Poucos meses depois do novo bispo da Diocese de Mossoró – Dom Francisco de Sales – chegar à cidade e, começar seu episcopado, pedi que me recebesse. “Não é para entrevista”, antecipei logo à pessoa que tinha ligação com a Cúria Diocesana e fazia a consulta sobre o encontro ou audiência, como queira, solicitado por mim.
“Quero conhecê-lo”, fui lacônico na justificativa.
Prosa boa. Aos poucos, leve e divertida, com a gente até se permitindo contar causos ao riso comum (veja AQUI e AQUI).
Lá pra tantas, minha confissão:
– Dom Francisco, eu não tenho religiosidade; sei alguma oração malfeita e herdada de casa. Não é muito, mas sou um homem de muita fé.
Sem pausa alguma, ele emendou uma frase límpida, com olhar fixo no meu rosto: “A fé é o bastante.”
Deixou-me aliviado de sentimento de culpa. Menos frágil.
É essa força espiritual, metafísica, intangível, que vez por outra me emociona.
Hoje, sexta-feira (29), abro o WhatsApp para enviar uma mensagem de trabalho e bato de frente com outra caixa de endereço, em que um amigo muito querido tecla… aguardo para ler:
– Prestes a completar cinco anos, que teoricamente seria a maior sobrevida, e preparado para pancadas, eis que sou surpreendido ao receber os exames de imagem. Uma palavra mágica: REDUÇÃO. Em todos os nódulos. Pouco, mas redução.
“Se eu chorar, não estranhe. Estou tremendo de alegria”, balbuciei.
“Por isso que estou fazendo questão de lhe informar em primeira mão”, meu amigo emendou logo.
É medicina? É. Mas tem muito, muito mesmo, disso que a gente chama de fé, aquela crença que enfrenta tudo e todos, contraria a lógica, atropela o preto no branco, duela com o imponderável e desconhece o impossível.
“Eu e o médico já choramos”, ainda li.
“Agora sou eu. Inclua-me nessa roda de gente frouxa, de coração mole”, escrevi compassadamente.
Viver é melhor que sonhar (Belchior).
Acesse nosso Instagram AQUI.
Acesse nosso Threads AQUI.
Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.
Acesse nosso YouTube AQUI.













































