
Governo do Estado causa enorme prejuízo a 185 pessoas que completaram estágios de formação (Foto ilustrativa/Sesed-RN/Arquivo)
Concursados da Polícia Civil do RN denunciam descumprimento de decisão judicial e cobram nomeação imediata. São 185 concursados que estão sendo prejudicados pelo Governo do Estado e cobram providências. Veja abaixo Nota enviada ao BCS pela “COMISSÃO DE FORMADOS DA TERCEIRA TURMA DA POLÍCIA CIVIL DO RIO GRANDE DO NORTE”:
Os candidatos aprovados e formados no concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte vêm a público manifestar preocupação e indignação diante da ausência de nomeação de parte significativa dos profissionais que concluíram o Curso de Formação Profissional, realizado entre 20 de outubro de 2025 e 09 de fevereiro de 2026.
Após quase quatro meses de treinamento intensivo, os concursados, confiando no compromisso do Governo do Estado, abriram mão de empregos, residências e do convívio familiar para se dedicarem integralmente à formação exigida para o exercício da função policial. No entanto, até o momento, 185 profissionais permanecem sem nomeação e sem qualquer perspectiva concreta de convocação.
A situação se agrava diante da existência de decisão judicial no âmbito de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, que determina a nomeação de todos os candidatos que concluíram o curso de formação. A mesma decisão também estabelece a realização de nova turma do curso em até 90 dias e a promoção de novo concurso público até 2027, com o objetivo de suprir o déficit histórico de efetivo da instituição.
Recentemente, o Governo do Estado realizou a nomeação de apenas 178 candidatos, número insuficiente e que corresponde a meras substituições decorrentes de aposentadorias, exonerações e óbitos, sem representar qualquer ampliação do efetivo policial.
Atualmente, a Polícia Civil do RN enfrenta um déficit superior a 3.000 cargos vagos. Mesmo com a nomeação de todos os 363 profissionais formados, o percentual mínimo previsto em lei para ocupação dos cargos ainda não seria atingido.
Além do impacto direto na segurança pública, a não nomeação representa desperdício de recursos públicos. O curso de formação teve custo aproximado de R$ 2,5 milhões aos cofres estaduais, investimento que perde efetividade sem a devida incorporação desses profissionais ao quadro da instituição.
A Polícia Civil exerce papel essencial no combate à criminalidade, sendo responsável pela investigação e produção de provas que subsidiam a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário. O não aproveitamento dos profissionais já qualificados compromete a eficiência do sistema de justiça e a segurança da população.
Diante desse cenário, os concursados reafirmam seu compromisso com a sociedade potiguar e cobram do Governo do Estado o cumprimento da decisão judicial e a imediata nomeação de todos os profissionais formados.
Comissão dos Classificados do Concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte – Turma 3 PCRN
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