O espaço tem ainda área interna de convivência, área externa de convivência, circulação interna, área de serviço, depósitos de material de limpeza (DML), lavabos masculino e feminino, banheiros acessíveis masculino e feminino, vestiários acessíveis masculino e feminino, casa de lixo comum e casa de lixo contaminado.

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